{"id":3923,"date":"2022-02-04T14:30:27","date_gmt":"2022-02-04T17:30:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/?p=3923"},"modified":"2024-11-18T03:38:52","modified_gmt":"2024-11-18T06:38:52","slug":"o-agravamento-das-desigualdades-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/integra\/2022\/02\/04\/o-agravamento-das-desigualdades-no-brasil","title":{"rendered":"O agravamento das desigualdades no Brasil"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"3923\" class=\"elementor elementor-3923\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-ee3e391 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"ee3e391\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-375eac75\" data-id=\"375eac75\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3e190ed6 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"3e190ed6\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t<p><!-- wp:paragraph \/--><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Desde o in\u00edcio da pandemia de COVID-19 causada pelo coronav\u00edrus ( (SARS-CoV-2), ficou escancarada a desigualdade presente no territ\u00f3rio brasileiro em todos os setores: vimos o aumento da pobreza, regredimos no ensino, assistimos nossa sa\u00fade p\u00fablica colapsar e mais in\u00fameras trag\u00e9dias que, infelizmente, se tornaram t\u00e3o rotineiras que pararam de causar estranhamento. O ODS 10 \u2013 Redu\u00e7\u00e3o das Desigualdades \u00e9 um entre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS) que comp\u00f5em uma agenda mundial adotada a partir da C\u00fapula das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel em setembro de 2015.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Assim como na maioria das problem\u00e1ticas sociais, a camada mais atingida pelo baque da pandemia foi a mais pobre, constitu\u00edda em sua maioria por pessoas pretas e pardas que, segundo a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foram as que mais morreram devido ao coronav\u00edrus, j\u00e1 que, na maioria das vezes, vivem uma constante situa\u00e7\u00e3o de neglig\u00eancia e marginaliza\u00e7\u00e3o social. Segundo pesquisa da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV), o Brasil no per\u00edodo entre agosto e fevereiro de 2021, teve um avassalador aumento de 17, 7 milh\u00f5es de pessoas voltando \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de pobreza. Em agosto de 2020, no auge da pandemia, esse n\u00famero, j\u00e1 exorbitante, era de 9,5 milh\u00f5es. Logo, isso significa que 27,2 milh\u00f5es de habitantes ou 12,83% da popula\u00e7\u00e3o brasileira vive em situa\u00e7\u00e3o de pobreza no nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Al\u00e9m disso, o pre\u00e7o de alimentos b\u00e1sicos e essenciais aumenta exponencialmente a cada dia, fazendo com que mais de 19 milh\u00f5es de pessoas n\u00e3o saibam se sequer ter\u00e3o alguma refei\u00e7\u00e3o em seu dia. A atual realidade brasileira pode ser definida em uma simples situa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 se tornando cada vez mais corriqueira e normalizada: centenas de pessoas formando filas quilom\u00e9tricas em a\u00e7ougues, no intuito de comprar restos de ossos para se alimentar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Com isso tudo \u00e9 quase que imposs\u00edvel que um cidad\u00e3o que det\u00e9m baixo poder aquisitivo tenha uma boa qualidade de vida no Brasil. Segundo dados da revista Piau\u00ed, a parcela dos 40% mais pobres em nosso pa\u00eds foi a que mais sofreu um decl\u00ednio do conceito de felicidade em sua vida, com a taxa caindo de 6,3 para 5,8. J\u00e1 a popula\u00e7\u00e3o privilegiada e de classe mais alta vivenciou o contr\u00e1rio, com a sua taxa de felicidade sofrendo um leve aumento de 6,8 para 6,9. Logo, \u00e9 ineg\u00e1vel que quem de fato sofreu um maior baque durante a pandemia foi e ainda est\u00e1 sendo a classe mais baixa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Com o fim ou no m\u00ednimo o congelamento de diversas pol\u00edticas p\u00fablicas durante um dos per\u00edodos mais dif\u00edceis do Brasil, tornou-se ainda mais vis\u00edvel o problema estrutural que est\u00e1 enraizado nos prim\u00f3rdios de nossa hist\u00f3ria: a manuten\u00e7\u00e3o da desigualdade como ferramenta de opress\u00e3o e enriquecimento dos poucos indiv\u00edduos que det\u00e9m os meios de poder em nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">De acordo com pesquisa do Instituto de Estudos Socioecon\u00f4micos (INESC), o valor exato dos cortes realizados pelo governo pode chegar a 18 bilh\u00f5es de reais, com o investimento em educa\u00e7\u00e3o representando 18% desse n\u00famero. Apenas isso j\u00e1 \u00e9 o suficiente para exemplificar que a desigualdade no Brasil n\u00e3o \u00e9 vista como um problema para quem nos governa, mas sim como uma ferramenta de controle. Se n\u00e3o educada, a popula\u00e7\u00e3o jamais criar\u00e1 discernimento para se rebelar contra quem os controla. Al\u00e9m disso, setores como o judici\u00e1rio e o legislativo, inegavelmente privilegiados, n\u00e3o sofreram cortes significativos no per\u00edodo. Se voc\u00ea quiser ver os detalhes, <a href=\"https:\/\/www.inesc.org.br\/contingenciamento-quais-setores-sofreram-cortes-de-orcamento\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">clique neste link para visualizar a tabela dos congelamentos feitos pelo governo brasileiro<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em suma, \u00e9 ineg\u00e1vel que, com o agravamento da pandemia no Brasil, a desigualdade social e de v\u00e1rios outros \u00e2mbitos aumentou ainda mais. Indiv\u00edduos de alta renda apenas enriqueceram, enquanto a base da pir\u00e2mide social se viu ainda mais fragilizada do que antes. Os pre\u00e7os de itens essenciais para uma vida minimamente digna apenas aumentam, na mesma propor\u00e7\u00e3o que o poder de compra cai tragicamente. \u00c9 l\u00f3gico que o per\u00edodo que enfrentamos atualmente n\u00e3o foi e nem est\u00e1 sendo f\u00e1cil ou ben\u00e9fico para na\u00e7\u00e3o alguma, mas pa\u00edses como o Brasil, que ainda carecem de pilares b\u00e1sicos para que haja qualidade de vida, foram ainda mais afetados do que aqueles que possuem recursos para se reerguer. Portanto, para que as metas do o ODS-10 sejam atingidas, ainda \u00e9 preciso quebrar in\u00fameras<br \/>barreiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Texto<\/strong>: Matias Araujo e Paulo Cruz<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Supervis\u00e3o<\/strong>: Professora Cl\u00e1udia Herte de Moraes, pela disciplina de Comunica\u00e7\u00e3o, Cidadania e Ambiente<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Especial para \u00cdntegra<\/em><\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde o in\u00edcio da pandemia de COVID-19 causada pelo coronav\u00edrus ( (SARS-CoV-2), ficou escancarada a desigualdade presente no territ\u00f3rio brasileiro em todos os setores: vimos o aumento da pobreza, regredimos no ensino, assistimos nossa sa\u00fade p\u00fablica colapsar e mais in\u00fameras trag\u00e9dias que, infelizmente, se tornaram t\u00e3o rotineiras que pararam de causar estranhamento. 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