{"id":508,"date":"2021-11-05T17:27:43","date_gmt":"2021-11-05T20:27:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/?p=508"},"modified":"2021-11-05T17:27:45","modified_gmt":"2021-11-05T20:27:45","slug":"a-desinformacao-so-acaba-com-a-producao-de-informacoes-de-qualidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/2021\/11\/05\/a-desinformacao-so-acaba-com-a-producao-de-informacoes-de-qualidade","title":{"rendered":"&#8220;A desinforma\u00e7\u00e3o s\u00f3 acaba com a produ\u00e7\u00e3o de  informa\u00e7\u00f5es de qualidade&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 da jornalista Taiane Volcan, em entrevista coletiva organizada pelo programa de extens\u00e3o M\u00e3o na M\u00eddia.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<figure id=\"attachment_510\" aria-describedby=\"caption-attachment-510\" style=\"width: 1001px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-510\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/11\/png_20211105_164908_0000-1-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"1001\" height=\"564\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/11\/png_20211105_164908_0000-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/11\/png_20211105_164908_0000-1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/11\/png_20211105_164908_0000-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/11\/png_20211105_164908_0000-1-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/11\/png_20211105_164908_0000-1.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1001px) 100vw, 1001px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-510\" class=\"wp-caption-text\">Taiane \u00e9 jornalista e trabalha com an\u00e1lise de redes sociais, discurso,pol\u00edtica e desinforma\u00e7\u00e3o. Imagem: Banner de divulga\u00e7\u00e3o do evento<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Na \u00faltima sexta-feira, dia 29 de outubro, o programa de extens\u00e3o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">M\u00e3o na M\u00eddia: educomunica\u00e7\u00e3o e cidadania<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> realizou a sua primeira entrevista coletiva. A atividade intitulada \u2018Di\u00e1logos M\u00e3o na M\u00eddia&#8217; foi criada para que os\u00a0 alunos, bolsistas e volunt\u00e1rios dos cursos (principalmente os de Comunica\u00e7\u00e3o) pudessem entrevistar\u00a0 um\/a convidado\/a especial.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0A estreante desta edi\u00e7\u00e3o foi a jornalista Taiane de Oliveira Volcan, mestre em Letras pela Universidade Cat\u00f3lica de Pelotas (PPGL) e doutora em Letras pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Ela trabalha <\/span><span style=\"font-weight: 400\">com an\u00e1lise de redes sociais, discurso, pol\u00edtica, humor e desinforma\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">Durante a conversa, conforme iam surgindo as quest\u00f5es dos estudantes, Taiane explicou que a desinforma\u00e7\u00e3o n\u00e3o come\u00e7a de uma forma totalizante e exagerada, como muitas vezes vemos nos nossos grupos de Whatsapp e afins. Muito pelo contr\u00e1rio, ela diz que a propaga\u00e7\u00e3o de not\u00edcias falsas inicia-se lentamente e de forma \u2018inocente\u2019. Para exemplificar essa afirma\u00e7\u00e3o, a jornalista relembrou algumas das informa\u00e7\u00f5es falsas disseminadas no in\u00edcio da pandemia, quando era comum a divulga\u00e7\u00e3o de formas de \u2018preven\u00e7\u00e3o\u2019 ao v\u00edrus, com dicas que iam desde dietas balanceadas at\u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o de gargarejos com \u00e1gua fervente.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A onda de desinforma\u00e7\u00e3o foi se expandindo at\u00e9 chegar em medidas mais dr\u00e1sticas, como a recusa da vacina\u00e7\u00e3o. Assim, a jornalista chega a\u00a0 comparar a desinforma\u00e7\u00e3o com uma esp\u00e9cie de seita. Muitas vezes, as pessoas envolvidas n\u00e3o percebem que est\u00e3o em um ambiente t\u00e3o extremo. E isso acontece, segundo Taiane, porque, em momentos de crise, as pessoas buscam um \u2018conforto\u2019 em outros indiv\u00edduos que pensem da mesma forma, como uma estrat\u00e9gia de seguran\u00e7a e nega\u00e7\u00e3o da gravidade de um acontecimento (nesse caso, a mortalidade do v\u00edrus).\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A jornalista ainda ressalta que a apropria\u00e7\u00e3o da desinforma\u00e7\u00e3o \u00e9 estrat\u00e9gica, pois muitos grupos se beneficiam financeiramente com isso. Exemplificando essa afirma\u00e7\u00e3o, ela diz que \u00e9 lucrativo existir uma grava\u00e7\u00e3o em v\u00eddeo onde uma pessoa afirma ter conhecimento sobre a cura da Covid-19, em um momento em que ainda n\u00e3o existiam vacinas contra o v\u00edrus. As visualiza\u00e7\u00f5es e <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">likes <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">acabam sendo lucrativos para grupos de interesse.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Hoje, ap\u00f3s quase dois anos de pandemia e milhares de mortes causadas pelo negacionismo, Taiane acredita que as pessoas chegaram no momento em que conseguem perceber o qu\u00e3o prejudicial e perigosa \u00e9 a desinforma\u00e7\u00e3o. Segundo ela, a CPI da Covid-19 foi muito eficaz para alcan\u00e7armos essa realidade. O p\u00fablico passou a acompanhar avidamente os desdobramentos das reuni\u00f5es, em que houve v\u00e1rios relatos de pessoas que sofreram com a morte de familiares e amigos em decorr\u00eancia da doen\u00e7a. A jornalista destaca tamb\u00e9m que o programa Roda Viva e o ativismo de pessoas como o bi\u00f3logo \u00c1tila Iamarino foram essenciais na difus\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es verdadeiras que denunciavam a problem\u00e1tica das not\u00edcias falsas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Taiane tamb\u00e9m compartilhou com os alunos e participantes da conversa algumas caracter\u00edsticas dos conte\u00fados que desinformam: sempre possuem um senso de urg\u00eancia, normalmente v\u00eam carregados de uma suposta autoridade de quem falou e\/ou descobriu algo, e tamb\u00e9m est\u00e3o presentes apenas em um meio ou ve\u00edculo. Assim, a jornalista lembra da necessidade de pesquisar toda e qualquer not\u00edcia em outros ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o, pois uma informa\u00e7\u00e3o verdadeira n\u00e3o circula em um s\u00f3 meio.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0Al\u00e9m das perguntas sobre a desinforma\u00e7\u00e3o, os alunos compartilharam com Taiane algumas das suas inquieta\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao jornalismo e a m\u00eddia. A sua resposta foi taxativa e muito necess\u00e1ria: \u201co jornalismo n\u00e3o pode ser declarat\u00f3rio\u201d, ele tem a fun\u00e7\u00e3o social de falar muito e abertamente sobre a desinforma\u00e7\u00e3o. Ela tamb\u00e9m alerta para o fato de que muitos ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o acabam repassando not\u00edcias falsas, por terem sido ditas em discursos feitos por autoridades. Taiane diz que esses discursos devem sim ser passados, por\u00e9m sempre alertando\u00a0 em rela\u00e7\u00e3o ao que n\u00e3o \u00e9 verdade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No final da conversa, ela enfatizou que a popula\u00e7\u00e3o em massa tem diversas outras demandas mais importantes para lidar, uma delas \u00e9 sobreviver a uma das maiores crises econ\u00f4micas e sanit\u00e1rias j\u00e1 vistas, o que muitas vezes faz com que essas pessoas n\u00e3o consigam se preocupar em ser seletivas com o modo com que se informam. Ent\u00e3o, cabe \u00e0 m\u00eddia ser incisiva nesse aspecto e n\u00e3o deixar de denunciar e verificar a desinforma\u00e7\u00e3o diariamente. \u201cA desinforma\u00e7\u00e3o s\u00f3 acaba com a produ\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es de qualidade\u201d, afirma Volcan.<\/span><\/p>\n<p><br \/><br \/><br \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<strong> \u00a0Reportagem:<\/strong> J\u00falia de S\u00e1 e Maria Mariana\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0<strong>Edi\u00e7\u00e3o:\u00a0<\/strong>Luciana Carvalho<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-weight: 400\"> \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 da jornalista Taiane Volcan, em entrevista coletiva organizada pelo programa de extens\u00e3o M\u00e3o na M\u00eddia. \u00a0 \u00a0 \u00a0 Na \u00faltima sexta-feira, dia 29 de outubro, o programa de extens\u00e3o M\u00e3o na M\u00eddia: educomunica\u00e7\u00e3o e cidadania realizou a sua primeira entrevista coletiva. A atividade intitulada \u2018Di\u00e1logos M\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4379,"featured_media":510,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"episode_type":"","audio_file":"","cover_image":"","cover_image_id":"","duration":"","filesize":"","date_recorded":"","explicit":"","block":"","filesize_raw":"","footnotes":""},"categories":[9],"tags":[28,60],"class_list":["post-508","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","tag-agenciadahora","tag-reportagem"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/508","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4379"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=508"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/508\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/media\/510"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=508"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=508"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=508"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}