{"id":2447,"date":"2017-09-06T17:59:02","date_gmt":"2017-09-06T20:59:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufsm.br\/revistatxt\/?p=2447"},"modified":"2019-08-23T15:10:22","modified_gmt":"2019-08-23T18:10:22","slug":"radio-universidade-meio-seculo-de-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/educom\/2017\/09\/06\/radio-universidade-meio-seculo-de-historia","title":{"rendered":"R\u00e1dio Universidade: meio s\u00e9culo de hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p><em><strong>Novos caminhos se abrem para a emissora que completar\u00e1 cinquenta anos de exist\u00eancia em 2018<\/strong><\/em><\/p>\n<h4 style=\"text-align: right\"><b>REPORTAGEM: Rafael Favero; Felipe Backes FOTOGRAFIA: Amanda Xavier e arquivos da R\u00e1dio <\/b><\/h4>\n<p><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/educom\/wp-content\/uploads\/sites\/802\/2017\/09\/DSC_0158.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-large wp-image-2435\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/educom\/wp-content\/uploads\/sites\/802\/2017\/09\/DSC_0158-1024x678.jpg\" alt=\"DSC_0158\" width=\"584\" height=\"386\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201c\u00c9 com imensa satisfa\u00e7\u00e3o que declaro instalada a R\u00e1dio da Universidade, neste momento e dentro dos princ\u00edpios que nortearam nossa atua\u00e7\u00e3o ao estabelecermos, no cora\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul, a primeira Universidade criada no interior do Brasil\u201d. Desta maneira, o fundador da UFSM, Jos\u00e9 Mariano da Rocha Filho, inaugurava a R\u00e1dio Universidade, no dia 27 de maio de 1968. Estava dado o primeiro passo para uma nova dimens\u00e3o dentro da entidade. \u201cDestru\u00edmos simbolicamente as paredes de nossas salas de aula e os muros de nossa Universidade!\u201d &#8211; o discurso de inaugura\u00e7\u00e3o do reitor foi transmitido ao vivo e deixava evidente a empolga\u00e7\u00e3o que a novidade representava para uma institui\u00e7\u00e3o que tinha o pioneirismo como uma de suas principais carater\u00edsticas. Hoje, passado quase meio s\u00e9culo do ato inicial, a R\u00e1dio Universidade busca se reinventar no cumprimento de seus objetivos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Anos 60: Primeiros Passos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Tudo come\u00e7ou em meados dos anos 60. Para incentivar a tend\u00eancia entre as universidades brasileiras de estabelecer o ensino \u00e0 dist\u00e2ncia, o Governo Federal realizou, em 1966, no Rio de Janeiro, um encontro preparat\u00f3rio para determinar diretrizes e formar profissionais para a instala\u00e7\u00e3o de emissoras televisivas universit\u00e1rias. O escolhido por Mariano da Rocha para participar do evento foi o professor Quintino Oliveira, rec\u00e9m-formado em Medicina Veterin\u00e1ria pela institui\u00e7\u00e3o e radialista santa-mariense. \u201cJuntamente com representantes de v\u00e1rias universidades brasileiras, participei desse curso, em que n\u00f3s aprendemos como ensinar qualquer disciplina pela TV. Nasciam os Cursos \u00e0 dist\u00e2ncia\u201d, conta Quintino. Segundo ele, a Universidade j\u00e1 preparava o terreno para a instala\u00e7\u00e3o da TV, inclusive com a compra de equipamentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Contudo, o Governo Federal na \u00e9poca barrou os projetos e impossibilitou o sonho de uma TV Universit\u00e1ria. Ciente da negativa, o reitor come\u00e7ou a lutar por um canal de r\u00e1dio. Para auxili\u00e1-lo nesse processo, designou Antonio Abelin para cuidar da parte burocr\u00e1tica, Wilson Aita para a parte t\u00e9cnica e compra de equipamentos e o pr\u00f3prio Quintino Oliveira para estabelecer a programa\u00e7\u00e3o educativa da emissora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A inaugura\u00e7\u00e3o ocorreu no terra\u00e7o do sexto andar do pr\u00e9dio da ent\u00e3o reitoria da Universidade, que se localizava na Rua Floriano Peixoto, no centro de Santa Maria.A solenidade de abertura foi simples, com a leitura do discurso de inaugura\u00e7\u00e3o pelo reitor-fundador Mariano da Rocha e pelo pr\u00f3prio Quintino Oliveira. O primeiro grupo de radialistas foi escolhido a dedo. \u201cToda a equipe foi formada por convites para profissionais reconhecidos. Come\u00e7amos s\u00f3 com profissionais\u201d, relata Quintino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">De in\u00edcio, uma parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Padre Landell de Moura foi firmada para que a emissora passasse a transmitir aulas que correspondiam ao atual Ensino M\u00e9dio, uma esp\u00e9cie de curso pr\u00e9-vestibular no r\u00e1dio. Ao Centro de Artes e Letras (CAL), coube a execu\u00e7\u00e3o de programas que tratassem de m\u00fasica erudita. Por\u00e9m, a linha musical ia al\u00e9m: tocava-se m\u00fasica popular, brasileira ou n\u00e3o. Qualidade era o crit\u00e9rio. Como complemento, havia o notici\u00e1rio da UFSM &#8211; local, regional, nacional e internacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/educom\/wp-content\/uploads\/sites\/802\/2017\/09\/1969-FLAVIO-DE-MELLO-NO-PRIMEIRO-ESTUDIO-Arquivo-Maria-Elena.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright size-large wp-image-2434\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/educom\/wp-content\/uploads\/sites\/802\/2017\/09\/1969-FLAVIO-DE-MELLO-NO-PRIMEIRO-ESTUDIO-Arquivo-Maria-Elena-1024x652.jpg\" alt=\"1969 - FLAVIO DE MELLO NO PRIMEIRO ESTUDIO (Arquivo Maria Elena)\" width=\"584\" height=\"371\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Anos 70 e 80: uma programa\u00e7\u00e3o consolidada<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Toca discos, trilhas, prefixos e comerciais entravam por cartucheiras. O que os ouvintes recebiam em casa pelo seu aparelho dependia totalmente do operador de \u00e1udio. As mixagens, as grava\u00e7\u00f5es, a transi\u00e7\u00e3o da m\u00fasica para a locu\u00e7\u00e3o; da grava\u00e7\u00e3o para o intervalo, enfim, a pl\u00e1stica do som estava nos dedos do t\u00e9cnico, independentes de bits digitais. Assim era o r\u00e1dio rom\u00e2ntico daquela \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nem sempre foi poss\u00edvel sintonizar a UFSM nos 800 AM. At\u00e9 1976, a emissora operava em 1320 Khz, com uma pot\u00eancia dez vezes menor que a de hoje, um <i>quilowatt<\/i>. No entanto, o Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es deliberou uma frequ\u00eancia exclusiva para uso das r\u00e1dios educativas no Brasil. Assim surgiu os 800 Khz e os 10 quilowatts de pot\u00eancia, marcas que identificam a R\u00e1dio Universidade. \u201cEm 800 AM, n\u00e3o somos obrigados a baixar a pot\u00eancia \u00e0 noite. As outras, que s\u00e3o comerciais,\u00a0t\u00eam que baixar a pot\u00eancia quando chega o p\u00f4r do sol. Isso \u00e9 uma norma. N\u00f3s temos um alcance muito maior quando anoitece\u201d, afirma Carlos Roberto Dornelles, respons\u00e1vel t\u00e9cnico e, na \u00e9poca, operador de \u00e1udio da R\u00e1dio. Al\u00e9m de modificar a frequ\u00eancia, a R\u00e1dio Universidade mudou de local. No dia 26 de novembro de 1981, foi transferida para o Campus de Camobi, no d\u00e9cimo andar do pr\u00e9dio da Reitoria, onde permanece at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Foi nos anos 70 que se originou um dos projetos que mais marcaram os profissionais e os ouvintes da ent\u00e3o jovem r\u00e1dio. O \u201cEra Uma Vez\u201d, comandado pela locutora Maria Elena Martins Mello, foi a \u00fanica produ\u00e7\u00e3o infantil para r\u00e1dio que a cidade j\u00e1 teve. \u201cAt\u00e9 hoje tem gente com 60 anos que fala que era ouvinte do programa. A Maria Helena tinha um f\u00e3 clube do programa com carteirinha. Foi um programa que marcou demais\u201d, conta Roberto Montagner, radialista da emissora. O Era Uma Vez manteve-se no ar at\u00e9 1996. Outro programa que marcou os 800 AM foi o \u201cAntes Que a Natureza Morra\u201d, apresentado durante mais de 26 anos por James Pizarro. Segundo uma mat\u00e9ria do Jornal Folha da Manh\u00e3, publicada em 1978, o Antes Que a Natureza Morra foi o primeiro no Brasil a pautar assuntos de ecologia atrav\u00e9s do r\u00e1dio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 1981, surgiram os programas mais antigos que ainda permanecem na grade da emissora. Em junho daquele ano, come\u00e7ava o Faces do Brasil, prot\u00f3tipo do Informe Cultural, exibido at\u00e9 hoje, \u00e0s 13h, de segunda \u00e0 sexta, apresentado por Roberto Montagner. Em outubro de 1981, S\u00e9rgio Carvalho gravava o primeiro Radar Esportivo, com entrevistas com L\u00e9o Batista e Fernando Vannucci, ent\u00e3o da\u00a0TV Globo, e Ruy Carlos Ostermann, da R\u00e1dio Ga\u00facha. \u00a0Atualmente, o Radar Esportivo \u00e9 um projeto de extens\u00e3o dos Cursos de Comunica\u00e7\u00e3o e \u00e9 produzido e apresentado pelos pr\u00f3prios acad\u00eamicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><b>\u00a0\u00a0\u00a0 <\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Anos 90: R\u00e1dio Escola e a Queda da Torre<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os anos 90 foram marcados por mudan\u00e7as na R\u00e1dio Universidade. O jornalismo come\u00e7ou a fazer parte da programa\u00e7\u00e3o e passou a dividir espa\u00e7o com os programas educativos. Foi a partir da gest\u00e3o da diretora \u00c1urea Evelise Fonseca, de 93 a 97, que a R\u00e1dio come\u00e7ou a criar a identidade de programa\u00e7\u00e3o que possui atualmente. \u201cAs manh\u00e3s come\u00e7aram a ser essencialmente jornal\u00edsticas e, de prefer\u00eancia, ao vivo. Dessa forma, m\u00fasica s\u00f3 ia ser tocada no final da manh\u00e3 em um programa jornal\u00edstico-cultural, antes de um notici\u00e1rio ao meio dia e do programa do sindicato\u201d, conta \u00c1urea. Al\u00e9m disso, coberturas de eventos externos tamb\u00e9m entraram na grade da emissora, como as elei\u00e7\u00f5es e os tradicionais festivais nativistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Outro fato marcante da \u00e9poca foi o desenvolvimento do projeto R\u00e1dio Escola, que passou a incluir os estudantes de Comunica\u00e7\u00e3o Social da UFSM na R\u00e1dio. Quem assumiu o projeto foi o professor Paulo Roberto Ara\u00fajo. Sob sua chancela, em 1995, o projeto foi posto em pr\u00e1tica. Na \u00e9poca, colocar um estudante no ar, ao vivo, era tido como loucura por professores de outras universidades. \u201cEles achavam uma ideia absurda, mas eu sempre defendi isso. Eu sempre pensei: se os alunos da \u00e1rea da Sa\u00fade t\u00eam toda a pr\u00e1tica deles dentro do Hospital, em funcionamento, porque na Comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser assim?\u201d. O carro-chefe do projeto era o programa RadioAtivo, que ia ao ar toda quarta-feira, com duas horas de debates sobre os mais variados assuntos. \u201cQuarta-feira era dia de agito na Reda\u00e7\u00e3o\u201d, relembra \u00c1urea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/educom\/wp-content\/uploads\/sites\/802\/2017\/09\/Capturar.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-2436\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/educom\/wp-content\/uploads\/sites\/802\/2017\/09\/Capturar.jpg\" alt=\"Capturar\" width=\"825\" height=\"605\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A R\u00e1dio vivia um de seus melhores momentos, quando um\u00a0imprevisto aconteceu. Em fevereiro de 1994, a torre de transmiss\u00e3o caiu e deixou a r\u00e1dio fora do ar por duas semanas. A torre ficava na sede campestre da Associa\u00e7\u00e3o dos Servidores da UFSM (Assufsm), pr\u00f3ximo \u00e0 BR 392. Devido ao solo extremamente \u00famido, houve infiltra\u00e7\u00e3o nas bases de sustenta\u00e7\u00e3o e a estrutura n\u00e3o conseguiu suportar o peso da torre. Para manter a R\u00e1dio no ar durante o tempo em que a nova antena era constru\u00edda, a solu\u00e7\u00e3o encontrada foi uma antena horizontal, feita com arames e que restringia o sinal a poucos locais da cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O novo parque de transmiss\u00f5es seria inaugurado apenas em novembro do ano seguinte. A torre, que se localizaria na \u201c\u00e1rea nova\u201d da universidade, continha seis cabos verticais (monopolos) ao redor da estrutura met\u00e1lica. \u201cEla se torna uma torre mais grossa e melhora a qualidade do \u00e1udio, tem uma resposta de frequ\u00eancia melhor que as outras, com graves melhores e agudos melhores\u201d, explica Dornelles. Essa nova antena, aliada aos dez KW de pot\u00eancia, garante um raio de 200 km de alcance do sinal. \u201c\u00c0 noite reduz um pouco, mas em compensa\u00e7\u00e3o aumenta l\u00e1 na \u00e1rea reflexiva, acima de 300 ou 400 quil\u00f4metros\u201d, completa Dornelles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">J\u00e1 no final da d\u00e9cada, iniciou-se o processo de moderniza\u00e7\u00e3o da emissora. Em 1997, chega a tecnologia Minidisk (MD), que substituiu as cartucheiras. Em junho do ano seguinte, a R\u00e1dio preencheu todas as horas do dia com programa\u00e7\u00f5es e, em setembro de 1999, passou a transmitir ao vivo toda a sua programa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m via internet &#8211; esses eram apenas ind\u00edcios do que estava por vir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Anos 2000 : A Era Digital<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os anos 2000 marcaram a informatiza\u00e7\u00e3o da R\u00e1dio Universidade: a emissora adquiriu uma moderna mesa de \u00e1udio e a transmiss\u00e3o dos programas passou a ser feita por computador. Em 2006, ocorreu a moderniza\u00e7\u00e3o dos microfones e a otimiza\u00e7\u00e3o dos est\u00fadios, com remodela\u00e7\u00f5es no espa\u00e7o f\u00edsico. Atualmente, \u201ctudo \u00e9 digital. N\u00e3o trafega mais \u00e1udio pelos fios\u201d, lembra Dornelles. \u201cOs consoles recebem digitalmente, tudo em bits e trafegam em bits, e s\u00f3 se transforma em \u00e1udio l\u00e1 no transmissor. Isso nos oferece uma qualidade muito boa, uma estabilidade muito boa, uma pureza, uma fidelidade\u201d, conclui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em termos de equipamento, a R\u00e1dio Universidade est\u00e1 muito bem servida. A emissora utiliza o mesmo sistema que grandes r\u00e1dios do Rio Grande do Sul e do pa\u00eds: \u201cEstamos evoluindo. Eu diria que \u00e9 a melhor estrutura de R\u00e1dio de Santa Maria, sem desmerecer as demais, apenas comparando\u201d, afirma Dornelles.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>O Futuro: Uma R\u00e1dio FM<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">No in\u00edcio dos anos 2000, algumas emissoras educativas do Brasil demonstraram interesse em adquirir um espa\u00e7o em FM. Em 2003, a UFSM enviou um of\u00edcio ao Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es pedindo um canal de r\u00e1dio, que j\u00e1 havia sido previamente destinado \u00e0 cidade pela Ag\u00eancia Nacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es, a Anatel. O pedido foi registrado e s\u00f3 agora, em 2017, o sonho est\u00e1 em vias de se tornar realidade. \u201cEu imaginei que seria mais r\u00e1pido, pois como seria uma r\u00e1dio educativa, sem fins lucrativos, e era a Universidade Federal pedindo, ou seja, era o Governo pedindo para o pr\u00f3prio Governo. \u00a0Mas era muita burocracia. Era uma briga constante\u201d relata o ex-diretor da R\u00e1dio, Celso Franzen.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/educom\/wp-content\/uploads\/sites\/802\/2017\/09\/DSC_0211.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-large wp-image-2432\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/educom\/wp-content\/uploads\/sites\/802\/2017\/09\/DSC_0211-1024x678.jpg\" alt=\"DSC_0211\" width=\"584\" height=\"386\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Agora, 14 anos depois, o prefixo em frequ\u00eancia modulada (FM) ser\u00e1 efetivamente implantado. Carlos Roberto Dornelles afirma que 95% do equipamento necess\u00e1rio j\u00e1 est\u00e1 comprado, incluindo um transmissor italiano top de linha no mercado, e que as demais demandas t\u00e9cnicas estar\u00e3o resolvidas at\u00e9 o final do semestre. Resta ainda a instala\u00e7\u00e3o da torre e uma reforma na casa que receber\u00e1 o equipamento de transmiss\u00e3o, \u00a0ambos no Morro da Caturrita. Os est\u00fadios j\u00e1 t\u00eam lugar definido: o atual est\u00fadio de grava\u00e7\u00e3o da R\u00e1dio AM ser\u00e1 o est\u00fadio principal da FM.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A nova r\u00e1dio vai operar na frequ\u00eancia 107.9, com 3 KW de pot\u00eancia. O sinal da R\u00e1dio Universidade cobrir\u00e1 melhor Santa Maria. Os morros que as ondas do AM ultrapassam, dessa vez, refletir\u00e3o as ondas do FM, fazendo com que os ru\u00eddos praticamente desapare\u00e7am. Vale lembrar que a Universidade ir\u00e1 manter sua r\u00e1dio no dial do AM, pelo menos por enquanto, j\u00e1 que a migra\u00e7\u00e3o \u00e9 uma realidade da qual n\u00e3o se pode fugir. A UFSM ainda estar\u00e1 nos rinc\u00f5es mais long\u00ednquos, nos bons e velhos r\u00e1dios \u00e0 pilha e estar\u00e1 tamb\u00e9m cada vez mais perto da sua cidade, nos r\u00e1dios dos carros e nos celulares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novos caminhos se abrem para a emissora que completar\u00e1 cinquenta anos de exist\u00eancia em 2018 REPORTAGEM: Rafael Favero; Felipe Backes FOTOGRAFIA: Amanda Xavier e arquivos da R\u00e1dio \u201c\u00c9 com imensa satisfa\u00e7\u00e3o que declaro instalada a R\u00e1dio da Universidade, neste momento e dentro dos princ\u00edpios que nortearam nossa atua\u00e7\u00e3o ao estabelecermos, no cora\u00e7\u00e3o do Rio Grande [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1313,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2447","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/educom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2447","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/educom\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/educom\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/educom\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1313"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/educom\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2447"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/educom\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2447\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/educom\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2447"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/educom\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2447"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/educom\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2447"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}