{"id":239,"date":"2020-07-17T13:20:51","date_gmt":"2020-07-17T16:20:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/?p=239"},"modified":"2020-07-17T15:37:40","modified_gmt":"2020-07-17T18:37:40","slug":"como-o-isolamento-social-e-a-pandemia-podem-afetar-nossa-saude-mental","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/2020\/07\/17\/como-o-isolamento-social-e-a-pandemia-podem-afetar-nossa-saude-mental","title":{"rendered":"Como o isolamento social e a pandemia podem afetar nossa sa\u00fade mental?"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: center\"><em>\u00c9 comum confundir os sintomas de doen\u00e7as de inverno com a covid-19 ou mesmo ter sintomas psicossom\u00e1ticos?<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_240\" aria-describedby=\"caption-attachment-240\" style=\"width: 713px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-240\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-content\/uploads\/sites\/825\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-17-at-12.47.42-300x157.jpeg\" alt=\"\" width=\"713\" height=\"373\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-17-at-12.47.42-300x157.jpeg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-17-at-12.47.42.jpeg 500w\" sizes=\"(max-width: 713px) 100vw, 713px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-240\" class=\"wp-caption-text\">Fonte imagem: G1 RS<\/figcaption><\/figure>\n<p>No momento de pandemia e isolamento social em que vivemos, estamos em constante alerta e afli\u00e7\u00e3o. O tempo todo nos encontramos preocupados com a possibilidade de contrair a Covid-19, doen\u00e7a causada pelo novo coronav\u00edrus, que ainda n\u00e3o tem tratamento espec\u00edfico e com a chance de, ao contrair, contagiar as pessoas que amamos. Tamb\u00e9m ficamos ansiosos \u00e0 espera da vacina e da volta de nossos cotidianos. Todas essas preocupa\u00e7\u00f5es podem afetar nossa sa\u00fade mental mais que imaginamos, por isso conversamos com profissionais da sa\u00fade para entender os riscos e solu\u00e7\u00f5es para esses problemas.<\/p>\n<p>O pneumologista Jorge Alan Souza, que trabalha no Hospital Divina Provid\u00eancia em Frederico Westphalen, comenta que, como o novo coronav\u00edrus ataca o sistema respirat\u00f3rio, ele pode causar qualquer tipo de sintoma referente \u00e0s vias respirat\u00f3rias e n\u00e3o \u00e9 comprovado que exista algum espec\u00edfico da doen\u00e7a. Assim, os sintomas podem ser confundidos com os de outras doen\u00e7as respirat\u00f3rias, gripes, alergias e outras doen\u00e7as. \u201cAl\u00e9m disso, tamb\u00e9m, o frio resseca a nossas mucosas nasal e respirat\u00f3ria diminuindo a resposta \u00e0s defesas locais do nosso organismo, favorecendo a ter esse aumento das doen\u00e7as no frio\u201d, ressalta. Por isso, ele recomenda que, caso perceba sintomas, o paciente procure ajuda m\u00e9dica para ter certeza da causa.<\/p>\n<p>Os sintomas respirat\u00f3rios tamb\u00e9m podem ser causados por um mal estar mental. Segundo a psic\u00f3loga com mestrado em Psicologia Cl\u00ednica pela Unisinos, Ivana Cristina Zandavalli, \u00e9 poss\u00edvel confundir os sintomas. Por exemplo, uma pessoa que \u00e9 ansiosa pode ficar ofegante e pensar que tem o v\u00edrus pela falta de ar, mas os sintomas s\u00e3o diferentes. Outra psic\u00f3loga, Liana de Mello Trindade, formada pela Universidade Franciscana, comenta que muitas pessoas podem ter os sintomas psicossom\u00e1ticos do novo coronav\u00edrus por imaginarem estar infectadas. Ela recomenda que, para diferenciar, \u00e9 importante a procura de um m\u00e9dico. \u201cSe a pessoa se impressionar muito com o momento, ela pode procurar um profissional da \u00e1rea da sa\u00fade mental, pois as pessoas podem adoecer muito mais nessa \u00e9poca. Sintomas relacionados \u00e0 cont\u00e1gio e \u00e0 conviv\u00eancia social que podem vir a crescer nessa situa\u00e7\u00e3o de isolamento social\u201d, ela indica.<\/p>\n<p>Ambas as psic\u00f3logas alertaram para a possibilidade de sintomas da ansiedade, da depress\u00e3o, a irritabilidade e o medo se intensificarem durante esse momento de isolamento social. Por ficarem reclusas e sem contato externo, as pessoas podem lidar com esse processo de uma forma n\u00e3o saud\u00e1vel. Alguns extremos podem acontecer, como se preocupar muito ou se preocupar pouco a ponto de se descuidar. Tudo isso depende de como a pessoa percebe a situa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 vivendo. Sua hist\u00f3ria de vida e seu estado de sa\u00fade mental est\u00e3o diretamente relacionados a como algu\u00e9m reage a esse momento.<\/p>\n<p>Para se manter bem e est\u00e1vel, a psic\u00f3loga Ivana recomenda se manter ativo e entretido. \u201cTemos que aprender a lidar com as incertezas. Um dia de cada vez. N\u00e3o podemos ficar muito preocupados com o futuro pois n\u00e3o podemos resolver nesse momento. Criar uma rotina d\u00e1 uma sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a, fazer atividades em um tempo constante. Medita\u00e7\u00e3o e exerc\u00edcio f\u00edsico tamb\u00e9m ajuda, pois al\u00e9m de trabalhar o corpo, h\u00e1 aquele momento de distra\u00e7\u00e3o dos pensamentos ruins. \u00c9 importante tamb\u00e9m filtrar as informa\u00e7\u00f5es. Fazer uma atividade que gosta, assistir um seriado, ler um livro, fazer uma receita. Algo prazeroso para distrair.\u201d<\/p>\n<p>O momento que vivemos \u00e9 dif\u00edcil e incerto, portanto \u00e9 importante manter nossa sa\u00fade mental em dia para que tenhamos for\u00e7as para vencer esse obst\u00e1culo. \u00c9 momento de reflex\u00e3o e cuidado.<\/p>\n<p>Para entender melhor a rela\u00e7\u00e3o entre a sa\u00fade mental e a pandemia atual, conversamos com tr\u00eas pessoas que passaram pelas dificuldades trazidas pelos sintomas psicossom\u00e1ticos, como crises de p\u00e2nico e ansiedade durante o isolamento social.<\/p>\n<p><strong>As perguntas feitas para os entrevistados foram:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>O que voc\u00ea estava sentindo quando pensou ter contra\u00eddo o v\u00edrus? Quais os sintomas?<\/li>\n<li>Como foi a crise que aconteceu com voc\u00ea durante a quarentena e em qual momento da pandemia (no come\u00e7o, depois de algum tempo ou recentemente)?<\/li>\n<li>Voc\u00ea chegou a procurar atendimento m\u00e9dico para esses sintomas ou viu que era uma crise de ansiedade antes de procurar ajuda m\u00e9dica?<\/li>\n<li>Como voc\u00ea diferenciou os sintomas? Procurou atendimento psicol\u00f3gico?<\/li>\n<li>Como voc\u00ea est\u00e1 neste momento?<\/li>\n<li>Como est\u00e1 seu acompanhamento sobre o fluxo de not\u00edcias di\u00e1rias que a m\u00eddia tem passado para o p\u00fablico? Voc\u00ea acompanha tudo ou evita?<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>July Chassot, de 20 anos, estudante de Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o na UFSC, respondeu:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>As duas crises come\u00e7aram a ocorrer porque eu tava pensando demais em um assunto. Uma aconteceu no meio da quarentena, fazem 4 meses que estou em isolamento, e outra aconteceu recentemente quando um familiar meu falou que talvez tivesse pego. Eu pensei \u201cuma pessoa muito pr\u00f3xima de mim pegou, ent\u00e3o por que eu n\u00e3o teria pego?\u201d Tive essa esp\u00e9cie de paranoia, acabei pensando demais e quando vi estava em uma crise.<\/li>\n<li>Eu acredito que estou bem, tentando levar as coisas com leveza. Estou passando a quarentena com dois vizinhos meus, um deles \u00e0s vezes consegue ir at\u00e9 a casa dos familiares. Eu e o outro vizinho n\u00e3o conseguimos. \u00c9 um processo extremamente dif\u00edcil de passar longe dos familiares, praticamente sozinho. \u00c9 dif\u00edcil passar esse momento com a sa\u00fade mental intacta. Tenho tentado manter tudo bem leve, com menos preocupa\u00e7\u00f5es e paranoias.<\/li>\n<li>As duas vezes que eu achei que estava contaminada com o v\u00edrus eu acreditei que estava com febre e falta de ar, precisava respirar profundamente. Tocava minha testa em todos os momentos e achava que estava muito quente, que eu estava com febre. E ficava pensando nisso, que estava com Coronav\u00edrus.<\/li>\n<li>A diferencia\u00e7\u00e3o dos sintomas foi j\u00e1 saber que eu tenho ansiedade, antes eu estava com a respira\u00e7\u00e3o tranquila, a\u00ed fiquei com falta de ar e depois voltou ao normal. Al\u00e9m do term\u00f4metro que eu utilizei e no final aparentemente n\u00e3o era nada. Sobre ajuda psicol\u00f3gica, eu acabei avisando as duas vezes que aconteceu para a psic\u00f3loga que me acompanha.<\/li>\n<li>N\u00e3o cheguei a procurar porque acabei identificando que era uma crise de ansiedade, a\u00ed comprei um term\u00f4metro, que a\u00ed quando eu sinto uma crise dessas eu vejo minha temperatura e vendo que est\u00e1 tudo certo. Antes da pandemia eu j\u00e1 tinha ansiedade ent\u00e3o sei mais ou menos como funciono, como s\u00e3o essas crises, ent\u00e3o consegui identificar antes mesmo de procurar ajuda m\u00e9dica.<\/li>\n<li>Meu fluxo di\u00e1rio de not\u00edcias mudou bastante. Inicialmente eu tentava acompanhar tudo, tanto sobre Coronav\u00edrus quanto o que acontece no pa\u00eds. Mas eu percebi que n\u00e3o d\u00e1. Realmente, \u00e9 algo que me fazia muito mal em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade mental. Ajudava a criar esse estado de paranoia. Apesar de saber que eu estava me cuidando, ver essas not\u00edcias me deixava mal. Ent\u00e3o comecei a filtrar mais ou menos o que eu recebia, \u00e9 um processo que desde que eu percebi que me fazia mal, me deixava pra baixo, eu tentei aprender. \u00c9 um processo dif\u00edcil porque \u00e0s vezes parece que a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 simplesmente jogada na sua cara, principalmente quando se usa a internet que \u00e9 um meio que eu uso muito principalmente pelo meu curso. Cogitei apagar algumas redes sociais por um tempo, deixar livre disso porque n\u00e3o tinha como escapar. Por um tempo fiz isso, apagava e depois voltava. At\u00e9 que depois aprendi a controlar o fluxo do que eu recebia.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Milena Facco Rosa, de 20 anos, que trabalha como babysitter, explicou:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Logo que eu voltei para Frederico Westphalen j\u00e1 fecharam a cidade. Mais ou menos no in\u00edcio de abril, algumas semanas depois, eu peguei uma gripe bem forte. Me atacou a asma, atrapalhou a respira\u00e7\u00e3o, trancou o nariz, deu dor na regi\u00e3o do pulm\u00e3o. Comecei a entrar em p\u00e2nico. At\u00e9 a\u00ed, beleza. N\u00e3o procurei um posto de sa\u00fade porque n\u00e3o sabia se era apenas uma gripe ou Covid-19. Eu esperei pra ver se aumentariam os sintomas e gra\u00e7as a Deus, diminu\u00edram, pois comecei a me cuidar.<\/li>\n<li>Sobre minhas crises de ansiedade e p\u00e2nico, est\u00e3o acontecendo desde o in\u00edcio da pandemia. Claro, algumas vezes mais fortes que outras. Bate um medo de eu estar com a doen\u00e7a pois eu preciso trabalhar, acabo saindo de casa e minha irm\u00e3 n\u00e3o desgruda de mim, est\u00e1 sempre comigo. Tenho medo de acabar contraindo e passar pra ela. \u00c9 sempre esse medo direto. Crise de ansiedade, de medo, choro, falta de ar. Isso tudo s\u00e3o sintomas que ficamos preocupados pois n\u00e3o sabemos diferenciar se \u00e9 crise de p\u00e2nico e ansiedade ou um dos sintomas de Covid-19.<\/li>\n<li>Eu n\u00e3o procurei m\u00e9dico, n\u00e3o fui em posto de sa\u00fade quando tive os sintomas porque como a minha crise de ansiedade dura um, dois dias, e eu consigo controlar ela eu vou percebendo se n\u00e3o sintomas ou s\u00f3 minha crise.<\/li>\n<li>Como eu tenho crises de ansiedade h\u00e1 seis anos j\u00e1, eu consigo ter uma no\u00e7\u00e3o b\u00e1sica para poder diferenciar bem.<\/li>\n<li>Sempre tento me manter calma pra ver se consigo amenizar tudo, mas \u00e9 isso a\u00ed.<\/li>\n<li>T\u00f4 acompanhando todas as not\u00edcias porque a gente nunca sabe se vai ter uma muta\u00e7\u00e3o, se n\u00e3o vai ter. \u00c9 sempre bom ficar de olho, mas tento n\u00e3o ficar paran\u00f3ica. Pois se eu ficar n\u00e3o vou conseguir diferenciar o que \u00e9 uma crise ou os sintomas.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Ana Carolina Rodrigues, de 22 anos, estudante de Cinema e Audiovisual na Universidade De Fortaleza, comentou:<\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Senti uma falta de ar, sabe? De respirar e o ar simplesmente n\u00e3o vir, era uma sensa\u00e7\u00e3o \u00e0s vezes de sufocamento. Isso era muito quando eu ouvia coisas sobre o v\u00edrus, enfim, not\u00edcias. Eu fiquei \u201cmeu Deus, eu contra\u00ed Coronavirus\u201d mesmo n\u00e3o tendo contato com ningu\u00e9m que estava, tomando todas as medidas mesmo assim eu ficava meio assim, isso foi no come\u00e7o.<\/li>\n<li>Depois, conforme o tempo foi passando, eu come\u00e7ava a sentir aperto no meu peito, estava ficando muito ansiosa, eu chorava. Tudo ficava realmente em uma propor\u00e7\u00e3o gigante, at\u00e9 porque vem aparecendo muita not\u00edcia ruim ultimamente. Quem n\u00e3o se sensibilizar pelo que t\u00e1 acontecendo, acho que tem que rever a quest\u00e3o humana. Mas eu absorvi as not\u00edcias ruins, me faziam t\u00e3o mal e eu sentia muitos apertos no peito, eu chorava. Foi uma crise assim que eu tive que realmente me desligar um pouco das redes sociais porque eu n\u00e3o tava conseguindo olhar mais. Eu absorvia de uma forma que n\u00e3o tava me fazendo bem eu tava me assustando.<\/li>\n<li>N\u00e3o cheguei a procurar um atendimento m\u00e9dico, justamente por morar com uma psic\u00f3loga, ela sempre falava \u201cCarol, isso \u00e9 psicol\u00f3gico\u201d. A\u00ed eu fui realmente vendo que eram coisas psicol\u00f3gicas, porque realmente era, eu via uma not\u00edcia e sentia alguma coisa, sabe.<\/li>\n<li>No come\u00e7o eu tinha uma ajuda tamb\u00e9m profissional com minha minha terapeuta. Agora que eu j\u00e1 n\u00e3o t\u00f4 mais falando com ela, mas eu fiz sess\u00e3o por v\u00eddeo chamada e isso foi muito importante para mim. Fez eu ter mais um p\u00e9 no ch\u00e3o mesmo, at\u00e9 de n\u00e3o me sentir s\u00f3, porque isso n\u00e3o \u00e9 uma coisa \u00fanica minha, eu n\u00e3o sou a \u00fanica pessoa que est\u00e1 se sentindo mal nesse tempo. Isso me ajuda at\u00e9 ter mais for\u00e7a e pensar que vai passar. Enfim, ajudou.<\/li>\n<li>Neste momento eu n\u00e3o sei se inst\u00e1vel, acho que n\u00e3o, assim \u00e9 porque meu corpo responde muito ao que eu sinto de estresse, essas coisas. Semana passada eu tive doente e eu cheguei a ir ao m\u00e9dico, mas ele falou que era de virose. Vou fazer os exames porque tem que fazer mesmo, mas foi uma coisa assim que me deixou muito indisposta e foi em uma semana que eu tava muito estressada. Eu venho me sentindo indisposta, \u00e0s vezes eu acordo com vontade de passar o dia na cama e isso t\u00e1 acontecendo com muita gente. Eu t\u00f4 muito sedent\u00e1ria, n\u00e3o t\u00f4 me exercitando e \u00e0s vezes tudo bem eu n\u00e3o fazer nada. Ningu\u00e9m \u00e9 obrigado a ser produtivo durante a quarentena todos os dias, mas at\u00e9 onde isso de \u201cah, se eu n\u00e3o fizer nada t\u00e1 tudo bem\u201d \u00e9 saud\u00e1vel? Porque chega fazer mal se voc\u00ea passar o dia sem fazer nada, o dia deitada. \u00c9 bom voc\u00ea tirar um tempo para fazer isso, mas at\u00e9 quando \u00e9 saud\u00e1vel. Porque realmente eu tenho sentido que t\u00e1 me fazendo mal, esse meu sedentarismo esse minha alimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o saud\u00e1vel. Neste momento acho que o que me define melhor \u00e9 que eu estou come\u00e7ando a refletir sobre essas quest\u00f5es e a repensar nos meus h\u00e1bitos, porque realmente eu tenho e vou melhorar muitos h\u00e1bitos, eu vou at\u00e9 come\u00e7ar fazer exerc\u00edcio com minha m\u00e3e. Vou tentar, porque eu sei que \u00e9 uma coisa que vai ser bom para mim realmente me faz bem quando eu t\u00f4 me cuidando.<\/li>\n<li>No come\u00e7o eu acompanhava tudo, todos os coment\u00e1rios, eu me revoltava com aquilo ficava indignada e me fazia muito mal. Agora n\u00e3o \u00e9 que eu evito, \u00e9 que eu sei analisar melhor, qual o meu estado emocional para ver as not\u00edcias. Por exemplo, se tiver muito estressada com a faculdade com outras coisas eu evito um pouco ou ao m\u00e1ximo, porque sei que eu j\u00e1 n\u00e3o t\u00f4 bem. Se eu ler as not\u00edcias ouvir muitas coisas ruins vou me desgastar mais ainda. Se eu estiver bem vou ver. Entendeu? Agora tamb\u00e9m tem uma terceira op\u00e7\u00e3o, posso estar num dia muito bom a\u00ed eu evito porque s\u00f3 quero ter paz. Ent\u00e3o eu vejo as not\u00edcias a fundo s\u00f3 quando estou est\u00e1vel digamos.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: right\"><strong>Texto: <\/strong>Isabela Vanzin da Rocha<\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><strong>Apura\u00e7\u00e3o: <\/strong>Alice Rodrigues, Igor Mussolin, Jeferson Matielo, Taiane Centenaro Borges e Yasmin Vilanova<\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><strong>Edi\u00e7\u00e3o:<\/strong> Luciana Carvalho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 comum confundir os sintomas de doen\u00e7as de inverno com a covid-19 ou mesmo ter sintomas psicossom\u00e1ticos? No momento de pandemia e isolamento social em que vivemos, estamos em constante alerta e afli\u00e7\u00e3o. O tempo todo nos encontramos preocupados com a possibilidade de contrair a Covid-19, doen\u00e7a causada pelo novo coronav\u00edrus, que ainda n\u00e3o tem [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2624,"featured_media":241,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"episode_type":"","audio_file":"","cover_image":"","cover_image_id":"","duration":"","filesize":"","date_recorded":"","explicit":"","block":"","filesize_raw":"","footnotes":""},"categories":[1],"tags":[18],"class_list":["post-239","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria","tag-checagemdahora"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/239","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2624"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=239"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/239\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/media\/241"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=239"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=239"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=239"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}