{"id":268,"date":"2020-08-28T00:21:06","date_gmt":"2020-08-28T03:21:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/?p=268"},"modified":"2020-08-28T00:21:06","modified_gmt":"2020-08-28T03:21:06","slug":"os-niveis-de-isolamento-e-a-flexibilizacao-da-quarentena-ate-que-ponto-e-possivel-relaxar-no-distanciamento-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/2020\/08\/28\/os-niveis-de-isolamento-e-a-flexibilizacao-da-quarentena-ate-que-ponto-e-possivel-relaxar-no-distanciamento-social","title":{"rendered":"Os n\u00edveis de isolamento e a flexibiliza\u00e7\u00e3o da quarentena: at\u00e9 que ponto \u00e9 poss\u00edvel relaxar no distanciamento social?"},"content":{"rendered":"\n<p><i><span style=\"font-weight: 400\">A pandemia de Covid-19 afetou muitas pessoas de diferentes formas. Muitas delas precisaram abandonar o isolamento social e flexibilizar a quarentena por conta de seu trabalho. A equipe da Ag\u00eancia Da Hora pesquisou e fez um levantamento: at\u00e9 que ponto \u00e9 seguro flexibilizar a quarentena?\u00a0<\/span><\/i><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Com a pandemia em curso, a sa\u00fade mental de muitas pessoas foi afetada de diversas formas. Diante do com\u00e9rcio fechado e da imposi\u00e7\u00e3o de isolamento social, a popula\u00e7\u00e3o teve que mudar sua rotina e se adaptar ao novo normal, problema este que pegou muita gente de surpresa e se tornou uma quest\u00e3o a ser enfrentada. Com a imposi\u00e7\u00e3o do isolamento social por tempo indeterminado devido \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o constantemente crescente do novo v\u00edrus, muitos foram afetados pelo desemprego, contas chegando e produtos de alimenta\u00e7\u00e3o aumentando.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Diante dos impasses enfrentados por consequ\u00eancia do confinamento em massa, autoridades, prefeitos e governantes come\u00e7aram a buscar alternativas para flexibiliza\u00e7\u00e3o da quarentena e imposi\u00e7\u00e3o de um distanciamento controlado, que consiste em liberar o com\u00e9rcio e, por consequ\u00eancia, fazer com que muitas pessoas parem de cumprir o isolamento social.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Com isso, a equipe da Ag\u00eancia Da Hora disponibilizou uma enquete em seu perfil do Instagram com quest\u00f5es relacionadas ao isolamento social para seu p\u00fablico responder. Foi disponibilizado um teste com quatro perguntas, e que recebeu um total de 58 votos, sendo eles:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">1- N\u00e3o saio para absolutamente nada; (6,89%)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">2- Saio somente para servi\u00e7os essenciais; (53,44%)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">3- Respeitava no in\u00edcio, hoje costumo sair; (32,75%)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">4- N\u00e3o respeito nada; (6,89%)<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Para preservar a identidade de cada fonte, esta mat\u00e9ria portar\u00e1 nomes fict\u00edcios identificados com um asterisco (*).\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>Como est\u00e1 sendo a quarentena de cada pessoa?\u00a0<\/b><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Luisa Silva de Souza*, 19 anos, n\u00e3o respeita em nada a quarentena. Ela afirma que, logo ap\u00f3s a suspens\u00e3o das aulas, precisou retornar \u00e0 sua cidade de origem para ficar com sua fam\u00edlia. Como todos da casa precisam sair para trabalhar, trataram de ficar cientes de que, se uma pessoa da casa pegar, automaticamente todos pegar\u00e3o. Assim, ela e seus familiares saem tomando todos os cuidados poss\u00edveis, mas sem peso na consci\u00eancia. \u201cFoi uma decis\u00e3o em conjunto com as pessoas com que convivo diariamente\u201d conclui Luisa<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Bruna Ferreira Flores*, 22 anos, resolveu flexibilizar a quarentena por conta pr\u00f3pria. At\u00e9 respeitava no in\u00edcio, mas diz ter mudado de ideia por conta do fator emocional. \u201cEu sou uma pessoa que tem ansiedade, e pessoas que t\u00eam ansiedade sofrem muito nesse estado de isolamento social. Eu sou uma pessoa que sempre teve uma vida social muito agitada, ent\u00e3o pra mim \u00e9 complicado ficar em isolamento social, ficar s\u00f3 em casa\u201d, conta Bruna.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Augusto Barreto de Mattos*, 19 anos, respeita a quarentena na medida do poss\u00edvel, pois, segundo ele, precisa sair para trabalhar e para compromissos pessoais, como ir ao banco ou ao mercado. Em rela\u00e7\u00e3o ao trabalho, Augusto vai ao trabalho quinzenalmente e, no restante do tempo, trabalha em home office. Afirma, ainda, que sua sa\u00fade mental possui bastante varia\u00e7\u00f5es. \u201cTem horas em que est\u00e1 mais baixa, em que a gente fica mais frustrado quando come\u00e7a a pensar nas coisas e vem um turbilh\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es ao mesmo tempo e a gente n\u00e3o sabe lidar com isso. E outras horas de calma, de procurar se concentrar no trabalho, canalizar essas energias de outra forma, no estudo, no trabalho, coisas assim\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Debora de Lara Rodrigues*, 19 anos, n\u00e3o sai de casa desde o in\u00edcio da pandemia, no m\u00eas de mar\u00e7o. \u201cTenho muito medo do v\u00edrus, n\u00e3o s\u00f3 por mim, pois me considero uma pessoa saud\u00e1vel, mas sim de passar para outras pessoas, pois n\u00e3o sabemos onde estamos tocando, se estamos ou n\u00e3o levando o v\u00edrus pra casa, ent\u00e3o prefiro n\u00e3o sair para n\u00e3o fazer o v\u00edrus circular\u201d. Questionada sobre o fluxo de not\u00edcias, D\u00e9bora diz que acompanha a evolu\u00e7\u00e3o da covid todos os dias. \u201cLeio as not\u00edcias nas redes sociais e ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o. Vejo alguma coisa na televis\u00e3o, no jornal, quando aparece algo sobre o n\u00famero de mortes. Procuro acompanhar tamb\u00e9m o aumento ou diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de casos na minha regi\u00e3o,\u201d conclui.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>\u00c9 normal flexibilizar a quarentena por conta pr\u00f3pria?\u00a0<\/b><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Lais Piovesan atua como psic\u00f3loga no N\u00facleo de Apoio Pedag\u00f3gico &#8211; NAP na Universidade Federal de Santa Maria, Campus de Frederico Westphalen. La\u00eds afirma que \u00e9 normal as pessoas entrarem em conflito consigo mesmas em rela\u00e7\u00e3o ao fluxo de not\u00edcias ruins que recebem, algumas rea\u00e7\u00f5es t\u00eam sido comuns e s\u00e3o at\u00e9 consideradas esperadas diante de toda essa situa\u00e7\u00e3o. \u201cO fato da gente n\u00e3o conseguir enxergar uma perspectiva para o t\u00e9rmino da pandemia, ou pelo menos pro t\u00e9rmino desse per\u00edodo em que a recomenda\u00e7\u00e3o de distanciamento social tem sido necess\u00e1ria, contribui para a intensifica\u00e7\u00e3o dessas rea\u00e7\u00f5es\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Questionada sobre a redu\u00e7\u00e3o de isolamento social, La\u00eds afirma que \u00e9 normal tamb\u00e9m as pessoas, em um certo momento, entrarem em fase de nega\u00e7\u00e3o da pandemia, e continuarem suas tarefas di\u00e1rias. \u201cTem-se observado, sim, uma redu\u00e7\u00e3o do distanciamento social ao longo do tempo, e isso pode estar relacionado a diversos aspectos, principalmente nas rela\u00e7\u00f5es interpessoais, que s\u00e3o extremamente importantes na nossa vida\u201d, afirma.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A psic\u00f3loga ainda afirma que \u201ca diminui\u00e7\u00e3o do contato social pode gerar um empobrecimento emocional, de modo que a pessoa opta pelo contato f\u00edsico a fim de buscar um bem-estar ps\u00edquico, mesmo sabendo dos riscos e sentindo posteriormente certa vergonha ou culpa pelo seu comportamento. Por isso \u00e9 t\u00e3o importante a gente pensar em estrat\u00e9gias alternativas que ajudem a manter a conex\u00e3o afetiva sem colocar nossa vida em risco\u201d, conclui.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>O que profissionais da sa\u00fade alertam sobre o afrouxamento da quarentena?<\/b><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ivana Beatrice Manica, 48, m\u00e9dica e professora adjunta do curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria, campus Palmeira das Miss\u00f5es, afirma que \u201clogo no in\u00edcio da pandemia as pessoas ainda tinham pouco conhecimento sobre a gravidade do v\u00edrus, e n\u00e3o existia um tipo de comportamento fixado de prote\u00e7\u00e3o pelas pessoas, e isso acabou levando \u00e0 necessidade de um isolamento social mais r\u00edgido, para evitar que as pessoas se contaminassem\u201d, conta. Al\u00e9m disso, ela percebe que essa modifica\u00e7\u00e3o no comportamento das pessoas sobre o afrouxamento da quarentena pode ser uma modifica\u00e7\u00e3o positiva, que n\u00e3o cria tantos problemas com a quest\u00e3o do fim do isolamento social. Sobre a efic\u00e1cia do confinamento, a m\u00e9dica considera eficaz, mas \u201cn\u00e3o se pode afirmar que no Brasil est\u00e1 havendo um isolamento. O problema s\u00e3o as pessoas fazerem a sua parte, o que n\u00e3o est\u00e1 acontecendo\u201d, conclui Ivana.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Indianara Levandoski, 23 anos, T\u00e9cnica em Enfermagem, atua na Unidade de Tratamento Intensivo &#8211; UTI no Hospital de Caridade de Erechim. Segundo ela, \u201c\u00e9 muito eficaz que fa\u00e7am isolamento, usem as m\u00e1scaras, passem \u00e1lcool gel. O cont\u00e1gio hoje est\u00e1 grande pela falta de uso de m\u00e1scara em um ambiente com muita gente. \u2018Ah, o v\u00edrus n\u00e3o vai me pegar\u2019. A mortalidade est\u00e1 acontecendo bastante entre pessoas obesas e pessoas com problemas de sa\u00fade mais graves, como diabetes e c\u00e2ncer\u201d. A enfermeira, que atua com pessoas que contra\u00edram o v\u00edrus, acredita que a covid-19 est\u00e1 afetando mais pessoas que est\u00e3o com imunidade baixa.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Dessa forma, \u00e9 visto que, com o tempo, as pessoas t\u00eam tend\u00eancia de respeitar cada vez menos o isolamento social e a quarentena, por conta de sua sa\u00fade mental. Entretanto, m\u00e9dicos afirmam que ainda n\u00e3o existe uma vacina ou um tratamento que seja 100% eficaz contra o v\u00edrus, e que, portanto, a melhor forma de preven\u00e7\u00e3o \u00e9 uso de m\u00e1scara e isolamento social.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400\">Texto: Igor Mussolin e Isabela Vanzin.\u00a0<\/span><\/i><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400\">Apura\u00e7\u00e3o: Igor Mussolin, Taiane Borges e Yasmin Vilanova.\u00a0<\/span><\/i><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400\">Edi\u00e7\u00e3o: Luis Fernando Rabello Borges. <\/span><\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pandemia de Covid-19 afetou muitas pessoas de diferentes formas. Muitas delas precisaram abandonar o isolamento social e flexibilizar a quarentena por conta de seu trabalho. A equipe da Ag\u00eancia Da Hora pesquisou e fez um levantamento: at\u00e9 que ponto \u00e9 seguro flexibilizar a quarentena?\u00a0 \u00a0 Com a pandemia em curso, a sa\u00fade mental de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2786,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"episode_type":"","audio_file":"","cover_image":"","cover_image_id":"","duration":"","filesize":"","date_recorded":"","explicit":"","block":"","filesize_raw":"","footnotes":""},"categories":[9,2],"tags":[18],"class_list":["post-268","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-destaques","category-noticias","tag-checagemdahora"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/268","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2786"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=268"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/268\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=268"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=268"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=268"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}