{"id":1772,"date":"2014-07-10T17:20:08","date_gmt":"2014-07-10T20:20:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufsm.br\/revistatxt\/?p=1772"},"modified":"2019-08-09T14:41:14","modified_gmt":"2019-08-09T17:41:14","slug":"orbitando-a-terra-com-tecnologia-universitaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/educom\/2014\/07\/10\/orbitando-a-terra-com-tecnologia-universitaria","title":{"rendered":"Orbitando a Terra com tecnologia universit\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><em>Lenon de Paula &#8211; lenonmpaula@yahoo.com.br<\/em><br \/><em>Marina Fortes &#8211;\u00a0marifortesb@gmail.com<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O ano de 2014 representa uma grande conquista para a Universidade Federal de Santa\u00a0Maria. No dia 20 de junho, foi lan\u00e7ado no espa\u00e7o o primeiro sat\u00e9lite brasileiro: o <a href=\"http:\/\/www.inpe.br\/crs\/nanosat\/index.php\">NanoSatC-BR1<\/a>, o CubeSat\u00a0 &#8211; termo que designa os sat\u00e9lites miniaturizados e no formato de um cubo \u2013 desenvolvido em uma parceria entre a UFSM e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), sendo financiado pela Ag\u00eancia Espacial Brasileira (AEB),<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 2007, o pesquisador do Inpe, Dr. Nelson Jorge Schuch, criou a documenta\u00e7\u00e3o b\u00e1sica para o desenvolvimento do primeiro nanosat\u00e9lite da UFSM. O projeto foi idealizado para visar a inova\u00e7\u00e3o e a autonomia tecnol\u00f3gica para desenvolvimento dos estudos no ramo aeroespacial, o que inclui a capacita\u00e7\u00e3o de recursos humanos a partir da experi\u00eancia acad\u00eamica. O principal objetivo era criar as miss\u00f5es, definir a carga \u00fatil, e explicitar o motivo de lan\u00e7ar o sat\u00e9lite. A partir da\u00ed, foi determinado que o NanoSatC-BR1 faria a capacita\u00e7\u00e3o operacional de novos recursos tecnol\u00f3gicos e de monitoramento das condi\u00e7\u00f5es geomagn\u00e9ticas sob o territ\u00f3rio brasileiro: do eletrojato equatorial, uma intensa corrente el\u00e9trica situada na altura de 100 quil\u00f4metros que circunda o planeta e atravessa o Brasil perto da linha do Equador, e a anomalia do Atl\u00e2ntico Sul, que \u00e9 uma depress\u00e3o na intensidade do campo magn\u00e9tico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como a universidade n\u00e3o possu\u00eda na \u00e9poca um curso de Engenharia Aeroespacial, foi necess\u00e1rio abrir uma licita\u00e7\u00e3o internacional para a aquisi\u00e7\u00e3o da plataforma (a estrutura do sat\u00e9lite). Uma empresa holandesa, especializada no desenvolvimento dessas estruturas, ganhou a licita\u00e7\u00e3o, e o processo de produ\u00e7\u00e3o do sat\u00e9lite e da sua carga \u00fatil foi realizado em uma parceria entre Inpe, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Instituto de Tecnologia da Aeron\u00e1utica (ITA), UFSM, e a <a href=\"http:\/\/w3.ufsm.br\/smdh\/index.php?lang=pt-BR\">Santa Maria Design House<\/a> (SMDH), empresa vinculada \u00e0 universidade e especializada no desenvolvimento de circuitos integrados (chips).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por iniciativa do Inpe de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos-SP, foi solicitado um circuito integrado espec\u00edfico, que precisaria ser testado no espa\u00e7o. A SMDH aceitou o desafio e desenvolveu o circuito que, hoje, est\u00e1 no NanoSat. A UFRGS tamb\u00e9m criou um sistema que integra o nanosat\u00e9lite da UFSM. Os dois sistemas foram financiados pelo <a href=\"http:\/\/www.cti.gov.br\/\">Centro de Tecnologia de Informa\u00e7\u00e3o Renato Arche<\/a>r.<\/p>\n<pre><span style=\"color: #3366ff\"><strong>\u2192<\/strong> <\/span><a href=\"http:\/\/www.satview.org\/br\/index.php?sat_id=40024U\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Clique aqui para acompanhar o NanoSatCBR-1 no espa\u00e7o<\/a> <span style=\"color: #3366ff\"><strong>\u2190<\/strong><\/span><\/pre>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"text-align: justify\">As miss\u00f5es do NanoSatC-BR1 s\u00e3o cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica. A cient\u00edfica consiste em utilizar o magnet\u00f4metro para medir a intensidade dos campos eletromagn\u00e9ticos citados acima, j\u00e1 a miss\u00e3o tecnol\u00f3gica \u00e9 testar e qualificar esses dois circuitos desenvolvidos pela Santa Maria Design House e pelo grupo de microeletr\u00f4nica da UFRGS. Em paralelo, a frequ\u00eancia e a comunica\u00e7\u00e3o com o solo tamb\u00e9m ser\u00e3o testados. Para o BR1, o Inpe adquiriu duas esta\u00e7\u00f5es: uma no pr\u00f3prio Instituto na UFSM e outra no Instituto Tecnol\u00f3gico de Aeron\u00e1utica (ITA) em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Campos, S\u00e3o Paulo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Pesquisadores, alunos de gradua\u00e7\u00e3o, mestrado e de doutorado integram a equipe que criou o NanoSatC-BR1. Segundo Schuch, ap\u00f3s o lan\u00e7amento do NanoSatC-BR1, iniciou-se o desenvolvimento do BR2: \u201cele tem o dobro do tamanho e da massa do BR1. As suas miss\u00f5es ser\u00e3o mais sofisticadas, porque o primeiro foi planejado para ser feito da forma mais simples poss\u00edvel, para que n\u00f3s e os alunos pass\u00e1ssemos pela experi\u00eancia de planejar e desenvolver uma miss\u00e3o espacial, a lan\u00e7ar e a monitorar. N\u00f3s conseguimos fazer isso\u201d, orgulha-se o pesquisador<span style=\"color: #ff6600\"><strong>.TXT<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Confira no v\u00eddeo abaixo trechos da coletiva de imprensa que ocorreu dia\u00a024\/06\/2014\u00a0na UFSM (Cr\u00e9ditos: TV Campus)<\/p>\n<p><iframe src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/xdlnFXqUes8\" width=\"640\" height=\"480\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n\n\n<ul class=\"wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/educom\/wp-content\/uploads\/sites\/802\/2019\/08\/foto1.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3046\" data-link=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/foto1-2\/\" class=\"wp-image-3046\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/educom\/wp-content\/uploads\/sites\/802\/2019\/08\/foto2.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3047\" data-link=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/foto2-2\/\" class=\"wp-image-3047\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/educom\/wp-content\/uploads\/sites\/802\/2019\/08\/foto3.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3048\" data-link=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/foto3\/\" class=\"wp-image-3048\" \/><\/figure><\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lenon de Paula &#8211; lenonmpaula@yahoo.com.brMarina Fortes &#8211;\u00a0marifortesb@gmail.com O ano de 2014 representa uma grande conquista para a Universidade Federal de Santa\u00a0Maria. 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