{"id":1302,"date":"2013-07-24T13:53:21","date_gmt":"2013-07-24T16:53:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufsm.br\/revistatxt\/?p=1302"},"modified":"2019-08-09T16:29:56","modified_gmt":"2019-08-09T19:29:56","slug":"caso-fatec-seis-anos-sem-resposta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/educom\/2013\/07\/24\/caso-fatec-seis-anos-sem-resposta","title":{"rendered":"Caso Fatec: seis anos sem resposta"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\">Bernardo Zamperetti &#8211; bszamperetti@gmail.com<br \/>\nElisa Beatriz Sartori &#8211; elisabsartori@gmail.com<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">O custo da carteira de habilita\u00e7\u00e3o, assim como o \u00edndice de reprova\u00e7\u00e3o nos exames dos futuros condutores de ve\u00edculos, sempre foi elevado no Rio Grande do Sul. Em 2007, a Pol\u00edcia Federal recebeu uma den\u00fancia de que esse faturamento poderia estar encobrindo fraudes. Nesse mesmo ano, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que completava seu quadrag\u00e9simo s\u00e9timo anivers\u00e1rio, foi palco de um dos maiores casos que envolveram a pol\u00edtica e a pol\u00edcia do Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">O Departamento Estadual de Tr\u00e2nsito (Detran) inspeciona os Centros de Forma\u00e7\u00e3o de Condutores (CFC) e se responsabiliza pelos exames que habilitam os motoristas a dirigir. Os testes s\u00e3o elaborados por uma institui\u00e7\u00e3o contratada pelo Detran. Aqui no estado, essa institui\u00e7\u00e3o foi a UFSM, por meio das funda\u00e7\u00f5es de apoio: a Funda\u00e7\u00e3o Educacional e Cultural para o Desenvolvimento e Aperfei\u00e7oamento da Educa\u00e7\u00e3o e da Cultura (Fundae) e a Funda\u00e7\u00e3o de Apoio \u00e0 Ci\u00eancia e Tecnologia (Fatec). As funda\u00e7\u00f5es subcontrataram empresas particulares para a realiza\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">A investiga\u00e7\u00e3o ganhou for\u00e7a em maio do mesmo ano, ap\u00f3s a abertura de um processo criminal na Procuradoria Geral de Santa Maria. Os representantes do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) da \u00e9poca, Rafael Miron e Harold Hoppe, receberam uma s\u00e9rie de den\u00fancias sobre as irregularidades que envolviam o Detran, a Fundae, a Fatec e as empresas prestadoras dos servi\u00e7os. Na den\u00fancia, acusase um desvio de R$ 44 milh\u00f5es, supostamente ocorrido entre 2003 e 2007.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">No dia 6 de novembro de 2007, 13 pessoas foram presas por estarem envolvidas no caso, entre elas o diretor do Detran-RS, Fl\u00e1vio Vaz Netto, al\u00e9m de servidores da Fatec e pol\u00edticos aliados ao governo de Yeda Crusius (2007- 2010). Os partidos de oposi\u00e7\u00e3o conseguiram votos para criar uma CPI na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Na tarde do dia 15 de maio de 2008, o MPF concluiu que o caso fora gerido dentro da UFSM e pediu a ent\u00e3o ju\u00edza de Santa Maria, Simone Fortes, o julgamento dos envolvidos. Ao longo do processo, a Fatec e a Fundae foram isentas de qualquer envolvimento com o caso.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Inicialmente, a opera\u00e7\u00e3o foi nomeada de Campus, mas logo houve uma troca, por sugest\u00e3o do pr\u00f3prio MPF. O delegado da Pol\u00edcia Federal respons\u00e1vel pelas investiga\u00e7\u00f5es, Gustavo Schneider, batizou a opera\u00e7\u00e3o de Rodin. A escolha foi em homenagem ao escultor franc\u00eas, Auguste Rodin, criador da escultura \u201cO Pensador\u201d. O nome \u00e9 uma refer\u00eancia \u00e0 empresa tida como mentora da fraude, a Pensant Consultores, empresa de Jos\u00e9 Fernandes, ex-diretor do Centro de Ci\u00eancias Sociais e Humanas da Universidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">A Opera\u00e7\u00e3o Rodin materializa-se, hoje, em mais de 50 mil p\u00e1ginas que esperam por um julgamento. O processo tramita na 3\u00aa Vara da Justi\u00e7a Federal de Santa Maria e aguarda resultado da primeira inst\u00e2ncia, ou seja, ainda caber\u00e1 recurso ao que for decidido.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/educom\/wp-content\/uploads\/sites\/802\/2013\/07\/rodin-pronta-2.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-large wp-image-1337\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/educom\/wp-content\/uploads\/sites\/802\/2013\/07\/rodin-pronta-2-763x1024.jpg\" alt=\"rodin pronta-2\" width=\"584\" height=\"783\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><strong>Opera\u00e7\u00e3o Rodin virou literatura<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left\">O primeiro livro foi lan\u00e7ado em 2012 pelo jornalista e pol\u00edtico Pol\u00edbio Braga. Intitulada \u201cCabo de Guerra\u201d, a obra narra bastidores da administra\u00e7\u00e3o da ex-governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, e acusa a oposi\u00e7\u00e3o de tentar derrub\u00e1-la com o uso pol\u00edtico da Pol\u00edcia Federal. Em 2013, dois livros foram lan\u00e7ados por dois r\u00e9us do processo. Em mar\u00e7o, o ex-deputado e ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Jo\u00e3o Luiz Vargas, lan\u00e7ou a obra \u201cConspira\u00e7\u00e3o Rodin: a arte de destruir reputa\u00e7\u00f5es\u201d. Em mais de 300 p\u00e1ginas, Vargas tem como principais alvos o atual governador do Estado, Tarso Genro, e o Procurador-Geral do TCE, Geraldo Da Camino, respons\u00e1vel por fazer o c\u00e1lculo do valor do desvio apresentado na den\u00fancia. O \u00faltimo livro lan\u00e7ado \u00e9 de autoria do exreitor da UFSM, Paulo Jorge Sarkis. Em maio, Sarkis, atrav\u00e9s de 184 p\u00e1ginas, mostrou ao p\u00fablico \u201cA outra face da Opera\u00e7\u00e3o Rodin\u201d. O \u00fanico reitor reeleito at\u00e9 hoje na UFSM vai de encontro \u00e0s outras duas obras. Enquanto os livros de Braga e Vargas analisam o \u00e2mbito geral, ao mostrar o processo de investiga\u00e7\u00e3o, o de Sarkis tem como foco a origem da Opera\u00e7\u00e3o, no qual detalha o seu n\u00e3o envolvimento com o caso.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Bastidores da .txt<\/strong><\/p>\n<p>A revista .txt trouxe de volta, em 2013, a editoria de mem\u00f3ria. Antigamente, rememoravam-se fatos ligados \u00e0 Universidade atrav\u00e9s de fotos, na editoria chamada \u201cO Arco da Velha\u201d. Na primeira edi\u00e7\u00e3o desse ano, a editoria de \u201cMem\u00f3ria\u201d relembrou a hist\u00f3ria da Se\u00e7\u00e3o Sindical dos Docentes da Universidade Federal de Santa Maria (Sedufsm) e da Associa\u00e7\u00e3o dos Servidores da Universidade Federal de Santa Maria (Assufsm). Nessa segunda edi\u00e7\u00e3o da .txt, al\u00e9m da Opera\u00e7\u00e3o Rodin e do Caso Fatec, relembraram-se os tempos \u00e1ures do handebol da UFSM.<\/p>\n<p>Optou-se pela realiza\u00e7\u00e3o de uma mat\u00e9ria que falasse do Caso Fatec pela grandeza do epis\u00f3dio que envolveu a Universidade. Especialmente porque, nesse ano, o processo entrou em fase de dilig\u00eancias finais. Seis anos ap\u00f3s sua deflagra\u00e7\u00e3o, a Opera\u00e7\u00e3o Rodin segue sem trazer respostas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para escrever a mat\u00e9ria, a apura\u00e7\u00e3o foi feita por meio de um processo de pesquisa nos arquivos de jornais locais e nacionais. Al\u00e9m disso, realizou-se a leitura do livro do ex-deputado e r\u00e9u do processo, Jo\u00e3o Luiz Vargas, \u201cConspira\u00e7\u00e3o Rodin\u201d, e de cap\u00edtulos dos livros do jornalista Pol\u00edbio Braga e do ex-reitor da UFSM, Paulo Jorge Sarkis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bernardo Zamperetti &#8211; bszamperetti@gmail.com Elisa Beatriz Sartori &#8211; elisabsartori@gmail.com O custo da carteira de habilita\u00e7\u00e3o, assim como o \u00edndice de reprova\u00e7\u00e3o nos exames dos futuros condutores de ve\u00edculos, sempre foi elevado no Rio Grande do Sul. Em 2007, a Pol\u00edcia Federal recebeu uma den\u00fancia de que esse faturamento poderia estar encobrindo fraudes. 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