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				<title>Documentos perdidos: a busca pelos arquivos da repressão na UFSM</title>
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				<pubDate>Thu, 10 Jul 2014 20:31:10 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[19ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Capa]]></category>
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						<description><![CDATA[Mateus Martins de Albuquerque &#8211; mateusmartinsdealbuquerque@gmail.comWilliam Boessio &#8211; williamboessio@gmail.com Quinto andar. Sala 521. Para os que passam por ali, é apenas mais uma das salas da Reitoria da Universidade Federal de Santa Maria, sem qualquer adorno ou placa de identificação. Os mais bem informados sabem que ali funciona o gabinete de Paulo Bayard, vice-reitor da [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: right"><em>Mateus Martins de Albuquerque - mateusmartinsdealbuquerque@gmail.com<br />William Boessio - williamboessio@gmail.com</em></p>
<p style="text-align: justify">Quinto andar. Sala 521. Para os que passam por ali, é apenas mais uma das salas da Reitoria da Universidade Federal de Santa Maria, sem qualquer adorno ou placa de identificação. Os mais bem informados sabem que ali funciona o gabinete de Paulo Bayard, vice-reitor da instituição. Mas, se voltássemos no tempo, num passado não tão distante, veríamos que aquela sala já guardou fatos obscuros dessa que é a primeira universidade do interior do país.</p>
<p> </p>

<!-- wp:image {"id":1869} -->
<figure class="wp-block-image"><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2014/07/porta-521-651x1024.jpg" alt="" class="wp-image-1869" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Durante a ditadura militar, funcionou ali a Assessoria Especial de Segurança e Informação, ou AESI, responsável por monitorar atividades consideradas subversivas dentro de repartições públicas, incluindo Universidades Federais: estudantes, docentes e técnicos administrativos em educação eram constantemente investigados pelo órgão. Em 1986, um ano após a redemocratização do Brasil, a AESI que funcionava na Universidade foi a última a ser fechada no país. Os documentos que comprovariam os anos de perseguição cometida pelo órgão não foram encontrados, e o cofre que os guardava estava vazio. Desde aquela época, levanta-se a questão: onde foram parar os arquivos da repressão na UFSM?</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>É preciso contextualizar o período para se obter algumas respostas. O Golpe de 1964 não foi mal recebido pela alta hierarquia da Universidade. O então reitor e fundador José Mariano da Rocha Filho era um declarado apoiador do novo regime. Foi também um dos idealizadores e oradores da chamada “Marcha de Agradecimento”, que, em 17 de abril de 1964, enalteceu a presença militar no governo federal. Um texto de sua autoria foi publicado no dia seguinte à passeata, no jornal A Razão, em agradecimento aos militares que trouxeram ao Brasil a “derrocada do comunismo, que pretendia substituir por imagens humanas a imagem de Deus e o Cruzeiro do Sul por uma Ursa Polar”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O mesmo jornal noticiaria, um dia depois, uma viagem de Mariano da Rocha a Brasília para uma reunião com o novo ministro da Educação, Flávio Lacerda. Naquele ano, com o aval de Mariano e outros reitores, Lacerda implementaria os termos do polêmico acordo MEC-Usaid, que instaurava o modelo tecnocrático do ensino superior americano, que visa o mercado de trabalho, nas Universidades Federais brasileiras. Dez dias após a reunião, o professor Mariano da Rocha seria consagrado cidadão emérito de Santa Maria, louro também noticiado pelo jornal A Razão.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A fidelidade da UFSM com o Regime se faria sentir também nos movimentos estudantis. O então estudante de Engenharia Civil, Dartagnan Albertini, comenta que as gestões do Diretório Central dos Estudantes foram simpatizantes aos militares, com exceção da gestão de 1966, da qual fez parte. Como o movimento estudantil estava cerceado pelos militares, a alternativa para a juventude militante de esquerda se encontrar e se organizar era a Vanguarda Cultural, um grupo que realizava peças de teatro e outras atividades culturais na antiga sede da União Santa-mariense de Estudantes, na Rua do Acampamento.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Com a UFSM comprometida com o regime e os movimentos estudantis ligados à clandestinidade, é notório que a AESI tinha o ambiente perfeito para realizar suas investigações. Logo, é de se surpreender que o vasto material que ocupou a sala 521 nunca tenha sido encontrado. O professor do curso de História da UFSM, Diorge Konrad, pesquisador sobre o período, aponta três possíveis destinos para os documentos: ou estão no Arquivo Nacional, em Brasília (recentemente abertos pelo governo Dilma); ou na residência de alguém (como o caso dos documentos do Departamento de Ordem Política e Social, DOPS, encontrados na casa dos familiares de Filinto Müller, coordenador deste órgão); ou na própria UFSM.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Se esta possibilidade existe, a Universidade nega. Com base na Lei de Acesso à Informação, o Comitê Santa-mariense pelo Direito à Memória e a Verdade solicitou estes documentos ao ex-reitor Felipe Müller. A resposta contundente da reitoria foi de que estes documentos não se encontram mais lá. Para dar sequência às buscas, o Comitê é uma peça chave nessa luta. Fundado em 2011 pelos diretórios acadêmicos de História, Arquivologia e Direito da UFSM, ele trabalha aliado às conjunturas nacionais em busca de dados sobre o regime na cidade. Os documentos da AESI são fundamentais para esclarecer a atuação militar dentro do Campus. Caso os documentos tenham sido eliminados, o Comitê afirma que isso ocorreu de maneira ilegal, já que para qualquer descarte, faz-se necessário um registro oficial do ato.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O pesquisador Diorge Konrad afirma que provavelmente a UFSM não seja, hoje, um empecilho para esta busca, já que boa parte do material que se tem para análise vem do próprio Departamento de Arquivo da Universidade, como atas e registros de contabilidade da época, que podem revelar informações interessantes sobre o período.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em resposta ao pedido de informações sobre a contribuição da UFSM nas investigações, o reitor Paulo Burmann ressalta o apoio da instituição a este processo: “A Reitoria tem o maior interesse em ver apurados os crimes políticos cometidos dentro das universidades públicas, e irá colaborar para que isso aconteça, prestando toda a informação disponível em seus arquivos”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Concomitantemente, o mandatário máximo da Universidade confirma oficialmente que houve repressão na instituição: “A Universidade foi atingida em cheio pela Ditadura. O chamado ‘AI-5 das universidades’, decreto-lei nº 477, previa a punição de professores, alunos e TAEs considerados culpados de subversão ao regime”. A declaração de Burmann entra em choque com a de Derblay Galvão, único reitor vivo a ter atuado durante o regime militar e que ocupou o prédio da reitoria de 1977 até 1981: “No período em que estive na Reitoria, não sofri nem um tipo de pressão ou interferência do governo em meu mandato”. Derblay Galvão afirma que as movimentações de estudantes estiveram circunscritas ao Campus e reafirma que a “Reitoria sempre os tratou no âmbito da administração, sem interferência de órgãos de repressão”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Não só os documentos da antiga AESI se encontram perdidos. De acordo com Olga Herbertz, membro do Comitê Santa-mariense pelo Direito à Memória e a Verdade, os arquivos do DCE anteriores a 1985 estão de posse de um ex-membro das gestões daqueles anos. Estes arquivos seriam importantes para analisar o papel efetivo do regime dentro do Diretório. O detentor desses documentos alega que não os devolve pela falta de estrutura do atual DCE para armazená-los adequadamente. Apenas uma caixa com documentos desse período foi encontrada, provavelmente por esquecimento do ex-membro que levou os arquivos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":1877,"align":"left"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="alignleft"><a href="http://www.ufsm.br/revistatxt/?attachment_id=1877" rel="attachment wp-att-1877"><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2014/07/Mateus-e-Boessio-2.jpg" alt="Sala onde o DCE guarda seus arquivos. Aqui apenas uma caixa foi achada do período entre 1963 e 1985. Foto: Nadine Kowaleski." class="wp-image-1877" /></a><figcaption>Sala onde o DCE guarda seus arquivos. Aqui apenas uma caixa foi achada do período entre 1963 e 1985. Foto: Nadine Kowaleski.</figcaption></figure></div>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Esta caixa não contém documentos incriminadores, mas revela informações curiosas sobre o DCE da época. A presença de recortes de jornais publicados em diversas regiões do estado mostra o interesse do Diretório em monitorar como a política nacional era tratada na mídia gaúcha. Este trabalho era realizado pela chamada “Comissão de Imprensa” Além desses recortes, páginas avulsas de diferentes estatutos do DCE podem ser encontradas lá.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Quanto às acusações de falta de estrutura, um dos atuais coordenadores gerais do DCE, Felipe Costa, responde: “Há muito tempo a Universidade não vem dando a devida atenção para esta questão. Atualmente, temos um bolsista para trabalhar no Arquivo, mas isso de nada adianta se não tivermos condições estruturais, como um local de qualidade, com estrutura adequada. Estamos tentando trabalhar na solução destes problemas”. O Comitê diz que irá entrar com ação judicial para reaver os documentos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A sala 521 se mantém no prédio da reitoria como um símbolo de uma UFSM que se choca entre a memória e a retratação. Não só os documentos da AESI, mas também de outras entidades se perderam no tempo, formando peças invisíveis de um quebra-cabeça que se esforça para ser sutil. Será que a UFSM de hoje dedicará esforços para acobertar o seu passado ainda sombrio, ou servirá ao seu propósito para com a memória santa-mariense?<strong>.TXT</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A Fantástica Aventura do Doutor Tavares</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/a-fantastica-aventura-do-doutor-tavares</link>
				<pubDate>Thu, 10 Jul 2014 20:30:04 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[19ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Sem imagem destacada]]></category>
		<category><![CDATA[#ed19]]></category>

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						<description><![CDATA[Amanda Boeira &#8211; bo.amaanda@gmail.com Matheus Santi &#8211; m.ribeirosanti@yahoo.com.br Enéias Tavares, professor do Departamento de Letras Clássicas e Linguística da UFSM, foi o vencedor do concurso literário A Fantasy quer o seu mundo!, realizado pelo Selo Fantasy da editora Casa da Palavra, do Rio de Janeiro. O resultado foi anunciado no último dia 16 de junho. Enéias [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: right"><em>Amanda Boeira - bo.amaanda@gmail.com</em>
<em>Matheus Santi - m.ribeirosanti@yahoo.com.br</em></p>
<p style="text-align: justify">Enéias Tavares, professor do Departamento de Letras Clássicas e Linguística da UFSM, foi o vencedor do concurso literário <i>A Fantasy quer o seu mundo!</i>, realizado pelo Selo Fantasy da editora Casa da Palavra, do Rio de Janeiro. O resultado foi anunciado no último dia 16 de junho. Enéias terá, como prêmio, seu livro publicado pelo selo <a href="http://www.fantasycasadapalavra.com.br/">Fantasy Casa da Palavra</a>.</p>
<p style="text-align: justify">Tavares é graduado em Letras (Português/Inglês). Possui mestrado em Literatura Comparada, período no qual traduziu a obra <i>Otelo – O Mouro de Veneza</i>, de Shakespeare. Tem doutorado em Estudos Literários e parte da sua formação realizada na Universidade de York (Inglaterra). Os três estágios de sua formação acadêmica foram concluídos na UFSM.</p>
<p style="text-align: justify">O concurso ocorreu devido ao interesse cada vez maior do público leitor em obras de literatura fantástica escritas por autores nacionais. O regulamento exigia que o texto fosse um romance de ficção fantástica, aceitando-se os subgêneros da fantasia (como ficção científica ou terror); não seriam permitidos outros estilos de escrita, como poesia, contos ou ensaios (Confira o regulamento completo do concurso clicando <a href="http://www.fantasycasadapalavra.com.br/regulamento/index.html">aqui</a>).</p>
<p style="text-align: justify">A seleção ocorreu em quatro etapas. Na primeira, os participantes enviaram uma sinopse do manuscrito e uma minibiografia, juntamente aos dados pessoais. Na segunda etapa os selecionados apresentaram um resumo mais detalhado da trama e personagens do romance. O texto integral do manuscrito foi enviado na terceira etapa. A última fase consistiu em uma entrevista dos selecionados com o curador do selo Fantasy, Affonso Solano. A cada passo o número de candidatos diminuía. Ao final, restou o autor selecionado para assinar o contrato de publicação.</p>
<p style="text-align: justify">O texto de Enéias Tavares iniciou-se como um conto criado para uma oficina de escrita criativa em 2009. Em 2010, evoluiu para uma novela em quatro partes. Após dois anos “guardada na gaveta”, a novela, que se ambienta num cenário retrofuturista do século XIX, recebeu inserções de vários personagens clássicos da literatura brasileira, como Simão Bacamarte (O Alienista), Bento Alves (O Ateneu), Leona e Pombinha (O Cortiço), e Solfieri (Noite na Taverna). Com isso, foi promovida a romance dividido em seis partes, cada uma contada por um ou mais desses personagens. No primeiro semestre de 2014 o romance foi, oficialmente, concluído para o concurso.</p>
<p style="text-align: justify">O romance é o primeiro livro do projeto <i>Brasiliana Steampunk</i>, que, segundo o autor, contará com obras de ficção científica ambientadas no Brasil. Se for bem recebida pelo público, terá uma continuação que expande e explica melhor os diversos aspectos da história. Com o título <em>A Lição de Anatomia do Temível Doutor Louison</em><em>, será lançada na Bienal de São Paulo de 2014, que ocorre entre 22 e 31 de agosto.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em> </em></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Sinopse do romance:</strong></p>
<p style="text-align: justify">No inverno de 1911, o jornalista Isaías Caminha chega a Porto Alegre para cobrir a prisão do temível assassino Antoine Louison. Capturado pelo detetive Pedro Britto Cândido, o vilão é aprisionado no lendário Hospício São Pedro para Lunáticos Incontroláveis e Histéricas Perigosas, sob a supervisão do centenário alienista Simão Bacamarte. Na noite anterior à sua execução, o celerado escapa, desaparecendo como um fantasma de folhetim.</p>
<p style="text-align: justify">Compõem este mistério o Palacete dos Prazeres, prostíbulo de luxo administrado por Rita Baiana, Léonie e Pombinha, e o Parthenon Místico, sociedade secreta que reúne o cientista louco Doutor Benignus, a médium indígena Vitória Acauã, o imortal satanista Soulfieri de Azevedo e os aventureiros do oculto Sergio Pompeu e Bento Alves.</p>
<p style="text-align: justify">Em A Lição de Anatomia do Temível Doutor Louison, literatura brasileira e estética steampunk se unem num cenário repleto de geringonças apocalípticas, serviçais mecanizados &amp; Zepelins fumacentos<span style="color: #ff6600"><strong>.TXT</strong></span></p>
<b>Assista a entrevista realizada com Enéias Tavares sobre o </b>concurso<b>, a obra e o autor:
<iframe src="//www.youtube.com/embed/BXMY7JSQZ6M" width="640" height="360" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe>
</b><b></b>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>34 anos de dedicação total a UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/helio-de-jesus</link>
				<pubDate>Thu, 10 Jul 2014 20:29:01 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[19ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>
		<category><![CDATA[#ed19]]></category>

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						<description><![CDATA[Gustavo Martinez &#8211; gustavopm34@gmail.com Nícolas Limberger &#8211; nicolas.limberger@live.com “Minha vida é aqui”, é como Hélio Jesus Costa define sua relação com a Universidade Federal de Santa Maria. Funcionário da PRAE há mais de 34 anos, “Índio” como é popularmente conhecido, mantém uma relação quase fraternal com os moradores da Casa dos Estudantes. Índio chegou de Santana do [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: right"><em><a href="http://www.ufsm.br/revistatxt/?attachment_id=1858" rel="attachment wp-att-1858"><img class="aligncenter size-full wp-image-1858" src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2014/07/PERFIL.jpg" alt="PERFIL" width="960" height="720" /></a>Gustavo Martinez - gustavopm34@gmail.com</em>
<em>Nícolas Limberger - nicolas.limberger@live.com</em></p>
<p style="text-align: justify">“Minha vida é aqui”, é como Hélio Jesus Costa define sua relação com a Universidade Federal de Santa Maria. Funcionário da PRAE há mais de 34 anos, “Índio” como é popularmente conhecido, mantém uma relação quase fraternal com os moradores da Casa dos Estudantes. Índio chegou de Santana do Livramento com apenas 13 anos, quando ainda tinha em mente servir na Base Aérea de Santa Maria. Após se adaptar com facilidade à cidade, ele decidiu seguir a vida por aqui. Hélio chegou ao setor de manutenção da Casa após trabalhar 21 anos no Hospital Universitário, assumindo uma posição que, segundo ele, poucos se dispõem devido à grande demanda de carga horária. Índio chega à universidade pela manhã e só almoça em casa alguns dias. Costuma passar a maior parte de seus turnos em seu escritório localizado no bloco 23. Alega que ele é o último a deixar a universidade: “Se for Natal, fim de ano, duas horas da manhã, se tocar o telefone eu venho para cá resolver”.</p>
<p style="text-align: justify">Carismático e comunicativo, Índio comenta as dificuldades que os jovens enfrentam em suas moradias, sejam problemas de convívio entre os moradores ou emocionais. É visto como um padrinho, “eu sei coisas dos alunos que nem os psicólogos sabem”, afirma. Um exemplo são os adolescentes que estudam no Politécnico e no CTISM que, por serem menores de idade (o setor para menores de idade recebe cerca de 70 estudantes por semestre), geram maiores preocupações para os responsáveis. Aflições essas partilhadas por Índio, que diz sofrer junto com os pais, já que começar uma vida acadêmica com essa idade é complicado, ainda mais devido ao fato de morarem sozinhos. Índio comenta também o caso de acadêmicos que possuem um grande poder aquisitivo e que acabam, de alguma forma, conseguindo vagas para moradia, deixando estudantes que deveriam ser realmente beneficiados com a oportunidade, de fora.</p>
<p style="text-align: justify">A preocupação de Hélio com os estudantes é tão profunda que já chegou a emprestar utensílios pessoais para que alguns pudessem se manter no Campus, assim como dinheiro e conselhos, motivando os alunos a permanecer na universidade. Apesar de ser muito amigo de todos os moradores, Índio faz questão de deixar claro que acima de tudo é um funcionário da instituição. Sempre que precisa fazer manutenções nos quartos, ou por qualquer motivo retirar estudantes de seus alojamentos, Hélio não hesita. Mas os moradores entendem que ele deve cumprir suas obrigações.</p>
<p style="text-align: justify">Uma das grandes paixões de Índio é viajar de moto. Com muita empolgação, lembra a viagem que realizou sozinho até o Uruguai e planeja uma longa jornada até o lugar que sempre sonhou em visitar, o deserto do Atacama. Perto de se aposentar, Hélio comenta que passará o resto de seu tempo na estrada, viajando e conhecendo novos lugares<span style="color: #ff6600"><strong>.TXT</strong></span></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Estatuinte: mudanças na universidade</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/1850</link>
				<pubDate>Thu, 10 Jul 2014 20:28:30 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[19ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Sem imagem destacada]]></category>
		<category><![CDATA[#ed19]]></category>

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						<description><![CDATA[Mateus Martins de Albuquerque &#8211; mateusmartinsdealbuquerque@gmail.com William Boessio &#8211; williamboessio@gmail.com Poucos estudantes sabem de onde vêm as normas que regulam a sua vida universitária, desde o seu ingresso até a formatura. Essas normas vêm de um estatuto, um documento que rege a vida de todos que compõem o ambiente universitário, como técnicos administrativos e professores. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: right"><em>Mateus Martins de Albuquerque - mateusmartinsdealbuquerque@gmail.com
William Boessio - williamboessio@gmail.com
</em>

<p style="text-align: justify">Poucos estudantes sabem de onde vêm as normas que regulam a<b> </b>sua vida universitária, desde o seu ingresso até a formatura. Essas normas vêm de um estatuto, um documento que rege a vida de todos que compõem o ambiente universitário, como técnicos administrativos e professores. Este estatuto pode ser renovado por um processo que abrigue em sua construção os mais diversos setores de uma Universidade, o que é chamado de estatuinte.</p>
<p style="text-align: justify">O<b> </b>primeiro estatuto da Universidade Federal de Santa Maria é datado de 1962, dois anos após sua fundação. Em 1968, com a reforma universitária imposta pelo governo militar, alterações foram feitas para se adequar às políticas nacionais de educação, sem que houvesse qualquer tipo de consulta com os segmentos que compõem a Universidade. Com a redemocratização do país nos anos 80, ocorreu certo clamor interno por uma estatuinte que atenda às demandas das classes, em 1987. Essa estatuinte acabou por não se concretizar, mas houve uma reforma no estatuto, um ano após. O Estatuto que rege a UFSM ainda hoje é o de 1988.</p>
<p style="text-align: justify">No processo eleitoral que decidiria a nova formação da reitoria do ano passado, uma das principais propostas do candidato da Chapa 1, Paulo Burmann, era de instalar um processo de estatuinte na Universidade. Burmann, com apoio de diversos setores classistas<b>, </b>ganhou a eleição e, logo nos primeiros meses de seu mandato, criou uma Comissão Provisória para avaliar a metodologia pela qual a estatuinte deve passar.</p>
<p style="text-align: justify">Essa comissão é formada por setores que se postam juntos na construção do processo, por mais que tenham desavenças históricas. O debate flui entre sindicatos e diretórios e espera-se que até a metade de julho exista uma comissão permanente, já registrada nas Portarias da Universidade, e que possa atuar deliberativamente na metodologia da estatuinte.</p>
<p style="text-align: justify">&nbsp;O setor estudantil já está se organiza pela estatuinte. A pauta é tratada como prioridade pela atual gestão do Diretório Central dos Estudantes, o DCE, tanto que foi um dos temas do 5º congresso estudantil, realizado nos dias 7 e 8 de junho no campus de Frederico Westphalen. Apesar disso, o congresso não pautou nenhuma instância deliberativa justamente porque a comissão de estatuinte ainda não foi oficializada.</p>
<p style="text-align: justify">Enquanto aguardam esta oficialização, a SEDUFSM (sindicato que trata dos assuntos relacionados aos professores da instituição), a ASSUFSM (seção sindical responsável pelos técnicos administrativos) e o próprio DCE organizam eventos para introduzir a questão. No dia 16 de junho, ocorreu a palestra “Concepção de Universidade”, que contou com a presença de membros da Universidade Federal da Fronteira Sul, que foi fundada em 2009, e mostrou seu conceito de universidade progressista e inovador. Uma mostra de que existem alternativas reformistas para a construção universitária. Resta saber se a UFSM irá buscá-las no seu próprio sistema de estatuinte.<b></b></p>
<p style="text-align: justify"><strong>COMO OS ÓRGÃOS LIDAM COM A QUESTÃO: </strong></p>

<p style="text-align: justify"><strong>DCE (Diretório Central dos Estudantes):</strong>
Para a membro do DCE e integrante da Comissão Provisória do processo da estatuinte, Pâmela Kenne, é desejo do DCE que através do trabalho da comissão desse ano, o método de discussão para o ano que vem seja o mais amplo e democrático possível e que não seja representativo, como é provisoriamente. O Diretório deseja que a Comissão seja tão fragmentada quanto a estrutura atual da Universidade.

<p style="text-align: justify"><strong>APG (Associação de Pós-Graduandos da UFSM):
</strong>Fundada em abril de 2013, a Associação não conta com representação nos órgãos superiores atualmente e precisa se reportar ao DCE. Segundo o representante do órgão, Vicente Calheiros, a APG não foi contatada no início do processo, mas foi levantada a necessidade de que haja uma representação dos Pós Graduandos durante a discussão do Estatuto, afinal os estudantes da pós-graduação representam um quarto do total do número de alunos na UFSM. A medida tomada foi a cedência de uma das oito vagas, por parte do DCE.

<p style="text-align: justify"><strong>&nbsp;ATENS (Associação dos Técnicos Administrativos em Educação com Ensino Superior):
</strong>A vice-presidente da associação que representa na comissão, Maria Weber, afirma que o principal interesse da Associação é somar no processo uma construção modernizante. A ATENS se propõe a ajudar administrativamente no diálogo da Estatuinte e também revisar os poderes decisórios existentes dentro da Instituição. Segundo Maria, estes seriam ultrapassados, assim como a política departamental que é instaurada na Universidade.

<p style="text-align: justify"><strong>ASSUFSM (Associação dos Servidores da Universidade Federal de Santa Maria):
</strong>A ASSUFSM soma à comissão com a esperança de construir uma Universidade mais democrática e popular para todos, de acordo com o, representante da instituição na Comissão, Marco Costa, o sindicato seguirá os preceitos do “Universidade Cidadã para os trabalhadores”, projeto construído pela ASSUFSM nos anos 80 e que norteia todas as políticas do órgão no que se refere à construção universitária.

<p style="text-align: justify"><strong>SEDUFSM (Seção Sindical dos Docentes da UFSM):
</strong>A estatuinte é um processo prioritário para a SEDUFSM. Tanto é que três membros de sua diretoria foram designados para participar da comissão. Um deles, Adriano Figueiró, afirmou que uma estatuinte bem feita pode ser a espinha dorsal para trazer de novo a confiança da comunidade universitária na instituição. O resultado mais positivo é uma comunidade mais presente nos processos de decisão.

<p style="text-align: justify"><strong>Reitoria:
</strong>Clóvis Guterres é o responsável por cuidar da Comissão Provisória dentro do Gabinete do Reitor. Ele afirma que a UFSM precisa pensar o conceito de universidade que quer, mas que existem temas dos quais ela não tem competência para interferir. Internamente, é possível ampliar o grau de participação e criar instâncias de caráter consultivo para integrar a comunidade nas decisões da Universidade. Para tal, já são feitos estudos comparativos com outras Universidades que também estão em processo de alteração do Estatuto (UFPE, UFRB, UFOP, UFAM e a UFG, que já terminou o processo)<span style="color: #ff6600"><strong>.TXT</strong></span>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O uso de animais em experimentos científicos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/o-uso-de-animais-em-experimentos-cientificos</link>
				<pubDate>Thu, 10 Jul 2014 20:26:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[19ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[#ed19]]></category>

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						<description><![CDATA[Aline Witt- alinewittaline@gmail.comLuana Mello &#8211; mellosluana@gmail.com A utilização de animais em pesquisas é um tema que gera muitas discussões na sociedade e também dentro da UFSM. Para manter sob vigilância os experimentos com cobaias, existe a Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA), criada em 2005, e coordenada pelo professor de Medicina Veterinária, Alexandre [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: right"><em>Aline Witt- alinewittaline@gmail.com</em><br /><em>Luana Mello - mellosluana@gmail.com</em></p>
<p style="text-align: justify">A utilização de animais em pesquisas é um tema que gera muitas discussões na sociedade e também dentro da UFSM. Para manter sob vigilância os experimentos com cobaias, existe a Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA), criada em 2005, e coordenada pelo professor de Medicina Veterinária, Alexandre Krause. Os princípios da Comissão são analisar quais os projetos e as atividades que envolverão os animais, determinar se existe o mérito, se o uso deles é justificado e também se os procedimentos serão conduzidos de forma a não envolver sofrimento. A criação da CEUA é anterior à constituição da Lei Arouca, de 2008, que determina a obrigatoriedade de uma comissão de ética em toda instituição que tenha interesse no uso de animais.</p>
<p style="text-align: justify">A lei também deliberou a criação de um Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA), que é vinculado ao Ministério de Ciências e Tecnologia. O CONCEA determina que as comissões de ética tenham uma função fiscalizadora e coloca como obrigatoriedade uma visita anual para verificar como são realizados os procedimentos com animais. Conforme Krause, “a CEUA sugeriu à Universidade que seja contratado um médico veterinário, quem tem atribuição de ser o responsável técnico pela legislação, e que cada biotério da Universidade tenha um”. Esse profissional seria o responsável não só pelos animais, mas também por se inteirar de todos os procedimentos. Ele também deveria orientar pesquisadores e acadêmicos envolvidos nesse tipo de pesquisa.</p>
<p style="text-align: justify">Há dois anos, ocorreu uma polêmica que envolveu o doutorando em Medicina Veterinária, Cristiano Gomes, que utilizou animais saudáveis em sua pesquisa de tese. A denúncia formal contra ele, realizada no Ministério Público Federal, nunca chegou à comissão. Este ano, a Justiça Federal abriu inquérito sobre as acusações de ferir e mutilar esses 12 animais utilizados como cobaias e também pela morte de cinco deles, como consequência dos experimentos, por abuso e maus tratos. Depois disso, segundo Krause, o que mudou na Comissão foi “a publicação da diretriz brasileira para a utilização de animais em ensino e pesquisa (...) e o aumento de participantes na Comissão de Ética”.</p>
<p style="text-align: justify">Quando for necessário denunciar algum tipo de irregularidade nas pesquisas com animais, é recomendado que seja primeiramente encaminhada via protocolo da reitoria à comissão, para que os membros possam avaliar e fazer uma diligência. A comissão deveria ir ao local e verificar se a denúncia procede: “tem que ser investigado como isso foi conduzido, qual foi a responsabilidade de cada um, em que etapa houve uma falha”, explica o coordenador. Krause informa que a pesquisa de Gomes passou pelo formulário padrão, disponibilizado na página da Comissão de Ética, que é exigido a todas as solicitações de utilização de animais na Universidade, tanto em ensino quanto em pesquisa.</p>
<p style="text-align: justify">O uso de animais saudáveis na pesquisa de Gomes gerou diferentes posicionamentos em relação às questões éticas sobre o assunto, porém Krause explica que, “se eu for testar qualquer medicamento, eu devo usar um animal saudável porque eu preciso comparar isso com outros animais. Se eu tiver um sistema orgânico em um que esteja doente, ele vai responder de uma forma imprevisível porque vai ter uma resposta individual, alterada”.</p>
<p>Nas imagens abaixo, como é o tratamento das cobaias em um dos biotérios da UFSM.</p>

<!-- wp:gallery {"ids":[3014,3013,3012]} -->
<ul class="wp-block-gallery columns-3 is-cropped"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/ratos2.jpg" alt="" data-id="3014" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/ratos2/" class="wp-image-3014" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/camundonga.jpg" alt="" data-id="3013" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/camundonga/" class="wp-image-3013" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2014/07/ratos.jpg" alt="" data-id="3012" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/o-uso-de-animais-em-experimentos-cientificos/ratos/" class="wp-image-3012" /></figure></li></ul>
<!-- /wp:gallery -->

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<p>

&nbsp;Na União Europeia, o uso de animais na indústria cosmética foi proibido em março de 2013. Para substituir o uso de cobaias, pesquisadores trabalham na criação de modelos alternativos para cada tipo de órgão, mas apenas a pele está mais perto de ser uma alternativa confiável e segura. No Brasil, a proibição foi promulgada em 2014, sendo São Paulo o estado pioneiro<strong>.TXT</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Desmistificação das questões de gênero</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/desmistificacao-das-questoes-de-genero</link>
				<pubDate>Thu, 10 Jul 2014 20:26:02 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[19ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Sem imagem destacada]]></category>
		<category><![CDATA[#ed19]]></category>

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						<description><![CDATA[Daniela Sangalli &#8211; danisangallig@gmail.com Nadine Kowaleski &#8211; nadinerk@gmail.com Questões de gênero encontraram na internet e na Universidade espaços para difundir ideias e lutar por mais respeito e igualdade. A palavra “Transgênero” se aplica às pessoas que possuem sua identidade de gênero oposta ao sexo designado no nascimento. Além de trans, há pessoas que têm dúvida [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: right"><em>Daniela Sangalli - danisangallig@gmail.com
</em><em>Nadine Kowaleski - nadinerk@gmail.com</em></p>
<p style="text-align: justify">Questões de gênero encontraram na internet e na Universidade espaços para difundir ideias e lutar por mais respeito e igualdade.</p>
<p style="text-align: justify">A palavra “Transgênero” se aplica às pessoas que possuem sua identidade de gênero oposta ao sexo designado no nascimento. Além de trans, há pessoas que têm dúvida quanto à sua própria expressão de gênero, e,muitas vezes circulam entre o feminino e o masculino - ou às vezes, nenhum. O assunto ganhou visibilidade com os debates e manifestações promovidos via internet por coletivos ou membros da comunidade Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais - LGBT. Dentro da universidade, existem grupos de pesquisa e coletivos, como o <i>Voe</i>, que atuam no ambiente universitário apoiando o movimento.</p>
<p style="text-align: justify">O termo LGBT é a sigla encurtada do termo mais completo, LGBTTAIQ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros, Transexuais, Assexuais, Intersexuais e Queer). O termo Queer, proveniente do inglês, engloba as pessoas que são colocadas à margem da sociedade por não seguirem o padrão da heterossexualidade ou do binarismo de gênero. Falando especificamente do termo “transgênero”, ele se aplica a todos que se identificam com o gênero oposto. O transtorno de gênero ainda é diagnosticado como uma doença mental.</p>
<p style="text-align: justify">O assunto, hoje, é frequentemente abordado a partir dos avanços feitos pelas mobilizações via internet. Porém, a realidade ainda é de preconceito e violência, pois essas pessoas não seguem os padrões heteronormativos. Dentre outras dificuldades, ir ao banheiro, a confusão de pronomes e ser chamado pelo nome social adotado são as principais complicações que a comunidade Trans enfrenta.</p>
<p style="text-align: justify">Mesmo em espaços LGBT, pessoas ainda sofrem violência por não serem cis* (quem tem o gênero correspondente ao sexo de nascimento) ou por assumirem uma expressão mais condizente com o gênero oposto. Segundo o mestrando em Comunicação Dieison Marconi, a questão do feminino “perpassa por todos os tipos de violência, seja homofóbica, bifóbica, transfóbica (...). Porque uma lésbica mais masculinizada não vai sofrer preconceito só pela orientação sexual dela, mas também porque ela assume uma expressão masculina, quando ela deveria, teoricamente, assumir uma expressão feminina. E com a travesti, a trans, acontece a mesma coisa“.</p>
<p style="text-align: justify">Entretanto, o movimento teve uma vitória significativa em 2010: o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão aprovou a Portaria nº 233 (<a href="http://www.abglt.org.br/docs/Ministerio%20do%20Planejamento%20portaria%20233%202010.pdf">http://www.abglt.org.br/docs/Ministerio%20do%20Planejamento%20portaria%20233%202010.pdf</a>) que determina o uso do nome social de servidores administrativos de âmbito federal, o qual deve ser reconhecido e exercido. Na UFSM essa Portaria já é seguida, e as pessoas trans tem o uso do nome social garantido. Essa e outras conquistas são viabilizadas graças a movimentações organizadas por marchas e coletivos, como o <i>Voe</i>, que atua em diversos espaços na cidade de Santa Maria. A Universidade federal é um desses lugares, são promovidos encontros, cine debates, intervenções e diversas outras atividades para que o assunto seja cada vez mais debatido e desmitificado.</p>
<p style="text-align: justify">Saiba mais sobre as ações do Coletivo clicando aqui (<a href="https://www.facebook.com/coletivo.voe?fref=ts">https://www.facebook.com/coletivo.voe?fref=ts</a>)<span style="color: #ff6600"><strong>.TXT</strong></span></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Rádio Universidade fez cobertura do Copa do Mundo FIFA</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/radio-universidade-fez-cobertura-do-copa-do-mundo-fifa</link>
				<pubDate>Thu, 10 Jul 2014 20:25:09 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[19ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Paralelo]]></category>
		<category><![CDATA[Sem imagem destacada]]></category>
		<category><![CDATA[#ed19]]></category>

				<guid isPermaLink="false">http://www.ufsm.br/revistatxt/?p=1826</guid>
						<description><![CDATA[Júlio Porto Desordi &#8211; juliodesordi@gmail.com Lucas Delgado &#8211; lucasaltdelgado@gmail.com Dois mil e quatorze foi um grande ano para os amantes do esporte mais praticado no mundo e, sobretudo, para o Brasil. Ano de Copa do Mundo, realizada em casa, no país do futebol, de Pelé, Garrincha, Romário, Ronaldo e outros craques. De praxe, o torcedor [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: right"><em>Júlio Porto Desordi - juliodesordi@gmail.com </em>
<em>Lucas Delgado - lucasaltdelgado@gmail.com</em></p>
<p style="text-align: justify">Dois mil e quatorze foi um grande ano para os amantes do esporte mais praticado no mundo e, sobretudo, para o Brasil. Ano de Copa do Mundo, realizada em casa, no país do futebol, de Pelé, Garrincha, Romário, Ronaldo e outros craques. De praxe, o torcedor brasileiro está intimamente ligado às jornadas feitas no ‘bom e velho’ rádio. E a Rádio Universidade, através da frequência 800AM e também pela internet [ufsm.br/rádio], realizou a maior cobertura de uma Copa em sua história.</p>
<p style="text-align: justify">Emissora integrante da Rede Pública de Rádio desde 2013, a Rádio Universidade, através do Projeto Radar Esportivo – editoria de esportes composta por alunos da área de Comunicação Social, especialmente do curso de Jornalismo – realizou no ano passado uma cobertura experimental da Copa das Confederações, evento teste que precede o Mundial da FIFA. Confirmado o sucesso da iniciativa, o vínculo com a Rede Pública de Rádio foi ampliado para este ano.</p>
<p style="text-align: justify">Já em 2014, novamente o Radar Esportivo se fez presente nas ondas dos 800AM para mais uma longa jornada, com um mês de duração e diversos programas ao longo da competição mais importante do futebol: a Copa do Mundo FIFA. Dessa vez, a tarefa era realizar uma introdução às partidas com comentários e informações e também análises após o fim dos jogos.</p>
<p style="text-align: justify">A transmissão das partidas foi realizada pela Empresa Brasil de Comunicação, representada pela Rádio Nacional, emissora pública e histórica no rádio brasileiro.</p>
<p style="text-align: justify">Quem arquitetou a cobertura foi o diretor da Rádio Universidade, Renato Molina, e também o diretor de Programação, Milton Oliveira. Os convocados para a Seleção da Cobertura foram os integrantes do Radar Esportivo e também os sonoplastas, que abraçaram a causa e estiveram nos estúdios do meio-dia até o horário de finalização dos jogos.</p>
<p style="text-align: justify">“Uma cobertura como esta da Copa do Mundo agrega ao futuro profissional: a desenvoltura nos improvisos, capacidade de análise e síntese, dinâmica técnica de transmissão, entrosamento da equipe e amadurecimento crítico. O envolvido que souber absorver pontos como esses leva um diferencial para sua atuação posterior no mercado de trabalho”, comenta Milton Oliveira.</p>
<p style="text-align: justify">A experiência prática para o jornalista é essencial. Esse é o propósito do Projeto Radar Esportivo, um dos programas mais antigos da grade da Rádio Universidade. No ar desde a década de 80, contou com profissionais da área do jornalismo esportivo e, a partir dos anos 90, deu abertura aos alunos dos cursos de Comunicação Social. A cobertura da Copa do Mundo FIFA realizada pelos estudantes do projeto busca preparar o futuro jornalista para o mercado de trabalho, em um ambiente de equipe e produção de materiais para o rádio.</p>
<p style="text-align: justify">O integrante mais antigo da atual equipe, Nicholas Lyra, relata um pouco da importância do Radar em sua formação acadêmica. “São três anos e meio que estou no Radar Esportivo. O programa me deu a maior base na prática de jornalismo que eu poderia ter dentro da universidade” Além disso, o acadêmico acredita que, mesmo participado de várias coberturas, de diversos esportes, cobrir a Copa do Mundo é a maior e mais completa experiência. “Pra mim, que sempre me interessei por jornalismo esportivo, a cobertura da Copa pela Rádio Universidade é uma experiência que eu espero levar pra além da universidade, e será útil mais tarde, no mercado de trabalho, por tudo que executamos ali.”, complementa.</p>
<p style="text-align: justify">Após um mês de cobertura da Copa do Mundo FIFA, a Rádio Universidade e os participantes da “operação” comemoram o resultado. A experiência adquirida, a oportunidade de expor o trabalho e também de ganhar mais conhecimento – não só da prática radiofônica, mas também do futebol – são fruto do esforço em meio ao calendário acadêmico.</p>
<p style="text-align: justify">Se há exatamente um ano o resultado foi satisfatório, de acordo com Milton Oliveira, há a certeza de que a qualidade foi repetida. “O sucesso do trabalho em 2013 [Copa das Confederações] tornou a decisão de cobrirmos o Mundial uma continuidade óbvia. O comprometimento dos acadêmicos do Projeto Radar Esportivo também tornou fácil a decisão de repetirmos uma grande cobertura”.</p>
<p style="text-align: justify">Daqui a quatro anos haverá a Copa do Mundo FIFA na Rússia. Se a parceria com a Rede Pública de Rádio for mantida, a Rádio Universidade certamente repetirá o ótimo trabalho feito no ano de 2014<span style="color: #ff6600"><strong>.TXT</strong></span></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Mais do que um melhor amigo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/mais-do-que-um-melhor-amigo</link>
				<pubDate>Thu, 10 Jul 2014 20:24:18 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[19ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[#ed19]]></category>

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						<description><![CDATA[Bárbara de Barros Barbosa &#8211; barbarabbarbosa@otmail.comLuíza Moura Tavares &#8211; violetalu@hotmail.com O bordão de que os cães são os melhores amigos do homem foi levado a sério pelo curso de Fonoaudiologia da UFSM: uma nova técnica de terapia rende ao pet ,além do posto de melhor amigo, a função de coterapeuta, ao considerar o companheirismo e [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: right"><em>Bárbara de Barros Barbosa - barbarabbarbosa@otmail.com</em><br><em>Luíza Moura Tavares - violetalu@hotmail.com</em></p>
<p style="text-align: justify">O bordão de que os cães são os melhores amigos do homem foi levado a sério pelo curso de Fonoaudiologia da UFSM: uma nova técnica de terapia rende ao <i>pet</i> ,além do posto de melhor amigo, a função de coterapeuta, ao considerar o companheirismo e a amizade já conhecida desses animais. Foi nessa atmosfera alegre que surgiu a ideia de um novo método de tratamento: a cinoterapia.</p>
<p style="text-align: justify">A cinoterapia é um recurso aplicado pelo Serviço de Atendimento Fonoaudiológico (SAF) que conta com a presença de cães da raça pastor alemão e <i>bordercollie</i> em tratamentos com crianças que possuem problemas de linguagem.&nbsp; “O cão serve como coterapeuta, ele é um mediador do processo. Como o cão é muito bem aceito socialmente, conseguimos com que os pacientes desenvolvam a linguagem de forma mais efetiva, tornando-se mais comunicativos e tranqüilos, além de interagirem melhor com o ambiente que o cerca, o que, consequentemente, estimula de forma notável a fala”, detalha a professora do curso de Fonoaudiologia, Carolina Lisboa Mezzomo, também docente nos cursos de Pós-graduação em Distúrbios da Comunicação Humana - &nbsp;nos níveis de mestrado e doutorado.</p>
<p style="text-align: justify">A terapia assistida com animais é um trabalho articulado pelo curso de Fonoaudiologia em parceria com o professor Dartanhan Baldez Figueiredo, dono de cães e voluntário, desde o segundo semestre de 2013. Nesse projeto, somente cachorros são utilizados na fonoterapia como mediadores, mas é possível desenvolver sessões que envolvam outros animais, tal como cavalos, segundo Carolina.</p>
<p style="text-align: justify">De acordo com a doutoranda em Distúrbios da Comunicação, Diéssica Vargas, existem inúmeros exemplos de sucesso observados nas terapias, contudo o mais marcante foi o dia em “que um paciente com autismo estava extremamente agitado, ele chegava a dar alguns chutes no cão. De repente, o animal deitou a cabeça no colo da criança e ela se transformou, ficou mais afetuosa, se tranquilizou e a partir disso buscava interação constantemente”, conta ela.</p>
<p style="text-align: justify">Para poder participar das terapias do curso de Fonoaudiologia, os animais passam por uma série de etapas que compreendem desde vacinas até a análise de comportamento: “O animal precisa ser extremamente dócil, afinal, as crianças mexem no cachorro a todo momento” acrescenta Carolina. Segundo Figueiredo, os cães Cilla e Foxy caminham por uma hora antes de irem para a terapia. Esses exercícios são realizados para cansá-los e esgotá-los, o que os deixa mais tranquilos para a sessão. O período em que os cães ficam na terapia com as crianças não ultrapassa uma hora, medida que serve para não estressá-los. Apesar de passarem pouco tempo nas terapias, os profissionais afirmam que toda segunda-feira o clima é de festa com a chegada dos <i>pets</i> no SAF.</p>
<p style="text-align: justify">Os resultados ainda não são definitivos, mas os pesquisadores estão motivados com as experiências. Já há trabalhos de conclusão de curso em andamento sobre pesquisas relacionadas ao assunto. O público tem recebido bem a ideia, principalmente as crianças, por já estarem familiarizadas com os animais<span style="color: #ff6600"><strong>.TXT</strong></span></p>
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<p></p>

<!-- wp:gallery {"ids":[3020,3023,3016,3017,3022,3019,3018,3021,3024,3025,3027,3028]} -->
<ul class="wp-block-gallery columns-3 is-cropped"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/galeria5.jpg" alt="" data-id="3020" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/galeria5/" class="wp-image-3020" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/galeria2.jpg" alt="" data-id="3023" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/galeria2/" class="wp-image-3023" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/galeria1.jpg" alt="" data-id="3016" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/galeria1/" class="wp-image-3016" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/galeria8-1024x576.jpg" alt="" data-id="3017" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/galeria8/" class="wp-image-3017" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/galeria3.jpg" alt="" data-id="3022" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/galeria3/" class="wp-image-3022" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/galeria6.jpg" alt="" data-id="3019" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/galeria6/" class="wp-image-3019" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/galeria7.jpg" alt="" data-id="3018" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/galeria7/" class="wp-image-3018" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/galeria4.jpg" alt="" data-id="3021" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/galeria4/" class="wp-image-3021" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/galeria11-1024x576.jpg" alt="" data-id="3024" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/galeria11/" class="wp-image-3024" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/galeria10-1024x576.jpg" alt="" data-id="3025" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/galeria10/" class="wp-image-3025" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/galeria12-1024x576.jpg" alt="" data-id="3027" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/galeria12/" class="wp-image-3027" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/galeria9-576x1024.jpg" alt="" data-id="3028" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/galeria9/" class="wp-image-3028" /></figure></li></ul>
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													</item>
						<item>
				<title>Qual o rastro deixado por você?</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/qual-o-rastro-deixado-por-voce</link>
				<pubDate>Thu, 10 Jul 2014 20:23:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[19ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[#ed19]]></category>

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						<description><![CDATA[Andressa Doré Foggiato &#8211; adfoggiato@gmail.comJocéli Bisonhin Lima &#8211; joceli_lima@hotmail.com A UFSM conta com diversos projetos de extensão voltados para a melhoria da qualidade de vida dos alunos e das condições do campus. Dentre eles, há o Grupo Incorpore – Ações Coletivas para o meio ambiente. Sob a coordenação da professora de Química Industrial e Ambiental, Marta Tocchetto, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: right"><em>Andressa Doré Foggiato - adfoggiato@gmail.com</em><br /><em>Jocéli Bisonhin Lima - joceli_lima@hotmail.com</em></p>
<p style="text-align: justify">A UFSM conta com diversos projetos de extensão voltados para a melhoria da qualidade de vida dos alunos e das condições do campus. Dentre eles, há o Grupo Incorpore – Ações Coletivas para o meio ambiente. Sob a coordenação da professora de Química Industrial e Ambiental, Marta Tocchetto, o grupo desenvolve diversas atividades voltadas à preservação ambiental e à introdução das questões ambientais no cotidiano das pessoas.</p>
<p style="text-align: justify">A ação mais recente do grupo foi a campanha “Rastros”, que aconteceu no hall do Prédio 13, do Centro de Ciências Naturais e Exatas (CCNE). A ideia surgiu a partir da comemoração do Dia Mundial do Meio Ambiente, no dia 5 de junho. O objetivo da campanha é mostrar para os estudantes a quantidade de lixo produzida por eles e o descarte inapropriado. O diferencial desta campanha foi a criação de um caminho formado por lixo, que mostra aos alunos os rastros deixado por eles.</p>
<p style="text-align: justify">Outra ação da Incorpore foi a criação do “Lixômetro": um equipamento que visa mostrar o acúmulo do lixo, bem como conscientizar as pessoas do devido destino que deve ser dado a ele. Segundo Marta, as pessoas acreditam que quando elas jogam lixo no chão não há conseqüências. Entretanto, quando o lixo de diversas pessoas se acumula, o resultado pode ser catastrófico.</p>
<p style="text-align: justify">Outro projeto é “Mandalas Ambientais”. Elas foram desenhadas pelo professor do Centro de Artes e Letras (CAL), José Goulart. Com seus designs, ele mostra para as pessoas como os materiais recicláveis podem ser reutilizados para que não haja descarte inadequado. Futuramente, as “Mandalas Ambientais” serão uma exposição itinerante que passará não só pelo campus da UFSM, mas também por escolas da cidade e outros locais que tiverem interesse em receber a intervenção.</p>
<p style="text-align: justify">A ação que traz mais resultados visíveis é o <i>papa bituca</i>. É um cigarro gigante localizado na frente do prédio 13. Dentro dele podem ser colocadas as bitucas de cigarro, já que, em contato com o solo, podem contaminá-lo. O projeto nasceu a partir da observação do grupo Incorpore, pois muitos tocos de cigarro eram jogados no chão e nas plantas do prédio 13. Com a instalação do equipamento, já é visível a diminuição da sujeira no chão.</p>
<div id="cp_widget_bc4b90be-cca5-420a-94ac-0ddf0187dd58">...</div>
<p style="text-align: justify">Todas as campanhas organizadas pelo grupo buscam conscientizar a população do destino adequado do lixo e também provocar uma reflexão sobre como estes resíduos são tratados.  Além disso, eles querem mostrar que todas as ações individuais refletem na coletividade. Até o dia 26 de junho, as intervenções criadas estavam no hall do prédio 13. Agora, a ideia do grupo é expandir o projeto para outros centros da universidade e também locais fora dela.</p>
<div>
<p style="text-align: justify">Para dar continuidade às ações promovidas em decorrência do Dia Mundial do Meio Ambiente, a Incorpore desenvolveu uma palestra sobre Incompatibilidade Química, realizada no “Seminário Incorpore” no dia 12 de junho. Ao longo do ano, o grupo também realiza ações que estimulam a redução do consumo de água, o incentivo a reciclagem, o cuidado com a natureza e o descarte adequado dos materiais<span style="color: #ff6600"><strong>.TXT</strong></span></p>
</div>

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<ul class="wp-block-gallery columns-3 is-cropped"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/10353496_305473436287177_7361841773408918649_o.jpg" alt="" data-id="3034" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/10353496_305473436287177_7361841773408918649_o/" class="wp-image-3034" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/10376314_309528892548298_4008184976536289739_n.jpg" alt="" data-id="3033" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/10376314_309528892548298_4008184976536289739_n/" class="wp-image-3033" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/1532015_317565275077993_1492956526331028428_o-1024x768.jpg" alt="" data-id="3031" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/1532015_317565275077993_1492956526331028428_o/" class="wp-image-3031" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/10351150_322644014570119_7809113195854298764_n.jpg" alt="" data-id="3030" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/10351150_322644014570119_7809113195854298764_n/" class="wp-image-3030" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/10441283_306953149472539_337750879847976631_n.jpg" alt="" data-id="3029" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/10441283_306953149472539_337750879847976631_n/" class="wp-image-3029" /></figure></li></ul>
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<figure class="wp-block-image"><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/10321599_305844266250094_1655878379347114608_o-1024x526.jpg" alt="" class="wp-image-3032" /></figure>
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				<title>Da UFSM Para o Mundo</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/da-ufsm-para-o-mundo</link>
				<pubDate>Thu, 10 Jul 2014 20:22:43 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[19ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Sem imagem destacada]]></category>
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						<description><![CDATA[Nicoli Saft &#8211; nicoli_x3@hotmail.comMaria Helena &#8211; ninaspaniak@gmail.com Provas, congressos, grupos de pesquisa, trabalhos, estágios, palestras, projetos; a formação acadêmica geralmente está associada a esses elementos, porém, outras experiências proporcionam aos estudantes desenvolvimento e acréscimo de conhecimento que vai além dos muros das universidades. Viajar para outros países é uma dessas opções. O intercâmbio acadêmico ou [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: right"><em>Nicoli Saft - nicoli_x3@hotmail.com</em><br /><em>Maria Helena - ninaspaniak@gmail.com</em></p>
<p style="text-align: justify">Provas, congressos, grupos de pesquisa, trabalhos, estágios, palestras, projetos; a formação acadêmica geralmente está associada a esses elementos, porém, outras experiências proporcionam aos estudantes desenvolvimento e acréscimo de conhecimento que vai além dos muros das universidades. Viajar para outros países é uma dessas opções.</p>
<p style="text-align: justify">O intercâmbio acadêmico ou cultural é uma das formas de conciliar o desejo de viajar com <b> </b>a graduação.<b> </b>A Secretaria de Apoio Internacional (SAI) é o setor que auxilia a reitoria em questões internacionais, e é também o órgão responsável pelos intercâmbios na UFSM. A secretária executiva da SAI, Eliane Cristina Amaretti, explica que são três as principais formas de se fazer intercâmbio através da universidade, pelo programa da AUGM (<i>Asociasón de Universidades Grupo Montevidéu</i>), pelo Ciências sem Fronteiras ou então por convênios entre a UFSM e universidades estrangeiras.</p>
<p style="text-align: justify">Através de um desses convênios, o acadêmico de Educação Fisíca, Eduardo Fantinel estudou o primeiro semestre de 2013 em Portugal, na Universidade do Porto (UP). Sobre a experiência, Eduardo afirma “ O intercâmbio fez com que eu atrasasse um semestre a minha formatura em Educação Física, mas a vivência foi fundamental para o currículo profissional e gratificação pessoal. A importância de fazer intercâmbio é enorme, mesmo que seja para um país de mesma língua, para conhecer outras metodologias de ensino e, principalmente, conhecer melhor o mundo e enriquecer como pessoa”.</p>
<p style="text-align: justify">A UFSM abre editais sempre que alguma universidade conveniada faz contato para informar vagas. Caso o estudante queira fazer intercâmbio e não há editais abertos, ele pode pesquisar quais convênios existem entre as universidades e solicitar à SAI para fazer a mediação entre eles. O passo a passo para esse procedimento pode ser consultado em:  <a href="http://w3.ufsm.br/sai/">http://w3.ufsm.br/sai/</a> .</p>
<p style="text-align: justify">            O graduado em Educação Física Gustavo Baretieri realizou seu intercâmbio de maneira autônoma. Conheceu o vice-reitor da Universidade do Porto em uma viagem a Moçambique, conversaram, então, sobre a possibilidade de o estudante realizar um intercâmbio acadêmico na cidade do Porto. Na época, a UFSM não possuía convênio com a faculdade de Educação Física da UP, entretanto, esse foi criado para Gustavo poder realizar sua viagem. Para ele, o intercâmbio “é uma nova maneira de ver o mundo, é um jeito de ser criança novamente; vislumbrar um horizonte novo, uma ideia nova, coisas novas o tempo inteiro”.</p>
<p style="text-align: justify">Eliane comenta que a busca e o interesse do estudante é essencial para a sua independência e desenvolvimento, uma vez que o mesmo deve buscar diversas informações sobre a sua viagem tendo sempre a SAI como apoio.</p>
<p style="text-align: justify">Porém, muitos estudantes tem queixas relativas aos aspectos acadêmicos de sua viagem. É o caso do estudante de História e graduado em Comunicação Social - Jornalismo, Guilherme Porto, relata que sentiu um desamparo e também falta de informações por parte da UFSM durante a preparação do seu intercâmbio para Portugal. A falta de informações quanto à matrícula e escolha de disciplinas foi, para Guilherme, o fator determinante para que ele não aproveitasse academicamente a viagem, o que torna a sua experiência válida somente pela bagagem cultural e vivência pessoal.</p>
<p style="text-align: justify">Outra complicação que pode surgir é a diferença de métodos de ensino das universidades estrangeiras com os da UFSM, o que faz com que o aluno não aproveite plenamente seus estudos no exterior. Quanto a essa questão, a estudante do 10º semestre de Direito, Rafaela da Cruz Mello, declara “Todavia, no âmbito acadêmico, não posso dizer que tive grandes aprendizados. Cursei duas cadeiras: Direito Internacional Público (Graduação em Direito) e Filosofia Política (Mestrado em Direito) e, tirando o fato de tê-las aproveitado como DCG [Disciplinas Complementares de Graduação]  para o meu curso na UFSM, em nada pude fazer uso das disciplinas no meu curso, em razão de o ensino do Direito de Bolonha, ao menos na UP, ser mais dogmático enquanto o da UFSM, a meu ver, tem um viés mais crítico”.</p>
<p style="text-align: justify">            Existem ainda intercâmbios não vinculados com a universidade, que podem ser feitos inclusive nos períodos de férias. A servidora pública Débora Flores Dalla Pozza fez sua viagem para o México através da Aiesec uma plataforma internacional de desenvolvimento pessoal que realiza intercâmbios, além de outras atividades. Mesmo sem ter a sua viagem vinculada com a graduação, Débora afirma que a experiência de viver em outro país é algo que marca e modifica a vida de uma pessoa, principalmente pelo intenso contato com outras culturas. A experiência afeta tanto o âmbito da graduação, ao abrir novos caminhos e oportunidades, quanto o  de desenvolvimento pessoal ao proporcionar autoconhecimento e<b> </b>gratificação para o intercambista<span style="color: #ff6600"><strong>.TXT</strong></span></p>
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<p> </p>

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<ul class="wp-block-gallery columns-3 is-cropped"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/1.jpg" alt="" data-id="3045" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/1/" class="wp-image-3045" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/2.jpg" alt="" data-id="3044" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2-2/" class="wp-image-3044" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/3.jpg" alt="" data-id="3043" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/3-2/" class="wp-image-3043" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/5.jpg" alt="" data-id="3042" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/5/" class="wp-image-3042" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/6.jpg" alt="" data-id="3041" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/6/" class="wp-image-3041" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/7.jpg" alt="" data-id="3040" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/7/" class="wp-image-3040" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/9.jpg" alt="" data-id="3038" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/9/" class="wp-image-3038" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/10.jpg" alt="" data-id="3037" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/10/" class="wp-image-3037" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/11.jpg" alt="" data-id="3036" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/11/" class="wp-image-3036" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/12.jpg" alt="" data-id="3035" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/12/" class="wp-image-3035" /></figure></li></ul>
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<ul class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2014/07/4.jpg" alt="" data-id="3289" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/da-ufsm-para-o-mundo/4-4/" class="wp-image-3289" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/8.jpg" alt="" data-id="3039" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/8/" class="wp-image-3039" /></figure></li></ul>
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													</item>
						<item>
				<title>Ingresso na UFSM ainda em debate</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/ingresso-na-ufsm-ainda-em-debate</link>
				<pubDate>Thu, 10 Jul 2014 20:21:03 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[19ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Sem imagem destacada]]></category>
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						<description><![CDATA[Julia Schapowal – julia.nadine@hotmail.com Luan Romero – luan1648@gmail.com Vanessa Gonzaga – vannessah.17@gmail.com Desde a decisão do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no dia 22 de maio deste ano, o ingresso ao ensino superior é uma incógnita. A única certeza até o momento é que o processo [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: right"><em>Julia Schapowal – julia.nadine@hotmail.com </em>
<em>Luan Romero – luan1648@gmail.com</em>
<em>Vanessa Gonzaga – vannessah.17@gmail.com</em></p>
<p style="text-align: justify">Desde a decisão do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no dia 22 de maio deste ano, o ingresso ao ensino superior é uma incógnita. A única certeza até o momento é que o processo seletivo seriado irá continuar para aqueles que já o iniciaram.</p>
<p style="text-align: justify">A determinação do Cepe para usar unicamente o Sistema de Seleção Unificada (SiSU) como forma de ingresso na instituição, além dos 50% de cotas, deixou a comunidade santa-mariense confusa. No dia 5 de junho, o Sindicato dos Lojistas de Santa Maria (Sindilojas), a Câmara de Comércio e Indústria de Santa Maria (<em>Cacism), o Sindicato da Indústria da Construção Civil de Santa Maria (Sinduscon),</em> União Santa-mariense de Estudantes<em> (USE)</em> e Câmara de Dirigentes Lojistas de Santa Maria (<em>CDL</em>) acionaram o Ministério Público Federal para reverter à decisão do Cepe, o que tornou a forma de ingresso na UFSM incerta.</p>
<p style="text-align: justify">A insegurança atinge a maioria dos estudantes que deseja ingressar na Universidade. A aluna da Escola Estadual de Ensino Médio Cilon Rosa, Natália Cardoso, 16 anos, fala que ainda não sabe qual prova irá fazer para entrar na UFSM, nem qual método deve aderir agora para estudar, já que o conteúdo das duas provas divergem de inúmeras maneiras.</p>
<p style="text-align: justify">A deliberação da Justiça Federal afirma que o vestibular deverá acontecer ainda neste ano, baseando-se no fato de que a mudança ocorreu um dia antes do fim das inscrições para o ENEM.  O reitor Paulo Burmann já demonstrou a intenção da UFSM em recorrer desta decisão.</p>
<p style="text-align: justify"></p>
<p style="text-align: justify">Nota da equipe da revista <strong><span style="color: #ff6600">.TXT</span></strong>: Após o fechamento desta edição, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) divulgou nessa terça-feira, 22 de julho, no portal da Comissão Permanente de Vestibular (Coperves), uma nota em que restabelece o processo seletivo único no Concurso Vestibular 2014. Mais informações no link <a href="http://www.coperves.ufsm.br/noticiaCompleta?id_noticia=1862" target="_blank" rel="noopener noreferrer">http://www.coperves.ufsm.br/noticiaCompleta?id_noticia=1862</a></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Orbitando a Terra com tecnologia universitária</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/orbitando-a-terra-com-tecnologia-universitaria</link>
				<pubDate>Thu, 10 Jul 2014 20:20:08 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[19ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[#ed19]]></category>

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						<description><![CDATA[Lenon de Paula &#8211; lenonmpaula@yahoo.com.brMarina Fortes &#8211; marifortesb@gmail.com O ano de 2014 representa uma grande conquista para a Universidade Federal de Santa Maria. No dia 20 de junho, foi lançado no espaço o primeiro satélite brasileiro: o NanoSatC-BR1, o CubeSat  &#8211; termo que designa os satélites miniaturizados e no formato de um cubo – desenvolvido em uma [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: right"><em>Lenon de Paula - lenonmpaula@yahoo.com.br</em><br /><em>Marina Fortes - marifortesb@gmail.com</em></p>
<p style="text-align: justify">O ano de 2014 representa uma grande conquista para a Universidade Federal de Santa Maria. No dia 20 de junho, foi lançado no espaço o primeiro satélite brasileiro: o <a href="http://www.inpe.br/crs/nanosat/index.php">NanoSatC-BR1</a>, o CubeSat  - termo que designa os satélites miniaturizados e no formato de um cubo – desenvolvido em uma parceria entre a UFSM e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), sendo financiado pela Agência Espacial Brasileira (AEB),</p>
<p style="text-align: justify">Em 2007, o pesquisador do Inpe, Dr. Nelson Jorge Schuch, criou a documentação básica para o desenvolvimento do primeiro nanosatélite da UFSM. O projeto foi idealizado para visar a inovação e a autonomia tecnológica para desenvolvimento dos estudos no ramo aeroespacial, o que inclui a capacitação de recursos humanos a partir da experiência acadêmica. O principal objetivo era criar as missões, definir a carga útil, e explicitar o motivo de lançar o satélite. A partir daí, foi determinado que o NanoSatC-BR1 faria a capacitação operacional de novos recursos tecnológicos e de monitoramento das condições geomagnéticas sob o território brasileiro: do eletrojato equatorial, uma intensa corrente elétrica situada na altura de 100 quilômetros que circunda o planeta e atravessa o Brasil perto da linha do Equador, e a anomalia do Atlântico Sul, que é uma depressão na intensidade do campo magnético.</p>
<p style="text-align: justify">Como a universidade não possuía na época um curso de Engenharia Aeroespacial, foi necessário abrir uma licitação internacional para a aquisição da plataforma (a estrutura do satélite). Uma empresa holandesa, especializada no desenvolvimento dessas estruturas, ganhou a licitação, e o processo de produção do satélite e da sua carga útil foi realizado em uma parceria entre Inpe, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Instituto de Tecnologia da Aeronáutica (ITA), UFSM, e a <a href="http://w3.ufsm.br/smdh/index.php?lang=pt-BR">Santa Maria Design House</a> (SMDH), empresa vinculada à universidade e especializada no desenvolvimento de circuitos integrados (chips).</p>
<p style="text-align: justify">Por iniciativa do Inpe de São José dos Campos-SP, foi solicitado um circuito integrado específico, que precisaria ser testado no espaço. A SMDH aceitou o desafio e desenvolveu o circuito que, hoje, está no NanoSat. A UFRGS também criou um sistema que integra o nanosatélite da UFSM. Os dois sistemas foram financiados pelo <a href="http://www.cti.gov.br/">Centro de Tecnologia de Informação Renato Arche</a>r.</p>
<pre><span style="color: #3366ff"><strong>→</strong> </span><a href="http://www.satview.org/br/index.php?sat_id=40024U" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Clique aqui para acompanhar o NanoSatCBR-1 no espaço</a> <span style="color: #3366ff"><strong>←</strong></span></pre>
<p style="text-align: justify"><span style="text-align: justify">As missões do NanoSatC-BR1 são científica e tecnológica. A científica consiste em utilizar o magnetômetro para medir a intensidade dos campos eletromagnéticos citados acima, já a missão tecnológica é testar e qualificar esses dois circuitos desenvolvidos pela Santa Maria Design House e pelo grupo de microeletrônica da UFRGS. Em paralelo, a frequência e a comunicação com o solo também serão testados. Para o BR1, o Inpe adquiriu duas estações: uma no próprio Instituto na UFSM e outra no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em São José dos Campos, São Paulo.</span></p>
<p style="text-align: justify">Pesquisadores, alunos de graduação, mestrado e de doutorado integram a equipe que criou o NanoSatC-BR1. Segundo Schuch, após o lançamento do NanoSatC-BR1, iniciou-se o desenvolvimento do BR2: “ele tem o dobro do tamanho e da massa do BR1. As suas missões serão mais sofisticadas, porque o primeiro foi planejado para ser feito da forma mais simples possível, para que nós e os alunos passássemos pela experiência de planejar e desenvolver uma missão espacial, a lançar e a monitorar. Nós conseguimos fazer isso”, orgulha-se o pesquisador<span style="color: #ff6600"><strong>.TXT</strong></span></p>
<p style="text-align: justify">Confira no vídeo abaixo trechos da coletiva de imprensa que ocorreu dia 24/06/2014 na UFSM (Créditos: TV Campus)</p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/xdlnFXqUes8" width="640" height="480" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p> </p>

<!-- wp:gallery {"ids":[3046,3047,3048]} -->
<ul class="wp-block-gallery columns-3 is-cropped"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/foto1.jpg" alt="" data-id="3046" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/foto1-2/" class="wp-image-3046" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/foto2.jpg" alt="" data-id="3047" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/foto2-2/" class="wp-image-3047" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/foto3.jpg" alt="" data-id="3048" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/foto3/" class="wp-image-3048" /></figure></li></ul>
<!-- /wp:gallery -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Desenho Industrial cria projetos inovadores</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/desenho-industrial-cria-projetos-inovadores</link>
				<pubDate>Thu, 10 Jul 2014 20:19:07 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[19ª Edição]]></category>
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						<description><![CDATA[Clara Sitó Alves – clasalvs@gmail.comGabriele Wagner de Souza – gabiwagners@gmail.com Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) são realizadas diversas pesquisas e produções de tecnologias e inventos. O Desenho Industrial é mais um dos cursos da instituição que desenvolve inovações, como projetos de mobiliário, utensílios domésticos, embalagens e identidades visuais. De 2012 e 2014 foram [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p align="right"><em>Clara Sitó Alves – <a href="mailto:clasalvs@gmail.com">clasalvs@gmail.com<br /></a>Gabriele Wagner de Souza – <a href="mailto:gabiwagners@gmail.com">gabiwagners@gmail.com</a></em></p>
<p style="text-align: justify">Na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) são realizadas diversas pesquisas e produções de tecnologias e inventos. O Desenho Industrial é mais um dos cursos da instituição que desenvolve inovações, como projetos de mobiliário, utensílios domésticos, embalagens e identidades visuais. De 2012 e 2014 foram realizados, aproximadamente, 75 projetos no curso entre os trabalhos de conclusão de curso (TCC) e os desenvolvidos em aula.</p>
<p style="text-align: justify">Após a elaboração dos projetos, há a possibilidade de obter registro no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Dentro da universidade, o órgão responsável por depositar esses projetos é o Núcleo de Inovação e Transferência de Tecnologia (NIT). Dos 20 projetos do Desenho Industrial que já foram encaminhados do Núcleo para o INPI - entre eles de brinquedos e mobiliários domésticos - três receberam o certificado de registro.</p>
<p style="text-align: justify">Um deles, desenvolvido como TCC da atual professora do curso de Desenho Industrial, Mariana Piccoli, foi um módulo multifuncional batizado de “Mobina” - Módulo mais Bobina. O produto utiliza tubos de papelão e foi pensado a partir da reutilização de resíduos industriais. “A minha intenção era fazer algo multifuncional. Então eu fiz módulos que servem para empilhar e fazer uma estante; dá para sentar como banquinho, usar como mesinha, como tudo. Então foi com o TCC que eu comecei a me empolgar a fazer coisas com a reutilização”, comenta Mariana. O projeto “Mobina” demorou cerca de um ano para ter o certificado de registro concedido.</p>
<p style="text-align: justify">A chefe de Departamento de Desenho Industrial, Fabiane Vieira Romano, explica a importância desse procedimento: “A proteção legal funciona justamente pra dar alguma vantagem competitiva por algum tempo, para que se produza e se consiga repor os investimentos com a pesquisa e inovação”.</p>
<p style="text-align: justify">Um dos processos que ainda tramita no INPI é o “Set”, um despertador que é inovador por possibilitar a adição de cápsulas ou refis de um determinado odor. Ao despertar, o mecanismo do produto aciona esse refil que solta o aroma no ar. “A proposta era oferecer não só um produto, mas sim uma experiência mais agradável ao despertar. Além dos aspectos visual e sonoro, comuns a todo despertador, também procurei trabalhar com o olfativo e o tátil, por meio da tela sensitiva”, explica o designer e criador do “Set”, Matheus Mariani.</p>
<p> </p>
<p style="text-align: justify"><strong>Da ideia ao registro</strong></p>
<div>
<p style="text-align: justify">O primeiro passo para solicitação do registro acontece no departamento do curso. Os autores devem preencher um formulário inicial, anexar imagens com o detalhamento do projeto e fazer um memorial descritivo para explicar o produto e sua funcionalidade. Depois de preparada toda a documentação, o professor responsável a encaminha para o NIT que, posteriormente, enviará para o INPI gerenciar o processo. Se concedida a certidão, esta terá validade de dez anos e pode ser renovada por três períodos sucessivos de cinco anos. Após esse período, o projeto passa a ser de domínio público.</p>
<p style="text-align: justify">O NIT tem, atualmente, além de registro de desenho industrial, outras modalidades relacionadas à invenção e inovação, conforme o produto a ser desenvolvido: registro de patente de invenção, de marca e de programa de computador. Cada uma dessas modalidades tem processos, especificações e validade distintas.</p>
<p style="text-align: justify">Em relação aos pedidos de patente de invenção, já foram encaminhados ao INPI 59 processos, 18 solicitações de registro de programa de computador e nove de registro de marca. A única patente que a universidade recebeu foi encaminhada ao INPI em 2001 e foi concedida, apenas, em 2009<span style="color: #ff6600"><strong>.TXT</strong></span></p>
</div>

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<ul class="wp-block-gallery columns-3 is-cropped"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/1-1-1024x760.jpg" alt="" data-id="3057" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/1-1/" class="wp-image-3057" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/2-1.jpg" alt="" data-id="3056" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2-1/" class="wp-image-3056" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/3-1.jpg" alt="" data-id="3055" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/3-1/" class="wp-image-3055" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/4.jpg" alt="" data-id="3054" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/4-2/" class="wp-image-3054" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/5-1-1024x578.jpg" alt="" data-id="3053" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/5-1/" class="wp-image-3053" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/6-1.jpg" alt="" data-id="3052" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/6-1/" class="wp-image-3052" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/8-1.jpg" alt="" data-id="3058" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/8-1/" class="wp-image-3058" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/7-1.jpg" alt="" data-id="3059" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/7-1/" class="wp-image-3059" /></figure></li></ul>
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													</item>
						<item>
				<title>UFSM para todos</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/ufsm-para-todos</link>
				<pubDate>Thu, 10 Jul 2014 20:18:16 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[19ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Sem imagem destacada]]></category>
		<category><![CDATA[#ed19]]></category>

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						<description><![CDATA[Carolina Escher Gonçalves &#8211; ncescher@hotmail.com Jéssica Lóss Barrios- jéssica.l.b@hotmail.com A nova lei das cotas (nº 12.711) decreta que 50% das vagas das universidades federais são reservadas para alunos oriundos de escolas públicas. Dessa quantia, 25% é destinada especificamente para pessoas provenientes de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salários mínimo per capita. Há, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p align="right"><em>Carolina Escher Gonçalves - ncescher@hotmail.com
Jéssica Lóss Barrios- jéssica.l.b@hotmail.com</em></p>
<p style="text-align: justify">A nova lei das cotas (nº 12.711) decreta que 50% das vagas das universidades federais são reservadas para alunos oriundos de escolas públicas. Dessa quantia, 25% é destinada especificamente para pessoas provenientes de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salários mínimo per capita. Há, entretanto, grandes obstáculos para que a universalização do acesso ao ensino superior seja plenamente satisfatória.</p>
<p style="text-align: justify">Visando auxiliar a população desprovida de condições socioeconômicas para investir em um curso pré-vestibular comercial, surgiu o curso Pré-vestibular Popular Alternativa. Criado no ano de 2000 por dois alunos de graduação do Centro de Ciências Rurais (CCR) da UFSM, o curso é um projeto de extensão que visa preparar alunos para o vestibular e para o Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM). Além disso, os professores são acadêmicos de graduação de diferentes cursos da UFSM e de outras instituições de ensino superior, que tomam a oportunidade para colocar em prática o que aprendem em aula, aprimorando a metodologia de ensino.</p>
<p style="text-align: justify">A coordenadora e também professora do curso Popular Alternativa, Kariane Marques, acredita na universalização do acesso ao ensino superior, caso seja validada a adesão de 100% das vagas da UFSM ao SISU. “A possibilidade da volta do vestibular não faz com que os nossos alunos parem de estudar para o ENEM e passem a estudar somente para o vestibular”, afirma Kariane. Com o SISU, há mais possibilidades de as pessoas ingressarem no ensino superior público: “A prova do ENEM contempla mais o conteúdo ministrado nas salas de aula, pois ela trata sobre os assuntos vistos durante o ensino médio em escolas públicas”. A coordenadora Kariane conta que com a notícia da adesão de 100% ao SISU pela UFSM, houve um aumento na procura por vagas no cursinho: “As pessoas acreditam que teriam maior probabilidade de ingressar na universidade e, assim, acabam buscando um curso preparatório”. O ENEM não exigiu mudanças no conteúdo ministrado nas aulas, porém os professores possuem o cuidado de apresentar um maior número de questões-teste para que os alunos se adaptem ao modelo da prova.</p>
<p style="text-align: justify">No ano passado, 37 alunos foram aprovados no vestibular. No entanto, o cursinho Popular Alternativa não se restringe ao ensino preparatório. O curso oferece ainda o Ciclo de Cinema na Comunidade, que é um projeto que pretende levar exibições de filmes e discussões de temáticas sociais às comunidades periféricas de Santa Maria. Além disso, o curso também viabiliza o estudo da Língua Brasileira de Sinais (Libras), através do Grupo de Formação de Intérpretes Voluntários de Libras. Neste grupo, estudantes e interessados em capacitar-se e obter experiência prática de intérprete de Libras atuam na interpretação de aulas no Pré-Vestibular Popular Alternativa.</p>
<p style="text-align: justify">Todos os anos, o cursinho Popular Alternativa disponibiliza 150 vagas e o principal critério de seleção é socioeconômico: com renda inferior a um salário mínimo por pessoa da família ou 1,5 salários mínimo, caso o aluno more sozinho. Para ingressar no curso, o estudante deve passar por um processo seletivo, que requer o preenchimento de um questionário socioeconômico, comprovante de residência e declaração de trabalho informal<span style="color: #ff6600"><strong>.TXT</strong></span></p>


[caption id="attachment_1762" align="aligncenter" width="584"]<a href="http://www.ufsm.br/revistatxt/?attachment_id=1762" rel="attachment wp-att-1762"><img class=" wp-image-1762 " src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2014/07/GERAL1-1024x576.jpg" alt="Alunos em aula no curso Pré-Vestibular Popular Alternativa Crédito da foto: divulgação " width="584" height="328" /></a> Alunos em aula no curso Pré-Vestibular Popular Alternativa.<br />Crédito da foto: Divulgação[/caption]]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>“Que a força esteja com você!”</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/que-a-forca-esteja-com-voce</link>
				<pubDate>Thu, 10 Jul 2014 20:17:45 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[19ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[#ed19]]></category>

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						<description><![CDATA[Camila Hartmann &#8211; camilahartmann@hotmail.com.brVitória Faturi Londero &#8211; vitorialondero@live.com Este é o lema que a Legião do Bem herdou da saga Star Wars e que adotou com o intuito de levar motivação e alegria a crianças em tratamento oncológico e outras enfermidades no Rio Grande do Sul. Desde setembro de 2013, o projeto idealizado pelo diretor do [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: right" align="center"><em>Camila Hartmann - camilahartmann@hotmail.com.br<a href="mailto:camilahartmann@hotmail.com.br"><br /></a></em><em>Vitória Faturi Londero - vitorialondero@live.com</em></p>
<p style="text-align: justify">Este é o lema que a Legião do Bem herdou da saga <i>Star Wars</i> e que adotou com o intuito de levar motivação e alegria a crianças em tratamento oncológico e outras enfermidades no Rio Grande do Sul. Desde setembro de 2013, o projeto idealizado pelo diretor do Museu de Ufologia de Itaara, Hernan Mostajo, possui voluntários que visitam hospitais especializados no tratamento de crianças diagnosticadas com câncer.</p>
<p style="text-align: justify">O diferencial deste trabalho social é que o contato estabelecido entre os participantes do projeto e as crianças é duradouro: é um convívio que ultrapassa uma única visita, pois há um acompanhamento quase que cotidiano da vida dos pacientes. O que a Legião visa é conferir assistência às crianças e suas famílias.</p>
<p style="text-align: justify">Nas visitas, os voluntários fazem uma intervenção teatral e vestem-se de acordo com os personagens da saga <i>Stars Wars</i>, com destaque para o personagem Darth Vader. As crianças recebem guloseimas e brinquedos revestidos com muito amor e carinho. ''A gente vai lá não pra dizer que eles vão se curar do câncer, mas pra amenizar essa dor'', diz a coordenadora do projeto, Estefani Dall Pozzollo. Em cada ação, dependendo do espaço e do número de crianças, os personagens caracterizados variam de cinco a oito voluntários. Para vestir cada um deles, o tempo estimado é de uma hora, em virtude da estrutura minuciosa de cada fantasia.</p>
<p style="text-align: justify">A coordenadora ainda explica o porquê da escolha dos personagens da saga <i>Stars Wars</i>: “Não queremos coisas comuns, do cotidiano, como super-heróis que são conhecidos entre as crianças”. Atualmente, a Legião do Bem possui 16 voluntários ativos. Dentre eles, está quem se caracteriza dos personagens, os auxiliares, os carregadores de brinquedos, e também há os que se encarregam de supervisionar as atividades que ocorrem ao longo das visitas. Todos passam por um aperfeiçoamento psicológico e são orientados pela profissional especializada em oncologia, a psicóloga Cátia Bairro Ferreira. “Não adianta colocar uma pessoa que tem vontade de participar e que não saiba interagir com as crianças", ressalta Estefani.</p>
<p style="text-align: justify">A Legião do Bem é um projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Maria que é pioneiro, em nosso país, em levar alegria às crianças de uma forma tão peculiar. Diferente de palhaços ou personagens mais conhecidos no mundo infantil, a iniciativa se apropria de vilões do cinema que igualmente cativam a atenção das crianças.</p>
<p style="text-align: justify">O projeto atua em três unidades do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM): no Centro de Tratamento da Criança e do Adolescente com Câncer (CTCriaC), no setor de pediatria e na Turma do Ique. As ações são promovidas, periodicamente, uma vez ao mês em cada unidade e, em datas comemorativas, os integrantes do projeto buscam abranger todas elas. Além disso, a Legião do Bem também realiza atividades em hospitais de Porto Alegre.</p>
<p style="text-align: justify">Os voluntários auxiliam na arrecadação de brinquedos e na divulgação das ações promovidas pela Legião, e não são vinculados a instituições governamentais ou empresariais. Entretanto, algumas das despesas do projeto, como transporte e alimentação, são custeadas pelo <a href="http://www.cosmosbr.org.br/"><b>Observatório Bioastronômico Cosmos</b></a>, instituição que realiza atividades na área de estudos espaciais. Nesse sentido, a coordenadora Estefani afirma: “A gente tenta ter recursos para fazer o máximo possível por essas crianças”.</p>
<p style="text-align: justify">A comunidade santa-mariense acolheu bem a ideia do projeto: muitas pessoas ajudam e se sensibilizam com as campanhas promovidas. Tal foi o reconhecimento da Legião do Bem, que, em abril deste ano, alguns dos voluntários participaram do programa da Rede Globo, “Encontro com Fátima Bernardes”.  As crianças também retribuem o carinho que recebem nas visitas através do contato freqüente com os voluntários. Além disso, os membros das equipes hospitalares percebem que o projeto auxilia no tratamento do câncer infantil, na medida em que algumas crianças apresentam redução das reações à quimioterapia após receberem os personagens da Legião.</p>
<p style="text-align: justify">Recentemente, a Legião do Bem se engajou em uma nova campanha. O objetivo é incentivar a população a cortar o cabelo e doá-lo para a confecção de perucas destinadas a pessoas com câncer. Ao todo, desde o início da campanha, o projeto já reuniu aproximadamente cem mechas de cabelos, vindas de Santa Maria e de outras regiões do estado.</p>
<p style="text-align: justify">Quem quiser ajudar ou ser voluntário da Legião do Bem pode entrar em contato com a coordenadora, Estefani Dall Pozzollo, ou acessar a <a href="https://www.facebook.com/darthvaderlegiaodobem"><b>Fan Page</b></a> do projeto.</p>
<p style="text-align: left">Confira algumas das ações realizadas pela Legião do Bem, nas fotos e vídeos abaixo:</p>
<div id="cp_widget_eaed74d1-24d2-431b-ae2a-c347eddf7b09">...</div>
<div> </div>
<p style="text-align: left"><iframe src="//www.youtube.com/embed/DUQ9FyzlV3Y" width="420" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/hnBOFDYNWNQ" width="420" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p><iframe src="//www.youtube.com/embed/IuRDWWkD3R4?list=UU8n25o6O5oT0YUE2lLMIzeQ" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe><span style="color: #ff6600"><strong>.TXT</strong></span></p>

<!-- wp:gallery {"ids":[3061,3062,3063,3064,3065,3066,3067,3068,3069,3070,3071,3072,3073,3074]} -->
<ul class="wp-block-gallery columns-3 is-cropped"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/1-2.jpg" alt="" data-id="3061" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/1-2/" class="wp-image-3061" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/14.jpg" alt="" data-id="3062" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/14/" class="wp-image-3062" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/13.jpg" alt="" data-id="3063" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/13/" class="wp-image-3063" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/12-1.jpg" alt="" data-id="3064" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/12-1/" class="wp-image-3064" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/10-1.jpg" alt="" data-id="3065" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/10-1/" class="wp-image-3065" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/11-1.jpg" alt="" data-id="3066" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/11-1/" class="wp-image-3066" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/9-1-1024x683.jpg" alt="" data-id="3067" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/9-1/" class="wp-image-3067" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/8-2-1024x683.jpg" alt="" data-id="3068" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/8-2/" class="wp-image-3068" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/7-2.jpg" alt="" data-id="3069" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/7-2/" class="wp-image-3069" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/6-2-1024x767.jpg" alt="" data-id="3070" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/6-2/" class="wp-image-3070" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/5-2.jpg" alt="" data-id="3071" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/5-2/" class="wp-image-3071" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/4-1.jpg" alt="" data-id="3072" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/4-1/" class="wp-image-3072" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/3-2.jpg" alt="" data-id="3073" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/3-2-2/" class="wp-image-3073" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/2-2.jpg" alt="" data-id="3074" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2-2-2/" class="wp-image-3074" /></figure></li></ul>
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													</item>
						<item>
				<title>UFSM e Exército: acordo promove desenvolvimento e modernização de simuladores</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/ufsm-e-exercito-acordo-promove-desenvolvimento-e-modernizacao-de-simuladores</link>
				<pubDate>Thu, 10 Jul 2014 20:16:40 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[19ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[#ed19]]></category>

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						<description><![CDATA[Lenon de Paula &#8211; lenonmpaula@yahoo.com.br Quando o assunto é tecnologia aplicada à defesa, tem-se a UFSM como uma referência nacional. o acordo firmado com o exército no ano passado proporcionou uma relação que só se fortalece entre ambas as partes: a de cooperação para o desenvolvimento tecnológico na área de defesa. O acordo corresponde a [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: right"><em>Lenon de Paula - lenonmpaula@yahoo.com.br</em></p>
<p style="text-align: justify">Quando o assunto é tecnologia aplicada à defesa, tem-se a UFSM como uma referência nacional. o acordo firmado com o exército no ano passado proporcionou uma relação que só se fortalece entre ambas as partes: a de cooperação para o desenvolvimento tecnológico na área de defesa.</p>
<p style="text-align: justify">O acordo corresponde a um Memorando de Entendimento e faz parte de um projeto mais amplo no qual estão incluídos vários subprojetos que envolvem a criação de simuladores para veículos em desenvolvimento e a modernização dos já existentes.</p>
<p style="text-align: justify">A assinatura do Memorando de Entendimento ocorreu no dia 30 de agosto de 2013, no Centro de Instruções de Blindados (CIBld), e contou com a presença do chefe do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, general de Exército Sinclair Mayer; do Comandante da 3ª Divisão de Exército, general Geraldo Miotto; do ex-reitor da UFSM, professor Felipe Müller; entre outras autoridades militares e convidados. Este foi o primeiro Memorando de Entendimento estabelecido no estado e o oitavo no Brasil. Segundo o general Mayer, este é o maior acordo já firmado entre o Exército e uma universidade pública, o que torna a UFSM o centro dos projetos militares.</p>
<p style="text-align: justify">Conforme o professor do Centro de Tecnologia (CT), João Baptista Martins, após um ano da assinatura do memorando, um grupo formado por seis professores e quatro alunos, todos do CT, trabalham no primeiro subprojeto: a modernização do Dispositivo de Simulação e Engajamento Tático (DSET), no valor de quase R$ 2 milhões. Trata-se de um laser posicionado no canhão dos blindados Leopard 1A5 que simula a trajetória de uma munição real. O DSET utilizado atualmente faz o processamento e registro dos dados do tiro simulado (velocidade, angulação do canhão, margem de erro, entre outros dados) através de uma impressora térmica localizada internamente em cada blindado e, para fins de análise, é necessário recolher as impressões após o exercício de simulação para verificá-las lado a lado. Para não haver erros na interpretação da análise, essa tarefa é feita minuciosamente, de forma a tornar este processo lento e custoso. Além disso, os dados impressos são compostos por abreviaturas no idioma alemão, o que também dificulta a efetividade do processo de interpretação.</p>
<p style="text-align: justify">O trabalho de modernizar este dispositivo ocorre desde janeiro e pretende aprimorar esta tecnologia em dois principais aspectos: transmissão dos dados e idioma. Atualmente se faz necessário dispor todas as impressões do DSET em uma mesa e analisar detalhadamente os dados apenas após a simulação, além de enfrentar a barreira dos dados em alemão. Com a modernização proposta pelos pesquisadores do CT será possível transmitir os dados da simulação em tempo real para um receptor móvel, de forma que a interpretação da análise ocorra simultaneamente aos tiros disparados pelo dispositivo de simulação. Além disso, os dados processados poderão ser transmitidos em três idiomas: português, espanhol e inglês. Assim, será estabelecida uma redução significativa do tempo de treinamento, tanto no processo de transmissão dos dados para a análise como no processo de interpretação, facilitado pela incorporação do idioma português ao dispositivo. A modernização do DSET deve estar concluída no final de 2015</p>
<p style="text-align: center"><strong>Bastidores da <span style="color: #ff6600">.TXT</span></strong></p>
<p style="text-align: justify">Fazer essa matéria me proporcionou conhecer melhor a cooperação entre a UFSM e o Exército, acordo este que presenciei a assinatura em agosto de 2013. Desde então, esse meu entusiasmo por tecnologia vem só aumentando. Sendo o primeiro acordo a ser firmado com uma universidade pública, e também o mais abrangente, resolvi detalhar o que aconteceu em quase um ano após a assinatura.</p>
<p style="text-align: justify">Antes de apurar as informações, pude reparar que os meandros do acordo, os projetos que o constituem, não eram muito pautados pela mídia local. Contatei algumas fontes da área de desenvolvimento e tecnologia, que já havia entrevistado anteriormente para outras matérias, e me indicaram o professor João Baptista. Este, que faz parte da equipe de professores que atuam com o Exército, me recebeu em sua sala, no prédio anexo ao CT.</p>
<p style="text-align: justify">Após a entrevista, fui em busca de mais detalhes (e também imagens) do Dispositivo de Simulação e Engajamento Tático, o DSET, no Centro de Instruções de Blindados General Walter Pires, o CIBld, localizado na Vila dos Quartéis, bairro Boi Morto. O Ten. Cel. Alex de Mesquita, comandante do CIBld, me recebeu e me acompanhou até o pavilhão de simulação, onde se encontravam vários equipamentos de simulação do blindado Leopard 1A5, dentre eles o simulador de procedimentos de torre (a parte superior de um blindado, onde fica o canhão), uma plataforma idêntica à original. Nesta plataforma estava instalada o DSET, onde registrei as imagens dispostas na galeria acima.</p>
<p style="text-align: justify">Lidar com notícias ligadas à tecnologia exige muita cautela na hora de redigir, pois necessita ser coesa e bem explicada para a compreensão geral. Há muitos termos técnicos, e a informação precisa estar apta a intelecção do leitor, que nem sempre entende do assunto ou sabe como funciona determinada tecnologia. Entretanto, este foi um desafio que contribuiu para a redação desta matéria<span style="color: #ff6600"><strong>.TXT</strong></span></p>

<!-- wp:gallery {"ids":[3079,3078,3077,3076]} -->
<ul class="wp-block-gallery columns-3 is-cropped"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/dsc07691-1024x768.jpg" alt="" data-id="3079" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/dsc07691/" class="wp-image-3079" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/dsc07696-1024x768.jpg" alt="" data-id="3078" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/dsc07696-2/" class="wp-image-3078" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/dsc07676-1024x768.jpg" alt="" data-id="3077" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/dsc07676/" class="wp-image-3077" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2019/08/dsc07677-1024x768.jpg" alt="" data-id="3076" data-link="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/dsc07677/" class="wp-image-3076" /></figure></li></ul>
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													</item>
						<item>
				<title>UFSM inaugura laboratório inovador relacionado à saúde e ao esporte</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/ufsm-inaugura-laboratorio-inovador-relacionado-a-saude-e-ao-esporte</link>
				<pubDate>Thu, 10 Jul 2014 20:15:03 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[19ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Sem imagem destacada]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[#ed19]]></category>

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						<description><![CDATA[Júlio Desordi &nbsp;&#8211;&nbsp;juliodesordi@gmail.com Lucas Delgado &#8211;&nbsp;lucasaltdelgado@gmail.com A Universidade ganhou recentemente mais um motivo para figurar entre os principais polos de pesquisa do país. Por meio de desenvolvimento tecnológico realizado na área da hipoxia e coordenado pelo professor Luiz Osório Portela, o Centro de Educação Física e Desportos inaugurou o LAPAS – Laboratório de Performance e [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: center"><a href="http://www.ufsm.br/revistatxt/?attachment_id=1743" rel="attachment wp-att-1743"><img class="aligncenter size-full wp-image-1743" alt="foto1" src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2014/07/foto1.jpg" width="640" height="427"></a></p>
<p style="text-align: right"><i>Júlio Desordi &nbsp;-&nbsp;juliodesordi@gmail.com
Lucas Delgado -&nbsp;lucasaltdelgado@gmail.com</i>

<p style="text-align: justify">A Universidade ganhou recentemente mais um motivo para figurar entre os principais polos de pesquisa do país. Por meio de desenvolvimento tecnológico realizado na área da hipoxia e coordenado pelo professor Luiz Osório Portela, o Centro de Educação Física e Desportos inaugurou o LAPAS – Laboratório de Performance e Ambiente Simulado.</p>
<p style="text-align: justify">Construído a partir de uma parceria entre o professor Luiz Osório e o médico e fisiologista Jorge Luiz Palma Freire com o Ministério do Esporte, o novo laboratório possibilita o estudo da fisiologia humana em um ambiente que pode ser predeterminado pelo pesquisador. Há diversas possibilidades de simulações relacionadas às condições climáticas, tais como: umidade, altitude, vento e temperatura. Cria-se o ambiente necessário de acordo com o objetivo almejado nos resultados finais, seja ele para atletas olímpicos, ou para pesquisas.</p>
<p style="text-align: justify">A história começou em 2010, quando Jorge Luiz Freire, na época diretor do Hospital Universitário, recebeu o convite do amigo Luiz Osório para começar um projeto de pesquisa na área da saúde, iniciando assim a sua relação com o CEFD. Formada a parceria, foi criado o projeto para a construção do LAPAS, que substitui o anterior método usado no laboratório. A técnica antiga utilizava máscara facial que, por vezes, atrapalhava alguns dos voluntários na pesquisa e tratamento. Juntos, os professores buscaram o Ministério da Ciência e Tecnologia para construir um novo local de preparação para pilotos de caça da Base Aérea, localizada em Santa Maria.</p>
<p style="text-align: justify">A ideia inicial utilizava pilotos, pois em voôs com caças (aviões de altíssima velocidade) eles poderiam sentir dificuldades por causa da diferença de altitude e pressão além de correr o risco de perder os sentidos.</p>
<p style="text-align: justify">Após a alteração do enfoque do projeto – a fim de adaptar o resultado final àquilo que era pretendido pelos idealizadores -, passou a ser direcionado à preparação de atletas para competições esportivas. Com esse pretexto, a dupla novamente buscou o Governo Federal e, através do Ministério do Esporte, conseguiu a verba - em torno de R$ 1 milhão - para construir a câmara e adquirir a aparelhagem necessária. Entretanto, para Osório, como o LAPAS fica na Universidade, é ideal também que o la boratório seja usado no ensino e na pesquisa – além de aplicar o conhecimento no esporte. A metodologia pode ser ainda eficaz no tratamento de doenças, porém é pouco explorada no contexto atual da medicina. Doenças cardiovasculares (como hipertensão arterial), colesterol alto, diabetes, doenças respiratórias, por exemplo, poderão ser tratadas nos laboratórios associados ao LAPAS e já estão em atividade no CEFD.</p>
<p style="text-align: justify">Com o laboratório em funcionamento, a pesquisa dos professores procura produzir um aumento do desempenho físico, tendo como objeto de análise atletas de alto nível, inclusive desportistas do cenário olímpico. Após o treinamento realizado durante dez dias no LAPAS, a ciclista Clemilda Fernandes conquistou o quarto lugar no Campeonato Pan-Americano no México, ocorrido neste ano. Com o resultado, ela assegurou o índice necessário para os Jogos Pan-Americanos de Toronto, que ocorrerão em 2015.</p>
<p style="text-align: justify">“Quando a equipe da ciclista chegou, comentaram que esperavam uma sala com um ar-condicionado e se surpreenderam com a estrutura. Fizemos então o treinamento em dez dias, o que já foi suficiente para render o excelente resultado. A partir disso, a Confederação Brasileira de Triathlon já manifestou interesse em utilizar o Laboratório”, comenta Freire.</p>
<p style="text-align: justify">Aos desportistas que desejam participar de competições, o laboratório é fundamental no processo prático, tendo em vista simular locais com condições climáticas distintas às usuais de treino. “Quando os atletas praticam esportes em condições adversas e ainda sem preparação, colocam em risco a sua própria saúde. Então estamos dando a oportunidade para quem quiser se preparar de forma adequada”, afirma Osório. Além disso, há um leque de possibilidades que se abrem tanto para o progresso de atletas – para os quais o programa é destinado - quanto para a população em geral que busque essa experiência. “É uma estrutura única no Brasil, comporta uso de cadeira de rodas e bicicletas na esteira, que simula subida, descida e outros possíveis cenários. Isso é prestígio para a universidade, gera novos recursos e melhorias no CEFD e em toda UFSM”, complementa Freire.</p>
<p style="text-align: justify">Os alunos também poderão ter acesso ao moderno laboratório para fins de estudos. Grupos de pesquisa da Universidade também terão a possibilidade de participar de projetos no LAPAS. Porém, como o projeto foi financiado pelo Ministério do Esporte, o enfoque será na preparação de atletas. Os responsáveis do Laboratório têm o compromisso de enviar ao governo relatórios que comprovem a eficiência e a fidelidade ao projeto, para que investimentos continuem a ser feitos no CEFD.</p>
<p style="text-align: justify">Além dos benefícios à pesquisa, o LAPAS é um primeiro passo para a construção de um Centro de Treinamento. Com as infraestruturas necessárias, o objetivo é que a UFSM se torne um polo de preparação de atletas na América do Sul. “O objetivo é fazer um centro de treinamento completo, com um prédio adequado, laboratórios e dormitórios”, diz Freire. Osório complementa essa ideia: “O setor da hotelaria precisa ser melhorado, já que Santa Maria fica totalmente fora do eixo Rio-São Paulo. A ideia principal é procurar pessoas interessadas daqui, para que possamos desenvolver a região e tornarmos a cidade e a Universidade referências”. Com um futuro ambicioso, o CEFD deverá receber atletas olímpicos em preparação para os Jogos de 2016, no Rio de Janeiro. Esse é o primeiro passo a fim de abrigar uma quantidade maior de atletas. Além disso, há a possibilidade de desenvolvimento de pesquisas ligadas à saúde e à performance esportiva</p>
<b>ENTENDA A HIPOXIA:
</b>- É uma redução no teor de oxigênio no sangue, seja ela por um&nbsp;processo natural devido ao ambiente, ou simulado.
- Com menos oxigênio, o corpo perde potência muscular, logo,&nbsp;os atletas de alto rendimento precisam se adaptar ao novo cenário.
- Para que isso ocorra os atletas treinam em altitude, que pode&nbsp;ser simulada no LAPAS.

&nbsp;

&nbsp;
<p style="text-align: center"><strong>Bastidores da <span style="color: #ff6600">.TXT <em><span style="color: #000000">-&nbsp;</span></em></span></strong><em><span style="color: #000000">Comunicação entre Centros</span></em></p>
<p style="text-align: justify">Interação. Foi assim que abordamos nossa reportagem para a revista .TXT, uma oportunidade de conhecer e entender o trabalho feito no Centro de Educação Física e Desportos – CEFD. Para muitos de nós, alunos da Comunicação, o esporte não é uma área tão admirada ou estudada. Para outros, trata-se de uma paixão, a paixão pela atmosfera, pelo que representa o esporte para a sociedade que o envolve.</p>
<p style="text-align: justify">Foi com essa paixão que surgiu a ideia de pautarmos a inauguração do Laboratório de Performance e Ambiente Simulado, o LAPAS. Ao batermos os olhos, não passava de uma sala enorme e metálica, com uma esteira que caberia duas pessoas correndo. Porém, após conversar com os professores Luiz Osório Cruz Portela e Jorge Luiz Palma Freire, vimos o quão importante esse “esteirão” é para um trabalho excepcional e único no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify">No LAPAS, os professores realizam mais de uma pesquisa para a UFSM. Uma delas é a questão da <b>hipóxia</b>. Mas o que é a hipóxia? É um método de preparação física onde o atleta é submetido a um ambiente simulado, com redução no teor de oxigênio no ar, simulando um ambiente de altitude, por exemplo. Como esse, é possível simular qualquer tipo de ambiente, seja ele mais quente, mais gelado, com menos oxigênio, altitude, enfim, infinitas variáveis dentro de um único laboratório.</p>
<p style="text-align: justify">O mais impressionante é que esse laboratório é pioneiro no Brasil! As Confederações de esportes a nível nacional, principalmente nos esportes olímpicos, tem como costume mandar os atletas brasileiros para treinar no exterior. Com o LAPAS, é possível que Santa Maria e a UFSM se transformem num polo esportivo do país. Já passaram por aqui atletas do Ciclismo, em preparação para competições visando os Jogos Pan-Americanos de 2016, no Rio de Janeiro, e também atletas do Triathlon.</p>
<p style="text-align: justify">O método da hipóxia é conhecido já dos jogadores de futebol, por exemplo. Clubes como o Grêmio, Corinthians, São Paulo e outros grandes do futebol brasileiro realizam testes e exames em jogadores contratados utilizando esse método. Quem sabe, num futuro próximo, os jogadores da dupla que faz o futebol da cidade – Riograndense e Internacional de Santa Maria – possa fazer uso do LAPAS para melhorar a performance de seus atletas.</p>
<p style="text-align: justify">Enfim, foi muito enriquecedor para a nossa formação como jornalistas, principalmente por abordar uma questão que tanto nos agrada: o esporte. Poder ver <i>in loco</i> esse tipo de procedimento dentro da Universidade nos mostra que estamos num ambiente diferenciado e que possibilita um aprendizado enorme, basta procurar nos lugares certos<span style="color: #ff6600"><strong>.TXT</strong></span></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Dona Lala</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/dona-lala</link>
				<pubDate>Thu, 10 Jul 2014 20:14:23 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[19ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>
		<category><![CDATA[#ed19]]></category>

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						<description><![CDATA[Luíza Tavares &#8211; violetalu@hotmail.com Há 28 anos, Eulália Maria Fantinel, conhecida carinhosamente pelos colegas como “Dona Lala”, trabalha como copeira do Gabinete do Reitor da UFSM. Com alegria, ela fala sobre o seu trabalho na reitoria e o cuidado que tem para sempre servir bem as pessoas. A história de Eulália começa na cidade de Dona [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: center"><a href="http://www.ufsm.br/revistatxt/?attachment_id=1740" rel="attachment wp-att-1740"><img class="aligncenter  wp-image-1740" src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2014/07/foto_eps.png" alt="foto_eps" width="754" height="558" /></a></p>
<p style="text-align: right"><em>Luíza Tavares - violetalu@hotmail.com</em></p>
<p style="text-align: justify">Há 28 anos, Eulália Maria Fantinel, conhecida carinhosamente pelos colegas como “Dona Lala”, trabalha como copeira do Gabinete do Reitor da UFSM. Com alegria, ela fala sobre o seu trabalho na reitoria e o cuidado que tem para sempre servir bem as pessoas.</p>
<p style="text-align: justify">A história de Eulália começa na cidade de Dona Francisca, em 22 de julho de 1940, data de seu nascimento. Logo, mudou-se para Formigueiro e, em 1975, passou a viver em Santa Maria, onde ficou por pouco tempo. Eulália foi morar com uma tia, em Brasília. Quando voltou a Santa Maria, arranjou um emprego no Hospital Veterinário, em que permaneceu por dois anos. Sua próxima ocupação foi na reitoria, de onde não saiu mais.</p>
<p style="text-align: justify">Eulália já se aposentou, mas foi recontratada como copeira. Nesses anos, presenciou mais de uma mudança de gestão das empresas terceirizadas responsáveis pela prestação do serviço: primeiro a André Alves, em seguida a Moura, a TRT e agora a Sulclean. Independente da terceirizada, Dona Eulália segue o seu trabalho: “eu faço o que eles pedem, não há conflito”, ela conta.</p>
<p style="text-align: justify">Em quase 30 anos, vários foram os protestos que aconteceram na reitoria: “uma vez, tentaram derrubar a porta do Conselho. Eu e o guarda seguramos, entre duas pessoas, o horror que estava lá fora, mas não tivemos força. Derrubaram e quebraram a porta em cima da gente, mas não nos machucamos. Isso foi na época do professor Sarkis. Várias reuniões já foram canceladas por causa de protestos, porque tomavam conta do Conselho. Foram muitos protestos, tanto de estudantes quanto de funcionários.” Ela, resignada, completa: “Eu só acompanho, não posso e nem tenho por que protestar.”</p>
<p style="text-align: justify">Eulália conta que, até aos sábados pela manhã, se tem alguma reunião importante, ligam para ela e ela se arruma rapidamente, enquanto a Universidade encaminha um transporte para buscá-la. Ela já conhece os gostos de cada um: “Para a xícara do professor Felipe, adoçante; Já o professor Burmann, prefere sem açúcar”. Para ela, com açúcar, “gosto do café doce”, conta. “O falecido João Manuel, chegava pela manhã e sentava em um banquinho, eu servia café para ele, ele me contava o que havia de diferente pra que eu ficasse atualizada. Ele era chefe de Gabinete.”</p>
<p style="text-align: justify">Mesmo de poucas palavras, Dona Eulália conquistou um carinho grande pelos colegas, a recepcionista da reitoria conta que, no dia das mães, todos os colegas de trabalho parabenizavam dona Eulália, e ela, mesmo sem ter filhos, agradecia sorridente. E, enquanto puder, pretende continuar a servir diariamente o tão apreciado cafezinho.</p>
<p style="text-align: center"><strong>Bastidores da <span style="color: #ff6600">.TXT</span></strong></p>
<p style="text-align: justify">Logo na recepção da reitoria, questionei onde poderia encontrar a dona Eulália e, primeiramente, me encaminharam para outro setor, porque não esperavam que, como jornalista, eu tivesse interesse em entrevistar a copeira. Fiquei surpresa com a reação, e expliquei que a Dona Eulália trabalha há quase 30 anos na reitoria e que ela havia sido escolhida para o perfil da TXT.</p>
<p style="text-align: justify"> Escrever, em poucas linhas, a história de vida de alguém não é um tarefa fácil: além da dificuldade de selecionar as perguntas sem ser impertinente, há, também, o cuidado com as informações que serão divulgadas, principalmente se os relatos envolvem ou afetam outros além do entrevistado. Dona Eulália não é de muitas palavras e fala com cautela sobre sua trajetória na reitoria; embora envergonhada, ela contou, com prazer, sobre seu trabalho. A entrevista foi breve, e dona Lala, apelido carinhoso dado pelos colegas de trabalho, respondeu atenciosamente as perguntas<span style="color: #ff6600"><strong>.TXT</strong></span></p>]]></content:encoded>
													</item>
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				<title>EAD em desenvolvimento na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/ead-em-desenvolvimento-na-ufsm</link>
				<pubDate>Thu, 10 Jul 2014 20:13:13 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[19ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Paralelo]]></category>
		<category><![CDATA[#ed19]]></category>

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						<description><![CDATA[Carolina Escher &#8211; ncescher@hotmail.com Jéssica Lóss- jéssica.l.b@hotmail.com No ano de 1939 surgem as primeiras atividades de Ensino a Distância via correspondência no Brasil. Já na década de 70, emissoras de televisão e rádio passaram a oferecer cursos para auxiliar na educação de adultos e crianças. A internet representa, hoje, a terceira geração do EAD. Através de chats, [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: justify"><a href="http://www.ufsm.br/revistatxt/?attachment_id=1737" rel="attachment wp-att-1737"><img class="aligncenter size-full wp-image-1737" alt="jessica" src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2014/07/jessica.jpg" width="640" height="427" /></a></p>
<p style="text-align: right"><i>Carolina Escher - ncescher@hotmail.com
Jéssica Lóss- <em>jéssica.l.b@hotmail.com</em></i></p>
<p style="text-align: justify">No ano de 1939 surgem as primeiras atividades de Ensino a Distância via correspondência no Brasil. Já na década de 70, emissoras de televisão e rádio passaram a oferecer cursos para auxiliar na educação de adultos e crianças. A internet representa, hoje, a terceira geração do EAD. Através de chats, fóruns, e-mails e redes sociais, a rede online é responsável por uma interação maior entre professores e alunos dos quatro cantos do país.</p>
<p style="text-align: justify">Ainda que existam muitos projetos do governo que viabilizem e facilitem a aproximação da população com o ensino gratuito, falta muito para que se universalize o acesso a um curso superior. A UAB (Universidade Aberta do Brasil) tem isto por objetivo: levar a universidade pública de qualidade aos locais distantes e isolados para incentivar o desenvolvimento dos municípios com baixos IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). O Ministério da Educação lançou a UAB em dezembro de 2005, a serviço da expansão e da interiorização do acesso à graduação e à pós-graduação, para evitar o fluxo migratório para as grandes cidades que concentram a oferta dos cursos presenciais. Para estimular os alunos, a associação dos governos federal, estadual e municipal em prol da educação, a UAB possui centros de formação permanentes, ou seja, pólos de apoio presencial, localizados em determinadas regiões estratégicas. Além disso atende, atualmente, a 800 mil alunos por ano em todo o território nacional. Em 2007, o programa UAB passou a integrar ações da Diretoria de Educação a Distância, com o objetivo de colaborar com o processo de formação de professores para a educação básica do país.</p>
<p style="text-align: justify">O coordenador do programa UAB, Marcelo Pustilik Vieira, explica a história do EAD na UFSM desde o começo. O ensino teve início no ano de 2005 e conta com uma equipe especializada para fazer o trabalho de produção dos cadernos didáticos e dos objetos de estudo necessários para as aulas. Para isso, há o encontro de analistas de educação com professores do programa, que estudam as melhores estratégias educacionais. Entretanto, o conteúdo do material didático é de responsabilidade do professor que leciona o curso. A estratégia de ensino é construída com ferramentas do Moodle que visam compensar a falta de comunicação simbólica existente nas aulas presenciais e que complementam as aulas, como vídeos, jogos, perguntas interativas e cadernos online. Para que o curso seja aplicado à distância, é necessário que passe por um processo chamado de “transposição paralela”, a fim de adequar as aulas aos sujeitos que recebem o material online. Vieira afirma que “os vídeos focam na aprendizagem e não no ensino”, assim, “não basta simplesmente disponibilizar um material que demonstra um fenômeno físico acontecendo juntamente com um texto ou um gráfico que, para muitas pessoas, isso não significa nada”. Os estudantes de EAD possuem, em média, uma faixa etária de 28 a 34 anos. Vieira conta que há muita evasão, devido à falta de regularidade de presença, o que faz com que o aluno, muitas vezes, se esqueça das aulas ou dos dias de entrega das tarefas. As aulas são disponibilizadas para qualquer pessoa interessada e estão no endereço online www.uab.capes.gov.br</p>
<p style="text-align: justify">O coordenador do EAD do CTISM (Colégio Técnico Industrial de Santa Maria) , professor Paulo Roberto Colusso, explica que essa modalidade de ensino profissionalizante existe na universidade desde 2007, quando o MEC lançou um edital que procurava distribuir para mais instituições federais essa outra forma de repassar o conhecimento. Colusso participou das reuniões e trouxe para UFSM o EAD profissionalizante. Fez parte da organização, distribuição e instalação de novos polos no Rio Grande do Sul, que primeiramente foram localizados nas cidades interioranas cuja população tinha menor acesso à educação gratuita de qualidade. Em 2007, havia apenas sete polos no estado, que foram distribuídos de forma a privilegiar a metade sul empobrecida, conta o professor. Com o passar do tempo, o EAD obteve maiores proporções e foi aberto para que pudessem ser ofertados polos para os demais municípios que solicitavam e tinham demanda para novos cursos. Hoje já são mais de 20 polos distribuídos por todo o estado. O método de ensino consiste em vídeo-aulas, cadernos didáticos, aplicação de provas e viagens aos polos.</p>
<p style="text-align: justify">Os vídeos das aulas são produzidos no estúdio televisivo do centro EAD e contam com o trabalho de diversos profissionais que gravam, editam e publicam o material online. Entretanto, não são somente os alunos do EAD que possuem acesso aos vídeos: qualquer pessoa interessada, vinculada ou não à UFSM, pode acessar o material no site. (http://estudioead.ctism.ufsm.br/)</p>
<p style="text-align: justify">Os cadernos didáticos são importantes para os cursos profissionalizantes, visto que muitos alunos não possuem internet e a falta do material físico inviabilizaria a possibilidade de realizar o estudo a distância. Eles são responsabilidade dos professores de cada disciplina, que são autores deste material que vão utilizar para as aulas. Entretanto, esses materiais devem se adequar ao template, ou seja, ao modelo de documento que foi organizado pelo MEC. Colusso destaca que “os cadernos didáticos são a espinha dorsal da disciplina” devido ao fato de o material remeter a outros links, outras tecnologias e outras dias que complementam essa “espinha dorsal”.</p>
<p style="text-align: justify">Já as viagens aos polos são necessárias não somente para as avaliações, mas também para a realização de aulas práticas. Colusso conta que houve a especial preocupação em adquirir laboratórios que pudessem ser transportados até os alunos, juntamente com kits didáticos para seres colocados em um veículo, e professores com disponibilidade de viajar para ofertar aulas presenciais. Esse modelo letivo existe desde 2007 e é utilizado até hoje.</p>
<p style="text-align: justify">Um professor de cursos profissionalizantes se diferencia dos docentes dos cursos de graduação quanto à didática na produção dos vídeos. Um educador EAD do CTISM, por exemplo, deve se preocupar em privilegiar a parte prática da disciplina, o funcionamento do equipamento e a tecnologia sobre a qual o curso trata. Já ministrar um curso de graduação busca dar mais atenção à teoria do que à prática nos estudos.</p>
<p style="text-align: justify">A seleção dos alunos é feita através de uma prova organizada pela Copes (Comissão Permanente de Exame de Seleção), porém o sistema Sisutec pode passar a ser utilizado a partir de 2015. “Isso é educação para nós, para brasileiros”, ressalta Colusso.Hoje a UFSM possui sete cursos profissionalizantes: Fruticultura, Cooperativismo, Informática para a Internet, Manutenção de Informática, Automação Industrial, Mecânica e Agroindústria
<b style="font-style: normal"></b></p>
<b style="font-style: normal">A UAB pertencente à UFSM possui graduações básicas de licenciatura que duram no mínimo 4 anos: </b>Física, Geografia, Sociologia, Pedagogia, Educação Especial e Formação Especial dos Professores. Ainda há especializações 18 meses de duração, dentre elas: Gestão Educacional, Gestão Púbica, Eficiência Ener­gética, Educação Ambiental e Agricultura Familiar

&nbsp;
<p style="text-align: center"><span style="color: #ff6600"><strong><span style="color: #000000">Bastidores da</span> .TXT</strong></span></p>
<p style="text-align: justify">         Quando a pauta sobre Ensino a Distância foi aprovada na redação, começou a correria pra cima e pra baixo para encontrarmos fontes oficiais que pudessem nos fornecer os dados com os quais construiríamos a matéria. Depois de uma longa e demorada pesquisa inicial, com grande dificuldade de encontrarmos sites atualizados com os dados do EAD no último ano, concluímos que seria mais difícil do que imaginávamos. Quando o tema envolve a universalização do estudo, ou o acesso ao estudo para a população das camadas mais pobres da sociedade, há muita coisa que pode ser escondida. Materiais didáticos (tablets, livros, aparelhos para as aulas) são exemplos dos vários dados que não são completamente contabilizados e organizados pelos centros responsáveis. As datas para distribuição de material, para início de novos cursos ou, até mesmo, o número de alunos que não conseguiram completar seu curso a distância, seja por desistência ou por reprovação, não nos foram disponibilizados. O motivo? Não se sabe. O que se sabe é que essa parcela da população que deveria ter a oportunidade de estudar a distância acaba por receber menos atenção do que precisa, e nós, como produtoras dessa matéria que deveria ser sobre como o EAD funciona e não sobre como ele NÃO funciona, vimos que a igualdade social, ao menos a igualdade relacionada ao estudo e conhecimento para todos, está mais longe do que sonha a nossa vã filosofia<span style="color: #ff6600"><strong>.TXT</strong></span></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Ipê Amarelo comemora 25 anos com conquistas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/ipe-amarelo-comemora-25-anos-com-conquistas</link>
				<pubDate>Thu, 10 Jul 2014 20:12:26 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[19ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[#ed19]]></category>

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						<description><![CDATA[Marina Fortes &#8211; marifortesb@gmail.com A Ipê Amarelo é a Unidade de Educação Infantil da Universidade Federal de Santa Maria e completa 25 anos em 2014. Quando foi criada, em 24 de abril de 1989, a creche tinha o intuito de atender aos filhos de servidores e alunos da UFSM, mas, a partir deste ano, isso mudou. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: center"><a href="http://www.ufsm.br/revistatxt/?attachment_id=1732" rel="attachment wp-att-1732"><img class=" wp-image-1732 aligncenter" alt="Marina 2" src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2014/07/Marina-2.jpg" width="640" height="441" /></a></p>
<p style="text-align: right"><b><i>Marina Fortes - marifortesb@gmail.com</i></b></p>
<p style="text-align: justify">A Ipê Amarelo é a Unidade de Educação Infantil da Universidade Federal de Santa Maria e completa 25 anos em 2014. Quando foi criada, em 24 de abril de 1989, a creche tinha o intuito de atender aos filhos de servidores e alunos da UFSM, mas, a partir deste ano, isso mudou. A implantação do concurso público para professores e a abertura da escola para a comunidade santa-mariense representam grandes conquistas. A fim de saber mais sobre a escola Ipê Amarelo, a .txt realizou uma entrevista com a atual diretora da creche e presidente da Associação das Unidades Universitárias de Educação Infantil (Anuufei), professora Viviane Ache Cancian.</p>
<p style="text-align: justify"><strong><span style="color: #ff6600">.TXT</span> – Como ocorreu a abertura da Ipê Amarelo para a comunidade?</strong></p>
<p style="text-align: justify">Viviane – Nós conseguimos, depois de muitas tentativas, abrir o edital público para ingresso de crianças de toda comunidade. Foram aproximadamente 600 inscritos para concorrer às vagas. Antes da abertura do edital, as vagas eram divididas em porcentagens para servidores e estudantes da Universidade. Essa reserva foi abolida, porque nós somos uma escola pública; o direito de ingresso é igual para qualquer criança concorrer através do sorteio. Nós realizamos o sorteio publicamente, ao vivo via internet e com a presença dos auditores da Universidade. Tivemos ingresso de filhos de pessoas vinculadas à UFSM, mas, principalmente, crianças da comunidade externa. A procura foi muito grande, mas só temos capacidade para 106 crianças, sendo que a maior parte é de turno integral, o que diminui o número das vagas. Mesmo assim, estamos muito contentes de ter as nossas crianças de volta, porque no final de 2013 estávamos com um número bem reduzido, de mais ou menos 50. Então, começar o ano com essa conquista e com as crianças é uma realização para nós.</p>
<p style="text-align: justify"><strong><span style="color: #ff6600">.TXT</span> – De que forma se constrói o ensino na Ipê Amarelo?</strong></p>
<p style="text-align: justify">Viviane – Nós seguimos as Diretrizes Curriculares Nacionais de Educação Infantil e baseamos toda a nossa proposta pedagógica nelas. Trabalhamos as múltiplas linguagens: artística, corpórea e musical. A leitura escrita aparece através do professor, ele é o leitor e o escriba da criança na sala de aula. Nós focamos muito na leitura, na literatura infantil e nos textos informativos, porque assim contemplamos a importância da educação infantil sendo um espaço formativo de leitores e não de antecipação da alfabetização, que é dever dos três primeiros anos do Ensino Fundamental. Com isso, garantimos o tempo da criança ser criança, já que o eixo norteador das diretrizes é “brinquedos e brincadeiras”.</p>
<p style="text-align: justify"><strong><span style="color: #ff6600">.TXT</span> – Como é o processo de aproximação da Unidade com os cursos da UFSM?</strong></p>
<p style="text-align: justify">Viviane – Nós não somos apenas uma unidade de educação infantil, mas também uma unidade universitária, na qual atendemos crianças de forma qualificada e, principalmente, porque nós temos acadêmicos de graduação aqui dentro. A Ipê Amarelo é um espaço formativo de ensino, pesquisa e extensão. Com isso, os estudantes ganham muito na hora da formação, na hora de estar dentro da sala de aula e efetivar um planejamento na prática. Há uma grande diferença entre um aluno ir algumas vezes em uma escola, durante ou no final do curso, e ele estar inserido em uma unidade como a Ipê todos os dias. Os estagiários são, na sua maioria, da Pedagogia e da Educação Especial. Os bolsistas são de diversos cursos: Fonoaudiologia, Desenho Industrial, Música, Artes Cênicas, Odontologia, Nutrição. Nós sempre renovamos as inscrições, para dar espaço a todos.</p>
<p style="text-align: justify"><strong><span style="color: #ff6600">.TXT</span> – Como os bolsistas, estagiários e outros profissionais atuam na Ipê?</strong></p>
<p style="text-align: justify">Viviane – Além dos alunos, nós temos profissionais da saúde como fonoaudiólogos e nutricionistas, mas eles não atuam diretamente com as crianças. Eles realizam o diagnóstico e veêm de fato quais são os problemas que as crianças têm e guiam os professores para que eles possam corrigi-los em sala de aula. Esses profissionais acabam orientando a formação dos docentes. Nessa perspectiva, não é um trabalho especializado à parte, eles realizam um trabalho conjunto na formação. Os bolsistas, normalmente, trabalham por fora. Os do Desenho Industrial, por exemplo, criam, dentre outras coisas, projetos para um parquinho. Já os estagiários atuam mais diretamente no ensino das crianças e acompanham as professoras em sala de aula.</p>
<p style="text-align: justify"><strong><span style="color: #ff6600">.TXT</span> – Como é realizado o trabalho com as crianças com necessidades especiais?</strong></p>
<p style="text-align: justify">Viviane – Esse ano, nós temos cinco crianças portadoras de necessidades especiais: com síndrome de down, cadeirante e com múltiplas deficiências. O Ministério da Educação nos cedeu uma sala para atendimento a essas crianças. O ensino que elas recebem é o mesmo, não há diferenciação na sala de aula. A professora de Educação Especial entra, às vezes, para auxiliar no trabalho a ser desenvolvido. Uma das coisas que mais nos chama atenção é a capacidade de recepção das crianças. É fantástico, porque elas sempre querem ajudar o coleguinha. O mais importante é que nós conseguimos fazer a inclusão.</p>
<p style="text-align: justify"><strong><span style="color: #ff6600">.TXT</span> – Esse ano houve uma grande procura pela Ipê. Vocês pensam em ampliar o espaço?</strong></p>
<p style="text-align: justify">Viviane – Sim, o sonho da Ipê Amarelo é tornar a Unidade um colégio de aplicação do Ensino Fundamental também. Nós queremos seguir o molde do Núcleo de Educação da Infância (NEI) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte que são colégios que tem continuidade da Educação Infantil no Ensino Fundamental. Porém, nós não pensamos em ampliar este espaço, onde nos localizamos hoje. O que nós realmente queremos é uma nova unidade. Num outro espaço, no qual as crianças possam ter mais parques externos, mais espaço livre e para que nós possamos ter mais vagas e salas de aula. Há uns três anos, realizamos um projeto pra essa nova casa, que inclusive foi solicitado pela Reitoria da UFSM. Nós enviamos, mas, infelizmente, não conseguimos levar a ideia adiante.</p>
<p style="text-align: justify"><strong><span style="color: #ff6600">.TXT</span> – Qual foi a maior conquista nesses 25 anos da Ipê Amarelo?</strong></p>
<p style="text-align: justify">Viviane – A abertura da Unidade à comunidade santa-mariense e o concurso público para docentes, foram duas conquistas importantíssimas. Elas marcam uma nova fase para nós. Outro sonho que nós tínhamos e que eu, particularmente, tinha desde que cheguei aqui em 2007, era ter um apoio administrativo. Porque eu sempre me questionei, como nós podíamos estar dentro da UFSM e, ao mesmo tempo, ter essa fragilidade financeira e administrativa. Então esse apoio que estamos recebendo é muito importante. O diferencial é sermos reconhecidos e tratados como uma unidade aqui dentro da Universidade. O aporte financeiro para podermos desenvolver projetos é muito importante, mas o fato essencial é que agora acreditam no nosso espaço, acreditam que ele é muito significativo para a educação das crianças. A partir de agora, nós esperamos ter um crescimento e uma valorização maior da Ipê Amarelo. Afinal, nós somos uma Unidade de Educação Infantil que cuida das crianças, mas também auxilia muito na formação dos estudantes de graduação da UFSM.</p>
<p style="text-align: center"><span style="color: #ff6600"><strong><span style="color: #000000">Bastidores da</span> .TXT</strong></span></p>
<p style="text-align: justify">A escolha da pauta foi baseada no aniversário de 25 anos da Unidade de Educação Infantil Ipê Amarelo. Inicialmente, a ideia era retratar as mudanças sofridas durante esse tempo, tanto físicas quanto pedagógicas; e também da implantação do concurso público para professores e da abertura da creche para a comunidade, porque antes só filhos de funcionários, servidores ou alunos da Universidade Federal de Santa Maria tinham vaga na instituição.</p>
<p style="text-align: justify"> Uma edição mais antiga da .txt já havia falado das mudanças ocorridas na Ipê Amarelo, então, resolvemos na reunião de pauta que essa pauta seria a Entrevista da nossa edição da revista. Contactei a diretora da creche, a professora Viviane Ache Cancian, também presidente da Associação das Unidades Universitárias de Educação Infantil (Anuufei) e marquei a entrevista. A entrevista foi muito tranquila e correu bem. As fotos que escolhi foram da professora Viviane e da fachada da Ipê Amarelo, porque elas representam a essência da matéria: com quem falei e sobre o que falamos. A maior dificuldade que encontrei foi transcrever o que eu havia gravado, mas quando terminei, gostei muito do resultado e da experiência de escrever uma matéria nesses moldes<span style="color: #ff6600"><strong>.TXT</strong></span></p>]]></content:encoded>
													</item>
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				<title>Destino: UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/destino-ufsm-2</link>
				<pubDate>Thu, 10 Jul 2014 20:11:35 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[19ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Paralelo]]></category>
		<category><![CDATA[Sem imagem destacada]]></category>
		<category><![CDATA[#ed19]]></category>

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						<description><![CDATA[Camila Hartmann &#8211; camilahartmann@hotmail.com.br Vitória Londero &#8211; vitorialondero@live.com A partir dos anos 1980, com a diversificação dos programas de estudo no exterior, o termo passou a ser usado para nominar qualquer período em que o estudante vive fora de seu país para aperfeiçoamento educacional ou profissional, independente de reciprocidade. Engana-se quem acredita que são só os estudantes [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: right"><em>Camila Hartmann - <i>camilahartmann@hotmail.com.br</i></em>
<em> Vitória Londero - <i>vitorialondero@live.com</i></em></p>
<p style="text-align: justify">A partir dos anos 1980, com a diversificação dos programas de estudo no exterior, o termo passou a ser usado para nominar qualquer período em que o estudante vive fora de seu país para aperfeiçoamento educacional ou profissional, independente de reciprocidade. Engana-se quem acredita que são só os estudantes brasileiros que desejam ir para o exterior: também cresce o número de intercambistas que vêm para o Brasil.</p>
<p style="text-align: justify">Viagens e oportunidades de estudo em outros países são uma realidade na maioria das universidades brasileiras. Para quem almeja estudar no Brasil, programas de intercâmbio possibilitam não apenas um aprimoramento na formação educacional, mas também uma troca entre diferentes culturas, que enriquece a vivência do estudante. Na Universidade Federal de Santa Maria, não é diferente: o órgão responsável pelos assuntos internacionais da universidade é a Secretaria de Apoio Internacional (SAI), institucionalmente vinculada ao Gabinete do Reitor e responsável por manter e atualizar as ofertas de oportunidades no exterior – por meio das quais os jovens realizam os intercâmbios.</p>
<p style="text-align: justify">Todos os intercambistas que chegam à UFSM precisam passar pela SAI. Ela atua como um órgão de apoio aos estudantes estrangeiros. Segundo o secretário executivo, Marcelo Tascheto da Silva, esse auxílio vai desde a parte burócratica, como a documentação, até a procura de um “padrinho” - uma pessoa encarregada a dar suporte e orientação aos recém-chegados. Nesse sentido, a SAI demonstra preocupação em acolher bem os intercambistas. “A gente se coloca no lugar deles, tem que haver uma empatia muito grande”, afirma a secretária executiva Cristina Amoreti.</p>
<p style="text-align: justify">São realizadas reuniões de recepção aos novos intercambistas a cada início de semestre. A proposta para esse ano é um passeio pela região da Quarta Colônia. A SAI quer promover esse turismo para que os intercambistas tenham conhecimento da região onde Santa Maria está situada, visto que, em virtude de o Brasil ser um país multicultural e de dimensões continentais, muitas vezes as impressões que os estrangeiros têm daqui não condizem com a realidade do Rio Grande do Sul. “Nós procuramos mostrar para os que vêm o que é o Brasil, mas de uma forma regional”, continua Cristina.</p>
<p style="text-align: justify">A UFSM possui convênio com 28 países. Os programas de intercâmbio mais frequentes, que são responsáveis pelo maior contingente de estudantes que chegam na universidade, são os da Associação de Universidades Grupo Montevidéu (AUGM), os bilaterais e os específicos de cada país<span style="color: #ff6600"><b>.</b></span></p>
<strong>INTERCAMBISTAS NA UFSM
</strong><a href="http://www.ufsm.br/revistatxt/?attachment_id=1654" rel="attachment wp-att-1654"><img class="alignnone size-full wp-image-1654" src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2014/07/IMAGEM_INTERCAMBIO_1.jpg" alt="IMAGEM_INTERCAMBIO_1" width="844" height="287" /></a> <a href="http://www.ufsm.br/revistatxt/?attachment_id=1655" rel="attachment wp-att-1655"><img class="alignnone size-full wp-image-1655" src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2014/07/IMAGEM_INTERCAMBIO_2.jpg" alt="IMAGEM_INTERCAMBIO_2" width="831" height="309" /></a> <a href="http://www.ufsm.br/revistatxt/?attachment_id=1656" rel="attachment wp-att-1656"><img class="alignnone size-full wp-image-1656" src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2014/07/IMAGEM_INTERCAMBIO_3.jpg" alt="IMAGEM_INTERCAMBIO_3" width="849" height="313" /></a>
<p style="text-align: right"><a href="http://www.ufsm.br/revistatxt/?attachment_id=1653" rel="attachment wp-att-1653"><img class="alignnone size-full wp-image-1653" src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2014/07/IMAGEM_INTERCAMBIO_4.jpg" alt="IMAGEM_INTERCAMBIO_4" width="831" height="295" /></a></p>
<p align="center"><strong>Bastidores da <span style="color: #ff6600">.TXT</span></strong></p>
<p style="text-align: justify">Como vivem aqueles que escolhem a UFSM como destino? Essa foi a questão que nos motivou a escrever sobre os intercambistas que estão na Universidade. O processo de apuração foi desenvolvido ao longo de duas semanas e se pautou, principalmente, nas entrevistas com os intercambistas e com dois secretários executivos da Secretaria de Apoio Internacional (SAI), Cristina Amoreti e Marcelo Tascheto da Silva.</p>
<p style="text-align: justify">Os quatro intercambistas foram muito receptivos e prontamente aceitaram o convite de serem entrevistados. Victor Dominguez, 24 anos, do México, nos apresentou o intercâmbio como a externalização do desejo da humanidade em mudar o mundo. Nathália Ledesma, uma paraguaia de 20 anos, disse que quer voltar ao Brasil, porque foi muito bem recebida. E, apesar de sentir saudades de seu país, agradece a oportunidade de passar um tempo em Santa Maria.</p>
<p style="text-align: justify">A argrentina Rocio Tosolini, 22 anos, adorou o Brasil e afirma que o brasileiro tem uma coisa única: é alegre, hospitaleiro, carinhoso e está sempre sorrindo. Isso chamou muito sua atenção, pois a tradição de seu povo é bem diferente. Por fim, Catherine Spreadbury, uma britânica de 20 anos, que já viajou por outros países da América Latina, como o Equador, se sentiu muito acolhida no Brasil. Disse, ainda, que os gaúchos se parecem com o povo europeu, assim ela se sente mais perto de casa.</p>
<p style="text-align: justify">Construir essa reportagem foi um grande desafio. Além de entender como se constrói uma narrativa para uma revista, percebemos que um intercâmbio é muito mais que um simples período que se passa fora de seu país, ele é uma experiência de vida, que permite a troca entre culturas. E o seu destino, qual é?<span style="color: #ff6600"><strong>.TXT</strong></span></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Divisão de patrimônio promete recolher materiais</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/divisao-de-patrimonio-promete-recolher-materiais</link>
				<pubDate>Thu, 10 Jul 2014 20:10:37 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[19ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[#ed19]]></category>

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						<description><![CDATA[Clara Sitó &#8211; clasalvs@gmail.com Gabriele Wagner de Souza &#8211; gabiwagners@gmail.com Depois de doze anos sem haver recolhimento de materiais colocados para descarte na universidade, a divisão de patrimônio (DIPAT) busca recuperar o tempo perdido. a instituição prevê, até o final do ano, a retirada de 500 toneladas de sucata Há muito tempo se vê mobiliários acumulados pelos [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: center"><a href="http://www.ufsm.br/revistatxt/?attachment_id=1707" rel="attachment wp-att-1707"><img class=" wp-image-1707 aligncenter" src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2014/07/cadeiras_21.jpg" alt="cadeiras_21" width="640" height="427" /></a></p>
<p style="text-align: right"><i>Clara Sitó - clasalvs@gmail.com
Gabriele Wagner de Souza - gabiwagners@gmail.com</i></p>
<p style="text-align: justify">Depois de doze anos sem haver recolhimento de materiais colocados para descarte na universidade, a divisão de patrimônio (DIPAT) busca recuperar o tempo perdido. a instituição prevê, até o final do ano, a retirada de 500 toneladas de sucata</p>
<p style="text-align: justify">Há muito tempo se vê mobiliários acumulados pelos corredores da UFSM, mas esse cenário começa a se modificar. Depois do Departamento de Materiais e Patrimônio (Demapa) abrir três editais de licitação para recolhimento de materiais e não haver empresas interessadas, finalmente, na quarta licitação, o edital foi preenchido. A limpeza começou a ser feita em alguns prédios, como o Centro de Educação, o Colégio Técnico Industrial, o Centro de Tecnologia, o Politécnico e o Centro de Processamento de Dados (CPD), segundo informações do diretor da DIPAT (órgão pertencente ao Demapa), Gilson Peres.</p>
<p style="text-align: justify">O acúmulo de materiais se deve, em grande parte, ao crescimento do poder de compra da universidade, que passou a adquirir mais bens com a entrada de verba do programa de Reestruturação e Expansão das Universidades (Reuni) e, em consequência, descartar mais. “Depois que a universidade entrou no Reuni é como se tivessem pegado Porto Alegre e jogado dentro de Santa Maria, ou seja, a universidade cresceu, e muito, e a Divisão de Patrimônio continua quase com a mesma estrutura da época da fundação da universidade”, afirma Gilson Peres. Como a instituição não dispõe de um espaço físico temporário para depositar esses mobiliários até que cheguem ao seu destino final, os materiais acabam amontoados em salas e corredores dos prédios.</p>
<p style="text-align: justify">Dentre os materiais a serem descartados estão os que são considerados inutilizáveis, ou seja, sucatas; como ares-condicionados, armários de metal, computadores, cadeiras e mobiliários que não têm mais conserto. Outro tipo de material descartado é aquele que ainda teria utilidade, mas que é considerado obsoleto para o setor. Neste caso, o destino é a doação, exclusivamente, para entidades sem fins lucrativos, geralmente escolas.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>No limite</strong></p>
<p style="text-align: justify">“A situação da divisão de patrimônio não é complicada, é crítica”, lamenta Gilson Peres. Atualmente os espaços que a DIPAT possui para armazenamento de materiais que são adquiridos ou esperam para ser descartados são inadequados. O órgão possui apenas dois galpões. No começo de março, um deles incendiou e, desde então, está sem uso. Já o outro, além de ser pequeno, apresenta problemas na estrutura física, como goteiras e defeitos na fiação, o que compromete a durabilidade dos materiais alocados. Além disso, o DIPAT utiliza provisoriamente o Parque de Exposições da UFSM para estocar materiais, porém, como não pertence à divisão, deve estar disponível para a agenda de eventos.</p>
<p style="text-align: justify">O local que antes era garagem para os ônibus da universidade, chamado de Garajão, localizado no centro da cidade, também serve de abrigo temporário para as sucatas. Porém, com o início do recolhimento pela empresa licenciada, o local agora não é mais utilizado como depósito de entulhos. De lá, foram retirados 24 caminhões de sucatas.</p>
<p style="text-align: justify">Atualmente, existe um projeto para reconstrução do galpão que incendiou, a fim de diminuir a sobrecarga atual. O espaço foi planejado de modo que o setor administrativo da Divisão de Patrimônio seja construído no pavimento superior, enquanto que no inferior ficariam os setores de estoque e o recebimento de materiais. Porém, não há previsão para a concretização desse projeto.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Como funciona o processo de descarte para doação</strong></p>
<p style="text-align: justify">Todo material pertencente à universidade deve possuir um registro acoplado, em que consta um código número que identifica a qual setor pertence. Todo setor que desejasse fazer uma doação deveria abrir um processo no DIPAT para exclusão do material da relação patrimonial do seu setor e retirada do código numérico. Após esse registro de intenção de doação, o órgão – que é o responsável legal pelo recolhimento dos materiais da universidade – recolheria esses objetos do setor e armazenaria em seus galpões até que surgisse alguma entidade para que pudessem ser doados.</p>
<p style="text-align: justify">Porém, com os problemas de falta de espaço, a administração tem passado a responsabilidade adiante. Assim, recomenda que os setores que tenham materiais para doar realizem essa doação, não mais com o envolvimento direto do órgão, mas através do próprio Centro, mediante apenas uma autorização da Divisão.</p>
<p style="text-align: justify">Essa impotência sentida pela DIPAT também se reflete nos professores e servidores que querem descartar seus materiais. Dentre eles está a professora do Departamento de Letras Modernas, Maria Tereza Marchesan. Ela esperou cinco anos para que as cadeiras registradas no seu departamento fossem retiradas dos corredores do prédio 67. “Eu me sinto muito constrangida de ser responsável pelo material que incomoda outras pessoas. Eu me sinto constrangida, mas também me sinto impotente”, desabafa.</p>
<p style="text-align: justify">A professora do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Rosmari Horner, também aguarda há quatro anos para que um computador sem uso seja retirado dos corredores. Ela afirma que estes materiais estão em lugares indevidos e atrapalham a passagem dos alunos, professores e servidores. Rosmari também espera há quase nove anos para que antigos microscópios inutilizáveis sejam removidos de uma sala do prédio do CCS.</p>
<p style="text-align: justify">A retirada dos materiais da universidade começou a ser feita em abril e, segundo as previsões do diretor do DIPAT, espera-se que até o mês de agosto tanto as doações como o recolhimento das sucatas sejam normalizados. Quem sabe assim, as salas e corredores que servem de abrigo temporário para os entulhos possam voltar a ser o que eram antes: um lugar de circulação</p>
<iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/157578773&amp;auto_play=false&amp;hide_related=false&amp;show_comments=true&amp;show_user=true&amp;show_reposts=false&amp;visual=true" width="100%" height="450" frameborder="no" scrolling="no"></iframe>
<p style="text-align: center"><strong>Bastidores da <span style="color: #ff6600">.TXT</span></strong></p>
<p style="text-align: justify">Enquanto estamos na UFSM, conhecemos novos lugares, centros e setores. Na maioria destes espaços, observávamos materiais empilhados, acumulados pelos corredores e alocados em lugares inadequados da instituição. Assim, surgiu a curiosidade em saber por que isso acontecia. A primeira hipótese era que a burocracia no campus impedia que o descarte de materiais fosse feito corretamente. Ao início da apuração, notamos que na verdade, a burocracia era apenas um dos fatores dentro do processo, mas não a principal vilã.</p>
<p style="text-align: justify">Entrevistamos o diretor da Divisão de Patrimônio, Gilson Peres, e notamos que as instalações onde deveriam ficar temporariamente os materiais descartados não eram, nem de longe, adequadas. Um dos depósitos da divisão pegou fogo no início do ano e o outro, onde fica a parte administrativa do órgão, apresenta problemas na fiação e goteiras. O diretor nos mostrou também uma quantidade de materiais de alto custo, que está no galpão da DIPAT já há alguns anos e não pode ser enviado ao centro que solicitou porque os prédios para onde esses objetos deveriam ser destinados ainda não está pronto. Além disso, esses materiais, de alto valor, devido a precariedade do galpão, estão expostos a goteiras, correndo o risco de ser danificados.</p>
<p style="text-align: justify">Se ao começo da apuração da matéria estávamos com o pensamento de que a situação dos materiais espalhados pelos centros da UFSM era, no mínimo, complicada, ao final, tínhamos certeza disso. Mas ao que tudo indica, com o recolhimento dos objetos acumulados, que teve início esse ano, a situação deve mudar e eles sairão dos corredores para ser novamente usados em outras instituições<span style="color: #ff6600"><strong>.TXT</strong></span></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>CEU e RU: Obras adiadas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/ceu-e-ru-obras-adiadas</link>
				<pubDate>Thu, 10 Jul 2014 20:09:37 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[19ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Sem imagem destacada]]></category>
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						<description><![CDATA[Gustavo Martinez &#8211; Nícolas Limberger &nbsp;&#8211;&nbsp;nicolas.limberger@live.com Apesar de ter uma das maiores estruturas de moradia estudantil do país, a UFSM ainda encontra problemas para alojar todos os estudantes que necessitam desse auxílio. Atualmente, cerca de 25 alunos ainda moram na União Universitária (localizada acima do Restaurante Universitário) e aguardam vagas na CEU II. Porém, a [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: right"><a href="http://www.ufsm.br/revistatxt/?attachment_id=1704" rel="attachment wp-att-1704"><img class="alignnone size-full wp-image-1704" alt="Nicolas 1" src="https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/wp-content/uploads/sites/714/2014/07/Nicolas-1.jpg" width="640" height="429"></a></p>
<p style="text-align: right"><i>Gustavo Martinez -
Nícolas Limberger &nbsp;-&nbsp;nicolas.limberger@live.com</i>

<p style="text-align: justify">Apesar de ter uma das maiores estruturas de moradia estudantil do país, a UFSM ainda encontra problemas para alojar todos os estudantes que necessitam desse auxílio. Atualmente, cerca de 25 alunos ainda moram na União Universitária (localizada acima do Restaurante Universitário) e aguardam vagas na CEU II. Porém, a direção da Casa estima que mais alunos devam solicitar a moradia no segundo semestre deste ano, não só pela entrada de novos acadêmicos na universidade, como também pelo aumento do teto do benefício, devido ao reajuste no sa­lário mínimo. Para o próximo ano existe também o fator do aumento no número de vagas reservadas para cotistas – após decisão tomada pela universidade, as vagas reservadas aumen­taram de 34% para 50% – assim, mais estudantes que depen­dem da assistência estudantil entrarão no campus, o que torna a demanda por mudanças inevitável.</p>
<p style="text-align: justify">No dia 15 de abril, ocorreu uma manifestação organizada nas redes sociais por moradores da CEU no hall do prédio da reitoria. Os estudantes reivindicavam a ampliação das vagas nas CEUs e a melhoria da conexão à internet. Depois desse ato, um diálogo entre a direção da Casa e a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, a PRAE, foi estabelecido. “A partir desse ato tivemos uma maior visibilidade, mostramos que, se nos unirmos, a gen­te tem voz, eles estão nos recebendo com reuniões”, comentou a integrante da atual gestão do CEU II, Ana Paula Marques.</p>
<p style="text-align: justify">“Hoje o número de estudantes que ingressa na universidade é muito superior ao dos que estão deixando”, informa a in­tegrante da atual gestão do DCE e acadêmica de Engenharia Florestal, Marjana Lourenço, . “A estrutura física é algo que nin­guém tira, que vai estar sempre aí”, ressalta. Para ela, a cons­trução de uma casa do estudante é a melhor alternativa para a assistência estudantil em moradias, e não o recente aumento das bolsas permanência ofertadas por universidades brasileiras.</p>
<p style="text-align: justify">A ampliação do Restaurante Universitário também é uma demanda antiga da UFSM. O refeitório principal da universi­dade é responsável pela produção de alimentos para to­dos os restaurantes universitários de Santa Maria, além de abrigar todos os suprimentos em seu estoque. Está em andamento no RU uma obra para criar uma nova zoinha e um armazém para alimentos. O restaurante hoje tem uma capacidade de produção de até três mil refeições diárias, no entanto, há dias em que este número chega a nove mil, segundo dados da PRAE.</p>
<p style="text-align: justify">Porém, somente a reforma do RU não atende as ne­cessidades da UFSM. O que é pautado pelo DCE é a cons­trução de um novo restaurante que atenda aos alunos do Centro de Ciências Sociais e Humanas, (CCSH), por ser o centro com o maior número de estudantes e com salas de aulas que ficam mais afastadas do restaurante. Ainda assim, não há nada de concreto para o futuro próximo, comenta Marjana: “a ideia é se construir um novo RU, agora, por exemplo, o local onde ficaria, isso aí não se sabe ainda”.</p>
<p style="text-align: justify">Quando questionada sobre o impasse da melhoria a ser realizada ou no Restaurante Universitário, ou na Casa dos Estudantes, a posição da direção local é bem clara: “enquanto gestão, a gente se posiciona nem a favor de uma ou outra, a gente entende que essas melhorias devem acontecer concomitantemente”, afirma Ana Paula.</p>
<p style="text-align: justify">Apesar dos esforços e reivindicações, a PRAE já afirmou que não há planos para a construção de novos prédios para a Casa do Estudante ou para um novo restaurante.</p>
<p style="text-align: center"><strong>Bastidores da <span style="color: #ff6600">.TXT</span></strong></p>
<p style="text-align: justify">A apuração dentro do trabalho desenvolvido por nós se mostrou bastante simples, uma vez que a nossa pauta não tratou de um assunto muito complicado. A primeira ideia de pauta era sobre as ampliações na CEU envolvendo também a construção de um novo Restaurante Universitário setorial para os alunos do CCSH, porém em todas as entrevistas e contatos que fizemos ouvimos um “não estou sabendo”.</p>
<p style="text-align: justify">Devido a dificuldade de apurar as informações necessárias começamos a tratar a assistência estudantil e a Casa do Estudante com maior foco, abrindo o espaço para a reforma que ocorre no RU I. Nosso primeiro contato com a direção da CEU II, nos colocou a par de qual era a situação da Casa, das estruturas, das demandas e do andamento das obras de reforma do bloco 11.</p>
<p style="text-align: justify">Em seguida marcamos uma entrevista com a PRAE e debatemos alguns tópicos relacionados à moradia e a reforma do atual RU I, onde nos foi colocado a dificuldade que está sendo encontrada para “alimentar” os outros Restaurantes de Santa Maria, uma vez que esta estrutura é responsável pela produção de comida dos RUs 2 e 3. Tentamos então contato com a PROINFRA, fomos 2 vezes ao local para tentarmos uma entrevista com o responsável porém não obtivemos um retorno por parte do órgão. Em uma de nossas buscas por informações acabamos conhecendo um funcionário da PRAE, responsável pela manutenção das Casas de Estudante, o Índio, ele nos apresentou a situação das Casas, e comentou sobre a necessidade de uma ampliação.</p>
<p style="text-align: justify">No geral o trabalho foi bastante direto, com exceção do contratempo que enfrentamos com as informações necessárias da PROINFRA, porém adaptamos o foco da matéria para melhor trabalharmos com as informações que apuramos<span style="color: #ff6600"><strong>.TXT</strong></span></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM regulariza Lei de cotas</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/ufsm-regulariza-lei-de-cotas</link>
				<pubDate>Thu, 10 Jul 2014 20:08:14 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[19ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Sem imagem destacada]]></category>
		<category><![CDATA[#ed19]]></category>

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						<description><![CDATA[Luan Romero &#8211; luan1648@gmail.com Maria Helena da Silva &#8211;ninaspaniak@gmail.com Nicoli Saft  &#8211; nicoli_x3@hotmail.com Vanessa Gonzaga &#8211;vannessah.17@gmail.com A democratização do acesso ao ensino superior em Santa Maria teve uma vitória histórica. além da mudança na forma do ingresso (o sisu substitui o vestibular tradicional), o conselho de ensino, pesquisa e extensão (cepe) também aprovou a reserva de 50% [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: right"><i>Luan Romero - luan1648@gmail.com
</i><i>Maria Helena da Silva -<em>ninaspaniak@gmail.com</em>
Nicoli Saft  - nicoli_x3@hotmail.com
Vanessa Gonzaga -<em>vannessah.17@gmail.com</em></i></p>
<p style="text-align: justify">A democratização do acesso ao ensino superior em Santa Maria teve uma vitória histórica. além da mudança na forma do ingresso (o sisu substitui o vestibular tradicional), o conselho de ensino, pesquisa e extensão (cepe) também aprovou a reserva de 50% das vagas dos cursos de graduação das instituições federais para alunos de escolas públicas, o que finaliza o processo de regulamentação da lei 12.711.</p>
<p style="text-align: justify">A lei sancionada em agosto de 2012 garante a reserva de 50% das vagas para alunos que cursaram todo o ensino médio em escolas públicas, com recortes socioeconômicos, em que a metade é destinada aos estudantes com renda familiar menor que um salário mínimo e meio per capita. Também prevê que haja uma reserva para alunos afro-brasileiros e indígenas, porém a percentagem destinada a esses estudantes é variável conforme o percentual mínimo da soma de pretos, pardos e indígenas de cada estado brasileiro, conforme o censo do IBGE. As universidades têm até 2016 para gradativamente adequarem-se à lei.</p>
<p style="text-align: justify">A importância dessa medida pode ser vista pelos argumentos apresentados em artigo escrito pelo reitor da Universidade Federal de Santa Maria, Paulo Burmann: “É do conhecimento público que os estudantes de escola pública representam a maior parcela da comunidade estudantil do país. No entanto, basta olhar para dentro das universidades federais para constatar que muitos deles não têm acesso à universidade pública planejada, construída e sustentada pelo dinheiro público”.</p>
<p style="text-align: justify">A UFSM já possuía um Programa de Ações Afirmativas de Inclusão Social e Racial. Desde 2007, a resolução N. 011/07 define a reserva de vagas para alunos afro-brasileiros, pretos e pardos, indígenas, portadores de necessidades especiais e estudantes oriundos de escolas públicas. O programa de ações afirmativas também propõe medidas para o acompanhamento e a permanência desses alunos.</p>
<p style="text-align: justify">O Afirme é o observatório responsável pelas questões de acesso e assistência para esses alunos. Há uma preocupação não somente no ingresso, mas também na permanência durante os anos de curso. O Plano de Assistência Estudantil (Pnaes) é o responsável pelos recursos que serão disponibilizados para as universidades atenderem esses acadêmicos. Casa do estudante, restaurante universitário, benefício socioeconômico, bolsa trabalho e auxílio material são algumas das ações existentes na UFSM.</p>
<p style="text-align: justify">Assistência estudantil é uma pauta corrente nos debates tanto dentro do Afirme quanto em movimentos sociais e representações estudantis, como o Diretório Central dos Estudantes.</p>
<p style="text-align: justify">Apesar de a UFSM ser uma referência nessas questões, para o representante do DCE, Felipe Costa, é preciso que a universidade atinja um novo patamar a partir da implementação dos 50% de cotas. Para ele, a democratização do acesso à universidade é um primeiro passo para que surjam novas demandas. O DCE entende que é preciso mais que ‘casa e comida’ como medidas de permanência, uma vez que ações que envolvam a formação profissional, desenvolvimento cultural e apoio pedagógico são essenciais para que o estudante continue dentro da universidade.</p>
<p style="text-align: justify">O aumento do número de alunos cotistas já no próximo ano torna algumas questões mais urgentes, como a ampliação da Casa do Estudante Universitária (CEU) e do Restaurante Universitário, a conversão das bolsas trabalho para bolsas de ensino, pesquisa e extensão, a construção de uma lavanderia coletiva na CEU e a construção de uma unidade de saúde para o atendimento dos alunos. Segundo Felipe Costa, atualmente essas são as principais demandas do DCE frente à reitoria.</p>
<p style="text-align: justify">No mês de junho está programada uma Jornada de Lutas que tem como pauta a assistência estudantil. O objetivo é que o debate, tanto das cotas como o da permanência, seja colocado para toda a comunidade acadêmica.</p>
<p style="text-align: justify">Por já haver uma portaria que regulamenta as ações afirmativas dentro da UFSM, a distribuição das vagas será diferente a partir da implementação da Lei 12.711. Atualmente são disponibilizadas 14 vagas extras para estudantes indígenas na UFSM, que entra em contato com o cacique de cada tribo para saber quais os interesses e as necessidades para depois os encaminhar aos cursos escolhidos. Contudo, os alunos indígenas não têm um futuro definido. A lei estabelece a obrigatoriedade do estudo em escola pública, o que segundo a professora e coordenadora o PET Indígena, Ceres Karam, não constitui uma realidade comum.</p>
<p style="text-align: justify"> Os portadores de necessidades especiais, que não são contemplados na lei de cotas e têm o seu acesso à Universidade por meio de ações afirmativas próprias da UFSM, irão ter um novo índice de reserva de vagas.</p>
<p style="text-align: justify">O Pró-reitor de graduação, Albertinho Gallina ainda não sabe dizer como as ações afirmativas vão ficar com os 50% das cotas. Todas as decisões sobre esse assunto irão ser tomadas em reunião do CEPE (sem data prevista) para a elaboração de um novo edital, em que todas as questões que ainda estão em aberto serão definidas</p>
<p style="text-align: center"><strong>Bastidores da <span style="color: #ff6600">.TXT</span></strong></p>
<p style="text-align: justify">Desde a primeira ideia de pauta até o momento em que o ponto final foi digitado no texto, a nossa matéria modificou-se inúmeras vezes. Surgiu como uma curiosidade em saber como era a vida acadêmica dos alunos cotistas dentro da UFSM. Nesse processo de apuração descobrimos falhas estruturais (como os banheiros do CT para cadeirantes que estão trancados e são usados como depósitos), aprendemos como é o processo de ingresso dos alunos indígenas, compreendemos as diferenças entre as ações afirmativas e as cotas, passamos algum tempo lendo e tentando entender textos jurídicos e portarias cheios de termos legais que não estamos acostumados a ler e conversamos com pessoas, as mais diversas para criar empatia e realmente entender o que é e como é ser um aluno cotista.</p>
<p style="text-align: justify">A matéria já estava em andamento quando na reunião do CEPE ficou decidido que os 50% de cotas seriam implementados esse ano e o vestibular seria substituído pelo SiSU. Nós já sabíamos o que isso significava, foram muitos debates, rodas de conversa e palestras sobre o assunto, estávamos a par da importância dessa decisão e percebemos que não era só a permanência dos alunos cotistas que deveria ser a pauta, mas toda a questão da lei, a assistência estudantil, as antigas e novas demandas e o porquê disso tudo. Uma matéria seria pouco pra tudo isso e um especial sobre esse tema se fez necessário, nesse momento, a reportagem que seria sobre a permanência dos alunos cotistas muda seu foco, abrange-se e busca entender e mostrar não só o que se tem para permanecer, mas como é esse processo de cotas, qual a sua importância, quem são esses alunos, o espera-se da universidade ao recebê-los e principalmente, buscamos mostrar que uma universidade pública deve ser plural e democrática<span style="color: #ff6600"><strong>.TXT</strong></span></p>]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>Nova forma de ingresso na UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2014/07/10/nova-forma-de-ingresso-na-ufsm</link>
				<pubDate>Thu, 10 Jul 2014 20:07:41 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[19ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Sem imagem destacada]]></category>
		<category><![CDATA[#ed19]]></category>

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						<description><![CDATA[Andressa Doré Foggiato &#8211;&nbsp;adfoggiato@gmail.com Jocéli Bisonhin Lima &#8211;&nbsp;joceli_lima@hotmail.com Dia 22 de maio de 2014 passa a ser um dos mais importantes para a história da Universidade Federal de Santa Maria. Em reunião, realizada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE), decidiu-se que o ingresso nos cursos de graduação da instituição passa a ocorrer, em [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p style="text-align: right"><em>Andressa Doré Foggiato -&nbsp;adfoggiato@gmail.com</em>
<em> Jocéli Bisonhin Lima -&nbsp;joceli_lima@hotmail.com</em>

<p style="text-align: justify">Dia 22 de maio de 2014 passa a ser um dos mais importantes para a história da Universidade Federal de Santa Maria. Em reunião, realizada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE), decidiu-se que o ingresso nos cursos de graduação da instituição passa a ocorrer, em sua totalidade, por meio do Sistema de Seleção Unificada (SiSU).</p>
<p style="text-align: justify">O vestibular da UFSM existia há mais de 30 anos e era considerado tradição na cidade. Santa Maria era destino de muitos estudantes que procuravam preparação pré-vestibular e uma vaga na Federal. Nas suas últimas edições, a UFSM contava com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) para complementar sua avaliação.</p>
<p style="text-align: justify">O novo modelo de ingresso na UFSM, o SiSU,é um sistema online que por meio das notas do ENEM seleciona candidatos interessados a ingressar em instituições de Ensino Superior de todo o Brasil. As inscrições são feitas pela internet, no site www.mec.gov.br, no início de cada semestre letivo. O candidato pode se inscrever para duas opções de curso na mesma universidade, ou em diferentes instituições. No ano de 2014, 57 das 59 universidades federais do país já adotavam o SiSU totalmente ou parcialmente, como forma de ingresso nos seus cursos de graduação.</p>
<p style="text-align: justify">A prova do ENEM é realizada anualmente e é dividida em dois dias. No primeiro dia, são 45 questões de Ciências Humanas e suas Tecnologias e 45 de Ciências da Natureza e suas Tecnologias. No segundo dia, são 45 questões de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, 45 de Matemática e suas Tecnologias,além da prova de redação.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>A DECISÃO
</strong>Os membros do CEPE (Reitor, Vice-Reitor, representantes de cada Centro, docentes, servidores e alunos) decidiram, após votação, pelo ingresso na UFSM através do SiSU a partir do primeiro semestre 2015. O objetivo principal da mudança é democratizar o acesso ao ensino superior público no país, já que do total de 5,95 milhões de estudantes matriculados no ensino superior, 4,43 milhões estão na rede privada e 1,52 milhões estão na rede pública. O índice de alunos em instituições públicas é de 25%, segundo resultados do Censo Escolar de 2010.

<p style="text-align: justify">Sobre o fato da decisão ter sido tomada de forma repentina, na avaliação da população, o reitor da UFSM, Paulo Burmann afirma que “o debate esteve aberto sempre, e todas as possibilidades de 10, 20, 30, 50, 70, 100% sempre foram uma possibilidade na plenária.” Quando questionado a respeito da adoção ocorrer na véspera do encerramento das inscrições para o ENEM, Burmann declarou que já havia sido anunciado oficialmente que a UFSM utilizaria 20% da nota do ENEM para completar sua avaliação. Os alunos interessados em prestar vestibular para ingressar na universidade já deveriam ter se inscrito para o exame.</p>
<p style="text-align: justify">Com a extinção do vestibular, a Comissão Permanente do Vestibular (Coperves) não perde sua função na UFSM. A partir de então, seu encargo estará ligado ao auxílio do processo de seleção pelo SiSU, assim como na relação da Universidade com as escolas de Santa Maria. A única alteração prevista é na nomeação do órgão junho de 2014</p>
<p style="text-align: justify"><strong>O REFLEXO</strong></p>
<p style="text-align: justify"><i>Comércio
</i>Em nota oficial conjunta, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Santa Maria (CDLSM) e o Sindicato dos Lojistas do Comércio de Santa Maria (Sindilojas) denotam insatisfação quanto à extinção do vestibular já para este ano. Alegando prejuízos econômicos, sociais, culturais e de adaptação imediata, o CDL e o Sindilojas afirmam “justamente atendendo ao chamado da inclusão, que defendemos a reavaliação da decisão tomada. Pela inclusão daqueles milhares de estudantes que hoje, sem tempo hábil para se inscrever em outro processo seletivo, adiarão o sonho de ingressar à Universidade por mais um ano.”

<p style="text-align: justify"><i>Ensino
</i>Os cursos pré-vestibulares de Santa Maria relataram que já possuíam conhecimento da possibilidade de adoção de 100% de vagas para ingresso por meio do SiSU. Porém, a surpresa foi a iminência desta mudança, já que ocorreu no meio do semestre letivo, precedida do anúncio de mudanças no modelo de redação. Agora, haverá um processo de adaptação não somente profissional, mas também metodológico, já que os materiais deverão ser revisados, assim como o calendário letivo, para que ambos se adequem à proposta do ENEM.

<p style="text-align: justify">O diretor do pré-vestibular Riachuelo, Marcos Falkenbach, não descarta o prejuízo para o aluno que jáestava em processo de preparação para um modelo de prova diferente do proposto pelo ENEM. Já para o diretor Roberto Müller, do Totem Vestibulares, a mudança foi um desrespeito com os alunos. “Mas o aluno não será prejudicado, visto que o foco, embora dado na UFSM, já englobava questões referentes ao ENEM”, enfatiza.</p>
<p style="text-align: justify">A professora de História do cursinho Pré-vestibular Popular Alternativa, Eliza Militz, afirma que embora os alunos tenham ficado nervosos quanto à perspectiva de mudança no vestibular, essas alterações tendem a trazer benefícios. Para ela, a partir de agora haverá maior democratização da educação e o público alvo do cursinho - alunos de escolas públicas e pessoas que já terminaram seus estudos eque não possuem condições financeiras - passa a ter maiores chances no ingresso na Universidade.</p>
<p style="text-align: justify">Nas escolas públicas, as alterações não serão tão grandes. Os conteúdos distribuídos no ensino médio não estavam atrelados à UFSM, pois já havia a busca por uma visão mais reflexiva dos conteúdos,direcionada tanto para o ENEM quanto para outros concursos e vestibulares do estado. No entanto, para a diretora do Instituto Estadual de Educação Olavo Bilac, Méri Nogueira, a escola pública de Santa Maria encontra-se a mercê de todos os processos e decisões da UFSM, já que o investimentona educação básica é menor quando comparado ao Ensino Superior.</p>
<p style="text-align: justify">Para as escolas particulares, além da mudança de foco no ensino, medidas externas são tomadas. Além da manifestação ocorrida no dia 28 de maio contra as alterações na forma de ingresso na UFSM, um grupo de escolas entregou um documento à UFSM com uma ação jurídico-administrativa de quebra de contrato pedagógico.</p>
<p style="text-align: justify"><i>Aprendizagem
</i>Dentre os estudantes, a reação e as palavras proferidas são semelhantes. Vários apontaram insatisfação quanto à mudança repentina na forma de ingresso na UFSM, assim como falaram em angústia e medo da concorrência. Escolas públicas e particulares, além dos cursinhos realizam um plano de apoio para os estudantes, alertando-os e direcionando-os para uma melhor prática de estudo.

<p style="text-align: justify">Para a estudante do 2º ano do ensino médio do Colégio Riachuelo, Natália Almeida, a mudança inesperada da UFSM surpreendeu a todos “afinal, que Universidade faria tal mudança após o início do ano letivo e no dia anterior ao encerramento das inscrições do Enem? Desvalorizaram o trabalho de cada instituição de ensino e modificaram totalmente o rumo dos estudantes”.</p>
<p style="text-align: justify">Para a aluna do último ano da Escola Estadual de Ensino Médio Cilon Rosa, Tarcieli Martins, a decisão da UFSM desestimula os alunos que já vinham com uma rotina de estudos específica para as provas da UFSM.Entretanto, se a mudança tivesse ocorrido no início do ano, ela seria bem-vinda, já que o tempo de adaptação seria maior.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>REVERSÃO</strong></p>
<p style="text-align: justify">Há movimentações e tentativas para reverter a situação por parte dos estudantes, do comércio e das escolas de Santa Maria. O reitor não descarta o retorno da discussão acerca das mudanças no vestibular: “se houver algum argumento muito consistente é possível que o conselho volte a discutir a existência do vestibular”</p>
<p style="text-align: center"><strong>Bastidores da <span style="color: #ff6600">.TXT</span></strong></p>
<p style="text-align: justify">O primeiro passo da nossa reportagem foi a escolha da pauta. Após ela ser selecionada e aprovada, começamos os trabalhos. O segundo passo era contatar as fontes, escolher o viés, e marcar as entrevistas. Eis que os problemas começaram a surgir. O entrevistado oficial estava sempre muito atarefado. O especialista em determinada área ficou de retornar, e não ligou.</p>
<p style="text-align: justify">&nbsp;Então, surpreendentemente, em uma tarde quinta-feira, tudo muda na UFSM. O vestibular deixa de existir e metade das vagas são destinadas aos cotistas. Notícia importante demais para ficar fora de uma revista que fala sobre a UFSM. Mas quem vai abrir mão da sua pauta e apadrinhar esta?</p>
<p style="text-align: justify">Nós. Afinal, encontramos inúmeros problemas com a primeira pauta e estávamos dispostas a correr atrás desta outra. Então, começaram os 3 dias de entrevistas (era o tempo que tínhamos até entregar a matéria fechada). Fomos a cursinhos pré-vestibulares de Santa Maria, conversamos com diretores e alunos. Procuramos as escolas públicas e particulares da cidade, e em inúmeras ligações recebíamos a resposta “Esta semana é impossível falar, estamos em conselho de classe em todos os turnos.”. Porém, a nossa última alternativa aceitou falar.</p>
<p style="text-align: justify">Tivemos uma busca incansável por qualquer informação vinda dos comerciantes da cidade, mas todos os órgãos respondiam que ainda não tinham uma posição formada, já que tudo era muito recente. No fim, tivemos acesso a uma nota oficial. Recebemos algumas informações em off (poderíamos divulgar, desde que não apontássemos nomes). Fechamos a matéria no prazo.</p>
<p style="text-align: justify">P.S.: Sobre a primeira pauta? A fonte principal e cheia de compromissos resolveu retornar quando percebeu que poderia ser prejudicada se não falasse. Tarde demais. Já havíamos trocado a pauta<span style="color: #ff6600"><strong>.TXT</strong></span></p>
<p style="text-align: justify">Nota da equipe da revista <span style="color: #ff6600"><strong>.TXT</strong></span>:&nbsp;Após o fechamento desta edição, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) divulgou nessa terça-feira, 22 de julho, no portal da Comissão Permanente de Vestibular (Coperves), uma nota em que restabelece o processo seletivo único no Concurso Vestibular 2014. Mais informações no link&nbsp;<a href="http://www.coperves.ufsm.br/noticiaCompleta?id_noticia=1862" target="_blank" rel="noopener noreferrer">http://www.coperves.ufsm.br/noticiaCompleta?id_noticia=1862</a></p>]]></content:encoded>
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