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			<title>Agência Da Hora - Feed Customizado RSS</title>
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	<title>Agência Da Hora</title>
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				<title><strong>Maquinários: a história</strong></title>
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				<pubDate>Fri, 20 Sep 2024 19:50:35 +0000</pubDate>
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						<description><![CDATA[Por: Andrei Sartori e Júlia Cechin OBS: reportagem produzida cerca de 1 mês antes do falecimento do vocalista e guitarrista Watson Silva, aos 33 anos, que teve um mal súbito durante um show no Hillbilly Rock House, em Lages (SC), no dia 27 de julho de 2024. A banda Maquinários, que conta com três integrantes [&hellip;]]]></description>
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<p><strong>Por:</strong> Andrei Sartori e Júlia Cechin</p>
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<p><em>OBS: reportagem produzida cerca de 1 mês antes do falecimento do vocalista e guitarrista Watson Silva, aos 33 anos, que teve um mal súbito durante um show no Hillbilly Rock House, em Lages (SC), no dia 27 de julho de 2024.</em></p>
<p>A banda Maquinários, que conta com três integrantes – Watson Silva, na guitarra e voz; Henrique Soares, no baixo; e Henrique Goulart, na bateria – lançou na sexta-feira, 07 de junho, o <strong><a href="https://youtu.be/2neL9uq60hg?si=QmKA4QRuyZxIRwCC">clipe</a></strong> da música autoral “Raiva” em seu canal no YouTube. O vídeo foi dirigido, produzido e editado por um dos membros da banda, Watson Silva, com captação e direção de fotografia de Douglas Cavalini e Fabrício Lemos. Além disso, a faixa-título do EP conta com a participação especial de Gabriel Marca, vocalista da banda “Dead Jungle Sledge”. O EP “Raiva” foi lançado ainda em abril pela Canil Records e Symphonic Distro, produtora independente da cidade de São Paulo.</p>
[caption id="attachment_1035" align="alignnone" width="1024"]<img class="wp-image-1035 size-large" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/Foto-Maquinarios-1024x576.jpg" alt="" width="1024" height="576" /> Imagem: Divulgação.[/caption]
<p><strong>Surgimento</strong></p>
<p>O <strong><a href="https://drive.google.com/file/d/1EacKvANsW1jRaRu9YE2bNiKU3FNqH0Wj/view?usp=drive_link">surgimento da banda</a></strong> se dá bem longe do Sul do país, mais precisamente em Palmas, no Tocantins, no ano de 2007, com os fundadores Ivan Silva e Matheus Andrighi, que na época cursavam Comunicação Social na Universidade Luterana do Brasil, a Ulbra. Watson Silva, Anderson Sacramento e outro integrante também estudavam na Ulbra, porém em outros cursos. Entre reuniões de amigos, o grupo desenvolveu a ideia de formar uma banda de rock and roll que misturasse a sonoridade do country e do blues, com referências dos anos 60 e 70.</p>
<p>Não demorou muito para a banda começar a se apresentar em festivais independentes de rock em Tocantins, e com as apresentações o grupo começou a ganhar uma projeção maior dentro do cenário estadual até o lançamento do primeiro EP, intitulado como EP-1.</p>
<p>Após cinco anos do primeiro lançamento e do surgimento da banda, em 2012 a Maquinários lança o segundo EP, chamado “Seis Milhas para o Inferno”, desta vez somente com três integrantes: Watson Silva, Ivan Silva e Matheus Andrighi. A gravação foi feita em São Paulo e a banda teve seu primeiro contato com Marcello Pompeu, importante cantor, compositor e produtor brasileiro, líder da banda Korzus.</p>
<p>Depois disso, a banda resolveu mudar de localidade, saindo de Tocantins e se mudando para o Rio Grande do Sul, novamente sofrendo modificações em seu trio, com a saída de Ivan Silva e a chegada de Diego Marsola. Com essa nova formação, a banda consegue alcançar uma proporção nacional através de apresentação televisiva em 2014 no estúdio ShowLivre.</p>
<p><strong>Composição atual</strong></p>
<p>No ano de 2018, Matheus Andrighi saiu da banda e seu espaço foi ocupado pelo novo baixista, que desempenha esta função no grupo até os dias atuais, Henrique Soares. Segundo Watson, todas essas mudanças foram essenciais para que a banda se tornasse o que é hoje e pudesse criar a sua identidade no mundo musical.</p>
<p>A identidade da banda se mescla com a <strong><a href="https://drive.google.com/file/d/18r8AnrTYVWj7rFItHvo5Od9hKx3Yb1LA/view?usp=sharing">personalidade</a></strong> de um integrante em especial, o vocalista Watson.</p>
<p><strong>Novo EP</strong></p>
<p>O trio deixou para trás a sua fórmula "old school" e adotou identidades sonoras que vão do grunge e rock alternativo até o nu-metal. O novo som evidencia o começo de uma caminhada por novos rumos.</p>
<p>– O nome do EP se origina desse período em que todos nós passamos por muitas situações difíceis, ao longo desses mais de três anos. Queremos mostrar o lado emocional e racional da palavra ‘raiva’. Levaremos esse nome na tour e no merchandising como forma de manifestação aos nossos tempos ‘apocalípticos’ – ressalta o vocalista Watson.</p>
<p>A Maquinários mistura elementos variados do rock, world music e música nativa, formam um som pesado, mas ao mesmo tempo claro, com letras em português e inglês, que falam sobre <strong><a href="https://drive.google.com/file/d/1TyydW7Kad__vpbhVbizSABdaNVhahnY2/view?usp=drive_link">a existência do ser humano em um mundo caótico</a></strong>.</p>
<p><em>Todos os materiais audiovisuais presentes nesta reportagem sofreram mínimas edições, pois os repórteres entendem que a essência do material e do entrevistado fazem parte da história aqui contada.</em></p>
<p> </p>
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													</item>
						<item>
				<title><strong>Drag Queens: arte, resistência e celebração da diversidade</strong></title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2024/09/19/drag-queens-arte-resistencia-e-celebracao-da-diversidade</link>
				<pubDate>Thu, 19 Sep 2024 13:22:16 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
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						<description><![CDATA[Texto: Gabrieli Ferla e Thayssa Kruger Dressed As Girl A arte de se vestir ou se montar em drag é muito mais antiga do que se pode imaginar inicialmente. Apesar de existirem poucos estudos que explorem a história das drag queens e suas trajetórias nas diferentes sociedades e períodos, sabemos que, pelo menos, desde a [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Texto:</strong> Gabrieli Ferla e Thayssa Kruger</p>
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[caption id="attachment_1026" align="alignnone" width="341"]<img class="wp-image-1026 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/RuPaul-Via-Pinterest.jpg" alt="" width="341" height="444" /> RuPaul - Via Pinterest[/caption]
<p><strong>Dressed As Girl</strong></p>
<p>A arte de se vestir ou se montar em drag é muito mais antiga do que se pode imaginar inicialmente. Apesar de existirem poucos estudos que explorem a história das drag queens e suas trajetórias nas diferentes sociedades e períodos, sabemos que, pelo menos, desde a Grécia clássica até os dias atuais, homens personificam a imagem feminina em diversos aspectos.</p>
<p>O teatro grego, berço da atuação, é considerado por muitos um dos precursores dessa forma de performance, ou então o local que popularizou o ato. Há inclusive um boato de que Shakespeare foi o responsável pelo termo "drag", que vem de "Dressed As Girl" - ou "vestido de menina", em tradução livre. Inicialmente, os homens precisavam se vestir e interpretar mulheres em peças teatrais porque a presença feminina nos palcos era proibida.</p>
<p>Roger Baker, em seu livro “<a href="https://archive.org/details/draghistoryoffem00bake/page/n3/mode/2up">Drag: The History of Female Impersonation in the Performing Arts</a>” (1994), afirmou que a liberação de mulheres se tornarem atrizes resultou em um outro tipo de drag, a drag cômica, que exerce a função satírica de dar voz ao indizível perante a sociedade. As "damas pantomímicas", como ficaram conhecidas, davam grande importância à moda e ao glamour, que ganhavam destaque em suas apresentações. Além disso, esses artistas começaram a ocupar espaços nos Music Halls, onde eram incentivados a cantar, dançar e realizar pequenas cenas cômicas.</p>
<p> </p>
<p><strong>Um ato político </strong></p>
[caption id="attachment_1030" align="alignnone" width="309"]<img class="wp-image-1030 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/Via-Pinterest.jpg" alt="" width="309" height="432" /> Via Pinterest[/caption]
<p>Na década de 1960, o movimento LGBT começou a se unificar e a se fortalecer na luta por direitos. Os jovens homossexuais buscaram uma identidade cultural própria por meio da música, da moda e das gírias. Nesse contexto, os bares gays começaram a ganhar popularidade, e as Drag Queens voltaram a se destacar.</p>
<p>Entretanto, é importante lembrar que, embora hoje ainda exista muito preconceito e discriminação, na década de 1960 isso era ainda mais evidente. Até 1962, relações entre pessoas do mesmo sexo eram consideradas crime em todos os estados americanos. Essa falta de equidade de direitos inspirou a revolta de Stonewall.</p>
<p>Nos anos 1960, o Stonewall Inn era um dos mais conhecidos bares gays de Nova York. Na madrugada do dia 28 de junho de 1969, a polícia realizou mais uma batida no bar, prendeu funcionários e começou a agredir e a levar sob custódia alguns frequentadores travestis e drag queens que não estavam usando ao menos três peças de roupa "adequadas" ao seu gênero, como mandava a lei. O caos foi instalado, e o que poderia ter sido só mais uma batida policial se tornou uma rebelião que ficou conhecida como “<a href="https://youtu.be/1HjDCiBUFOY?si=TJ-_VAQWVODrGfIy">A Revolta de Stonewall</a>”. Esse movimento inspirou a criação das primeiras organizações LGBTQIAP+ nos EUA, como a Frente de Liberação Gay, e também é a origem da data que celebra o dia e mês do orgulho LGBTQIAP+.</p>
<p>Desde então, as drag queens têm sido consideradas uma forte representação da resistência da comunidade LGBTQIAP+. <a href="https://www.instagram.com/dragpersephone?utm_source=ig_web_button_share_sheet&amp;igsh=ZDNlZDc0MzIxNw==">Persephone Ephemera Pepper</a> afirma que gosta muito de dizer que drag é um corpo-bandeira. Para a artista, ter uma pessoa montada em drag na frente é o mesmo que ter uma bandeira. "Talvez eu confie mais em um espaço que tem uma drag do que em um espaço que tem uma bandeira LGBT, porque é uma demarcação, né? Aqui a gente não só aceita, a gente não só tolera, a gente ama, a gente se importa com essa comunidade", reitera Pepper.</p>
<p>Persephone Ephemera Pepper é interpretada por Jeanne Martins Speckart, que começou a se montar em 2015, aos 17 anos, inicialmente por diversão. A ideia surgiu em um evento promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de Blumenau (SC) - na época, Fundação Cultural de Blumenau. Junto com Eva Pepper, uma drag queen experiente e consolidada na pequena cidade, a artista ajudou a construir a Família Pepper, com o intuito de incentivar os jovens a se montar.</p>
[caption id="attachment_1027" align="alignnone" width="277"]<img class="wp-image-1027 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/Persephone-Ephemera-Pepper-Via-arquivo-pessoal.jpg" alt="" width="277" height="415" /> Persephone Ephemera Pepper - Via arquivo pessoal[/caption]
<p><em> </em></p>
<p><strong>Cover Girl: representatividade na mídia</strong></p>
[caption id="attachment_1028" align="alignnone" width="302"]<img class="wp-image-1028 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/Myah-Via-Instagram.jpg" alt="" width="302" height="359" /> Myah - Via Instagram[/caption]
<p>Na década de 1990, surge RuPaul, um homem negro, alto, de peruca loira, e com a aparência de uma top model. A artista começou a se destacar na cena cultural LGBTQIAP+ de Nova York por suas performances em boates gays. Aos poucos, foi ganhando espaço na mídia e se tornando uma referência para toda a comunidade. RuPaul passou a aparecer em uma grande variedade de programas televisivos, filmes e álbuns musicais. Além disso, seu hit <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/36Rpz4MZQhGknLEmTmHr8v?si=2f5f84e0991f4b3e">"Supermodel (You Better Work)"</a> alcançou o segundo lugar na Billboard, parada musical estadunidense.</p>
<p>Em 2009, RuPaul se tornou apresentadora do reality show RuPaul’s Drag Race, onde drag queens de todo os Estados Unidos competem pelo título de próxima drag queen superstar, exibindo suas habilidades artísticas, desde atuação até a confecção de vestidos de alta costura. Além de divulgar a cultura LGBTQIAP+ para milhões de pessoas ao redor do mundo, o programa inspirou diversas artistas a iniciar suas carreiras como drag queens, incluindo nomes como Pabllo Vittar e Gloria Groove.</p>
<p>RuPaul não foi a primeira artista drag a fazer sucesso no Brasil: figuras como Vera Verão e Suzy Brasil já estavam presentes na televisão nas décadas de 1980. No entanto, RuPaul’s Drag Race se destaca por dar visibilidade a diversos formatos de drag, rompendo com o estereótipo super feminino ou cômico. Malcon Bauer, ator, performer e criador de conteúdo nas redes sociais, enfatiza que o conceito do que é uma drag está se ampliando significativamente. Segundo ele, "antes a gente tinha muitas coisas: ‘ai, mulher não pode ser drag, né? Homem hétero não pode ser drag.’ Todo mundo pode ser drag."</p>
<p>Foi a partir do contato com o programa que Victor Oliveira conceitualizou <a href="https://www.instagram.com/myah_dragqueen?utm_source=ig_web_button_share_sheet&amp;igsh=ZDNlZDc0MzIxNw==">Myah</a>. "Eu comecei a assistir drag race em junho. E no final, assim, do ano eu já tava comprando as coisas na internet e no início de 2019 eu já comecei a fazer drag”, conta Oliveira.</p>
<p> </p>
<p><strong>Mas afinal, o que é drag?</strong></p>
[caption id="attachment_1029" align="alignnone" width="342"]<img class="wp-image-1029 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/Lady-de-Rosas-Via-Instagram.jpg" alt="" width="342" height="344" /> Lady de Rosas - Via Instagram[/caption]
<p>Liberdade, expressão e ato político: essas foram algumas das palavras utilizadas por nossas entrevistadas ao descreverem a arte drag. Na visão delas, a drag é uma forma poderosa de manifestar identidade e desafiar normas sociais, permitindo que indivíduos se libertem das amarras impostas pela sociedade e explorem sua verdadeira essência. "A arte drag é como um portal de acesso para a minha imaginação. Então, o que eu imaginar, o que eu quiser me transformar, independente do gênero, independente de qualquer coisa, é através da arte drag que eu consigo. Porque a arte drag, em si, é uma arte que abrange todas as outras artes", afirma Oliveira.</p>
<p>A arte drag vai além de se montar e exibir suas habilidades artísticas, mas também faz uma declaração política. Em um mundo onde a opressão e a discriminação ainda são realidades, a drag se destaca como um ato de coragem e de reivindicação de espaço. “A drag conta a história da população LGBT com a população LGBT”, declara Speckart.</p>
<p>A drag possui também o poder de unir comunidades e criar espaços seguros para pessoas LGBTQIAP+. Em clubes, palcos e redes sociais, drag queens oferecem apoio, inspiração e visibilidade para aqueles que ainda buscam autoconfiança. “Com a <a href="https://www.instagram.com/ladyderosas?utm_source=ig_web_button_share_sheet&amp;igsh=ZDNlZDc0MzIxNw==">Lady de Rosas</a>, eu sinto uma liberdade para ser eu como nunca. Quando eu estou como Lady de Rosas, as coisas que eu falo, a liberdade que eu sinto de me expressar tem a ver com essa figura, que me permite”, afirma Bauer.</p>
<p> </p>
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													</item>
						<item>
				<title><strong>"As Minas da Cena" - o rap feminino brasileiro alcançando mais espaço em 2024</strong></title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/agencia-da-hora/2024/09/19/as-minas-da-cena-o-rap-feminino-brasileiro-alcancando-mais-espaco-em-2024</link>
				<pubDate>Thu, 19 Sep 2024 12:39:14 +0000</pubDate>
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						<description><![CDATA[Uma dessas minas é Nina, que se apresenta nesta sexta no Rock In Rio. Texto e arte: Teresa Vitória / Fotos: Divulgação O rap feminino no Brasil é uma parte vibrante e importante da cena musical do país. Surgiu nas décadas de 1980 e 1990, principalmente nas periferias urbanas, como uma forma de expressão cultural [&hellip;]]]></description>
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<p><em>Uma dessas minas é Nina, que se apresenta nesta sexta no Rock In Rio.</em></p>
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<p><strong>Texto e arte:</strong> Teresa Vitória / <strong>Fotos:</strong> Divulgação</p>
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<p align="JUSTIFY"><img class="alignnone wp-image-1021 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/imagem-1.jpg" alt="" width="851" height="315" /></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">O rap feminino no Brasil é uma parte vibrante e importante da cena musical do país. Surgiu nas décadas de 1980 e 1990, principalmente nas periferias urbanas, como uma forma de expressão cultural e social para as mulheres. Assim como o rap em geral, as letras abordam uma variedade de temas, desde questões políticas e sociais até experiências pessoais e desafios enfrentados pelas mulheres na sociedade.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">A cena das mulheres sempre existiu no rap, mas hoje, em 2024, temos uma grande força de mulheres ganhando visibilidade. Dentre os nomes mais promissores do país, temos: Nina do Porte, Tasha e Tracie, Slipmami, Duquesa, Ebony, MC Luana, e outras artistas que trazem a cena feminina para o holofote. </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Com esse holofote nas mulheres, temos também o destaque para suas dores e anseios que precisavam ser ditos após muito tempo de vozes caladas. Entretanto, o rap feminino vai muito além disso. </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Os esquemas sociais em que vivemos sempre impediram que elas pudessem falar explicitamente como os homens da cena fazem. Somente hoje, em 2024, graças às plataformas digitais e o alcance para outras mulheres, a cena feminina vem sendo recebida cada vez mais.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">As rimas abordam a autoestima, sexualidade, liberdade feminina, independência financeira e também a raiva da mulher. As mulheres sentem, as mulheres transam, as mulheres bancam e as mulheres também podem ser bravas ou como abordado em muitas músicas masculinas podem levar uma vida sexualmente ativa, noturna e fechar seus próprios “combos no rolê”.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Uma rapper que faz esse trajeto com maestria em forma de música é Anna Ferreira, ou como é conhecida: NINA do Porte. Com direito à conquista de espaço inclusive na atual edição do Rock In Rio, em que se apresenta nesta sexta-feira, dia 20/09.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><img class="alignnone wp-image-1022 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/imagem-2.jpeg" alt="" width="320" height="320" /></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Com mais de 2 milhões de ouvintes mensais no Spotify, como o vulgo da rapper já diz: a bruta, a braba, a forte, uma das pioneiras do grime e do drill no Brasil (gêneros musicais que vêm do rap/trap com influências internacionais e ritmo de 140 bpm). Através dos dois álbuns de estúdio lançados pela rapper, "PELE" em 2022 e "PTGQJM" em 2023, vemos a trajetória de uma mulher superando seus traumas de abusos, agressões e uma relação extremamente tóxica, e como Nina se colocou na linha de frente de sua própria história. </span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Em seu primeiro álbum "PELE", como o nome já diz, Nina veste suas dores como uma pele. O</span><span style="color: #0d0d0d"><span style="font-family: Roboto, serif"><span style="font-size: medium">nde retira a CULPA (nome de uma das faixas do álbum) de si mesma, ou melhor, de ANNA (outra faixa), uma menina preta que cresceu na cidade alta do Rio em volta de uma dura realidade, Enquanto no PELE ouvimos rimas que trazem dores femininas à vista, ao som do drill, sendo uma das precursoras do estilo no país. Para a rapper, o processo de criação deste álbum, e revisitar seus traumas mais profundos foi doloroso, mas necessário. Ela conta:</span></span></span></p>
<p>[audio m4a="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/AUDIO-4.m4a"][/audio]</p>
<p align="JUSTIFY"><img class="alignnone wp-image-1023 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/imagem-3.jpeg" alt="" width="1440" height="1440" /></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Em seu segundo álbum, "Para Todos os Garotos que Já Mamei", ouvimos a versão curada de suas cicatrizes.</span></p>
<p>[audio m4a="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/AUDIO-5.m4a"][/audio]</p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">“Foi um álbum que veio em um momento leve da minha vida, é sobre amor próprio, sobre se permitir sentir amada, principalmente sendo uma mulher preta”, ressalta Nina. Já na primeira música, temos uma sonoridade deliciosa em "Faz Assim", e uma letra sexualmente explícita, onde a mulher é ativa e está no comando. Sexo é bom, todo mundo gosta, por que isso é um tabu para mulheres?</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Em torno deste álbum vemos letras sobre autovalorização e libertação sexual, a exemplo de "Prece", que conta com participação de Baco Exu do Blues, uma das referências do rap nacional. Em "Despedidas", ouvimos: “Mas dessa vez me escolho acima de tudo”. A letra mostra que não é errado se escolher, ao invés de voltar para aquele relacionamento que te fez mal. Nina diz que o público feminino é o que mais abraça seu trabalho, o mesmo público que por muito tempo foi invisibilizado em questões de protagonismo. Principalmente no cenário do rap.</span></p>
<p>[audio m4a="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/AUDIO-3.m4a"][/audio]</p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">E diz que o que a inspirou foi justamente a falta de mulheres abordando certos assuntos, que muitas anseiam ouvir.</span></p>
<p>[audio m4a="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/AUDIO-1.m4a"][/audio]</p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium"><img class="alignnone wp-image-1012 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/imagem-4.jpg" alt="" width="750" height="421" /></span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">A cena feminina passa a visão de que a mulher não precisa sempre ser bondosa e passiva pelo outro, ela pode escolher, e isso não é errado ou egoísta. É o caso de "Karma", uma colaboração com MC Luanna, uma promissora voz da cena também, faixa que trata sobre se retirar do papel de “mulher traída” ou de “coitadinha”, como estamos acostumados a ver. A mulher pode fazer pior não dizendo que sente orgulho, mas que também não sente culpa, vista na frase: “Enquanto ele tava com várias na rua eu tava pelada em outro banco de trás”.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">É um álbum sobre cura, empoderamento, sobre a sexualidade feminina e a mulher assumindo seu lugar de poder que por tanto tempo foi negado. Nina conta: “Já vi muita gente desacreditar do meu trabalho, que não ia dar certo, que meu flow era quadrado, e hoje eu vejo essa mesma galera na platéia me olhando”. E, mesmo com as críticas, ainda asssim Nina percebe como sua música impacta determinados gêneros dentro do rap.</span></p>
<p>[audio m4a="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/AUDIO-6.m4a"][/audio]</p>
<p align="JUSTIFY"><span style="color: initial;font-size: medium">O rap feminino dá às mulheres esse poder. Não só Nina, mas outras artistas da cena estão furando a bolha, e finalmente esses tópicos estão sendo abordados após quase 30 anos. E ressalta: “Hoje o papel da mulher na cena do rap brasileiro é comandar mesmo o bagulho! Quando falamos sobre ritmo e poesia, acho que as mulheres estão muito à frente que qualquer outro homem na cena. E hoje nossa função é tocar essa cena pra frente, e o que temos feito na cena é algo que há muito tempo não era feito, que é: movimento”.</span></p>
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<p align="JUSTIFY"><i><b></b></i><span style="color: initial;font-size: medium"> “A gente tá fazendo a música sair da mesmice, do mesmo lugar, mesmas bolhas, mesmos ciclos, para se transformar em outra coisa.”</span></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">Para finalizar, Nina fala que o rap feminino sempre vem evoluindo e sempre vai evoluir. Mas ainda não é um espaço “nosso” , ou seja, das mulheres.</span></p>
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<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium">É necessário muita coragem para se fazer isso, pegar um gênero que sempre foi predominantemente masculino, com assuntos masculinos, e transformar em arte, numa narrativa própria de força feminina.</span></p>
<p align="JUSTIFY"><img class="alignnone wp-image-1013 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2024/09/imagem-5.jpg" alt="" width="1080" height="565" /></p>
<p align="JUSTIFY"><span style="font-size: medium"><i>*Um agradecimento especial à cantora, nacionalmente conhecida, que tirou um tempo de sua agenda lotada para conceder essa entrevista com muito carinho, e também por toda sua mobilização no Instagram em prol das vítimas das enchentes ocorridas este ano no Rio Grande do Sul.</i></span></p>
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