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Especial COVID-19: Informação e prevenção são os melhores remédios.



Neste episódio, vamos falar da atuação da imprensa nesta crise da pandemia.

Na produção e apresentação, estamos Camila Wesner, Débora Franke, Helena Knob e Thaane Otero.
Produto da disciplina de Políticas Públicas em Comunicação do curso de Jornalismo.
Orientado pela professora Claudia H. de Moraes.

Cenário das Políticas Públicas – Especial COVID-19: a atuação da Imprensa nesta crise da pandemia.

“Rede Globo, vocês estão levando ao desespero, pessoas da 3° idade. É muito sensacionalismo, terrorismo. Pelo amor de Deus, parem de aterrorizar, vocês vão matar idosos, mais que o coronavírus. FAÇAM JORNALISMO, NÃO SENSACIONALISMO” -Tweet

Esse comentário que eu li é sobre o trabalho que a globo vem exercendo relacionado ao coronavírus, no entanto, como estudante de jornalismo não consigo enxergar por esse lado, já que é uma doença que matou e provavelmente vai matar muita gente.

Talvez por não estarem acostumados com esse tipo de notícia nos telejornais, jornal impresso, digital, rádio, que as pessoas ficam realmente assustadas, mas a imprensa tem o dever de levar ao público todas as informações e alertar sobre esse vírus. Além disso, é o momento de esclarecer e fazer com que as pessoas não caiam em fakenews e criar uma conscientização.

Para os veículos de comunicação do interior, onde as notícias municipais e regionais são o foco principal, o impacto do novo coronavírus também foi grande. É impossível deixar de falar sobre o Covid-19, apesar de não termos nenhum caso confirmado até o momento. Todos os acontecimentos estão girando ao redor da doenças e das medidas tomadas em nível nacional, estadual e, consequentemente, municipal.

Uma situação dinâmica. É assim que o momento atual está sendo descrito pelas autoridades. Os decretos estão sendo atualizados a todo o momento, buscando alinhar as leis às medidas sanitárias. E haja fôlego para acompanhar este dinamismo. A comunidade do interior, em particular a de Frederico Westphalen, tem interesse em saber quais medidas estão sendo tomadas e busca ficar informada sobre as atualizações. Analisando as páginas dos veículos de comunicação do município, percebemos que é difícil encontrar uma crítica direta, ao contrário do que vemos nos veículos EM nível nacional.

Chega a ser difícil falar sobre outra coisa. Pra ser sincera, a gente cansa de falar de coronavírus. Nós queríamos estar falando sobre outra coisa? Queríamos muito, mas a situação está complicada. Os eventos foram cancelados, as feiras foram reagendadas e se tem reunião pode ter certeza que é para falar das medidas que foram ou irão ser tomadas sobre o coronavírus. 

Em tempos de pandemia do Covi-19, a atividade jornalística está basicamente liga a apuração e a informação. Gostamos de comprar a informação como uma medida preventiva, que também auxilia no combate ao coronavírus.

“Vocês só sabem falar sobre coronavírus?” Essa foi a pergunta feita por uma senhora que caminhava na rua de uma pequena cidade da região.

“Enquanto as pessoas estiverem nas ruas, assim como você, que inclusive faz parte do grupo de risco, nós falaremos sim!”, essa foi a resposta do profissional da rádio.

Enquanto a população continuar achando que esse assunto não exige atenção e cuidado nós como profissionais, continuaremos a falar incansavelmente no ar, a escrever para as pessoas receberem a informação no conforto de suas casas e passaremos a informação em todos os meios possíveis.

Enquanto acadêmica de jornalismo e já inserida no meio, me questionei sobre o meu trabalho. Talvez, em meio  tantas perguntas feitas pela população e muitas delas sem resposta até por autoridades do nosso país, momentaneamente, como futurAs jornalistas, ficamos confusAs. Mas talvez essa pandemia tenha servido, serviu para confirmar que sim, a função social do jornalista é grandiosa e, neste caso, pode até salvar vidas. 

Então eu pergunto: essas informações que chegam à população, como estão sendo absorvidas? Depois de mais ou menos três semanas os brasileiros afrouxaram as cordas em torno do isolamento social. 

Ao mesmo tempo que o jornalismo cumpre com o papel perante a sociedade, também recebe diariamente um grande número de críticas presidenciais. O mesmo indivíduo, se direciona até as mídias televisivas para impensavelmente nos encaminhar ao colapso do sistema de saúde público. Enquanto apenas o comércio que não presta serviço essencial permanece fechado, muitos brasileiros começam a desejar que pronunciamentos presidenciais também não fossem essenciais. 

O podcast “Informação e prevenção são os melhores remédios” foi apresentado por Camila Wesner, Débora Franke, Helena Knob e Thaane Otero para  a disciplina de políticas públicas em comunicação, em abril de 2020.  

Íntegra – Agência Experimental de Comunicação – Laboratório didático do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Federal de Santa Maria campus Frederico Westphalen.

Atualização oficial do números de afetados pelo COVID-19 em Frederico Westphalen

O Hospital Divina Providência (HDP) de Frederico Westphalen, informou através de nota oficial, na manhã desta quarta-feira (13), a morte de uma mulher de 63 anos por conta do coronavírus.

O Jornal Folha do Noroeste veiculou em seu site a entrevista com a Secretária da Saúde do município em que atualiza as informações sobre coronavírus. No dia 14 de Maio, às 11h da manhã, foram registrados em Frederico Westphalen oficialmente 12 casos confirmados, 1 óbito, 1 recuperado, 83 suspeitos e 121 pessoas que tiveram contato e não apresentam sintomas.

Frederico Westphalen aparece no Google com alerta de risco.

Em Frederico, é sujeito a multa andar sem máscara nas ruas a partir dessa quinta-feira (14). Isso pois houve uma quebra na quarentena e no isolamento social, tanto em Frederico Westphalen quando no Brasil.

Dados oficiais da OMS em 14/05 às 11h

Com pouco isolamento, os casos de contágio aumentam.

O Rio Grande do Sul é o 13º Estado com mais números de afetados pelo COVID-19, sendo que não foram divulgados os números de testes. Segundo G1 Bem Estar, 74,10% dos leitos de UTI em todo o estado estão ocupados em 13/5.

“É importante colocar isso na mesa: esse vírus pode se tornar endêmico em nossas comunidades e nunca desaparecer”, disse o especialista em emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan, em entrevista online. Ainda completou que é “(…) importante sermos realistas e não acho que alguém possa prever quando essa doença desaparecerá”. A OMS alerta, nessa quarta-feira (13), que o vírus pode se tornar endêmico, como o HIV.

Fonte: Atualização oficial da OMS pelo Google no dia 14 de Maio de 2020 às 11h.

Importante ressaltar que os dados mudam rapidamente e podem não mostrar alguns dos casos que ainda não foram informados. As bases dos dados são apenas os casos que incluem pessoas que tiveram testes com resultado positivo. Ou seja, há um grande número de Subnotificação dos dados. Existem várias fontes que monitoram e agregam dados sobre o coronavírus, atualizados em momentos distintos e coletados com metodologias diferentes.

Texto de atualização por Kawê Veronezi

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