{"id":124,"date":"2024-03-12T21:09:46","date_gmt":"2024-03-13T00:09:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/?p=124"},"modified":"2024-03-12T22:10:15","modified_gmt":"2024-03-13T01:10:15","slug":"os-delirios-de-consumo-da-geracao-z","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/2024\/03\/12\/os-delirios-de-consumo-da-geracao-z","title":{"rendered":"Os del\u00edrios de consumo da gera\u00e7\u00e3o Z"},"content":{"rendered":"\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong>A rela\u00e7\u00e3o dos millenials com a tecnologia e o consumo excessivo na era digital<\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p><em>Teresa Vit\u00f3ria Valvassore Juv\u00eancio<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"749\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Consumo_3-1024x749.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-150\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Consumo_3-1024x749.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Consumo_3-300x219.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Consumo_3-768x562.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Consumo_3-1536x1123.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Consumo_3.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Fotos: Teresa Juv\u00eancio<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Sabe aquela ansiedade em receber uma encomenda? Guilherme* abre o aplicativo para rastrear a entrega da sua compra mais recente. Liga e desliga a tela. Entra nas redes sociais para ver se o tempo passa. E durante a espera, que parece infinita, j\u00e1 v\u00ea posts de pessoas utilizando o mesmo produto que ele encomendou. A ansiedade aumenta. A campainha toca, afinal. Celular em m\u00e3os, quer logo mostrar aos amigos o novo produto. Na era digital, ao que parece, de que adianta ter se voc\u00ea n\u00e3o pode mostrar?<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 que, ao voltar para as redes, j\u00e1 se depara com um novo item que desperta seu interesse. Muito mais novo, muito melhor do que o que acabou de adquirir. Ent\u00e3o pensa: como pode a ansiedade de duas semanas de espera se resumir a dois minutos de euforia? O ciclo se inicia novamente. Ele precisa de um novo produto.<\/p>\n\n\n\n<p>O que acabamos de descrever \u00e9 algo recorrente na vida de muitos jovens.&nbsp; Nosso personagem, o estudante universit\u00e1rio Guilherme, de 25 anos, \u00e9 do noroeste do Rio Grande do Sul e tem rela\u00e7\u00e3o intensa com a internet. Na verdade, ela come\u00e7ou quando ele tinha dez anos, idade na qual criou o primeiro perfil em rede social.<\/p>\n\n\n\n<p>Guilherme faz parte da chamada Gera\u00e7\u00e3o Z, que compreende o grupo de pessoas nascidas entre os anos de 1997 e 2010, bombardeadas por telas, est\u00edmulos e infinitas possibilidades na palma da m\u00e3o. Possibilidades que trouxeram tamb\u00e9m altas expectativas para a gera\u00e7\u00e3o da tecnologia e da ansiedade. Na era da internet, parece que todo mundo \u201c\u00e9 algu\u00e9m\u201d. Mas h\u00e1 um pre\u00e7o para o pertencimento.<\/p>\n\n\n\n<p>O fen\u00f4meno por tr\u00e1s disso j\u00e1 tem nome: <em>Fear of Missing Out<\/em> (F.o.M.O). O psic\u00f3logo Bruno Dani, de Frederico Westphalen (RS), explica que a nova psicopatologia est\u00e1 relacionada ao medo de ficar de fora de coisas que as pessoas ou a m\u00eddia dizem ser importantes. O caso \u00e9 mais comum, principalmente, entre os millennials.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo um levantamento realizado pela Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas, em 2019, para 41% dos jovens brasileiros, as redes sociais causam sintomas como tristeza, ansiedade ou depress\u00e3o. Guilherme costuma passar a maior parte do dia online, acompanhando conte\u00fados sobre tecnologia. Por conta disso, gosta de comprar produtos relacionados, como perif\u00e9ricos*, skins de jogos e P2W.*<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Todo mundo em p\u00e2nico de ficar de fora<\/h3>\n\n\n\n<p>De acordo com um artigo publicado em 2021, na revista cient\u00edfica World Journal of Clinical Cases, o termo F.o.M.O surgiu em 2004 e est\u00e1 diretamente relacionado \u00e0 sa\u00fade mental dos usu\u00e1rios da internet, sendo caracterizado por uma constante ansiedade. O psic\u00f3logo Bruno Dani tamb\u00e9m explica que o usu\u00e1rio acaba passando tempo excessivo em frente \u00e0s telas, tentando fazer parte de uma comunidade fora de sua realidade, o que prejudica gravemente a autoestima, a socializa\u00e7\u00e3o e a percep\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria identidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O F.o.M.O pode ser desenvolvido por meio de diversos fatores pr\u00e9-existentes, como a depress\u00e3o, a necessidade de valida\u00e7\u00e3o, a vontade de compensa\u00e7\u00e3o sobre a falta de algo na vida real (na fase atual ou na inf\u00e2ncia), e a baixa-autoestima na era dos likes, que possui grande impacto no psicol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p>Os alertas do psic\u00f3logo s\u00e3o recorrentes entre a comunidade cient\u00edfica. O uso de redes sociais nos leva a um fator preocupante. A Royal Society for Public Health considerou o Instagram \u201ca rede mais nociva aos jovens\u201d, devido ao impacto na sa\u00fade mental.<\/p>\n\n\n\n<p>Plataformas digitais como Instagram e TikTok desempenham um papel significativo na amplifica\u00e7\u00e3o dos gatilhos que geram o consumismo desenfreado na era digital. \u201cOs pesquisadores chamam de \u2018produ\u00e7\u00e3o de desejo\u2019. N\u00e3o necessariamente eu preciso daquele produto, mas a m\u00eddia diz pra mim que aquilo \u00e9 importante, \u00e9 \u00fatil, gera a sensa\u00e7\u00e3o de pertencimento e faz com que eu compre\u201d, diz o psic\u00f3logo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">T\u00e1 chovendo publi<\/h3>\n\n\n\n<p>Para Guilherme, que gosta de acompanhar influenciadores digitais que falam de moda, estilo de vida e principalmente tecnologia, estar sempre por dentro das tend\u00eancias virou necessidade. O universo virtual, com seus feeds infinitos, cheios de conte\u00fados patrocinados e usu\u00e1rios com vidas desej\u00e1veis, apresenta produtos que parecem imprescind\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas plataformas se tornaram espa\u00e7os prop\u00edcios para exposi\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o de produtos, levando, principalmente as pessoas da Gera\u00e7\u00e3o Z, a se sentirem constantemente tentadas a consumir. E consumir em 2023 \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil. Em apenas dois cliques, um no aplicativo de compras e outro no aplicativo do banco, \u00e9 poss\u00edvel ter a sensa\u00e7\u00e3o de estar mais perto da vida daquele influenciador que est\u00e1 sempre t\u00e3o feliz e realizado.<\/p>\n\n\n\n<p>A psic\u00f3loga Karen Gomes, especialista em comportamento jovem e impacto das redes, explica que as m\u00eddias sociais t\u00eam grande influ\u00eancia no comportamento humano, de modo que ditam as \u201cregras\u201d de como se vestir, se comportar e o que consumir.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as diversas compras online, Guilherme tem at\u00e9 um \u00f3culos de realidade virtual no valor de 4 mil reais. Tamb\u00e9m j\u00e1 chegou a comprar um aparelho de DJ, mas se arrependeu em seguida. Al\u00e9m de n\u00e3o ser DJ, diz que s\u00f3 comprou porque \u201cviu na internet\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"680\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Consumo_1-1024x680.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-154\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Consumo_1-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Consumo_1-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Consumo_1-768x510.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Consumo_1-1536x1020.jpg 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Consumo_1-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Consumo_1.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Clube da dopamina<\/h3>\n\n\n\n<p>A vida das pessoas acaba girando em torno das redes, e esse \u00e9 o problema, completa a psic\u00f3loga Karen Gomes. E, como uma droga, elas geram v\u00edcios, pois afetam a mesma \u00e1rea do sistema dopamin\u00e9rgico. A busca constante por se sentir aceito, a ilus\u00e3o atrelada ao consumo, a compra como compensa\u00e7\u00e3o pelas frustra\u00e7\u00f5es do dia a dia ou at\u00e9 mesmo algo relacionado \u00e0 inf\u00e2ncia s\u00e3o fatores que se sobrep\u00f5em.<\/p>\n\n\n\n<p>Guilherme usa todo seu dinheiro em compras online. \u201c\u00c9 que eu n\u00e3o podia comprar as coisas quando eu era crian\u00e7a. E hoje que posso, compro tudo\u201d, justifica, explicando que \u00e9 uma satisfa\u00e7\u00e3o interna. A psic\u00f3loga esclarece que se houve algum tipo de escassez na inf\u00e2ncia, a tend\u00eancia \u00e9 o subconsciente procurar suprir as necessidades quando houver condi\u00e7\u00f5es. \u201cIsso acaba ficando na mem\u00f3ria afetiva, e quando voc\u00ea cresce j\u00e1 t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de satisfazer esses pequenos desejos. N\u00e3o h\u00e1 problema em fazer isso. O problema est\u00e1 no excesso\u201d, explica. \u00c9 como colocar um pre\u00e7o na sua satisfa\u00e7\u00e3o: \u201cAh, eu quero estar bem, a\u00ed vou l\u00e1 e compro\u201d, conclui Karen.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 a\u00ed que se cria um chamado \u201csistema psicol\u00f3gico\u201d, em que somos estimulados por essa dopamina do ciclo de compra, a partir de uma necessidade do c\u00e9rebro em suprir essa \u201ccar\u00eancia\u201d, cada vez mais intensa, em uma tend\u00eancia que pode se tornar um v\u00edcio. O psic\u00f3logo Bruno Dani fala que as pessoas tendem a entender a \u201cfalta\u201d como n\u00e3o ter algo material, mas existem as faltas emocionais, e pode n\u00e3o ser suficiente supri-las via o consumo.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">A fuga das telas<\/h3>\n\n\n\n<p>Tudo isso v\u00eam de fora. Voc\u00ea se espelha no que v\u00ea. E as telas, nas quais os millennials t\u00eam passado a maior parte de suas vidas, viraram vitrines, de objetos, personalidades e corpos. A mudan\u00e7a n\u00e3o est\u00e1 fora, est\u00e1 dentro. E ambos os psic\u00f3logos, Bruno Dani e Karen Gomes, acentuam a import\u00e2ncia da&nbsp; autorreflex\u00e3o e do autoconhecimento para a lidar com a realidade de forma saud\u00e1vel. E, se poss\u00edvel, com acompanhamento psicol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p>Guilherme relata que \u00e9 satisfat\u00f3rio comprar, mas que ap\u00f3s cada compra j\u00e1 aparece um novo item, gerando um novo desejo e um comportamento ansioso. E \u00e9 justamente esse comportamento, impulsionado pela sociedade de consumo, que gera os diversos dist\u00farbios que acompanham os adultos e os futuros adultos.<\/p>\n\n\n\n<p>Gui pode continuar comprando seus itens e conta que \u00e9 realizador pagar para estar inserido no que ele mais ama: a tecnologia. Assim como para outros jovens \u00e9 poder comprar roupas com que se sintam bem ou finalmente ter aquele brinquedo dos sonhos que seus pais n\u00e3o podiam dar nos anos 1990. A internet possibilita ter acesso a coisas que voc\u00ea n\u00e3o teria de outro modo. O problema \u00e9 acabar se tornando ref\u00e9m disso.<\/p>\n\n\n\n<p>As possibilidades da era digital podem ser fant\u00e1sticas, mas perigosas. Quando falamos em pessoas, falamos de seres sociais buscando sentir algo, pertencer a algo. Em um mundo cheio de conex\u00f5es digitais, essa \u00e9 a conex\u00e3o que nos torna mais humanos. A Gera\u00e7\u00e3o Z cresceu imersa em telas de todos os tamanhos, com a sensa\u00e7\u00e3o do mundo ao alcance dos dedos.<\/p>\n\n\n\n<p>A tecnologia hoje \u00e9 o que se faz mais presente nas vidas desses jovens, sendo uma ferramenta que favorece ao inv\u00e9s de desencadear transtornos. A chave est\u00e1 no equil\u00edbrio e na maturidade com que abordamos essa nova era. Guilherme conta que hoje j\u00e1 n\u00e3o compra mais com tanta frequ\u00eancia e que suas amizades foram fundamentais nesse processo de encontrar a harmonia entre o mundo digital e o mundo real. \u201cUm amigo meu me fez n\u00e3o comprar esses tempos um pacote de skins. E\u2026 foi muito feliz, isso. Ia ser um dinheiro que, tipo, ia para o ralo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>E \u00e9 esse tipo de processo que abre espa\u00e7o para uma conex\u00e3o muito mais real, aquela que transcende as telas e permite compartilhar momentos, emo\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias aut\u00eanticas al\u00e9m das redes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><em>Frederico Westphalen, RS<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<p><em>* &nbsp; Nome fict\u00edcio<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>** Fotos ilustrativas: modelos Maria Mariana Silva&nbsp; e Kelvin Verdum<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>*** Todos os intert\u00edtulos desta reportagem, assim como seu t\u00edtulo, foram inspirados em filmes que marcaram a vida e inf\u00e2ncia da Gera\u00e7\u00e3o Z, entre os anos 1990 e 2000.<\/em><\/p>\n\n\n\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><em>*Esta \u00e9 uma produ\u00e7\u00e3o laboratorial e experimental, desenvolvida por estudantes do curso de Jornalismo da UFSM Campus Frederico Westphalen. O texto n\u00e3o deve ser reproduzido sem autoriza\u00e7\u00e3o.<\/em> Contato: meiomundo@ufsm.br.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A rela\u00e7\u00e3o dos millenials com a tecnologia e o consumo excessivo na era digital Teresa Vit\u00f3ria Valvassore Juv\u00eancio Sabe aquela ansiedade em receber uma encomenda? Guilherme* abre o aplicativo para rastrear a entrega da sua compra mais recente. Liga e desliga a tela. Entra nas redes sociais para ver se o tempo passa. 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