{"id":44,"date":"2022-03-02T17:59:03","date_gmt":"2022-03-02T20:59:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/?p=44"},"modified":"2022-07-11T06:03:44","modified_gmt":"2022-07-11T09:03:44","slug":"mudancas-no-mercado-de-trabalho-mudam-rumo-de-jornalistas-e-outros-profissionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/2022\/03\/02\/mudancas-no-mercado-de-trabalho-mudam-rumo-de-jornalistas-e-outros-profissionais","title":{"rendered":"Mudan\u00e7as no mercado alteram o trabalho de jornalistas e outros profissionais"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\">Como a atividade de <em>social media<\/em> vem impactando o cotidiano de profissionais da comunica\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong><em>Bruna Lopes<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Frederico Westphalen<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto graduanda e, atualmente, estagiando como Assistente de Marketing, ou melhor, <em>Social Media<\/em>, me encontro no dilema profissional que seria: quando irei de fato atuar na minha \u00e1rea? Ah meu caro leitor, essa pergunta eu me fa\u00e7o j\u00e1 t\u00eam tr\u00eas meses (dura\u00e7\u00e3o de meu conflito interno) e n\u00e3o acho respostas para tal. Desse modo, ao propor esta reportagem e ap\u00f3s ter sugest\u00f5es amig\u00e1veis em olhar para minha pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o, pensei sobre como este problema n\u00e3o \u00e9 somente meu, e sim, de uma grande parcela.<\/p>\n\n\n\n<p>A explos\u00e3o da internet e o surgimento das redes sociais nos fizeram modificar o que pensamos sobre trabalho, suas formas e at\u00e9 extinguir algumas profiss\u00f5es. E este \u00e9 o caso do Jornalismo, em que o profissional anteriormente se deparava com as quest\u00f5es jornal\u00edsticas do jornal impresso e agora pensa em como transformar seu conte\u00fado interessante para quem desce a <em>time line<\/em>. Ser jornalista, atualmente, \u00e9 uma grande prova de fogo, pois enquanto se t\u00eam as m\u00eddias sociais, voc\u00ea escreve, produz mat\u00e9ria, tira foto, se v\u00ea pensando em estrat\u00e9gias de marketing para somente, um \u00fanico post. Um \u00fanico conte\u00fado retirado de voc\u00ea, em que o tempo e trabalho n\u00e3o podem ser recompensados t\u00e3o facilmente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas esse n\u00e3o \u00e9 o caso de Gabriella Bordasch, 35, jornalista que ap\u00f3s plantar uma bananeira, durante sua exposi\u00e7\u00e3o ao ar, decidiu que o seu caminho era de fato viver com uma c\u00e2mera na m\u00e3o. Bordasch relembra momentos de sua trajet\u00f3ria pela emissora RBS, atual afiliada com a rede Globo no Rio Grande do Sul (RS). \u201cEu me imaginava trabalhando na Globo fazendo isso [document\u00e1rio].. e eu fiquei quatro anos na RBS sendo mo\u00e7a do tempo\u201d afirma Gabriella.<\/p>\n\n\n\n<p>O grande <em>boom <\/em>foi ap\u00f3s virar meme pela bananeira. Ela que j\u00e1 pensava em pedir as contas, sentiu que aquilo foi uma oportunidade para mudar de carreira. Hoje, Bordasch possui uma produtora independente chamada Da Terra Studio, que est\u00e1 totalmente e inteiramente ligada com a sua hist\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria da Gabi me chamou a aten\u00e7\u00e3o pelo fato de estar totalmente na contra-m\u00e3o que eu esperava de um jornalista, ou melhor, do jornalismo. Ela que desistiu da profiss\u00e3o por n\u00e3o estar realizada com o que possu\u00eda, decidiu largar tudo e come\u00e7ar do zero na internet. Bordasch menciona: &#8220;N\u00e3o quero ser uma pe\u00e7a, e sim, a pr\u00f3pria engrenagem.\u201d Foi com este pensamento que ela precisou inovar ao se deparar com um mercado (novo) em crise para as produtoras, e viu nas redes sociais, uma maneira de se destacar.<\/p>\n\n\n\n<p>Lucas Zimmerman, de 21 anos, atualmente Social Media e estudante de Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas pela UFSM &#8211; SM, relaciona os efeitos da profiss\u00e3o Social Media como algo que veio para ficar, e destaca a grandiosidade das ramifica\u00e7\u00f5es do trabalho a partir dela. \u201cQu\u00e3o essencial \u00e9 tu ter esse trabalho de Social Media sendo profissional de comunica\u00e7\u00e3o\u201d afirma. Segundo ele, devido a pandemia, as empresas come\u00e7aram a valorizar a profiss\u00e3o pelas necessidades do mercado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cada vez mais vimos que as redes sociais vieram para ressignificar todo a forma que temos de socializa\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o obstante disso, como elas impactaram profundamente as organiza\u00e7\u00f5es de trabalho. Greta Oliveira, de 27 anos, formada em Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas pela UFSM &#8211; FW, comenta sobre como ser Social Media no in\u00edcio de sua carreira, foi fundamental para ser o que \u00e9 hoje, gerente de Marketing da empresa Tch\u00ea Turbo. \u201cPara mim, o social media foi extremamente importante para as empresas me conhecerem, e conhecerem o meu trabalho&#8221;, destaca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela afirma que as redes sociais s\u00e3o como um objeto de estudo para cientistas de dados, em que a todo momento precisamos estar atentos para os surgimentos de uma nova tend\u00eancia, um novo algoritmo que precisa ser analisado.<\/p>\n\n\n\n<p>Let\u00edcia Stasiak, 24, rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e jornalista pela UFSM &#8211; FW, precisou se adaptar ao novo mercado ap\u00f3s a gradua\u00e7\u00e3o. Hoje, ela se considera Mentora de Personal Branding para futuros empreendedores que querem dominar as ferramentas do Instagram. Questionada sobre o motivo de ter feito jornalismo, ela cita: &#8220;Eu gosto de escrever, sempre gostei, e sinto falta disso no meu dia a dia.\u201d Stasiak viu a mudan\u00e7a no mercado para sua profiss\u00e3o como algo escasso, n\u00e3o havia oportunidades para quem estava come\u00e7ando. E foi assim que ela viu nas plataformas de m\u00eddias uma solu\u00e7\u00e3o para continuar atuando com a comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao me deparar com as entrevistas, imaginei que para algumas pessoas, a profiss\u00e3o Social Media foi bastante positiva ao fato de mudarem suas vidas, enquanto para outros \u00e9 um campo ainda desconhecido e que precisa ser coletivamente explorado. Continuo questionando como ser\u00e3o as organiza\u00e7\u00f5es de trabalho daqui para frente? Os criadores de conte\u00fado hoje, ser\u00e3o de fato os mesmos criadores de conte\u00fado, amanh\u00e3? O que ser\u00e1 de n\u00f3s jornalistas, que precisamos nos adaptar a este novo formato?<\/p>\n\n\n\n<p>Eu n\u00e3o sei, mas continuo me questionando.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rep\u00f3rter:<\/strong> Bruna Lopes<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o digital e publica\u00e7\u00e3o: <\/strong>Emily Calderaro (monitora)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Professor respons\u00e1vel: <\/strong>Reges Schwaab<\/p>\n\n\n\n<p>* Trabalho experimental desenvolvido na disciplina de <em>Reportagem em Jornalismo Impresso <\/em>em 2021\/1, per\u00edodo em que trabalhamos de modo remoto em raz\u00e3o da pandemia do novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contato:<\/strong> <a href=\"mailto:meiomundo@ufsm.br\">meiomundo@ufsm.br<\/a>.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como a atividade de social media vem impactando o cotidiano de profissionais da comunica\u00e7\u00e3o Bruna Lopes Frederico Westphalen Enquanto graduanda e, atualmente, estagiando como Assistente de Marketing, ou melhor, Social Media, me encontro no dilema profissional que seria: quando irei de fato atuar na minha \u00e1rea? 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