{"id":281,"date":"2020-10-09T20:45:10","date_gmt":"2020-10-09T23:45:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/?p=281"},"modified":"2020-10-09T20:45:12","modified_gmt":"2020-10-09T23:45:12","slug":"retorno-de-atividades-economicas-no-comercio-sobe-gradativamente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/2020\/10\/09\/retorno-de-atividades-economicas-no-comercio-sobe-gradativamente","title":{"rendered":"Retorno de atividades econ\u00f4micas no com\u00e9rcio sobe gradativamente"},"content":{"rendered":"\n<figure id=\"attachment_282\" aria-describedby=\"caption-attachment-282\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-282\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2020\/10\/CUIABA-49826506781_2647456636_k-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2020\/10\/CUIABA-49826506781_2647456636_k-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2020\/10\/CUIABA-49826506781_2647456636_k-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2020\/10\/CUIABA-49826506781_2647456636_k.jpg 680w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-282\" class=\"wp-caption-text\">Foto Reprodu\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400\">Desde o in\u00edcio da pandemia, o com\u00e9rcio n\u00e3o essencial teve que fechar suas portas, sem previs\u00e3o de reabertura. Isso acarretou em um impacto gigantesco na economia desses locais. A equipe da Ag\u00eancia da Hora conversou com empres\u00e1rios e com um economista para saber como reverter esse quadro da economia quebrada devido a pandemia.\u00a0\u00a0<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Desde o m\u00eas de mar\u00e7o, quando a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), declarou a Covid-19 como pandemia, a maior parte do com\u00e9rcio n\u00e3o essencial teve que fechar suas portas para respeitar as medidas impostas pela ag\u00eancia especializada em sa\u00fade para combater o novo coronav\u00edrus. Essas medidas requerem que as pessoas adotem o distanciamento social e evitem contato umas com as outras, a fim de\u00a0 evitar o cont\u00e1gio da covid-19<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Um estudo publicado pela Revista VEJA em junho deste ano (2020) diz que a expectativa \u00e9 de que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro tenha uma recupera\u00e7\u00e3o gradual e lenta at\u00e9 meados de 2021.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Setores como lojas, escolas de cursos profissionalizantes e restaurantes, s\u00e3o exemplos de empresas afetadas pela pandemia. A equipe da Ag\u00eancia da Hora conversou com respons\u00e1veis de algumas dessas empresas para saber como est\u00e3o enfrentando os efeitos negativos da crise e o que est\u00e3o fazendo para reverter este quadro.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>As empresas mais afetadas\u00a0<\/b><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O restaurante da Cantina da Salete, localizado em Salto do Jacu\u00ed &#8211; RS, que tem como respons\u00e1vel Salete Beatriz Cardoso, 57 anos, funciona a 6 anos. Antes da pandemia, ele era um dos mais procurados na cidade, devido ao seu diferencial apresentando shows ao vivo em todos os finais de semana, comida de qualidade e \u00f3timo atendimento, segundo Salete. A empres\u00e1ria conta as dificuldades que passou ap\u00f3s ter que fechar seu restaurante devido a pandemia. \u201cDesde que come\u00e7ou a pandemia, a gente buscou se adequar \u00e0s novas normas que vinham. Quando saiu o primeiro decreto, a gente come\u00e7ou a se retrair financeiramente e profissionalmente tamb\u00e9m. T\u00ednhamos 8 funcion\u00e1rios e ficamos com 2, dois restaurantes e estou com um funcionando.\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A empresa se manteve fechada durante o decreto mais r\u00edgido no estado. Com a flexibiliza\u00e7\u00e3o, a reabertura foi gradual e muito reduzida. Entretanto, Salete teve que se aperfei\u00e7oar e se adequar aos protocolos de seguran\u00e7a impostos pelo estado.\u00a0 \u201cCome\u00e7amos a ver no que a gente poderia melhorar, se adequar e como atrair mais os clientes. Optamos por baratear a comida e manter a qualidade.\u201d Al\u00e9m do funcionamento reduzido, Salete conta ainda que houve uma queda de 80% nas vendas.\u00a0 \u201cA cada 600 reais do aux\u00edlio emergencial que ganho, que tenho direito por ser empres\u00e1ria, perco 5 mil.\u201d Lamenta a empres\u00e1ria.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>A redu\u00e7\u00e3o de compras para evitar o preju\u00edzo\u00a0<\/b><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Bruno de Paris, 22 anos, gerente da Loja Andriolli de Salto do Jacu\u00ed &#8211; RS, conta como foi a experi\u00eancia de enfrentar a pandemia. Bruno diz que mesmo com o coronav\u00edrus, as pessoas continuam pagando suas parcelas e, \u00e0s vezes, fazendo compras. Segundo ele, para prevenir um preju\u00edzo maior, \u201cControlamos a entrada da mercadoria. Por exemplo, compr\u00e1vamos antes da pandemia uma certa porcentagem de produtos, ent\u00e3o, ap\u00f3s a pandemia, reduzimos esses pedidos, aproveitamos que temos a possibilidade de cancelamento de compra e, se v\u00edssemos que n\u00e3o vender\u00edamos o suficiente, evit\u00e1vamos efetuar a compra. A loja n\u00e3o vai comprar 100% dos nossos produtos se s\u00f3 50% das pessoas v\u00e3o vir comprar.\u201d Afirma .<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Sobre os protocolos de seguran\u00e7a do estado, o Gerente da loja conta como foi a adapta\u00e7\u00e3o \u201cAdotamos uma redu\u00e7\u00e3o de hor\u00e1rios porque a bandeira do Salto do Jacu\u00ed est\u00e1 laranja.\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Quanto ao funcionando e vendas na loja, ele conta que as pessoas, no momento de pagamento, costumam ficar instigadas e acabam comprando mais. \u201cNo in\u00edcio, estavam muito assustadas e acabavam ficando em casa, mas no momento em que foram se adaptando, conseguimos aumentar nossas vendas gradativamente. N\u00e3o \u00e9 muito, mas \u00e9 o suficiente, \u00e9 bom.\u201d Conclui.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>Nem todas as empresas foram prejudicadas\u00a0<\/b><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">T\u00e2nia Ferreira, 34 anos, \u00e9 uma empres\u00e1ria que cuida de sua empresa de cursos profissionalizantes e tamb\u00e9m do polo da Faculdade Educacional da Lapa (FAEL), na cidade de Salto do Jacu\u00ed. Ela conta que na faculdade as aulas j\u00e1 eram \u00e0 dist\u00e2ncia, e que, portanto, a pandemia n\u00e3o afetou o aprendizado dos alunos e nem o pagamento das mensalidades. \u201c As aulas s\u00e3o uma vez por semana, com dura\u00e7\u00e3o de 2 horas e acontecem aqui na escola. Depois da pandemia, alguns alunos optaram por fazer as aulas em casa, ent\u00e3o temos um servidor que disponibiliza o curso para eles fazerem.\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">T\u00e2nia conseguiu se adaptar e fez da pandemia uma oportunidade para crescer seu neg\u00f3cio. \u201cCom o polo aberto, por\u00e9m vazio, n\u00f3s conseguimos espa\u00e7o para uma renda extra, fazendo lembran\u00e7as de anivers\u00e1rio, casamento, para o dia das m\u00e3es dos pais e outros eventos. Por mais que a minha empresa seja pequena, n\u00e3o foi afetada de maneira muito grande e serviu para nos ensinar a administrar melhor.\u201d Afirma a empres\u00e1ria.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><b>O que dizem os especialistas sobre a retomada gradual da economia\u00a0<\/b><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Carlos Gilbert Conte Filho, doutor em economia pela UFRJ, professor e coordenador do curso de economia na UFSM campus Palmeira das Miss\u00f5es, conta que \u00e9 poss\u00edvel que as empresas se recuperem neste momento e d\u00e1 algumas dicas. \u201cA dica que eu dou \u00e9 sempre buscar negocia\u00e7\u00e3o, principalmente para as pequenas e m\u00e9dias empresas, as quais o governo at\u00e9 disponibilizou linhas de cr\u00e9dito bastante atrativas para tentar mant\u00ea-las vivas no mercado.\u201d\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Segundo o economista, as empresas acumularam d\u00edvidas ao longo da pandemia, muitas vezes n\u00e3o podendo pagar seus alugu\u00e9is, o que resultou em v\u00e1rios fechamentos. Ele ressalta que saber negociar \u00e9 uma pe\u00e7a importante para os empres\u00e1rios salvarem suas empresas. \u201c\u00c9 fundamental, e claro, tentar fazer parte desses programas do governo que t\u00eam cr\u00e9ditos subsidiados.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Quando questionado sobre o que espera da economia para um mundo p\u00f3s-pandemia, o economista diz ter expectativas de um grande salto, principalmente nos setores aliment\u00edcios, que foram mais prejudicados durante a pandemia, e acrescenta: \u201cPor outro lado, embora o desemprego tenha aumentado, h\u00e1 uma parcela da popula\u00e7\u00e3o que conseguiu juntar dinheiro durante a pandemia.\u201d<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0Para Carlos, existe uma demanda reprimida que vai fazer esses primeiros meses de relaxamento do isolamento impulsionarem os neg\u00f3cios. \u201cO pior j\u00e1 passou. Daqui para frente as coisas v\u00e3o melhorar bastante.\u201d Diz.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Embora a expectativa seja de que haver\u00e1 um aumento no consumo por parte da popula\u00e7\u00e3o, ele conta que uma poss\u00edvel segunda onda de reinfec\u00e7\u00e3o pelo novo coronav\u00edrus pode afetar drasticamente o setor econ\u00f4mico. \u201cIsso seria terr\u00edvel nesse momento porque a economia ainda est\u00e1 fragilizada. Infelizmente, nesse sentido, o Brasil n\u00e3o \u00e9 exemplo, n\u00f3s estamos em sexto lugar em n\u00famero de \u00f3bitos, o que \u00e9 uma posi\u00e7\u00e3o bastante ruim. Isso mostra que n\u00f3s n\u00e3o somos um povo educado e que isso pode trazer consequ\u00eancias daqui para frente. Conclui o economista que alerta ainda para que as pessoas continuem seguindo as medidas de preven\u00e7\u00e3o contra o coronav\u00edrus.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Texto e Apura\u00e7\u00e3o: Igor Mussolin e Alice Rodrigues\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Edi\u00e7\u00e3o: Luciana Carvalho\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde o in\u00edcio da pandemia, o com\u00e9rcio n\u00e3o essencial teve que fechar suas portas, sem previs\u00e3o de reabertura. Isso acarretou em um impacto gigantesco na economia desses locais. 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