{"id":48,"date":"2022-03-02T19:23:11","date_gmt":"2022-03-02T22:23:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/?p=48"},"modified":"2022-03-02T19:23:12","modified_gmt":"2022-03-02T22:23:12","slug":"esportes-paraolimpicos-paixao-e-desafios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/2022\/03\/02\/esportes-paraolimpicos-paixao-e-desafios","title":{"rendered":"Esportes paraol\u00edmpicos: paix\u00e3o e desafios"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\">Ser um atleta paraol\u00edmpico requer muito esfor\u00e7o e dedica\u00e7\u00e3o, mas com projetos que incentivem pessoas com defici\u00eancia, fica mais f\u00e1cil sonhar<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong><em>Jaqueline Witter<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Novo Xingu-RS<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Uma jovem goiana passeava pelo Shopping com seu amigo, naquele momento ela nem imaginava que em poucos minutos iria receber um dos telefonemas mais importantes de sua vida. Naquela liga\u00e7\u00e3o Raphael Moreira, t\u00e9cnico da sele\u00e7\u00e3o de t\u00eanis de mesa paraol\u00edmpica do Brasil confirmava que Millena havia conquistado a t\u00e3o sonhada vaga para as Paraolimp\u00edadas, evento que acontece entre os dias vinte e quatro de agosto e cinco de setembro em T\u00f3quio no Jap\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu t\u00f4 passando mal\u201d, foi o que Millena disse ao amigo ap\u00f3s receber a liga\u00e7\u00e3o, \u201ceu fiquei super nervosa, e meu amigo pensou que tinha morrido algu\u00e9m. Ele ficou perguntando \u2018O que t\u00e1 acontecendo, Nega?\u2019 e eu toda me tremendo. E a\u00ed eu n\u00e3o conseguia falar\u201d. Mas apesar de ter recebido a liga\u00e7\u00e3o Millena ainda n\u00e3o quis se entusiasmar. Primeiro esperou ter seu nome publicado no site do Comit\u00ea Paral\u00edmpico Brasileiro(CPB).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Millena Fran\u00e7a tem apenas 25 anos, \u00e9 formada em Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, e hoje cursa P\u00f3s gradua\u00e7\u00e3o em Psicologia do esporte pela universidade Est\u00e1cio. Come\u00e7ou no esporte em 2009 com 12 anos ap\u00f3s receber alta da fisioterapia. Foi&nbsp; sua fisioterapeuta que indicou o esporte. Millena inicialmente praticava t\u00eanis em cadeira de rodas, mas em 2014 trocou para o t\u00eanis de mesa. \u201cEu pensava que os&nbsp; esportes com raquete eram todos iguais, mas \u00e9 muito diferente porque&nbsp; jogar na&nbsp; cadeira o movimento \u00e9 bem amplo. Agora o outro joga em p\u00e9, \u00e9 muito diferente a rota\u00e7\u00e3o da bolinha, \u00e9 mais r\u00e1pida, o tempo de rea\u00e7\u00e3o no t\u00eanis de mesa tamb\u00e9m. E o&nbsp; que me levou a&nbsp; mudar assim de esporte mesmo foi querer ter experi\u00eancia em um outro esporte\u201d, conta Millena.<\/p>\n\n\n\n<p>A jovem \u00e9 a 12\u00aa do mundo em sua classe (F7) que engloba atletas andantes com algum tipo de defici\u00eancia f\u00edsico-motora. Millena&nbsp; vem se preparando a cada dia para as paraolimp\u00edadas, treina de segunda a sexta no per\u00edodo da manh\u00e3 e da tarde, tem&nbsp; apenas os finais de semana livre. Antes de ser convocada estava treinando pouco, pois tamb\u00e9m estava trabalhando, mas agora com a convoca\u00e7\u00e3o est\u00e1 focada somente em representar o Brasil em T\u00f3quio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp; \u201cEu estou muito muito feliz,&nbsp; ansiosa para poder participar dos jogos, a\u00ed entra outra quest\u00e3o: a&nbsp; da pandemia, um pouco de medo de se contaminar porque se contaminar n\u00e3o vai poder participar dos jogos, n\u00e3o vai nem poder entrar l\u00e1 em T\u00f3quio. Ent\u00e3o a gente fica&nbsp; com receio, eu estou com uma vaga na m\u00e3o, mas a qualquer momento pode ser que eu n\u00e3o v\u00e1, entendeu? E a\u00ed a gente fica tendo muito cuidado com isso, a gente tem que manter uma aten\u00e7\u00e3o redobrada, n\u00e3o pode manter contato muito com as pessoas n\u00e3o pode sair, porque assim em qualquer momento se algu\u00e9m tiver contaminado voc\u00ea tamb\u00e9m pode se contaminar\u201d, fala Millena. A atleta j\u00e1 foi vacinada com a 1 dose e aguarda a segunda dose antes de entrar em concentra\u00e7\u00e3o para as paraolimp\u00edadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O canal SPORTV vai ser a casa das paraol\u00edmpiadas, e a Globo deve transmitir algumas modalidades na tv aberta, em entrevista a VEJA, Joana Thim\u00f3teo, diretora de eventos de esportes da Globo afirmou: \u201cA gente entende que estamos vivendo um momento importante de pluralidade, de diversidade e a Paraolimp\u00edada \u00e9 muito representativa nesse sentido. Ent\u00e3o, vamos mergulhar nessa cobertura tamb\u00e9m\u201d. Para Millena a visibilidade paraol\u00edmpica aumentou nos \u00faltimos anos, o principal&nbsp; motivo seria as redes sociais, onde fica mais f\u00e1cil o contato e acompanhamento do p\u00fablico com os atletas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Desafios n\u00e3o faltam para aqueles que ingressam no esporte paraol\u00edmpico, tanto pela condi\u00e7\u00e3o f\u00edsica, ou pela financeira. Este \u00faltimo bem presente visto que n\u00e3o h\u00e1 muito suporte de empresas privadas, o maior patrocinador \u00e9 o Governo Federal, mas o que n\u00e3o falta \u00e9 a for\u00e7a de vontade. \u201cA gente \u00e9 capaz de conquistar o que a gente almeja, mesmo que \u00e0s vezes tenham pessoas falando que voc\u00ea n\u00e3o vai conseguir, que isso \u00e9 um sonho surreal e tudo mais, mas n\u00e3o, se voc\u00ea pode continuar no seu sonho, na sua caminhada se esfor\u00e7ando, voc\u00ea pode conseguir alcan\u00e7ar aqueles objetivos. Ter mais confian\u00e7a em si mesmo, porque o esporte \u00e9 muito bom e vai contribuir muito&nbsp; na nossa forma\u00e7\u00e3o, ainda mais sendo um esporte paral\u00edmpico que visa o autoconhecimento como pessoa\u201d, afirma Millena.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>UFSM atuando no Paradesporto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Universidade Federal de Santa Maria possui um N\u00facleo de Apoio e Estudos da Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica Adaptada (NAEEFA),<strong> <\/strong>que promove pesquisa, ensino e extens\u00e3o, o programa \u00e9 coordenado pela Professora Prof.\u00aa Dr.\u00aa Luciana Erina Palma Viana. O n\u00facleo existe h\u00e1 27 anos e desde seu surgimento vem assegurando \u00e0s pessoas com defici\u00eancia a inclus\u00e3o e o direito ao esporte.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, com a pandemia, ficou invi\u00e1vel a continua\u00e7\u00e3o do projeto. \u201cN\u00f3s estamos sem nenhuma atividade, at\u00e9 tentamos fazer virtualmente com os familiares, mas por v\u00e1rios motivos n\u00e3o foi poss\u00edvel. Temos grupos de pessoas com defici\u00eancia de diferentes n\u00edveis sociais, ent\u00e3o alguns deles t\u00eam acesso \u00e0 internet de uma forma bem f\u00e1cil com qualidade, outros n\u00e3o tem\u201d, conta Luciana. O contato foi mantido atrav\u00e9s do WhatsApp, estimulando as fam\u00edlias, vendo como \u00e9 que elas est\u00e3o ou se elas precisam de algum aux\u00edlio extra, \u201c\u00e9 algo mais pessoal, afetivo que a gente acaba criando, com os adultos das equipes a gente participa de algumas atividades para aqueles que tem em casa material\u201d, diz Luciana.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo antes da pandemia os trabalhos eram intensos. Diferentes modalidades eram empregadas como a nata\u00e7\u00e3o, programa chamado piscina alegre, com beb\u00eas e crian\u00e7as&nbsp; a partir de oito meses, que \u00e9 o de estimula\u00e7\u00e3o essencial. \u201cA gente recebe bebezinhos com paralisia cerebral, s\u00edndrome de down, com m\u00e1 forma\u00e7\u00e3o cong\u00eanita, baixa vis\u00e3o ou cegueira ent\u00e3o a gente trabalha com eles toda parte de estimula\u00e7\u00e3o. N\u00f3s temos um outro projeto dentro desse programa na piscina que \u00e9 atividades recreativas l\u00fadicas para n\u00f3s trabalharmos com pessoas mais adultas, adolescentes com defici\u00eancia intelectual e com defici\u00eancia f\u00edsica. Esse trabalho \u00e9 praticado de uma forma bem divertida, focando na quest\u00e3o das habilidades para o dia a dia\u201d, conta Luciana.<\/p>\n\n\n\n<p>O goalball, outro projeto desenvolvido pelo NAEEFA, \u00e9 voltado para pessoas cegas e com baixa vis\u00e3o. Neste projeto surgiu as equipes da UFSM de goalball masculina e feminina que tamb\u00e9m participam de competi\u00e7\u00f5es.\u201cS\u00e3o todas&nbsp; pessoas adultas&nbsp; cegas ou com baixa vis\u00e3o.&nbsp; Possu\u00edmos&nbsp; o basquete em cadeira de rodas que s\u00e3o pessoas com defici\u00eancia f\u00edsica, tamb\u00e9m todos adultos. E&nbsp; tamb\u00e9m o handebol em cadeira de rodas. As modalidades come\u00e7aram com o handebol, um &nbsp; projeto&nbsp; de 2007, a equipe&nbsp; come\u00e7ou logo em seguida a disputar campeonatos em n\u00edvel de Brasil e a\u00ed formou a equipe For\u00e7a Sobre Rodas UFSM que tamb\u00e9m \u00e9 representada na modalidade de basquete\u201d, afirma Luciana.<\/p>\n\n\n\n<p>O programa possui v\u00e1rios objetivos alcan\u00e7ados, no esportivo j\u00e1 foi campe\u00e3o brasileiro de handebol&nbsp; na s\u00e9rie B chamada&nbsp; S\u00e9rie Prata. No basquete a equipe j\u00e1 foi considerada a oitava melhor equipe do estado, e recebe seguidamente convoca\u00e7\u00f5es de atletas para representar o Estado do Rio Grande do Sul em competi\u00e7\u00f5es.&nbsp; Outro projeto, o de beb\u00eas e crian\u00e7as na piscina de estimula\u00e7\u00e3o essencial,j\u00e1 foi considerado o melhor projeto de extens\u00e3o na jornada acad\u00eamica de 2018(JAI).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDe forma geral, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 nesses s\u00edmbolos de medalha de trof\u00e9us que a gente se orgulha. O que orgulha \u00e9 os ganhos ou as conquistas que n\u00f3s temos a cada dia, \u00e0s vezes o fato de conseguir um movimento que at\u00e9 ent\u00e3o aquela pessoa n\u00e3o conseguia desenvolver&nbsp; j\u00e1 \u00e9 uma grande conquista. Receber um sorriso de um aluno, ver que ele gostou da sua aula, da sua atividade, cada obrigado das pessoas que est\u00e3o com a gente. A conquista de minha parte especialmente \u00e9 de&nbsp; ter ajudado na forma\u00e7\u00e3o de tantos profissionais a\u00ed que est\u00e3o no mercado de trabalho, atrav\u00e9s das atividades do grupo e as conquistas \u00e9 a cada dia a cada momento de intera\u00e7\u00e3o com essas pessoas eu acho que isso vale mais do que qualquer medalha do que qualquer trof\u00e9u do que qualquer classifica\u00e7\u00e3o por mais que eu adoro muito esporte, gosto muito de estar l\u00e1 na competi\u00e7\u00e3o, essa \u00e9 a nossa Conquista o olhar dos pais e na luta que eles t\u00eam di\u00e1ria para manter seus filhos no programa\u201d, reflete a professora Luciana.<\/p>\n\n\n\n<p>Para que todas essas modalidades aconte\u00e7am \u00e9 preciso muito planejamento e acessibilidade pensando sempre na seguran\u00e7a em primeiro lugar. Por isso foi preciso uma&nbsp; adapta\u00e7\u00e3o da quadra. No goalball&nbsp; como todos os alunos&nbsp; jogam vendados sendo cegos ou com baixa vis\u00e3o, \u00e9 preciso fazer toda uma adapta\u00e7\u00e3o, colocar marcas em alto relevo, fazer os cones, as goleiras enfim demanda toda uma adapta\u00e7\u00e3o. A professora Luciana conta que no in\u00edcio foi um pouco dif\u00edcil adquirir os recursos e equipamentos tanto que a primeira bola de goalball o NAEEFA ganhou de uma ONG do Rio de Janeiro e a outra eles mesmos fizeram&nbsp; enrolando papel celofane para fazer barulho no ch\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar das redu\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias que as universidades Federais vem sofrendo nos \u00faltimos anos, Luciana conta que a UFSM sempre prestou apoio interno nas finan\u00e7as. Por\u00e9m esses materiais para a pr\u00e1tica de esportes adaptados possuem um valor elevado. \u201c O goalball que tem a bola espec\u00edfica, hoje n\u00f3s temos 11 e 4 bolas de golbol o custo \u00e9 muito elevado desses materiais, uma bola de goalball custa R$ 500 e n\u00e3o \u00e9 oficial, uma cadeira de rodas esportivas R$ 5000, isso que n\u00e3o \u00e9 a de ponta as&nbsp; mais comuns, de inicia\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o \u00e9 um custo&nbsp; elevado, n\u00e3o \u00e9 os equipamentos e materiais que n\u00f3s utilizamos mas na medida do poss\u00edvel sempre a universidade o centro educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica tem nos dado apoio e sempre d\u00e1 alguma parcela do valor para gente ir comprando o que \u00e9 necess\u00e1rio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O NAEEFA, possui v\u00e1rias parcerias, que elevam o programa a n\u00edvel estadual e de Brasil, como o Hospital Sarah de Bras\u00edlia, associa\u00e7\u00e3o de cegos do Estado, a associa\u00e7\u00e3o de cegos de Santa Maria, tamb\u00e9m a Associa\u00e7\u00e3o Santa-Mariense Paradesportiva \u2013 ASSAMPAR. \u201cAtendemos pessoas n\u00e3o somente de Santa Maria o pessoal que vem de Restinga Seca-RS que \u00e9 a cidade pr\u00f3xima daqui, da Quarta Col\u00f4nia, de Agudo-RS,&nbsp; Faxinal do Soturno-RS. Ent\u00e3o n\u00f3s temos uma abrang\u00eancia um pouquinho maior quando a gente tem um trabalho nas institui\u00e7\u00f5es especiais h\u00e1 alunos de S\u00e3o Sep\u00e9-RS de Ca\u00e7apava-RS de S\u00e3o Pedro-RS de ent\u00e3o n\u00f3s acabamos tendo uma visibilidade n\u00e3o s\u00f3 Santa Maria mas acaba tomando uma propor\u00e7\u00e3o muito grande\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A UFSM foi&nbsp; contemplada com o Programa Segundo Tempo (PST). O PST \u00e9 um Programa do Governo Federal, ligado ao Minist\u00e9rio da Cidadania com o objetivo de democratizar o acesso \u00e0 pr\u00e1tica e \u00e0 cultura do Esporte, o que vai possibilitar ao NAEEFA, maiores recursos e contemplar mais pessoas portadoras de defici\u00eancia, favorecendo a inclus\u00e3o social e ao direito ao esporte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje o NAEEFA conta com uma quantidade de mais de 50 alunos com defici\u00eancia. A estimativa \u00e9 que com o Programa Segundo Tempo(PST), possam ser atendidos mais 50 alunos com defici\u00eancia. Al\u00e9m da professora Luciana, que \u00e9 a\u00a0 coordenadora geral em\u00a0 cada projeto, h\u00e1 um coordenador t\u00e9cnico geralmente \u00e9 aquele aluno que j\u00e1 est\u00e1 quase no final do curso de\u00a0 gradua\u00e7\u00e3o ou alguns alunos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, al\u00e9m dos bolsistas e volunt\u00e1rios que ajudam a professora para um melhor atendimento.\u00a0 Para o NAEEFA o mais importante s\u00e3o as\u00a0 conquistas di\u00e1rias de diferentes formas respeitando a diversidade e a individualidade de cada indiv\u00edduo.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rep\u00f3rter:<\/strong> Jaqueline Witter<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Imagens:<\/strong> XXXXX (se for o caso)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o digital e publica\u00e7\u00e3o: <\/strong>Emily Calderaro (monitora)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Professor respons\u00e1vel: <\/strong>Reges Schwaab<\/p>\n\n\n\n<p>* Trabalho experimental desenvolvido na disciplina de <em>Reportagem em Jornalismo Impresso <\/em>em 2021\/1, per\u00edodo em que trabalhamos de modo remoto em raz\u00e3o da pandemia do novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contato:<\/strong> <a href=\"mailto:meiomundo@ufsm.br\">meiomundo@ufsm.br<\/a>.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ser um atleta paraol\u00edmpico requer muito esfor\u00e7o e dedica\u00e7\u00e3o, mas com projetos que incentivem pessoas com defici\u00eancia, fica mais f\u00e1cil sonhar Jaqueline Witter Novo Xingu-RS Uma jovem goiana passeava pelo Shopping com seu amigo, naquele momento ela nem imaginava que em poucos minutos iria receber um dos telefonemas mais importantes de sua vida. 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