{"id":122,"date":"2024-03-12T20:55:05","date_gmt":"2024-03-12T23:55:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/?p=122"},"modified":"2024-03-12T22:28:04","modified_gmt":"2024-03-13T01:28:04","slug":"fora-do-mainstream-a-busca-pelo-proprio-som","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/2024\/03\/12\/fora-do-mainstream-a-busca-pelo-proprio-som","title":{"rendered":"Fora do mainstream: a busca pelo pr\u00f3prio som"},"content":{"rendered":"\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><em><strong>Rompendo as fronteiras sonoras, o estado do Rio Grande do Sul possui artistas e sons independentes que merecem ser ouvidos<\/strong><\/em><\/h5>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Bruno Bianchi e Melissa Sayuri<\/em><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"683\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Musica_1_Melissa-Sayuri-683x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-151\" style=\"width:683px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Musica_1_Melissa-Sayuri-683x1024.jpg 683w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Musica_1_Melissa-Sayuri-200x300.jpg 200w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Musica_1_Melissa-Sayuri-768x1152.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Musica_1_Melissa-Sayuri-1024x1536.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Musica_1_Melissa-Sayuri-1365x2048.jpg 1365w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Musica_1_Melissa-Sayuri-scaled.jpg 1707w\" sizes=\"(max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Banda Ouija. Fotos: Melissa Sayuri<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAh, todo mundo tem sonho de viver da arte, n\u00e9?\u201d \u00e9 o que diz Jo\u00e3o Pedro Bassi, guitarrista da banda Ouija, sobre o desejo de se entregar e entrar de cabe\u00e7a na carreira musical. \u201cDa\u00ed a gente pensa no quanto \u00e9 apegado ao conforto. E o quanto a gente quer arriscar. Cada escolha \u00e9 uma ren\u00fancia, infelizmente\u201d, ele acrescenta, evidenciando o conflito entre o sonho e o inevit\u00e1vel risco que vem na bagagem da jornada art\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Viver de m\u00fasica no interior do Rio Grande do Sul n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil. Mergulhar de cabe\u00e7a em uma carreira musical, sem certeza de retorno, pode ser desafiador. Abrir m\u00e3o do conforto de uma vida est\u00e1vel pela arte talvez seja um dilema para o artista independente. Atualmente, devido \u00e0 maior acessibilidade que a tecnologia oferece para a produ\u00e7\u00e3o de m\u00fasica, \u00e9 mais comum encontrar artistas que apostam no cen\u00e1rio alternativo. No entanto, nem todos t\u00eam a oportunidade de dedicar-se integralmente a essa profiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse \u00e9 o caso da banda Ouija. Composta por Isabela Vanzin (vocalista), Jo\u00e3o Pedro Bassi (guitarrista), Rafael Dutra (baterista), Tiago Bach (baixista) e \u00c1lvaro Rajeneski (guitarrista), a banda busca se inserir nesse caminho. Espalhados pela regi\u00e3o do Alto Uruguai, nas cidades de Frederico Westphalen, Ametista do Sul e Rodeio Bonito, um dos desafios \u00e9 a log\u00edstica para alinhar os dias de ensaio e das apresenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando a dificuldade de encontrar espa\u00e7os para tocar \u00e9 somada \u00e0 equa\u00e7\u00e3o, fica ainda mais complexo. Para Jo\u00e3o Pedro, esse \u00e9 um desafio constante. \u201cEu corro muito atr\u00e1s de lugar, mas \u00e9 muito dif\u00edcil, quase n\u00e3o tem mais lugar porque n\u00e3o \u00e9 lucrativo. O nosso nicho n\u00e3o \u00e9 uma coisa que atrai multid\u00f5es\u201d, afirma o integrante Ouija.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A banda, formada em 2020, nem sempre teve a sonoridade que possui hoje. O objetivo inicial era pegar m\u00fasicas pop conhecidas e fazer uma vers\u00e3o rock, atraindo a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico jovem. No mainstream, o som mais pesado n\u00e3o \u00e9 sempre visto com bons olhos, ao mesmo tempo que \u00e9 percebido como um g\u00eanero mais complexo e \u00e0s vezes at\u00e9 \u201csuperior\u201d aos demais. \u201cO rock foi elitizado por muito tempo, era visto como uma coisa erudita\u201d, diz Isabela. \u201cIsso \u00e9 uma coisa que a gente tenta mudar tamb\u00e9m\u201d, conta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um obst\u00e1culo que se mostra presente tanto em bandas que est\u00e3o na capital, como nas que se encontram no interior do estado, \u00e9 a falta de visibilidade. Em contraste com os grandes centros urbanos, como S\u00e3o Paulo, onde seguir a cena independente \u00e9 mais acess\u00edvel, o RS enfrenta uma barreira geogr\u00e1fica que dificulta o alcance desses artistas. \u201c\u00c9 bem complicado. Atrapalha muito estar aqui no interior fazendo isso\u201d, aponta o guitarrista Jo\u00e3o Pedro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os membros comentam a falta de suporte da cidade. Ao produzir um festival, por exemplo, os organizadores de eventos priorizam artistas com sons mais populares, que trar\u00e3o um lucro garantido. \u201cO rock \u00e9 sempre menos\u201d, comenta \u00c1lvaro quanto \u00e0 invisibilidade do g\u00eanero na sociedade. \u201cQualquer tipo de arte em uma cidade do interior \u00e9 muitas vezes vista como coisa de pessoas \u00e0s margens da sociedade\u201d, completa a vocalista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar das dificuldades, a banda mant\u00e9m a resili\u00eancia e tra\u00e7a planos para o futuro. Eles incluem o lan\u00e7amento, primeiro, de um single, e depois, de um EP autoral. \u201cA gente j\u00e1 come\u00e7ou a ir um pouquinho mais para o lado autoral, mais depr\u00ea, mais nosso\u201d, diz Jo\u00e3o Pedro. \u00c9 o que mostra a determina\u00e7\u00e3o de trilhar o caminho do rock \u2018n roll e encontrar o pr\u00f3prio som.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Musica_2_Joao-Pedro-Bassi-Tiago-Bach-Alvaro-Rajeneski-Rafael-da-Silva-Dutra-_-Melissa-Sayuri-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-159\" style=\"width:859px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Musica_2_Joao-Pedro-Bassi-Tiago-Bach-Alvaro-Rajeneski-Rafael-da-Silva-Dutra-_-Melissa-Sayuri-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Musica_2_Joao-Pedro-Bassi-Tiago-Bach-Alvaro-Rajeneski-Rafael-da-Silva-Dutra-_-Melissa-Sayuri-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Musica_2_Joao-Pedro-Bassi-Tiago-Bach-Alvaro-Rajeneski-Rafael-da-Silva-Dutra-_-Melissa-Sayuri-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Musica_2_Joao-Pedro-Bassi-Tiago-Bach-Alvaro-Rajeneski-Rafael-da-Silva-Dutra-_-Melissa-Sayuri-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Musica_2_Joao-Pedro-Bassi-Tiago-Bach-Alvaro-Rajeneski-Rafael-da-Silva-Dutra-_-Melissa-Sayuri-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Musica_2_Joao-Pedro-Bassi-Tiago-Bach-Alvaro-Rajeneski-Rafael-da-Silva-Dutra-_-Melissa-Sayuri.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Integrantes da banda Ouija: Jo\u00e3o Pedro, Tiago, \u00c1lvaro e Rafael seguram Isabela.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Fazer barulho para ser ouvido<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A transforma\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria fonogr\u00e1fica nas \u00faltimas d\u00e9cadas trouxe consigo mudan\u00e7as not\u00e1veis no cen\u00e1rio musical, abrindo caminho para a expans\u00e3o da m\u00fasica independente. No artigo \u201cA m\u00fasica independente no Brasil: uma reflex\u00e3o\u201d, o soci\u00f3logo e comunicador, Eduardo Vicente, fala sobre como, at\u00e9 o final dos anos 1970, o mercado fonogr\u00e1fico no pa\u00eds estava em crescimento. Gra\u00e7as aos incentivos fiscais \u00e0 produ\u00e7\u00e3o nacional, essa ind\u00fastria se consolidava e se multiplicava. Nesse contexto, n\u00e3o havia muitos motivos para a forma\u00e7\u00e3o de uma cena independente, j\u00e1 que as grandes ind\u00fastrias dominavam o mercado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na d\u00e9cada de 1980, quando a crise econ\u00f4mica atingiu o pa\u00eds, esse quadro sofreu uma transforma\u00e7\u00e3o completa. O mercado musical passou a ser mais seletivo e a racionalizar suas atividades, diminuindo o n\u00famero de artistas e marginalizando aqueles que n\u00e3o se encaixavam, que n\u00e3o dariam lucro para a gravadora e nem atingiriam as massas. Foi quando nasceu o underground, como um espa\u00e7o de resist\u00eancia cultural e pol\u00edtica \u00e0 nova organiza\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria. O novo segmento se tornou a \u00fanica alternativa de acesso para diversos artistas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A difus\u00e3o da m\u00fasica indie foi uma resposta \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es ocorridas durante a transi\u00e7\u00e3o dos anos 1970 para 1980. Foi, tamb\u00e9m, o resultado da necessidade de criar um espa\u00e7o de resist\u00eancia e de express\u00e3o dos artistas que n\u00e3o se encaixavam nos moldes que o mainstream cobrava. O tra\u00e7o mais marcante da cena independente \u00e9 o compromisso com a arte e com a criatividade, muito mais do que com o aspecto comercial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse compromisso est\u00e1 em n\u00e3o se deixar ser controlado e nem se colocar dentro de um molde apenas para atender aos padr\u00f5es da ind\u00fastria. \u00c9 isso que mant\u00e9m o indie vivo. \u201cNo underground, tu faz por ti o rol\u00ea, tu movimenta\u201d, afirma Rafael, baterista da banda Ouija. \u201c\u00c9 tu que vai fazer a m\u00fasica, fazer o evento, fazer acontecer o neg\u00f3cio\u201d, ele acrescenta. Esse \u00e9 o atrativo que motiva a descoberta de novos sons e talentos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Musica_3-1024x683.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-155\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Musica_3-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Musica_3-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Musica_3-768x512.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Musica_3-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Musica_3-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Musica_3.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Mergulhando na cena de Porto Alegre<\/h3>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No sul do Brasil, a cidade de Porto Alegre se destaca como um epicentro cultural e musical, abrigando uma vibrante cena independente de rock. Al\u00e9m de ser a capital do estado do Rio Grande do Sul, \u00e9 reconhecida por uma rica hist\u00f3ria e pela diversidade cultural, caracter\u00edsticas que moldaram o cen\u00e1rio musical local.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Porto Alegre tem sido um ber\u00e7o para diversas bandas ic\u00f4nicas do rock nacional. Desde os anos 1980, grupos como Engenheiros do Hawaii, DeFalla e TNT emergiram das garagens e bares da cidade, conquistando p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas bandas pioneiras abriram caminho para uma gera\u00e7\u00e3o de artistas que se seguiram, mantendo a chama do rock acesa na cidade. E ela continua abra\u00e7ando bandas novas, em lugares emblem\u00e1ticos, como o Bar Opini\u00e3o, palco para in\u00fameras apresenta\u00e7\u00f5es de bandas independentes ao longo dos seus 40 anos. O Agulha, espa\u00e7o cultural e casa de shows, tamb\u00e9m desempenha um papel fundamental na cena, oferecendo uma plataforma para artistas emergentes e consagrados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar do brilho e da vitalidade da cena independente de rock em Porto Alegre, a falta de apoio financeiro e de mais espa\u00e7os dedicados \u00e0 m\u00fasica autoral ainda existem. S\u00e3o desafios que fazem parte do cotidiano de bandas como a Bella e o Olmo da Bruxa, que vivem a experi\u00eancia de produzir m\u00fasica independente no sul.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Banda de rock alternativo, flerta com v\u00e1rios g\u00eaneros da m\u00fasica underground, como o \u201crock triste\u201d e o emo. Formada por Felipe Pacheco, Julia Garcia e Pedro Acosta, o grupo tem cinco anos de hist\u00f3ria e um \u00e1lbum autoral hom\u00f4nimo, lan\u00e7ado em 2020. O segundo deve sair ainda em 2023. \u201cN\u00e3o fazemos m\u00fasica para m\u00fasicos, nem m\u00fasica para n\u00f3s mesmos, e nem para porto-alegrenses. \u00c9 m\u00fasica para todo mundo ouvir\u201d, diz Pedro, um dos vocalistas da banda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Parte da nova gera\u00e7\u00e3o da m\u00fasica independente \u00e9 linha de frente no entendimento de como as coisas est\u00e3o funcionando no cen\u00e1rio musical underground. Pedro fala sobre as diferen\u00e7as na divulga\u00e7\u00e3o entre a era f\u00edsica e a digital, explicando que, no passado, as pessoas costumavam dizer: \u201cEssa \u00e9 minha m\u00fasica\u201d. \u201cMas ao mesmo tempo, tu t\u00e1 ouvindo a m\u00fasica de tr\u00eas playboys\u201d, diz o membro, salientando a democratiza\u00e7\u00e3o do acesso e divulga\u00e7\u00e3o de m\u00fasicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo em uma cidade com maior proje\u00e7\u00e3o, ainda existe car\u00eancia de visibilidade. \u201cSe n\u00e3o tivesse o digital, o alcance nacional seria quase imposs\u00edvel para a gente\u201d, comenta Felipe. A era digital abriu portas e possibilitou que bandas independentes como a Bella e o Olmo da Bruxa alcan\u00e7assem um p\u00fablico mais amplo, ultrapassando fronteiras geogr\u00e1ficas e rompendo barreiras que antes limitavam a exposi\u00e7\u00e3o e o reconhecimento de seus talentos ao entorno imediato.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Da capital ao interior, o independente se alimenta da paix\u00e3o que os artistas t\u00eam pela m\u00fasica. Para Isabela, vocalista da Ouija, a divers\u00e3o \u00e9 a maior recompensa, n\u00e3o o lucro. \u201cVale mais a pena por esses momentos de estar aqui, fazendo m\u00fasica com os amigos, tomando uma coca no intervalo, do que no show business\u201d, diz Isabela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para os membros da Bella e o Olmo da Bruxa, a gra\u00e7a est\u00e1 em ousar na hora da cria\u00e7\u00e3o. \u201cEntre nas suas loucuras, aceite as suas piras\u201d, \u00e9 o conselho de Felipe para os novos artistas. \u201cA \u00fanica coisa que vai te diferenciar dos outros \u00e9 a tua pira\u201d, complementa Pedro. Apesar de n\u00e3o ter uma f\u00f3rmula para levar suas obras ao topo das paradas, o underground se forma pela combina\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios fatores para tornar sua sonoridade marcante e, assim, cativar o p\u00fablico. A autenticidade pode ser o caminho para conquistar o mundo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><em>Frederico Westphalen e Porto Alegre\/RS<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Gloss\u00e1rio<\/h3>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>EP (Extended Play)<\/strong> &#8211; \u00c9 uma grava\u00e7\u00e3o de m\u00fasica mais longa do que um single, mas com menos faixas do que um \u00e1lbum.<\/li>\n\n\n\n<li><em><strong>Indie<\/strong> <\/em>&#8211; Termo em ingl\u00eas utilizado como abrevia\u00e7\u00e3o de independente.<\/li>\n\n\n\n<li><strong><em>Mainstream<\/em><\/strong> &#8211; Do ingl\u00eas \u201ccorrente principal\u201d ou \u201cfluxo principal\u201d, a palavra mainstream tem a ver com aquilo que est\u00e1 na moda, uma tend\u00eancia dominante.<\/li>\n\n\n\n<li><strong><em>Single<\/em><\/strong> &#8211; Somente uma faixa.<\/li>\n\n\n\n<li><strong><em>Underground <\/em><\/strong>&#8211; \u201cSubterr\u00e2neo\u201d, em portugu\u00eas. Usado para denominar uma cultura que est\u00e1 fora dos padr\u00f5es convencionais da sociedade.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size wp-block-paragraph\"><em>* Esta \u00e9 uma produ\u00e7\u00e3o laboratorial e experimental, desenvolvida por estudantes do curso de Jornalismo da UFSM Campus Frederico Westphalen. O texto n\u00e3o deve ser reproduzido sem autoriza\u00e7\u00e3o. Contato: meiomundo@ufsm.br.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rompendo as fronteiras sonoras, o estado do Rio Grande do Sul possui artistas e sons independentes que merecem ser ouvidos Bruno Bianchi e Melissa Sayuri \u201cAh, todo mundo tem sonho de viver da arte, n\u00e9?\u201d \u00e9 o que diz Jo\u00e3o Pedro Bassi, guitarrista da banda Ouija, sobre o desejo de se entregar e entrar de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1811,"featured_media":151,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[58,1],"tags":[56],"class_list":["post-122","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-reportagem","category-sem-categoria","tag-meiomundo12"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1811"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=122"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/151"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=122"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=122"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=122"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}