{"id":50,"date":"2022-03-02T19:29:56","date_gmt":"2022-03-02T22:29:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/?p=50"},"modified":"2022-07-11T05:59:25","modified_gmt":"2022-07-11T08:59:25","slug":"minha-nova-roupa-usada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/2022\/03\/02\/minha-nova-roupa-usada","title":{"rendered":"Minha nova roupa usada"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-text-align-center\"><strong>Brech\u00f3s <\/strong>comandados por jovens mulheres se popularizam nas redes unindo <strong>sustentabilidade<\/strong> e <strong>consumo consciente&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><strong><em>Samara Wobeto<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Santa Maria<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Desbloqueio o celular para verificar a notifica\u00e7\u00e3o do <em>Instagram<\/em>: uma nova conta de brech\u00f3 come\u00e7ou a me seguir. Desde 2018, n\u00e3o h\u00e1 m\u00eas em que isso n\u00e3o acontece. Nessa profus\u00e3o de novos brech\u00f3s, a maioria deles \u00e9 tocada por jovens mulheres que desejam se desapegar de suas roupas e ter alguma renda. \u00c9 o caso das estudantes Mariana Bier, Eduarda Nunes e Alessandra Pigatto, de Santa Maria\/RS, donas de brech\u00f3s no Instagram. As tr\u00eas usam a plataforma para a venda de roupas usadas e para a promo\u00e7\u00e3o da ideia da sustentabilidade e do consumo consciente. Se antes o brech\u00f3 carregava estigmas como lugar de \u201croupa velha\u201d, \u201csujeira\u201d e \u201cenergia pesada\u201d, hoje ele \u00e9 mostrado como sin\u00f4nimo de estilo e autenticidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u2018Brechozeiras\u2019<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Minha rela\u00e7\u00e3o com roupas de segunda m\u00e3o vem desde a inf\u00e2ncia. As sacolas com pe\u00e7as das primas chegavam trazendo novas possibilidades de cores e <em>looks<\/em>. \u00c9 a mesma sensa\u00e7\u00e3o que tenho quando vou a um brech\u00f3, ou quando passeio pelo feed dos diversos perfis brechozeiros que sigo nas redes sociais. A estudante de Engenharia de Telecomunica\u00e7\u00f5es na UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), Mariana Bier, conta que criou o brech\u00f3 Mari Bier Moda Circular em 2018. O h\u00e1bito de adquirir roupas era de fam\u00edlia, dividido com a m\u00e3e e a irm\u00e3: \u201cEra o momento que a gente se reunia e ia comprar uma roupa nova\u201d, relata. A atividade, inicialmente de lazer, despertou em Mariana a preocupa\u00e7\u00e3o com o consumo, e o brech\u00f3 veio a partir disso. \u201cO meu trabalho com brech\u00f3 n\u00e3o era s\u00f3 o fato de vender roupas, mas de conseguir melhorar a rela\u00e7\u00e3o que eu tinha com essas roupas\u201d, detalha. O \u201cBrech\u00f3 da Mari\u201d passou a ser \u201cMari Bier Moda Circular\u201d com o aprofundamento em conceitos relacionados ao consumo sustent\u00e1vel. Para Mariana, foi importante afirmar a vontade da marca no nome, para que os clientes reflitam sobre o consumo para al\u00e9m da compra de roupas usadas.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o Sebrae (Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas), o brech\u00f3 \u00e9 conceituado pela ideia de vender pe\u00e7as que j\u00e1 foram de algu\u00e9m, a fim de prolongar ao m\u00e1ximo a vida \u00fatil da mesma. A pesquisadora Marya Lima &#8211; que estuda a rela\u00e7\u00e3o deles com o marketing e os consumidores &#8211; explica que existem quatro tipos de brech\u00f3s: os de roupas baratas, os vintages, os de roupa infantil e os brech\u00f3s de luxo. Os primeiros contemplam os do tipo beneficente, com uma grande variedade de estilos, tamanhos e pre\u00e7os. Os vintage relacionam-se \u00e0s roupas com mem\u00f3ria, que j\u00e1 foram moda em outras d\u00e9cadas, e tem por caracter\u00edstica marcante o garimpo e a curadoria. Os do tipo infantil levam em conta que o crescimento das crian\u00e7as \u00e9 muito r\u00e1pido e possibilita um menor custo na aquisi\u00e7\u00e3o de roupas. E os brech\u00f3s de luxo comercializam roupas com status, geralmente de marcas caras e exclusivas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Mari Bier Moda Circular se encaixa, hoje, no estilo de brech\u00f3 vintage. A maior parte das pe\u00e7as \u00e9 resultado de garimpo. No processo, ela leva em conta as prefer\u00eancias das clientes. Mariana conta que a experi\u00eancia de garimpar em bazares \u00e9 diferente, uma vez que \u00e9 preciso paci\u00eancia para mexer nas pilhas de roupas e achar as pe\u00e7as que as consumidoras procuram. \u201cQuando eu acho [uma pe\u00e7a], parece que encontro perfeitamente para a pessoa, sabe? Parece que a roupa foi feita pra ela\u201d, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o <em>SM Garimpo Brech\u00f3<\/em>, da estudante Eduarda Nunes Alves, \u00e9 do tipo de roupas baratas, uma vez que prioriza o pre\u00e7o das pe\u00e7as na comercializa\u00e7\u00e3o. O in\u00edcio do neg\u00f3cio, em 2018, foi pela necessidade de arrecadar dinheiro a partir da venda de roupas dela e da m\u00e3e. Com o tempo, passou a divulgar pe\u00e7as de amigas e, com a pandemia, a iniciativa cresceu bastante. No come\u00e7o, Eduarda&nbsp; n\u00e3o via o brech\u00f3 na rela\u00e7\u00e3o com a sustentabilidade. Esse pensamento foi modificado&nbsp; com o tempo: \u201cEu n\u00e3o tinha no\u00e7\u00e3o, vivia muito na minha bolha. Com o brech\u00f3, e conhecendo outros brech\u00f3s, comecei a pesquisar sobre isso\u201d. Seu entendimento sobre a sustentabilidade mudou bastante.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O brech\u00f3 tamb\u00e9m foi crucial em um momento marcante da vida de Eduarda. Em outubro de 2020, seu gatinho de estima\u00e7\u00e3o, o Frajola, adoeceu. Foi por meio do brech\u00f3 que ela organizou uma campanha para arrecadar os valores para o tratamento, a interna\u00e7\u00e3o e as medica\u00e7\u00f5es, seja por meio de doa\u00e7\u00f5es ou pela venda das pe\u00e7as que oferecia. \u201cV\u00e1rias meninas que divulgavam comigo falaram assim: o que tu venderes das minhas pe\u00e7as, pode pegar o valor inteiro\u201d, relata. Com a solidariedade das parcerias, ela conseguiu arrecadar o valor necess\u00e1rio para o tratamento do Frajola em cerca de duas semanas. Recentemente, Eduarda passou em um concurso para uma forma\u00e7\u00e3o em controle de voo da aeron\u00e1utica, em S\u00e3o Paulo, e, por isso, teve que pausar temporariamente as atividades do brech\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p>A estudante de Medicina Veterin\u00e1ria na UFSM, Alessandra Pigatto, explica que a rela\u00e7\u00e3o dela com o desapego come\u00e7ou pela venda de roupas no aplicativo Enjoei &#8211; uma esp\u00e9cie de brech\u00f3 online. Depois, no in\u00edcio de 2020, ela criou o pr\u00f3prio neg\u00f3cio, o ReUse. No in\u00edcio, era um brech\u00f3 para toda a fam\u00edlia, e vendia roupas de Alessandra, da m\u00e3e e do irm\u00e3o. Ent\u00e3o, veio a percep\u00e7\u00e3o de que o nicho era essencialmente feminino. Alessandra adaptou o neg\u00f3cio para esse p\u00fablico e hoje o brech\u00f3 funciona para desapegos seus, da m\u00e3e e das amigas da estudante. Na rela\u00e7\u00e3o com a sustentabilidade, ele explica que todas as pe\u00e7as vendidas j\u00e1 foram usadas: \u201cEu acredito naquilo de que se cada um fizer um pouco, acaba se tornando muito\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os tipos de brech\u00f3s existentes podem ser f\u00edsicos, h\u00edbridos ou on-line. O trabalho com brech\u00f3s do \u00faltimo tipo leva em conta diversos processos: o garimpo das pe\u00e7as, a avalia\u00e7\u00e3o da qualidade, a lavagem, eventuais consertos, para ent\u00e3o pass\u00e1-las e fotograf\u00e1-las para divulga\u00e7\u00e3o. Depois, o contato com as clientes, a venda e as entregas. Cada brech\u00f3 tem suas particularidades: Mariana e Alessandra, por exemplo, fazem editoriais de moda com os looks a serem oferecidos. J\u00e1 Eduarda fotografava as pe\u00e7as no pr\u00f3prio corpo. Para Mariana, circular as roupas \u00e9 o ideal: \u201c\u00c9 pra dar uma continuidade nas pe\u00e7as\u201d, evidencia. Para ela, o <em>Instagram<\/em> tem muito potencial para esse tipo de venda, inclusive de clientes de outras cidades. Eduarda concorda: \u201cEu acredito que as roupas t\u00eam hist\u00f3rias. E se elas est\u00e3o em boas condi\u00e7\u00f5es, podem ser criadas mais hist\u00f3rias [a partir delas] \u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A psic\u00f3loga Jaqueline da Cas, 26 anos, consome em brech\u00f3s h\u00e1 dez anos. A influ\u00eancia vem de casa, pelo h\u00e1bito da m\u00e3e. \u201c[Eu] nem lembro, pra falar a verdade, a \u00faltima vez que eu comprei roupa em loja\u201d, diz. Para ela, \u00e9 fundamental pensar de onde vem o desejo de consumo, na maioria das vezes promovido pelo capitalismo. \u201cSe a gente est\u00e1 sempre se atualizando na moda, a gente consome roupas que n\u00e3o t\u00eam a nossa identidade, n\u00e3o tem a nossa cara\u201d, argumenta.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisadora Camila Medronha, formada em Administra\u00e7\u00e3o pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), estudou o perfil das consumidoras de brech\u00f3s no trabalho de conclus\u00e3o do curso, em 2018. Segundo ela, esse perfil reflete um p\u00fablico feminino, composto, em geral,&nbsp; de 20 a 30 anos, de classe m\u00e9dia alta, com gradua\u00e7\u00e3o em andamento ou finalizada, e que compram atra\u00eddas, principalmente, pelo pre\u00e7o. Depois, aparecem motiva\u00e7\u00f5es como a variedade, a moda <em>vintage<\/em>, a qualidade, as pe\u00e7as \u00fanicas, a experi\u00eancia de compra, o acesso a marcas famosas, o estilo e, por fim, o consumo consciente. \u201cA essas consumidoras agrada muito a ideia da sustentabilidade, mas ainda n\u00e3o \u00e9 a maior motiva\u00e7\u00e3o\u201d, comenta Camila.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Consumo(s)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O modo como a sociedade consome se enquadra no <em>Fast Fashion<\/em>, em que a velocidade dos ciclos da moda \u00e9 muito alta e a qualidade das pe\u00e7as \u00e9 muito baixa. Mariana, que estudou esses conceitos para a aprimora\u00e7\u00e3o do brech\u00f3 e produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fados para as redes, explica que o <em>fast fashion <\/em>est\u00e1 atrelado ao consumismo desenfreado, e se reflete principalmente em grandes lojas de departamento. A produ\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as \u00e9 c\u00edclica e feita a partir de cole\u00e7\u00f5es. \u201cElas n\u00e3o s\u00f3 produzem como querem que tu descarte a tua roupa daqui a dois meses para poder comprar uma nova\u201d, destaca. Nas palavras de Mariana, \u00e9 uma roupa feita para n\u00e3o durar.<\/p>\n\n\n\n<p>Aliado \u00e0 quest\u00f5es de consumo, a ind\u00fastria da moda \u00e9 a 5\u00aa maior poluente do mundo, de acordo com o Relat\u00f3rio da Ind\u00fastria da Moda, produzido pelo Global Fashion Agenda em 2017. Dados do <em>Fashion on Climate<\/em> mostram que, em 2018, esta produziu 2,1 bilh\u00f5es de toneladas de CO2, e que englobam os processos de produ\u00e7\u00e3o do material, prepara\u00e7\u00e3o de fios e tecidos, produ\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as, transporte, varejo, uso e fim do produto. Essa estimativa representa 4% das emiss\u00f5es de carbono no mundo, e \u00e9 maior que os n\u00fameros da Fran\u00e7a, Alemanha e Reino Unido juntos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em contrapartida, o <em>Slow Fashion <\/em>surge a partir do <em>Slow Living<\/em>, que \u00e9 um estilo de vida e de consumo mais lento e que, por consequ\u00eancia, gasta menos recursos naturais. O brech\u00f3 entra nessa categoria, uma vez que o objetivo \u00e9 dar continuidade para pe\u00e7as que j\u00e1 foram produzidas e j\u00e1 gastaram sua cota de recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando compreendi que o consumo \u00e9 um ato pol\u00edtico, a compra de roupas usadas tornou-se ainda mais importante. Em uma sociedade capitalista, repensar os h\u00e1bitos de consumo \u00e9 assumir compromisso com o meio ambiente e o planeta. A partir disso, surge a vontade de estudar mais sobre o assunto. Formada em Administra\u00e7\u00e3o pela UFC (Universidade Federal do Cear\u00e1), a pesquisadora Marya Lima explica: \u201cO consumo consciente \u00e9, basicamente, repensar as suas atitudes, n\u00e9? Repensar de forma que elas prejudiquem o m\u00ednimo poss\u00edvel o meio ambiente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As modas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nunca fui muito de acompanhar as tend\u00eancias da moda, at\u00e9 por isso o brech\u00f3 \u00e9 uma alternativa diferente para me vestir gastando menos. Mesmo para pessoas que tinham h\u00e1bitos de consumo regulares, como Mariana, a op\u00e7\u00e3o do brech\u00f3 como neg\u00f3cio e op\u00e7\u00e3o para se vestir \u00e9 interessante. A pesquisadora Caroline Brum, que leciona no curso de T\u00e9cnico em Moda na UFN (Universidade Franciscana), diz que a populariza\u00e7\u00e3o do significado positivo do brech\u00f3 se deu nos \u00faltimos cinco anos. \u00c9 esse tamb\u00e9m o per\u00edodo em que o <em>Instagram<\/em> se torna uma plataforma de suporte para os mesmos, na percep\u00e7\u00e3o das pesquisadoras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Caroline, os brech\u00f3s contribuem para que determinados ciclos e tend\u00eancias da moda voltem a partir de releituras &#8211; principalmente das d\u00e9cadas de oitenta e noventa. Mariana destaca que pe\u00e7as de garimpo vintage s\u00e3o as mais vendidas, principalmente jeans. Eduarda conta que cal\u00e7as jeans e croppeds eram destaque. Alessandra diz que as pe\u00e7as com mais fluxo de venda s\u00e3o as que est\u00e3o na moda no momento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mariana e Eduarda sublinham que as vendas aumentaram com a pandemia. Esse indicativo vai de encontro a dados de uma pesquisa realizada pela CNDL (Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Logistas) em parceria com o SPC (Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Consumidor): no primeiro trimestre de 2021 aumentaram as compras online realizadas por smartphone, de itens de vestu\u00e1rio e moda e de produtos usados. Segundo Caroline, o \u201c<em>boom\u201d<\/em> do consumo em brech\u00f3s na pandemia tem a ver com a necessidade da busca de seguran\u00e7a em um per\u00edodo t\u00e3o incerto, e isso se d\u00e1 por meio do resgate do que j\u00e1 \u00e9 conhecido. \u201cO que a gente j\u00e1 conhece \u00e9 o que a gente j\u00e1 viveu, ou alguma coisa que algu\u00e9m da nossa fam\u00edlia viveu\u201d, explica. Essa macrotend\u00eancia do resgate e da rever\u00eancia ao passado est\u00e1 nas cal\u00e7as <em>mom jeans<\/em>, nas jaquetas <em>jeans <\/em>com modelagem grande, nos casacos com ombreiras, no <em>grunge<\/em> que ocupa as araras das lojas de departamento. \u201cA moda \u00e9 completamente social\u201d, reflete Caroline. \u201cAlguma coisa vai surgir dessa ebuli\u00e7\u00e3o que a gente t\u00e1 tendo no Brasil hoje\u201d, finaliza.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rep\u00f3rter:<\/strong> Samara Wobeto<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Imagens:<\/strong> XXXXX (se for o caso)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Edi\u00e7\u00e3o digital e publica\u00e7\u00e3o: <\/strong>Emily Calderaro (monitora)<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Professor respons\u00e1vel: <\/strong>Reges Schwaab<\/p>\n\n\n\n<p>* Trabalho experimental desenvolvido na disciplina de <em>Reportagem em Jornalismo Impresso <\/em>em 2021\/1, per\u00edodo em que trabalhamos de modo remoto em raz\u00e3o da pandemia do novo coronav\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contato:<\/strong> <a href=\"mailto:meiomundo@ufsm.br\">meiomundo@ufsm.br<\/a>.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brech\u00f3s comandados por jovens mulheres se popularizam nas redes unindo sustentabilidade e consumo consciente&nbsp; Samara Wobeto Santa Maria Desbloqueio o celular para verificar a notifica\u00e7\u00e3o do Instagram: uma nova conta de brech\u00f3 come\u00e7ou a me seguir. Desde 2018, n\u00e3o h\u00e1 m\u00eas em que isso n\u00e3o acontece. Nessa profus\u00e3o de novos brech\u00f3s, a maioria deles \u00e9 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":5170,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[41,42,43],"class_list":["post-50","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria","tag-brecho","tag-consumo-consciente","tag-sustentabilidade"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5170"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/meio-mundo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}