{"id":2649,"date":"2018-07-03T10:16:45","date_gmt":"2018-07-03T13:16:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufsm.br\/revistatxt\/?p=2649"},"modified":"2019-07-30T16:50:58","modified_gmt":"2019-07-30T19:50:58","slug":"animais-no-campus-terra-de-todos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/educom\/2018\/07\/03\/animais-no-campus-terra-de-todos","title":{"rendered":"Animais no Campus: Terra de todos"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify\">Quem atravessa o arco da UFSM em dire\u00e7\u00e3o ao campus j\u00e1 come\u00e7a a v\u00ea-los. Talvez eles n\u00e3o sejam os frequentadores mais ass\u00edduos das salas de aula, mas com certeza s\u00e3o os mais encontrados nos pr\u00e9dios dos mais diversos cursos. Podem ser vistos lagarteando no sol, no bosque, no planet\u00e1rio &#8211; al\u00e9m da presen\u00e7a di\u00e1ria no Restaurante Universit\u00e1rio. Pode ser dif\u00edcil encontrar algu\u00e9m que goste tanto da universidade quanto eles, a ponto de visit\u00e1-la at\u00e9 mesmo em fins de semana e feriados: para eles n\u00e3o tem tempo ruim. Ano ap\u00f3s ano, mais surgem, \u00e0s vezes, pode-se reconhecer os mesmos focinhos, outras desaparecer\u00e3o, assim como novas surgir\u00e3o, o certo \u00e9 que sempre estar\u00e3o l\u00e1.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify\">H\u00e1 quem diga que os c\u00e3es s\u00e3o os melhores amigos do homem, mas qual \u00e9 o papel do homem na vida do animais? A cada dia fica mais evidente os maus tratos enfrentados pelas diversas esp\u00e9cies de animais existentes no mundo, mas n\u00e3o se pode generalizar quando o assunto \u00e9 o tratamento que um cidad\u00e3o oferece a um bicho. Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, estima-se que no Brasil existam mais de 10 milh\u00f5es de gatos e 20 milh\u00f5es de c\u00e3es abandonados.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify\">S\u00e3o muitos os projetos criados com o intuito de proteger esses animais para que tenham a oportunidade de ter uma vida digna. A UFSM \u00e9 o lar de diversos c\u00e3es e gatos sem donos. No ano de 2017, o Projeto Zelo juntamente com o Hospital Veterin\u00e1rio Universit\u00e1rio, registraram cerca de 80 animais residindo nas extens\u00f5es da institui\u00e7\u00e3o de ensino, recebendo o aux\u00edlio que fosse poss\u00edvel, mas atualmente n\u00e3o se sabe ao certo o n\u00famero dessa quantidade.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify\">O Projeto Zelo foi o primeiro criado na UFSM voltado ao bem-estar dos animais. Nascido junto ao Gabinete do Vice-Reitor em 2014, o intuito principal era o primeiro atendimento dos animais que apareciam na universidade, a castra\u00e7\u00e3o deles, a conscientiza\u00e7\u00e3o da ado\u00e7\u00e3o e o combate aos maus tratos e abandonos via den\u00fbncia. Os realizadores desta causa eram administradores t\u00e9cnicos, docentes, volunt\u00e1rios e bolsistas. Em 2017, o projeto chegou ao fim. Em nota oficial, os integrantes disseram que \u201cNo transcorrer de 2017 fizemos a solicita\u00e7\u00e3o a esse Gabinete [Vice-Reitor] para que o Projeto Zelo fosse efetivamente institucionalizado, em um n\u00edvel acima dos Centros, para que pudesse contar com servidores dedicados exclusivamente \u00e0s suas atividades, bem como pudesse contar com uma \u00e1rea f\u00edsica que servisse de refer\u00eancia, independente do Hospital Veterin\u00e1rio Universit\u00e1rio. Entretanto, a cria\u00e7\u00e3o de uma coordenadoria nunca se efetivou. [&#8230;] Desta forma, \u00a0tomamos a decis\u00e3o de encerrar qualquer tipo de a\u00e7\u00e3o ou atividade referente ao Zelo.\u201d Por\u00e9m, efetivamente, as atividades do projeto s\u00f3 foram encerradas em janeiro de 2018.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify\">Em entrevista, Guilherme Reck, acad\u00eamico do sexto semestre de Medicina Veterin\u00e1ria e ex-estagi\u00e1rio do Projeto Zelo, conta que os animais sem lar que chegavam ao campus eram abandonados clandestinamente e encaminhados para a triagem, onde era feita uma avalia\u00e7\u00e3o sobre a sa\u00fade do bichinho. Eles eram tratados e caso j\u00e1 tivessem idade para castra\u00e7\u00e3o, o procedimento era realizado. Eles tamb\u00e9m eram submetidos a microchipagem &#8211; procedimento que onde um microchip (sistema eletr\u00f4nico de identifica\u00e7\u00e3o de animais cujo \u00e9 biocompat\u00edvel e menor que um gr\u00e3o de arroz) \u00e9 implantado no animal e a partir dele \u00e9 poss\u00edvel localiz\u00e1-lo e cadastrar informa\u00e7\u00f5es sobre a sua sa\u00fade e sobre o dono &#8211; \u00a0e logo come\u00e7avam as campanhas de ado\u00e7\u00e3o daquele animal. Esta divulga\u00e7\u00e3o era feita tanto pela p\u00e1gina do facebook do projeto quanto informalmente pelos participantes em suas redes de contatos. Vacinas ou qualquer tratamento posterior seriam custeados pelo novo dono.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify\">\u00c0 parte de qualquer organiza\u00e7\u00e3o da universidade, a fonte de alimenta\u00e7\u00e3o desses animais era o RU e doa\u00e7\u00f5es de ra\u00e7\u00e3o deixadas por volunt\u00e1rios no campus. Foi assim por muito tempo, at\u00e9 que em 2017 a Empresa J\u00fanior de Engenharia de Produ\u00e7\u00e3o &#8211; Projep Jr. da UFSM idealizou um projeto com comedouros e bebedouros. As ideias foram surgindo aos poucos, sendo modificadas ao longo de um ano, at\u00e9 que em maio de 2018 ele foi anunciado como Projeto Auau.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify\">Com patroc\u00ednio do Centro de Tecnologia da UFSM (CT), os comedouros foram feitos de madeira e, com o aux\u00edlio financeiro, tamb\u00e9m foi poss\u00edvel fazer banners, cartazes e adesivos do projeto para divulga\u00e7\u00e3o e pedido de contribui\u00e7\u00f5es de ra\u00e7\u00e3o. O projeto \u00e9 de iniciativa dos alunos da UFSM, mas se estende para qualquer pessoa que queira ajudar. Por enquanto, a fonte de ra\u00e7\u00e3o \u00e9 a colabora\u00e7\u00e3o da comunidade, mas h\u00e1 iniciativa da Projep Jr. para conseguir patroc\u00ednios externos e manter a periodicidade do fornecimento. Quem se encarrega da reposi\u00e7\u00e3o da ra\u00e7\u00e3o s\u00e3o os pr\u00f3prios integrantes da empresa j\u00fanior, que realizam o trabalho at\u00e9 mesmo nas f\u00e9rias.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify\">Caroline Soares, diretora do projeto, afirma que por enquanto s\u00f3 haver\u00e1 dois comedouros: um situado no CT e outro no Restaurante Universit\u00e1rio II, mas o objetivo do projeto \u00e9 expandir pelo campus. \u201cNossa \u00fanica inten\u00e7\u00e3o \u00e9 ajudar nossos amiguinhos que nos d\u00e3o tanto amor e carinho pelo campus, mesmo tento uma vida t\u00e3o dif\u00edcil, sendo abandonados e passando fome.\u201d diz a diretora seguindo seu pensamento de promover e incentivar os bons tratos dentro e fora da UFSM.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify\">O prop\u00f3sito do projeto Auau visa, principalmente, a conscientiza\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os em rela\u00e7\u00e3o aos cuidados com os animais, promovendo e incentivando os bons tratos dentro e fora da UFSM. \u201cUm simples gesto pode fazer uma grande diferen\u00e7a. Trazer uma cultura diferente para a Universidade, pois muitas vezes vamos para a UFSM apenas com um foco e n\u00e3o percebemos a nossa volta o quanto podemos ajudar o pr\u00f3ximo.\u201d<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify\">Apesar das fortes tentativas de lutar a favor dos direitos dos animais, com o intuito de reduzir consideravelmente o n\u00famero de animais abandonados, o combate aos maus tratos \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o que deve ser cont\u00ednua para obter os resultados desejados, e a melhor maneira de combat\u00ea-lo \u00e9 pela educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify\"><strong>Denuncie maus tratos e abandono de animais<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify\">Ligue para o Batalh\u00e3o Ambiental da Brigada Militar, eles acionar\u00e3o a Secretaria Municipal de Meio Ambiente que tomar\u00e1 as medidas necess\u00e1rias.\u00a0Tel: (55) 3286-1455 e (55) 3221-7372<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>\u00a0Sua colabora\u00e7\u00e3o faz a diferen\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify\">Para ajudar o Projeto Auau e os bichinhos da universidade \u00e9 s\u00f3 entrar em contato com a Projep Jr. por qualquer uma das redes sociais da empresa e entregar as doa\u00e7\u00f5es para seus integrantes. Para demais d\u00favidas sobre a contribui\u00e7\u00e3o, a diretora do projeto, Carolina Soares, disponibilizou seu telefone. Tel: (55) 98417-9357. Instagram: projepjunior .\u00a0 Facebook: EJProjepJr<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>\u00a0BASTIDORES<\/strong><\/p>\n<div>\n<div id=\":1dz\">\n<div id=\":1e0\">\n<div dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify\">A mat\u00e9ria &#8220;Animais no Campus: Terra de todos&#8221; aborda a vida dos animais que residem na Universidade Federal de Santa Maria e foi feita com o intuito de mostrar aos leitores a import\u00e2ncia dos cuidados e do respeito para com tais bichos. Inicialmente fomos ao Hospital Veterin\u00e1rio da UFSM e entramos em contato com um dos respons\u00e1veis pelo projeto Zelo, onde colhemos informa\u00e7\u00f5es e dados para a produ\u00e7\u00e3o do texto.<\/div>\n<div dir=\"ltr\" style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div dir=\"ltr\">\n<div style=\"text-align: justify\">O projeto Zelo foi o principal respons\u00e1vel pelos cuidados dos animais durante alguns anos, at\u00e9 chegar ao fim, no in\u00edcio do ano (2018). A partir desse norte, fomos atr\u00e1s de outras poss\u00edveis fontes que pudessem nos ajudar na produ\u00e7\u00e3o do nosso conte\u00fado, e que nos explicasse melhor sobre as condi\u00e7\u00f5es de vida deles. Foi a\u00ed que encontramos o projeto Auau, que entrou em vigor h\u00e1 poucas semanas, com expectativa de colaborar na qualidade de vida dos bichinhos.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Ap\u00f3s a conclus\u00e3o do conte\u00fado, partimos para os registros fotogr\u00e1ficos desses animais, onde foi necess\u00e1rio muita paci\u00eancia e cautela (talvez um pouco de chocolate tamb\u00e9m) para conseguir o que era desejado, ou seja, para segur\u00e1-los em frente \u00e0s c\u00e2meras. Depois de muitas tentativas, as imagens sonhadas enfim foram registradas e escolhidas para ilustrar a nossa mat\u00e9ria.<\/div>\n<div style=\"text-align: justify\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify\">Foi muito gratificante poder mostrar um pouco da realidade desses seres t\u00e3o inocentes e que muitas vezes s\u00e3o ignorados pela sociedade. Al\u00e9m disso, \u00e9 bom mostrar que existem pessoas que realmente se importam com eles e que fazem de tudo para que tenham uma vida digna, pois merecem.<\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: right\"><em>Reportagem: Renata Rocha e Thamires Trindade<\/em><\/p>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem atravessa o arco da UFSM em dire\u00e7\u00e3o ao campus j\u00e1 come\u00e7a a v\u00ea-los. Talvez eles n\u00e3o sejam os frequentadores mais ass\u00edduos das salas de aula, mas com certeza s\u00e3o os mais encontrados nos pr\u00e9dios dos mais diversos cursos. 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