{"id":758,"date":"2024-06-14T12:05:00","date_gmt":"2024-06-14T15:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revista-o-qi\/?p=758"},"modified":"2024-06-14T09:27:35","modified_gmt":"2024-06-14T12:27:35","slug":"entrevista-com-grupo-conecta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revista-o-qi\/2024\/06\/14\/entrevista-com-grupo-conecta","title":{"rendered":"Entrevista com Grupo CONECTA"},"content":{"rendered":"\n\n\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0A evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica ocorrida nos \u00faltimos anos levou os produtos comunicacionais a angariar uma conjuntura mais din\u00e2mica e distribu\u00edda em cen\u00e1rio multiplataforma, cuja execu\u00e7\u00e3o fomenta narrativas transm\u00eddia e a experimenta\u00e7\u00e3o criativa. Dessa forma, o CONECTA &#8211; Comunica\u00e7\u00e3o e Experimenta\u00e7\u00e3o Criativa, grupo de pesquisa pertencente \u00e0 \u00e1rea da comunica\u00e7\u00e3o da UFSM, reflete o contexto transversal dessas produ\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Conforme explica a apresenta\u00e7\u00e3o do grupo em sua p\u00e1gina no site da UFSM, o objetivo \u00e9 realizar a experimenta\u00e7\u00e3o criativa e tecnol\u00f3gica de processos, formatos e suportes de m\u00eddia, al\u00e9m de agregar pesquisas que relacionem narrativas midi\u00e1ticas, consumo e constru\u00e7\u00e3o de sentidos em m\u00faltiplas plataformas de m\u00eddia. Estas vertentes compilam tem\u00e1ticas de ader\u00eancia plurais e abrangentes a v\u00e1rias etapas de uma produ\u00e7\u00e3o, inclusive o processo criativo, pauta do dossi\u00ea tem\u00e1tico da pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o da O QI.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Para compreender como esse tema se relaciona com a iniciativa em quest\u00e3o, entrevistamos o docente do curso de Produ\u00e7\u00e3o Editorial, Leandro Stevens, e o docente do curso de Jornalismo, Maicon Elias Kroth, que, juntos com a professora Sandra Depexe, coordenam o grupo CONECTA. Iniciamos perguntando como a proposta do grupo foi concebida. O professor Leandro comentou: \u201cEu, o professor Maicon e a professora Sandra Depexe quer\u00edamos criar um grupo de pesquisa, mas que ele tamb\u00e9m tivesse um vi\u00e9s de experimenta\u00e7\u00e3o, de an\u00e1lise de produtos comunicativos. Discutimos tamb\u00e9m como unir v\u00e1rias \u00e1reas da comunica\u00e7\u00e3o, para ter esse enfoque. O importante \u00e9 os produtos comunicativos\u201d. Maicon comenta que o grupo nasceu de algumas inquieta\u00e7\u00f5es: \u201cUma ideia de experimenta\u00e7\u00e3o, uma ideia de tentar pensar em objetos, em produtos, em constru\u00e7\u00e3o de ideias que pudessem ser experimentais, uma vez que a gente entendia e percebia que o cen\u00e1rio atual da comunica\u00e7\u00e3o, os desenvolvimentos da pr\u00f3pria tecnologia, nos estimulavam a pensar produtos e modos de planejar a produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fados de forma mais diversificada. Que pudesse atender tamb\u00e9m uma demanda que n\u00e3o s\u00f3 mercadol\u00f3gica, mas tamb\u00e9m uma demanda dentro da academia, dentro da universidade, dentro dos cursos. Esse espa\u00e7o em que a experimenta\u00e7\u00e3o e a criatividade pudessem dialogar, ainda mais, para al\u00e9m da sala de aula\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Na sequ\u00eancia foi questionado quais foram os primeiros experimentos desenvolvidos pelo grupo, diante disso, o professor Leandro afirmou: \u201cA gente come\u00e7ou na pandemia e n\u00e3o conseguia nos atrelar a projetos. No primeiro momento, a gente fazia estudos e discuss\u00f5es dentro do pr\u00f3prio grupo, e tentava propor algumas a\u00e7\u00f5es\u201d, de forma complementar, Maicon comenta que: \u201cA pandemia, por um lado, nos estimulou para algumas coisas e por outro, tamb\u00e9m nos deixou com as m\u00e3os um pouco amarradas. A gente teve que pensar em sistematizar os encontros com o grupo, que inicialmente era grande tamb\u00e9m. As nossas primeiras ideias foram muito em torno de como fazer com que essa equipe trabalhasse virtualmente. Como que a gente poderia construir algo que fosse no ambiente digital, e que esse ambiente digital, ent\u00e3o, se constitu\u00edsse um, digamos assim, lugar de est\u00edmulo para gente experimentar, para a gente construir coisas que fossem criativas. A gente n\u00e3o conseguia avan\u00e7ar muito, porque est\u00e1vamos todos em casa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Ap\u00f3s, relacionado ao tema do dossi\u00ea tem\u00e1tico da O QI, foi perguntado como funciona a fase do processo criativo e o m\u00e9todo utilizado pelo grupo, assim Leandro nos diz: \u201cV\u00e1rios m\u00e9todos. Porque quando a gente trabalha com criatividade, a grande quest\u00e3o \u00e9 a condu\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o a gente tem, claro, alguns autores, alguns m\u00e9todos que s\u00e3o bastante convencionais, por exemplo, reuni\u00e3o de briefing, reuni\u00e3o brainstorming, que s\u00e3o cl\u00e1ssicos, mas a gente vai de acordo com o objetivo do produto e do projeto que a gente tem. Ali que a gente vai conduzindo, mas tentamos dar bastante liberdade para os integrantes, trazer as poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es, os desdobramentos. Tentamos s\u00f3 conduzir esses processos\u201d. J\u00e1 o professor Maicon conta: \u201cQuando a gente fala em experimenta\u00e7\u00e3o, me parece tamb\u00e9m que \u00e9 algo para a gente pensar conceitualmente: o que \u00e9 experimentar, afinal de contas? \u00c9 avan\u00e7ar no conhecimento daquilo que j\u00e1 existe. H\u00e1 um conhecimento. H\u00e1 um estado da arte, a respeito das coisas que se faz, e que d\u00e1 sentido \u00e0 vida. E \u00e9 partindo desse pr\u00e9-conhecimento que se avan\u00e7a, que se caminha para frente. Usando um pouco o exemplo do Einstein que o Leandro trouxe antes, que me pareceu muito coerente, ele n\u00e3o criou as coisas do zero. Ele parte de um pr\u00e9-conhecimento. Ele constitui uma constru\u00e7\u00e3o \u00e0 luz daquilo que j\u00e1 est\u00e1 concebido como entendimento, com conhecimento a respeito de uma determinada situa\u00e7\u00e3o da vida ou de uma determinada coisa social. Ent\u00e3o, acho que o nosso movimento foi muito em torno disso. O nosso m\u00e9todo era desconstruir m\u00e9todos: olhar para eles e pensar \u201cbom, isso existe, pode ser aplicado\u201d. Mas como \u00e9 que n\u00f3s poder\u00edamos avan\u00e7ar a partir daqui?\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0No decorrer da entrevista, buscou-se entender quais os projetos do CONECTA ainda para o ano de 2024, nessa perspectiva, Leandro comenta: \u201cA gente vai recome\u00e7ar agora junto com o planet\u00e1rio, sempre fazemos uma an\u00e1lise junto com a gest\u00e3o para ver as possibilidades de realizar produtos, quais, e as demandas que eles tamb\u00e9m t\u00eam para tentar alinhar o grupo\u201d. Com isso, Maicon complementa: \u201cN\u00f3s entendemos que o planet\u00e1rio \u00e9 um espa\u00e7o que d\u00e1 sentido ao que \u00e9 a UFSM, por exemplo, mundo afora. As pessoas conhecem a UFSM, muitas vezes, imageticamente, e constroem sentidos a respeito da UFSM a partir da imagem do planet\u00e1rio, de como ela circula. Essa imagem \u00e9 muito utilizada para falar sobre a UFSM, midiaticamente? Ent\u00e3o a gente entendeu que o planet\u00e1rio poderia explorar ainda mais essa imagem. Poderia explorar ainda mais este lugar de ensino, de conhecimento, de constru\u00e7\u00e3o de conhecimento a respeito do mundo. N\u00e3o s\u00f3 do nosso, do planeta, mas, enfim, de tudo que est\u00e1 ao nosso redor. Ent\u00e3o n\u00f3s desenvolvemos um plano de atividades e de experimenta\u00e7\u00f5es com a equipe que foi dividido em algumas etapas. Houve todo um planejamento, um cronograma de atividades. A primeira delas, por exemplo, talvez vale a gente citar, foi o desenvolvimento de um lugar, como se fosse um mural, em que a gente pudesse estimular o p\u00fablico que vai para o planet\u00e1rio, e a gente tamb\u00e9m estudou muito isso, quem \u00e9 esse p\u00fablico? Como esse p\u00fablico chega at\u00e9 o planet\u00e1rio? E o que estimularia esse p\u00fablico a construir conte\u00fados que estimulassem, ainda, outros p\u00fablicos, outras pessoas, ainda mais pessoas a irem at\u00e9 o planet\u00e1rio e poderem mergulhar. Ent\u00e3o, a gente pensou em algumas estrat\u00e9gias de imers\u00e3o. E uma delas foi que as crian\u00e7as, que os jovens ou que o p\u00fablico adulto que circulasse por l\u00e1 pudesse responder a algumas quest\u00f5es que a gente considerou \u201cinteligentes\u201d a respeito do universo, que \u00e9 a tem\u00e1tica sobre a qual o planet\u00e1rio trabalha, tanto com escolas e outras universidades, estudantes e pessoas da comunidade regional que v\u00eam at\u00e9 aqui para conhecer essa institui\u00e7\u00e3o, dentro da UFSM. E a gente fez algumas perguntas do tipo \u2018se voc\u00ea tivesse que morar na lua, o que voc\u00ea levaria com voc\u00ea?\u2019. A gente disponibilizou alguns post-its com canetas, uma mesinha do lado desse mural para as crian\u00e7as poderem responder, para o p\u00fablico poder responder &#8211; estou repetindo crian\u00e7as porque a gente tem certeza que \u00e9 o p\u00fablico que mais circula ali dentro. As crian\u00e7as iam ali, respondiam \u2018ah, eu levaria, minha m\u00e3e\u2019. Muitos responderam isso. \u2018Ah, eu levaria comida\u2019, \u2018ah, eu levaria meu cachorrinho\u2019, sabe? Coisas assim. Para estimular tamb\u00e9m essas crian\u00e7as a pensar e refletir sobre o universo, n\u00e9? E com uma estrat\u00e9gia interativa, que pudesse estimular mais do que assistir \u00e0s sess\u00f5es, que j\u00e1 s\u00e3o super imersivas, s\u00e3o super inteligentes, mas que n\u00f3s tamb\u00e9m pud\u00e9ssemos criar outras alternativas, outras perspectivas de se pensar essa imers\u00e3o nesse mundo que o planet\u00e1rio disponibiliza para n\u00f3s \u201cterr\u00e1queos\u201d, seres humanos aqui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Em seguida, foi questionado aos dois o que seria criatividade para eles, obtendo a resposta do professor Leandro: \u201cVou ficar duas horas explicando (risos), mas eu acho que a criatividade \u00e9 algo singular. Eu acho que em qualquer \u00e1rea tu tem que ter criatividade, tem que desenvolver ela de alguma forma. Normalmente quando os alunos entram no curso e come\u00e7am a pegar as disciplinas experimentais, a gente pergunta quem que se considera criativo e pouca gente se considera criativo. E a\u00ed tu come\u00e7a a instigar, e a pessoa v\u00ea que ela compreende aquilo. Claro que para ser criativo tem que ter um conhecimento base, tem que ter um contexto que te facilite, tamb\u00e9m, a ser criativo. Mas \u00e0s vezes atrela a criatividade s\u00f3 a determinadas \u00e1reas, n\u00e9? \u00c0s artes, comunica\u00e7\u00e3o, enfim\u2026 mas criatividade est\u00e1 em qualquer meio, n\u00e9? O Einstein para fazer teoria da relatividade, isso \u00e9 um processo criativo de acordo com o conhecimento que ele tem. E depois que ele vai testar se aquela equa\u00e7\u00e3o est\u00e1 certa ou n\u00e3o. Ent\u00e3o, rapidamente, basicamente, a gravidade seria algo assim, que \u00e9 pr\u00f3prio do instinto humano de ir em busca de algo novo. Isso deve ser cada vez mais desenvolvido, principalmente nos acad\u00eamicos, para que eles consigam trazer novas solu\u00e7\u00f5es. \u00c9 dali que o grupo busca. Essa foi a ideia original. Essa experimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201ctraga sua criatividade que n\u00f3s vamos experimentar para ver o quanto isso \u00e9 poss\u00edvel\u201d e do professor Maicon: Eu, que venho de uma \u00e1rea do jornalismo, para mim, criatividade, \u00e9 talvez um ponto de vista bem pessoal: a criatividade para mim \u00e9 experimentar. Quer dizer, eu n\u00e3o consigo entender o processo criativo sem experimentar as coisas. Acredito que sim, o ser humano traz na sua gen\u00e9tica essa capacidade de se tornar um sujeito criativo. Ele \u00e9 inteligente para isso, mas n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que essa intelig\u00eancia se reflita no mundo sem que haja est\u00edmulos. E para mim, os est\u00edmulos se d\u00e3o \u00e0 luz da experimenta\u00e7\u00e3o. E \u00e9 a experimenta\u00e7\u00e3o, para mim, que estimula e constr\u00f3i a criatividade\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Seguindo na mesma tem\u00e1tica foi abordado se a criatividade seria uma habilidade inata ou que poderia ser desenvolvida ao longo do tempo, nesse sentido, Leandro reflete: \u201cEu acho os dois. Ela \u00e9 uma parte nata para aquelas pessoas que j\u00e1 s\u00e3o pr\u00e9-dispostas ou foram incentivadas a explorar as suas ideias, a explorar a criatividade. Porque todo ser humano quando nasce, para mim, ele tem um grande potencial criativo. Uma crian\u00e7a quando nasce, assim que ela tem o m\u00ednimo de habilidade motora, quer pegar, quer montar, quer fazer, quer construir algo, quer fazer algo. Isso \u00e9 pr\u00f3prio do ser humano. Mas se tu tira todos os brinquedos, qualquer coisa que ela possa trabalhar em cima, ela come\u00e7a a regredir nessa quest\u00e3o. Ent\u00e3o eu acho que \u00e9 algo que \u00e9 pr\u00f3prio ser humano, mas que desde os primeiros meses de vida deve ser estimulado e isso segue para o resto da vida. Em determinada \u00e1rea, no trabalho, na gradua\u00e7\u00e3o, na escola, tem os seus momentos de estimular e com diferentes m\u00e9todos para estimular isso. Ent\u00e3o eles precisam ser constantemente trazidos\u201d. Por outro lado, Maicon ressalta: \u201c\u00c9 preciso que haja o est\u00edmulo. Ela n\u00e3o \u00e9 nata. Eu acho que a gente nasce com a possibilidade de ser criativo, com as condi\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas, emocionais para que a gente possa ser criativo. Mas eu preciso desenvolver os sentidos, eu preciso desenvolver as emo\u00e7\u00f5es. Eu preciso experimentar para que eu possa desenvolver a criatividade. Para mim, a criatividade \u00e9 efeito de uma causa, que \u00e9 a experimenta\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Tamb\u00e9m foi questionado qual seria a melhor estrat\u00e9gia ou m\u00e9todo para estimular a criatividade, Leandro afirma: \u201dAh, eu tento v\u00e1rios. Desde fazer um Sudoku de vez em quando at\u00e9 me propor \u2018eu j\u00e1 tenho uma aula preparada, vou mudar ela\u2019, mudar a maneira que eu mostrei aquilo. Por exemplo, em fotografia, \u2018dessa vez vou fazer um exerc\u00edcio completamente novo\u2019. Eu acho que isso me estimula e traz novas descobertas e ganhos. Podem ser grandes momentos do tipo \u2018ah, eu quero redecorar meu quarto\u2019 e a\u00ed pensar em tudo, ou tamb\u00e9m em pequenas a\u00e7\u00f5es no dia a dia, que \u00e0s vezes a gente deixa de considerar, por causa do conformismo, \u2018tu j\u00e1 fazia aquilo\u2019, \u00e9 algo pr\u00f3prio do ser humano. A gente tem que ir combatendo isso, digamos assim, volta e meia. Logo, em pequenos exerc\u00edcios tamb\u00e9m funciona bem\u201d. Em contrapartida, Maicon afirma: \u201cExatamente est\u00e1: experimentar. Eu s\u00f3 consigo ter um insight que eu poderia considerar criativo na medida em que eu me dou possibilidade de experimentar coisas. Por exemplo, experimentar a leitura de um g\u00eanero que eu conhe\u00e7o e a leitura de um g\u00eanero que eu n\u00e3o conhe\u00e7o para eu poder, a partir do meu pr\u00e9-conhecimento, avan\u00e7ar. Assim \u00e9 na experi\u00eancia sensorial, por exemplo, de um vinho. Eu s\u00f3 vou conseguir ter criatividade e poder sugerir de maneira criativa alguma coisa, para o outro e para eu mesmo, no meu consumo deste vinho, \u00e0 medida em que eu come\u00e7ar a experimentar, \u00e0 medida que eu diversificar, que eu oferecer para eu e para o outro m\u00faltiplas possibilidades de experimenta\u00e7\u00e3o. E essa capacidade de olhar para todos os lados, multifocal \u00e9 que vai me dar melhores condi\u00e7\u00f5es de avan\u00e7ar na constru\u00e7\u00e3o do conhecimento que j\u00e1 est\u00e1 a\u00ed, nesse estado de conhecimento que j\u00e1 existe. Para eu ser criativo eu preciso avan\u00e7ar. Eu preciso fazer algo, dar um passo a mais\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Por fim, foi perguntado ao professor Leandro como ele enxerga a evolu\u00e7\u00e3o da criatividade em um mundo t\u00e3o digital e tecnol\u00f3gico, assim ele ressalta: \u201cEu acho que as tecnologias ajudam muito em muitos par\u00e2metros para a gente ter conhecimento e desenvolver a criatividade. Mas em alguns momentos, o afastamento da tecnologia tamb\u00e9m \u00e9 muito importante. Mesmo em aulas, h\u00e1 algumas em que a gente quer fazer algo totalmente anal\u00f3gico, quer ver texturas, quer ver materiais. E isso \u00e9 muito importante, porque dali tamb\u00e9m sai boa parte da criatividade. O pr\u00f3prio Steve Jobs falava\u2026 a pr\u00f3pria caligrafia ajudava ele a pensar e desenvolver o design dos produtos depois. Ent\u00e3o, acho que \u00e9 importante saber essas v\u00e1rias formas de despertar a criatividade. A gente tem que utilizar as tecnologias, elas est\u00e3o a\u00ed para nos ajudar, mas n\u00e3o pode ser somente tamb\u00e9m nesse \u00e2mbito de desenvolvimento\u201d. Para conferir a entrevista completa, acesse o nosso canal no YouTube atrav\u00e9s do link: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@oqi-revistaexperimental.\">https:\/\/www.youtube.com\/@oqi-revistaexperimental.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0A evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica ocorrida nos \u00faltimos anos levou os produtos comunicacionais a angariar uma conjuntura mais din\u00e2mica e distribu\u00edda em cen\u00e1rio multiplataforma, cuja execu\u00e7\u00e3o fomenta narrativas transm\u00eddia e a experimenta\u00e7\u00e3o criativa. Dessa forma, o CONECTA &#8211; Comunica\u00e7\u00e3o e Experimenta\u00e7\u00e3o Criativa, grupo de pesquisa pertencente \u00e0 \u00e1rea da comunica\u00e7\u00e3o da UFSM, reflete o contexto [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7569,"featured_media":759,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11,1],"tags":[51,49,50,48],"class_list":["post-758","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","category-sem-categoria","tag-13a-edicao","tag-comunicacao-social","tag-processos-criativos","tag-producao-editorial"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revista-o-qi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/758","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revista-o-qi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revista-o-qi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revista-o-qi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7569"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revista-o-qi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=758"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revista-o-qi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/758\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revista-o-qi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/759"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revista-o-qi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=758"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revista-o-qi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=758"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revista-o-qi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=758"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}