{"id":1244,"date":"2013-07-24T13:55:22","date_gmt":"2013-07-24T16:55:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufsm.br\/revistatxt\/?p=1244"},"modified":"2019-08-27T16:33:27","modified_gmt":"2019-08-27T19:33:27","slug":"a-vida-na-nova-roraima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/educom\/2013\/07\/24\/a-vida-na-nova-roraima","title":{"rendered":"A vida na nova Roraima"},"content":{"rendered":"<p><strong>Conhe\u00e7a alguns personagens que t\u00eam suas vidas ligadas \u00e0 Avenida Roraima, agora revitalizada.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right\">Guilherme Gabbi &#8211; degabbi.gui@gmail.com<br \/>Jonas Migotto &#8211; migottojonas@gmail.com<\/p>\n<p>A principal via de acesso para a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Avenida Roraima, passou por diversas melhorias concretizadas no in\u00edcio do ano de 2013. Em maio, as obras de revitaliza\u00e7\u00e3o foram inauguradas para melhorar o tr\u00e1fego na Avenida, que \u00e9, atualmente, de 10 mil ve\u00edculos por dia. Houve a implanta\u00e7\u00e3o de ciclovia, esgoto pluvial, refor\u00e7o do pavimento, ilumina\u00e7\u00e3o do canteiro central e arboriza\u00e7\u00e3o. Todas essas mudan\u00e7as afetam n\u00e3o s\u00f3 quem vai para a Universidade todos os dias, mas tamb\u00e9m diversas pessoas que t\u00eam suas vidas atreladas \u00e0 Avenida.<\/p>\n<p>\u00c9 o que ocorre com a propriet\u00e1ria do Pinus Bar, Claudete Silva, de 35 anos. O bar existe desde 2002, localiza-se no cruzamento da Roraima com a Faixa Nova de Camobi e abre todos os dias, das 17h at\u00e9 \u00e0 1h, exceto aos s\u00e1bados. O Pinus recebe um p\u00fablico variado, com predomin\u00e2ncia de universit\u00e1rios. O lugar aconchegante possui som agrad\u00e1vel, com destaque ao rock nacional e internacional. Claudete afirma, tamb\u00e9m, ter feito muitas amizades ao longo do tempo com os clientes, inclusive com pessoas que v\u00eam de fora do pa\u00eds. Em cima da lareira do bar \u00e9 poss\u00edvel encontrar lembran\u00e7as de clientes venezuelanos, que se tornaram, posteriormente, grandes amigos de Claudete. Para a propriet\u00e1ria, \u00e9 impressionante acompanhar o desenvolvimento dos jovens. Ela conta que os acompanha desde o momento que chegam ali, com uma turma de amigos para dividir um refrigerante at\u00e9 o momento que saem da Universidade.<\/p>\n<p>\u00c0s quartas-feiras e aos s\u00e1bados, a Avenida recebe um p\u00fablico novo, devido \u00e0 presen\u00e7a da feira de produtos coloniais e hortifrutis. Neli Comoretto Zorzella, de 50 anos, \u00e9 feirante h\u00e1 16 anos e tem uma rotina dif\u00edcil nos dias em que trabalha na Roraima. Nas quartas, Neli acorda \u00e0s 4h, para \u00e0s 6h dar in\u00edcio \u00e0 feira. J\u00e1 aos s\u00e1bados, dia em que o movimento \u00e9 maior, a feirante acorda \u00e0s 3h, para que \u00e0s 5h30 esteja na Avenida. Todos os produtos vendidos por Neli s\u00e3o produzidos em sua casa. Ela afirma j\u00e1 possuir uma amizade com seus clientes e diz que conhece quase todos. A maioria deles \u00e9 de Camobi, mas garante que tamb\u00e9m possui compradores fi\u00e9is vindos do centro da cidade. Neli acredita que um pavilh\u00e3o para os feirantes ser\u00e1 constru\u00eddo, e se diz ansiosa para isso, pois o tempo de montagem da barraca para a feira \u00e9 de aproximadamente uma hora.<\/p>\n<p>A Pousada do Alem\u00e3o existe h\u00e1 seis anos e pertence ao casal Ilmo e Leoci Bessauer, o \u201cAlem\u00e3o\u201d e a \u201cAlemoa\u201d. Leoci, de 54 anos, conta que teve um mercado durante 35 anos, mas que isso n\u00e3o a deixava feliz. Atualmente, na pousada, ela diz que se sente muito bem. Sua rotina \u00e9, basicamente, fazer a limpeza do local que \u00e9 frequentado por diversas pessoas, que podem ficar dias ou at\u00e9 meses. Estudantes estrangeiros s\u00e3o os que mais marcaram a mem\u00f3ria de Leoci. Ela conta a hist\u00f3ria de um h\u00f3spede russo: \u201cN\u00e3o conseguia me comunicar com ele, mas lembro at\u00e9 hoje do jeito peculiar e da pessoa que ele era\u201d. Leoci se considera uma grande m\u00e3e, pois sempre acolhe as pessoas com carinho. A dona da pousada adotou dois filhos: um menino e uma menina, que a presentearam com dois netos. Esses, adoram ficar \u00e0 beira da ciclovia da Roraima para ver as pessoas que ali passam, como os skatistas que frequentam rotineiramente a Avenida.<\/p>\n<p>Um desses skatistas \u00e9 Tarc\u00edzio Oliveira, de 18 anos. O estudante afirma que agora a Avenida \u00e9 um \u00f3timo local para andar de skate, mas que antes era pior para praticar essa atividade, em fun\u00e7\u00e3o de s\u00f3 poder fazer isso \u00e0 beira das faixas de Camobi. O jovem tem uma peculiaridade em rela\u00e7\u00e3o aos demais skatistas, pois n\u00e3o anda sozinho e sempre leva seu companheiro, o cachorro Hulk, de seis anos. Hulk n\u00e3o possui nenhuma semelhan\u00e7a com o gigante verde dos quadrinhos e do cinema. \u00c9 um pequeno cachorro da ra\u00e7a pintcher que adora dar voltas de skate com seu dono.<\/p>\n<p>Gra\u00e7as \u00e0 revitaliza\u00e7\u00e3o da Avenida, o skatista e seu cachorro podem dar voltas de skate. Para Neli, a feira fica mais atrativa, pois n\u00e3o h\u00e1 mais presen\u00e7a do esgoto a c\u00e9u aberto. Esse mesmo esgoto n\u00e3o atrapalha mais Claudete e seus clientes. A revitaliza\u00e7\u00e3o proporciona tamb\u00e9m divers\u00e3o e entretenimento para Leoci e seus netos. Ela conta que adora ir \u00e0 tardinha ver a briga das curiacas, p\u00e1ssaro da regi\u00e3o, pelo espa\u00e7o das \u00e1rvores. Assim, a Avenida Roraima se tornou um atrativo a mais para a vida das pessoas que ali trabalham, passam ou vivem.\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/educom\/wp-content\/uploads\/sites\/802\/2013\/07\/JPEG-Image-76569-2-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1331\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Bastidores da .txt<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Percorrer a Roraima com o intuito de conhecer hist\u00f3rias \u00fanicas mostra a complexidade que cerca a Avenida. No dia-a-dia v\u00edamos a Roraima apenas como um caminho para a Universidade, com o pensamento centrado nas aulas e trabalhos que ter\u00edamos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao fazer a mat\u00e9ria nos deparamos com hist\u00f3rias que merecem ser contadas, de pessoas que n\u00e3o s\u00e3o notadas. Uma dessas hist\u00f3rias \u00e9 a da dona Leoci, que teve espa\u00e7o em nossa mat\u00e9ria. Ela disse que enfrentou, h\u00e1 anos, uma doen\u00e7a grave. Gra\u00e7as a uma freira, chamada Silit\u00f4nia,&nbsp; soube que o tratamento poderia ser feito em S\u00e3o Paulo. A doen\u00e7a em quest\u00e3o \u00e9 o l\u00fapus, na qual a pessoa tem uma esp\u00e9cie de alergia a si mesma. Leoci conta que fez diversas viagens para S\u00e3o Paulo para realizar o tratamento em companhia de um filho.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dela, foi incr\u00edvel ver Hulk, o cachorro que anda de skate. \u00c9 curioso e ao mesmo tempo chamativo ver a euforia do \u2018cusco\u2019 ao andar de skate com seu dono, Tarc\u00edzio&nbsp; que encontrou um modo de usar a avenida para o seu bem estar e de seu mascote. Hulk se recusa a subir na prancha caso seu \u2018paninho de estima\u00e7\u00e3o\u2019 n\u00e3o esteja ali, pois as ranhuras do skate incomodam suas patinhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Devido a essas e outras hist\u00f3rias, e em rela\u00e7\u00e3o aos personagens que passam, vivem ou trabalham ali, a recente revitaliza\u00e7\u00e3o da Roraima proporciona ainda mais vida ao local<strong>.txt<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhe\u00e7a alguns personagens que t\u00eam suas vidas ligadas \u00e0 Avenida Roraima, agora revitalizada. Guilherme Gabbi &#8211; degabbi.gui@gmail.comJonas Migotto &#8211; migottojonas@gmail.com A principal via de acesso para a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Avenida Roraima, passou por diversas melhorias concretizadas no in\u00edcio do ano de 2013. 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