{"id":214,"date":"2022-11-04T19:31:00","date_gmt":"2022-11-04T22:31:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/?p=214"},"modified":"2024-04-25T19:40:30","modified_gmt":"2024-04-25T22:40:30","slug":"carta-ao-leitor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/2022\/11\/04\/carta-ao-leitor","title":{"rendered":"Carta ao leitor"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Um sonho intenso, um raio v\u00edvido<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Brasil. V\u00e1rios em um s\u00f3. Inteiro e partido ao mesmo tempo. Brasil. Por ser intenso e n\u00e3o ser \u00f3bvio, demanda movimento para observ\u00e1-lo. \u00c9 preciso sair do lugar e busc\u00e1-lo com todos os sentidos. H\u00e1 vida transbordando em cada canto, em todo rinc\u00e3o. Um pa\u00eds que nasceu de um choque de civiliza\u00e7\u00f5es, que caminha diverso. De passado escravocrata, do quase exterm\u00ednio dos povos origin\u00e1rios, da chegada de imigrantes, \u201cdo povo oprimido nas filas, nas vilas e favelas\u201d, como canta Caetano Veloso. H\u00e1 quem o veja multifacetado, e h\u00e1 quem olhe sempre pelo mesmo \u00e2ngulo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a Meio Mundo n. 11, buscamos algumas hist\u00f3rias n\u00e3o contadas, vozes e relatos de distintas experi\u00eancias dentro de um Brasil imenso. Um Brasil de pessoas que viram as paisagens mudarem, viram o mundo se tornar outro at\u00e9 no pr\u00f3prio quintal. Um Brasil daqueles que revolucionaram povos, movimentaram culturas. Um Brasil que n\u00e3o pode esconder a viol\u00eancia, os preconceitos e as aus\u00eancias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esta edi\u00e7\u00e3o \u00e9 a primeira ap\u00f3s dois anos de pandemia do novo coronav\u00edrus, tempo que n\u00e3o permitiu a constru\u00e7\u00e3o das edi\u00e7\u00f5es impressa e digital da revista. Mas voltamos. E nosso ponto de partida foi o mote Brasil Profundo. A partir dele, produzimos treze reportagens, duas delas fotogr\u00e1ficas. Em meio \u00e0s palavras, colocamos juntas pe\u00e7as distintas do rico mosaico que \u00e9 o Brasil daqui, o Brasil estrada afora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A andan\u00e7a pelo interior est\u00e1 j\u00e1 na primeira reportagem. Iniciamos falando da produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica no interior de Santa Catarina, sua import\u00e2ncia social e cultural. Na mesma toada, vamos, a seguir, para a educa\u00e7\u00e3o, entendida tamb\u00e9m como resist\u00eancia, direcionando o olhar para a educa\u00e7\u00e3o ind\u00edgena.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No virar das p\u00e1ginas, dedilhamos outras pequenas grandes hist\u00f3rias. Est\u00e1 l\u00e1 a senhora que viu mudar a cidade onde vive. Est\u00e3o as mulheres que revolucionaram a comunidade onde moravam com uma impensada campanha sobre o uso da camisinha, as nuances de uma dif\u00edcil vida das trabalhadoras do sexo. As mem\u00f3rias de luta tamb\u00e9m nos chegam pelos relatos de imigrantes, a gente que chega e vai, a gente que quer ficar. Mudan\u00e7as. Elas tamb\u00e9m d\u00e3o o tom da abordagem sobre preserva\u00e7\u00e3o ambiental, falando das margens e de hist\u00f3rias do rio da V\u00e1rzea, e da escravid\u00e3o em Palmeira das Miss\u00f5es (RS). Tamb\u00e9m abordamos a busca pela educa\u00e7\u00e3o na meia idade, a ado\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes e, na sequ\u00eancia, o interior expresso pelo seu futebol, na mistura do esporte com a hist\u00f3ria do maior artilheiro da hist\u00f3ria do campeonato ga\u00facho, Sandro Sotilli. Duas reportagens fotogr\u00e1ficas terminam de compor o quadro da edi\u00e7\u00e3o. As lentes v\u00e3o em busca de experi\u00eancias de vida, de educa\u00e7\u00e3o e de sociabilidade com registros do sistema prisional de Frederico Westphalen e da agricultura familiar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Brasil \u00e9 isso. Um pouco e um tanto de tudo isso. O Brasil s\u00e3o m\u00faltiplas pessoas. \u00c9 correria, suor, ferida. Brasil \u00e9 vida. E viver \u00e9 inaugural, n\u00e3o podemos ensaiar antes. Podemos relatar depois. Viver \u00e9 ter for\u00e7a, viver \u00e9 boniteza, viver \u00e9 um mundo. Que possamos viver todos os lados e pe\u00e7as desse Brasil. E que a Meio Mundo possa ajudar a compor mais e mais quadros com as m\u00faltiplas hist\u00f3rias da gente do nosso pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Boa leitura!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas reportagens, nomes com asterisco (*) s\u00e3o fict\u00edcios, preservando a identidade das pessoas. Os munic\u00edpios n\u00e3o s\u00e3o, necessariamente, os mesmos das demais personagens.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um sonho intenso, um raio v\u00edvido Brasil. V\u00e1rios em um s\u00f3. Inteiro e partido ao mesmo tempo. Brasil. Por ser intenso e n\u00e3o ser \u00f3bvio, demanda movimento para observ\u00e1-lo. \u00c9 preciso sair do lugar e busc\u00e1-lo com todos os sentidos. H\u00e1 vida transbordando em cada canto, em todo rinc\u00e3o. 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