{"id":231,"date":"2020-07-09T22:27:46","date_gmt":"2020-07-10T01:27:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/?p=231"},"modified":"2020-07-10T13:06:33","modified_gmt":"2020-07-10T16:06:33","slug":"caminhos-para-cura-como-sao-tratados-os-pacientes-com-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/2020\/07\/09\/caminhos-para-cura-como-sao-tratados-os-pacientes-com-covid-19","title":{"rendered":"Caminhos para cura: como s\u00e3o tratados os pacientes com covid-19"},"content":{"rendered":"\n<figure id=\"attachment_233\" aria-describedby=\"caption-attachment-233\" style=\"width: 392px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-content\/uploads\/sites\/825\/2020\/07\/imagem-remedios-111.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-233\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-content\/uploads\/sites\/825\/2020\/07\/imagem-remedios-111.jpg\" alt=\"\" width=\"392\" height=\"235\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2020\/07\/imagem-remedios-111.jpg 1000w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2020\/07\/imagem-remedios-111-300x180.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2020\/07\/imagem-remedios-111-768x461.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 392px) 100vw, 392px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-233\" class=\"wp-caption-text\">Fonte: Revista Abrale<\/figcaption><\/figure>\n<p>A pandemia da Covid-19 foi declarada pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade em meados do m\u00eas de mar\u00e7o. Desde ent\u00e3o, intensificou-se a luta contra o tempo em busca de um tratamento eficaz para a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>A Sociedade Brasileira de Infectologia informou que os medicamentos que est\u00e3o sendo utilizados ainda n\u00e3o possuem comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica mas que as op\u00e7\u00f5es de tratamento seguem em an\u00e1lise, e que o uso desses medicamentos devem estar sob decis\u00e3o individual dos m\u00e9dicos.<\/p>\n<p>Mas se faltam solu\u00e7\u00f5es, sobram d\u00favidas para a popula\u00e7\u00e3o. Para entender melhor como s\u00e3o tratados os pacientes que se curaram da Covid-19, a Equipe da Ag\u00eancia da Hora conversou com pessoas que enfrentaram o v\u00edrus e com profissionais da sa\u00fade que atuam no combate \u00e0 pandemia.<\/p>\n<h5><strong>Ela venceu a Covid-19, mas teve que se despedir do marido<\/strong><\/h5>\n<p>L\u00facia Helena Gomes, 67 anos, mora em S\u00e3o Gabriel, na regi\u00e3o da Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. O marido dela morreu contaminado com o novo coronav\u00edrus em maio. Ela conta que quando foi internado, ele ficou um tempo no hospital e ap\u00f3s dois dias ele precisou de respirador. Ele chegou a se recuperar de uma parada card\u00edaca, mas na segunda, n\u00e3o aguentou. L\u00facia Helena lembra com tristeza do tratamento destinado ao marido ap\u00f3s a morte. \u201cMe chamaram no hospital, por volta de oito horas da noite e disseram que fizeram de tudo, mas ele n\u00e3o resistiu. Falaram que colocariam ele em um pl\u00e1stico preto e o levariam direto ao cemit\u00e9rio\u201d, relata ela.<\/p>\n<p>Um dia ap\u00f3s a morte do marido, L\u00facia recebeu a confirma\u00e7\u00e3o de que tamb\u00e9m estava com covid-19. Ela conta que ap\u00f3s fazer tr\u00eas testes r\u00e1pidos negativos realizados no \u201cGrip\u00e3o\u201d, posto de triagem improvisado para coleta de exames da covid-19, ela continuava sentindo falta de ar. Foi ent\u00e3o que ela fez um exame no pulm\u00e3o e obteve a confirma\u00e7\u00e3o. \u201cEstava cheio de bicho\u201d, diz L\u00facia sobre o resultado do exame. Ela lembra que al\u00e9m dos sintomas f\u00edsicos como dor no corpo, \u201cdo dedo do p\u00e9 at\u00e9 os cabelos\u201d,como relata, ela viveu momentos de muita tens\u00e3o ap\u00f3s o diagn\u00f3stico, pois teve medo de tamb\u00e9m n\u00e3o resistir \u00e0 doen\u00e7a. Ap\u00f3s ficar internada no hospital para tratamento, por cerca de uma semana, L\u00facia se curou da Covid-19.<\/p>\n<h5><strong>Uma fam\u00edlia com o novo coronav\u00edrus<\/strong><\/h5>\n<p>A vendedora, Evaniza Nunes, 35 anos, o marido Marcio Gorosito, 41 anos e o filho Isaque Gorosito, de 4 anos, testaram positivo para o novo coronav\u00edrus.<\/p>\n<p>&#8211; Comecei a sentir dor de cabe\u00e7a e calafrios no corpo, mas achei que era gripe. Meu esposo estava em casa com problemas de press\u00e3o e n\u00e3o desconfi\u00e1vamos que poderia ser Covid, conta Evaniza.<\/p>\n<p>Ela foi diagnosticada no ambulat\u00f3rio improvisado montado em um gin\u00e1sio em S\u00e3o Gabriel para atender os casos de pacientes com Covid-19 na cidade. Por l\u00e1, a tenda \u00e9 conhecida como \u201cGrip\u00e3o\u201d. Nesse espa\u00e7o s\u00e3o feitas as coletas de amostras de sangue dos pacientes que apresentam sintomas do novo coronav\u00edrus. Essas amostras s\u00e3o enviadas para laborat\u00f3rios que realizam o teste chamado de RT-PCR, utilizado para detectar a Covid-19.<\/p>\n<p>\u00a0Evaniza conta que ela e a fam\u00edlia trataram da doen\u00e7a em casa, eles\u00a0 receberam v\u00e1rios tipos de medicamentos ap\u00f3s o diagn\u00f3stico positivo, entre eles o Tamiflu, usado para tratamento da gripe H1N1. Ela tamb\u00e9m recebeu doses de ibuprofeno, para\u00a0 controlar a febre. Ela diz que sentiu efeitos colaterais ao ingerir o Tamiflu, e que, ao parar de tom\u00e1-lo, apresentou melhoras. \u201cNossa recupera\u00e7\u00e3o se deu em 16 dias. Passei todo esse tempo isolada\u201d, conclui a vendedora.<\/p>\n<p>Evaniza conta que outras pessoas da fam\u00edlia tamb\u00e9m testaram positivo para o novo coronav\u00edrus. A cunhada, o irm\u00e3o, o sobrinho e os pais dela. Marc\u00e9lia Gorosito, 34 anos, cunhada de Evaniza, conta que antes de receber o diagn\u00f3stico da doen\u00e7a sentia dores insuport\u00e1veis de cabe\u00e7a, mas achou que poderia ser resultado do estresse no trabalho.\u00a0 Marc\u00e9lia conta que perdeu o olfato e o paladar por duas semanas e tamb\u00e9m se sentia fraca e debilitada.<\/p>\n<p>O marido dela F\u00e1bio Ricardo Pinto, 43 anos, teve sintomas parecidos, n\u00e3o precisou de respirador, mas precisou de fisioterapia para melhorar a capacidade respirat\u00f3ria dos pulm\u00f5es ap\u00f3s receber alta. O filho de tr\u00eas anos se recuperou bem e os seus pais, de 67 e 62 anos, ainda est\u00e3o em tratamento domiciliar com medica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os membros da fam\u00edlia Gorosito, que conversaram com a nossa equipe, contaram que os sintomas surgiram entre cinco e 10 dias ap\u00f3s elas terem sido infectadas com o v\u00edrus, por\u00e9m, elas n\u00e3o sabem onde podem ter contra\u00eddo a doen\u00e7a.<\/p>\n<h5><strong>Quanto antes diagnosticado, mais efetivo o tratamento<\/strong><\/h5>\n<p>Por ser se tratar de um v\u00edrus novo, cujo o comportamento ainda n\u00e3o \u00e9 bem compreendido pela sociedade m\u00e9dica e cient\u00edfica, o estudante do \u00faltimo per\u00edodo de medicina Diego Oscar Hibner, 25 , alerta que \u00e9 muito importante que os pacientes que apresentarem sintomas da Covid-19 procurem postos de sa\u00fade, ou postos de triagem. Hibner realiza atualmente seu est\u00e1gio obrigat\u00f3rio do curso de medicina no Hospital Regional de Ciudad del Este, no Paraguai, fazendo a triagem dos pacientes com Covid. Segundo ele, o quanto antes for realizado o teste que diagnostica a doen\u00e7a, menores ser\u00e3o as chances de que o v\u00edrus seja disseminado, antes mesmo que o paciente tenha consci\u00eancia de que est\u00e1 contaminado.<\/p>\n<p>&#8211;\u00a0 Ap\u00f3s o paciente com suspeita de coronav\u00edrus se apresentar em um hospital ou posto de sa\u00fade e encontrar-se com os sintomas, ele \u00e9 testado e colocado em isolamento em sua resid\u00eancia, dependendo da gravidade dos sintomas, afirma Diego Hibner. O m\u00e9dico explica que ap\u00f3s a confirma\u00e7\u00e3o do resultado, o paciente \u00e9 reavaliado e, caso necess\u00e1rio, ficar\u00e1 em observa\u00e7\u00e3o com acompanhamento hospitalar.<\/p>\n<p>Diego ressalta que ainda n\u00e3o h\u00e1 um tratamento 100% eficaz contra o novo coronav\u00edrus e os m\u00e9dicos seguem protocolos de tratamento que orientam a utiliza\u00e7\u00e3o de alguns tipos de medica\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 o caso de antibi\u00f3ticos\u00a0 e outros medicamentos que est\u00e3o sendo ministrados por profissionais\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0Al\u00e9m disso, o m\u00e9dico ressalta que tamb\u00e9m n\u00e3o se pode observar ainda um padr\u00e3o de recupera\u00e7\u00e3o nos casos, ele afirma que o tratamento varia de pessoa para pessoa, \u201cdepende muito da idade, se o paciente tem ou n\u00e3o comorbidades e outros fatores de risco\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Nos casos mais graves da doen\u00e7a o paciente precisa receber atendimento intensivo em um leito de UTI.\u00a0 Luana Ataide, 28 anos, \u00e9 enfermeira na cidade de Castanhal no Par\u00e1. Ela \u00e9 uma das milhares de pessoas que trabalham na linha de frente contra a Covid-19.\u00a0 Ela conta que o paciente precisa ser submetido a seda\u00e7\u00e3o e intuba\u00e7\u00e3o quando a satura\u00e7\u00e3o, n\u00edvel de oxig\u00eanio presente nos pulm\u00f5es, est\u00e1 abaixo de 90% \u201cQuando o paciente precisa de um leito de UTI e precisa ser entubado, \u00e9 quando fica com uma satura\u00e7\u00e3o abaixo de 90%, uma vez que o correto para evitar a entuba\u00e7\u00e3o \u00e9 entre 90 e 100%. A partir desta queda, o paciente fica destinado a seda\u00e7\u00e3o e entuba\u00e7\u00e3o. \u00c9 a partir da\u00ed que s\u00e3o ministrados maiores cuidados com o paciente\u201d, conta a enfermeira sobre quando um paciente \u00e9 encaminhado a Unidade de Tratamento Intensivo.<\/p>\n<p>Luana conta que v\u00e1rios medicamentos est\u00e3o sendo testados para tentar curar os pacientes com Covid-19, mas ela afirma que Depois da libera\u00e7\u00e3o da cloroquina, muitos pacientes apresentaram piora nos sintomas da Covid-19, pois como cada organismo se diverge um do outro, os efeitos colaterais s\u00e3o inevit\u00e1veis.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o haja ainda um consenso mundial dos tratamentos que s\u00e3o eficazes no tratamento da Covid-19 tanto o estudante de medicina, Diego, quanto a enfermeira Luana concordam que as pessoas n\u00e3o devem se automedicar.\u00a0 Diego ainda faz um apelo,\u00a0 \u201csiga os conselhos de um profissional qualificado, que estudou para isso e sabe sobre as qualidades e os riscos de cada medica\u00e7\u00e3o\u201d. conclui.<\/p>\n<h5><b>Quais tratamentos est\u00e3o dando certo? O que se sabe at\u00e9 agora.\u00a0<\/b><\/h5>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ainda n\u00e3o existem medicamentos ou tratamentos comprovados para a preven\u00e7\u00e3o ou cura da infec\u00e7\u00e3o pelo Sars-cov-2, v\u00edrus que causa a Covid-19. Entretanto, a comunidade cient\u00edfica busca diariamente alternativas para combater o v\u00edrus, por este motivo, os protocolos de atendimento para as pessoas que foram infectadas precisam ser modificados de acordo com a situa\u00e7\u00e3o de cada regi\u00e3o. Esses protocolos servem para nortear a atua\u00e7\u00e3o dos profissionais da sa\u00fade. Eles fornecem orienta\u00e7\u00f5es espec\u00edficas sobre quais medicamentos podem ser ministrados para a redu\u00e7\u00e3o dos sintomas nas pessoas contaminadas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Como a Covid-19 \u00e9 uma doen\u00e7a nova, ainda n\u00e3o se tem certeza de qual tratamento \u00e9 o melhor para combater os sintomas causados pelo v\u00edrus, que em alguns casos pode levar \u00e0 morte.\u00a0 Para informar a popula\u00e7\u00e3o sobre os principais medicamentos que est\u00e3o sendo utilizados no tratamento da doen\u00e7a, a Sociedade Brasileira de Infectologia publicou, no final de junho, informa\u00e7\u00f5es sobre o uso dos principais medicamentos no tratamento de casos de Covid-19.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No documento s\u00e3o apresentadas as informa\u00e7\u00f5es que se tem at\u00e9 o momento sobre cada tratamento com base nas pesquisas cient\u00edficas j\u00e1 realizadas, ou em andamento, coordenadas pela Universidade de Oxford, Reino Unido, que est\u00e1 respons\u00e1vel por avaliar as terapias com potencial de cura e preven\u00e7\u00e3o \u00e0 Covid-19.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">Confira abaixo os principais tratamentos que t\u00eam apresentado resultados positivos no tratamento de pacientes com Covid-19 e os que n\u00e3o tem efic\u00e1cia comprovada.<\/span><\/p>\n<p><b>Dexametasona: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">da fam\u00edlia dos corticoides,<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">normalmente utilizada para o tratamento de doen\u00e7as cr\u00f4nicas, como asma, artrite e sinusite. \u00c9 considerada pela Sociedade Brasileira de Infectologia o primeiro tratamento com impacto em reduzir a mortalidade contra o novo coronav\u00edrus. Os infectologistas orientam a utiliza\u00e7\u00e3o da medica\u00e7\u00e3o nos casos graves da doen\u00e7a, mas destacam que a prescri\u00e7\u00e3o do medicamento deve ser realizada exclusivamente pelos m\u00e9dicos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O estudo da Universidade de Oxford refor\u00e7a a descoberta de que a dexametasona aumenta a sobrevida nos pacientes em casos graves, que necessitam de oxig\u00eanio suplementar ou do aux\u00edlio de respiradores.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Cloroquina\/hidroxicloroquina<\/b><span style=\"font-weight: 400\">: o medicamento ganhou grande notoriedade quando se fala no tratamento da Covid-19, desde o in\u00edcio da pandemia. Entretanto n\u00e3o existem evid\u00eancias de que a cloroquina traga benef\u00edcios no tratamento de pacientes hospitalizados em estado grave, nem como preventivo \u00e0 doen\u00e7a.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O uso desse medicamento em casos leves est\u00e1 sendo avaliado e tamb\u00e9m n\u00e3o possui resultados conclusivos. Al\u00e9m disso, a Sociedade de Infectologia destaca que o uso da cloroquina pode ter efeitos colaterais, principalmente associado com o medicamento azitromicina e n\u00e3o recomenda a utiliza\u00e7\u00e3o da cloroquina, mesma orienta\u00e7\u00e3o passada pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A inefic\u00e1cia da cloroquina no tratamento \u00e0 Covid-19 foi comprovada em diversos estudos, entre eles um realizado na Universidade de Oxford, na Inglaterra. Mesmo assim, no Brasil, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade autoriza a utiliza\u00e7\u00e3o do rem\u00e9dio para casos graves, desde que o paciente assine um termo se responsabilizando pelos efeitos resultantes do rem\u00e9dio. No m\u00eas de junho, a utiliza\u00e7\u00e3o da cloroquina foi autorizada, pelo Minist\u00e9rio em gestantes e crian\u00e7as diagnosticadas com Covid-19.<\/span><\/p>\n<p><b>Vitaminas e suplementos alimentares:<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> de acordo com a Sociedade Brasileira de Infectologia<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">esse tratamento \u00e9 recomendado apenas para pessoas que apresentam car\u00eancia de minerais ou de vitaminas. Sendo assim, podem ser utilizados para aumentar a imunidade e a qualidade de vida dos indiv\u00edduos, mas n\u00e3o existe nenhuma comprova\u00e7\u00e3o de que ajudem no tratamento e na redu\u00e7\u00e3o dos sintomas do novo coronav\u00edrus.<\/span><\/p>\n<p><b>Imunomodulador tocilizumabe: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">segundo a Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira a utiliza\u00e7\u00e3o do medicamento n\u00e3o apresentou\u00a0 dados que comprovem a efic\u00e1cia em pacientes que testaram positivo para a Covid-19.\u00a0 Desenvolvido para tratar artrite reumatoide grave, ativa e progressiva o medicamento segue em teste pelos pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra.<\/span><\/p>\n<p><b>Antiparasit\u00e1rios, ivermectina e nitazoxanida:<\/b><span style=\"font-weight: 400\"> fazem parte de tratamentos experimentais e de estudos cl\u00ednicos que t\u00eam o objetivo de definir quais s\u00e3o os efeitos do uso contra o novo coronav\u00edrus. Conforme a Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira e o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade eles demonstram ter atividade \u201cin vitro\u201d contra o Sars-cov-2, ou seja, os testes foram positivos dentro dos laborat\u00f3rios, mas ainda n\u00e3o existem evid\u00eancias cl\u00ednicas suficientes que permitam a utiliza\u00e7\u00e3o em pacientes com Covid-19.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Anticoagulantes: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">a Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira explica que os anticoagulantes como a heparina e seus derivados, s\u00e3o ministrados somente quando os pacientes hospitalizados com Covid-19 apresentam risco de desenvolver trombose. A Sociedade de Infectologia afirma que n\u00e3o h\u00e1 indica\u00e7\u00e3o para a utiliza\u00e7\u00e3o do medicamento, mesmo que em doses terap\u00eauticas, nas v\u00edtimas hospitalizadas pelo novo coronav\u00edrus. Segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade um ensaio cl\u00ednico do tratamento combinado<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">de anticoagulantes com antivirais dever\u00e1 ser realizado no Jap\u00e3o, a fim de comprovar seus benef\u00edcios.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Remdesivir: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">um antiviral utilizado originalmente paratratar a Ebola, segundo a Sociedade de Infectologia, tem apresentado resultados significativos no tratamento da Covid-19, como redu\u00e7\u00e3o no tempo de recupera\u00e7\u00e3o dos pacientes que apresentam quadros moderados e graves da Covid-19. No Brasil, o medicamento foi liberado pela ANVISA (Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria) apenas para estudos cl\u00ednicos, ainda n\u00e3o para ser utilizado em pacientes.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>lopinavir e ritonavir: <\/b><span style=\"font-weight: 400\">a combina\u00e7\u00e3o do dois antivirais \u00e9 utilizada para o tratamento de HIV e segundo a Sociedade de Infectologia n\u00e3o possui resultado efetivo para combater o coronav\u00edrus, por isso n\u00e3o recomenda o uso.<\/span><\/p>\n<h5><b>O que \u00e9 o \u201cplasma convalescente\u201d?\u00a0<\/b><\/h5>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Quando uma pessoa contrai a Covid-19, seu sistema imunol\u00f3gico cria anticorpos para combater o v\u00edrus, essa \u00e9 uma defesa natural do corpo humano. Esses anticorpos ficam localizados no plasma, que \u00e9 aparte l\u00edquida do sangue. O plasma com esses anticorpos de combate \u00e0 infec\u00e7\u00e3o \u00e9 chamado de <\/span><b>\u201cplasma convalescente\u201d<\/b><span style=\"font-weight: 400\">. Por meio de um processo de doa\u00e7\u00e3o de sangue, esse plasma rico em anticorpos poderia ser coletado de uma pessoa recuperada da doen\u00e7a e depois transferido para um paciente doente que ainda luta contra o v\u00edrus.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Por\u00e9m, nos primeiros testes realizado como a transfus\u00e3o de plasma convalescente para 66 pacientes que estavam com a Covid-19 <\/span><span style=\"font-weight: 400\">n\u00e3o foram obtidos resultados satisfat\u00f3rios. Segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, n\u00e3o foram observadas diferen\u00e7as nos \u00edndices de mortalidade, no tempo de perman\u00eancia hospitalar ou na gravidade da doen\u00e7a em compara\u00e7\u00e3o com outras pessoas que receberam tratamentos diversos. Por isso o estudo foi interrompido, conforme documento publicado pela pasta no dia 7 de julho.\u00a0 Uma nova etapa do estudo, agora com testagem em 86 pacientes, deve ser realizado para que se possa buscar novos resultados.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Diante de todos os estudos que est\u00e3o em andamento para encontrar medicamentos que possam curar ou prevenir o cont\u00e1gio pelo novo coronav\u00edrus nenhum deles teve 100% de efici\u00eancia comprovada. Assim a Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira, a Sociedade Brasileira de Infectologia, bem como a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade concordam que a orienta\u00e7\u00e3o para as pessoas que apresentarem sintomas de Covid-19 \u00e9 procurar atendimento m\u00e9dico e seguindo todas as orienta\u00e7\u00f5es e protocolos de tratamento disponibilizados pelo sistema de sa\u00fade e nunca tomar rem\u00e9dios por conta pr\u00f3pria.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><em>Apura\u00e7\u00e3o: Alice Rodrigues, Igor Mussolin<\/em><\/p>\n<p><em>Texto: Francelen Soares, Taiane Borges\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Edi\u00e7\u00e3o: Alice Pavanello\u00a0<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pandemia da Covid-19 foi declarada pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade em meados do m\u00eas de mar\u00e7o. Desde ent\u00e3o, intensificou-se a luta contra o tempo em busca de um tratamento eficaz para a doen\u00e7a. A Sociedade Brasileira de Infectologia informou que os medicamentos que est\u00e3o sendo utilizados ainda n\u00e3o possuem comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica mas que as [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2828,"featured_media":234,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"episode_type":"","audio_file":"","cover_image":"","cover_image_id":"","duration":"","filesize":"","date_recorded":"","explicit":"","block":"","filesize_raw":"","footnotes":""},"categories":[9,2],"tags":[18],"class_list":["post-231","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-noticias","tag-checagemdahora"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/231","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2828"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=231"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/231\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/media\/234"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=231"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=231"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=231"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}