{"id":3662,"date":"2020-07-15T16:25:17","date_gmt":"2020-07-15T19:25:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/?p=3662"},"modified":"2021-02-26T21:19:33","modified_gmt":"2021-02-27T00:19:33","slug":"represente-sua-voz-negritude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/2020\/07\/15\/represente-sua-voz-negritude","title":{"rendered":"Represente Sua Voz: Negritude"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/Banner-Site-2-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3665\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/Banner-Site-2-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/Banner-Site-2-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/Banner-Site-2-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/Banner-Site-2-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/Banner-Site-2.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>O Represente Sua Voz: Negritude \u00e9 uma proposta da Ag\u00eancia Experimental de Comunica\u00e7\u00e3o- \u00cdntegra, que possui o intuito de proporcionar um espa\u00e7o para que os estudantes dos cursos de Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas e Jornalismo, do Departamento de Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o da UFSM-FW, divulguem seus trabalhos acad\u00eamicos voltados \u00e0s reflex\u00f5es em torno da negritude. Mas afinal, o que \u00e9 Negritude?<\/p>\n\n\n\n<p>O termo &#8220;negritude&#8221; apareceu provavelmente pela primeira vez no poema de Aim\u00e9 C\u00e9saire Cahier d&#8217;un retour au pays natal (1939). Os primeiros proponentes da Negritude enfatizavam, como pontos capitais no movimento: a reivindica\u00e7\u00e3o, por parte do negro, da cultura africana tradicional, visando \u00e0 afirma\u00e7\u00e3o e defini\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria identidade; o combate ao eurocentrismo advindo do colonialismo europeu e da educa\u00e7\u00e3o ocidental prevalecente; a valoriza\u00e7\u00e3o da cultura negra no mundo, em raz\u00e3o de suas contribui\u00e7\u00f5es espec\u00edficas do ponto de vista cultural e emocional as quais o Ocidente, materialista e racionalista, nunca apreciou devidamente<\/p>\n\n\n\n<p>Isto posto, pensa-se em um espa\u00e7o no qual a produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica estudantil ganha protagonismo, principalmente as que s\u00e3o produzidos por estudantes negras e negros. Atrav\u00e9s de eventos produzidos pelos estudantes, de produ\u00e7\u00f5es audiovisuais e da pesquisa acad\u00eamica, os graduandos em comunica\u00e7\u00e3o da UFSM- FW nos proporcionam um outro olhar acerca da cultura negra. Nas legendas das postagens realizadas no Instagram da \u00cdntegra, os bolsistas da ag\u00eancia colocam em pauta tem\u00e1ticas como: Racismo e Religi\u00e3o; Colorismo; A solid\u00e3o do Homem Negro; e A solid\u00e3o da Mulher Negra. Todos os textos s\u00e3o produzidos, subjetivamente, a partir dos sentidos e afetos mobilizados pelas imagens e aspectos que notamos ser relevantes para a discuss\u00e3o. Ademais, as produ\u00e7\u00f5es audiovisuais enviadas pelos alunos direcionam o olhar para a negritude pelo vi\u00e9s da inser\u00e7\u00e3o de jovens negras e negros de todo Brasil em na universidade federal situada no sul do pa\u00eds;  da import\u00e2ncia da cultura de rua do povo preto como uma nova m\u00eddia de resist\u00eancia; e das reflex\u00f5es acerca da resist\u00eancia proveniente do esfacelamento do corpo de Marielle Franco e Anderson da Silva.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-left\">Sum\u00e1rio: <\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>P\u00e1gina 2 &#8211; N\u00f3s precisamos falar sobre religi\u00e3o e racismo<\/li><li>P\u00e1gina 3 &#8211; N\u00f3s precisamos falar sobre o Colorismo<\/li><li>P\u00e1gina 4 &#8211; N\u00f3s precisamos falar sobre a solid\u00e3o do homem negro<\/li><li>P\u00e1gina 5 &#8211; N\u00f3s precisamos falar sobre a solid\u00e3o da mulher negra<\/li><li>P\u00e1gina 6 &#8211; Document\u00e1rio Negritude<\/li><li>P\u00e1gina 7 &#8211; Foram 83 tiros: um estudo de agendamento sobre as mortes de Evaldo Rosa dos Santos e Luciano Macedo nos jornais Folha de S\u00e3o Paulo e O Globo<\/li><li>P\u00e1gina 8 &#8211; Despadronizadas: podcast<\/li><li>P\u00e1gina 9 -Eventos<\/li><li>P\u00e1gina 10 &#8211; A Negritude na Ci\u00eancia<\/li><li>P\u00e1gina 11 &#8211; Finaliza\u00e7\u00e3o<\/li><\/ul>\n\n\n\n<!--nextpage-->\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong>N\u00f3s precisamos falar sobre religi\u00e3o e racismo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"730\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/Transpire-meu-suor-carrega-vida-e-alegria.-1024x730.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3677\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/Transpire-meu-suor-carrega-vida-e-alegria.-1024x730.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/Transpire-meu-suor-carrega-vida-e-alegria.-300x214.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/Transpire-meu-suor-carrega-vida-e-alegria.-768x548.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/Transpire-meu-suor-carrega-vida-e-alegria.-1536x1095.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/Transpire-meu-suor-carrega-vida-e-alegria..jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Transpire, meu suor carrega vida e alegria<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Racismo e religi\u00e3o. O racismo est\u00e1 presente em nossas vidas em diversas formas, dentro do modo em que vivemos, nos aspectos pol\u00edticos, sociais e religiosos. Por anos, africanos, ind\u00edgenas e seus descentes t\u00eam sofrido com a intoler\u00e2ncia de seus costumes, sua cultura e no seu modo de viver. Respeitar as diferentes religi\u00f5es, e os seus seguimentos \u00e9 fundamental para se ter uma sociedade menos intolerante e preconceituosa. O racismo n\u00e3o respeita o modo de viver do n\u00e3o branco, como um trator, esmagando o que temos de mais belo, a pluralidade do nosso povo. Temos que respeitar a forma de pensar, de ser e no que o outro acredita.<\/p>\n\n\n\n<p>Umbanda e Candombl\u00e9, duas religi\u00f5es oriundas do continente africano. As duas tiveram dezenas de mudan\u00e7as, desde o per\u00edodo que chegou em terras tupiniquins. Sofreram com a imposi\u00e7\u00e3o da religi\u00e3o dos colonizadores, na intera\u00e7\u00e3o com os ind\u00edgenas que aqui se encontravam antes das invas\u00e3o portuguesa. Elas sempre foram for\u00e7adas a ficar \u00e0 espreita, pois por muito tempo as manifesta\u00e7\u00f5es religiosas eram feitas as escondidas, devido a persegui\u00e7\u00e3o e intoler\u00e2ncia dos senhores, religiosos e da monarquia. D\u00e9cadas se passaram, mas a intoler\u00e2ncia com as religi\u00f5es de matriz africana continuam fortes no Brasil atual.<\/p>\n\n\n\n\n\n<p>Dados do Disque 100, do Minist\u00e9rio da Mulher, Fam\u00edlia e Direitos Humanos &#8211; mostram que os casos de intoler\u00e2ncia religiosa no Brasil, cresceram 56% no primeiro semestre de 2019. Mas os n\u00fameros podem ser ainda maiores, por medo de repres\u00e1lias, muitos casos n\u00e3o chegam a ser denunciados. O Disque 100 \u00e9 gratuito, a den\u00fancia \u00e9 an\u00f4nima, podemos fazer a nossa parte, denunciando qualquer tipo de preconceito, intoler\u00e2ncia e opress\u00e3o. A discuss\u00e3o sobre a religi\u00e3o e o racismo devem ser abrangentes, elas devem ir para os ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o, nas universidades e nas vossas casas.<\/p>\n\n\n\n\n\n<p>Fotos tiradas pelo estudante de Jornalismo Andr\u00e9 Lu\u00eds dos Santos, na disciplina complementar ministrada pelo professor Paulo de Fotografia Documentarista.<\/p>\n\n\n\n<!--nextpage-->\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong>N\u00f3s precisamos falar sobre o Colorismo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_0752-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3673\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_0752-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_0752-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_0752-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_0752-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_0752-1-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_0752-1.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>A discrimina\u00e7\u00e3o pela cor da pele \u00e9 comum em pa\u00edses que sofreram a coloniza\u00e7\u00e3o europeia e em pa\u00edses p\u00f3s-escravocratas. Quanto mais pigmentada for a pele de uma pessoa, mais exclus\u00e3o e discrimina\u00e7\u00e3o ela ir\u00e1 sofrer. E isso tem nome: o colorismo ou a pigmentocracia. De uma maneira simplificada, o termo quer dizer que quanto mais escura for sua pele, mais voc\u00ea \u00e9 agredida pelo sistema racista. E quanto mais clara for sua pele, mais privil\u00e9gios voc\u00ea possui dentro do sistema racista. No entanto, em nenhum dos casos, seja com peles escuras ou claras, o racismo deixou de excluir, invisibilizar, calar e matar.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_0721-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3671\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_0721-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_0721-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_0721-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_0721-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_0721-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_0721.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-text-align-right has-normal-font-size\">Em uma <a href=\"https:\/\/almapreta.com\/editorias\/realidade\/precisamos-falar-sobre-colorismo\">reportagem para o Alma Preta<\/a>, Juliana Gon\u00e7alves, jornalista e militante do movimento negro diz que \u201cquando a gente percebe que h\u00e1 tentativa de hierarquizar dores, isso transforma-se, na maioria das vezes, em tentativa de colocar negros de pele clara e retinta em trincheiras diferentes. Isso, sim, \u00e9 um problema.\u201d<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>\u201cSe o colorismo \u00e9 cria do racismo e da branquitude, ser\u00e1 que \u00e9 poss\u00edvel fazermos esse debate necess\u00e1rio sem silenciar negros retintos ou destituir negros claros da sua negritude? Houve tentativas honestas, mas h\u00e1 limites de promover esse debate que precisa ser profundo e seguro na internet\u201d, explica Juliana, ao enfatizar a tentativa de separa\u00e7\u00e3o racial dentro do mesmo nicho.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o Roger Cip\u00f3, fot\u00f3grafo, que pesquisa tamb\u00e9m a constru\u00e7\u00e3o da imagem nas religi\u00f5es de matriz africana, \u201cquando a gente chama as pessoas mais claras a repensarem isso, n\u00e3o \u00e9 um questionamento \u00e0 negritude, mas \u00e9 um olhar de reflex\u00e3o para pensar as estruturas criadas pelo racismo nos distanciam e classificam. \u00c0 medida que a gente escurece, a gente \u00e9 diferenciado e \u2018aceito\u2019, mas de forma err\u00f4nea.\u201d<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_0706-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3670\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_0706-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_0706-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_0706-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_0706-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_0706-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_0706.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-normal-font-size\">De acordo com o Roger Cip\u00f3, fot\u00f3grafo, que pesquisa tamb\u00e9m a constru\u00e7\u00e3o da imagem nas religi\u00f5es de matriz africana, \u201cquando a gente chama as pessoas mais claras a repensarem isso, n\u00e3o \u00e9 um questionamento \u00e0 negritude, mas \u00e9 um olhar de reflex\u00e3o para pensar as estruturas criadas pelo racismo nos distanciam e classificam. \u00c0 medida que a gente escurece, a gente \u00e9 diferenciado e \u2018aceito\u2019, mas de forma err\u00f4nea.\u201d<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>\u00c9 f\u00e1cil as Universidades e Institui\u00e7\u00f5es gozarem do discurso de inclus\u00e3o racial ao apresentar o aumento da popula\u00e7\u00e3o negra nas salas de aulas ou equipes de trabalho. No entanto, em quais condi\u00e7\u00f5es negras e negros s\u00e3o inseridos no espa\u00e7o de trabalho? Por qu\u00ea h\u00e1 uma parcela min\u00fascula de negros de pele escura nas salas de aula e nas ger\u00eancias das organiza\u00e7\u00f5es? Por qu\u00ea, nas campanhas publicit\u00e1rias, negros de pele clara ocupam lugares com mais facilidade? Talvez seja porque o colorismo \u00e9 cria do racismo e da branquitude. Tentam embranquecer a popula\u00e7\u00e3o preta ao aceitarem somente os tons de pele mais pr\u00f3ximas da branca. Para a branquitude racista, isso \u00e9 inclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_0761-1-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3669\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_0761-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_0761-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_0761-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_0761-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_0761-1-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_0761-1.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Fotos tiradas pelo estudante de Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas Kaw\u00ea Veronezi. <\/p>\n\n\n\n<!--nextpage-->\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong>N\u00f3s precisamos falar sobre a solid\u00e3o do homem negro.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/FELIPE-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3676\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/FELIPE-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/FELIPE-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/FELIPE-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/FELIPE-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/FELIPE-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/FELIPE.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Para o tr\u00e1fico e para o crime. Imagine-se chegando em um lugar no qual ningu\u00e9m te conhece e n\u00e3o ter o direito de falar sobre si sem que uma imensid\u00e3o de estere\u00f3tipos sejam postos sobre seu corpo, antes mesmo de cumprimentar as pessoa a sua volta. Pense em como deve ser estabelecer la\u00e7os sociais em uma conjuntura na qual voc\u00ea \u00e9 posto como o outro, o de outra ra\u00e7a, o n\u00e3o-semelhante, de modo em que seja comum atravessarem a rua para n\u00e3o compartilhar a mesma cal\u00e7ada contigo ou ser abordado por policiais porque  o seu tom de pele diz que voc\u00ea n\u00e3o deveria circular por determinados lugares ou ter poder aquisitivo para comprar determinados objetos. Imagine-se n\u00e3o podendo falar de suas pr\u00f3prias dores, tendo sua hist\u00f3ria contada por aqueles que produzem conhecimento a partir daqueles que escravizaram seus ancestrais. Agora lhes pergunto: conseguiram fazer este exerc\u00edcio reflexivo-emp\u00e1tico sobre como homens negros se sentem solit\u00e1rios?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_5218-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3674\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_5218-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_5218-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_5218-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_5218-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_5218-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/IMG_5218.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Quando n\u00e3o para o tr\u00e1fico o crime, para o sexo e o prazer. A hiperssexualiza\u00e7\u00e3o dos corpos negros \u00e9 um dos fatores que corroboram sua solid\u00e3o. Seja h\u00e9tero ou bi, gay ou pan, trans ou cis, seus corpos s\u00e3o marcados pelo desejo alheio permitidos pelas narrativas midi\u00e1ticas-racistas. Principalmente quando o assunto \u00e9 as rela\u00e7\u00f5es interraciais, o amor \u00e9 posto a prova quando o racismo estrutural \u00e9 evidenciado no dia-a-dia da rela\u00e7\u00e3o. Se relacionar com um homem negro, que diariamente enfrenta batalhas contra os estere\u00f3tipos racistas, n\u00e3o \u00e9 se relacionar somente com o seu corpo: \u00e9 se relacionar com sua hist\u00f3ria, suas ancestralidades, sua percep\u00e7\u00e3o de mundo e sua di\u00e1ria resist\u00eancia.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:47% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"680\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/DSC_00311-1024x680.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3679\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/DSC_00311-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/DSC_00311-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/DSC_00311-768x510.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/DSC_00311-1536x1020.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/DSC_00311-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/DSC_00311.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/DSC_00451-1024x680.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3680\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/DSC_00451-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/DSC_00451-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/DSC_00451-768x510.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/DSC_00451-1536x1020.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/DSC_00451-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/DSC_00451.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Quando n\u00e3o para o tr\u00e1fico e o crime, nem para o sexo e o prazer, para o trabalho mal pago e a invisibilidade. A viv\u00eancia do homem negro \u00e9 invisibilizada a partir da&nbsp; hipervisibilidade dos discursos naturalizados acerca de seus corpos: Negros aprisionados por leis ineficientes; provenientes de zonas perif\u00e9ricas; culturalmente sexualizados; e constantemente&nbsp; esfacelados na\/pela m\u00eddia. O modo como a negritude \u00e9 retratada nos meios de comunica\u00e7\u00e3o corrobora com a constru\u00e7\u00e3o de um imagin\u00e1rio social extremamente racista e excludente. O homem negro, muitas vezes, se sente solit\u00e1rio nos seus ciclos sociais, nos relacionamentos afetivos e rom\u00e2nticos, em seu ambiente de trabalho e em suas conquistas. Qual \u00e9 o seu papel em rela\u00e7\u00e3o a solid\u00e3o do homem negro? Voc\u00ea refor\u00e7a ou voc\u00ea acolhe?&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"680\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/DSC_00461-1024x680.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3675\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/DSC_00461-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/DSC_00461-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/DSC_00461-768x510.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/DSC_00461-1536x1020.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/DSC_00461-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/DSC_00461.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Fotos tiradas pelo estudante de Jornalismo Andr\u00e9 Lu\u00eds dos Santos.<\/p>\n\n\n\n<!--nextpage-->\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong>N\u00f3s precisamos falar sobre a solid\u00e3o da mulher negra.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A constru\u00e7\u00e3o de identidade e aceita\u00e7\u00e3o da beleza preta foi o conceito pretendido. O corpo preto feminino \u00e9 objetificado e sexualizado; o cabelo crespo \u00e9 carregado de adjetivos pejorativos e nossos tra\u00e7os s\u00e3o vistos como inferiores. O ensaio visa empoderamento: reeducar o olhar, os pr\u00f3prios e os dos outros no processo de aceita\u00e7\u00e3o e autoamor pelo nariz largo, a boca grande e o cabelo crespo no longo processo solit\u00e1rio e doloroso em&nbsp;reconhecer-se bela.No objetivo de retratar e possibilitar um novo olhar a beleza preta feminina, \u00e9 preciso entender o corpo preto como corpo pol\u00edtico, cada escolha est\u00e9tica diz sobre a vontade de existir e resistir. Defender que a est\u00e9tica preta como identidade, (re)configurar o ideal desenvolvido por uma sociedade tradicionalista com dificuldades em aceitar a diversidade cultural, ideol\u00f3gica e racial. O ensaio fotogr\u00e1fico produzido pelo estudante de Jornalismo Jo\u00e3o Marcelino, intitulado como <strong>Poder, cor e ra\u00e7a,<em> <\/em><\/strong>\u00e9 inspirado pela viv\u00eancia de milhares de mulheres negras que lutam pelo reconhecimento, igualdade e respeito.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"680\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.43-1-1024x680.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3684\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.43-1-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.43-1-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.43-1-768x510.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.43-1-1536x1020.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.43-1-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.43-1.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Processed with VSCO with c8 preset<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Nossa sociedade \u00e9 estabelecida por padr\u00f5es estruturados para serem seguidos. Padr\u00f5es brancos e patriarcais. E essa padroniza\u00e7\u00e3o afeta todos corpos que s\u00e3o diferentes, principalmente as mulheres negras. Elas, que est\u00e3o fora dessas mulheres padronizadas que se enquadram na beleza que \u00e9 vendida e colocada como perfeita: branca, cisg\u00eanero e magra, que n\u00e3o cabem no estere\u00f3tipo da beleza euroc\u00eantrica tida como padr\u00e3o a ser estabelecido, constantemente s\u00e3o colocadas no lugar de amantes. N\u00e3o s\u00e3o assumidas, correspondidas e respeitadas pelos companheiros. Seus corpos servem na mesma fun\u00e7\u00e3o racista que na escravid\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[&#8230;] Mais que qualquer grupo de mulheres nesta sociedade, as negras t\u00eam sido consideradas \u2018s\u00f3 corpo, sem mente\u2019. A utiliza\u00e7\u00e3o de corpos femininos negros na escravid\u00e3o como incubadoras para a gera\u00e7\u00e3o de outros escravos era a exemplifica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica da ideia de que as \u2018mulheres desregradas\u2019 deviam ser controladas. Para justificar a explora\u00e7\u00e3o masculina branca e o estupro das negras durante a escravid\u00e3o, a cultura branca teve que produzir uma iconografia de corpos de negras que insistia em represent\u00e1-las como altamente dotadas de sexo, a perfeita encarna\u00e7\u00e3o de um erotismo primitivo e desenfreado.\u201d (HOOKS, 1995, p. 469)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"680\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.34-1-1024x680.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3685\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.34-1-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.34-1-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.34-1-768x510.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.34-1-1536x1020.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.34-1-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.34-1.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Processed with VSCO with c8 preset<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Segundo pesquisa do IBGE (2018), estima-se que no Brasil 7,8 milh\u00f5es de lares s\u00e3o geridos por mulheres negras. Deste total, 61% dessas mulheres s\u00e3o m\u00e3es solo, isto \u00e9, n\u00e3o compartilham igualitariamente a maternidade com o pai de seus filhos ou algum companheiro (a). Outro dado agravante, que escancara ainda mais o racismo estrutural em nossa sociedade, \u00e9 que 63,3% das casas geridas por mulheres negras est\u00e3o abaixo da linha da pobreza. A partir desses dados, nota-se a solid\u00e3o da mulher negra ao se ver tendo que criar e educar os filhos sozinha, al\u00e9m de ter que trabalhar para garantir a subsist\u00eancia de sua fam\u00edlia. Muitos olham para esta mulher e se dirigem \u00e0 ela com admira\u00e7\u00e3o, ao exclamar adjetivos como \u201cGUERREIRA\u201d. Entretanto, n\u00e3o seria esse adjetivo a naturaliza\u00e7\u00e3o da sobrecarga a qual a mulher negra est\u00e1 sujeita?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O intuito dessa produ\u00e7\u00e3o \u00e9 nos conduzir a um processo reflexivo a partir das seguintes quest\u00f5es: A que condi\u00e7\u00f5es de trabalho essa mulher est\u00e1 condicionada? Quem se relaciona com as mulheres negras e m\u00e3es solo? Quem cuida dessas mulheres que cuidam de tudo em suas casas? Quando h\u00e1 tempo para a mulher negra? Quem cuida dos filhos das mulheres negras enquanto muitas delas est\u00e3o ocupadas cuidando dos filhos de outras mulheres para garantir a sobreviv\u00eancia dos seus?<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:46% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"680\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.49-1-1024x680.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3686\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.49-1-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.49-1-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.49-1-768x510.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.49-1-1536x1020.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.49-1-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.49-1.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"680\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.36-1-1024x680.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3687\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.36-1-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.36-1-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.36-1-768x510.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.36-1-1536x1020.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.36-1-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.36-1.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption>Processed with VSCO with c8 preset<\/figcaption><\/figure>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>O trecho acima&nbsp; \u00e9 um grito de revolta contra as constantes viol\u00eancias as quais a mulher negra foi e \u00e9 submetida. A prop\u00f3sito, compreendemos que na sociedade patriarcal em que vivemos, toda mulher est\u00e1 sujeita \u00e0 viol\u00eancia. Entretanto, n\u00e3o podemos negar que quando olhamos para viol\u00eancia sofrida por mulheres a partir da \u00f3tica \u201cg\u00eanero, ra\u00e7a e classe social\u201d, h\u00e1 especificidades em torno da mulher negra. De acordo com o Atlas da viol\u00eancia de 2019, Enquanto a taxa de homic\u00eddios de mulheres n\u00e3o negras teve crescimento de 4,5% entre 2007 e 2017, a taxa de homic\u00eddios de mulheres negras cresceu 29,9%. Em n\u00fameros absolutos a diferen\u00e7a \u00e9 ainda mais brutal, j\u00e1 que entre n\u00e3o negras o crescimento \u00e9 de 1,7% e entre mulheres negras de 60,5%. Ademais, a cada 23 minutos, um jovem negro \u00e9 assassinado no Brasil, uma perspectiva demasiadamente angustiante para a mulher negra, que teme por si mesma e por seus filhos.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:52% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"680\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.27-1-680x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3689\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.27-1-680x1024.jpg 680w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.27-1-199x300.jpg 199w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.27-1-768x1156.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.27-1-1020x1536.jpg 1020w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.27-1-1360x2048.jpg 1360w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/2020-07-12-05.30.27-1-scaled.jpg 1700w\" sizes=\"(max-width: 680px) 100vw, 680px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-medium-font-size\">\u201cA mulher do terceiro mundo se revolta: N\u00f3s anulamos, n\u00f3s apagamos suas impress\u00f5es de homem branco. Quando voc\u00ea vier bater em nossas portas e carimbar nossas faces com EST\u00daPIDA, HIST\u00c9RICA, PUTA PASSIVA, PERVERTIDA, quando voc\u00ea chegar com seus ferretes e marcar PROPRIEDADE PRIVADA em nossas n\u00e1degas, n\u00f3s vomitaremos de volta na sua boca a culpa, a auto-recusa e o \u00f3dio racial que voc\u00ea nos fez engolir \u00e0 for\u00e7a. N\u00e3o seremos mais suporte para seus medos projetados. Estamos cansadas do papel de cordeiros sacrificiais e bodes expiat\u00f3rios\u201d \u2013 Kathy Kendell, 1980<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<!--nextpage-->\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong>Document\u00e1rio &#8220;Negritude&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A produ\u00e7\u00e3o audiovisual \u00e9 um micro document\u00e1rio, que foi produzido na disciplina de Comunica\u00e7\u00e3o, Cultura e Poder, disciplina aplicada pelo professor Joel no segundo semestre. Foi produzido pelas alunas Ana Teodora Sartori (@anaa_sartorii), Hellen Leal (@_lealhellen), J\u00falia Vasconcellos (@jujuvascos) e Ravena Rocha (@ravisz).<\/p>\n\n\n\n<p>Mediante os questionamentos de estere\u00f3tipos que estudantes negros de outros estados brasileiros t\u00eam da regi\u00e3o Sul do pa\u00eds, surge a ideia de documentar como ocorreu o processo das primeiras impress\u00f5es em um novo meio social e cultural dessa regi\u00e3o que segundo uma reportagem da revista VEJA, publicada em 2017, as den\u00fancias por discrimina\u00e7\u00e3o racial aumentaram 250%. O document\u00e1rio apresentar\u00e1 relatos de tr\u00eas jovens negros de&nbsp;diferentes estados brasileiros compartilhando suas experi\u00eancias&nbsp;nesse novo contexto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Negritude\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-9k3XOE7pds?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<!--nextpage-->\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong>Foram 83 tiros: um estudo de agendamento sobre as mortes de Evaldo Rosa dos Santos e Luciano Macedo nos jornais Folha de S\u00e3o Paulo e O Globo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size\"><strong>Lav\u00ednia dos Santos Machado<a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/2020\/07\/11\/foram-83-tiros-um-estudo-de-agendamento-sobre-as-mortes-de-evaldo-rosa-dos-santos-e-luciano-macedo-nos-jornais-folha-de-sao-paulo-e-o-globo\/#_ftn1\">[1]<\/a>, Luana Alves Ferreira<a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/2020\/07\/11\/foram-83-tiros-um-estudo-de-agendamento-sobre-as-mortes-de-evaldo-rosa-dos-santos-e-luciano-macedo-nos-jornais-folha-de-sao-paulo-e-o-globo\/#_ftn2\">[2]<\/a>, Igor Euler Barbosa de Sousa<a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/2020\/07\/11\/foram-83-tiros-um-estudo-de-agendamento-sobre-as-mortes-de-evaldo-rosa-dos-santos-e-luciano-macedo-nos-jornais-folha-de-sao-paulo-e-o-globo\/#_ftn3\">[3]<\/a>, Alice Rodrigues Alexandre da Silva<a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/2020\/07\/11\/foram-83-tiros-um-estudo-de-agendamento-sobre-as-mortes-de-evaldo-rosa-dos-santos-e-luciano-macedo-nos-jornais-folha-de-sao-paulo-e-o-globo\/#_ftn4\">[4]<\/a>&nbsp;com orienta\u00e7\u00e3o da Jana\u00edna Gomes<a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/2020\/07\/11\/foram-83-tiros-um-estudo-de-agendamento-sobre-as-mortes-de-evaldo-rosa-dos-santos-e-luciano-macedo-nos-jornais-folha-de-sao-paulo-e-o-globo\/#_ftn5\">[5]<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na tarde do dia 7 de abril de 2019, o m\u00fasico Evaldo Rosa dos Santos estava a caminho de um ch\u00e1 de beb\u00ea com a esposa Luciana Nogueira, o sogro S\u00e9rgio Gon\u00e7alves de Ara\u00fajo, o filho de 7 anos e uma amiga. O carro de Evaldo foi confundido com o de bandidos durante uma opera\u00e7\u00e3o militar. Segundo jornais analisados, a per\u00edcia revelou que o carro de Evaldo foi fuzilado por 83 tiros de pistola e fuzil.&nbsp; Luciano Macedo era um catador de lixo que estava no local e foi morto tentando ajudar a fam\u00edlia. No total foram disparados 257 tiros. O tenente \u00cdtalo da Silva Nunes Romualdo disparou 77 vezes contra o carro, usando um fuzil. Evaldo morreu no mesmo dia e Luciano no dia 18. Segundo dados da Anistia Internacional (2017), a viol\u00eancia policial est\u00e1 relacionada ao racismo quando constata que, em 2015, na cidade do Rio de Janeiro, a pol\u00edcia foi respons\u00e1vel por um a cada cinco assassinatos e que a maioria das v\u00edtimas foram jovens negros. Este trabalho \u00e9 um estudo explorat\u00f3rio, utilizando a Teoria do Agendamento, para analisar a distribui\u00e7\u00e3o das not\u00edcias publicadas nos jornais Folha de S\u00e3o Paulo (FSP) e O Globo, do Rio de Janeiro, sobre o caso. Utilizamos os nomes de Luciano e Evaldo, separadamente, para recupera\u00e7\u00e3o das not\u00edcias. Segundo Hohlfeldt (1997), Rublescki (2011) e Sousa (2008), os meios de comunica\u00e7\u00e3o abordam temas que tenham uma parcela significativa de conhecimento p\u00fablico. A presen\u00e7a desses temas direciona a a\u00e7\u00e3o do pensamento na medida em que indicam o que e quando pensar determinado assunto. O objetivo deste trabalho \u00e9 comparar a visibilidade recebida sobre o agendamento ao longo do tempo a partir das not\u00edcias publicadas sobre as duas v\u00edtimas. Foram publicadas 29 not\u00edcias pelo jornal FSP e 27 pelo O Globo, entre 8 de abril e 11 de maio de 2019. Apenas 5 not\u00edcias falavam sobre as duas v\u00edtimas no mesmo texto no jornal FSP (17% de dupla contagem) e 3 not\u00edcias no jornal O Globo (11% de dupla contagem). O auge do agendamento foi em 9 de abril, no jornal O Globo (6 not\u00edcias, 22%) e 11 e 12 de abril (5 not\u00edcias em cada dia) no jornal FSP (34%). Ap\u00f3s essas datas os n\u00fameros de publica\u00e7\u00f5es variaram de zero a, no m\u00e1ximo, 3 not\u00edcias (14 de abril, no jornal O Globo). Foram publicadas 10 not\u00edcias no FSP e 12 no O Globo sobre a v\u00edtima Luciano Macedo, predominantemente ap\u00f3s sua morte, em ambos jornais. Conclui-se que as not\u00edcias foram publicadas nos primeiros dias ap\u00f3s o acontecimento quando houve a necessidade de compreender o fato e foram diminuindo. Por \u00faltimo, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que tanto Evaldo quanto Luciano receberam aten\u00e7\u00e3o dos jornais. A perman\u00eancia na agenda dos jornais decorreu de atos de protestos advindos da sociedade civil e o marco de um m\u00eas ap\u00f3s o fato e ind\u00edcios de impunidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Palavras-chaves:&nbsp;<\/strong>Agendamento midi\u00e1tico; Teoria do Agendamento; Jornalismo Impresso; Viol\u00eancia Policial; Racismo.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Amnesty International. Brazil: Police Killings, Impunity and Attacks on Defenders. 2017. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.amnesty.org\/download\/Documents\/AMR1954672016ENGLISH.pdf. Acesso em: 19 mai., 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>FOLHA DE S\u00c3O PAULO. Justi\u00e7a aceita den\u00fancia e 12 militares viram r\u00e9us por morte em carro fuzilado no RJ. Folha de S\u00e3o Paulo, 11 mai., 2019. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/cotidiano\/2019\/05\/justica-aceita-denuncia-e-12-militares-viram-reus-por-mortes-em-carro-fuzilado-no-rj.shtml. Acesso em: 19 mai., 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>HOHLFELDT, Antonio. Os estudos sobre a hip\u00f3tese de agendamento.&nbsp;<strong>Revista Famecos<\/strong>, v. 4, n. 7, p. 42-51, 1997. Dispon\u00edvel em: http:\/\/revistaseletronicas.pucrs.br\/ojs\/index.php\/revistafamecos\/article\/view\/2983\/2265. Acesso em: 19 mai., 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>O GLOBO. Justi\u00e7a militar aceita den\u00fancia e 12 militares responder\u00e3o pelas mortes de m\u00fasico e catador em Guadalupe. O Globo, 11 mai., 2019.&nbsp; Dispon\u00edvel em: https:\/\/oglobo.globo.com\/rio\/justica-militar-aceita-denuncia-12-militares-responderao-pelas-mortes-de-musico-catador-em-guadalupe-23659378. Acesso em: 19 mai., 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>RUBLESCKI, Anelise. Agendamento e media\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica no jornalismo l\u00edquido. Comunicologia: Revista de Comunica\u00e7\u00e3o da Universidade Cat\u00f3lica de Bras\u00edlia, v. 4, n. 2, p. 48-61, 2011. Dispon\u00edvel em: https:\/\/portalrevistas.ucb.br\/index.php\/RCEUCB\/article\/view\/2882\/1781. Acesso em: 19 mai., 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>SOUSA, Jorge Pedro. A teoria do agendamento e as responsabilidades do jornalista ambiental: uma perspectiva ib\u00e9rica.&nbsp;<strong>Biblioteca on-line de Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong>, v. 1, 2008. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.bocc.ubi.pt\/pag\/sousa-jorge-pedro-teoria-do-agendamento.pdf. Acesso em: 19 mai., 2019.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/2020\/07\/11\/foram-83-tiros-um-estudo-de-agendamento-sobre-as-mortes-de-evaldo-rosa-dos-santos-e-luciano-macedo-nos-jornais-folha-de-sao-paulo-e-o-globo\/#_ftnref1\">[1]<\/a>&nbsp;Gradua\u00e7\u00e3o. Universidade Federal de Santa Maria, Campus Frederico Westphalen. Estudante do Curso de Jornalismo.<br><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/2020\/07\/11\/foram-83-tiros-um-estudo-de-agendamento-sobre-as-mortes-de-evaldo-rosa-dos-santos-e-luciano-macedo-nos-jornais-folha-de-sao-paulo-e-o-globo\/#_ftnref2\">[2]<\/a>&nbsp;Gradua\u00e7\u00e3o. Universidade Federal de Santa Maria, Campus Frederico Westphalen. Estudante do Curso de Jornalismo.<br><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/2020\/07\/11\/foram-83-tiros-um-estudo-de-agendamento-sobre-as-mortes-de-evaldo-rosa-dos-santos-e-luciano-macedo-nos-jornais-folha-de-sao-paulo-e-o-globo\/#_ftnref3\">[3]<\/a>&nbsp;Gradua\u00e7\u00e3o. Universidade Federal de Santa Maria, Campus Frederico Westphalen. Estudante do Curso de Jornalismo.<br><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/2020\/07\/11\/foram-83-tiros-um-estudo-de-agendamento-sobre-as-mortes-de-evaldo-rosa-dos-santos-e-luciano-macedo-nos-jornais-folha-de-sao-paulo-e-o-globo\/#_ftnref4\">[4]<\/a>&nbsp;Gradua\u00e7\u00e3o. Universidade Federal de Santa Maria, Campus Frederico Westphalen. Estudante do Curso de Jornalismo.<br><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/2020\/07\/11\/foram-83-tiros-um-estudo-de-agendamento-sobre-as-mortes-de-evaldo-rosa-dos-santos-e-luciano-macedo-nos-jornais-folha-de-sao-paulo-e-o-globo\/#_ftnref5\">[5]<\/a>&nbsp;P\u00f3s-Doutorado. Universidade Federal de Santa Maria, Campus Frederico Westphalen. Professora Adjunta do Curso de Jornalismo.<\/h6>\n\n\n\n<!--nextpage-->\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong>Despadronizadas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-audio\"><audio controls src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/Despadronizadas-Podcast-Jordana-Francelen_mixagem.mp3\"><\/audio><figcaption>Primeiro epis\u00f3dio Podcast do Despadronizadas<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O Podcast produzido pela estudante de Jornalismo Francielen e a estudante de RP Jordana, com participa\u00e7\u00e3o da estudante de Jornalismo Eliege. A proposta do primeiro epis\u00f3dio de &#8220;Despadronizadas&#8221; \u00e9 refletir sobre assuntos o feminismo negro. Confira a produ\u00e7\u00e3o espetacular das mulheres comunicadoras.<\/p>\n\n\n\n<!--nextpage-->\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong>Eventos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Se voc\u00eas quiserem um evento bem pensado, \u00e9 s\u00f3 chamar uma rela\u00e7\u00f5es-p\u00fablicas que tudo se resolve! D\u00ea s\u00f3 uma olhada nos eventos organizados por rps!<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>M\u00eas da Consci\u00eancia Negra 2018: Roda de conversa com Maria Rita Py Dutra e Kelara Menezes da Silva<\/li><li>M\u00eas da Consci\u00eancia Negra 2019: Roda de conversa com Victor Lopes e Isa Viana sobre cinema africano<\/li><li>Cria\u00e7\u00e3o do coletivo negro 2018 -2019: reuni\u00f5es sobre quest\u00f5es da negritude<\/li><\/ul>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"700\" height=\"700\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/36350838_1793795547347672_814279954840682496_n.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3681\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/36350838_1793795547347672_814279954840682496_n.jpg 700w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/36350838_1793795547347672_814279954840682496_n-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/36350838_1793795547347672_814279954840682496_n-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-medium-font-size\">Jordana e Kaw\u00ea, primeiros rela\u00e7\u00f5es-p\u00fablicas negros que receber\u00e3o diploma da UFSM FW, refletem sobre &#8220;a constru\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica dos corpos negros: da marginaliza\u00e7\u00e3o \u00e0 legitima\u00e7\u00e3o&#8221;, tema da roda de conversa do I Col\u00f3quio de Estudos \u00c9tnico-Raciais<a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/2018\/06\/28\/i-coloquio-de-estudos-etnico-raciais-acontece-neste-sabado-30-na-ufsm\/\"> que aconteceu na UFSM<\/a> <\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<!--nextpage-->\n\n\n\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong>A negritude na ci\u00eancia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Estudantes de Jornalismo e Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas negras e negros pautam em suas pesquisas quest\u00f5es que envolvem a negritude. Esse \u00e9 o caso da Jordana que constr\u00f3i seu Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso acerca das quest\u00f5es raciais. Ou como o Kaw\u00ea, que em artigos cient\u00edficos pauta as quest\u00f5es raciais na comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p><strong>This is America &#8211; A Arte em forma de protesto por meio do audiovisual<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Este artigo tem como finalidade analisar o videoclipe <em>This Is America<\/em>, do artista Childish Gambino, e questionar as formas de representa\u00e7\u00f5es, representatividade e visibilidade que o artista refer\u00eancia atrav\u00e9s da arte. Al\u00e9m disso, traz quest\u00f5es manifestadas no audiovisual e que s\u00e3o tratadas no movimento negro.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-file\"><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/This-Is-America-JORDANA-1.pdf\">GARCIA, Jordana &#8211; THIS IS AMERICA<\/a><a href=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/This-Is-America-JORDANA-1.pdf\" class=\"wp-block-file__button\" download>Baixar<\/a><\/div>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p><strong>Slam: A Poesia Falada de Rua Como Uma Nova M\u00eddia de Resist\u00eancia para\/com o Povo Preto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-instagram aligncenter wp-block-embed is-type-rich is-provider-instagram\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.instagram.com\/tv\/CCj8&#8211;QJKa-\/\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>&#8220;Durante e ap\u00f3s a batalha pude refletir sobre alguns pontos nos quais me identificava com os participantes em quest\u00f5es de ra\u00e7a e g\u00eanero, desde minha cria\u00e7\u00e3o at\u00e9 os dias atuais e como isso afeta a vida de cada um que tem tanto em comum. Resgatar hist\u00f3rias que vivenciamos e vemos em notici\u00e1rios de forma violenta faz com que haja identifica\u00e7\u00e3o com aqueles poetas, principalmente, vindo de mulheres negras.&#8221; Jordana Garcia<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\"><strong>MARIELLE FRANCO: DE UMA POSI\u00c7\u00c3O-SUJEITO AO LEGADO DA LUTA PELA RESIST\u00caNCIA NEGRA.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A execu\u00e7\u00e3o de Marielle Franco, vereadora do Estado do Rio de Janeiro (PSOL), ainda segue sem re\u00fa. Um crime pol\u00edtico ocorrido em mar\u00e7o de 2018, o assassinato da l\u00edder pol\u00edtica que rompe a linearidade da luta dos direitos humanos, faz refletir sobre o contexto dos negros no Brasil. Ainda que Anderson Silva tamb\u00e9m tenha sido v\u00edtima junto de Marielle, ela se destaca n\u00e3o s\u00f3 por representar grupos socialmente marginalizados, mas tamb\u00e9m por ser uma representante pol\u00edtica no Legislativo. O presente estudo, que se sustenta na An\u00e1lise do Discurso e em teorias sobre meios alternativos de comunica\u00e7\u00e3o, explora as fotografias da passeata convocada pelo slogan \u201cMarielle e Anderson Vivem\u201d. As imagens aparecem no facebook da M\u00eddia Ninja &#8211; uma m\u00eddia alternativa e ativista, que realiza o processo de articula\u00e7\u00e3o, protesto e resist\u00eancia que transforma a subjetividade pol\u00edtica. Ademais, ainda coloca na cena p\u00fablica novas formas de apropria\u00e7\u00e3o, resist\u00eancia e impugna\u00e7\u00e3o da ordem dominante (Reguillo, 2017).&nbsp; Para o percurso anal\u00edtico, questiona-se sobre quais s\u00e3o as posi\u00e7\u00f5es-sujeito que se materializam no enunciado &#8220;MarielleVive&#8221;, quem \u00e9 Marielle Franco e por que ela vive?, sendo que seu corpo foi executado. Algu\u00e9m vive por Marielle? Como esse discurso movimentou os discursos-outros? Como s\u00e3o constru\u00eddos os sentidos de verdades sobre o assassinato de Marielle? Partindo desses questionamentos que fomentam o olhar lan\u00e7ado para an\u00e1lise, bem como a defini\u00e7\u00e3o filos\u00f3fica de&nbsp; Marilena Chau\u00ed (2004, p.96) quando descreve a verdade como um discurso que \u201cabrange o que \u00e9 (a realidade), o que foi (os acontecimentos passados) e o que ser\u00e1 (as a\u00e7\u00f5es e acontecimentos futuros)\u201d, investigamos as poss\u00edveis condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o que permitem o enunciado posto. Assim, analisa-se o enunciado \u201cMarielle Vive!\u201d como uma constru\u00e7\u00e3o de legado de resist\u00eancia. E, para isso, reflete-se sobre os poss\u00edveis efeitos de sentido produzidos pela visibilidade dos corpos negros nos espa\u00e7os urbanos. Busca-se tanto compreender a presen\u00e7a de discursos-outros como ressignifica\u00e7\u00e3o de luta e legado atrav\u00e9s do enunciado \u201cMarielle Vive\u201d (uma reatualiza\u00e7\u00e3o dos sentidos de verdade), quanto observar o papel da m\u00eddia alternativa na movimenta\u00e7\u00e3o dos slogans nas territorialidades urbanas e seu funcionamento na legitima\u00e7\u00e3o de um legado.<\/p>\n\n\n\n<p>Resumo publicado. Autoria de Kaw\u00ea Veronezi. Orienta\u00e7\u00e3o de Marluza da Rosa<\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator\" \/>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-instagram aligncenter wp-block-embed is-type-rich is-provider-instagram\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.instagram.com\/p\/CCmOhKfJY4K\/\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<!--nextpage-->\n\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"200\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/E-mail-2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3667\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/E-mail-2.jpg 600w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/E-mail-2-300x100.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n\n<p>Nota-se que n\u00e3o se trata apenas de discutir sobre o racismo, mas exaltar outros discursos em torno da negritude, valorizando e colocando em pauta a ancestralidade e beleza do povo negro. Isso traz aos n\u00e3o- negros uma outra perspectiva, a partir de uma posi\u00e7\u00e3o de escuta e aprendizagem. S\u00f3 retratar negros pelo racismo tamb\u00e9m pode ser considera uma pr\u00e1tica racista, j\u00e1 que se nega a grandiosidade e contribui\u00e7\u00e3o da negritude. Negar que h\u00e1 um extenso conhecimento tamb\u00e9m produzido por intelectuais negras e negros, s\u00f3 respaldando seus estudos em referenciais te\u00f3ricos euroc\u00eantricos, \u00e9 apequenar as discuss\u00f5es em comunica\u00e7\u00e3o, pois pauta-se em proposi\u00e7\u00f5es que n\u00e3o refletem a diversidade do povo brasileiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O apagamento da voz, da vida e dos sujeitos pretos n\u00e3o se d\u00e1 somente no genoc\u00eddio da popula\u00e7\u00e3o negra. \u00c9 vis\u00edvel, tamb\u00e9m, na exclus\u00e3o nos lugares de representatividade, nos cargos de gest\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es ou nas salas das Universidades. E qual o seu papel tendo ci\u00eancia disso?&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Bom, tudo isso depende de qual \u00e9 o seu lugar de fala (ou seu lugar de cala) e de constru\u00e7\u00e3o da nossa realidade. Se voc\u00ea for preta e preto, sua exist\u00eancia j\u00e1 \u00e9 resist\u00eancia a esse modelo racista. Se voc\u00ea for branco, comece a questionar quais aplicativos, filmes, m\u00fasicas e conte\u00fados voc\u00ea tem financiado: quem os produz s\u00e3o negros? A Arte que voc\u00ea consome \u00e9 feita por quem? Se voc\u00ea \u00e9 estudantes de comunica\u00e7\u00e3o, a pauta racial faz parte do seu dia-a-dia? Se voc\u00ea \u00e9 professora ou professor, as refer\u00eancias que voc\u00ea mobiliza nas disciplinas s\u00e3o de autores pretos? \u00c9 com pequenos atos antirracistas que mobilizamos e sensibilizamos todos para a luta.&nbsp;Afinal, para que\/quem serve seu antirracismo?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size\">Produ\u00e7\u00e3o textual de <strong>P\u00e2mela Francelino, Kaw\u00ea Veronezi e Andr\u00e9 Luis.<\/strong><br>Produ\u00e7\u00e3o editorial de <strong>Kaw\u00ea Veronezi e P\u00e2mela Francelino.<\/strong><br>Revis\u00e3o de <strong>Fernanda Rodrigues, J\u00e9ssica Vieira e P\u00e2mela Francelino<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"53\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/06\/Design-sem-nome-1024x53.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3642\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/06\/Design-sem-nome-1024x53.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/06\/Design-sem-nome-300x16.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/06\/Design-sem-nome-768x40.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/06\/Design-sem-nome-1536x80.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/06\/Design-sem-nome.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Represente Sua Voz: Negritude \u00e9 uma proposta da Ag\u00eancia Experimental de Comunica\u00e7\u00e3o- \u00cdntegra, que possui o intuito de proporcionar um espa\u00e7o para que os estudantes dos cursos de Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas e Jornalismo, do Departamento de Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o da UFSM-FW, divulguem seus trabalhos acad\u00eamicos voltados \u00e0s reflex\u00f5es em torno da negritude. Mas afinal, o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2570,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[267,1,260,298],"tags":[293,320,259,285,303],"class_list":["post-3662","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-curadoria","category-movimentacao","category-producao-em-disciplinas","category-represente","tag-integraufsm","tag-ods18","tag-ufsm","tag-ufsm-fw","tag-umaufsmsustentavel"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3662","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2570"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3662"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3662\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3662"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3662"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3662"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}