{"id":272,"date":"2022-11-04T21:50:00","date_gmt":"2022-11-05T00:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/?p=272"},"modified":"2024-05-10T16:07:44","modified_gmt":"2024-05-10T19:07:44","slug":"uma-carreira-em-dez-minutos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/2022\/11\/04\/uma-carreira-em-dez-minutos","title":{"rendered":"Uma carreira em dez minutos"},"content":{"rendered":"\n<h5 class=\"wp-block-heading\"><strong><em>Sandro Sotilli, maior artilheiro do Gauch\u00e3o, deixou um legado pelo futebol do interior<\/em><\/strong><\/h5>\n\n\n\n<p><em>Caroline Dolina, Kamilla Kopsell<\/em><\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"737\" height=\"495\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/05\/Foto-1-3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-273\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/05\/Foto-1-3.jpg 737w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/05\/Foto-1-3-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/05\/Foto-1-3-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 737px) 100vw, 737px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: <\/em>Kamilla Kopsell<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Nos dez minutos finais da \u00faltima partida como jogador profissional, Sandro Sotilli viu passar na mem\u00f3ria toda sua trajet\u00f3ria no futebol. Era 12 de mar\u00e7o de 2014, ele defendia o Esporte Clube Pelotas em uma partida contra a Sociedade Esportiva e Recreativa Caxias. Ainda em campo, esperando o juiz apitar o fim do jogo, reviveu uma hist\u00f3ria que ficou marcada por muitos gols, bairrismo, t\u00edtulos e, principalmente, experi\u00eancias e andan\u00e7as pelo interior do Rio Grande do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Nascido em Rondinha, norte ga\u00facho, em 18 de agosto de 1973, com popula\u00e7\u00e3o estimada em cinco mil habitantes, a inf\u00e2ncia de Sotilli n\u00e3o foi diferente das demais crian\u00e7as. Desde os oito anos sonhava em ser jogador de futebol. Por\u00e9m, o costume das fam\u00edlias do interior na \u00e9poca era de ter um filho seguindo no ramo religioso. Sandro acabou sendo o escolhido, entre os irm\u00e3os, para integrar o semin\u00e1rio. O principal respons\u00e1vel por convenc\u00ea-lo, aos 14 anos, foi o tio, j\u00e1 seminarista. Como? Simples. O guri poderia jogar futebol no campo do Col\u00e9gio Marista, em Viam\u00e3o. Assim, carregando a expectativa de uma futura oportunidade de ver seu sonho se tornando realidade, mudou-se para a regi\u00e3o metropolitana.<\/p>\n\n\n\n<p>Aos 17 anos, acabando o ensino m\u00e9dio e prestes a fazer os primeiros votos religiosos, Sotilli confidenciou aos pais, Silvestre Sotilli e Zaida Frizzon Sotilli, que n\u00e3o queria ser seminarista. Sonhava com a vida futebol\u00edstica. Voltou para casa e, durante seis meses, trabalhou na ro\u00e7a da fam\u00edlia. No tempo livre jogava nos campos de v\u00e1rzea da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo come\u00e7ou a mudar em uma noite, quando o vizinho M\u00e1rio Cavasin, ex-treinador da inf\u00e2ncia de Sotilli apareceu na casa da fam\u00edlia de Sandro, convidando o garoto para participar de um teste no Ypiranga de Erechim. A peneira era no dia seguinte. A partir da\u00ed, come\u00e7aram os perrengues da vida de um jogador de futebol do interior. Partindo em uma ca\u00e7amba com mais alguns jovens, Sotilli foi para o primeiro teste profissional da vida, com quase 19 anos. Hoje, essa seria uma idade considerada tardia para o in\u00edcio da profiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Aprovado, come\u00e7ou a treinar com o grupo na semana seguinte. Ficou seis meses na equipe de juniores do Ypiranga. Com a chance de ser mais bem aproveitado por outras equipes, foi emprestado para o Xanxerense, de Santa Catarina, Ta-Gu\u00e1, de Get\u00falio Vargas, e Veran\u00f3polis. Em 1996, ap\u00f3s o final dos empr\u00e9stimos, retornou ao Ypiranga, quando foi chamado por Agenor Bachi, o Tite, atual treinador da Sele\u00e7\u00e3o Brasileira e, na \u00e9poca, comandante do Canarinho de Erechim, para integrar o elenco profissional do time. Durante a passagem por Erechim, a estadia era embaixo das arquibancadas do Est\u00e1dio Ol\u00edmpico Colosso da Lagoa, onde at\u00e9 hoje fica o alojamento para as categorias de base.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>A estreia profissional<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Nervosismo, expectativa e noite mal dormida. Esse foi o pr\u00f3logo do primeiro jogo que marcaria a estreia profissional de Sandro Sotilli. No dia, em um jogo v\u00e1lido pelo Campeonato Ga\u00facho de 1996, Sandro iniciou no banco de reservas, mas o frio na barriga, e o fato de estar concentrado com o restante do elenco, j\u00e1 bastavam para o jovem jogador. \u201cA\u00e9reo, momento especial, realiza\u00e7\u00e3o de um sonho e uma sensa\u00e7\u00e3o diferente da vida normal\u201d, conta Sotilli. Ele ainda n\u00e3o sabia o que viria pela frente.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>O gol que impulsionou a carreira<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Quis o destino que o primeiro jogo como titular de Sotilli no Ypiranga, fosse contra um dos maiores clubes do estado, o Sport Club Internacional. Com o come\u00e7o irregular no Campeonato Ga\u00facho, Tite foi demitido e quem assumiu o comando t\u00e9cnico do time erechinense foi Guilherme Macuglia. No primeiro jogo do novo treinador, o centroavante foi escolhido para titularidade na partida, sendo uma aposta, pois tinha como concorrentes de posi\u00e7\u00e3o grandes nomes como Sandro Ga\u00facho e Gilmar. A jovem promessa respondeu ao chamado quando aos 23 minutos do segundo tempo, virou o confronto e garantiu a vit\u00f3ria do Canarinho sobre o Colorado. Matada no peito e chute no \u00e2ngulo, foi dessa maneira que o gol tomou propor\u00e7\u00f5es nacionais.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>No Internacional<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A passagem pelo Sport Club Internacional, em 1997, foi breve. Mas, naqueles dez minutos finais em Pelotas, Sotilli relembrou com carinho da oportunidade, pois estava realizando um sonho, j\u00e1 que era torcedor desde crian\u00e7a. Por conta dos concorrentes de posi\u00e7\u00e3o, foram dez jogos e apenas dois gols anotados pelo Colorado. Em 1998, o clube da capital optou por fazer uma troca com o Juventude. Fernando iria para Porto Alegre, enquanto Sotilli e Mab\u00edlia iriam para Caxias do Sul.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Campe\u00e3o ga\u00facho de 1998<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Ficou na hist\u00f3ria. Primeiro t\u00edtulo Ga\u00facho do Esporte Clube Juventude e, tamb\u00e9m, do jogador. O jogo da decis\u00e3o foi contra seu ex-clube, que resolveu troc\u00e1-lo: Internacional. O primeiro duelo foi no dia 31 de maio, no Alfredo Jaconi e terminou com a vit\u00f3ria do time Jaconero por 3&#215;1. A volta aconteceu em 7 de junho, no Beira-Rio e terminou empatado em 0x0. O placar concedeu o t\u00edtulo in\u00e9dito ao time da Serra, que ainda foi campe\u00e3o invicto e quebrou a hegemonia da Dupla GreNal, que desde 1955 alternavam o p\u00f3dio.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"522\" height=\"513\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/05\/Foto-3-3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-274\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/05\/Foto-3-3.jpg 522w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/05\/Foto-3-3-300x295.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 522px) 100vw, 522px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: <\/em>Kamilla Kopsell<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Clubes do interior<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A carreira de Sandro Sotilli ficou marcada pelas passagens nos clubes do interior ga\u00facho. No total foram 16: Ypiranga, Ta-gu\u00e1, Veran\u00f3polis, Internacional, Juventude, Caxias, 15 de Novembro, Gl\u00f3ria, Pelotas, S\u00e3o Jos\u00e9, Brasil de Farroupilha, S\u00e3o Paulo de Rio Grande, Passo Fundo, S\u00e3o Lu\u00eds, Ga\u00facho e Marau. Com a rodagem, Sottili tem propriedade para falar sobre o futebol do interior do estado. As maiores dificuldades desde a \u00e9poca, eram financeiras. Os clubes precisavam buscar recursos para que as folhas de pagamento fossem integralmente pagas e a estrutura de alguns times tamb\u00e9m deixavam a desejar com a precariedade do gramado, sem academia e alojamento, por exemplo. Por\u00e9m, essa \u00e9 uma realidade que todos os jogadores sabiam quando surgia a proposta para jogar em um desses clubes.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, outra desvantagem \u00e9 a curta temporada de jogos para a maioria dos clubes do interior. Alguns jogam um campeonato de quatro meses e precisam ir para suas casas e fazer bicos para ter renda ou arrumar outro time. Isso acontece sucessivamente, todos os anos. S\u00e3o poucos aqueles que t\u00eam um calend\u00e1rio cheio para jogar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, houve algumas mudan\u00e7as, que podem ser consideradas m\u00ednimas, mas que j\u00e1 s\u00e3o um avan\u00e7o para os clubes do interior. Tato Moreira, presidente do Guarany de Bag\u00e9, cita que \u201co futebol do interior vem se organizando, as equipes v\u00eam se profissionalizando, principalmente a n\u00edvel diretivo\u201d. Assim como demais clubes, o Guarany tamb\u00e9m j\u00e1 teve seus baixos. Em 2004, suas depend\u00eancias se encontravam sem luz e \u00e1gua e dois funcion\u00e1rios n\u00e3o recebiam h\u00e1 dois anos. Para Tato, o ponto positivo \u00e9 que a \u201cFedera\u00e7\u00e3o Ga\u00facha de Futebol tem sido muito interessada e solicita em estruturar os clubes do interior do Rio Grande do Sul\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Josinara Ramos, funcion\u00e1ria do Setor de Competi\u00e7\u00f5es da Federa\u00e7\u00e3o Ga\u00facha de Futebol, cita que h\u00e1 80 equipes ativas e filiadas \u00e0 FGF no estado. Perguntada sobre quais competi\u00e7\u00f5es s\u00e3o disputadas anualmente, Josinara respondeu: \u201cAtualmente, n\u00f3s temos quatro competi\u00e7\u00f5es da categoria profissional, que s\u00e3o: Gauch\u00e3o S\u00e9rie A, Gauch\u00e3o S\u00e9rie A2, Gauch\u00e3o S\u00e9rie B e Copa FGF. Al\u00e9m das competi\u00e7\u00f5es de base, que \u00e9 Estadual Sub-20, Estadual Sub-17 e Estadual sub-15. Tem tamb\u00e9m as competi\u00e7\u00f5es da categoria feminina, que \u00e9 o Gauch\u00e3o Adulto\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o repasse financeiro, Josinara explica: \u201cqualquer tipo de ajuda para os clubes a gente entende que \u00e9 sempre bem-vinda. Ent\u00e3o, sempre, dentro do poss\u00edvel, isso \u00e9 feito. Mas n\u00e3o h\u00e1 uma regra de quanto vai ser repassado aos clubes, porque depende muito das parcerias que est\u00e3o sendo formadas para aquela competi\u00e7\u00e3o\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, a Federa\u00e7\u00e3o Ga\u00facha de Futebol (FGF) \u00e9 a terceira melhor ranqueada segundo a Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Futebol, ficando atr\u00e1s da Federa\u00e7\u00e3o Paulista de Futebol (FPF) e da Federa\u00e7\u00e3o Carioca de Futebol (FERJ). Todos os anos, a entidade realiza a somat\u00f3ria de pontos de todos os clubes, de cada estado, representando a m\u00e9dia de pontua\u00e7\u00e3o da federa\u00e7\u00e3o estadual correspondente. A pontua\u00e7\u00e3o da FGF \u00e9 atribu\u00edda ao trabalho que vem sendo desenvolvido em todas as competi\u00e7\u00f5es da organiza\u00e7\u00e3o, que tem por miss\u00e3o aumentar o n\u00edvel do futebol ga\u00facho. Por fim, Josinara falou um pouco sobre a import\u00e2ncia desse reconhecimento: \u201cquanto mais longe as equipes chegam, vai ser melhor para todos n\u00f3s. Ent\u00e3o, entendemos que o menor passo adiante de cada um, ou a contribui\u00e7\u00e3o mesmo que pequena, de cada uma das equipes nas nossas competi\u00e7\u00f5es, faz elevar o n\u00edvel do futebol ga\u00facho e nacional, como um todo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Fim de um ciclo<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>A carreira como jogador profissional de Sandro Sotilli chegou ao fim em 2014. Ele n\u00e3o teve d\u00favidas de qual seria o clube para encerrar seu ciclo no futebol profissional, foi no Pelotas. L\u00e1 ele deixou sua marca durante seis temporadas, e conquistou o carinho de todos torcedores \u00e1ureo-cer\u00faleos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando faltavam uns dez minutos para o juiz apitar o jogo, eu comecei pensar em tudo que passou na minha inf\u00e2ncia. Meu sonho de menino, de ser jogador de futebol, as dificuldades do Ypiranga, de morar embaixo da arquibancada, fazer comida, ter jogado na China e no M\u00e9xico. Eu estava chorando e at\u00e9 hoje me emociono, porque naqueles dez minutos a torcida cantava o c\u00e2ntico \u2018Quando ele entra na \u00e1rea, a torcida vai ao del\u00edrio! \u00c9 o Alem\u00e3o Matador! E dale Sandro Sotilli!\u2019, em minha homenagem na arquibancada, mesmo perdendo para o Caxias\u2026 Nos dez minutos finais pensei que realmente valeu a pena aquele sonho de crian\u00e7a, nos 14 quil\u00f4metros que fazia para ir e voltar da escolinha antes de ir para o semin\u00e1rio, todas as alegrias que consegui fazer dentro de campo para os torcedores, ent\u00e3o tudo isso passou pela minha cabe\u00e7a e pensei: valeu a pena\u201d, ressaltou o jogador.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa foi a carreira do maior artilheiro do Campeonato Ga\u00facho, com 111 gols. Al\u00e9m dos outros 134, contando segunda e terceira divis\u00e3o ga\u00facha e outros campeonatos. Sandro Carlos Sotilli: o jogador que deixou marca nas goleiras dos est\u00e1dios, presen\u00e7a e lembran\u00e7a nas diversas cidades que visitou e segue percorrendo. Sotilli sagrou-se no campo e virou figura marcada entre as personalidades ga\u00fachas. Sempre lembrado pelos cabelos loiros de alem\u00e3o, festas de comunidade, lat\u00e3o e carisma al\u00e9m da conta, virou personagem na internet e segue sendo a cara do ga\u00facho de interior.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"716\" height=\"520\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/05\/Foto-2-3.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-275\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/05\/Foto-2-3.jpg 716w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/760\/2024\/05\/Foto-2-3-300x218.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 716px) 100vw, 716px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: <\/em>Kamilla Kopsell<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><em>Passo Fundo, RS<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-small-font-size\"><em>*Esta \u00e9 uma produ\u00e7\u00e3o laboratorial e experimental, desenvolvida por estudantes do curso de Jornalismo da UFSM Campus Frederico Westphalen. O texto n\u00e3o deve ser reproduzido sem autoriza\u00e7\u00e3o.<\/em> Contato: meiomundo@ufsm.br.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sandro Sotilli, maior artilheiro do Gauch\u00e3o, deixou um legado pelo futebol do interior Caroline Dolina, Kamilla Kopsell Nos dez minutos finais da \u00faltima partida como jogador profissional, Sandro Sotilli viu passar na mem\u00f3ria toda sua trajet\u00f3ria no futebol. 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