{"id":767,"date":"2024-07-12T12:00:00","date_gmt":"2024-07-12T15:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revista-o-qi\/?p=767"},"modified":"2024-07-19T10:06:43","modified_gmt":"2024-07-19T13:06:43","slug":"entrevista-com-egressos-stefany-e-lucas-resende","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revista-o-qi\/2024\/07\/12\/entrevista-com-egressos-stefany-e-lucas-resende","title":{"rendered":"ENTREVISTA COM EGRESSOS &#8211; STEFANY E LUCAS RESENDE"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Em mais uma entrevista da s\u00e9rie de mat\u00e9rias com profissionais envolvidos no setor de editora\u00e7\u00e3o, o site da O QI apresenta uma conversa com dois egressos da disciplina Projeto Experimental em Revista Cient\u00edfica, centrada na produ\u00e7\u00e3o das edi\u00e7\u00f5es da O QI: Stefany Paschoal, designer desde o come\u00e7o da gradua\u00e7\u00e3o e que, na \u00faltima O QI, atuou como designer nas redes sociais em parceria com o Projeto Gr\u00e1fico; e Lucas Resende, ilustrador que colaborou na mesma edi\u00e7\u00e3o na equipe de Projeto Gr\u00e1fico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Lucas recordou como foi definir qual conceito seria seguido para poder trabalhar em um projeto gr\u00e1fico baseado nessas diretrizes, enfatizando o tom democr\u00e1tico da tarefa: \u201cnas primeiras aulas, come\u00e7aram a surgir os debates. A gente apresentou algumas tem\u00e1ticas (&#8230;), os grupos acabaram apresentando v\u00e1rias e a gente foi debatendo em cima dessas decis\u00f5es\u201d. Stefany complementa o que o seu grupo, com a ideia que foi escolhida pela turma, pensou em \u201ctrazer alguma coisa voltada para design, para cria\u00e7\u00e3o, porque ainda n\u00e3o tinha nenhuma tem\u00e1tica na revista falando sobre isso. A gente trouxe v\u00e1rios conceitos de design, quer\u00edamos abordar todos, mas fomos afunilando. Chegou em um ponto de trazer o design e a acessibilidade: um assunto que nunca tinha sido falado na cadeira, nunca tinha sido colocado em pr\u00e1tica. A gente juntou essas duas ideias. A [ideia] da acessibilidade foi a turma que definiu junto\u201d. A constru\u00e7\u00e3o da identidade visual da edi\u00e7\u00e3o em quest\u00e3o foi trilhada em uma matura\u00e7\u00e3o constante, segundo Lucas: \u201cd\u00e1 bem para ver pela rede social, porque ela come\u00e7a de uma forma, (&#8230;) depois, eu lembro que a gente come\u00e7ou a debater usar as cores da Adobe: o azul [do Photoshop], o rosa do InDesign, [o amarelo] do Illustrator. (&#8230;) Depois a gente definiu que ir\u00edamos usar s\u00f3 o azul, porque a gente tinha batido o martelo na tem\u00e1tica\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Stefany comenta a respeito da necessidade de conciliar as ideias com os recursos financeiros: \u201cpensando no or\u00e7amento na \u00e9poca, tamb\u00e9m sairia muito mais barato a revista ser impressa somente com uma chapa de cor do que a gente usar todas que tinham na \u00e9poca\u201d. Sobre como foram definidas as atribui\u00e7\u00f5es e as ideias, Lucas relata: \u201ccada equipe tinha um l\u00edder. O l\u00edder do ano passado foi o Lucas Braga e ele foi genial, conseguiu separar direitinho as fun\u00e7\u00f5es de cada membro da equipe e foi bem democr\u00e1tico. A gente debatia bastante e via quais possibilidades a gente podia usar. (&#8230;) Claro que muitas cabe\u00e7as pensantes, a gente acaba entrando em alguns conflitos: algumas ideias v\u00eam, mas n\u00e3o cabem. Gera algumas discuss\u00f5es saud\u00e1veis, para debater a identidade da revista. Foi bem bacana esse processo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Stefany comenta sobre como foi imergir no trabalho com acessibilidade: \u201ceu tinha uma no\u00e7\u00e3o, porque na cadeira de Publica\u00e7\u00f5es Cient\u00edficas, que eu fiz junto com o Lucas a parte de design, tivemos que aplicar a parte de descrever imagem (&#8230;). Mas se eu dizer que sabia, vou estar mentindo. Na \u00e9poca, era novidade para toda a turma, era novidade at\u00e9 para a Cl\u00e1udia Bomf\u00e1, a professora. Com o tempo, ela estava sentindo falta de saber mais e chamou pessoas para fazer palestras\u201d. Lucas completa que o ponto da acessibilidade foi o ponto mais marcante da edi\u00e7\u00e3o: \u201cno curso, a gente explora algumas coisas de acessibilidade e na O QI do ano passado a gente quis implementar isso, destacar em todo o projeto da revista. (&#8230;) A gente precisava que pessoas com defici\u00eancia testassem, checar se estava realmente funcionando. Foi bem trabalhada e estudada essa quest\u00e3o da acessibilidade, principalmente para o projeto impresso, o projeto gr\u00e1fico\u201d. Stefany resgata mais detalhes: \u201cfocamos bastante em quem tem daltonismo. A gente trouxe o ColorADD, mas n\u00e3o deu tempo de aplicar do jeito que a gente gostaria. Na \u00e9poca, eu dei a sugest\u00e3o at\u00e9 de a gente criar o nosso estilo de ColorADD, n\u00f3s criarmos as nossas formas de identifica\u00e7\u00e3o. S\u00f3 que como a gente j\u00e1 estava no final do projeto pensamos: \u2018a rede social vai ter uma identifica\u00e7\u00e3o e a revista vai ter outra?\u2019 N\u00e3o d\u00e1, ent\u00e3o a gente acabou descartando isso. Nas redes sociais, a acessibilidade para daltonismo pecou pela falta de comunica\u00e7\u00e3o que a gente teve com o pessoal da ColorADD, que precisava permitir e conferir se estava tudo certo. Esse processo era imposs\u00edvel de ser postado na rede social de uma semana para a outra. J\u00e1 na revista, foi aplicado o ColorADD e funcionou, eles aprovaram, estava tudo perfeito\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Lucas explica sobre o ColorAdd: \u201cA ideia do ColorADD veio de um TCC daqui da FACOS. (&#8230;) \u00c9 um sistema que ajuda a facilitar a acessibilidade para dalt\u00f4nicos e pessoas com outras defici\u00eancias de vis\u00e3o, identifica\u00e7\u00e3o de cores e tal. Lembro que para a equipe de projeto gr\u00e1fico eles foram bem sol\u00edcitos, o problema era que eles precisavam autorizar e conferir se estava tudo certo. Para a equipe de m\u00eddias, n\u00e3o tinha tempo h\u00e1bil para elas criarem, a gente encaminhar para eles, eles terem o tempo deles de avaliar para ver se estava correto. Se tivesse que fazer alguma altera\u00e7\u00e3o, tinha que voltar: elas fazerem a altera\u00e7\u00e3o e mandar de novo. Ent\u00e3o n\u00e3o dava\u201d. Stefany refor\u00e7a as dificuldades do contexto: \u201cfora que, se eu n\u00e3o me engano, eles eram de Portugal. Era um fuso hor\u00e1rio diferente, era uma fun\u00e7\u00e3o. A gente teve uma ou duas reuni\u00f5es com eles, a\u00ed para eles era um hor\u00e1rio e para a gente era outro. Pensamos, \u2018n\u00e3o vai dar certo isso a\u00ed\u2019\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Sobre as inspira\u00e7\u00f5es para a cria\u00e7\u00e3o do projeto, que tamb\u00e9m se norteava em cidadania, Lucas coloca: \u201co grupo da Stefany tinha mostrado uma ideia que foi se afunilando at\u00e9 chegar na quest\u00e3o da cidadania. Pensamos muito na quest\u00e3o da rua. A tem\u00e1tica era a \u2018criatividade como instrumento social\u2019. Cidadania, cidad\u00e3os, rua\u2026 cores de placa. O nosso jarg\u00e3o era que: \u2018A rua fala\u2019\u201d, tomando o metr\u00f4 de S\u00e3o Paulo como uma fonte de refer\u00eancias. \u201cTeve um momento em que a Ana Cipriani, se eu n\u00e3o me engano, falou: \u2018gente, rua: acessibilidade! Como as ruas n\u00e3o s\u00e3o acess\u00edveis para as pessoas que t\u00eam defici\u00eancia?\u2019, e a gente pensou: \u2018\u00e9 verdade, aqui na UFSM, por exemplo\u2026\u2019\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Perguntas sobre como assimilam a experi\u00eancia na revista, Stefany foca no lado interativo envolvido no processo: \u201cvoc\u00ea tem que trabalhar com pessoas e nem todo mundo trabalha do mesmo jeito (&#8230;). Por mais que seja uma disciplina, eu tenho o costume de levar as coisas bem a s\u00e9rio quando eu entro em um projeto. A gente s\u00f3 quer que as coisas funcionem como deveriam funcionar, quest\u00e3o profissional. Houve a quest\u00e3o de trabalhar em grupo, saber conversar, saber entender o lado do fulano, o lado do ciclano. Saber falar com os outros grupos para n\u00e3o ter ru\u00eddo, principalmente com o pessoal do projeto gr\u00e1fico. Eu me dava muito bem com os dois Lucas. (&#8230;) Era uma conversa muito boa, para mim foi uma experi\u00eancia muito boa essa coisa de trabalhar em grupo principalmente por isso\u201d. Lucas refor\u00e7a a opini\u00e3o de Stefany: \u201cpegou uma turma que n\u00e3o fez [a disciplina] na pandemia e foi uma turma bem grande: as equipes estavam bem grandes, e quando tem muita gente que quer dar muitas opini\u00f5es \u2014 principalmente para construir uma identidade que fica registrada depois \u2014 \u00e9 um pouco complicado lidar. Mas, a gente estuda comunica\u00e7\u00e3o. A comunica\u00e7\u00e3o tem que ser bem estabelecida para n\u00e3o ter problema! Mas \u00e9 uma experi\u00eancia 100% profissional, porque parece realmente uma editora que tem as equipes separadas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0 \u00a0 \u00a0Para finalizar o bate-papo, perguntamos sobre o que Stefany e Lucas creem como essencial em um Projeto Gr\u00e1fico. Ela menciona: \u201ca defini\u00e7\u00e3o de conceito. Sentar com todo mundo que est\u00e1 participando e falar: \u2018qual \u00e9 a sua ideia?\u2019. A\u00ed, um traz uma ideia aqui, o outro traz aqui\u2026 e a gente une, fazendo um projeto gr\u00e1fico com o conceito bem definido. O resto anda perfeitamente\u201d. Lucas concorda com a import\u00e2ncia do conceito trazida por Stefany: \u201ca gente precisa, principalmente quando a gente tem tempo para entregar e finalizar tudo, tentar ser o mais \u00e1gil e profissional poss\u00edvel para n\u00e3o ficar \u2018ah, eu acho que isso tem que mudar\u2019. N\u00e3o. A gente define e constr\u00f3i toda revista a partir dessa ideia. Vamos nos alinhar e fazer tudo certinho! Uma comunica\u00e7\u00e3o com as equipes que seja fluida, sem problemas e com o conceito todo\u201d. Stefany conclui: \u201ca partir do momento em que uma pessoa come\u00e7a a discordar, tem que resolver. Ficar discordando n\u00e3o vai funcionar. Tem que saber conversar, saber aceitar a opini\u00e3o do pr\u00f3ximo para as coisas rodarem bem\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Voc\u00ea tamb\u00e9m pode conferir mais momentos dessa entrevista em nosso canal no YouTube! Acesse pelo link <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/@oqi-revistaexperimental\">https:\/\/www.youtube.com\/@oqi-revistaexperimental<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0Em mais uma entrevista da s\u00e9rie de mat\u00e9rias com profissionais envolvidos no setor de editora\u00e7\u00e3o, o site da O QI apresenta uma conversa com dois egressos da disciplina Projeto Experimental em Revista Cient\u00edfica, centrada na produ\u00e7\u00e3o das edi\u00e7\u00f5es da O QI: Stefany Paschoal, designer desde o come\u00e7o da gradua\u00e7\u00e3o e que, na \u00faltima [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":7569,"featured_media":769,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[51,49,50,48],"class_list":["post-767","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria","tag-13a-edicao","tag-comunicacao-social","tag-processos-criativos","tag-producao-editorial"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revista-o-qi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/767","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revista-o-qi\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revista-o-qi\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revista-o-qi\/wp-json\/wp\/v2\/users\/7569"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revista-o-qi\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=767"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revista-o-qi\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/767\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revista-o-qi\/wp-json\/wp\/v2\/media\/769"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revista-o-qi\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=767"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revista-o-qi\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=767"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revista-o-qi\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=767"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}