{"id":46,"date":"2022-03-02T18:12:56","date_gmt":"2022-03-02T21:12:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/?p=46"},"modified":"2022-03-02T18:12:58","modified_gmt":"2022-03-02T21:12:58","slug":"a-fotografia-como-um-estilo-de-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/2022\/03\/02\/a-fotografia-como-um-estilo-de-vida","title":{"rendered":"A fotografia como um estilo de vida"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\">Conhe\u00e7a a hist\u00f3ria de quatro fot\u00f3grafos ga\u00fachos que, antes de se transformarem, foram transformados atrav\u00e9s do amor pelas c\u00e2meras<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\">&nbsp;<strong><em>Lav\u00ednia Machado<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Frederico Westphalen\/RS<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; Quando a primeira fotografia surgiu no ano de 1826, o mundo inteiro j\u00e1 sabia as mudan\u00e7as que ter\u00edamos contato a partir daquele momento. Por meio do retrato conhecemos lugares, pessoas e hist\u00f3rias. Nos dias atuais a foto vai al\u00e9m da captura do melhor \u00e2ngulo em um clique. Atrav\u00e9s da lente, \u00e9 poss\u00edvel captar sentimentos e ess\u00eancias com apenas o olhar art\u00edstico que o fot\u00f3grafo carrega consigo. Entre o hobby e a paix\u00e3o, algumas pessoas t\u00eam a fotografia como o seu estilo de vida. Este \u00e9 o caso de Larissa Bilo, Lucas Marcon, M\u00e9lanie Silveira e Marcelo Schmeling, fot\u00f3grafos ga\u00fachos distintos, mas que compartilham do mesmo amor pela arte.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Na linha do tempo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No dia 20 de junho de 1996 nascia Lucas Marcon. o que ningu\u00e9m imaginava era que aquele menino t\u00edmido entregaria tanta influ\u00eancia do seu eu adolescente f\u00e3 de Paramore e Tumblr em suas fotos. A melancolia que habita o seu peito \u00e9 o impulso para as imagens que produz, na necessidade de expressar sentimentos. A profundidade dos ensaios fotogr\u00e1ficos de Lucas est\u00e1 no sil\u00eancio que move sua inspira\u00e7\u00e3o. Nascido em Frederico Westphalen, morou boa parte de sua vida na cidade vizinha de Ira\u00ed. Quando ganhou uma c\u00e2mera profissional usada de seu pai, aos 15 anos, sabia que a fotografia j\u00e1 era parte dele. \u201cEu sou introspectivo, sinto calado, penso quieto, e quando estou com a c\u00e2mera na m\u00e3o, ela me transforma em outra pessoa. O feminino tem muita influ\u00eancia no meu trabalho desde o princ\u00edpio, e \u00e9 esta energia feminina que coloco em minha fotografia\u201d, relata Lucas. O frederiquense Lucas Marcon de hoje, aos 25 anos, \u00e9 uma confus\u00e3o. A fus\u00e3o de sua crian\u00e7a interior com seu eu adulto faz parte do que ele \u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo ano, na tarde do dia 16 de outubro, nasceu o fot\u00f3grafo Marcelo Schmeling. Natural de J\u00falio de Castilhos, Marcelo descobriu seu lado art\u00edstico ao trabalhar em um restaurante. As fotos come\u00e7aram retratando os pratos servidos. Logo viraram fotografias de amigas, fazendo surgir seu portf\u00f3lio. O incentivo dos amigos e da fam\u00edlia foi chave na decis\u00e3o de ter a fotografia como estilo de vida. O menino introvertido, vivendo em uma cidade de 19 mil habitantes, hoje se especializa e aperfei\u00e7oa suas t\u00e9cnicas para garantir a qualidade do trabalho. \u201cEu tenho que evoluir nisso. Procurei t\u00e9cnicas, cursos, me aperfei\u00e7oei, tanto no relacionamento de pessoas como na fotografia, porque eu acredito que seja um conjunto. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 apertar o bot\u00e3o e est\u00e1 pronta a imagem\u201d, reflete Marcelo. Agora, aos 24 anos, Marcelo se considera de fato livre. Aprendeu a ser imposto ao mundo, com suas opini\u00f5es e principalmente anseios para a carreira profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no ano de 1997, no dia 17 de maio nasceu Larissa Bilo, 24 anos. Natural no munic\u00edpio de Tupanciret\u00e3, a publicit\u00e1ria teve interesse pela arte da fotografia desde cedo. O autorretrato foi o come\u00e7o de tudo. A curiosidade da crian\u00e7a, que se maravilhou com a famosa propaganda da c\u00e2mera Tekpix em 2010, amadureceu na faculdade de Publicidade, especialmente nas disciplinas de fotografia. Sem d\u00favida sobre o gosto pela fotografia, sonhos e persist\u00eancia foram norteando a vida de Larissa. Incentivada pela m\u00e3e,\u00a0 seu trabalho hoje n\u00e3o \u00e9 apenas a fotografia em si, mas a entrega de uma experi\u00eancia de amor pr\u00f3prio, autoestima e seguran\u00e7a, afirma ela. \u201c\u00c9 o meu trabalho mostrar pra elas [as mulheres] a beleza \u00e0s vezes escondida, que elas n\u00e3o conseguem enxergar&#8221;, comenta. E completa: \u201dEu j\u00e1 conquistei muitas coisas, isso me motiva. E se j\u00e1 fui inspira\u00e7\u00e3o para algu\u00e9m, tenho certeza de que devo continuar com o que fa\u00e7o, isso me mant\u00e9m viva\u201d, reflete Larissa. Para ela que saiu do interior de Tupanciret\u00e3 e hoje cumpre agenda em S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, a sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de amadurecimento e desconstru\u00e7\u00e3o aos 24 anos. Todos os clientes e pessoas que por sua vida passaram influenciaram esse processo. Antes de tudo, ela pensa em cuidar de si, pois sabe que precisa estar bem para entregar um bom trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Para alguns, a virada do mil\u00eanio foi sin\u00f4nimo de medo. J\u00e1 na cidade de Santa Maria, o ano 2000 trouxe M\u00e9lanie Silveira no dia 31 de outubro. O seu despertar pela fotografia foi em 2012, pelo feed da rede social&nbsp; <em>Instagram<\/em>. Aos 16 anos, e j\u00e1 empunhando a c\u00e2mera, Mel, como gosta de ser chamada, sentia a dificuldade de trabalhar, pois muitos duvidavam de sua capacidade de fotografar por conta da pouca idade. Isso n\u00e3o foi motivo para desistir, diz ela. Com o apoio dos familiares e amigos, hoje produz ensaios fotogr\u00e1ficos com uma&nbsp; an\u00e1lise pr\u00e9via e roteiro espec\u00edfico para cada situa\u00e7\u00e3o. \u201cA gente tem mania de achar que o outro \u00e9 melhor e acaba se frustrando e n\u00e3o indo atr\u00e1s do que quer porque se compara muito, eu mesma j\u00e1 fiz, somos programados para isso. Depois que eu me desprendi eu melhorei muito, as pessoas me viram, conseguir colocar minha identidade nas fotos, carrego a minha marca e procuro me dedicar sempre\u201d, declara Mel.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Sua prioridade \u00e9 trabalhar a ess\u00eancia do momento, pensando na originalidade. A fotografia moldou o seu car\u00e1ter, conta Mel, que ainda diz n\u00e3o poder mais viver sem a for\u00e7a&nbsp; da empatia, da beleza de enxergar o outro com &#8220;outros olhos&#8221;. A santamariense M\u00e9lanie aprendeu a valorizar a arte e guiar a sua vida por meio da fotografia. Aos 20 anos tudo o que ela faz hoje \u00e9 pensando em sua carreira. Antes da M\u00e9lanie pessoa, existe a M\u00e9lanie fot\u00f3grafa<\/p>\n\n\n\n<p>A fotografia antes de transformar a vida das pessoas, transforma a do pr\u00f3prio fot\u00f3grafo. O que come\u00e7ou como um sonho, hoje faz parte de sua hist\u00f3ria. Com o poder de eternizar momentos e fazer de lembran\u00e7as mem\u00f3rias, os quatro fot\u00f3grafos ga\u00fachos sabem que n\u00e3o podem parar de sonhar.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Conhe\u00e7a o trabalho dos quatro fot\u00f3grafos:<\/p>\n\n\n\n<p>Larissa Bilo: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/laribilo\/\">instagram.com\/bilofotografia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Lucas Marcon: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/lucasmarconm\/\">instagram.com\/lucasmarconm<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Marcelo Schmeling: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/marcelobasc\/\">instagram.com\/marcelobasc<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e9lanie Silveira: <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/melaniesilveiraph\/\">instagram.com\/melaniesilveiraph<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rep\u00f3rter:<\/strong> Lav\u00ednia Machado<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Imagens:<\/strong> XXXXX (se for o caso)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o digital e publica\u00e7\u00e3o: <\/strong>Emily Calderaro (monitora)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Professor respons\u00e1vel: <\/strong>Reges Schwaab<\/p>\n\n\n\n<p>* Trabalho experimental desenvolvido na disciplina de <em>Reportagem em Jornalismo Impresso <\/em>em 2021\/1, per\u00edodo em que trabalhamos de modo remoto em raz\u00e3o da pandemia do novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contato:<\/strong> <a href=\"mailto:meiomundo@ufsm.br\">meiomundo@ufsm.br<\/a>.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conhe\u00e7a a hist\u00f3ria de quatro fot\u00f3grafos ga\u00fachos que, antes de se transformarem, foram transformados atrav\u00e9s do amor pelas c\u00e2meras &nbsp;Lav\u00ednia Machado Frederico Westphalen\/RS &nbsp; Quando a primeira fotografia surgiu no ano de 1826, o mundo inteiro j\u00e1 sabia as mudan\u00e7as que ter\u00edamos contato a partir daquele momento. 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