{"id":427,"date":"2021-08-31T21:02:48","date_gmt":"2021-09-01T00:02:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/?p=427"},"modified":"2021-08-31T21:02:50","modified_gmt":"2021-09-01T00:02:50","slug":"quantos-politicos-lgbtqia-voce-conhece","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/2021\/08\/31\/quantos-politicos-lgbtqia-voce-conhece","title":{"rendered":"Quantos pol\u00edticos LGBTQIA+ voc\u00ea conhece?"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: center\"><em>A comunidade LGBTQIA+ luta diariamente por respeito e espa\u00e7o. Apesar do aumento de eleitos autodeclarados l\u00e9sbicas, gays, bissexuais e transg\u00eaneros, a comunidade ainda \u00e9 minoria nas c\u00e2maras.<\/em><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-428\" style=\"color: initial\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/08\/imagem-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/08\/imagem-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/08\/imagem-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/08\/imagem-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/08\/imagem-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/08\/imagem-1-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/08\/imagem-1.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><span style=\"color: initial\">As conquistas da comunidade s\u00e3o reflexos dos anos de luta e resist\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+. Foto: Sharon McCutcheon \/ Pixabay.<\/span><\/p>\n<p>As elei\u00e7\u00f5es de 2020 entraram para a hist\u00f3ria pela diversidade e representatividade nas c\u00e2maras municipais do Brasil. De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dispon\u00edveis em boletins da <a href=\"https:\/\/aliancalgbti.org.br\/voto-com-orgulho-resultados\/\">Alian\u00e7a Nacional LGBTI+<\/a>, 48 candidatos LGBTQIA+ foram eleitos e 93 eleitos para supl\u00eancia, al\u00e9m de 16 pessoas aliadas \u00e0 causa eleitas e outras 42 para supl\u00eancia, somando um total de 450.854 votos para LGBTQIA+ eleitos.<\/p>\n<p>Desses, o grande destaque foi para os candidatos e candidatas trans, cujo n\u00famero de eleitos aumentou 275%, somando 30 vereadores e vereadoras, segundo levantamento da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA). Al\u00e9m do crescimento da presen\u00e7a nas c\u00e2maras, os candidatos tamb\u00e9m conquistaram grandes marcas, como \u00e9 o caso da professora Duda Salabert (PDT). <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mg\/minas-gerais\/noticia\/2020\/11\/16\/vitoria-dos-direitos-humanos-diz-1a-vereadora-trans-e-a-mais-votada-da-historia-de-belo-horizonte.ghtml\">A primeira vereadora transexual eleita de Belo Horizonte (MG), tamb\u00e9m fez hist\u00f3ria com o maior n\u00famero de votos na hist\u00f3ria da C\u00e2mara Municipal. <\/a>\u00a0<\/p>\n<p>Apesar dessas conquistas, a comunidade LGBTQIA+ ainda precisa lutar diariamente para alcan\u00e7ar o respeito e o espa\u00e7o necess\u00e1rios, inclusive na pol\u00edtica. Giovani Culau Oliveira, cientista social pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), presidente da Uni\u00e3o da Juventude Socialista no Rio Grande do Sul e, agora, vereador da cidade de Porto Alegre pelo Movimento Coletivo (PCdoB), esclarece que a principal luta \u00e9 para garantir que o povo possa se enxergar na pol\u00edtica e nos espa\u00e7os de tomada de decis\u00e3o, por isso a ocupa\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara de Vereadores, bem como a primeira bancada negra eleita, mostram os avan\u00e7os dessa luta na cidade de Porto Alegre.<\/p>\n<figure id=\"attachment_429\" aria-describedby=\"caption-attachment-429\" style=\"width: 960px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-429\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/08\/imagem-2.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"960\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/08\/imagem-2.jpg 960w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/08\/imagem-2-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/08\/imagem-2-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/08\/imagem-2-768x768.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-429\" class=\"wp-caption-text\">Giovani Culau se tornou o vereador mais jovem de Porto Alegre. Foto: @airtonsilvaj \/ Facebook Giovani Culau.<\/figcaption><\/figure>\n<p>No Brasil, a viol\u00eancia contra a popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ \u00e9 alarmante. Segundo relat\u00f3rio feito pelo Grupo Gay da Bahia dispon\u00edvel na <a href=\"https:\/\/cultura.uol.com.br\/noticias\/22683_dia-internacional-contra-a-lgbtfobia-entenda-a-origem-da-data.html\">UOL<\/a>, em 2019 foram 329 mortes violentas de pessoas LGBT v\u00edtimas da LGBTfobia, sendo 297 homic\u00eddios (90,3%) e 32 suic\u00eddios (9,7%). Uma pesquisa realizada pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e outros institutos, baseada nos dados do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) que levou em conta notifica\u00e7\u00f5es entre 2015 e 2017, mostrou que que <a href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/diversidade\/um-lgbt-e-agredido-no-brasil-a-cada-hora-revelam-dados-do-sus\/\">a cada hora um LGBT \u00e9 agredido no Brasil<\/a>.<\/p>\n<p>O grupo da comunidade mais violentado \u00e9 o das pessoas transg\u00eaneros. O boletim do primeiro semestre de 2021 feito pela ANTRA mostra que 89 pessoas trans foram mortas nesse per\u00edodo. Destes, foram regitrados 80 assassinatos e 9 suic\u00eddios, e relatadas 33 tentativas de assassinatos e 27 viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos.<\/p>\n<p>O documento da ANTRA ainda relata que \u201cqualquer pesquisa simples em um mecanismo de busca na internet, denuncia o quanto a viol\u00eancia direcionada a pessoas trans segue presente no cotidiano dessas pessoas. Assustadoramente, observamos o mesmo cen\u00e1rio em que, 8 entre cada 10 not\u00edcias com as palavras \u2018travesti\u2019 ou \u2018mulher trans\u2019 na aba not\u00edcia nos principais mecanismos de busca, encontramos resultados de not\u00edcias relacionadas a viol\u00eancia e\/ou viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos\u201d. Al\u00e9m disso, o boletim tamb\u00e9m apresenta recomenda\u00e7\u00f5es que devem ser incorporadas judicialmente para o enfrentamento da transfobia e para a seguran\u00e7a das pessoas trans.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/antrabrasil.files.wordpress.com\/2021\/07\/boletim-trans-002-2021-1sem2021-1.pdf\"><strong>Confira o boletim do primeiro semestre de 2021 realizado pela ANTRA.<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Sabe-se que, mesmo que a discrimina\u00e7\u00e3o por orienta\u00e7\u00e3o sexual e identidade de g\u00eanero, conhecida como homofobia ou LGBTfobia, tenha passado a ser considerada crime pelo Supremo Tribunal Federal em junho de 2019, ainda vemos casos homof\u00f3bicos todos os dias, inclusive no \u00e2mbito pol\u00edtico. O vereador Giovani Culau relata que, no dia do Orgulho LGBTQIA+, a bancada sofreu ataques LGBTf\u00f3bicos dentro da C\u00e2mara. Os ataques, feitos por outra vereadora, mostram que a presen\u00e7a da comunidade nesses espa\u00e7os incomoda, e revelam a import\u00e2ncia da luta para criar pol\u00edticas p\u00fablicas para avan\u00e7ar na busca por igualdade.<\/p>\n<p>Outro caso recente foi o v\u00eddeo homof\u00f3bico de Cl\u00e9sio Salvaro (PSDB), prefeito de Crici\u00fama &#8211; Santa Catarina, que exonerou um professor da Rede P\u00fablica de Ensino o acusando de ter utilizado conte\u00fado inapropriado em sala de aula. Al\u00e9m da demiss\u00e3o do professor de Artes, o prefeito ainda publicou um v\u00eddeo com falas preconceituosas e declarando que \u201cn\u00e3o tolera viadagem\u201d. Segundo o <a href=\"http:\/\/No Brasil, a viol\u00eancia contra a popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ \u00e9 alarmante. Segundo relat\u00f3rio feito pelo Grupo Gay da Bahia dispon\u00edvel na UOL, em 2019 foram 329 mortes violentas de pessoas LGBT v\u00edtimas da LGBTfobia, sendo 297 homic\u00eddios (90,3%) e 32 suic\u00eddios (9,7%). Uma pesquisa realizada pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e outros institutos, baseada nos dados do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) que levou em conta notifica\u00e7\u00f5es entre 2015 e 2017, mostrou que que a cada hora um LGBT \u00e9 agredido no Brasil.   O grupo da comunidade mais violentado \u00e9 o das pessoas transg\u00eaneros. O boletim do primeiro semestre de 2021 feito pela ANTRA mostra que 89 pessoas trans foram mortas nesse per\u00edodo. Destes, foram regitrados 80 assassinatos e 9 suic\u00eddios, e relatadas 33 tentativas de assassinatos e 27 viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos.   O documento da ANTRA ainda relata que \u201cqualquer pesquisa simples em um mecanismo de busca na internet, denuncia o quanto a viol\u00eancia direcionada a pessoas trans segue presente no cotidiano dessas pessoas. Assustadoramente, observamos o mesmo cen\u00e1rio em que, 8 entre cada 10 not\u00edcias com as palavras \u2018travesti\u2019 ou \u2018mulher trans\u2019 na aba not\u00edcia nos principais mecanismos de busca, encontramos resultados de not\u00edcias relacionadas a viol\u00eancia e\/ou viola\u00e7\u00f5es de direitos humanos\u201d. Al\u00e9m disso, o boletim tamb\u00e9m apresenta recomenda\u00e7\u00f5es que devem ser incorporadas judicialmente para o enfrentamento da transfobia e para a seguran\u00e7a das pessoas trans.   Confira o boletim do primeiro semestre de 2021 realizado pela ANTRA.   Sabe-se que, mesmo que a discrimina\u00e7\u00e3o por orienta\u00e7\u00e3o sexual e identidade de g\u00eanero, conhecida como homofobia ou LGBTfobia, tenha passado a ser considerada crime pelo Supremo Tribunal Federal em junho de 2019, ainda vemos casos homof\u00f3bicos todos os dias, inclusive no \u00e2mbito pol\u00edtico. O vereador Giovani Culau relata que, no dia do Orgulho LGBTQIA+, a bancada sofreu ataques LGBTf\u00f3bicos dentro da C\u00e2mara. Os ataques, feitos por outra vereadora, mostram que a presen\u00e7a da comunidade nesses espa\u00e7os incomoda, e revelam a import\u00e2ncia da luta para criar pol\u00edticas p\u00fablicas para avan\u00e7ar na busca por igualdade.   Outro caso recente foi o v\u00eddeo homof\u00f3bico de Cl\u00e9sio Salvaro (PSDB), prefeito de Crici\u00fama - Santa Catarina, que exonerou um professor da Rede P\u00fablica de Ensino o acusando de ter utilizado conte\u00fado inapropriado em sala de aula. Al\u00e9m da demiss\u00e3o do professor de Artes, o prefeito ainda publicou um v\u00eddeo com falas preconceituosas e declarando que \u201cn\u00e3o tolera viadagem\u201d. Segundo o portal ND Mais, a comunidade LGBTQIA+ de Crici\u00fama, juntamente com a vereadora Giovana Mondardo (PCdoB), organizaram uma parada LGBTQIA+ no dia 28 de agosto, em apoio ao professor e em protesto \u00e0s falas homof\u00f3bicas do prefeito. O ato reuniu mais de mil pessoas e ainda arrecadou meia tonelada de alimentos.\" data-wplink-url-error=\"true\">portal ND Mais<\/a>, a comunidade LGBTQIA+ de Crici\u00fama, juntamente com a vereadora Giovana Mondardo (PCdoB), organizou uma parada LGBTQIA+ no dia 28 de agosto, em apoio ao professor e em protesto \u00e0s falas homof\u00f3bicas do prefeito. O ato reuniu mais de mil pessoas e ainda arrecadou meia tonelada de alimentos.<\/p>\n<figure id=\"attachment_430\" aria-describedby=\"caption-attachment-430\" style=\"width: 800px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-430\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/08\/imagem-3.jpeg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/08\/imagem-3.jpeg 800w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/08\/imagem-3-300x169.jpeg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/08\/imagem-3-768x432.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-430\" class=\"wp-caption-text\">Al\u00e9m da Parada LGBTQIA+, famosos como os cantores Criolo e Caetano Veloso declararam apoio ao professor e repudiaram as a\u00e7\u00f5es do prefeito. Foto: Giovane Marcelino \/ Reprodu\u00e7\u00e3o ND Mais.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Esse preconceito, que n\u00e3o reconhece a diversidade, a pluralidade do povo e n\u00e3o respeita a exist\u00eancia da comunidade, \u201cnos faz ser um pa\u00eds com altos \u00edndices de viol\u00eancia contra a popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+, um pa\u00eds em que a popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+ sofre com evas\u00e3o escolar, sofre com dificuldade de acesso ao mercado de trabalho, em especial a popula\u00e7\u00e3o de travestis e transexuais\u201d, esclarece o presidente da UJS Ga\u00facha.<\/p>\n<p>Todas essas estat\u00edsticas confirmam a necessidade de termos cada vez mais pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para a seguran\u00e7a e qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+. A graduanda de Psicologia na UFSM e de Servi\u00e7o Social na UNNINTER, militante da Uni\u00e3o da Juventude Socialista (UJS), Lays Regina Nardes Jost, afirma que \u00e9 preciso muita coragem para enfrentar toda a viol\u00eancia com a qual se convive no \u00e2mbito da pol\u00edtica partid\u00e1ria e no exerc\u00edcio de pr\u00e1ticas eleitorais. Ela conta que seu ingresso na pol\u00edtica partid\u00e1ria, enquanto militante, ocorreu nas elei\u00e7\u00f5es de 2018, em fun\u00e7\u00e3o justamente da identifica\u00e7\u00e3o com a pauta LGBTQIA+. \u201cAcredito que isso foi um marco divisor na minha vida, foi nesse in\u00edcio de milit\u00e2ncia que eu tamb\u00e9m tive coragem de \u2018vestir-me de arco-\u00edris\u2019\u201d, relata Lays.<\/p>\n<p>Para a estudante, \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil conseguir esse espa\u00e7o pois \u201cvivemos uma democracia n\u00e3o em sua ess\u00eancia, e sim controlada pela estrutura capitalista, patriarcal e heteronormativa\u201d. Jost explica que n\u00e3o \u00e9 interessante para a estrutura que LGBTs ocupem cadeiras de poder e prest\u00edgio pol\u00edtico, porque assim o discurso questionador de resist\u00eancia tamb\u00e9m ter\u00e1 espa\u00e7o.<\/p>\n<p>O vereador Giovani Culau refor\u00e7a que precisamos construir um conjunto de mudan\u00e7as importantes nas regras eleitorais, para que n\u00e3o s\u00f3 a popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+, mas tamb\u00e9m mulheres, negros e as demais minorias consigam ocupar mais a pol\u00edtica e dar voz ao povo. Al\u00e9m disso, necessitamos de uma educa\u00e7\u00e3o emancipadora, \u201cque construa cidad\u00e3os e uma sociedade que respeitem as mulheres, os LGBTQIA+, os negros e negras e os povos ind\u00edgenas. N\u00e3o podemos aceitar uma sociedade intolerante, violenta, preconceituosa, e pra isso a educa\u00e7\u00e3o tem um papel estrat\u00e9gico e important\u00edssimo em nossa luta\u201d, finaliza o cientista social.<\/p>\n<p>Lays Jost tamb\u00e9m conclui, assim como Giovani, que uma mudan\u00e7a s\u00f3 poder\u00e1 acontecer com uma educa\u00e7\u00e3o emancipadora, laica e popular, em que todos possam ter conhecimento sobre nossos direitos e deveres enquanto cidad\u00e3os e seres humanos. \u201cEu realmente acredito na mudan\u00e7a, mas tamb\u00e9m acredito que ela s\u00f3 vai acontecer quando nos dermos conta, de fato, da nossa realidade, do lugar que ocupamos e da realidade do outro de forma emp\u00e1tica, reconhecendo os privil\u00e9gios que temos ou os que n\u00e3o temos e nos questionarmos sobre como e o que podemos fazer hoje e no futuro para que convivemos gentil e serenamente com o outro. Na minha percep\u00e7\u00e3o de hoje, penso que esse pode ser um caminho a ser trilhado para que todos consigam falar de forma respeitosa e pra que todos sejam ouvidos atentamente no \u00e2mbito pol\u00edtico\u201d, finaliza Lays.<\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><strong>Reportagem:<\/strong> Caroline Schneider Lorenzetti<\/p>\n<p style=\"text-align: right\">Mat\u00e9ria produzida na disciplina Reda\u00e7\u00e3o Jornal\u00edstica II, do curso de Jornalismo do Campus da UFSM em Frederico Westphalen, no 1\u00ba semestre de 2021, ministrada pela Professora Luciana Carvalho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A comunidade LGBTQIA+ luta diariamente por respeito e espa\u00e7o. Apesar do aumento de eleitos autodeclarados l\u00e9sbicas, gays, bissexuais e transg\u00eaneros, a comunidade ainda \u00e9 minoria nas c\u00e2maras. As conquistas da comunidade s\u00e3o reflexos dos anos de luta e resist\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o LGBTQIA+. Foto: Sharon McCutcheon \/ Pixabay. 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