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Programa nacional promove intercâmbio sem sair de casa



Em sua 2ª edição, ‘Promover Andifes’ oportuniza interação entre 12 universidades brasileiras. Apesar do formato virtual, estudantes relatam experiências positivas.

Ilustração colorida do mapa do Brasil, centralizado e preenchido na cor verde, com a divisão de estados em linha verde claro. Bandeiras amarelas identificam seis universidades: UFMA no Maranhão, UFRN no Rio Grande do Norte, UnB no Distrito Federal, UFU em Minas Gerais, UFES no Espírito Santo e UFSM no Rio Grande do Sul. À esquerda do mapa, fotos de 3 estudantes mulheres aplicadas em três celulares ilustrados. À direita do mapa, fotos de 2 estudantes, um homem e uma mulher, aplicadas em dois celulares ilustrados.

Viver novas experiências acadêmicas e conhecer novos lugares é o que motiva muitos estudantes a buscarem oportunidades de intercâmbio. No contexto pandêmico, essa vivência parecia não ser possível devido às restrições sanitárias necessárias. Entretanto, para oportunizar a mobilidade acadêmica, ainda  em um novo formato, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior lançou o Programa de Mobilidade Virtual em Rede ANDIFES (Promover ANDIFES).  

 Quatro Universidades Federais participaram de um projeto piloto, já na 2ª edição o número ampliou para 12 –  a UFSM foi uma delas. O objetivo é oferecer a mobilidade acadêmica de forma virtual,  e que os estudantes participem de até três disciplinas em diferentes Universidades. A oportunidade foi divulgada pelos meios de comunicação oficiais das universidades e pelas redes sociais, como Twitter.  Com isso, foram mobilizados cerca de 10 mil alunos em todo Brasil.

Entre as  instituições preferidas pelos 461 alunos da UFSM que se inscreveram no Promover Andifes, estão a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), seguida da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), e Universidade Federal de Rio Grande (FURG). Foram feitos 1.048 pedidos em disciplinas nas outras onze instituições participantes.

Da UFSM para o Brasil

A estudante Letícia Miolo, 22 anos, cursa Ciências Biológicas na UFSM e aproveitou a oportunidade para conhecer a Universidade de Brasília (Unb). A principal motivação foi cursar disciplinas que não constam na sua grade regular e aprofundar em assuntos de seu interesse. A estudante avaliou a experiência como positiva, não só pelos novos aprendizados que adquiriu, como também pela experiência de entender como funciona a dinâmica dentro de outra instituição. “Apesar da experiência ser virtual, consegui ter uma interação com a universidade e com as pessoas. Como é remoto, é muito mais acessível para mim do que se a mobilidade fosse presencial, uma vez que não precisei do deslocamento, nem precisaria parar o que estou fazendo agora na UFSM”, destaca Miolo.

Já a acadêmica Paôla Pfeifer, 23 anos, cursa Licenciatura em História e participou de disciplinas no centro-oeste, na Universidade de Brasília (UnB), e no nordeste, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). As diferenças culturais e geográficas marcaram a experiência, mas o apoio dos professores e colegas de turma auxiliaram na adaptação. “Na UFRN, a aula começa às 7h da manhã. Aqui no Rio Grande essa hora não é nem dia. Esse fato por si só já era formador de um diálogo e de trocas culturais, ambientais, sociais e geográficas”, compartilha Pfeifer.

Ilustração colorida do mapa do Brasil, centralizado e preenchido na cor verde, com a divisão de estados em linha verde claro. Três celulares ilustrados com fotos de três estudantes mulheres, dois à esquerda do mapa e o outro à direita. No primeiro celular, à esquerda do mapa, a fotografia de uma mulher com cabelos lisos e pretos, vestindo uma blusa de mangas compridas na cor caramelo. Ao lado do celular, em letras azuis, a informação “Lorena Colares - Arquitetura e Urbanismo (UFSM)”, identificando a estudante. Uma seta preta liga a fotografia de Lorena à bandeira no estado de Minas Gerais, com a sigla UFU. No segundo celular, à esquerda do mapa, a fotografia de uma mulher com olhos claros, cabelos com mechas verdes e olhando para a direita. Ao lado do celular, em letras azuis, a informação “Letícia Miolo - Ciências Biológicas (UFSM)”, identificando a estudante. Uma seta preta liga a fotografia de Letícia à bandeira no estado do Distrito Federal, com a sigla UnB. No terceiro celular, à direita do mapa, a fotografia de uma mulher com cabelos curtos e castanhos, usando óculos e sorrindo. Ao lado do celular, em letras azuis, a informação “Paôla Pfeifer - História Licenciatura(UFSM)”, identificando a estudante. Uma seta preta liga a fotografia de Paôla à bandeira no estado do Distrito Federal, com a sigla UnB. Outra seta preta liga a fotografia de Paôla à bandeira no estado do Rio Grande do Norte, com a sigla UFRN.
Estudantes da UFSM cursaram disciplinas em outras universidades brasileiras

A diversidade de disciplinas ofertadas chamou a atenção de Lorena Colares, 22 anos, que cursa Arquitetura e Urbanismo no Campus UFSM – Cachoeira do Sul. Ela está em Bagé/RS e participou de disciplinas na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e Universidade de Brasília (UnB). “Me interessei por diversas disciplinas, principalmente as que estavam relacionadas à prática de arquitetura e urbanismo voltadas para uma abordagem diferente da convencional do curso”. Ela conta que considerou a flexibilidade  dos horários, pois como faz um curso noturno, teve a oportunidade de cursar matérias durante o dia. “Isso facilitou a minha grade de horários”, ressalta Colares.

Oportunidade mais acessível

A professora do Departamento de Ciências da Comunicação da UFSM – Frederico Westphalen , Cláudia Herte de Moraes, ministra a disciplina de Políticas Públicas em Comunicação que contou com alunos de outras instituições. “Acredito que é muito importante a mobilidade acadêmica, uma vez que tanto os estudantes da UFSM quanto de outras instituições podem buscar formação complementar diferenciada, procurando temas e disciplinas que são desenvolvidas de formas variadas”, destaca Moraes.

Ilustração do mapa do brasil em verde, com fundo cinza e textura parecendo papel amassado. À esquerda, a fotografia de uma mulher aplicada em um monitor ilustrado. A mulher, na faixa dos 40 anos, tem cabelos castanhos encaracolados e na altura dos ombros. Ela usa óculos e está sorrindo para a foto. À direita do monitor, a informação “Cláudia Herte de Moraes - Docente de Comunicação Social (UFSM-FW). Ministrou disciplina ofertada no Promover Andifes”.
Docente Cláudia Herte de Moraes ministrou disciplina ofertada no programa

A UFSM ofertou 502 vagas para estudantes de outras universidades, das quais 362 foram preenchidas. Foram disponibilizadas oportunidades para 110 disciplinas de diversos cursos e campi.

A docente destaca que a mobilidade virtual apresenta desafios culturais e de interação entre estudantes e professores, porém é uma oportunidade acessível por não envolver custos de deslocamento dos estudantes. “Acredito que para algumas disciplinas o sistema da mobilidade virtual possa ser inclusive um caminho possível de manutenção a partir destas experiências realizadas durante a pandemia”, aponta a Moraes. 

UFSM de portas abertas

Carlos Alcântara, 21 anos, cursa Comunicação Social – Jornalismo na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e visitou o sul do país através da UFSM. “A mobilidade acadêmica é uma ferramenta essencial na formação de todo acadêmico que ama experimentar ambientes, formatos e conteúdos novos. Hoje eu digo que a mobilidade acadêmica que a UFSM me proporcionou me fez um pesquisador um pouco mais completo, mais a par da minha profissão”, compartilha Alcântara. Sobre a experiência de intercâmbio virtual, o aluno disse que precisou adaptar a rotina para conciliar o ensino remoto da UFMA e da UFSM. Além dos desafios da pandemia, as diferenças culturais geraram um choque, que foi superado pelo acolhimento recebido. “É impossível conhecer uma Universidade totalmente dessa forma, digital, mas eu conheci um recorte de uma universidade que é como a minha, uma mãe que acolhe todo mundo da melhor maneira possível”, destaca Alcântara.

Ilustração colorida do mapa do Brasil, centralizado e preenchido na cor verde, com a divisão de estados em linha verde claro. Dois celulares ilustrados com fotos de dois estudantes, uma mulher e um homem. No primeiro celular, à esquerda do mapa, a fotografia de um homem com cabelos castanhos e curtos, com bigode e cavanhaque. Ele usa óculos e veste uma camiseta branca com ilustração da Marvel. Ao lado do celular, em letras azuis, a informação “Carlos Alcântara - Comunicação Social - Jornalismo (UFMA)”, identificando o estudante. Uma seta preta liga a fotografia de Carlos à bandeira no estado do Rio Grande do Sul, com a sigla UFSM. No segundo celular, à direita do mapa, a fotografia de uma mulher morena com cabelos curtos e pretos. Ao lado do celular, em letras azuis, a informação “Tayna Poppe - Agronomia (UFES)”, identificando a estudante. Uma seta preta liga a fotografia de Tayna à bandeira no estado do Distrito Federal, com a sigla UnB. Outra seta preta liga a fotografia de Paôla à bandeira no estado do Rio Grande do Sul, com a sigla UFSM.
UFSM recebeu estudantes de todo Brasil.

Direto do Sudeste para o Sul, a estudante Tayna Poppe, 23 anos, cursa Agronomia na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) – Campus Alegre e participou de disciplinas na UFSM e UFMA. “É engraçado porque eu tenho aula no sul e no nordeste, então é nítido a diferença em tudo”, destaca Poppe. “Na UFSM, me interessei pela disciplina de Botânica Agrícola, por ser da minha área, também pela experiência de ter aula com pessoas do sul e pelo o que eu poderia aprender com eles, já que são referência no tema”, ressalta a estudante.

Segundo informações da Agência de Notícias (https://www.ufsm.br/2021/06/01/cerca-de-10-mil-alunos-vao-participar-da-2a-edicao-do-programa-promover-andifes/), a UFSM participará também da 3ª edição do programa, prevista para o próximo semestre. Saiba mais sobre o Promover na UFSM (www.ufsm.br/pro-reitorias/prograd//promover) e na página da Andifes (www.andifes.org.br).

 

Reportagem: Stella Sampaio Silveira Zan de Santana

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