{"id":259,"date":"2020-08-13T23:38:38","date_gmt":"2020-08-14T02:38:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/?p=259"},"modified":"2020-08-13T23:38:38","modified_gmt":"2020-08-14T02:38:38","slug":"como-confiar-nas-divulgacoes-cientificas-sobre-a-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/2020\/08\/13\/como-confiar-nas-divulgacoes-cientificas-sobre-a-covid-19","title":{"rendered":"Como confiar nas divulga\u00e7\u00f5es cient\u00edficas sobre a Covid-19?"},"content":{"rendered":"\n<p><i><span style=\"font-weight: 400\">O entendimento de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e confiabilidade em sites t\u00eam gerado d\u00favidas em muitas pessoas do Brasil e do mundo. A equipe da Ag\u00eancia Da Hora verificou esta semana como os divulgadores de ci\u00eancia e jornalistas garantem sua credibilidade.<\/span><\/i><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-260\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-content\/uploads\/sites\/825\/2020\/08\/WhatsApp-Image-2020-08-13-at-11.17.45-PM-300x210.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"210\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2020\/08\/WhatsApp-Image-2020-08-13-at-11.17.45-PM-300x210.jpeg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2020\/08\/WhatsApp-Image-2020-08-13-at-11.17.45-PM.jpeg 600w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><em><span style=\"font-weight: 400\">Foto: Bruno Fortuna\/Fotos P\u00fablicas<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Desde mar\u00e7o, quando a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade declarou a Covid-19 como pandemia, muitas pessoas v\u00e3o, todos os dias, atr\u00e1s de not\u00edcias sobre novidades de tratamentos, vacina ou at\u00e9 mesmo uma cura para a nova doen\u00e7a. O fato \u00e9 que os avan\u00e7os cient\u00edficos e assuntos relacionados \u00e0 ci\u00eancia tomaram lugar de relev\u00e2ncia no nosso cotidiano. Mas como reconhecer quando essas not\u00edcias s\u00e3o confi\u00e1veis? Onde se informar? Influenciadores digitais e ci\u00eancia podem caminhar lado a lado?\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Essas s\u00e3o algumas quest\u00f5es levantadas em um Brasil em que as <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">Fake News<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> est\u00e3o no \u00e1pice de prolifera\u00e7\u00e3o e s\u00e3o consumidas desenfreadamente. Segundo uma pesquisa realizada pela <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">University of London<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">, em Londres, na Inglaterra, not\u00edcias falsas se espalham em torno de 70% mais r\u00e1pido do que uma not\u00edcia verdadeira, estat\u00edstica que amea\u00e7a a credibilidade das informa\u00e7\u00f5es que circulam diariamente.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Mas, afinal, como confiar em uma not\u00edcia cient\u00edfica?\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Nat\u00e1lia Martins Flores, jornalista, colaboradora da Ag\u00eancia Bori e pesquisadora em jornalismo cient\u00edfico, afirma que \u00e9 importante notar se os divulgadores cient\u00edficos pertenciam \u00e0 academia, ou at\u00e9 mesmo cientistas, e que, \u201cpor mais que n\u00e3o tenham t\u00e9cnicas jornal\u00edsticas, possuam o cuidado de trazer informa\u00e7\u00f5es e explica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, referenciando essas informa\u00e7\u00f5es\u201d, no caso de divulga\u00e7\u00f5es postadas no Youtube.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ela conta que, em paralelo a esse grupo, existem aqueles que representam \u201cperigo\u201d, que disseminam informa\u00e7\u00f5es sem embasamento e que acabam \u201cse aproveitando do discurso cient\u00edfico para vender produtos ligados \u00e0 \u00e1rea da sa\u00fade, por ser de maior impacto social\u201d.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A pesquisadora levanta a quest\u00e3o dos enfrentamentos tidos pelos divulgadores de ci\u00eancia em desmentir determinadas informa\u00e7\u00f5es que causam impacto na esfera p\u00fablica. \u201cA gente perde muita energia checando esses fatos e falando para as pessoas que n\u00e3o d\u00e1 para usar cloroquina no tratamento, os estudos cient\u00edficos mostram que ela n\u00e3o tem aplica\u00e7\u00e3o. Assim como esse exemplo da cloroquina, a gente tem v\u00e1rios outros sobre o tratamento de Covid-19, que tiveram que ser desmentidos nesse processo\u201d, diz.<\/span><\/p>\n<p><b>\u00c9 poss\u00edvel que jornalistas de ci\u00eancia trabalhem em conjunto com os influencers, youtubers e divulgadores de ci\u00eancia?\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Nat\u00e1lia conta para a equipe da Ag\u00eancia da Hora que os jornalistas especializados na \u00e1rea cient\u00edfica podem sim trabalhar juntamente aos influenciadores, youtubers e divulgadores de ci\u00eancia, mas ressalta a diferen\u00e7a entre os objetivos que cercam essas atua\u00e7\u00f5es. \u201cO jornalista sempre ter\u00e1 um olhar mais cr\u00edtico, pensando nas estruturas de poder que sustentam o sistema cient\u00edfico que est\u00e1 sendo produzido\u201d, afirma.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ela ressalta ainda a responsabilidade que o jornalista da ci\u00eancia tem em n\u00e3o somente evidenciar os aspectos positivos, mas tamb\u00e9m os negativos, levantando uma discuss\u00e3o sobre a \u00e9tica na pesquisa cient\u00edfica e quais os interesses que est\u00e3o por tr\u00e1s dessas pesquisas. \u201cNa discuss\u00e3o sobre a ci\u00eancia por tr\u00e1s das vacinas e da produ\u00e7\u00e3o dessas vacinas, por exemplo, o jornalista tem o papel de apurar as informa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas em torno desse fato e tamb\u00e9m de apurar informa\u00e7\u00f5es sobre as disputas de interesse que t\u00eam por tr\u00e1s dessa produ\u00e7\u00e3o\u201d, afirma a atual editora da Ag\u00eancia Bori.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Quando questionada sobre os conte\u00fados produzidos por pessoas de fora tanto do ramo\u00a0 cient\u00edfico quanto do jornal\u00edstico, que s\u00e3o os influencers, criadores de conte\u00fado digitais e youtubers, ela comenta que esse grupo aproveita a sua visibilidade para levar a ci\u00eancia para outro tipo de p\u00fablico, que o jornalismo e a ci\u00eancia n\u00e3o conseguem alcan\u00e7ar. \u201cOs influencers e youtubers ganham muita visibilidade com a internet e trazem conte\u00fados interessantes\u201d, conclui.<\/span><br \/><br \/><\/p>\n<p><b>M\u00e9todos utilizados para identificar se h\u00e1 confiabilidade\u00a0<\/b><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A equipe da Ag\u00eancia da Hora disponibilizou, em sua plataforma digital do Instagram, uma pesquisa com seus seguidores sobre qual plataforma \u00e9 a mais consumida e por quais motivos. A pesquisa, respondida por 58 pessoas, mostrou que os motivos s\u00e3o v\u00e1rios, mas a plataforma consumida foi quase un\u00e2nime: 51 utilizam os meios digitais, 5 preferem a televis\u00e3o, 1 se informa pelo jornal impresso e 1 consome mais informa\u00e7\u00f5es pelo r\u00e1dio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Tamb\u00e9m questionamos os usu\u00e1rios sobre como eles fazem para descobrir se a not\u00edcia que est\u00e3o vendo \u00e9 verdadeira. A maioria diz que busca verificar a fonte de certa informa\u00e7\u00e3o e procura conte\u00fados de ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o confi\u00e1veis.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em rela\u00e7\u00e3o aos principais canais ou ve\u00edculos de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica dispon\u00edveis, a pesquisadora Nat\u00e1lia Flores cita o bi\u00f3logo Atila Iamarino, o cientista Hugo Fernandes e a influenciadora Rafaela da Rosa Ribeiro. Ela recomenda tamb\u00e9m alguns canais institucionais, como o especial da Covid-19 produzido por pesquisadores da Unicamp, o Science Vlogs, constitu\u00eddo por pesquisadores e pessoas anteriormente ligadas \u00e0 academia, e o site Aos Fatos, respons\u00e1vel por checagem de informa\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-260\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-content\/uploads\/sites\/825\/2020\/08\/WhatsApp-Image-2020-08-13-at-11.17.45-PM-300x210.jpeg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"210\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2020\/08\/WhatsApp-Image-2020-08-13-at-11.17.45-PM-300x210.jpeg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2020\/08\/WhatsApp-Image-2020-08-13-at-11.17.45-PM.jpeg 600w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Texto: Alice Rodrigues e Igor Mussolin\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Apura\u00e7\u00e3o: Lu\u00edsa Haas e Yasmin Vilanova\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Edi\u00e7\u00e3o: Luis Fernando Borges<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O entendimento de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e confiabilidade em sites t\u00eam gerado d\u00favidas em muitas pessoas do Brasil e do mundo. 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