{"id":564,"date":"2021-12-23T11:05:50","date_gmt":"2021-12-23T14:05:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/?p=564"},"modified":"2021-12-23T11:07:38","modified_gmt":"2021-12-23T14:07:38","slug":"como-esta-o-emocional-para-as-festas-de-fim-de-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/2021\/12\/23\/como-esta-o-emocional-para-as-festas-de-fim-de-ano","title":{"rendered":"Como est\u00e1 o emocional para as festas de fim de ano?"},"content":{"rendered":"\n<p><i><span style=\"font-weight: 400\">Com as recentes flexibiliza\u00e7\u00f5es da quarentena de Covid-19 ocasionadas pela vacina\u00e7\u00e3o, a expectativa para o retorno das festividades presenciais de final de ano aumenta. Na mat\u00e9ria dessa semana, falamos sobre como a pandemia modificou a din\u00e2mica de datas comemorativas e o impacto emocional do retorno dos encontros familiares.&nbsp;&nbsp;<\/span><\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/12\/coronavirus-natal-1606752956030_v2_4x3-1024x768.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-565\" width=\"901\" height=\"676\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/12\/coronavirus-natal-1606752956030_v2_4x3-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/12\/coronavirus-natal-1606752956030_v2_4x3-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/12\/coronavirus-natal-1606752956030_v2_4x3-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/12\/coronavirus-natal-1606752956030_v2_4x3-1536x1152.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/12\/coronavirus-natal-1606752956030_v2_4x3-2048x1536.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 901px) 100vw, 901px\" \/><figcaption><em>Com o avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o e a queda no n\u00famero de casos de coronav\u00edrus, os planos de celebra\u00e7\u00e3o com a mesa mais cheia voltaram. Imagem: Volodymyr Hryshchenko \/ Unsplash.<\/em><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Quando o t\u00f3pico s\u00e3o as festividades de final de ano, Natal e Ano Novo, um fator essencial sempre \u00e9 lembrado: os encontros (e reencontros) familiares. Jantares e confraterniza\u00e7\u00f5es com parentes e amigos sempre fizeram parte deste contexto. A pandemia de Covid-19 e as medidas ocasionadas pela quarentena, por\u00e9m, mudaram de forma dr\u00e1stica a din\u00e2mica das datas comemorativas de muitas fam\u00edlias.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Chegando ao final de 2021, com o avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o e a queda no n\u00famero de casos de coronav\u00edrus, os planos de celebra\u00e7\u00e3o com a mesa mais cheia, que faltaram no \u00faltimo ano, voltaram para grande parte da popula\u00e7\u00e3o. Com a sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a que a imuniza\u00e7\u00e3o traz, atrelada ao <\/span><span style=\"font-weight: 400\">distanciamento, ventila\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m o uso de m\u00e1scaras, fica o questionamento de como ser\u00e1 o impacto emocional desse retorno de encontros familiares ap\u00f3s tanto tempo e, em muitos casos, perdas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Francisco Carvalho Soares, estudante de jornalismo da UFSM campus Frederico Westphalen, conta que chegou a ficar cerca de 6 meses sem visitar a casa dos pais, que moram em S\u00e3o Miguel das Miss\u00f5es, Rio Grande do Sul, no per\u00edodo de bandeira preta da pandemia no estado e que o per\u00edodo distante da fam\u00edlia n\u00e3o foi nada f\u00e1cil. \u201cFicar longe da fam\u00edlia durante a pandemia foi uma experi\u00eancia bastante dif\u00edcil, tanto por falta de um ombro amigo, falta de um abra\u00e7o, falta de uma prote\u00e7\u00e3o que a gente sente quando est\u00e1 junto da fam\u00edlia\u201d, desabafa.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O estudante, que chegou a contrair o coronav\u00edrus em janeiro de 2021, conta que passou o \u00faltimo Natal longe dos pais mas que, dessa vez, conseguir\u00e1 passar a data comemorativa ao lado da fam\u00edlia, mantendo todos os cuidados preventivos como o uso da m\u00e1scara, o distanciamento social e evitando aglomera\u00e7\u00f5es. \u201cFelizmente vou conseguir visitar minha fam\u00edlia, por conta das f\u00e9rias da faculdade e do trabalho, mas eu vou me cuidar. Ent\u00e3o eu vou aproveitar esse momento, mas com consci\u00eancia e preven\u00e7\u00e3o\u201d, finaliza.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">J\u00e1 a estudante de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas da UFSM campus Frederico Westphalen, Lorena Lopes de Almeida, conta que n\u00e3o ir\u00e1 conseguir voltar para casa, em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, S\u00e3o Paulo, para o Natal deste ano. Por isso, ir\u00e1 se reunir com um grupo de amigas que tamb\u00e9m n\u00e3o v\u00e3o conseguir voltar para casa. \u201cJ\u00e1 estou aqui [em Frederico Westphalen] h\u00e1 3 anos, ano passado foi a primeira vez que eu passei a P\u00e1scoa sozinha e outros feriados que eu sempre passei com a minha fam\u00edlia. A minha fam\u00edlia \u00e9 grande, ent\u00e3o a gente sempre se reunia para comemorar cada feriado. Ent\u00e3o, \u00e9 dif\u00edcil estar sozinha, mas a gente aprende a se cuidar, se abra\u00e7ar nesses momentos, ver a import\u00e2ncia de ter uma rede de apoio aqui\u201d, relatou.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Lorena, que s\u00f3 voltar\u00e1 para sua cidade natal para as comemora\u00e7\u00f5es de R\u00e9veillon, afirma que nem consegue descrever a sensa\u00e7\u00e3o de ansiedade de voltar para casa depois de tanto tempo. Encontrar os familiares, rever os amigos e comer comida de m\u00e3e s\u00e3o exemplos de coisas que a estudante anseia fazer. \u201cEu quero as coisas mais simples para poder estar com as pessoas que eu amo, para poder curtir tudo isso\u201d, finaliza.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Fabiane Schott, psic\u00f3loga e p\u00f3s-graduanda em terapia cognitivo-comportamental e em psicologia infantil, que atua em Santa Maria (RS), explica que, mesmo com a sensa\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a tendo passado o per\u00edodo mais cr\u00edtico\u00a0 da pandemia e com boa parte da popula\u00e7\u00e3o vacinada, \u00e9 preciso relembrar que inevitavelmente j\u00e1 fazem dois anos que a pandemia surgiu e que ela ainda causa muitos impactos emocionais, financeiros, sociais e situacionais.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A psic\u00f3loga tamb\u00e9m lembra do impacto emocional que as perdas causadas pela Covid-19 possuem nas celebra\u00e7\u00f5es do final de ano, que simbolicamente remetem a festas, a uni\u00e3o, a reencontros com entes queridos, amigos e conhecidos. Apesar de essas datas terem todos esses significados, nesses dois anos de pandemia muitas dessas pessoas n\u00e3o se far\u00e3o presentes, j\u00e1 que foram levadas pela doen\u00e7a. Nesse sentido, esses momentos de celebra\u00e7\u00e3o tornam-se menos divertidos e mais dolorosos.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/12\/people-reparing-christmas-coronavirus-theme-mother-playing-with-her-son-boy-white-sweater-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-566\" width=\"950\" height=\"634\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/12\/people-reparing-christmas-coronavirus-theme-mother-playing-with-her-son-boy-white-sweater-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/12\/people-reparing-christmas-coronavirus-theme-mother-playing-with-her-son-boy-white-sweater-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/12\/people-reparing-christmas-coronavirus-theme-mother-playing-with-her-son-boy-white-sweater-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/12\/people-reparing-christmas-coronavirus-theme-mother-playing-with-her-son-boy-white-sweater-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/12\/people-reparing-christmas-coronavirus-theme-mother-playing-with-her-son-boy-white-sweater-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2021\/12\/people-reparing-christmas-coronavirus-theme-mother-playing-with-her-son-boy-white-sweater.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 950px) 100vw, 950px\" \/><figcaption><em>Os momentos de celebra\u00e7\u00e3o de final de ano podem se tornar menos divertidos e mais dolorosos pela aus\u00eancia das pessoas perdidas para a pandemia de Covid-19. Imagem: Prostooleh \/ Freepik.<\/em><br><\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Fabiane tamb\u00e9m esclarece sobre o desconforto que o reencontro com o grupo familiar ap\u00f3s tanto tempo de distanciamento social pode acarretar. De acordo com a especialista, pessoas reagem de maneiras diferentes \u00e0s mesmas condi\u00e7\u00f5es. Para ela, por exemplo, algumas pessoas n\u00e3o sentiram tantos impactos como outras, para algumas pessoas o distanciamento n\u00e3o foi um problema, e sim solu\u00e7\u00e3o. Todavia, para os enlutados pela Covid-19 o apoio social \u00e9 fundamental e ajuda a enfrentar a perda.<\/p>\n\n\n\n<p>Em decorr\u00eancia de uma situa\u00e7\u00e3o at\u00edpica como a pandemia, a prepara\u00e7\u00e3o emocional para o momento de reencontro das festividades consiste, principalmente, no apoio m\u00fatuo entre as pessoas. Em alguns casos tamb\u00e9m se faz necess\u00e1rio buscar ajuda profissional de um psic\u00f3logo para compartilhar os sentimentos, dividir a dor e compreender os impactos das mudan\u00e7as decorrentes das eventuais perdas nesse per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 muito importante lembrar que, apesar do momento mais positivo da pandemia no Brasil, ela ainda n\u00e3o acabou. A cobertura vacinal no pa\u00eds ainda n\u00e3o chegou a um n\u00famero acima dos recomendados 80% e a nova variante \u00d4micron come\u00e7a a se tornar preocupante. A recomenda\u00e7\u00e3o de especialistas \u00e9 realizar confraterniza\u00e7\u00f5es com grupos menores de pessoas, evitando aglomera\u00e7\u00f5es e de prefer\u00eancia em locais arejados. O uso de (uma boa) m\u00e1scara tamb\u00e9m continua sendo um dos principais aliados contra a contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Apura\u00e7\u00e3o:<\/strong> Caroline Schneider Lorenzetti, J\u00falia de S\u00e1 e Maria Mariana do Nascimento Silva<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reportagem:<\/strong> Kelvin Verdum e Caroline Schneider Lorenzetti&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Site e redes sociais:<\/strong> Maria Mariana do Nascimento Silva<\/p>\n\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com as recentes flexibiliza\u00e7\u00f5es da quarentena de Covid-19 ocasionadas pela vacina\u00e7\u00e3o, a expectativa para o retorno das festividades presenciais de final de ano aumenta. 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