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			<title>Agência Da Hora - Feed Customizado RSS</title>
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				<title><strong>Vulnerabilidades climáticas nas comunidades indígenas: um olhar profundo sobre os impactos atuais no Brasil</strong></title>
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				<pubDate>Thu, 14 Dec 2023 12:27:47 +0000</pubDate>
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						<description><![CDATA[Texto: Tainara Gonçalves Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil As grandes crises climáticas, cada vez mais evidentes e desastrosas, têm muito a ver com o aquecimento global, que desde a Revolução Industrial vem sendo estimulado por diversos fatores, além de funcionar como intensificador do efeito estufa. O desmatamento desenfreado, a poluição do ar oriunda de [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Texto</strong>: Tainara Gonçalves</p>
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<p><strong>Foto</strong>: Marcelo Camargo / Agência Brasil</p>
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<p>As grandes crises climáticas, cada vez mais evidentes e desastrosas, têm muito a ver com o aquecimento global, que desde a Revolução Industrial vem sendo estimulado por diversos fatores, além de funcionar como intensificador do efeito estufa. O desmatamento desenfreado, a poluição do ar oriunda de grandes empresas, e quantidades exorbitantes de lixo descartadas em locais indevidos, são os principais agravantes dessa situação.</p>
<p>Segundo dados do último Censo Demográfico (2022), realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 4832 municípios brasileiros possuem população indígena, que no total contabiliza 1.693.535 pessoas. Assim como em outros lugares do país, os territórios indígenas são afetados pelas crises climáticas. A diferença é que dependem unicamente dos elementos naturais da terra, sendo praticantes da agricultura de subsistência, que consiste na produção de alimentos para sua sobrevivência.</p>
<p>Uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) mostra que a última década, compreendida entre 2011 e 2020, apresentou a maior temperatura média do Brasil, chegando a 24,5°C. Na Amazônia, local que comporta a maior parte das terras indígenas, a temperatura média subiu cerca de 1°C em 40 anos, enquanto o nível de chuva diminuiu em 36%, considerando o mesmo período.</p>
<p>A natureza e seus bens são vistos pelos povos indígenas como seres vivos e de grande valor ancestral, assumindo assim um compromisso com a preservação de sua biodiversidade, a fim de suavizar os efeitos das crises climáticas e garantir a manutenção de seus costumes e suas vidas nas terras.</p>
<p>Por conta das secas, ondas de calor extremas, onde os rios secam e a água se torna escassa, as práticas agrícolas realizadas pelos povos indígenas são obrigadas a passar por desafios como aridez do solo, alteração do tempo de trabalho, ou até mesmo a redução, além de realizar uma mudança no plantio, optando por elementos que facilmente se adaptam a cenários climáticos divergentes.</p>
<p>As enchentes também ocupam lugar de destaque. Entre 2013 e 2022, 5.199 de 5.570 cidades brasileiras sofreram as consequências do excesso de chuvas. Elas impedem o deslocamento e evacuação dos indígenas, comprometem suas moradias por meio de grandes inundações e <em>desencadeiam</em> inúmeros tipos de doenças infecciosas por falta de tratamento para as águas e ingestão de alimentos contaminados. As mudanças da biodiversidade e a extinção de algumas espécies de plantas e animais, além do deslocamento forçado por desastres naturais, são pontos cruciais para a insegurança alimentar ser uma constante problemática na vida dos povos indígenas. Problemática agravada pelas crises climáticas acentuadas, pela desapropriação forçada de terras, por pressão externa do agronegócio e de grandes empresas patrocinadoras de projetos expansivos.</p>
<p>O <em>Indigenous Peoples and Local Communities’ Forest Tenure Pledge</em> é um compromisso assinado pela Alemanha, Noruega, Reino Unido, EUA e Países Baixos, com o intuito de doar US$ 1,7 bilhão, de 2021 a 2025, para os povos originários e moradores de comunidades tradicionais, com a finalidade de incentivar e promover a preservação dos territórios indígenas e dos recursos naturais lá dispostos, ajudando no combate às crises climáticas. No entanto, até o momento, apenas 7% do valor cedido de US$ 321 milhões foi destinado diretamente a eles, transparecendo a falta de comunicação entre ONGs internacionais (que receberam 51% dos fundos), os governos (17%) e agências ou fundo regional (8%), e de um consenso mostrando, de fato, como os recursos irão chegar até os indivíduos, realizando uma democratização de acesso.</p>
<p>O racismo ambiental também é um fator determinante para que a destruição ambiental seja mais incidente em regiões onde estão localizados territórios indígenas e as pequenas aldeias. Isso se dá pelo descaso das autoridades, que fecham os olhos para a segregação alimentada pela sociedade branca e carência de qualidade de vida dessas pessoas. Quando são expostas a situações de vulnerabilidades climáticas, não possuem infraestrutura suficiente para se reerguer, seja pela falta de moradias resistentes ou de alimentação, sendo preciso a distribuição de cestas básicas para as famílias afetadas. Em muitos casos, as famílias são obrigadas a deixar seus territórios, sem auxílio dos poderes públicos, e partir para lugares que ofereçam melhores condições de sobrevivência e que o solo ainda não esteja impróprio para o plantio, pela aridez causada pelas secas.</p>
<p><img class="alignnone wp-image-984 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2023/12/WhatsApp-Image-2023-12-13-at-20.34.42.jpeg" alt="" width="768" height="512" /></p>
<p>Na 19° edição do Acampamento Terra Livre (ATL), realizado entre 24 e 28 de abril de 2023 [foto acima], os indígenas apresentaram uma carta com 18 reivindicações pontuais, junto de um decreto de estado de emergência climática. As principais exigências foram a implementação e atualização do Plano Nacional sobre Mudanças do Clima, fortalecimento dos órgãos voltados para as questões indígenas, além da demarcação de terras correta.</p>
<p>“A forma da comunidade externa melhorar e apoiar as comunidades indígenas é a demarcação de terras. Somos responsáveis pela maior parte da proteção dos biomas e das terras, mas nossos territórios representam apenas 14% do país. Temos feito o desmatamento recuar muito, freado os choques às florestas a partir de nossos territórios”, conta Xainã Pitaguary, acadêmico de Direito pela Universidade Federal de Santa Maria. A fim de proteger a cultura, o modo de vida dos nativos e o meio ambiente, a Lei n° 6001, disposta na Constituição Federal de 1988, assegura a demarcação de seus territórios, com o plano de acabar com invasões de não indígenas às terras. Contudo, a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) afirma que cerca de 85% dos territórios continuam sendo invadidos e tendo seus elementos naturais explorados ilegalmente.</p>
<p>Por conseguinte, entende-se que faltam políticas públicas e incentivos eficazes para que os povos indígenas continuem exercendo sua função no meio ambiente, com práticas agrícolas sustentáveis e resistentes, conservação e restauração de florestas e todos os recursos naturais presentes nelas, além da diversificação e expansão de maneiras alimentares, além de atuar na preservação da biodiversidade e diminuição das crises climáticas muito presentes no Brasil e no mundo.</p>
<p><img class="alignnone wp-image-983 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2023/12/Infografico-significado-das-cores-nas-unhas-moderno-gradiente-rosa-e-preto_20231207_195335_0000-scaled.jpg" alt="" width="1024" height="2560" /></p>
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				<title><strong>Agricultura Familiar diante das mudanças climáticas: desafios e estratégias de adaptação</strong></title>
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				<pubDate>Fri, 08 Dec 2023 13:05:10 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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		<category><![CDATA[agenciadahora]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura familiar]]></category>
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						<description><![CDATA[Texto: Caroline Schepp Foto: Cerrado Rural A Agricultura Familiar é desenvolvida em pequenas propriedades rurais, onde o trabalho é realizado pela própria família. Cerca de 70% dos alimentos consumidos no Brasil são produzidos por agricultores familiares. A produção desses agricultores é a sua principal fonte de renda e de subsistência. Além disso, a prática da [&hellip;]]]></description>
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<p><strong>Texto:</strong> Caroline Schepp</p>
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<p><strong>Foto:</strong> Cerrado Rural</p>
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<p>A Agricultura Familiar é desenvolvida em pequenas propriedades rurais, onde o trabalho é realizado pela própria família. Cerca de 70% dos alimentos consumidos no Brasil são produzidos por agricultores familiares. A produção desses agricultores é a sua principal fonte de renda e de subsistência. Além disso, a prática da agricultura familiar gera renda, emprego no campo e melhora o nível de sustentabilidade das atividades no setor agrícola, pois realiza atividades com menor impacto ambiental.</p>
<p>Neste ano, o estado do Rio Grande do Sul enfrentou eventos prejudiciais devido ao grande volume de chuvas, decorrentes da intensidade da ação do fenômeno El Niño. Este fenômeno natural é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do oceano Pacífico. Contudo, neste ano o El Niño apresentou-se mais intenso, ocasionando enchentes no estado, entre os meses de setembro e novembro. Segundo a Defesa Civil, apesar da previsão de chuvas acima da média para os próximos meses, o estado não deve sofrer com enchentes.</p>
<p>As mudanças climáticas estão impactando de forma significativa a agricultura familiar, levando a uma série de adaptações para enfrentar os desafios emergentes. Com a presença do Super El Niño no Brasil, esse impacto está sendo maior, contribuindo para o agravamento de desigualdades e das condições de segurança alimentar, pois afeta o cultivo de alimentos, atingindo regiões menos desenvolvidas economicamente.</p>
<p>O agricultor familiar Leandro Schepp, morador de Braga, cidade localizada no noroeste do estado do Rio Grande do Sul, conta que, para enfrentar os eventos extremos que vêm ocorrendo, faz uso da técnica de plantio direto e também de barreiras em solos de terrenos acidentados.</p>
<p>"Sob a ótica da conservação do solo e da água, o plantio direto traz diversos benefícios, pois reduz erosão e perda de nutrientes, evita assoreamento de rios, enriquece o solo com matéria orgânica na superfície, menor compactação do solo, menos aração e gradagem, resultando em menor uso dos tratores e menor desgaste, causando assim menos impacto ao meio ambiente", explica Lauro Rodrigues, pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros.</p>
<p>Schepp, que desenvolve a atividade leiteira em sua propriedade, relata que o Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) permitiu a compra de maquinário agrícola, além de investimentos em sua propriedade. Com o programa, destinado ao apoio financeiro às atividades agropecuárias, Leandro e sua família tiveram condições melhores de trabalho, produzindo com mais qualidade e promovendo desenvolvimento sustentável.</p>
<p>O Pronaf é uma iniciativa do governo brasileiro que visa promover o desenvolvimento econômico e social dos agricultores familiares. Criado em 1995, o Pronaf oferece crédito subsidiado, assistência técnica e extensão rural, bem como medidas de apoio à comercialização, buscando melhorar as condições de vida e fortalecer a produção sustentável nos pequenos estabelecimentos rurais. Destinado a agricultores familiares e empreendedores familiares rurais, o programa abrange uma variedade de atividades agropecuárias, contribuindo para a inclusão social e o desenvolvimento rural no Brasil.</p>
<p>Além do apoio de políticas públicas, o agricultor familiar conta com a Emater/RS-Ascar, que tem como objetivo auxiliar os agricultores com assistência técnica, promovendo desenvolvimento sustentável dentro da propriedade rural.</p>
<p>A professora Gizelli Moiano de Paula, formada em Agronomia pela Universidade Federal de Santa Maria, com áreas de atuação em agrometeorologia, modelagem agrícola e estudos de séries históricas de dados meteorológicos, destaca que a comunicação e o acesso à informação climática são fundamentais para os agricultores familiares se prepararem para eventos extremos, como as chuvas acima da média deste ano.</p>
<p>Gizelli afirma que, para que essas informações cheguem ao pequeno produtor rural de forma efetiva, o rádio é um ótimo meio de comunicação, pois está presente na vida diária do agricultor. Essas orientações devem ser transmitidas de maneira didática, para que assim o produtor possa se adaptar às mudanças e variabilidades climáticas de forma efetiva.</p>
<p>Através da implementação de práticas sustentáveis, diversificação e inovação tecnológica, a agricultura familiar está se adaptando às mudanças climáticas, enfatizando a importância da educação, colaboração e resiliência para garantir a segurança alimentar e o sustento das comunidades rurais.</p>
<p><img class="alignnone wp-image-982 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2023/12/WhatsApp-Image-2023-12-08-at-09.42.35.jpeg" alt="" width="678" height="452" /></p>
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