{"id":128,"date":"2024-03-12T21:27:09","date_gmt":"2024-03-13T00:27:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/?p=128"},"modified":"2024-03-12T22:13:43","modified_gmt":"2024-03-13T01:13:43","slug":"os-games-como-ferramenta-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/2024\/03\/12\/os-games-como-ferramenta-social","title":{"rendered":"Os games como ferramenta social"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Fernando Simonet e Jonathas Grunheidt<\/em><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"799\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Games-1_4-1024x799.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-181\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Games-1_4-1024x799.png 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Games-1_4-300x234.png 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Games-1_4-768x600.png 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Games-1_4-1536x1199.png 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Games-1_4.png 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Ilustra\u00e7\u00f5es: Giovana Zago<\/em><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Jogos eletr\u00f4nicos podem ser fundamentais na intera\u00e7\u00e3o entre as pessoas e at\u00e9 a formar amizades. \u201cOs jogos me ajudaram a expandir quem eu sou e como vejo as outras pessoas\u201d, conta Leonel Nadal de Oliveira, 31 anos, natural de Passo Fundo, munic\u00edpio com 200 mil habitantes, onde reside. Desde crian\u00e7a, foi incentivado pelos pais a ter contato com novas tecnologias. Ele faz parte dos 74,5% dos brasileiros que jogam, segundo levantamento da Pesquisa Game Brasil, de 2022. Nesse cen\u00e1rio, a plataforma mais popular \u00e9 o celular, com 48,3% de usu\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Leonel ganhou seu primeiro console de videogame em 1997: um TV Gaming, similar ao Atari 2600. Na \u00e9poca, era muito dif\u00edcil ter acesso a aparelhos eletr\u00f4nicos na cidade. Por isso, as pessoas encomendavam com algu\u00e9m que pudesse trazer do exterior. Logo depois, teve contato com o Super Nintendo, o Playstation 2 e o Playstation 4. Foi perto da virada dos anos 2000, entretanto, que ganhou a plataforma que se tornaria a sua principal: o computador.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo computador, Leonel teve mais acesso aos games e conheceu o Cabal Online, que joga desde 2008. No game, um grande n\u00famero de jogadores pode realizar atividades em conjunto, criando comunidades online. Ele \u00e9 caracterizado como um MMO (Massive Multiplayer Online ou \u201cmultijogador massivo online\u201d em portugu\u00eas). \u201cQuem me mostrou o jogo foi um colega de escola que veio de Santa Catarina, acabei fazendo amizade com ele\u201d, comenta. Cabal deu origem a um grupo de amigos na escola de Leonel. Eles, inclusive, marcavam compromissos externos como partidas de futebol, por meio do game.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o tipo de intera\u00e7\u00e3o que chama a aten\u00e7\u00e3o do pesquisador Yago Nascimento. \u201cA intera\u00e7\u00e3o social motivada por um jogo n\u00e3o se limita ao momento de jogar em si\u201d, avalia o mestrando em Comunica\u00e7\u00e3o na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Nascimento explica que a maioria dos games incentiva o jogo coletivo e diferentes formas de contato entre jogadores, ent\u00e3o jogar raramente \u00e9 uma atividade solit\u00e1ria. Para Nascimento, os games podem influenciar na constru\u00e7\u00e3o da identidade de uma pessoa do mesmo modo que filmes, s\u00e9ries de TV, telenovelas e m\u00fasicas.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o s\u00f3 o Cabal, mas outros MMOs foram respons\u00e1veis por contribuir com a personalidade de Leonel. O doutor em Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), Marcelo de Vasconcellos, afirma que uma pessoa n\u00e3o se desconecta totalmente de quem \u00e9 ao jogar. \u201cO jogo \u00e9 um artefato cultural\u201d, avalia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"834\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Games-3_4-1-1024x834.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-179\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Games-3_4-1-1024x834.png 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Games-3_4-1-300x244.png 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Games-3_4-1-768x625.png 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Games-3_4-1-1536x1250.png 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Games-3_4-1.png 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Games, trabalho e pandemia<\/h3>\n\n\n\n<p>As pessoas que assistem Leonel o fazem recordar a lembran\u00e7a de, quando crian\u00e7a, observar a m\u00e3e Lourdes jogar videogame. Hoje, ele \u00e9 streamer, e, nesse universo, mais conhecido pelo apelido, \u201cRinno\u201d. O streamer \u00e9 algu\u00e9m que constantemente transmite por meio de uma plataforma ao vivo o que est\u00e1 fazendo, enquanto permite que pessoas com acesso \u00e0 essa plataforma assistam e comentem sobre o assunto. No caso dele, a conversa \u00e9 sobre games. \u201cAchava muito legal compartilhar com outras pessoas o que eu estava fazendo e isso gerava intera\u00e7\u00e3o\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>O filho de Lourdes conta que coloca nomes de animais com frequ\u00eancia em seus personagens de MMOs. O jogo Need for Speed: Most Wanted deu vida ao \u201cRinno\u201d. O nome vem de rinoceronte e se deve a exist\u00eancia de um ve\u00edculo no game de corrida chamado Rhino. Com duas gradua\u00e7\u00f5es no curr\u00edculo, Engenharia Ambiental pela Universidade de Passo Fundo, e Engenharia Civil, pela Faculdade Meridional, diz ter bastante experi\u00eancia com pesquisa para produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado e isso o ajudou a dar base para a carreira de streamer.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem iniciou o projeto n\u00e3o foi ele, mas uma amiga. Eliana Mendes, mais conhecida como \u201cRanna\u201d, mora em Porto Alegre. Ela conheceu Leonel por meio do Cabal, em 2017, ano em que ingressou no game. Ambos tinham o desejo de compartilhar o que faziam com outras pessoas. A ideia, no entanto, de in\u00edcio n\u00e3o foi para frente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTudo aconteceu por causa da pandemia\u201d, revela a streamer. Em 2020, in\u00edcio da pandemia de Covid-19, quando as pessoas n\u00e3o podiam sair para a rua sem m\u00e1scara, e muitos estabelecimentos fecharam, a empresa em que Ranna trabalhava encerrou as atividades. Sem perspectiva de trabalho, e com tempo livre, ela diz que os games foram respons\u00e1veis por reinventar sua vida social e evitar o desenvolvimento de doen\u00e7as psicol\u00f3gicas, como a depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>As pessoas diziam que Ranna tinha boa voz para comunica\u00e7\u00e3o e ela sabia que seu computador era bom, ent\u00e3o resolveu colocar a ideia de ser streamer em pr\u00e1tica. Assim que aprendeu o suficiente para o projeto, chamou Leonel para ser s\u00f3cio. Hoje, os dois det\u00eam uma r\u00e1dio virtual focada em games. Nas transmiss\u00f5es, Ranna joga MMOs.<\/p>\n\n\n\n<p>Por serem embaixadores do Cabal, s\u00e3o respons\u00e1veis por representar e promover o game. Mestre em Comunica\u00e7\u00e3o e Pr\u00e1ticas de Consumo pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), o pesquisador Mike Mazurek explica que muitos MMOs podem se transformar de prazer em trabalho, muitas pessoas vivem disso e h\u00e1 um amplo mercado envolvendo essa categoria de games.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"515\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Games-4_4-1-1024x515.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-178\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Games-4_4-1-1024x515.png 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Games-4_4-1-300x151.png 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Games-4_4-1-768x386.png 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Games-4_4-1-1536x772.png 1536w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/03\/Games-4_4-1.png 1920w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Satisfa\u00e7\u00e3o e desafio<\/h3>\n\n\n\n<p>Leonel \u00e9 fascinado pela franquia de games Dark Souls, conhecida por uma hist\u00f3ria fragmentada e por puxar os limites de seus jogadores para superarem desafios \u201cimposs\u00edveis\u201d. O streamer pontua que aprecia ler a descri\u00e7\u00e3o de itens para conhecer profundamente a hist\u00f3ria dos jogos.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialmente no caso dessa franquia, a hist\u00f3ria n\u00e3o ser entregue de forma f\u00e1cil desperta a curiosidade de muitos no sentido de pesquisar e debater para desvendar seu significado. O pesquisador Marcelo de Vasconcellos aponta que games podem servir tanto para produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado como para cria\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o de comunidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Com amplo conhecimento na \u00e1rea da sa\u00fade e tecnologia, Vasconcellos denuncia o p\u00e2nico moral com os games. \u201cH\u00e1 um grande interesse em associar jogos \u00e0 viol\u00eancia, \u00e9 uma l\u00f3gica que a sociedade tenta transferir os problemas dela para algo que n\u00e3o conhece\u201d. O especialista assegura que, at\u00e9 o momento, n\u00e3o existe pesquisa que prove a cria\u00e7\u00e3o de sentimentos violentos por parte dos jogos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Especializado em Psicologia Junguiana pelo Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa (IJEP), Mike Mazurek explica que games como Dark Souls estimulam o desenvolvimento de tempos de rea\u00e7\u00e3o e a percep\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es. Ele tamb\u00e9m cita que o ato de jogar games no geral provoca a produ\u00e7\u00e3o de dopamina e adrenalina. Enquanto a dopamina \u00e9 um horm\u00f4nio que traz sensa\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o e prazer, a adrenalina atua em situa\u00e7\u00f5es de estresse ou excita\u00e7\u00e3o aumentando atividade muscular e acelerando o racioc\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>Lan\u00e7ado em 2018, Monster Hunter: World \u00e9 um game baseado em grinding, ou trabalho \u00e1rduo. Nele, o jogador cria um personagem e precisa enfrentar m\u00faltiplas criaturas pelo caminho. Mazurek esclarece que a fundamenta\u00e7\u00e3o do grinding est\u00e1 relacionada ao ciclo de enfrentar um desafio, ser recompensado e usar essa recompensa para desafios mais complexos. No caso de Monster Hunter, o desafio seriam as criaturas e a recompensa, utilizar tais bichos na constru\u00e7\u00e3o de armas e armaduras mais resistentes e poderosas.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Al\u00edvio e aprendizado<\/h3>\n\n\n\n<p>Melanc\u00f3lico, Leonel relembra: \u201cEm 2019, acabei perdendo minha v\u00f3. Quando voc\u00ea perde um ente acaba ficando horas sem dormir direito. Um jogo que me ajudou muito a espairecer a cabe\u00e7a foi Monster Hunter: World\u201d. O streamer complementa que a quest\u00e3o do multiplayer (multijogador) foi fundamental, j\u00e1 que se reunia com Ranna e os espectadores para ca\u00e7ar criaturas em conjunto. Ele recorda do maior desafio que realizou no game, obter todas as conquistas. Com 600 horas de jogo, alcan\u00e7ou os trof\u00e9us de ca\u00e7a das criaturas mais raras. Completou, assim, as 100 conquistas na plataforma Steam, que conta com milhares de jogos.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Marcelo de Vasconcellos alega que as conquistas de games, geralmente, n\u00e3o possuem valor real. \u201cElas funcionam no contexto do jogo, ao adicionar valor ao produto e \u00e0 plataforma em que o compra\u201d, reitera o pesquisador. Os jogos eletr\u00f4nicos, como qualquer m\u00eddia, podem ajudar em situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis. No momento em que joga, a pessoa se sente her\u00f3i de uma hist\u00f3ria, sabe como \u00e9 ser algu\u00e9m que toma decis\u00f5es e interfere no rumo de acontecimentos, argumenta. Ele explica que, ao jogar, uma pessoa n\u00e3o se limita ao game. O jogador produz conte\u00fado, cria comunidades e grupos em redes sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>Nem todo jogo produz her\u00f3is. O pesquisador da Fiocruz afirma que os games permitem a viv\u00eancia de outras vidas e com isso se aprende algo. Para ilustrar, conta o caso do game That Dragon, Cancer, desenvolvido nos Estados Unidos pelo pai de um menino com c\u00e2ncer. Lan\u00e7ado em 2016, o game conta a hist\u00f3ria da fam\u00edlia. Na \u00e9poca, o menino j\u00e1 havia falecido, mas uma comunidade cresceu ao redor do jogo, e estimulou pessoas a compartilharem os sentimentos diante da perda de entes queridos para a doen\u00e7a. \u201cOs jogos t\u00eam o poder de dar outras vidas para a gente e nesse processo a gente entende como \u00e9 o outro, tende a ser mais tolerante e compreensivo\u201d, reflete Vasconcellos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><em>Frederico Westphalen, RS<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><em>*Esta \u00e9 uma produ\u00e7\u00e3o laboratorial e experimental, desenvolvida por estudantes do curso de Jornalismo da UFSM Campus Frederico Westphalen. O texto n\u00e3o deve ser reproduzido sem autoriza\u00e7\u00e3o. Contato: meiomundo@ufsm.br.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fernando Simonet e Jonathas Grunheidt Jogos eletr\u00f4nicos podem ser fundamentais na intera\u00e7\u00e3o entre as pessoas e at\u00e9 a formar amizades. \u201cOs jogos me ajudaram a expandir quem eu sou e como vejo as outras pessoas\u201d, conta Leonel Nadal de Oliveira, 31 anos, natural de Passo Fundo, munic\u00edpio com 200 mil habitantes, onde reside. 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