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BRECHÓS BENEFICIAM A COMUNIDADE



No auxílio à população e na diminuição dos danos ao meio ambiente, eles estão em alta

A imagem tem quatro mulheres, uma ao lado da outra voluntárias e ao fundo, estão as araras de roupa de diversos tons . Da esquerda para direita, temos uma mulher,  branca,  com  cabelos castanhos claros,sorrindo,   vestindo calça e  blusa de gola alta preta, por cima, um cardigan preto com detalhes prateados, ela usa um crachá de identificação branco, com foto, e cordão azul . Ao seu lado, outra mulher  branca  com cabelo curto e castanho claro,sorrindo, veste uma blusa verde menta e por cima um casaco com mangas pretas, e detalhes em xadrez brancos e pretos, usa um crachá de identificação branco com foto, e cordão azul, seu braço esquerdo está a frente do corpo. Ao seu lado, uma mulher  de cabelo loiro claro,  vestindo uma camiseta, com um casaco de zíper verde escuro e uma echarpe,usa óculos de grau pretos de forma quadrada, um crachá azul de identificação branco com foto e cordão azul, e uma bolsa de azul escuro com uma garrafa de água dentro. ao seu lado está uma mulher    branca, de cabelo loiro claro, e curto.,  vestindo uma blusa gola alta rosa e um casaco preto.ela usa óculos de grau pretos, gateados,brincos de pérolas douradas, e uma gargantilha prata. Fitas de presentes douras e objetos aleatórios nas cores rosa e preto ficam no lado inferior direito da foto.

O HUSM é o maior hospital público do interior do estado e atende mais de 1,2 milhões de habitantes de 45 municípios do Rio Grande do Sul. Ao ingressar na Avenida Roraima, já é reconhecido; alto, com desenhos em branco e preto na fachada e constante movimentação de pacientes na frente do hospital. Porém, sendo um hospital público, não possui os recursos necessários para cobrir todos os custos. Diante disso, as ONG’s Associação Leon Denis, Amigos do HUSM e o Centro de apoio à criança com câncer, procuram ajudar arrecadando fundos com seus respectivos brechós, a fim de auxiliar o hospital e seus pacientes.

Certos pacientes do HUSM são pessoas de fora da cidade, assim, muitos encontram um impasse: “Como ir em busca de um tratamento médico se não podem custear a alimentação e hospedagem em outra cidade?”. Por se tratarem de indivíduos em situação de vulnerabilidade financeira, os acompanhantes não têm onde ficar durante o tratamento, e passam suas noites pelos corredores do hospital. Diante disso, a Associação Leon Denis é uma alternativa. Ela tem como objetivo fornecer alojamento e alimentação de forma gratuita para os internados e seus acompanhantes, durante o tratamento médico. 

Localizado na rua Erly de Almeida Lima, o abrigo os recebe, sem nenhum custo, há mais de 25 anos. Na busca de um meio para cobrir os gastos da casa, foi montado o Brechó Leon Denis, que atualmente arrecada fundos suficientes para 90% das despesas. O assistente social da Associação Leon Denis, Edenilson Novais, afirma que além de ajudar os pacientes e acompanhantes dos internados no hospital, o brechó consegue suprir despesas como: alimentação, conta de água, o salário da psicóloga, da faxineira e o seu próprio honorário. 

A casa conta com uma cozinha industrial, quartos compartilhados e individuais, direcionados para pacientes que estão se recuperando de transplantes ou em tratamento oncológico – sala com televisão, cinco sofás e uma longa mesa de jantar cheia de cadeiras. São os espaços fornecidos para que todos convivam entre si. Os hóspedes, que preferem não ser identificados, não têm reclamações a respeito da comunidade construída dentro da associação, e são muito gratos à associação e ao hospital.

O trabalho é dedicado. Durante o ano de 2020, foram faturados R$32.433,00 no total, tirando os meses de janeiro até abril, quando o brechó não abriu por conta da pandemia. O levantamento em questão foi feito pela coordenadora Marli Venturini, uma das cinco atendentes que se revezam de segunda a sexta na loja. Sendo todas voluntárias, elas recebem as roupas, fazem a curadoria e organizam-as no pequeno brechó.  

Encarregada de cuidar da loja nas quartas e quintas, a funcionária Terezinha de Fátima não poupa elogios e diz que ser voluntária faz bem para ela. Demonstra ter uma grande admiração pelo seu ofício, e se sente muito orgulhosa de trabalhar com algo que ajude a comunidade. Além disso, compartilha sobre a boa relação entre as funcionárias e com os moradores da casa, o que deixa o trabalho mais prazeroso.

“É muito gratificante, sabe? É uma coisa muito boa, eu gosto de trabalhar num trabalho voluntário bacana pra gente”, afirma Terezinha de Fátima.

Diferentes estilos de roupa, cores, estampas e tamanhos se encontram nas araras que esperam ser exploradas pelos compradores. A maioria são jovens estudantes e moradores da casa do estudante, de acordo com Fátima. Ela acredita que os baixos preços e a alta qualidade das peças levam as pessoas a desconstruir um preconceito negativo sobre os brechós, de que eles só têm roupas velhas, sujas e de falecidos. Assim, passam a aproveitar os benefícios que eles trazem. 

Caso queira ajudar ou conhecer mais da associação, acesse o Facebook “Associação Leon Denis” (https://pt-br.facebook.com/leon.denis502/) , o Instagram @leondenis_s (https://www.instagram.com/leondenis_s/ ) ou ligue: (55) 3226-1912. 

Logo após o arco, a Associação Amigos do HUSM também possui um brechó. Ele funciona todas as terças-feiras, das uma e meia até às quatro da tarde. A coordenadora, Maria Terezinha Dotto, uma ex-enfermeira que já trabalhou no hospital, organiza a distribuição dos fundos do brechó de acordo com as demandas. Ela menciona uma média mensal de 65 passagens de ônibus para os pacientes, macas para o pronto socorro, eletrodomésticos e recentemente um medicamento oncohemato, cujo o hospital não havia padronizado, para um paciente transplantado de medula. Além disso, ela destaca com orgulho duas campanhas.

A primeira  é a “Bebê quentinho” , uma arrecadação de agasalhos, voltada para bebês recém-nascidos e crianças internadas no hospital, também aceita itens para o enxoval, montados pelas voluntárias e entregues para mães em situação de vulnerabilidade social. O “kit”, como Terezinha chama, consiste em uma manta de crochê, roupas variadas, leite em pó e fraldas. Já a segunda é o projeto “Tampinha Legal”, que recolhe tampas de plástico para vendê-las e reverter o lucro em obras assistenciais ao hospital.

Para saber mais sobre as outras campanhas do Amigos do HUSM e ajudar a fundação, acesse o Facebook Associação Amigos do HUSM (https://pt-br.facebook.com/pages/category/Nonprofit-Organization/Associa%C3%A7%C3%A3o-dos-Amigos-do-HUSM-1432158833669846/) ou ligue para (55) 3213-1400

Por trás dos brechós citados, existe uma força motriz: os voluntários. O Amigos do HUSM possui quinze voluntárias, e a Associação Leon Denis, cinco. Todas essas mulheres são essenciais para que eles funcionem. A constante organização do brechó, o revezamento de roupas de acordo com a estação e o atendimento com clientes é o que torna a arrecadação de fundos possível. A população pode colaborar fazendo doações e comprando roupas. Movimentando os brechós, o reaproveitamento das peças diminui o consumo em lojas com produções não-sustentáveis, e ajuda no futuro do nosso planeta.

Você sabia que os brechós, beneficentes ou não, são um grande passo para um consumo mais consciente e sustentável? Com a alta velocidade em que as roupas são produzidas e se tornam obsoletas atualmente, surge uma tentativa de diminuir o consumo de novos itens e reutilizar peças que seriam descartadas. Para transformar as antigas em uma criação estilosa e atualizada, as pessoas praticam o upcycling.

A técnica de upcycling consiste na utilização de produtos considerados inúteis na criação de novos itens, sem desintegrar a fibra. Essas movimentações recebem grande apoio dos jovens, que  buscam consumir de forma consciente e barata, assim como personalizar roupas, modernizando-as e criando algo único para eles mesmos.

Reportagem: Júlia Xavier Vasques

Fotografia: Isadora Pellegrini

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