{"id":3707,"date":"2020-07-25T20:16:33","date_gmt":"2020-07-25T23:16:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/?p=3707"},"modified":"2021-02-26T21:19:21","modified_gmt":"2021-02-27T00:19:21","slug":"dia-internacional-das-mulheres-negras-latina-americanas-e-caribenha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/2020\/07\/25\/dia-internacional-das-mulheres-negras-latina-americanas-e-caribenha","title":{"rendered":"Dia Internacional das Mulheres Negras Latina-americanas e Caribenha"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><em><strong>Ag\u00eancia \u00cdntegra prepara conte\u00fado para lembrar a import\u00e2ncia da data.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros de 2019 revelam que as mulheres negras t\u00eam uma m\u00e9dia salarial 56% menor que a de homens brancos \u2013 3.138 reais para eles e 1.394 reais para elas. Al\u00e9m disso, os lares chefiados exclusivamente por m\u00e3es solo e negras est\u00e3o entre os mais vulner\u00e1veis: 13,9% n\u00e3o possui abastecimento de \u00e1gua e mais de 40% est\u00e1 sem tratamento de esgoto. Com a pandemia, a situa\u00e7\u00e3o piorou para todos, principalmente para essas mulheres negras.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, segundo uma reportagem produzida pelo portal de not\u00edcias Alma Preta, em Porto Rico um homem branco, com ensino superior, tem 89% mais chances de entrar no mercado de trabalho, enquanto mulheres negras t\u00eam 60% de chance. Outro pa\u00eds da di\u00e1spora africana, o Uruguai, tem taxa de desemprego de 7%, que dobra e chega aos 14,3% para elas. Essa desigualdade n\u00e3o \u00e9 natural. \u00c9 pol\u00edtica e hist\u00f3ria. E o dia de hoje marca a resist\u00eancia das mulheres negras na luta por uma sociedade mais justa.<\/p>\n\n\n\n<p>Pensando nisso, preparamos algumas indica\u00e7\u00f5es e conte\u00fado para sensibilizar o tema e colocar em pauta a complexidade que envolve o dia! Dividimos o material em 4 p\u00e1ginas! <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-spotify wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: #1 - O que \u00e9 ser mulher na Baixada Fluminense?\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/34Npu70h8IKDtM69pwH0YN?si=y7sMv9dESeSob_ewtlHkiw&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right has-small-font-size\">Texto de<strong> Kaw\u00ea Veronezi e P\u00e2mela Francelino<\/strong><br>Revis\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de <strong>Fernanda Rodrigues, P\u00e2mela Francelino<\/strong> e <strong>Zylda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"53\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/06\/Design-sem-nome-1024x53.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3642\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/06\/Design-sem-nome-1024x53.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/06\/Design-sem-nome-300x16.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/06\/Design-sem-nome-768x40.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/06\/Design-sem-nome-1536x80.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/06\/Design-sem-nome.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\">REFER\u00caNCIA<br>Fonte: <a href=\"https:\/\/nacoesunidas.org\/onu-lembra-lutas-antirracistas-e-feministas-no-dia-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha\/#:~:text=Esse%20encontro%20ficou%20marcado%20na,celebrado%20em%2025%20de%20julho.\">https:\/\/nacoesunidas.org<\/a><br>Fonte:<a href=\"https:\/\/www.almapreta.com\/editorias\/realidade\/o-feminismo-negro-latino-americano-e-transformador-da-situacao-da-mulher-negra-na-regiao-diz-especialista\">https:\/\/www.almapreta.com\/editorias\/realidade<\/a><\/p>\n\n\n\n<!--nextpage-->\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><em>Em 1992, grupos femininos negros de 32 pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e do Caribe se reuniram em Santo Domingo, na Rep\u00fablica Dominicana, para denunciar opress\u00f5es e debater solu\u00e7\u00f5es na luta contra o racismo e o sexismo.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"ONU lembra lutas antirracistas e feministas no Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/iHIZXmW9oe4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption>ONU lembra lutas antirracistas e feministas no Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>O encontro, em 1992, ficou marcado na hist\u00f3ria e foi reconhecido pela ONU como o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e da Di\u00e1spora, celebrado em 25 de julho. Isso pois grupos femininos negros de 32 pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e do Caribe se reuniram em Santo Domingo, na Rep\u00fablica Dominicana, para denunciar opress\u00f5es e debater solu\u00e7\u00f5es na luta contra o racismo e o sexismo.<\/p>\n\n\n\n<p>A data \u00e9 um marco internacional da luta e resist\u00eancia da mulher negra contra a opress\u00e3o de g\u00eanero, o racismo e a explora\u00e7\u00e3o de classe. \u00c9 um dia para reconhecer a presen\u00e7a e a luta das mulheres negras nesse continente. &#8220;Do m\u00e9xico e ilhas do Caribe pra baixo, os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina&nbsp;t\u00eam uma constitui\u00e7\u00e3o comum, que nega o racismo e s\u00e3o essencialmente racistas. O ponto comum das amefricanas \u00e9 o an\u00fancio do racismo e sexismo, as mulheres negras s\u00e3o v\u00edtimas de dupla opress\u00e3o e est\u00e3o reivindicando isso&#8221;, explica&nbsp;<strong>Raquel Barreto<\/strong>, historiadora e pesquisadora, para a <a href=\"https:\/\/revistamarieclaire.globo.com\/Mulheres-do-Mundo\/noticia\/2020\/07\/o-que-e-o-dia-internacional-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha.html\">revista Marie Claire.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNossa hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 marcada pelo que o outro tentou fazer com a gente, mas se mede pela nossa capacidade coletiva de construir, mobilizar e sonhar. A data serve tamb\u00e9m para celebrar nossa vida e resist\u00eancias e apontar o que ainda temos que conquistar e transformar. Ainda mais nesse momento de pandemia em que vivemos, assim como nos EUA, vimos aqui que a&nbsp;como a\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia na sua pol\u00edtica genocida n\u00e3o cessou. Por isso, mais do que nunca \u00e9 preciso desejar dias melhores.&nbsp;Falar de outras possibilidades de futuro, n\u00e3o s\u00f3 para as mulheres negra, mas para o pa\u00eds. \u00c9 o que o lema da marcha das mulheres negras diz: pelo bem viver\u201d, diz a pesquisadora. \u201cEu n\u00e3o sou s\u00f3 o que a supremacia branca tentou fazer de mim, mas sim o que eu, apesar deles, consegui fazer e mobilizar&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Live do Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/VNu0Kpt4kbw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<!--nextpage-->\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><em><strong>No Brasil, tamb\u00e9m se celebra o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, institu\u00eddo por meio da Lei n\u00ba 12.987\/2014.<\/strong><\/em><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img decoding=\"async\" width=\"620\" height=\"800\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/image_processing20200201-29235-1a7m7bz.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3714\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/image_processing20200201-29235-1a7m7bz.jpg 620w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/image_processing20200201-29235-1a7m7bz-233x300.jpg 233w\" sizes=\"(max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-large-font-size\">Tereza foi uma l\u00edder quilombola no Mato Grosso, durante o s\u00e9culo 18, s\u00edmbolo de luta e resist\u00eancia.<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Ela liderou o Quilombo de Quariter\u00ea ap\u00f3s a morte de seu companheiro, Jos\u00e9 Piolho, assassinado por soldados. Sua lideran\u00e7a se destacou com a cria\u00e7\u00e3o de uma esp\u00e9cie de Parlamento e de um sistema de defesa. Ali, era cultivado o algod\u00e3o, que servia posteriormente para a produ\u00e7\u00e3o de tecidos.&nbsp;Havia tamb\u00e9m planta\u00e7\u00f5es de milho, feij\u00e3o, mandioca, banana, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Tereza morreu ap\u00f3s ser capturada por soldados em 1770 \u2013 e segundo alguns dizeres, ou melhor, segundo alguns apagamentos hist\u00f3ricos-discursivo, a causa foi suic\u00eddio ou doen\u00e7a. Ap\u00f3s ser capturada em 1770, &nbsp;o documento afirma: \u201cem poucos dias expirou de pasmo. Morta&nbsp;ela, se lhe cortou a cabe\u00e7a e se p\u00f4s no meio da pra\u00e7a daquele&nbsp;quilombo, em um alto poste, onde ficou para mem\u00f3ria e&nbsp;exemplo dos que a vissem\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe formos olhar hist\u00f3rias de quilombos e aquilombamentos pelo pa\u00eds, boa parte deles tem lideran\u00e7as femininas, como \u00e9 o caso do Quilombo de Mag\u00e9, que tem for\u00e7a representativa feminina. Todas as lutas do passado t\u00eam for\u00e7as femininas, que s\u00e3o silenciadas por falas masculinas, ou como a presen\u00e7a do homem que representa a for\u00e7a e tirando a for\u00e7a de outras mulheres\u201d, explica a historiadora e Mestra em Rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais, Aline Nascimento, do Instituto Identidades do Brasil (ID_BR) para a<a href=\"https:\/\/claudia.abril.com.br\/cultura\/25-de-julho-dia-da-mulher-negra-latino-americana-e-caribenha\/\"> Revista Claudia<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA mem\u00f3ria tem a fun\u00e7\u00e3o de preservar uma hist\u00f3ria, de projetar o futuro e d\u00e1 a possibilidade de conex\u00e3o entre o indiv\u00edduo e o lugar \u2013 tanto micro enquanto cidade, sociedade, bairro, quanto um lugar macro, como pa\u00edses, e continentes\u201d, argumenta Aline. Desta forma, ter o dia de hoje para refletir sobre as condi\u00e7\u00f5es das mulheres afrolatinas \u00e9 importante para que as mulheres negras da atualidade tenham como refer\u00eancia mulheres de luta e resist\u00eancia.  Segundo Aline, \u201co dia da mulher negra latino caribenha \u00e9 uma forma de integrar tanto esse lugar micro por falar sobre a import\u00e2ncia das mulheres negras em um contexto micro da vida cotidiana, como falar no contexto micro da vida cotidiana, como falar no contexto macro que \u00e9 pensar a di\u00e1spora negra na Am\u00e9rica Latina\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Especial: Dia Internacional da MULHER NEGRA Latino-americana e Caribenha\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/bliGaQqztMQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<!--nextpage-->\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong><em>Mulheres negras inspiradoras<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img decoding=\"async\" width=\"450\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/lelia-gonzalez-1580580694087_v2_450x450.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3708\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/lelia-gonzalez-1580580694087_v2_450x450.jpg 450w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/lelia-gonzalez-1580580694087_v2_450x450-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/lelia-gonzalez-1580580694087_v2_450x450-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong>L\u00e9lia Gonzalez (1935- 1994)<\/strong><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">Fil\u00f3sofa, antrop\u00f3loga, escritora, professora, feminista e militante do movimento negro. L\u00e9lia fez parte da cria\u00e7\u00e3o do Instituto de Pesquisas das Culturas Negras (IPCN-RJ), do Movimento Negro Unificado, do Nzinga Coletivo de Mulheres Negras-RJ, do Olodum-BA e outras frentes.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>L\u00e9lia e o feminismo:&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo meio do movimento das mulheres brancas, eu sou a criadora de caso, porque elas n\u00e3o conseguiram me cooptar. No interior do movimento havia um discurso estabelecido com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mulheres negras, um estere\u00f3tipo. \u2018As mulheres negras s\u00e3o agressivas, s\u00e3o criadoras de caso, n\u00e3o d\u00e1 para a gente dialogar com elas\u2019, etc. E eu me enquadrei legal nessa perspectiva a\u00ed, porque para elas a mulher negra tinha que ser, antes de tudo, uma feminista preocupada com as quest\u00f5es que elas estavam colocando\u201d, disse L\u00e9lia Gonzalez em entrevista para o jornal do MNU\u200a\u2014\u200aMovimento Negro Unificado, em maio de 1991.<\/p>\n\n\n\n<p>fonte: <a href=\"https:\/\/www.agenciamural.org.br\/mulheres-negras-perifericas-que-inspiram\/\">https:\/\/www.agenciamural.org.br<\/a><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:47% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/maxresdefault-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3709\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/maxresdefault-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/maxresdefault-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/maxresdefault-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/maxresdefault.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong>Sharylaine Sil @sharylaineoficial<\/strong><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-normal-font-size\">Mulher negra e perif\u00e9rica da zona leste de S\u00e3o Paulo, regi\u00e3o do Aricanduva, Sharylaine \u00e9 um dos nomes significativos quando se fala da mulher na cena do hip hop. Em 1986 criou o primeiro grupo feminino de rap no Brasil, o Rap Girls. Al\u00e9m disso, participou da cria\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum nacional de Mulheres do Hip Hop.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sharylaine e a viv\u00eancia da mulher no hip hop:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstamos nos fortalecendo, ampliando a nossa presen\u00e7a, mas precisamos avan\u00e7ar. Avan\u00e7ar na profissionaliza\u00e7\u00e3o da nossa produ\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o. Precisamos chegar ao p\u00fablico cada vez mais e isso exige a supera\u00e7\u00e3o di\u00e1ria do machismo e racismo. A m\u00eddia j\u00e1 tem seu padr\u00e3o, nos resta romper mais uma vez e levar a nossa realidade para al\u00e9m dos nossos c\u00edrculos\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.afreaka.com.br\/notas\/tres-pioneiras-negras-e-sua-influencia-nas-esteticas-das-periferias\/\">http:\/\/www.afreaka.com.br<\/a><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"400\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/Kv4IYISX_400x400.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3710\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/Kv4IYISX_400x400.jpg 400w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/Kv4IYISX_400x400-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/Kv4IYISX_400x400-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong>Nataly N\u00e9ri (@natalyneri\/ Afros e Afins<\/strong>)<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>N\u00e1taly Neri \u00e9&nbsp; youtuber e influenciadora digital. Produz v\u00eddeos para seu canal, intitulado Afros e Afins. O Afros e Afins \u00e9 um projeto iniciado durante a inser\u00e7\u00e3o de Nataly na gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Sociais. Movida pelo desejo de compartilhar com o m\u00e1ximo de pessoas, todas as descobertas e novas informa\u00e7\u00f5es que estava acessando sobre sociedade, individualidade, estilo de vida, etc. No canal, \u00e9 poss\u00edvel acompanhar conte\u00fados sobre ra\u00e7a, g\u00eanero, sociedade, sustentabilidade, beleza, al\u00e9m das viv\u00eancias da Nataly.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"400\" height=\"400\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/CqVf6u6B.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3711\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/CqVf6u6B.jpg 400w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/CqVf6u6B-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/CqVf6u6B-150x150.jpg 150w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong>Luciene Santos (@sapavegana)<\/strong><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Luciene Santos tem 25 anos e \u00e9 moradora do Jaragu\u00e1, zona perif\u00e9rica de S\u00e3o Paulo. Em 2018, a estudante de direito decidiu que n\u00e3o iria consumir nenhum produto de origem animal, iniciando um novo estilo de vida a partir do veganismo. Deste modo, nasce o Sapa Vegana, uma p\u00e1gina no instagram que possui o prop\u00f3sito de mostrar que se \u00e9 poss\u00edvel adotar esse estilo de vida, al\u00e9m de discutir pautas socialmente pertinentes, como racismo e homofobia no movimento vegano. Segundo Luciene, \u201c\u00c9 poss\u00edvel ser vegano sendo pobre\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/universa\/noticias\/redacao\/2020\/02\/08\/e-possivel-ser-vegano-sendo-pobre-diz-influenciadora-da-periferia.htm\">https:\/\/www.uol.com.br\/universa<\/a><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/preta-ferreira-1570832525470_v2_1062x1062-1-1024x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3716\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/preta-ferreira-1570832525470_v2_1062x1062-1-1024x1024.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/preta-ferreira-1570832525470_v2_1062x1062-1-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/preta-ferreira-1570832525470_v2_1062x1062-1-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/preta-ferreira-1570832525470_v2_1062x1062-1-768x768.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/preta-ferreira-1570832525470_v2_1062x1062-1.jpg 1062w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong>Preta Ferreira (@preferreira)<\/strong><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>Janice Ferreira da Silva, mais conhecida como Preta Ferreira, \u00e9 baiana, publicit\u00e1ria, cantora, atriz e uma das principais refer\u00eancias na lideran\u00e7a de reivindica\u00e7\u00e3o por moradia para fam\u00edlias de baixa renda.&nbsp;&nbsp;<br>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.almapreta.com\/editorias\/realidade\/conheca-preta-ferreira-lider-de-movimento-por-moradia-presa-desde-junho#:~:text=Janice%20Ferreira%20da%20Silva%2C%20mais,onde%20vivem%20centenas%20de%20fam%C3%ADlias\">https:\/\/www.almapreta.com\/editorias\/realidade<\/a><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:42% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"201\" height=\"251\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-content\/uploads\/sites\/813\/2020\/07\/images-1.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-3713\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-large-font-size\"><strong>Fernanda Rodrigues (@ferilustra)&nbsp;<\/strong><\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p>A artista Fernanda Rodrigues produz uma s\u00e9rie de ilustra\u00e7\u00f5es acerca do universo feminino. Suas obras s\u00e3o marcadas pelo romantismo e surrealismo, a fim de representar o misticismo presente em todas as mulheres. Em sua maioria, os desenhos retratam mulheres negras e religi\u00f5es de matriz africanas j\u00e1 foram retratadas em suas ilustra\u00e7\u00f5es, como na s\u00e9rie Orix\u00e1s.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMinha maior inspira\u00e7\u00e3o \u00e9 poder contar a minha hist\u00f3ria, meu universo particular. Gosto de abordar quest\u00f5es psicol\u00f3gicas, como o processo da autocura, amor pr\u00f3prio e auto estima. Tudo isso de forma po\u00e9tica. Gosto de abordar a est\u00e9tica negra, pois \u00e9 uma forma que encontrei de lutar contra o racismo e o machismo\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia Internacional das Mulheres Negras Latina-americanas e Caribenha. Pensando nisso, preparamos algumas indica\u00e7\u00f5es e conte\u00fado para sensibilizar o tema e colocar em pauta a complexidade que envolve o dia! Dividimos o material em 4 p\u00e1ginas! <\/p>\n","protected":false},"author":2570,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[267,1,245],"tags":[320,315,272,259,303],"class_list":["post-3707","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-curadoria","category-movimentacao","category-noticias","tag-ods18","tag-ods5","tag-souufsm","tag-ufsm","tag-umaufsmsustentavel"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3707","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2570"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3707"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3707\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3707"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3707"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3707"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}