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			<title>Revista Meio Mundo - Feed Customizado RSS</title>
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	<title>Revista Meio Mundo</title>
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				<title>Trocando uma ideia com as plantas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/meio-mundo/2022/02/23/trocando-uma-ideia-com-as-plantas</link>
				<pubDate>Wed, 23 Feb 2022 19:42:33 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[bem-estar]]></category>
		<category><![CDATA[jardinagem]]></category>
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						<description><![CDATA[Cresce o interesse dos brasileiros por jardinagem durante a pandemia, aliada para o enfrentamento de problemas da saúde mental durante a pandemia de COVID-19.&nbsp; Victor da Matta Praia Grande, SP Durante esse período prolongado e intenso de isolamento social, o espaço que ocupamos em nossas casas é colocado em xeque, nos fazendo repensar hábitos do [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center">Cresce o interesse dos brasileiros por jardinagem durante a pandemia, aliada para o enfrentamento de problemas da saúde mental durante a pandemia de COVID-19.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong><em>Victor da Matta</em></strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><em>Praia Grande, SP</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Durante esse período prolongado e intenso de isolamento social, o espaço que ocupamos em nossas casas é colocado em xeque, nos fazendo repensar hábitos do dia a dia para nos adaptarmos à nova realidade. No entanto, um dos impactos mais prejudiciais na vida das pessoas que procuram se prevenir da COVID-19, é na saúde mental. Segundo um estudo realizado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UERJ), os casos de depressão aumentaram 90% e o número de pessoas que relataram sintomas de ansiedade e estresse agudo duplicou desde Março de 2020. Sejam familiares, amigos ou colegas de trabalho, a distância, que já não era uma opção, passou a ser um dever de responsabilidade e cuidado. Por isso, algumas pessoas procuram reestruturar sua vida particular dentro de suas casas. A jardinagem é uma dessas transformações que vão além da mudança estética e passam a fazer mudanças na rotina de quem adota a prática. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo aponta uma pesquisa feita pelo <em>Google Trends</em> a busca pelo termo “kit de jardinagem” aumentou em 180% no Brasil desde o início do período de isolamento. Fator esse que pode ser dado pela falta de convívio no meio social, pela mudança brusca da rotina ou pela falta de atividades, que atinge várias pessoas levando a complicações na vida pessoal e a procura de novas maneiras de interação. Tanto para aqueles que encontram na natureza um refúgio de uma rotina muitas vezes sufocante, quanto para aqueles que não tinham o costume de plantar, a prática pode ser surpreendentemente terapêutica.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Trocando uma ideia com as plantas&nbsp;</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A secretária, Stephanie Nascimento, 22 anos, de Praia Grande (SP), não tinha o hábito de plantar. Sua mãe tinha um tomate cereja e uma muda de manjericão na varanda do seu apartamento e pra elas já era algo. Contudo, desde março de 2020, quando estourou a pandemia da COVID-19 no Brasil e começa então a primeira quarentena, muito mudou para Stephanie. Ela já não encarava sua rotina ou sua casa da mesma forma. Foi tomada algumas vezes por episódios de ansiedade e sentimento de solidão. Tudo mudou quando uma amiga a convidou para ir na loja Fênix, que segundo ela: “Me apaixonei de cara! Era tanta variedade, uma mais linda que a outra”. Levou para casa mudas, sementes, terra e vaso. Estava decidida a dar continuidade a hortinha que a mãe começou.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Hoje, com pelo menos cinquenta plantas, entre elas flores, frutas e vegetais - suas preferidas são as Begônias, as Orquídeas e uma Coleus, que ganhou de presente do seu namorado - ela se sente realizada. “Me dedico inteiramente a minhas plantas. Gosto de acordar e cuidar delas antes de ir pro trabalho, quando chego, tomo meu banho e vou direto para a varanda” reflete. A secretária ressalta que é um momento dela relaxar, não ficar pensando muito nas incertezas e se dedicar em manter aquelas plantinhas nutridas. Mas não apenas, ela também criou o costume de conversar com suas plantas, hábito que ajudou bastante em momentos de estresse agudo. “Eu converso com elas porque acredito que há uma troca. Eu cuido delas e no final elas me dão o melhor tomate cereja, a flor mais bonita e o melhor ar para minha casa. Pra mim, todo afeto e carinho que dou são retribuídos da forma mais linda que é a da natureza”, afirma Stephanie. Com o intuito de incentivar seus próximos, criou um instagram para divulgar o seu convívio com suas plantas (@meuverde.lar), para mostrar como pode ser favorável e benéfico ter sua própria horta.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Hortoterapia</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Como forma eficaz de combater o estresse, a depressão e o sedentarismo, fatores muito presentes na vida dos brasileiros durante a pandemia do coronavírus, a jardinagem tem sido cada vez mais utilizada como auxiliar para a manutenção da saúde mental. Já existe há muito tempo  um debate sobre o conceito de Hortoterapia, (consiste na contemplação e/ou envolvimento com a natureza a partir de um jardim, horta ou pomar), que mesmo sem comprovação científica, vem ganhando espaço como estratégia de promoção da saúde. Já é bastante utilizada para cuidar de idosos, para o tratamento de dependentes químicos e pessoas que sofrem com transtornos mentais. Exatamente por estimular a criatividade, a memória, a atividade motora, concebendo um efeito motivador e relaxante.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Repórter:</strong> Victor da Matta</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Edição digital e publicação: </strong>Emily Calderaro (monitora)</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Professor responsável: </strong>Reges Schwaab</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>* Trabalho experimental desenvolvido na disciplina de <em>Reportagem em Jornalismo Impresso </em>em 2021/1, período em que trabalhamos de modo remoto em razão da pandemia do novo coronavírus.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Contato:</strong><a href="mailto:meiomundo@ufsm.br">meiomundo@ufsm.br</a>.</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Pets deixaram o isolamento mais leve</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/meio-mundo/2022/02/23/pets-deixam-isolamento-mais-leve</link>
				<pubDate>Wed, 23 Feb 2022 19:35:06 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[isolamento]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[pet]]></category>

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						<description><![CDATA[A mudança de rotina causada pelo isolamento pode estressar felinos, mas o convívio com eles pode acalmar os humanos. Marcos Pellegatti Santa Cruz do Rio Pardo/SP Seja gato ou cachorro, um animal de estimação é sempre uma ótima companhia, principalmente com o isolamento social causado pela pandemia de covid-19 a partir de março de 2020. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center">A mudança de rotina causada pelo isolamento pode estressar felinos, mas o convívio com eles pode acalmar os humanos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong><em>Marcos Pellegatti</em></strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><em>Santa Cruz do Rio Pardo/SP</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Seja gato ou cachorro, um animal de estimação é sempre uma ótima companhia, principalmente com o isolamento social causado pela pandemia de covid-19 a partir de março de 2020. Com o intuito de diminuir a circulação do vírus e de não se contaminar, muitas pessoas ainda estão trabalhando remotamente ou tendo aulas online. Com mais tempo em casa, os amados pets passaram a ter mais tempo com seus donos. Esse contato mais intenso pode aliviar o estresse do isolamento para os humanos, mas a mudança na rotina pode estressar os felinos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O médico veterinário Kaio Sérgio, explica que os gatos sentiram muito com seus donos mudando sua rotina e passando mais tempo em casa, mas isso não significa que os bichanos não gostem de seus donos. Ele conta que, felinos são animais que criam sua rotina na cabeça e quando acontece uma quebra nessa rotina, pode causar o aumento do cortisol. “Isso começa a formar nele o aumento do o hormônio do estresse e isso vem carregado de coisas que acabam acontecendo. Tem um problema urinário muito comum, muito frequente acontece com essa elevação do estresse que é a cistite idiopática ou cistite inflamatória do felino. Isso aconteceu bastante, de dez gatos que vem pra clínica, pelo menos sete é desse problema. Porque mudou totalmente a rotina deles, então eles têm se estressado mais”. Já os cães, segundo Kaio, gostaram mais deste período. “Cachorro é companhia, né? Então, quanto mais companhia pra ele, tá ótimo”, conta.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A professora do Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM-FW (Universidade Federal de Santa Maria – Campus Frederico Westphalen), Marluza da Rosa, conta que sempre teve gatos e sente que são animais muito calmos, sua gata e ‘filha’, Hematomas, está com ela desde 2016, apesar de ter passado um período longe dela, elas já enfrentaram diversos momentos e desde agosto de 2020 estão juntas novamente. Marluza conta como a companhia da Ema está ajudando neste período isolada. “Ajuda bastante sim nesses momentos em que a gente está confinado no espaço, então parece que a gente mora no trabalho como de fato acontece, então nesses momentos em que a gente tem as opções de lazer, as opções de contato social muito restritos, sem dúvida ela ajuda bastante nessa, não só em termos de desestressar, mas de uma companhia mesmo, de alguém com quem você vai fazer um social, alguém a mais, com quem você pode interagir, com quem você pode assistir TV junto, enfim, nesse sentido sim, concordo que que é uma experiência produtiva. Eu acho que seria muito mais solitário esse trabalho durante esse período de confinamento se ela não existisse, se ela não estivesse por perto. Muito embora como se possa imaginar, ela sobe no computador no meio das aulas, então desfoca as vezes, tira um pouco a nossa atenção, mas sem dúvida é uma companhia importante pra gente nesse período”, relata.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O isolamento deu também um novo lar a Malu, uma cadela da raça Lulu da Pomerânia. A Psicóloga Ângela Barbieri conta que a ideia de um novo cachorrinho surgiu porque sua filha mais nova estava desenvolvendo alguns medos relacionados à pandemia. Cuidar de um filhote trouxe algumas responsabilidades para toda família, mantendo assim muitas vezes a cabeça ocupada. “Estar ocupando a cabeça com essa responsabilidade de cuidar também desse animalzinho de estimação ajuda muito a gente a deixar de lado pensamentos negativos ou ficar só pensando na doença, ou ficar catastrofizando algo na nossa vida. E se envolvendo com atividades assim que são saudáveis, tu se desliga também um pouco da tecnologia”. Ângela aconselha a convivência com animais domésticos em momentos como este, em que as pessoas estão mais deprimidas. “Eu aconselho muito pessoas que não estão bem emocionalmente, psicologicamente, até que se sentem deprimidas. Porque o animal ele dá carinho sem receber nada em troca, assim, ele tá sempre ali querendo um carinho, querendo a companhia”, conta.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Animais não se infectam</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A estudante mexicana María del Mar Aguilar relata que durante os dezessete dias em que esteve com covid-19, ela ficou isolada em seu quarto e sem a companhia de suas duas cadelas, Cami e Sasha. “Não as vi, não me deixaram toca-las porque havia o medo de que se eu tocasse, o vírus pegasse meu irmão, minha mãe. Como se o vírus estivesse em seu pelo, e como havia o medo de contágio não me deixaram vê-las”, ela conta também que só as via no quintal, através de sua janela.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O veterinário Kaio Sergio explica que saíram já várias notícias falsas sobre que os animais podem ficar doentes e até mesmo transmitir o vírus, ele conta que até o momento nada foi provado sobre a infecção dos pets, e explica a diferença entre estar contaminado e estar infectado. “Até agora nada disso foi comprovado, todos os trabalhos que entregaram os animais como positivo sendo doente para covid-19, o tutor estando doente, vai, faz o teste swab nos cães, e óbvio que vai aparecer partículas, vai aparecer o positivo, porque o exame ele pega partículas do vírus. Então, se você está em contato o tempo todo com uma pessoa que está contaminada, ela está eliminando vírus, eles vão estar presente no pelo, vão estar presente no fundo da garganta, vão estar presente no focinho. Mas isso não indica que eles estão infectados, estar contaminado é diferente que estar infectado. Estar contaminado é ele ter a presença do de uma partícula ali, estar infectado, é ele ter ficado doente com esse vírus. Então, isso não foi comprovado, por enquanto estamos tranquilos em relação aos gatos e cachorros com a covid-19”, pondera.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Repórter:</strong>  Marcos Pellegatti </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Edição digital e publicação: </strong>Emily Calderaro (monitora)</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Professor responsável: </strong>Reges Schwaab</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>* Trabalho experimental desenvolvido na disciplina de <em>Reportagem em Jornalismo Impresso </em>em 2021/1, período em que trabalhamos de modo remoto em razão da pandemia do novo coronavírus.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Contato:</strong><a href="mailto:meiomundo@ufsm.br">meiomundo@ufsm.br</a>.</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Mudança de foco</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/meio-mundo/2022/02/23/mudanca-de-foco</link>
				<pubDate>Wed, 23 Feb 2022 19:24:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

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						<description><![CDATA[Devido às restrições da pandemia, fotógrafos buscam novas direções de trabalho Beatriz Emer de Moraes&nbsp; Dourados-MS Jornalístico, documental ou comercial, os fotógrafos trabalham com o público. Devido a pandemia da Covid-19, esta área está sendo uma das mais afetadas a partir desta questão, pois, muitas oportunidades neste meio foram descartadas. Com isso, festas, casamentos, eventos [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center">Devido às restrições da pandemia, fotógrafos buscam novas direções de trabalho</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong><em>Beatriz Emer de Moraes&nbsp;</em></strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><em>Dourados-MS</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Jornalístico, documental ou comercial, os fotógrafos trabalham com o público. Devido a pandemia da Covid-19, esta área está sendo uma das mais afetadas a partir desta questão, pois, muitas oportunidades neste meio foram descartadas. Com isso, festas, casamentos, eventos publicitários ou corporativos foram uns dos primeiros a serem proibidos, eventos nos quais Laura Ávila, Lorran Souza e Rafael Messa, fotógrafos profissionais, atuam. A partir disso, dificuldades para exercerem e divulgarem seu trabalho, começaram a surgir.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A fim de superar o transtorno das restrições de eventos presenciais, os fotógrafos tiveram que aderir a diferentes alternativas para compensar a falta de trabalho, além da preocupação financeira. Optaram por trabalhos versáteis e flexíveis, que não oferecem risco a contaminação nem problemas com decretos estaduais e municipais que impeçam o trabalho em meio a essa situação de crise.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>A distância não é um problema&nbsp;</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Formada em Produção Publicitária (Unigran), Laura Ávila, fotógrafa profissional, 28 anos, de Dourados (MS), realizava a maioria de seus trabalhos em casamentos, festas, ensaios e eventos corporativos. Ela precisou reformular sua área e escolheu realizar trabalhos variados, como fotos de produtos para vendas em lojas virtuais, impressão de fotos e a venda de alguns de seus equipamentos fotográficos, foram algumas das válvulas de escape para manter suas atividades profissionais, o que de certa forma acabou agregando para o seu crescimento profissional, pois ela explorou novos rumos dentro da fotografia. “Comecei a fazer fotos para lojas virtuais, pois saíram do físico e foram para o digital. Eu comecei a fazer vídeos e fotos, além de ajudar no marketing também. Estava com sete câmeras e vendi algumas, alguns equipamentos, para agregar mais ao meu estúdio”, comenta.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Lorran Souza, fotógrafo de casamentos, de Terra Roxa (PR), trabalha com eventos, com foco principal em casamentos e conta que seus cursos online progrediram mais e ajudaram outros fotógrafos à distância. “A vários anos eu trabalhava com treinamento para fotógrafos e cursos para fotógrafos, com valores. Fizemos ações para ajudar outros fotógrafos, abri mão de 95% do valor do meu treinamento e comecei a cobrar um valor simbólico apenas pelas despesas e anúncios patrocinados para fazer com que o curso chegasse para mais pessoas, a gente alcançou a marca de quase 4.300 fotógrafos cadastrados em único curso do ano passado para 2021. Muitos fotógrafos de vários&nbsp; lugares do mundo entraram nesse curso porque reduzimos o valor para ajudar”, informa.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Rafael Messa, 36 anos, fotógrafo e filmmaker, de Dourados (MS), atua em casamentos e aniversários, migrou para a área corporativa. “Eu consegui mudar o foco, mas não sair do ramo. Percebi que as coisas não iam voltar ao normal tão cedo. Aproveitei para estudar um pouco e ver o que eu podia fazer. E vi que existe um mercado muito grande da área corporativa, pois as empresas precisam vender, por estarem de portas fechadas. E como ela vai vender? Ela precisa divulgar o trabalho e foi aí que eu foquei na área empresarial, com isso não precisei sair do meu ramo de videomaker. De certa forma até que foi bom, pois não precisava de tantos equipamentos e acabei vendendo alguns. O empresarial não vai do lado da emoção de casamentos e aniversários, ele quer um negócio rápido e prático. É totalmente diferente do que eu fazia”, conta.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Assim, informam que a distância não foi prejudicial, em relação ao que esperavam, pois dessa maneira acabaram encontrando novas formas e oportunidades para lidar com essa situação da pandemia de uma forma positiva e que agregasse para o crescimento do trabalho fotográfico.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Pontos positivos</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Existem profissionais que não perderam o foco e aproveitaram as adversidades para se reinventarem. Nem um vírus tão contagioso foi capaz de pará-los. São aqueles que chamamos de criativos e empreendedores, que buscam o tempo todo fazer algo inovador e que consiga mantê-los na área de trabalho que realmente gostam, no caso a fotografia.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo Lorran, 2021 foi um dos anos em que ele mais ganhou dinheiro com a fotografia. “Viajamos muito a trabalho e o custo costumava ser muito alto e ano passado isso diminuiu, os gastos diminuíram por estarmos mais tempo em casa. Nosso lucro ficou menor, mas os gastos com viagem também diminuíram, sobrou mais dinheiro. Ao invés dos outros anos, ganhamos mais dinheiro mas sobrava menos”, expõe.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Laura abriu o próprio estúdio com suas economias que havia guardado e descobriu novas perspectivas da fotografia. “Na pandemia comecei a usar o estúdio que havia montado no escritório do meu pai e percebi que gostava mais do que trabalhar em casamentos, assim percebi que meu fluxo poderia ser maior, pelo tempo de entrega ser mais rápido. Enquanto o casamento demora dois meses para editar as fotos, no estúdio demora dois dias. Assim posso fazer um giro muito maior”, estima.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>De acordo com o Rafael, toda essa situação serviu de amadurecimento e surpresas, fez-o abrir os olhos para outras oportunidades “No meio da pandemia pensei em abrir um comércio, mas bati o pé, persisti na minha área de trabalho e vi que com muito menos posso conseguir muito mais, em relação aos equipamentos. Era muito estressante conferir tudo antes de um evento, hoje só chego e faço. Tudo foi como uma readaptação. Vi muitas pessoas mudando de trabalho. E de qualquer forma estamos numa crise, mas que serviu como abertura para novas direções.”, acrescenta.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A fotografia nunca foi e não é uma área simples de atuar ou completamente acessível para todos que trabalham com ela. Mas, às vezes, algumas situações gritam mais alto e é preciso se reinventar para garantir estabilidade nesta quarentena. Alguns mudaram o rumo dentro da área fotográfica, outros venderam seus equipamentos fotográficos e até pensaram em desistir de tudo. Mas focaram em seus propósitos e não desistiram de seus sonhos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Repórter:</strong>  Beatriz Emer de Moraes </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Edição digital e publicação: </strong>Emily Calderaro (monitora)</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Professor responsável: </strong>Reges Schwaab</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>* Trabalho experimental desenvolvido na disciplina de <em>Reportagem em Jornalismo Impresso </em>em 2021/1, período em que trabalhamos de modo remoto em razão da pandemia do novo coronavírus. </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Contato:</strong><a href="mailto:meiomundo@ufsm.br">meiomundo@ufsm.br</a>.</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>FW: reciclagem diminui durante a pandemia do coronavírus</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/meio-mundo/2022/02/23/fw-reciclagem-diminui-durante-a-pandemia-do-coronavirus</link>
				<pubDate>Wed, 23 Feb 2022 19:11:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Westphalen]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Reciclagem]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/meio-mundo/?p=38</guid>
						<description><![CDATA[Durante três meses todo resíduo domiciliar coletado em Frederico Westphalen foi direto ao aterro sanitário sem receber tratamento Fernanda Schuster Frederico Westphalen Que a pandemia afetou o meio ambiente não há dúvidas. Os oceanos silenciaram, as cidades ficaram mais limpas e abriram espaço para animais silvestres caminharem livremente. Mas esta pausa no impacto ambiental teve [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center">Durante três meses todo resíduo domiciliar coletado em Frederico Westphalen foi direto ao aterro sanitário sem receber tratamento</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong><em>Fernanda Schuster</em></strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><em>Frederico Westphalen</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Que a pandemia afetou o meio ambiente não há dúvidas. Os oceanos silenciaram, as cidades ficaram mais limpas e abriram espaço para animais silvestres caminharem livremente. Mas esta pausa no impacto ambiental teve a contrapartida. O ser humano em casa se alimentou, usou máscaras e produtos descartáveis. De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), a geração de lixo hospitalar no Brasil aumentou 20% no mês de junho em comparação a igual período do ano passado. Segundo a Associação, a geração média de lixo hospitalar por pessoa infectada e internada para tratamento de covid foi em média de 7,5 quilos por dia. Enquanto o planeta registrou águas e ar mais limpos, uma verdadeira pausa no impacto ambiental causado pelo ser humano, o uso de máscaras e materiais de limpeza se tornaram inevitáveis e obrigatórios.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em Frederico Westphalen todos os resíduos, infectados ou não, tiveram de ser enviados para os aterros por um período de quase 3 meses. O Centro de Triagem do Aterro do Consórcio Intermunicipal de Gestão de Resíduos Sólidos, Cigres, teve seu trabalho interrompido no dia 20 de março, logo após paralisações nos 37 municípios que o centro abrange. O trabalho somente foi normalizado no dia 18 de maio, de acordo com o então Coordenador Geral do Centro, Luiz Carlos Benedette. Durante todo este tempo, o que aconteceu com todos os resíduos que iam para a triagem antes de acabar no aterro? De acordo com Luiz Carlos, grande parte foi para nos aterros sem nenhum tipo de separação ou tratamento. "No início nós paramos com medo de que houvessem alguns casos, como não havia nenhuma notícia e informação concreta. Suspendemos completamente a reciclagem durante 30 dias”, explica. Somente em junho que o retorno foi feito em turno único. “Agora retornamos com turno único pois no refeitório seria difícil”, explica. O centro registrou em 2018, a reciclagem de 16,92% das 1633 toneladas que adentraram mensalmente o Cigres. &nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A situação preocupa a pesquisadora de Engenharia e Tecnologia Ambiental da Universidade Federal de Santa Maria, Aline Ferrão Custodio Passini. “Em geral, percebemos um grande aumento na geração de resíduos, mas principalmente em relação aos resíduos orgânicos para pequenas cidades e aumento de recicláveis em cidades grandes”, comenta a doutora que de casa lidera o programa de extensão universitário chamado Recicla Frederico, voltado à reciclagem de resíduos no município. “Neste período temos incentivado o uso das composteiras, que podem dar um fim diferente aos resíduos que iriam para um aterro”, comenta. Em 2020, o programa de extensão lançou um aplicativo de gestão de resíduos no município, com informações sobre a coleta de vidros e de lixo residencial, além de diversas campanhas voltadas à diminuição do que é enviado para o aterro sanitário da região.</p>
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<p>De acordo com&nbsp; Yuri Lucian Pilissão, Mestre em Energia e Sustentabilidade pela Universidade Federal de Santa Catarina, o grande problema de aterros sanitários não controlados e lixões a céu aberto é que carecem de estruturas de engenharia para conter impactos ambientais. "Ou seja, os resíduos são aterrados e normalmente não possuem controle algum de chorume, o líquido que é liberado pelos resíduos, e assim há uma grande contaminação dos lençóis freáticos”, comenta. O pesquisador explica que o caminho que os resíduos devem percorrer após saírem das lixeiras residenciais, é um espaço onde deve ser separado em tipos. “O espaço de triagem realiza essa separação, onde depois é feito o trabalho de reciclagem, isto é, a venda de materiais que podem ser reutilizados como matéria prima”, adiciona. Este é apenas um dos pontos de desequilíbrio causado pela pandemia em que, com a grande geração de resíduos somados às restrições na força de trabalho seguiu na contramão de um cenário sustentável para o tratamento de resíduos. Yuri afirma ainda que nesta crescente, lixos que recebem esta destinação diminuem a vida útil do aterro. “Aquele espaço começa a ser todo utilizado principalmente por uma parcela grande de material depositado sem triagem. Este material poderia ser reciclado e estar se tornando matéria prima, e renda para várias famílias”, informa.</p>
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<p>A pesquisadora Aline explica que somente no município de Frederico Westphalen, o aumento de&nbsp; resíduos destinados diretamente aos aterros e lixões foi um dos fatores mais preocupantes, principalmente quando o lixo infectado pelo vírus é misturado com resíduos reciclados. “O grande aumento de resíduos descartáveis, como máscaras, luvas e entre outros necessários para a preservação da saúde em época de pandemia devem ser armazenados em sacolas plásticas para que o descarte seja feito junto com a rejeitos de banheiro e sanitários, e não contaminem outros resíduos e por consequência outras pessoas”, acrescenta a pesquisadora. “O grande problema é que as pessoas têm o pensamento de jogar fora. E esquecem que o fora não existe. O engraçado é que todo mundo já sabe né, e mesmo assim a gente continua falando as mesmas cosias”, finaliza.&nbsp;</p>
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<p>O Cigres retomou as atividades de triagem e tratamento de resíduos desde <strong>julho de 2020</strong>, sendo que fechou e reabriu algumas vezes por conta de casos de covid entre funcionários, de acordo com o site da empresa. Nos dias em que esteve aberto, até o momento em que esta reportagem foi finalizada, o Cigres esteve atendendo às normas de gestão de resíduos ainda de acordo com a comunicação oficial do centro. No entanto, todo aquele lixo que foi parar nos aterros sem a separação devida já foram aterrados. “Cabe ao ser humano entender o quanto este último ano foi útil para a aprendizagem de cuidado com o ambiente, e de entender que tudo está conectado. A saúde humana depende de um ambiente saudável”, explica a pesquisadora.</p>
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<p><strong>Repórter:</strong>  Fernanda Schuster </p>
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<p><strong>Edição digital e publicação: </strong>Emily Calderaro (monitora)</p>
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<p><strong>Professor responsável: </strong>Reges Schwaab</p>
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<p>* Trabalho experimental desenvolvido na disciplina de <em>Reportagem em Jornalismo Impresso </em>em 2021/1, período em que trabalhamos de modo remoto em razão da pandemia do novo coronavírus.</p>
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<p><strong>Contato:</strong> <a href="mailto:meiomundo@ufsm.br">meiomundo@ufsm.br</a>.&nbsp;</p>
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