{"id":49,"date":"2022-03-02T19:27:46","date_gmt":"2022-03-02T22:27:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/?p=49"},"modified":"2022-03-02T19:27:48","modified_gmt":"2022-03-02T22:27:48","slug":"a-de-aliades-a-luta-lgbtqia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/2022\/03\/02\/a-de-aliades-a-luta-lgbtqia","title":{"rendered":"A de Aliades \u00e0 luta LGBTQIA+"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center wp-block-paragraph\">Confer\u00eancia ministrada por Rita Von Hunty, <em>drag queen<\/em>, influenciadora digital e professora, marca ativismo institucional na Justi\u00e7a Federal do Rio Grande Sul em apoio \u00e0 causa LGBTQIA+<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\"><strong><em>Patrick Costa Meneghetti<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\"><em>Santa Maria<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Elegantemente vestida, inspirada no visual de uma professora de ci\u00eancias humanas da d\u00e9cada de 70, usando uma blusa marrom, turbante na cabe\u00e7a e brincos de p\u00e9rola da mesma cor, em tom de sobriedade, sentada na sala da sua casa, como se estivesse apresentando uma de suas tradicionais <em>lives<\/em>. Assim, Rita Von Hunty, ou Dona Rita, como prefere ser chamada, iniciou a Confer\u00eancia \u201cDiversidade de G\u00eanero, Visibilidade LGBTQIA+\u201d, promovida pelo Grupo de Trabalho em Direitos Humanos, Equidade de G\u00eanero, Ra\u00e7a e Diversidades, da Justi\u00e7a Federal do Rio Grande do Sul, em homenagem ao Dia do Orgulho LGBTQIA+, que \u00e9 celebrado anualmente em 28 de junho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rita Von Hunty \u00e9 a persona <em>drag queen<\/em> de Guilherme Terreri, ator formado pela UNIRIO e professor de l\u00edngua e literatura inglesa formado pela USP. Hoje atua no cinema e no teatro, apresenta um programa de TV, <em>Drag Me As A Queen<\/em>, e possui um canal no Youtube com mais de 800 mil inscritos, Tempero Drag, al\u00e9m de ministrar cursos e forma\u00e7\u00f5es que discutem, atrav\u00e9s dos Estudos de Cultura, temas centrais da vida em sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando abriu o microfone, Rita primeiro questionou, surpreendendo os presentes, j\u00e1 que em palestras e confer\u00eancias organizadas pela Justi\u00e7a Federal para os seus servidores, eles primeiro escutam e, somente ao final, tomam a palavra. Com um tom moderado de voz, ela perguntou: Por que n\u00e3o existe m\u00eas do orgulho hetero? O que significa g\u00eanero e sexualidade? Desde quando, por que e para que se faz esse debate? Existem pessoas heterossexuais e cisg\u00eaneros na sigla? A professora Rita, ent\u00e3o, trabalhou o tema \u201cDiversidade de G\u00eanero, Visibilidade LGBTQIA+\u201d atrav\u00e9s das respostas dadas pelo p\u00fablico, que p\u00f4de abrir o microfone para falar diretamente com ela, numa esp\u00e9cie de sala de aula invertida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao explicar o significado da sigla LGBTQIA+ (L\u00e9sbicas, Gays, Bissexuais, Transg\u00eaneros, Queer, Interssexuais e Assexuais), Rita destacou a import\u00e2ncia de reconhecer essa luta e se colocar como Aliada ou Aliado neste processo, atribuindo outros significados para a letra A da sigla. Ou Aliades, utilizando a linguagem politicamente correta, que tem como objetivo descrever express\u00f5es, pol\u00edticas ou a\u00e7\u00f5es que evitam excluir ou marginalizar grupos que s\u00e3o vistos como desfavorecidos ou discriminados, especialmente grupos definidos por g\u00eanero, orienta\u00e7\u00e3o sexual ou cor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A servidora e tamb\u00e9m membro-fundadora do GT em Direitos Humanos da Justi\u00e7a Federal do RS, Magali Dantas, fez a abertura da Confer\u00eancia afirmando que \u201ca visibilidade e a luta pela garantia dos direitos humanos das pessoas levando em considera\u00e7\u00e3o sua diversidade de g\u00eanero e de orienta\u00e7\u00e3o sexual, apesar de ser um princ\u00edpio constitucional, n\u00e3o \u00e9 \u00f3bvio. Necessita de debate e movimento constante contra o preconceito, a discrimina\u00e7\u00e3o, a exclus\u00e3o e as viol\u00eancias f\u00edsicas, psicol\u00f3gicas e simb\u00f3licas que s\u00e3o cotidianas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Magali Dantas, a presen\u00e7a de Rita Von Hunty em uma institui\u00e7\u00e3o conservadora como \u00e9 a Justi\u00e7a Federal do Rio Grande do Sul representa uma importante a\u00e7\u00e3o do GT, configurando o que ela chama de ativismo institucional, j\u00e1 que o pr\u00f3prio Grupo foi criado a partir da iniciativa dos servidores. A servidora enfatiza que o conservadorismo da Justi\u00e7a Federal \u00e9 comprovado com dados do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ), segundo os quais a maioria dos membros do Poder Judici\u00e1rio brasileiro s\u00e3o homens, brancos, heterossexuais e cat\u00f3licos. A informa\u00e7\u00e3o apresentada por Magali faz parte de um levantamento feito pelo CNJ em 2018 com base na resposta de 11,3 mil ju\u00edzes, o que corresponde a 62% dos magistrados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A aprova\u00e7\u00e3o pela Dire\u00e7\u00e3o da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria do Rio Grande do Sul para que Rita Von Hunty fosse convidada como Conferencista ocorreu ap\u00f3s pedido do GT em Direitos Humanos, devidamente justificado, incluindo embasamento te\u00f3rico sobre a import\u00e2ncia da visibilidade LGBTQIA+. \u201cO processo foi muito bem fundamentado, trazendo literatura de direitos humanos, inclusive a literatura utilizada no Poder Judici\u00e1rio\u201d, afirma Magali.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O advogado Paulo Iotti, considerado um dos LGBTQIA+ mais influentes do Brasil por sua atua\u00e7\u00e3o, em 2019, no Supremo Tribunal Federal (STF) para a&nbsp; equipara\u00e7\u00e3o da homofobia ao crime de racismo, afirma que o Tribunal tem sido excelente na prote\u00e7\u00e3o das minorias. Segundo ele, que \u00e9 tamb\u00e9m doutor em direito constitucional, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tutela de direitos do grupo LGBTQIA+, \u00e9 preciso reconhecer que significativa parte das conquistas alcan\u00e7adas se concretizou por meio de decis\u00f5es paradigm\u00e1ticas do Supremo Tribunal Federal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, Paulo chama a aten\u00e7\u00e3o de que \u00e9 preciso ir al\u00e9m de palestras e confer\u00eancias, embora reconhecendo a contribui\u00e7\u00e3o delas para a visibilidade e respeito \u00e0 comunidade LGBTQIA+. O advogado destaca a import\u00e2ncia de a\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas no dia da Justi\u00e7a Federal e cita como um exemplo de a\u00e7\u00e3o concreta a inclus\u00e3o no cadastro funcional dos servidores de um campo que reconhe\u00e7a as diferentes identidades de g\u00eanero, n\u00e3o se limitando ao sexo masculino ou feminino.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Dona Rita, os avan\u00e7os em rela\u00e7\u00e3o aos direitos da comunidade LGBTQIA+ se devem \u00e0 interven\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio, j\u00e1 que&nbsp; o Poder Legislativo sequer levantou o debate. Agradecida e, segundo ela, honrada por estar conversando com integrantes do Poder Judici\u00e1rio, o Poder da Rep\u00fablica mais importante para os avan\u00e7os envolvendo a causa LGBTQIA+, Rita Von Hunty acredita no papel das institui\u00e7\u00f5es e da educa\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio fazer pontes entre educa\u00e7\u00e3o e lei\u201d, finalizou ela.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A escolha do m\u00eas de junho para a celebra\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o sobre a tem\u00e1tica LGBTQIA+ faz refer\u00eancia \u00e0 revolta de Stonewall, ocorrida em Nova York, no dia 28 de junho de 1969, quando um grupo enfrentou a frequente viol\u00eancia policial sofrida por homossexuais. Desde 1970, todo m\u00eas de junho \u00e9 dedicado a celebrar o que a comunidade j\u00e1 conquistou e reivindicar o muito ainda a conquistar. E \u00e9 tamb\u00e9m um per\u00edodo de promo\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es afirmativas para esclarecer as pessoas sobre a diversidade de orienta\u00e7\u00f5es sexuais e identidades de g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Rep\u00f3rte<\/strong>r:  Patrick Costa Meneghetti <\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Imagens:<\/strong> XXXXX (se for o caso)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Edi\u00e7\u00e3o digital e publica\u00e7\u00e3o: <\/strong>Emily Calderaro (monitora)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Professor respons\u00e1vel: <\/strong>Reges Schwaab<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">* Trabalho experimental desenvolvido na disciplina de <em>Reportagem em Jornalismo Impresso <\/em>em 2021\/1, per\u00edodo em que trabalhamos de modo remoto em raz\u00e3o da pandemia do novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Contato:<\/strong> <a href=\"mailto:meiomundo@ufsm.br\">meiomundo@ufsm.br<\/a>.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Confer\u00eancia ministrada por Rita Von Hunty, drag queen, influenciadora digital e professora, marca ativismo institucional na Justi\u00e7a Federal do Rio Grande Sul em apoio \u00e0 causa LGBTQIA+ Patrick Costa Meneghetti Santa Maria Elegantemente vestida, inspirada no visual de uma professora de ci\u00eancias humanas da d\u00e9cada de 70, usando uma blusa marrom, turbante na cabe\u00e7a e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5170,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[39,40],"class_list":["post-49","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria","tag-lgbtqia","tag-luta-social"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5170"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}