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			<title>Agência Da Hora - Feed Customizado RSS</title>
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				<title><strong>Maré Tardia, sinestesia, Sem Diversão Pra Mim e movimento DIY</strong></title>
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				<pubDate>Tue, 08 Jul 2025 01:54:45 +0000</pubDate>
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						<description><![CDATA[Por: Vanessa Carvalho Domingo, 29 de junho de 2025. Acordei com Leviatã, da Maré Tardia, repetindo incessantemente em minha cabeça (em especial o som das guitarras). O tal earworm que os gringos cunharam, traduzido literalmente como “verme de ouvido” ao português, designa aquela música que gruda nos seus ouvidos e se recusa a sair. O [&hellip;]]]></description>
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<p><strong>Por</strong>: Vanessa Carvalho</p>
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[caption id="attachment_1094" align="alignnone" width="983"]<img class="wp-image-1094 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/07/mare-tardia-1.jpg" alt="" width="983" height="837" /> A banda capixaba Maré Tardia faz uma verdadeira moqueca de estilos musicais. // Foto: Reprodução[/caption]
<p>Domingo, 29 de junho de 2025. Acordei com Leviatã, da Maré Tardia, repetindo incessantemente em minha cabeça (em especial o som das guitarras). O tal <em>earworm</em> que os gringos cunharam, traduzido literalmente como “verme de ouvido” ao português, designa aquela música que gruda nos seus ouvidos e se recusa a sair.</p>
<p>O álbum <strong>Sem Diversão Pra Mim</strong>, da banda capixaba Maré Tardia, lançado no final de abril, tem um som eletrizante que gruda lá nos ouvidos e te faz repetir dias depois “sem diversão pra mim (hoje não!)”. Segundo álbum da banda de <strong>Vila Velha</strong>, o som mostra um amadurecimento sonoro do grupo. Vozes intercaladas entre Gus Lacerda (guitarra e vocal) e Bruno Lozório (guitarra e vocal), as linhas de baixo de Matheus Canni e a bateria enérgica de Caio “Vazo” Mendonça.</p>
<p>As 10 faixas distribuídas em pouco mais de 30 minutos dão conta de mostrar a potência musical do grupo. Com sons que bebem nas fontes do <em>punk, surf rock, post-punk</em> e vanguarda brasileira, por exemplo. Explorando de forma crua e sem cerimônia os mais diversos temas, as músicas passeiam por anseios, angústias, amores, indagações e o elemento mundano do viver humano.</p>
<p>O processo de produção (da pré até a pós) tem as mãos de todos os integrantes, que se envolvem na escrita, gravação, produção e até distribuição do álbum. O movimento DIY (Do It Yourself - faça você mesmo) na música, cunhado nos anos 1950 e propagado como filosofia nos anos 1970 pelo movimento punk, pode ser percebido como uma das vertentes da Maré Tardia como banda indie rock no cenário <strong>capixaba</strong> e brasileiro.</p>
<p>A banda, que nasceu em 2019 co-fundada por Gus e Bruno, chega ao seu sexto ano de atividades mais potente com um trabalho autoral impecável e cativante. É fácil gostar da Maré Tardia se você gosta de música brasileira. Alguma música vai conversar intimamente com você, pela letra ou pela melodia. Quando antes você imaginar, estarás a dançar e cantarolar algum trechinho.</p>
<p>A imprevisibilidade do que está por vir na próxima faixa é o elemento que mostra um amadurecimento musical da Maré Tardia e a coloca de vez no mapa brasileiro de bandas para ficar de olhos bem abertos. A única certeza mesmo é de que ainda vem muita coisa boa por aí.</p>
<p> </p>
[caption id="attachment_1093" align="alignnone" width="720"]<img class="wp-image-1093 size-full" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/825/2025/07/Capa-Sem-Diversao-pra-Mim-Mare-Tardia.jpg" alt="" width="720" height="720" /> Álbum "Sem Diversão Pra Mim", lançado em abril de 2025, tem a capa ilustrada pelo artista capixaba Gustavo Moraes. // Foto: Reprodução[/caption]
<p><strong>Dissecando o álbum</strong> <strong>“Sem Diversão Pra Mim”</strong></p>
<p><strong>Faixa 01. Leviatã</strong></p>
<p>Impossível não ouvir o som das guitarras ecoando dentro da cabeça tempos depois de ouvir o álbum. Foi assim que acordei naquele domingo e percebi de onde eram os riffs que se repetiam e cantarolava inconscientemente. Abre o álbum já dando uma boa prévia do que está prestes a desenrolar nas faixas seguintes.</p>
<p><strong>Faixa 02. Já sei bem</strong></p>
<p>A voz do Bruno começa a amaciar os ouvidos após a potência vocal do Gustavo em Leviatã. O ritmo frenético te coloca pra dançar, nem que seja balançando as mãos de um lado pro outro.</p>
<p><strong>Faixa 03. Sem diversão pra mim </strong></p>
<p>Guitarras potentes, o show à parte da bateria e as vozes intercaladas resumem a música. A faixa que dá nome ao álbum deixa o trechinho “sem diversão pra mim” “hoje não” ecoando por dias. É a primeira música escrita pelos quatro integrantes juntos. Apesar de dar o nome ao disco, diria que não dá a cara.</p>
<p><strong>Faixa 04. Tarde demais</strong></p>
<p>Voz aveludada? Temos. Voz “áspera”/rasgada? Temos. E por “áspera”/rasgada e “aveludada” me refiro à sinestesia das palavras e das vozes. Gosto do contraste de sensações que 'Tarde demais’ causa. Parece um monólogo de duas versões da mesma pessoa em conflito/debate/discussão.</p>
<p><strong>Faixa 05. Azur </strong></p>
<p>Ouviria essa deitada na praia observando as ondas e sonhando acordada com a vida. Azur seria a trilha sonora do momento. Dá vontade de viver com essa e morar aqui. Arranjo maravilhoso e com um “quê” de surf rock.</p>
<p><strong>Faixa 06. Nadavai </strong></p>
<p>Aqui a dinâmica sinestésica das vozes em ‘Tarde demais’ se repete. As vozes colocam angústia e certo “desespero” repetindo “foi só mais dessa/a última vez”. Repete a dinâmica de um monólogo fragmentado contado por uma pessoa mas que soa como duas versões de um mesmo alguém.</p>
<p><strong>Faixa 07. Ian Curtis</strong></p>
<p>Baixo. Bateria. Post-punk. Sonhar é tão angustiante. Melancolia. Suavidade. Denso. Angústia. Anseios. Vida. Dilemas. Identificação. Solos de guitarra.</p>
<p><strong>Faixa 08. Junkie Food</strong></p>
<p>Eu, que sou fissurada pelo som da guitarra, me senti cativada pelas linhas de baixo do Canni que abrem a música. Talvez a minha top 1 favorita do álbum por ter um pé no noise rock/punk e ser facilmente uma coisa que o Fugazi faria. Gosto do tom destoante e ao mesmo tempo coerente com todas as faixas anteriores. Decadente.</p>
<p><strong>Faixa 09. Não se vá </strong></p>
<p>A música mais "quieta” e inquietante do álbum.</p>
<p><strong>Faixa 10. Nunca mais</strong></p>
<p>Empata com Junkie Food no meu top 1 favoritas do álbum. Deleite do instrumental do início ao fim. Voz incrível do Bruno. Letra impecável. Encerramento da música e do conjunto da obra com um solo fenomenal e uma jam que mostra a potencialidade individual de cada um dos músicos e o produto disso somado e agrupado na Maré Tardia.</p>
<p> </p>
<p>O álbum “<strong>Sem Diversão Pra Mim</strong>” e todo o material está disponível em plataformas de <em>streaming</em>. A banda também conta com alguns clipes no canal do <strong>YouTube (@MareTardia)</strong>. Mais informações e para acompanhar os passos do grupo capixaba, acesse o <strong>Instagram (@MareTardia)</strong>.</p>
<p> </p>
<p><strong>P.S.1:</strong> Não querendo vender nosso peixe (porque de peixe/moqueca capixaba entende bem), mas vale muito a pena o play no som da Maré Tardia.</p>
<p><strong>P.S.2.:</strong> O cenário do rock capixaba vai bem.</p>
<p><strong>P.S.3.:</strong> Ouça: <a href="https://open.spotify.com/embed/album/69gy9fo1MRSVHmhRHw4skA" target="_blank" rel="noopener" data-saferedirecturl="https://www.google.com/url?q=https://open.spotify.com/embed/album/69gy9fo1MRSVHmhRHw4skA?utm_source%3Dgenerator%26theme%3D0&amp;source=gmail&amp;ust=1752024773772000&amp;usg=AOvVaw28PJ1K3GYMcBE4Qmefe-u7">https://open.spotify.com/embed/album/69gy9fo1MRSVHmhRHw4skA</a></p>
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