{"id":712,"date":"2023-02-03T04:14:47","date_gmt":"2023-02-03T07:14:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/?p=712"},"modified":"2023-02-03T04:14:49","modified_gmt":"2023-02-03T07:14:49","slug":"vestindo-a-revolucao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/2023\/02\/03\/vestindo-a-revolucao","title":{"rendered":"<strong>Vestindo a revolu\u00e7\u00e3o<\/strong>"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: center\"><em>A moda como ferramenta de protesto ao longo da hist\u00f3ria<\/em><\/p>\n<p><strong>Texto:\u00a0<\/strong><span style=\"font-weight: 400\">Luiz S\u00e9rgio de Lima, Marina Oliveira, Melissa Belarmino e Teresa Valvassore Juv\u00eancio<\/span><\/p>\n\n\n\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A estudante de Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas da Universidade Federal de Santa Maria, campus de Frederico Westphalen (UFSM\/FW), Luana Keny dos Santos, tem 20 anos e h\u00e1 cerca de nove meses saiu de S\u00e3o Paulo, capital, para estudar no sul do pa\u00eds. Ela conta que a partir da mudan\u00e7a p\u00f4de perceber a moda ainda mais como uma das principais ferramentas de express\u00e3o e resist\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o negra. \u201cA moda no Brasil e no mundo, infelizmente, ainda \u00e9 pautada em padr\u00f5es brancos, euroc\u00eantricos. Em um pa\u00eds onde mais de 50% da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 composta por pessoas pretas e pardas, demonstrar que a moda pode ser plural, h\u00edbrida e que tem espa\u00e7o para o reconhecimento da minha cultura \u00e9 o que me impulsiona a continuar manifestando o meu estilo livremente, apesar de toda e qualquer demonstra\u00e7\u00e3o de estranhamento quanto a isso\u201d.<\/span><\/p><figure id=\"attachment_718\" aria-describedby=\"caption-attachment-718\" style=\"width: 664px\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-718\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/fds-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"664\" height=\"664\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/fds-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/fds-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/fds-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/fds-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/fds.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 664px) 100vw, 664px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-718\" class=\"wp-caption-text\">Luana Keny dos Santos \u00e9 estudante de Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas na UFSM\/FW e encontra por meio da moda uma maneira de expressar diariamente a sua individualidade. Foto: arquivo pessoal.<\/figcaption><\/figure><\/dt>\n<\/dl>\n<p>Como Luana, muitas pessoas utilizam a moda como forma de express\u00e3o, representando, atrav\u00e9s da vestimenta, seu status social, sua cultura, sua religi\u00e3o e seu posicionamento pol\u00edtico. \u00c9 ela que causa a primeira impress\u00e3o, podendo ser usada para pertencer a um grupo ou se individualizar.\u00a0 De monarcas a tribos urbanas, a roupa sempre foi mais do que apenas tecidos para cobrir o corpo.<\/p>\n<p>No s\u00e9culo XVII, Maria Antonieta, a rainha guilhotinada, tamb\u00e9m intitulada a rainha da moda, chocou a todos usando cal\u00e7as que, at\u00e9 ent\u00e3o, eram de uso exclusivo dos homens e colocando de lado o uso de <em>corsets<\/em> de barbatanas, que eram pe\u00e7as indispens\u00e1veis para uma dama de seu tempo.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s receber cr\u00edticas da corte por n\u00e3o prover um herdeiro ao trono e ser rejeitada por seu marido, Maria Antonieta encontrou na moda uma forma de fazer seu nome e seu legado serem lembrados na hist\u00f3ria. Atrav\u00e9s de seus vestidos luxuosos, acess\u00f3rios coloridos e penteados rocambolescos, achou sua voz para dizer que aquele era, sim, o seu lugar e que n\u00e3o iria recuar.<\/p><figure id=\"attachment_717\" aria-describedby=\"caption-attachment-717\" style=\"width: 764px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-717\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/fsdfds-300x212.jpg\" alt=\"\" width=\"764\" height=\"540\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/fsdfds-300x212.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/fsdfds.jpg 700w\" sizes=\"(max-width: 764px) 100vw, 764px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-717\" class=\"wp-caption-text\"><br \/><pre>Kirsten Dunst representando Maria Antonieta em filme de Sofia Coppola (2006). Foto: \u00c2mbar Muebles.<\/pre><br \/><\/figcaption><\/figure><p>No p\u00f3s Primeira Guerra Mundial, silhuetas confinadas em pequenos espartilhos e vestidos longos deram lugar \u00e0 praticidade de pe\u00e7as mais curtas, para que os trabalhos antes destinados aos homens \u2013 os quais estavam agora majoritariamente em campos de batalha \u2013 fossem realizados com mais facilidade por figuras femininas. Nesse momento, as mulheres tamb\u00e9m come\u00e7aram a votar ao redor do mundo e a ocupar outros ambientes sociais al\u00e9m do dom\u00e9stico.<\/p>\n<p>Mais do que qualquer outro designer do s\u00e9culo XX, Gabrielle Bonheur \u201cCoco\u201d Chanel revolucionou e adaptou a moda aos princ\u00edpios do modernismo, se tornando uma das estilistas mais famosas do mundo. Suas contribui\u00e7\u00f5es para a adequa\u00e7\u00e3o de roupas masculinas em femininas tinham como base a defesa de um sistema de vestir baseado em simplicidade e adaptabilidade.<\/p>\n<p>Yves Saint Laurent, uma das primeiras figuras da alta costura assumidamente homossexual, dedicou muito de sua vida a utilizar a moda como porta-voz das causas LGBTQIA+ e das mulheres. Em 1966, seu ato a favor do conforto feminino foi criar o \u201c<em>Le Smoking<\/em>\u201d, o terninho feminil que permitiu que as mulheres pudessem trabalhar de cal\u00e7as compridas, mudando o curso da moda e trazendo uma rebeli\u00e3o de androginia e glamour.<\/p><figure id=\"attachment_714\" aria-describedby=\"caption-attachment-714\" style=\"width: 751px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-714\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/YSL-e-Chanel-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"751\" height=\"423\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/YSL-e-Chanel-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/YSL-e-Chanel-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/YSL-e-Chanel-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/YSL-e-Chanel.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 751px) 100vw, 751px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-714\" class=\"wp-caption-text\">Coco Chanel e Yves Saint Laurent. Foto: Vogue.<\/figcaption><\/figure><p>No Brasil, a moda tamb\u00e9m foi usada como manifesta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica pela designer Zuzu Angel, na d\u00e9cada de 1970, ap\u00f3s seu filho ser morto pela ditadura militar e considerado desaparecido. Para recuperar o corpo do seu filho, ela usou seu trabalho como estilista para pressionar os governos ditatoriais instaurados a partir de 1964. Zuzu criou uma cole\u00e7\u00e3o estampada de manchas de sangue, p\u00e1ssaros pretos engaiolados, armas b\u00e9licas e um anjo ferido e amorda\u00e7ado que representaria seu pr\u00f3prio filho assassinado. As modelos desfilavam com fitas pretas nas golas e nos pulsos, representando o luto.<\/p>\n<p>O desfile-protesto ocorreu no consulado do Brasil em Nova York, para denunciar as pr\u00e1ticas de tortura do governo e criticar a ditadura, al\u00e7ando uma visibilidade mundial para o cen\u00e1rio pol\u00edtico que assombrava o Brasil. A localiza\u00e7\u00e3o foi estrategicamente pensada, pois havia uma lei que impedia que brasileiros criticassem o pa\u00eds fora dele. Dessa forma, ela estaria protegida pela lei americana e n\u00e3o poderia ser presa e submetida \u00e0 tortura. Apesar de n\u00e3o conseguir resgatar o corpo de seu filho, a estilista travou uma guerra sem artilharia, apenas com costuras como suas armas e seu grito por justi\u00e7a em forma de estampas.<\/p><figure id=\"attachment_719\" aria-describedby=\"caption-attachment-719\" style=\"width: 808px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-719\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/dsada-300x114.jpg\" alt=\"\" width=\"808\" height=\"307\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/dsada-300x114.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/dsada.jpg 752w\" sizes=\"(max-width: 808px) 100vw, 808px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-719\" class=\"wp-caption-text\">Zuzu Angel e um de seus modelos do desfile protesto. Foto: Mem\u00f3rias da Ditadura.<\/figcaption><\/figure><p>A moda tem a tend\u00eancia de se deixar influenciar pelos acontecimentos da \u00e9poca em que se situa, e na d\u00e9cada de 1970 n\u00e3o foi diferente. Em um contexto de crises, surgiu o movimento punk, cujo objetivo era protestar contra o capitalismo e seus efeitos, utilizando seu visual para chamar a aten\u00e7\u00e3o. Com jaquetas de couro, piercings, cabelos diferenciados, pe\u00e7as personalizadas com rebites, a moda punk refletia a revolta dos jovens com o cen\u00e1rio social em que se encontravam. No Brasil, tais elementos eram combinados com m\u00fasicas an\u00e1rquicas para criticar a ditadura militar.<\/p>\n<p>Ainda no movimento de contracultura, estavam os hippies. Sendo antag\u00f4nicos aos punks, adotavam visuais muito mais cheios de cores, flores e estampas, simbolizando seu famoso slogan \u201cpaz e amor\u201d. O movimento hippie fez com que jovens do mundo todo se reunissem para protestar contra a guerra do Vietn\u00e3, o sistema capitalista e o consumismo.<\/p><figure id=\"attachment_715\" aria-describedby=\"caption-attachment-715\" style=\"width: 872px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-715\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/punks-e-hippies-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"872\" height=\"491\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/punks-e-hippies-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/punks-e-hippies-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/punks-e-hippies-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/punks-e-hippies.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 872px) 100vw, 872px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-715\" class=\"wp-caption-text\">O estilo dos punks e dos hippies na contracultura. Foto: Fashion Bubbles.<\/figcaption><\/figure><p>Posteriormente, surge o <em>Glam Rock<\/em>, mais baseado na exuber\u00e2ncia da moda e na polemiza\u00e7\u00e3o dos conceitos de g\u00eanero. Entre cetim, lantejoulas, botas de plataformas e muita maquiagem, o <em>Glam Rock<\/em> contribuiu com a evolu\u00e7\u00e3o da moda andr\u00f3gina. Indo al\u00e9m do feminino e do masculino, o movimento ganhou notabilidade, reverberando at\u00e9 os dias atuais, nos quais muito se fala sobre uma moda sem g\u00eanero.<\/p>\n<p>Os anos 1990 chegaram e a moda ainda estava sob influ\u00eancia da d\u00e9cada anterior, com uma miscel\u00e2nea de tend\u00eancias. Nesse per\u00edodo, o Hip-Hop se popularizou e o processo come\u00e7ou a inverter: a moda passou a sair das ruas para as passarelas.<\/p>\n<p>Francisco Costa, designer \u00e0 frente da dire\u00e7\u00e3o criativa da cole\u00e7\u00e3o feminina da marca Calvin Klein, afirma que a moda dessa d\u00e9cada era usada como uniforme do Trap e do Hip-Hop. \u201cA moda dos anos 90 originou-se de pessoas negras, como Michael Jordan, que hoje \u00e9 um dos maiores astros pop do mundo. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que uma das pe\u00e7as que mais marca a volta da moda anos 90 no mundo, \u00e9 o t\u00eanis Nike Jordan\u201d, disse ele em entrevista para a PUC SP.<\/p>\n<p>Segundo Costa, naquele momento, a moda serviu como forma de protesto no Brasil, com o grupo Racionais MC, representando a popula\u00e7\u00e3o marginalizada, que lutava pelos seus direitos. Dessa forma, a roupa dos rappers virou uniforme de combate \u00e0 desigualdade.<\/p>\n<p>Com um direcionamento focado na juventude negra, o modo de se vestir da comunidade afrodescendente n\u00e3o era apenas uma maneira de reafirmar as ra\u00edzes desses jovens, mas mostrar que eles tinham espa\u00e7o e valor em uma sociedade que sempre tentou inviabilizar suas vozes.<\/p><figure id=\"attachment_713\" aria-describedby=\"caption-attachment-713\" style=\"width: 786px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-713\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/hip-hop-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"786\" height=\"443\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/hip-hop-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/hip-hop-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/hip-hop-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/hip-hop.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 786px) 100vw, 786px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-713\" class=\"wp-caption-text\">Integrantes do movimento do Hip-Hop e da moda negra. Foto: RedBull.<\/figcaption><\/figure><p>O in\u00edcio dos anos 2000 foi marcado pelas incertezas ocasionadas pela ideia de in\u00edcio de ciclo e de s\u00e9culo, com a colis\u00e3o entre ideias antigas e novas, tornando essa nova era completamente diferente de qualquer outro momento. O choque de tend\u00eancias, elementos, subculturas, excessos, vis\u00f5es e comportamentos marcaram a hist\u00f3ria da moda, chegando, enfim, \u00e0 atualidade.<\/p>\n<p>Para Let\u00edcia Stempczynski, 27 anos, natural de Erechim e propriet\u00e1ria de uma marca de roupas, nunca houve outra possibilidade a n\u00e3o ser ter uma ampla quantidade de estilos e tamanhos. \u201cAcredito que por isso que deu t\u00e3o certo, pelo fato de eu conseguir trazer roupas que as pessoas conseguem mostrar quem s\u00e3o de fato, se sentirem bem e se sentirem bonitas, independente do g\u00eanero e do tamanho\u201d, afirma a empres\u00e1ria.<\/p><figure id=\"attachment_716\" aria-describedby=\"caption-attachment-716\" style=\"width: 674px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-716\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/Leticia-300x300.jpg\" alt=\"\" width=\"674\" height=\"674\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/Leticia-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/Leticia-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/Leticia-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/Leticia-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/825\/2023\/02\/Leticia.jpg 1080w\" sizes=\"(max-width: 674px) 100vw, 674px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-716\" class=\"wp-caption-text\">Let\u00edcia Stempczynski \u00e9 DJ, publicit\u00e1ria e empres\u00e1ria. Para ela, a moda \u00e9 a forma que encontrou de expressar quem \u00e9 e, por meio da sua marca, busca incentivar essa identifica\u00e7\u00e3o nos consumidores. Foto: Mederlens.<\/figcaption><\/figure><p>O per\u00edodo pol\u00edtico e pand\u00eamico vivenciado no momento \u00e9, como nos anos 2000, um tempo de d\u00favidas, hesita\u00e7\u00f5es e mudan\u00e7as. Pouco a pouco, aspectos que antes eram ignorados passam a ter relev\u00e2ncia, como a preocupa\u00e7\u00e3o de uma moda inclusiva, sustent\u00e1vel e igualit\u00e1ria. No presente, pode-se dizer que o protesto est\u00e1 na inova\u00e7\u00e3o, no ato de abra\u00e7ar a diversidade e exercer a liberdade de ser quem \u00e9.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Fontes hist\u00f3ricas:<\/p>\n<p>ANDRADE, Vit\u00f3ria Lorenzoni. A INFLU\u00caNCIA DA SUBCULTURA PUNK DOS ANOS 1970 NAS COLE\u00c7\u00d5ES DE MODA ATUAL. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/repositorio.animaeducacao.com.br\/bitstream\/ANIMA\/7723\/1\/TCC%20Vit%c3%b3ria%20Lorenzoni.pdf\">A INFLU\u00caNCIA DA SUBCULTURA PUNK DOS ANOS 1970 NAS COLE\u00c7\u00d5ES DE MODA ATUAL<\/a>.<\/p>\n<p>BARROS, Patr\u00edcia Marcondes. A CONTRACULTURA, O GLAM ROCK E A MODA ANDR\u00d3GINA NOS ANOS 70- 80. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/eventos.udesc.br\/ocs\/index.php\/STPII\/IIISIHTP\/paper\/viewFile\/652\/408\">A CONTRACULTURA, O GLAM ROCK E A MODA ANDR\u00d3GINA NOS ANOS 70- 80.<\/a><\/p>\n<p>CASTRO, Kedna Lima; CASTRO, Jetur Lima; OLIVEIRA, Alessandra Nunes. A moda como objeto de informa\u00e7\u00e3o: o caso do Movimento Feminista Punk Riot Grrrl. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/repositorio.ufpa.br\/bitstream\/2011\/9935\/1\/Artigo_ModaObjetoInformacao.pdf\">A moda como objeto de informa\u00e7\u00e3o: o caso do Movimento Feminista Punk Riot Grrrl<\/a>.<\/p>\n<p>Coco Chanel: Modernismo. Google Arts and culture. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/artsandculture.google.com\/story\/rQWBy_v7yDpuIg?hl=pt-BR\">Coco Chanel: Modernismo \u2014 Google Arts &amp; Culture<\/a>.<\/p>\n<p>Fresh Dressed. Dire\u00e7\u00e3o: Sacha Jenkins. Produ\u00e7\u00e3o: Marcus A. Clarke. Mass Appeal, 2015.<\/p>\n<p>PICARDIE, Justine. Coco Chanel: A vida e a lenda. Rio de Janeiro: Nova Fronteira &#8211;\u00a0 Casa dos Livros, 2011.<\/p>\n<p>ROUX, Edmond. A era Chanel. S\u00e3o Paulo: Cosac Naify, 2007.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A moda como ferramenta de protesto ao longo da hist\u00f3ria Texto:\u00a0Luiz S\u00e9rgio de Lima, Marina Oliveira, Melissa Belarmino e Teresa Valvassore Juv\u00eancio A estudante de Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas da Universidade Federal de Santa Maria, campus de Frederico Westphalen (UFSM\/FW), Luana Keny dos Santos, tem 20 anos e h\u00e1 cerca de nove meses saiu de S\u00e3o Paulo, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3052,"featured_media":718,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"episode_type":"","audio_file":"","cover_image":"","cover_image_id":"","duration":"","filesize":"","date_recorded":"","explicit":"","block":"","filesize_raw":"","footnotes":""},"categories":[9,2],"tags":[28,27],"class_list":["post-712","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-noticias","tag-agenciadahora","tag-culturalia"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/712","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3052"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=712"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/712\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/media\/718"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=712"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=712"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/agencia-da-hora\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=712"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}