{"id":3760,"date":"2020-10-22T15:16:22","date_gmt":"2020-10-22T18:16:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/?p=3760"},"modified":"2020-10-22T16:01:51","modified_gmt":"2020-10-22T19:01:51","slug":"especial-covid-19-fake-news","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/2020\/10\/22\/especial-covid-19-fake-news","title":{"rendered":"Especial COVID-19: Fake News"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Estes podcasts fazem parte da S\u00e9rie Cen\u00e1rios das Pol\u00edticas P\u00fablicas \u2013 Especial Coronav\u00edrus. Nestes epis\u00f3dios, vamos falar sobre Fake News<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-spotify wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: Combate a Desinforma\u00e7\u00e3o\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/2f5oiCWq6JJmgv6ZV0wy1U?utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><figcaption>Este podcast faz parte da S\u00e9rie Cen\u00e1rio das Pol\u00edticas P\u00fablicas, uma realiza\u00e7\u00e3o dos acad\u00eamicos de Jornalismo na disciplina de Pol\u00edticas P\u00fablicas em Comunica\u00e7\u00e3o, da Universidade Federal de Santa Maria, com orienta\u00e7\u00e3o da professora Cl\u00e1udia Herte de Moraes, no primeiro semestre de 2020.<br>Vamos tratar neste podcast acerca do problema da desinforma\u00e7\u00e3o. Na produ\u00e7\u00e3o e apresenta\u00e7\u00e3o, estamos Anna J\u00falia Carlos, Daiane Pereira e J\u00e9ssica Vieira.<br>A desinforma\u00e7\u00e3o pode ser entendida como uma distribui\u00e7\u00e3o deliberada e intencional de informa\u00e7\u00f5es falsas, muito associada \u00e0 dissemina\u00e7\u00e3o de <em>fake news<\/em>. Nos \u00faltimos anos, o termo ganhou foco devido ao seu poder de gerar consequ\u00eancias desastrosas, descrevendo e distribuindo enganosamente material falso, em busca de influenciar a opini\u00e3o alheia. A desinforma\u00e7\u00e3o tem o prop\u00f3sito espec\u00edfico de enganar o p\u00fablico, buscando impactar a sociedade.<br><br>O aumento da desinforma\u00e7\u00e3o no pa\u00eds e no mundo pode ser vinculado diretamente \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de tecnologia. O uso irrespons\u00e1vel do meio digital por indiv\u00edduos ou empresas mal-intencionadas ou financiadas por grupos voltados \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o, v\u00eam distorcendo a verdade e propagando farsas na internet. Com o imenso volume de informa\u00e7\u00f5es circulantes nos dias de hoje, nunca foi t\u00e3o f\u00e1cil acessar a informa\u00e7\u00e3o, contudo, nunca foi t\u00e3o f\u00e1cil receber e transmitir uma informa\u00e7\u00e3o errada. Da mesma forma, nunca foi t\u00e3o f\u00e1cil promover a democratiza\u00e7\u00e3o, contudo, nunca foi t\u00e3o f\u00e1cil prejudic\u00e1-la.<br><br>Apesar da Lei 13.834 aprovada pelo Governo Federal em 2019, que torna crime a denuncia\u00e7\u00e3o caluniosa ou propaga\u00e7\u00e3o de not\u00edcias falsas com finalidade eleitoral, o principal cen\u00e1rio na dissemina\u00e7\u00e3o da desinforma\u00e7\u00e3o no pa\u00eds \u00e9 o pol\u00edtico, no qual milhares de not\u00edcias falsas s\u00e3o divulgadas via redes sociais e plataformas digitais. Uma pesquisa realizada no ano de 2018 aponta que o Brasil est\u00e1 em terceiro lugar no mundo em n\u00edvel de propaga\u00e7\u00e3o de not\u00edcias falsas, com 35% dos entrevistados admitindo que consomem informa\u00e7\u00f5es completamente manipuladas. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Relat\u00f3rio de Not\u00edcias Digitais do Instituto Reuters, que fez entrevistas sobre o consumo de <em>fake news<\/em>, a confian\u00e7a e o n\u00edvel de desinforma\u00e7\u00e3o presente em not\u00edcias globais.<br><br>Atualmente, o Brasil apresenta, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), cerca de 116 milh\u00f5es de usu\u00e1rios na internet, sendo, na Am\u00e9rica Latina, a popula\u00e7\u00e3o que mais a acessa, al\u00e9m de ser a terceira maior popula\u00e7\u00e3o do mundo nas redes. Logo, o pa\u00eds corresponde a um terreno f\u00e9rtil para a dissemina\u00e7\u00e3o da (des)informa\u00e7\u00e3o, contando com uma comunica\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e pr\u00e1tica via rede social. Muitos aplicativos que n\u00e3o possuem uma adequada checagem de informa\u00e7\u00f5es falsas acabam por circular imunes, como, por exemplo, o caso do <em>WhatsApp<\/em>, utilizado por cerca de 120 milh\u00f5es de brasileiros.<br>Segundo uma pesquisa realizada em fevereiro deste ano, pela empresa de ciberseguran\u00e7a Kaspersky, cerca de 62% dos brasileiros n\u00e3o sabem diferenciar se uma not\u00edcia \u00e9 verdadeira ou falsa. Esses dados sobre o pa\u00eds soam ainda mais alarmantes se os analisarmos dentro do atual contexto global, no qual a pandemia de covid-19 est\u00e1 causando centenas de v\u00edtimas em todo o mundo.<br><br>Investir em formas verdadeiramente eficazes de combate \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o, por meio, por exemplo, da colabora\u00e7\u00e3o de empresas de comunica\u00e7\u00e3o, \u00e9 um importante caminho a ser seguido. Alguns projetos voltados a esse combate est\u00e3o sendo desenvolvidos em \u00e2mbito pol\u00edtico, econ\u00f4mico e social, como o projeto de lei que ir\u00e1 para vota\u00e7\u00e3o no Senado Federal Brasileiro no dia dois de junho, que objetiva investir, atrav\u00e9s de normas e mecanismos de transpar\u00eancia, em a\u00e7\u00f5es contra o aumento de perfis falsos no meio digital. Alguns ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o est\u00e3o disponibilizando plataformas para a checagem de informa\u00e7\u00f5es, como a emissora Rede Globo, com o quadro &#8220;Fato ou Fake&#8221;, em seu site. Universidades tamb\u00e9m est\u00e3o interessadas no envolvimento com projetos de checagem de informa\u00e7\u00f5es, buscando apurar fatos e entrevistar profissionais confi\u00e1veis.<br>Evitar a desinforma\u00e7\u00e3o \u00e9 de suma import\u00e2ncia, principalmente em um per\u00edodo de tanta vulnerabilidade &#8211; como vimos a partir da crise da pandemia da Covid-19. Somente com a uni\u00e3o entre a m\u00eddia, entidades civis, governos, empresas e uma sociedade comprometida com a busca pela verdade, ser\u00e1 poss\u00edvel reparar com sucesso determinadas disfun\u00e7\u00f5es da comunica\u00e7\u00e3o e informar a sociedade da maneira mais comprometida, respons\u00e1vel e ver\u00eddica poss\u00edvel.<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-spotify wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/open.spotify.com\/episode\/40ri7jRUnjTJpxiyghyQQJ\n<\/div><figcaption>Este podcast faz parte da S\u00e9rie Cen\u00e1rio das Pol\u00edticas P\u00fablicas, uma realiza\u00e7\u00e3o dos acad\u00eamicos de Jornalismo na disciplina de Pol\u00edticas P\u00fablicas em Comunica\u00e7\u00e3o, da Universidade Federal de Santa Maria, com orienta\u00e7\u00e3o da professora Cl\u00e1udia Herte de Moraes, no primeiro semestre de 2020. Vamos tratar neste podcast acerca do problema da desinforma\u00e7\u00e3o. Na produ\u00e7\u00e3o e apresenta\u00e7\u00e3o, estamos Anna J\u00falia Carlos, Daiane Pereira, J\u00e9ssica Vieira e Jo\u00e3o Marcelino. <br><br>Not\u00edcias falsas, hist\u00f3rias fabricadas ou boatos, n\u00e3o s\u00e3o novidade. Utilizando diferentes plataformas digitais, elas transformam-se em not\u00edcias desagrad\u00e1veis difundidas na sociedade, causando, assim, a desinforma\u00e7\u00e3o. Fundamentalmente, o atual contexto de dissemina\u00e7\u00e3o ressoa no ambiente online, que facilita a circula\u00e7\u00e3o das not\u00edcias fraudulentas, bem como diversos enfoques com distor\u00e7\u00f5es sobre um poss\u00edvel fato, tornando cada vez mais dif\u00edcil o processo de se informar. Um exemplo de busca de combate \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o, \u00e9 o caso do movimento denominado <em>Sleeping Giants<\/em>, que tem emergido no Brasil com esse prop\u00f3sito. Com o intuito de prejudicar a sustenta\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de sites e canais ligados \u00e0 extrema direita, o movimento beneficia a popula\u00e7\u00e3o \u00e0 medida em que exp\u00f5e empresas nacionais acusadas de financiarem not\u00edcias falsas. Dessa forma, no pa\u00eds, o movimento apareceu para alertar o povo e, especialmente, os donos de empresas cujos an\u00fancios online carregam conte\u00fados ligados \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o.<br><br>A conta original norte-americana, originada h\u00e1 quatro anos, define o Sleeeping Giants como um meio de tornar o fanatismo e o sexismo menos lucrativos. No contexto brasileiro, o perfil pretende impedir que sites preconceituosos ou de <em>fake news<\/em> monetizem atrav\u00e9s da publicidade. O resultado esperado tem sido obtido, afinal, em pouco tempo, o movimento no pa\u00eds j\u00e1 obteve resultados em seis empresas, que, ao serem alertadas, se comprometeram a revisar pol\u00edticas de an\u00fancios.<br>O sistema de publicidade digital do <em>Google<\/em> funciona proporcionando aos anunciantes a compra de espa\u00e7os publicit\u00e1rios de acordo com dados de usu\u00e1rios da internet, enquanto produtores de conte\u00fado recebem por visualiza\u00e7\u00f5es e cliques em an\u00fancios exibidos em suas p\u00e1ginas. Em oposi\u00e7\u00e3o, h\u00e1 op\u00e7\u00f5es de inibir a propaga\u00e7\u00e3o dessas informa\u00e7\u00f5es por meio de an\u00fancios, com os filtros de controle, permitindo que empresas possam evitar que an\u00fancios sejam veiculados para determinados grupos de pessoas.<br>Uma das p\u00e1ginas que conta com essa ferramenta do <em>Google<\/em> na dissemina\u00e7\u00e3o de desinforma\u00e7\u00e3o, \u00e9 a do Jornal da Cidade Online, que recebe destaque nesse assunto. Em 2018, por exemplo, foi a respons\u00e1vel por disseminar in\u00fameras not\u00edcias falsas e informa\u00e7\u00f5es distorcidas a favor da campanha do atual presidente Jair Bolsonaro. Atualmente, ela tem se dedicado a atacar governadores que apoiam o isolamento social decorrente da pandemia de Covid-19, al\u00e9m de utilizar dados imprecisos para defender o uso de hidroxicloroquina, desaconselhado pelos cientistas, no tratamento da doen\u00e7a.<br><br>Em uma das atua\u00e7\u00f5es do <em>Sleeping Giants<\/em>, marcas e empresas como <em>Samsung<\/em> e O Botic\u00e1rio s\u00e3o mencionadas. Em nota, a <em>Samsung<\/em> afirma aplicar o bloqueio padr\u00e3o \u00e0 sites que propagam desinforma\u00e7\u00e3o, assim como certifica que revisa constantemente seus an\u00fancios autom\u00e1ticos para aprimorar o uso. Contudo, n\u00e3o especificou se o Jornal da Cidade Online se encaixa em seus par\u00e2metros de p\u00e1ginas que deveriam ser bloqueadas. Por outro lado, O Botic\u00e1rio informou que o Jornal da Cidade Online est\u00e1 incluso em uma lista de sites vetados em campanhas online, identificados como p\u00e1ginas tendenciosas ou de conte\u00fados sens\u00edveis a exemplo de \u00e1lcool, drogas e viol\u00eancia. A gravidade inerente \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o \u00e9 percept\u00edvel, evidenciando a necessidade de movimentos comprometidos em combater o problema, como \u00e9 o caso do <em>Sleeping Giants<\/em>. O perfil no Brasil atenta que, muitas vezes, devido ao sistema de an\u00fancios em larga escala, &#8220;a maioria das empresas n\u00e3o sabe que est\u00e1 financiando esse tipo de m\u00eddia, [de extrema direita ou de propaga\u00e7\u00e3o de <em>fake news<\/em>]&#8221; e essa tamb\u00e9m \u00e9 uma das quest\u00f5es que deve receber aten\u00e7\u00e3o.<br><br>De acordo com a empresa <em>Mastercard<\/em>, a m\u00eddia program\u00e1tica, que \u00e9 um tipo de m\u00eddia onde a compra \u00e9 feita diretamente via software, em um leil\u00e3o em tempo real, sem contato com propriet\u00e1rios de sites e outras pessoas, \u00e9 uma parte importante para a estrat\u00e9gia de marketing da empresa. No entanto, para seu uso, \u00e9 necess\u00e1rio que exista cautela e que a propaganda da empresa seja feita em canais nos quais n\u00e3o exista propaga\u00e7\u00e3o de not\u00edcias tendenciosas. Dessa forma, a comunica\u00e7\u00e3o da corpora\u00e7\u00e3o trabalha juntamente com a preocupa\u00e7\u00e3o de evitar a desinforma\u00e7\u00e3o, garantindo a aten\u00e7\u00e3o sobre a exist\u00eancia ou n\u00e3o desse tipo de conte\u00fado em suas m\u00eddias digitais. Segundo a Ag\u00eancia C\u00e2mara de Not\u00edcias, o Projeto de Lei 3144\/20 institui medidas de combate \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o a serem implementadas pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o, incluindo provedores de aplica\u00e7\u00e3o de rede, e pelo Poder P\u00fablico. Al\u00e9m da proposta de um Comit\u00ea de Combate \u00e0 Desinforma\u00e7\u00e3o (CCD), integrado por representantes de entes p\u00fablicos e privados, para emitir recomenda\u00e7\u00f5es quanto ao combate \u00e0s not\u00edcias fraudulentas.<br><br>Al\u00e9m de tudo, a desinforma\u00e7\u00e3o ainda compreende o colapso da desigualdade que ronda e prejudica a sociedade, contribuindo com problem\u00e1ticas, por exemplo, como a exclus\u00e3o no acesso a informa\u00e7\u00f5es confi\u00e1veis e ver\u00eddicas, e a falta de educa\u00e7\u00e3o digital em um mundo cada vez mais imerso na rede virtual. A democracia est\u00e1 cada vez mais suscet\u00edvel \u00e0 lacuna da mentira.  O fato \u00e9 que a desinforma\u00e7\u00e3o est\u00e1 presente diariamente em nossas vidas, principalmente no formato de <em>fake news<\/em>, evidenciadas, inclusive, pela posi\u00e7\u00e3o do Brasil em terceiro lugar no ranking de pa\u00edses que mais as consomem e as propagam.<br><br>A Comiss\u00e3o Europeia declarou este ano que a desinforma\u00e7\u00e3o \u00e9 a doen\u00e7a do s\u00e9culo, e que, apesar dos esfor\u00e7os, eles \u201cnunca ser\u00e3o suficientes\u201d para combater por completo a propaga\u00e7\u00e3o de not\u00edcias falsas na internet. Contudo, \u00e9 de dever de todos exercerem a responsabilidade sobre o que produzem e o que consomem, principalmente quando se possui grande alcance e influ\u00eancia, como \u00e9 o caso de grandes corpora\u00e7\u00f5es e institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas. Dessa forma, dar devida aten\u00e7\u00e3o para as pol\u00edticas digitais e para projetos de lei voltados ao problema, assim como para movimentos alternativos, como \u00e9 o caso do <em>Sleeping Giants<\/em>, \u00e9 uma forma de praticar direitos e deveres e contribuir, assim, com o combate \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o e, consequentemente, com o amparo \u00e0 sociedade. Este foi mais um epis\u00f3dio da s\u00e9rie Cen\u00e1rio das Pol\u00edticas P\u00fablicas. <br><br>Agradecemos sua audi\u00eancia e at\u00e9 a pr\u00f3xima.<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-spotify wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: Falta de Acesso a Informa\u00e7\u00e3o\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/5y0K827CQ8igPyFfh3T9QM?utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/div><figcaption>Este podcast faz parte da S\u00e9rie Cen\u00e1rios das Pol\u00edticas P\u00fablicas. Uma realiza\u00e7\u00e3o dos acad\u00eamicos de Jornalismo na disciplina de Pol\u00edticas P\u00fablicas em Comunica\u00e7\u00e3o, da Universidade Federal de Santa Maria, com orienta\u00e7\u00e3o da professora Cl\u00e1udia Herte de Moraes, no primeiro semestre de 2020. Essa \u00e9 uma produ\u00e7\u00e3o de Adriana Bernardi Maciak e Amanda Denise Giehl da Costa. <br><br>Neste epis\u00f3dio, trataremos sobre a falta de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0s fake news. Como visto no \u00faltimo podcast, a lei de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o est\u00e1 presente no estado a um curto per\u00edodo de tempo, logo, segundo a fonte site Futura, 35% da popula\u00e7\u00e3o brasileira n\u00e3o tem acesso a informa\u00e7\u00f5es sobre a pr\u00f3pria comunidade. De acordo com o Atlas da Not\u00edcia, do Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo, 70 milh\u00f5es de brasileiros vivem nos chamados \u201cDesertos de Not\u00edcias\u201d, onde n\u00e3o h\u00e1 cobertura dos fatos que acontecem, por exemplo, nas prefeituras ou nas C\u00e2maras Municipais. Sabe-se que o estado de S\u00e3o Paulo tem o maior n\u00famero de meios de comunica\u00e7\u00e3o noticiosos, por\u00e9m, levando em considera\u00e7\u00e3o a distribui\u00e7\u00e3o populacional, s\u00e3o os estados de Santa Catarina, Distrito Federal e Rio Grande do Sul que apresentam maior concentra\u00e7\u00e3o de meios de comunica\u00e7\u00e3o noticiosos. Por outro lado, os estados do Nordeste possuem, um ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o a cada 100 mil habitantes.<br><br>A reprodu\u00e7\u00e3o de not\u00edcias falsas, pode atingir a pol\u00edtica, a economia e at\u00e9 mesmo a sa\u00fade, gerar uma crise existencial, que pode alcan\u00e7ar a democracia. Tal crise surge do aumento da desinforma\u00e7\u00e3o, que provoca duas rea\u00e7\u00f5es: a fragmenta\u00e7\u00e3o da realidade (quando h\u00e1 um profundo sentimento de incompatibilidade e incompreens\u00e3o da realidade) e a apatia (quando as pessoas simplesmente desistem de tentar dizer o que \u00e9 real). As fofocas sempre tiveram propaga\u00e7\u00e3o muito mais r\u00e1pido do que qualquer jornal, justamente por conta do anonimato e da falta de verifica\u00e7\u00e3o da fonte antes de o boato ser passado adiante. Desde muito tempo s\u00e3o usadas informa\u00e7\u00f5es falsas para prejudicar uma pessoa ou grupo, por provocar uma censura social a sua conduta ou refor\u00e7ar preconceitos. Segundo dados de uma pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, 7 em cada 10 brasileiros se informam pelas redes sociais e 62% dos entrevistados disseram j\u00e1 terem acredito em not\u00edcias falsas.<br><br> O whatsapp tem sido a principal ferramenta para a dissemina\u00e7\u00e3o de fake news, pois a rede apresenta muitas complexidades para que as autoridades possam acess\u00e1-la e investigar. No ano de 2016 o Facebook e o Google anunciaram que iriam combater sites que propagam not\u00edcias falsas, impedindo que estas plataformas utilizem seus servi\u00e7os de publicidade. O problema aumenta quando a pessoa passa a se informar somente pelas redes sociais e l  apenas as manchetes das not\u00edcias ao inv\u00e9s de abrir a mat\u00e9ria toda e verificar se o site ou ve\u00edculo em que foi realizada a publica\u00e7\u00e3o, possui credibilidade. Sabe-se que no jornalismo \u00e9 essencial que se fa\u00e7a a checagem dos fatos, que consiste em checar os dados para ver se o fato \u00e9 real ou n\u00e3o. Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio realizar entrevistas com diversas fontes, levantar informa\u00e7\u00f5es das fontes citadas, conferir dados, cruzar fatos e estabelecer conex\u00f5es e contextos. Mas, muitas vezes as not\u00edcias falsas v\u00e3o parar em jornais conceituados da grande imprensa como se fossem verdadeiras, o que pode acarretar em grandes problemas em ve\u00edculos de credibilidade. <br><br>De acordo com o Instituto de Tecnologia de Masachussetts (MIT, na sigla em ingl\u00eas), dos Estados Unidos, as informa\u00e7\u00f5es falsas ganham espa\u00e7o na internet de forma mais r\u00e1pida, mais profunda e com mais abrang\u00eancia que as informa\u00e7\u00f5es verdadeiras. Cada postagem verdadeira atinge, em m\u00e9dia, mil pessoas, enquanto as postagens falsas mais populares \u2013 atingem de mil a 100 mil pessoas. A popula\u00e7\u00e3o muitas vezes acredita nessas fake news pois est\u00e3o alinhados com sua vis\u00e3o de mundo e a circula\u00e7\u00e3o massiva faz com que produza um efeito de ser uma not\u00edcia ver\u00eddica. Muitas vezes a pessoa nega o conhecimento, por preferir acreditar na mentira, em algo que confirme sua vis\u00e3o de mundo e n\u00e3o abale suas cren\u00e7as. Conversamos com a professora Luciana Carvalho sobre alguns aspectos relacionados ao assunto central desse podcast, mas antes de tudo vamos lhes apresentar quem \u00e9 a nossa convidada. Luciana Carvalho possui forma\u00e7\u00e3o em Jornalismo e doutorado em comunica\u00e7\u00e3o pela UFSM, \u00e9 atualmente professora<br>adjunta do Departamento de Comunica\u00e7\u00e3o (DECOM) da UFSM campus Frederico Westphalen e tamb\u00e9m coordena o projeto de extens\u00e3o Ag\u00eancia da Hora no Combate a Desinforma\u00e7\u00e3o.<br><br>Pergunta 1: Professora, a falta de acesso \u00e0 meios de comunica\u00e7\u00e3o como r\u00e1dio, jornais, televis\u00e3o e at\u00e9 mesmo a redes de internet \u00e9 uma das causas da desinforma\u00e7\u00e3o?<br><br>Primeiro \u00e1udio Lu &#8211; at\u00e9 03:08<br><br>Pergunta 2: O direito ao acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o \u00e9 um direito fundamental para a sociedade, que medidas poderiam ser tomadas pelo governo para facilitar esse acesso?<br>Segundo \u00e1udio Lu<br><br>Pergunta 3: Na sua opini\u00e3o, qual \u00e9 a gravidade de n\u00e3o se averiguar corretamente as informa\u00e7\u00f5es?<br><br>Terceiro \u00e1udio Lu<br>\u00c9 necess\u00e1rio compreender que para que se possa combater os boatos e as not\u00edcias falsas deve-se ter como alicerce a educa\u00e7\u00e3o. \u00c9 importante poder conscientizar a sociedade pelo uso \u00e9tico da tecnologia, fazendo com que prevale\u00e7a primeiramente a dignidade das pessoas, para que assim as informa\u00e7\u00f5es cheguem de forma correta \u00e0 sociedade e as fake news sejam combatidas. Al\u00e9m disso, profissionais do jornalismo devem evitar o erro de dar mais import\u00e2ncia para o furo de reportagem, ou seja, para a velocidade em que a not\u00edcia \u00e9 publicada e dar ainda mais import\u00e2ncia para a veracidade dos fatos.<br><br>Nossa dica \u00e9 o projeto Ag\u00eancia da Hora no Combate a Desinforma\u00e7\u00e3o da Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen, que busca combater as not\u00edcias falsas que surgem em meio a pandemia do novo coronav\u00edrus e tamb\u00e9m o servi\u00e7o de checagem de fatos do grupo Globo, o projeto Fato ou Fake. O podcast sobre a falta de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o foi apresentado por Adriana Bernardi e Amanda Giehl para a disciplina de Pol\u00edticas P\u00fablicas em Comunica\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estes podcasts fazem parte da S\u00e9rie Cen\u00e1rios das Pol\u00edticas P\u00fablicas \u2013 Especial Coronav\u00edrus. 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