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Possível retorno com modalidades híbridas gera expectativa nos alunos do CEFD



Foto horizontal da vista frontal de um prédio de cinco pavimentos. O prédio está pintado nas cores azul, amarelo e branco. Algumas árvores estão em frente ao prédio e o céu está nublado.
Foto: Pedro Souza

A retomada às aulas no modo híbrido gera expectativa entre os alunos da Universidade. Os coordenadores dos cursos da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) já planejam a volta dos estudantes ao campus, mas ainda não existe previsão de datas. O diretor do Centro de Educação Física e Desportos (CEFD), Rosalvo Luis Sawitzki, acredita que o retorno às atividades presenciais irá ocorrer somente após a vacinação dos professores e dos alunos. A prioridade na volta será os formandos, para que eles possam encerrar as  disciplinas que estão pendentes. 

Alguns pontos ainda dificultam o retorno das aulas, segundo o vice-diretor do CEFD, Gustavo de Oliveira Duarte, como a resistência de parte dos professores e a indisponibilidade dos estudantes em voltar, principalmente dos que estão fora do Município de Santa Maria. “Talvez, a partir da segunda dose, dos professores e alunos, o ensino híbrido possa ter maior aderência dos professores, mas ainda é uma hipótese”, comenta Duarte. É importante lembrar que os alunos terão certa autonomia na hora de escolher se retornam ou não. 

O vice-diretor revela que o CEFD trabalha no planejamento para o ensino híbrido. A tendência é de que as aulas voltem com parte da turma tendo aulas virtuais e a outra parte realiza atividades práticas, de modo reduzido, para evitar aglomerações e manter as orientações da Comissão de Biossegurança (CBio).

Reestruturação dos cursos

A graduação em Educação Física teve de passar por uma reformulação para melhor atender os seus alunos, visto que existem inúmeras cadeiras práticas no decorrer dos oito semestres. O coordenador de Educação Física Bacharelado, Gabriel Ivan Pranke, conta como se deram as modificações: “Nós começamos a fazer uma reestruturação no curso, estabelecendo um plano para esse período onde algumas atividades práticas puderam ser substituídas por atividades práticas no modo remoto, naquelas onde isso era viável”. Pranke complementa que nas cadeiras onde não foi possível realizar essa adaptação, por conta da diminuição da qualidade, elas não foram encerradas.

Para o diretor do CEFD, o momento de pandemia é um episódio único, que exige um aprendizado constante. A preocupação principal era manter os alunos em contato com suas disciplinas, mesmo que de forma remota, por meio das atividades: “Nós professores, temos uma característica pela presencialidade e este não é um modelo (REDE) que vai dar bons resultados, pois ele tem limitações. Mas estamos nos esforçando e criando condições para que possa funcionar da melhor forma possível”, completa Rosalvo.

Expectativa para o retorno

Os estudantes da UFSM estão acostumados com as aulas em REDE, mas a maioria deseja voltar para o campus. O aluno do sexto semestre de Educação Física Licenciatura, Moises Braga, comenta que está com saudades de ter aulas presenciais e que elas ajudam tanto os alunos, quanto os professores. 

O desejo da volta ao campus é ainda mais forte nos alunos que frequentaram presencialmente apenas um ano a Universidade, como é o caso do estudante de Educação Física Bacharelado, Natanaél Dos Santos de Almeida, 20 anos. Ele está no quinto semestre e não vê a hora de retornar para melhorar o seu desempenho como professor: “Eu estou com uma grande ansiedade para a volta do presencial. Pois acho importante estar dentro da universidade para fazer as práticas com os outros colegas, isso agrega muito no nosso conhecimento e na nossa aprendizagem. Além de somar no que nós vamos passar para os nossos alunos, quando formos trabalhar em uma escola, por exemplo”.

Ademais, há alunos que iniciaram agora no ensino superior e ainda não tiveram aula no campus, como é o caso de Alexia Teles de Souza, 24 anos, que está no primeiro semestre do curso de Bacharelado. Ela cita a dificuldade de compreensão das atividades práticas: “Em algumas aulas práticas, ficamos em dúvida sobre como fazer, por mais que os professores nos auxiliem, existe uma dificuldade de realizá-las da melhor maneira possível”, revela Alexia.

Volta das modalidades esportivas

O Núcleo de Implementação da Excelência Esportiva e Manutenção da Saúde (NIEEMS), coordenado pelos professores Gabriel Ivan Pranke e Luiz Fernando Cuozzo Lemos, engloba os seguintes esportes: atletismo, basquete, canoagem, futsal, handebol, judô, orientação, rugby, tênis de mesa e voleibol. Quando as aulas presenciais foram paralisadas, eles precisaram se reinventar e o atendimento aos atletas, ocorreram por videochamadas. No entanto, praticamente todas as atividades do projeto de extensão foram pausadas totalmente logo no início da pandemia.

O coordenador Luiz Fernando Lemos comenta que a ideia do NIEEMS é voltar com todas as atividades esportivas e com os projetos sociais o mais rápido possível. Segundo Lemos, a retomada deve ser feita, primeiramente, pelos esportes aquáticos e coletivos, que agregam mais demanda. Algumas práticas esportivas, como futsal, handebol e atletismo, já voltaram, conforme todos os protocolos de segurança implementados pelo Comitê de Biossegurança Municipal.

Foto horizontal com os atletas abraçados, todos eles usando máscaras, em uma pista de atletismo. Eles seguram duas faixas, uma grande à esquerda e outra menor, à direita. Na faixa da esquerda, a escrita "Atletismo UFSM”. Na faixa da direita, a bandeira de Santa Maria. Ao fundo, a arquibancada e uma área arborizada.
Foto: Arquivo pessoal / Luiz Fernando Lemos

O praticante de atletismo e estudante de Educação Física Bacharelado,  Maurício da Silva Moreira, 22 anos, comenta que não é fácil treinar durante a pandemia. A pista de atletismo da UFSM não pode ser utilizada e os corredores estão tendo que improvisar, com treinamentos nas ruas. Além disso, atletas que necessitam de equipamentos, como pesos, discos e cordas, têm  que se adaptar e treinar com o que tem em casa.

Outro fator que foi afetado pela pandemia foram as competições esportivas. Após o retorno dos treinamentos, o Atletismo já participou de duas edições do Troféu Brasil, uma em 2020 e uma em 2021. Mas, para Moreira, as coisas estão acontecendo de maneira lenta. Por mais que as competições tenham voltado, elas estão ocorrendo poucas vezes ao ano, dificultando a melhora dos atletas.

Para o futuro, Lemos, que coordena o Atletismo, tem a ideia de criar uma rede de captação de atletas  na região central do estado.  Segundo ele, após a inauguração da pista de competição, prevista para outubro de 2021, ocorrerá um fomento pelo esporte e isso irá viabilizar campeonatos entre atletas da região e muitos dos que participarem poderão ser chamados para representar a Universidade em campeonatos estaduais e nacionais futuramente.

Reportagem: André Hercolani e Bruno Vargas.

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