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				<title>BONECOS GANHAM VIDA</title>
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				<pubDate>Sun, 30 Jul 2023 14:56:29 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[28ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[stop motion]]></category>

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						<description><![CDATA[O processo delicado e minucioso da artista Jordana Pedroso em confeccionar peças inspiradas em filmes de stop motion. ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"center","id":3745,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/1-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de uma miniatura de um gato em decomposição. O gato está deitado sobre uma cama com lençol branco e travesseiro azul. O gato tem pelagem laranja, branco e preto. A cavidade do estômago está aberta e nela há fungos, musgos e cogumelos em tons de bege, verde e vermelho. Entre os musgos, as costelas do gato. O fundo é uma parede bege com iluminação em tom sépia." class="wp-image-3745" /><figcaption class="wp-element-caption">Peça do projeto de TCC de Jordana Pedroso, gato em decomposição | Foto: Jordana Pedroso</figcaption></figure>
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<!-- wp:paragraph -->
<p>Apaixonada por animais e inspirada por filmes de <em>stop motion</em>, a artista visual Jordana Pedroso, formada pela UFSM, atrai a atenção de amantes de miniaturas e do mundo da animação. Suas obras autorais são reproduções de peças usadas em longas-metragens. Foi em 2019 que Jordana entrou no universo dos bonecos tridimensionais. Sua primeira criação foi a versão da artista em pano e retalhos. Na pandemia, ela começou a se inserir no cenário dos bonecos de <em>stop motion </em>após encomenda de uma seguidora. O personagem Sr. Raposo, do filme “O Fantástico Sr. Raposo" (2009), do diretor Wes Anderson, ganhou vida pelas mãos da artista com técnicas ainda pouco exploradas, como a pelagem.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/8-1024x682.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida da artista Jordana Pedroso segurando uma miniatura dela mesma. A artista tem cabelo preto com uma mecha rosa e olhos pretos. Ela utiliza uma máscara preta e veste uma camisa rosa com gravata preta. Com a mão direita ela segura uma boneca em sua frente. A boneca possui cabelo preto com uma mecha rosa e olhos pretos. A boneca utiliza uma máscara preta e veste uma camisa rosa com gravata preta e uma calça quadriculada nas cores preta e branca. O fundo é uma árvore com iluminação escura." class="wp-image-3746" /></figure>
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<!-- wp:paragraph -->
<p>Com pelos de sua gata - Linda, fibras de árvore, novelos de lã,<em> biscuit</em>, fungos e arame, a artista confecciona suas peças de 28 centímetros com técnicas artesanais que desenvolveu. Os bonecos têm traços que viraram sua marca: animais peludos com características humanóides, como gatos, cachorros, raposas e ratos. O trabalho delicado e minucioso leva no mínimo um mês para ser finalizado, e depois é vendido para colecionadores.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Além das reproduções fiéis dos bonecos utilizados em filmes de <em>stop motion</em>, Jordana cria peças autorais que mesclam o manufaturado com o natural, como a fibra da árvore paineira e fungos. Criada em 2021, a primeira peça autoral é a gata Alicia, que tem pelagem preta e branca, olhos roxos, boina, blusa de tricot e uma saia xadrez. As inspirações foram as cores do outono e os acessórios vintage de couro.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped"><!-- wp:image {"id":3747,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/13-734x1024.jpg" alt="Fotografia vertical e colorida de uma miniatura da gata &quot;Alicia&quot;. A gata está em pé sob uma mesa branca. A gata tem pelagem predominantemente preta e branca, olhos roxos e fucinho rosado. A gata veste uma boina marrom, um blusão listrado de tricot nas cores marrom escuro e marrom claro, uma saia xadrez preta e branca segurada por um cinto marrom. A gata calça uma bota de couro marrom com cadarços pretos. A gata usa uma bolsa transversal de couro marrom, nas laterais da bolsa há flores brancas e rosas. O fundo é uma parede branca.  " class="wp-image-3747" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/3-1-768x1024.jpg" alt="Fotografia vertical e colorida de duas miniaturas dos personagens &quot;Rusty&quot; e &quot;Spots&quot; do filme &quot;Ilha dos Cachorros&quot;. O cachorro da esquerda está sentado na mão da artista Jordana Pedroso. O cachorro da direita está sentado sobre a mesa. O cachorro da esquerda tem pelagem branca e laranja, olhos castanhos, fucinho acinzentado e uma coleira preta com um pingente prateado escrito &quot;Rusty&quot;. O cachorro da direita tem pelagem predominantemente branca com pontos pretos espalhados pelo corpo, olhos azuis, fucinho rosado e uma coleira preta com um pingente prateado escrito &quot;Spots&quot;. O fundo é um papel kraft marrom." class="wp-image-3760" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/10-2-939x1024.jpeg" alt="Fotografia vertical e colorida da miniatura da &quot;Sra Raposa&quot; do filme &quot;O Fantástico Sr. Raposo&quot;. A miniatura está em pé segurada pela mão da artista Jordana Pedroso sob uma mesa rosa. A fotografia mostra detalhes da miniatura, que veste um vestido amarelo com estampa de maçãs vermelhas. O vestido possui três bolsos onde tem pincéis vermelhos e beges e uma tesoura vermelha. No peito da miniatura tem um broche preto e branco de uma raposa com moldura dourada. A raposa tem pelagem laranja. Ao fundo, um desenho da personagem &quot;Sra Raposa&quot;." class="wp-image-3759" /></figure>
<!-- /wp:image --></figure>
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<!-- wp:paragraph -->
<p>O segundo trabalho autoral faz parte da monografia do final do curso. Defendida em fevereiro de 2023, “A conexão da vida através dos fungos” mostra a decomposição de felinos em diferentes estágios. "Aquelas peças que criei para o TCC, focado em fungos e em decomposição era um tema recorrente, porque eu gosto de trabalhar com coisas interdisciplinares, gosto de biologia, matemática e física”, comenta.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A obra de arte foi apresentada em dois pedaços de troncos repartidos, entre as frestas da madeira, miniaturas de gatos eram rodeadas por cogumelos naturais e de tecido. A orientadora e professora de Artes Visuais, Helga Corrêa, fala sobre a principal referência, &nbsp;o universo <em>fungi. </em>A docente aborda também as reflexões sobre a metamorfose e a transformação dos corpos, quando em processo de desintegração. “Apesar da aparente morbidez que o tema possa sugerir, asseguro que o trabalho é de uma delicadeza e beleza cativantes, o que propicia a aproximação dos espectadores e uma autêntica interação com a obra”, comenta.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped"><!-- wp:image {"id":3751,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/12-1024x719.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de Jordana Pedroso olhando sua peça para o TCC. A artista tem cabelo preto e veste um blazer preto e utiliza um pingente branco de coelho no pescoço. Ela segura uma de suas peças de um tronco repartido, com cogumelos vermelhos, brancos e marrons, rodeados por musgos. Ao fundo um piso cinza com iluminação escura." class="wp-image-3751" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/11-961x1024.jpg" alt="Fotografia vertical e colorida de cogumelos feitos de couro e tecido para o TCC da artista Jordana Pedroso. A primeira fileira é formada por sete cogumelos pequenos com cores escuras de cinza, preto, marrom e amarelo. A segunda fileira é formada por seis cogumelos pequenos nas cores branco, preto e marrom escuro. A terceira fileira é formada por cinco cogumelos maiores nas cores branco, marrom claro e bege. Ao fundo uma folha sulfite branca." class="wp-image-3750" /></figure>
<!-- /wp:image --></figure>
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<!-- wp:paragraph -->
<p>A artista já soma mais de 54 mil seguidores no <a href="https://www.instagram.com/jordanacpedroso/"><em>Instagram</em></a>, <a href="https://www.tiktok.com/@jordanacpedroso"><em>TikTok</em></a> e <a href="https://twitter.com/jordanacpedroso"><em>Twitter</em></a>. Além do apoio dos amantes de arte e miniaturas, Jordana tem o reconhecimento de animadores de filmes de <em>stop motion </em>consolidados, como Fuga das Galinhas (2000) e Pinóquio por Guillermo del Toro (2022). Ela conta que troca conhecimento com a comunidade dos filmes de animação e recebeu, em 2021, um convite para participar da pré-produção do filme brasileiro <a href="https://animaking.com.br/nossos_trabalhos/minhocas-2/">“Minhocas 2”</a>, do diretor Paolo Conti.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Jordana trabalhou durante três meses em Florianópolis, no estúdio Animaking, com figurino e cabelo dos personagens. Para a artista, nas animações cada detalhe é importante, e entre as dificuldades percebidas estão o cabelo e a sobrancelha das peças. Como solução, ela desenvolveu uma técnica exclusiva que será utilizada no longa-metragem das minhocas. "As peças ficaram bem legais, mas não posso falar muito porque ainda está em produção”, complementa. Poder se inserir no mercado do stop motion é um sonho que aos poucos se realiza para Jordana, que ainda quer trabalhar na produção internacional de um longa.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":3752,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/4-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de uma miniatura do personagem &quot;Rat&quot; do filme &quot;O Fantástico Sr. Raposo&quot;. O rato está em pé sob uma mesa de madeira. O rato tem pelagem preta, olhos vermelhos e orelhas grandes arredondadas. O rato veste um blusão listrado de tricot nas cores branca e vermelha. Na mão esquerda a miniatura segura uma faca. O fundo é uma parede branca com sombras escuras." class="wp-image-3752" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Por dentro das técnicas</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em seu quarto, Jordana mostra sua área de trabalho composto por lupas, réguas, pequenos instrumentos e esboços das obras, e detalha como funciona o processo de criação dos personagens. Ela segura a terceira reprodução do Sr. Raposo e mostra o passo a passo de uma peça, que começa por um estudo preciso, com tecidos, cores e detalhes que serão utilizados durante a etapa de confecção. Após isso, ela começa a armadura, que é uma estrutura de arame que sustenta o corpo do boneco. Em seguida vem o enchimento, a modelagem com <em>biscuit </em>da cabeça, dos braços e pés, a pintura das partes em que foram utilizadas massa, a pelagem com uso de fios de lã escovados e a confecção das roupas e acessórios do boneco.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped"><!-- wp:image {"id":3754,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/5-1024x784.jpg" alt="Foto horizontal e colorida de partes de uma miniatura de um gato. No canto superior esquerdo há um suporte metálico. No canto inferior esquerdo o corpo não finalizado da miniatura, onde aparece a cavidade do estômago e as costelas do boneco. No centro da fotografia, a cabeça do gato com pelagem laranja, branca e preta. Ao lado da cabeça aparece um carretel de linha de costura na cor preta. Acima da linha, um pote de vidro com palitos de madeira. Ao fundo, uma mesa de madeira amarelada." class="wp-image-3754" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/9-692x1024.jpg" alt="Fotografia vertical e colorida de um esboço da miniatura da personagem &quot;Sra Raposa&quot; do filme &quot;O Fantástico Sr Raposo&quot;. A fotografia do desenho mostra anotações de detalhes da miniatura, da roupa, dos olhos e da pelagem. A folha é segurada por uma prancheta." class="wp-image-3755" /></figure>
<!-- /wp:image --></figure>
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<!-- wp:paragraph -->
<p>Em meio a uma caixa com materiais variados, Jordana conta sobre o personagem Sr. Raposo. Ela gosta de fazer novas versões do boneco para aprimorar as técnicas. Além da costura e do acabamento, a pelagem foi uma das etapas que mais evoluíram desde a primeira peça da raposa em 2020. A artista explica com detalhes sobre a técnica: “O pelo dos animais tem um fluxo de crescimento, ele tem uma ordem, então tenho que começar de baixo para cima para conseguir fazer a finalização no nariz”.&nbsp; Outro cuidado de Jordana é a escala de suas peças, que precisam de atenção e às vezes tornam-se um desafio. Nos filmes em <em>stop motion</em> as peças são criadas em diversos tamanhos, diferente da artista que costuma trabalhar com bonecos de 28 cm: “Uma das principais coisas em trabalhar com peças pequenas é conseguir adaptar o tamanho dos detalhes para aquele boneco, para que faça sentido”. A artista visual ressalta a diferença do seu trabalho artístico para os bonecos utilizados em filmes: "Meu trabalho puxa mais para uma escultura do que um boneco animado, mas é muito inspirado nisso”.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped"><!-- wp:image {"id":3757,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/7-768x1024.jpg" alt="Fotografia vertical e colorida da cabeça de uma miniatura do personagem &quot;Sr Raposo&quot; do filme &quot;O Fantástico Sr Raposo&quot;. A cabeça da raposa está em um suporte de madeira com base quadrada segurada pela mão da artista Jordana Pedroso. A cabeça da raposa tem pelagem predominantemente laranja e branca, olhos verdes, fucinho preto e um leve sorriso. O suporte está sob uma mesa de madeira clara. Ao fundo uma cortina branca." class="wp-image-3757" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/6-856x1024.jpg" alt="Fotografia vertical e colorida de uma miniatura do personagem &quot;Sr Raposo&quot; do filme &quot;O Fantástico Sr Raposo&quot;. A raposa está em pé, segurada pela mão da artista Jordana Pedroso. A raposa tem pelagem predominantemente laranja e branca, olhos verdes, fucinho preto e um leve sorriso. A raposa veste uma camisa social branca com uma gravata listrada nas cores marrom claro e marrom escuro e uma calça na cor cáqui. O fundo é uma parede branca." class="wp-image-3758" /></figure>
<!-- /wp:image -->

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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/2-868x1024.jpg" alt="Fotografia vertical e colorida de uma miniatura do personagem &quot;Spots&quot; do filme &quot;Ilha dos Cachorros&quot;. O  cachorro está sentado na mão da artista Jordana Pedroso. O cachorro tem pelagem predominantemente branca com pontos pretos espalhados pelo corpo do animal, olhos azuis, fucinho rosado e uma coleira preta com um pingente prateado escrito &quot;Spots&quot;. O fundo é uma parede branca com iluminação levemente amarelada." class="wp-image-3756" /></figure>
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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong>Reportagem: </strong><em>Vinícius Maeda</em><br><strong>Fotos:</strong> <em>Jordana Pedroso</em><br><strong>Contato:</strong> <em><a href="mailto:vinicius.maeda@acad.ufsm.br">vinicius.maeda@acad.ufsm.br</a></em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>TINA VIERO: PROFISSÃO PAIXÃO</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2023/07/30/tina-viero-uma-historia-de-esperanca</link>
				<pubDate>Sun, 30 Jul 2023 14:55:55 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[28ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed28]]></category>
		<category><![CDATA[Enfermagem]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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						<description><![CDATA[A técnica de enfermagem soma mais de 30 anos dedicados ao trabalho na saúde infantil.]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"center","id":3793,"width":768,"height":576,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/maria-eduarda-pag-27-1024x768.jpg" alt="Fotografia quadrada e colorida de Tina, uma mulher branca de meia idade em frente a um quadro. A fotografia está em primeiro plano. Tina tem estatura baixa, cabelos curtos, loiros e lisos, tem olhos castanhos. Ela usa óculos de grau com armação transparente e brincos pequenos e dourados. Ela veste uma jaqueta com capuz, que é grossa, nas cores azul, branca e rosa, sobre camiseta branca. Atrás dela, um quadro colorido da &quot;Turma do Ique&quot; em uma parede branca. O quadro tem as cores laranja, azul marinho e branco. No lado esquerdo do quadro, desenho de uma criança em pé, que sorri e está com o punho direito para cima. Ao lado da criança, o nome &quot;Turma do Ique&quot;. O quadro tem moldura branca. Ao fundo, parede branca." class="wp-image-3793" width="768" height="576" /><figcaption class="wp-element-caption">Tina Viero | Foto: Vitória Sarturi</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ao chegar na Turma do Ique, fui recebida por Tina, uma figura acolhedora que me cumprimentou com um sorriso. Ela vestia um uniforme, o que indicava seu envolvimento com o projeto.&nbsp; O ambiente estava movimentado, com crianças que corriam pelo <em>playground </em>e adolescentes acompanhados de seus familiares. Apesar da diferença de idade, todos estavam ali pelo mesmo motivo: consultas médicas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Na tentativa de encontrar um lugar silencioso, fomos ao escritório. Mas ainda assim houveram algumas interrupções: crianças e adolescentes procuravam por Tina para dar um beijo de bom dia. Essas demonstrações de carinho chamaram minha atenção e levantaram o questionamento sobre o envolvimento dela na Turma do Ique. Por que ela é tão querida pelos jovens atendidos no projeto?</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:quote -->
<blockquote class="wp-block-quote"><!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center"><strong>O CENTRO DE TRATAMENTO E CONVIVÊNCIA:</strong><br><em>Desde sua criação, a Turma do Ique é um espaço acolhedor e foi criado com o intuito de trazer um pouco de alegria à vida de jovens que passam pelo câncer.</em></p>
<!-- /wp:paragraph --></blockquote>
<!-- /wp:quote -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Maria Cristina Faria Corrêa Viero, mais conhecida como Tina, é a primeira a chegar todos os dias, pontualmente às 6h20 da manhã. Mesmo que não seja uma obrigação, ela abre&nbsp; as portas da instituição, o que demonstra&nbsp; cuidado e consideração pelos pacientes - especialmente aqueles que enfrentam longas viagens, principalmente durante o inverno. Sua preocupação é visível já que&nbsp; muitos deles realizam trajetos noturnos para chegar até o centro de convivência.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Sua história com a instituição começou em um momento delicado na vida pessoal, o que resultou no afastamento do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), onde trabalhava como Técnica em Enfermagem há mais de 30 anos. Foi nesse período que Lenir Gebert, uma amiga, a convidou para participar da Turma do Ique. Desde então, Tina encontrou seu propósito: auxiliar e cuidar das crianças e adolescentes em tratamento e levar a eles esperança e carinho em meio às adversidades.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo ela, a Turma do Ique é um céu aberto para quem frequenta o local, sendo um contraste com épocas anteriores em que crianças ficavam nos corredores do hospital com os adultos. Embora o trabalho com jovens tenha acontecido por acaso, Tina percebeu que tinha um dom para isso.”É maravilhoso para mim deixá-los à vontade e ser escolhida por eles. Meu papel é dar colo a cada um que chega aqui. Sinto que é uma missão cumprida na minha vida’’.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Durante a conversa, fomos interrompidas por uma adolescente que abriu a porta do escritório em busca de Tina. Um sorriso se formou no rosto da enfermeira ao receber um simples ‘’bom dia’’ e um carinhoso beijo em sua bochecha. Ela comenta que esses gestos, como o da jovem, sempre chegam a ela de forma espontânea. Sobre os afetos que recebe, Tina os compara com um plantio: ‘’Se você plantar morangos, colhe morangos, e eu colho um monte de moranguinhos. É uma sensação muito boa’’.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Tina diz que todos os dias há momentos marcantes na Turma do Ique. Para ela, os melhores são quando o paciente está no projeto apenas para uma revisão. Com o consentimento dos pais, faz questão de compartilhá-los em suas redes sociais. Para isso, conta que precisa ter cautela, já que às vezes pode ocorrer a recidiva do câncer. Ao falar de sua rotina no projeto, ela expressa seu amor e cuidado pelos jovens: "São filhos que a enfermagem me deu para cuidar e proteger’’.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":5} -->
<h5 class="wp-block-heading"><strong>“O câncer não para”</strong></h5>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Durante a pandemia, a Turma do Ique não fechou as portas porque ‘’o câncer não para’’, conforme relata Tina. Como Técnica de Enfermagem, ela conta que recepcionava os pacientes na portaria e verificava suas temperaturas. Mesmo com o medo do desconhecido, os funcionários da instituição trabalharam normalmente.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A dedicação de Tina é evidente em cada gesto de carinho e cuidado com os jovens em tratamento. A Turma do Ique não é apenas um trabalho, mas um compromisso que vai além das responsabilidades profissionais. Para Tina,  é o amor que impulsiona a sua atuação diária em que vocação e paixão se entrelaçam para fazer a diferença na vida daqueles que precisam: “A Turma do Ique para mim é profissão paixão.’’  </p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:separator {"className":"is-style-dots"} -->
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:heading {"level":3} -->
<h3 class="wp-block-heading">Uma história de esperança</h3>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Tina ingressou na UFSM por meio de concurso público em 1983, quando o HUSM chegava ao décimo terceiro ano de funcionamento. O interesse dela  pela área da saúde surgiu na infância por conta de seu pai, Miguel Sevi Viero, que era médico e tinha o consultório em casa. Nessa época, antes de iniciar o curso, já auxiliava o pai como instrumentadora cirúrgica. Ela conta que antes de iniciar no curso, já o auxiliava sendo instrumentadora cirúrgica.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Tina começou sua carreira na ala psiquiátrica, mas como descobriu que não era o que gostava de fazer, ficou na função por apenas seis meses.&nbsp; Decidida a explorar outras oportunidades, foi para o CTI, em que permaneceu por dez anos. Mais tarde, por necessidades de serviço, fez sua última mudança: foi para a&nbsp; Hemato-Oncologia. Desde então, já são 30 anos no serviço.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:pullquote {"style":{"typography":{"fontStyle":"normal","fontWeight":"500"}}} -->
<figure class="wp-block-pullquote" style="font-style:normal;font-weight:500"><blockquote><p>O serviço de Hemato-Oncologia é especializado no cuidado de crianças e adolescentes com leucemias, tumores e distúrbios hematológicos. Nessa unidade é fornecida assistência multiprofissional com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos pacientes e reintegrá-los à vida social.</p></blockquote></figure>
<!-- /wp:pullquote -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo Tina, na época em que começou, Santa Maria era referência no tratamento de câncer infantil. Ela conta que no passado, as crianças eram acomodadas em lugares que não eram apropriados, como em alas de pediatria ou junto aos adultos. Por isso, houve a necessidade de criar um centro de transplante e uma ala específica para crianças imunodeprimidas. Foi nessa época que, em parceria com sua amiga Lenir Gebert, participou da fundação do Centro de Transplante de Medula Óssea (CTMO) e do Centro de Atendimento à Criança e Adolescente com Câncer (CTCriaC). Nessas circunstâncias, as condições de trabalho eram diferentes: <em>‘’Havia menos chefes e conseguimos muitas coisas através da parceria e boa vontade das pessoas. Todos eram muito focados.’’</em><strong><em> </em></strong>conta Tina.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A Técnica em Enfermagem relata que passou por todas as áreas da Hemato-Oncologia: coletas de medula óssea e células tronco, além da aféreses - área em que ocorre a separação dos componentes do sangue por meio de um equipamento automatizado. Também auxiliou as colegas no isolamento protetor, ou seja, quarto privado para pacientes que têm algum tipo de infecção comprometida.<em>‘’A Hemato-Oncologia enfrentava uma grande demanda em um espaço limitado, então foram realizadas mudanças para garantir a segurança e o bem-estar dos pacientes’’</em>,<em> complementa Tina.&nbsp;</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ela enfatiza que a Hemato-Oncologia, a partir desses serviços, oferece melhores condições para as crianças e os adolescentes, ao proporcionar um espaço ao ar livre e protegido.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O paciente hemato-oncológico desenvolve uma conexão afetiva muito forte com a equipe. Por isso, durante sua trajetória no hospital, ela lembra que presenciou vitórias que a marcaram muito. Também enfrentou perdas que foram difíceis de assimilar porque o&nbsp; hospital não oferece apoio psicológico adequado para lidar com essas situações.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong>Reportagem: </strong><em>Maria Eduarda Silva da Silva</em><br><strong>Contato:</strong> <em><a href="mailto:%6d%61%72%69%61-%73il%76%61.%32@%61%63%61d%2e%75f%73%6d%2e%62%72">maria-silva.2@acad.ufsm.br</a></em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>CULTURA NAS TELAS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2023/07/30/cultura-nas-telas</link>
				<pubDate>Sun, 30 Jul 2023 14:55:24 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[28ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[Cineclube da Boca]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ed28]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3795</guid>
						<description><![CDATA[Cineclube da Boca da UFSM divulga a cultura cinematográfica local e nacional]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"center","id":3803,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/1-4-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de um auditório com cerca de 20 pessoas sentadas em cadeiras estofadas na cor verde escuro e parte traseira em preto. A fotografia está em um ângulo fechado, e todas as pessoas estão de costas. A maioria delas tem pele branca. A partir da terceira fileira de cadeiras, do fundo para a frente, a imagem está desfocada. Até onde é possível identificar, cerca de sete pessoas têm cabelo comprido, em tons de ruivo, castanho, preto e loiro. O restante tem cabelo curto, a maioria em tons de castanho escuro e preto. A maioria das pessoas veste casaco. Ao fundo, em desfoque, um homem em pé na frente de uma tela de projeção. Na tela, que tem fundo branco, um tripé com câmera e informações textuais desfocadas. Ao lado da tela e na esquerda da foto, duas bandeiras hasteadas, uma do Brasil e uma da UFSM, além de uma caixa de som. O fundo e a lateral esquerda da foto são uma parede na cor verde claro. Na extremidade superior, teto branco com várias lâmpadas embutidas." class="wp-image-3803" /><figcaption class="wp-element-caption">Segunda reunião da Oficina de Formação Cineclubista de 2023 | Foto: Rafael Rintzel</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Toda quarta-feira, próximo às 19h, cinéfilos, estudantes e apreciadores se reúnem no auditório do prédio 67 da UFSM em busca de uma imersão na cultura cinematográfica. O espaço, com pouco mais de 100 poltronas em frente a uma grande tela, acolhe semanalmente cerca de 40 pessoas dispostas a apreciar a sétima arte e discutir cinema, cultura e sociedade. Desde 2016, no <a href="https://www.instagram.com/cineclubedaboca/">Cineclube da Boca</a>, filmes nacionais, regionais e independentes integram mais de 90% das obras transmitidas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A prática iniciou no Brasil em 1928&nbsp; com a criação do Chaplin Club no Rio de Janeiro e logo cresceu e ganhou destaque durante os anos 40. No Rio Grande do Sul, Santa Maria é considerado um polo cineclubista da região, com um clube ativo desde 1978, Lanterninha Aurélio, além do Clube de Cinema Edmundo Cardoso e diversos outros que não estão mais em funcionamento.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As sessões do Cineclube da Boca iniciaram em 15 de dezembro de 2016, com o filme “Manhã Transfigurada", de Sérgio Assis Brasil, o primeiro longa de ficção feito em Santa Maria. A partir deste, foram exibidos filmes de variados gêneros e até lançamentos, como ‘’A Intenção da Noite’’, de Fabrício Koltermann, que contou com 130 espectadores.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O professor do departamento de Turismo e do Programa de Pós-Graduação em Patrimônio Cultural, Gilvan Dockhorn, foi o idealizador do cineclube e ainda coordena o projeto. Segundo Dockhorn, o plano inicial era criar um curso de Cinema na universidade, mas não foi possível por questões orçamentárias, o que levou à criação do Cineclube da Boca. No projeto, o ano inicia com uma oficina cineclubista, onde os interessados podem aprender mais sobre a prática e, no futuro, organizar as sessões. No encerramento do ano há uma homenagem a uma figura importante na história do cinema. Todas as sessões iniciam com apresentação e discussão da obra a ser transmitida e finalizam com um debate sobre o filme e sobre assuntos relacionados. A prioridade é que os cineastas dos filmes transmitidos estejam presentes para que o debate seja ainda mais rico.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Conforme o coordenador do projeto, o cinema tradicional não dá conta de garantir o acesso à cultura e o cineclube se torna o espaço de acesso às produções não vistas na grande mídia: curta e média metragens, filmes experimentais e outras produções alternativas. Em meio à ascensão dos filmes de Hollywood no século 20 e a popularidade dos streamings nos últimos anos, a prática cineclubista permanece como uma forma de promover a cultura regional e local e democratizar o acesso a produtos culturais com sessões gratuitas ou de baixo custo.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:quote {"align":"center"} -->
<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center"><!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph --><cite><strong>“Não conhecer a cinematografia local, regional e brasileira, é desconhecer uma parte da cultura” </strong><br>Gilvan Dockhorn </cite></blockquote>
<!-- /wp:quote -->

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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo o coordenador do projeto, o cineclube é aberto para todas as pessoas interessadas em assistir aos filmes. Não há tipos de produções que não sejam exibidas, nem restrições de público.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A estudante do quinto semestre de Produção Editorial, Taiane Wendland, realizou a oficina no último ano e hoje cuida da parte técnica das sessões. Segundo ela, a indústria cinematográfica <em>hollywoodiana</em> reprime produções que saem do seu padrão, como as obras regionais e independentes: “a escolha de exibir produções locais é um respiro para todos os produtores que nunca vão ter um espaço no mercado”.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A atual presidente do Conselho Nacional de Cineclubes (CNC), Tetê Avelar, reforça que sem o cineclubismo, grande parte das produções independentes nunca chegariam ao público. Segundo ela, esses filmes precisam de um lugar para serem exibidos, vistos e analisados, as sessões fazem isso e dão uma devolutiva do público para o produtor.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A caloura de Produção Editorial, Laisa Binato, conta que gostaria de cursar a graduação em Cinema, mas, sem um curso na região, vê no cineclube uma oportunidade de aprender mais sobre o assunto. Laisa afirma que, antes do Cineclube da Boca, não sabia que existiam tantas produções cinematográficas na região, e que os encontros abriram seu olhar para o cinema local. Segundo ela: “para alguém que quer se aproximar do audiovisual, vai ser muito importante para ter um olhar diferente não só de produções grandes, mas do audiovisual brasileiro, das pessoas que a gente conhece e das pessoas da UFSM fazendo audiovisual”.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O Conselho fez um mapeamento em 2023 e encontrou aproximadamente 250 cineclubes em diferentes regiões do país. Conforme a presidente, durante a pandemia foram iniciadas sessões online que facilitam a transmissão dos filmes e permitem que eles alcancem um número maior de espectadores. Segundo Tetê Avelar, o Brasil tem um número grande de cineclubes em funcionamento, mas não há conhecimento da quantidade exata.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":3804,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/2-5-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de um homem em pé em frente a uma tela de projeção. Ele está no centro de um corredor formado por cadeiras estofadas na cor verde escuro. O homem tem pele branca, olhos escuros, cabelos lisos, escuros e na altura do pescoço. Ele veste camiseta preta sobre camisa de manga comprida na cor branca, calça jeans e calçados escuros. As mãos dele estão entrelaçadas em frente ao abdômen. Ele olha para o lado direito da fotografia, na direção das cadeiras. Atrás dele, a tela de projeção com o fundo branco, em que há o desenho de uma câmera de cinema sobre um tripé, ambos em preto. Ao lado, as informações textuais em destaque: “De 26 de abril a 24 de maio” e “Oficina de formação cineclubista”. Abaixo, em letra menor: “Todas as quartas-feiras, das 19 horas às 21 horas”. As demais informações textuais estão atrás do homem. Ao fundo, a parede do auditório, na cor verde claro." class="wp-image-3804" /><figcaption class="wp-element-caption"><br>Coordenador do Cineclube da Boca, Gilvan Dockhorn | Foto: Rafael Rintzel</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong>Reportagem:</strong> <em>Amanda Teixeira</em><br><strong>Contato:</strong> <em><a href="mailto:%61%6da%6edap%74%65%69%78%65%69%72a%30%34@%67%6d%61i%6c.c%6fm">amandapteixeira04@gmail.com</a></em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>O PORQUÊ DAS COISAS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2023/07/30/o-porque-das-coisas</link>
				<pubDate>Sun, 30 Jul 2023 12:00:53 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[28ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Paralelo]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[Amsterdã]]></category>
		<category><![CDATA[ciclismo]]></category>
		<category><![CDATA[ed28]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[pista multiuso]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3735</guid>
						<description><![CDATA[Mesmo em contextos diferentes, o campus da UFSM e a cidade de Amsterdã utilizam estratégias similares para questões de mobilidade]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"center","id":3738,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/ARTHUR-C.-PARALELO-O-PORQUE-DAS-COISAS-2-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida da pista para ciclistas e pedestres no campus da UFSM. A pista é de concreto, cinza e tem duas faixas, divididas por uma linha amarela tracejada. A pista tem uma leve curva à direita e uma subida mais adiante. No lado direito da pista, uma mulher sobre uma bicicleta está de costas. Ela tem pele branca, cabelos escuros presos em rabo de cavalo; esta camiseta amarela, short preto e tênis branco. Ela usa mochila preta nas costas.. Dos lados da pista, gramado com grama baixa bem aparada. No lado esquerdo da foto,  o gramado separa a pista da calçada. No lado direito da pista, troncos de árvores altas. Em segundo plano, no lado esquerdo da pista, um homem branco de cabelos brancos está em pé e olha para o celular. Ele veste uma camiseta cinza e calça preta, e usa uma mochila preta. Atrás do homem, duas pessoas estão sentadas em um banco. Ao fundo, árvores altas, um estacionamento com carros e o prédio do Centro de Tecnologia da UFSM." class="wp-image-3738" /><figcaption class="wp-element-caption">Pista multiuso do campus da UFSM garante segurança para ciclistas | Foto: Rafael Rintzel</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Você já deve ter se perguntado, em algum momento, porque algo é do jeito que é. Explorar os porquês é possivelmente um dos grandes instintos humanos. Entretanto, com o passar dos anos, é comum que muitos percam o costume de perguntar “por quê?”.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>É possível, por exemplo, que um estudante da UFSM tenha percebido que os carros, antes da faixa de pedestre, param com mais frequência no campus do que nas outras ruas de Santa Maria, mas nunca se perguntou: por quê? Tampouco sabe que a razão é a mesma que em Amsterdã.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A capital da Holanda é reconhecida mundialmente pelo ciclismo como uma forma sustentável e eficiente de transporte diário. Segundo o&nbsp; <a href="https://www.government.nl/binaries/government/documenten/reports/2018/04/01/cycling-facts-2018/Cycling+facts+2018.pdf">Instituto Neerlandês de Análise de Políticas de Transporte</a>, há mais bicicletas do que pessoas no país europeu. No Brasil, a situação é outra. Em estudo do <a href="https://ipmmu.com.br/josum/article/view/2">Instituto de Pesquisa Multiplicidade Mobilidade Urbana</a>, com base em dados do Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE), Glaucia Pereira descobriu haver apenas 16 bicicletas para cada 100 brasileiros.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>No entanto, não são só as bicicletas que fazem de Amsterdã um bom lugar para se locomover. É o que argumenta o canal <a href="https://www.youtube.com/notjustbikes">Not Just Bikes</a> no Youtube, apresentado por Jason Slaughter, engenheiro norte-americano encantado com o ambiente urbano da cidade europeia. É precisamente o <em>design </em>das vias de Amsterdã que garante a segurança e o conforto de ciclistas e pedestres.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Entre as estratégias da capital holandesa para a sua infraestrutura urbana está a elevação das faixas de pedestres ao nível das calçadas. Para quem caminha, o cruzamento se transforma em uma extensão da área de passeio. Para o motorista do carro, além de melhor visualizar o pedestre ou ciclista, a faixa elevada sinaliza a necessidade de redução de velocidade, ao atuar como um “quebra-molas”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O campus sede da UFSM tem estratégias similares. De acordo com o professor do Departamento de Transportes do Centro de Tecnologia e coordenador do Laboratório de Mobilidade e Logística, Alejandro Ruiz Padillo, a melhor forma para evitar conflitos é segregar os espaços de circulação, principalmente entre veículos motorizados e não motorizados, mas também entre ciclistas e pedestres. No entanto, em pontos de cruzamento surge a necessidade de priorizar um ou outro.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Desde a década de 1970, a capital holandesa foi planejada para priorizar ciclistas e pedestres, após campanhas contra o alto número de jovens vítimas de acidentes de trânsito na época, como o <a href="https://www.dutchreach.org/car-child-murder-protests-safer-nl-roads/"><em>Stop de Kindermoord</em></a>. Além disso, a Holanda tem a maior parte de seu território em relevo plano, um facilitador para ciclistas e pedestres.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>&nbsp;Segundo o professor Padillo, o contexto brasileiro difere do europeu tanto em razão de seu planejamento urbano desordenado, característico dos países sul-americanos, como pelas dificuldades topográficas. Muitas cidades brasileiras, como Santa Maria, enfrentam alterações de relevo significativas em sua área urbana.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Apesar do campus e do bairro Camobi serem relativamente planos quando comparados ao centro da cidade, o relevo não é o único fator para que alguém escolha a bicicleta para se deslocar. Para Padillo, o alto volume de tráfego motorizado nas faixas de acesso à UFSM e a descontinuidade da ciclofaixa dificultam o incentivo a modos não motorizados de transporte.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Mesmo com essas dificuldades, Padillo acredita que o campus pode ser um espaço de geração de outros porquês que pensem um ambiente urbano sustentável: “a Universidade tem um compromisso com a sustentabilidade em várias esferas, devemos ser exemplo do que pregamos”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<hr class="wp-block-separator has-text-color has-black-color has-alpha-channel-opacity has-black-background-color has-background is-style-dots" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong>Reportagem:</strong> <em>Arthur Camponogara</em><br><strong>Contato:</strong> <em><a href="mailto:arthurcamponogara@acad.ufsm.br">arthur.camponogara@acad.ufsm.br</a></em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>NO RITMO DO MOVIMENTO PARALÍMPICO</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2023/07/28/no-ritmo-do-movimento-paralimpico</link>
				<pubDate>Fri, 28 Jul 2023 12:00:28 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[28ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed28]]></category>
		<category><![CDATA[esportes paralímpicos]]></category>
		<category><![CDATA[inclusão]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3761</guid>
						<description><![CDATA[Ações da UFSM promovem qualidade de vida e inclusão para pessoas com deficiência]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Os esportes na vida de uma pessoa com deficiência podem representar uma oportunidade de mudança. Arquimedes da Silva, de 62 anos e atleta de modalidades paralímpicas da UFSM, vivencia a prática de esportes e a participação de eventos proporcionados pela universidade: “Esse é um dos melhores momentos para demonstrarmos às pessoas que o deficiente físico não pode ficar parado”, expressa com entusiasmo, após uma partida de basquete. Além das atividades melhorarem a saúde física, auxiliam na sociabilização entre pessoas com e sem deficiência e também as torna mais independentes no seu dia a dia.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O ritmo do movimento paralímpico chega à UFSM por meio de diferentes modalidades ofertadas na instituição. Há mais de 15 anos são disponibilizadas inúmeras atividades monitoradas por professores e acadêmicos para a prática esportiva, através de projetos como os desenvolvidos pelo Núcleo de Apoio e Estudos da Educação Física Adaptada (NAEEFA). Cerca de 200 alunos participam de projetos integradores que acolhem pessoas com deficiência. <em>Goalball</em>, basquete em cadeira de rodas, atividades aquáticas e handebol são alguns exemplos de esportes ofertados pela Universidade.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A procura pelas modalidades paralímpicas tem aumentado. Conforme a coordenadora do Programa Segundo Tempo Paradesporto, Luciana Palma, existe lista de espera em algumas categorias, em função do próprio tipo de atividade que é desenvolvida. “É importante saber os esportes que as pessoas procuram para podermos proporciona-los e os atletas se encontrarem nos projetos”, explica. Conforme a própria coordenadora relata, as práticas na piscina são as mais desejadas pelo público. Todas as segundas e quartas-feiras são realizados encontros do programa “Piscina Alegre”, que reúne alunos de todas as idades. Eles descobrem, a cada aula, que as atividades aquáticas, além de divertidas, estimulam melhorias nos domínios do corpo.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:gallery {"linkTo":"none"} -->
<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped"><!-- wp:image {"id":3782,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/1-2-1024x768.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de pessoas em uma piscina azul clara. São cerca de oito pessoas, que vestem roupas e toucas de natação em tons de azul marinho e seguram espaguetes de piscina coloridos, em tons de amarelo, azul e salmão. Em primeiro plano, duas pessoas em destaque, uma atrás da outra. A pessoa de trás segura o espaguete e auxilia o adolescente, que está na frente.Em segundo plano, cinco pessoas também vestem roupas de natação e seguram espaguetes de piscina; estão em dois grupos, um de dois e um de três pessoas. Ao fundo, em desfoque, a continuação da piscina, boias de piscina nas cores azul, roxa e amarelo, além da parede de tijolos a vista na cor marrom alaranjado." class="wp-image-3782" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:image {"id":3781,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/2-3-1024x697.jpg" alt="Foto na horizontal em piscinas da UFSM. Homem em trajes de banho, com touca de natação azul marinho. Mulher com camiseta vermelha, cabelos louros presos em um coque, estende as mãos para a cabeça do homem para arrumar a touca de banho. Ambiente so fundo nas cores de tijolos laranjas, com pinturas verdes e piscina azul a direita no canto da foto. " class="wp-image-3781" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:image {"id":3783,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/3-4-1024x768.jpg" alt="Foto em sentido horizontal. Banner em destaque frontal, nas cores azul, possui a escrita “Festival Paralímpico Loterias Caixa”, Qr code logo abaixo da escrita. Atrás do banner, posicionados em desfoque, cinco pessoas de frente para a rede de vôlei adaptado, com um balão inflável rosa, do outro lado da rede mulher de pé com blusa e calça preta.  " class="wp-image-3783" /></figure>
<!-- /wp:image --></figure>
<!-- /wp:gallery -->

<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Aprendizados do Goalball</strong></h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Dentre os esportes disponibilizados pela Universidade, o <em>goalball</em> foi desenvolvido exclusivamente para pessoas com deficiência visual, ao contrário de outras modalidades paralímpicas que são adaptadas: "Aqui na Universidade eles conseguem participar do <em>goalball</em>, realizando uma atividade física que tem benefícios como qualquer outra”, afirma o professor de Educação Física da UFSM, Mateus Manchini. Ele enfatiza que muitos alunos nunca tiveram acesso à educação escolar e almeja que o projeto continue, que seus alunos passem a entender melhor sobre os benefícios e conceitos físicos apresentados e levar esses aprendizados para vida cotidiana.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As modalidades do projeto têm aulas ministradas por acadêmicos de cursos como&nbsp; Educação Física, Terapia Ocupacional, Fisioterapia e Medicina. Para se tornar monitores, os discentes devem fazer&nbsp; um curso de formação. No primeiro semestre de 2023,&nbsp; 40 estudantes participaram das monitorias.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"id":3784,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/4-3-1024x768.jpg" alt="Foto na horizontal em quadra de futebol. Homem deitado de lado, com os braços estendidos em posição de defesa na prática do Goalball. Homem usa camiseta azul com a escrita “Atleta” nas costas, usa cotoveleira e tornozeleira pretas, tênis vermelho. Quadra de futebol em tijolos laranjas, chão azul com listras sinalizando a quadra em branco." class="wp-image-3784" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Em ritmo de festival&nbsp;</strong></h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ações como o Festival Paralímpico fazem parte das iniciativas esportivas que acontecem na Universidade. Em 2023, a instituição foi sede do evento pelo segundo ano consecutivo e proporcionou a prática de esportes adaptados para pessoas com e sem deficiência. O festival é uma promoção do Comitê Paralímpico Brasileiro e Loterias Caixa e tem o objetivo de propiciar a inclusão social por meio do esporte. O atleta Arquimedes é amante da prática de atividades físicas e valoriza a importância do incentivo esportivo através da instituição: “Eu colhi apenas benefícios no momento em que comecei a participar dos projetos da universidade”, conta.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Além da disposição e interesse dos próprios esportistas, o incentivo da família, amigos e responsáveis é essencial para que os atletas sintam segurança para começar novas atividades. Maria Iris é mãe de Brian - atleta de 23 anos com paralisia cerebral. A mãe conta, com emoção, que a procura pela prática do paradesporto foi uma iniciativa do filho: “Ele gosta, e não só por praticar, mas também de interagir com outras pessoas, fica bem ansioso e pergunta quando vão ocorrer as atividades. É muito bom, nós como família ficamos felizes de vê-lo feliz”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>&nbsp; No contexto do movimento paralímpico, testemunhamos atletas como Arquimedes e Brian, que não permitem que suas limitações os confinem e transformam desafios em motivação. Arquimedes menciona que quando uma pessoa com deficiência física fica parada, pode adoecer: “E por que fica doente? Porque não tem uma atividade, um motivo para se mexer e sair da cama”, conta o atleta.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-2"><!-- wp:image {"id":3785,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/5-3-1024x768.jpg" alt="Foto na horizontal em quadra de jogos. Mulher em cadeira de rodas usa uma blusa amarela com mangas roxas. Joga bocha adaptada, em quadra azul claro com cones amarelos, azuis, verdes, vermelhos e laranjas. Posicionada ao seu lado, uma mulher com camisa azul escuro" class="wp-image-3785" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:image {"id":3786,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/6-3-1024x768.jpg" alt="Foto em sentido horizontal representando a prática do vôlei sentado. Seis crianças sentadas no chão da quadra jogam o esporte. Quatro crianças do sexo masculino do lado esquerdo posicionadas de frente para rede, usam camiseta amarela com mangas roxas. Dois meninos do lado direito, posicionados do outro lado da rede, também com camisetas amarelas de manga roxa, um deles segura uma bola inflável verde. Quadra de futebol com chão laranja e azul, e sinalização em listras na cor branca. Rede de vôlei ao centro da quadra. Professora monitora em pé ao lado dos alunos, com camiseta roxa e casaco preto." class="wp-image-3786" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/10-2-1024x768.jpg" alt="Foto na horizontal de uma corrida na pista de corrida da UFSM. Quatro pessoas se preparando para a largada da corrida em pista de corrida de cor vermelha. Menina em destaque, usa camiseta amarela com mangas roxas e blusa rosa por baixo, cabelo amarrado. Homem ao lado em posição de corrida também com blusa amarela com mangas roxas. Segundo homem da foto em posição de corrida com camiseta azul. " class="wp-image-3788" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/8-3-1024x768.jpg" alt="Foto na horizontal em quadra de basquete. Posicionados em quadra de basquete com chão azul e colchonetes amarelos ao lado. Menina em cadeira de rodas segurando uma bola de basquete laranja, com blusa amarela e mangas roxas, boné rosa e calça azul. Menino ao fundo em cadeira de rodas usa blusa amarela com mangas roxas, segura bola amarela." class="wp-image-3787" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/7-3-768x1024.jpg" alt="Foto na vertical na pista de corrida. Pista de corrida de cor vermelha com gramado de futebol ao centro. Homem de cadeira de rodas posicionado na pista pronto para a corrida, usa casaco azul com listras brancas e vermelhas. Homem de pé posicionado logo atrás, com a mão no ombro do homem sentado na cadeira de rodas, usa calça e camisa preta. Menina com camiseta roxa posicionada ao lado. Pessoas com camiseta amarela ao fundo em desfoque. " class="wp-image-3790" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:image {"id":3789,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/9-3-768x1024.jpg" alt="Foto na vertical. Em quadra de corrida na cor vermelha. Três crianças em destaque de costas com camiseta amarela com mangas roxas. Crianças correndo em direção a mais alunos que estão esperando ao fundo. Prédio azul ao fundo, em desfoque. " class="wp-image-3789" /></figure>
<!-- /wp:image --></figure>
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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong>Reportagem: </strong><em>Manuella Silveira e Yasmin Matos</em><br><strong>Fotos:</strong> <em>Manuella Silveira</em><br><strong>Contato:</strong> <em><a href="mailto:%6da%6e%75%2e%73a%6cem%73ilv%65%69%72%61@%68%6f%74%6d%61%69%6c.%63%6f%6d">manu.salemsilveira@hotmail.com</a> / <a href="mailto:y%61s%6din.cru%74t%6f%7a@g%6d%61i%6c%2e%63%6fm">yasmin.cruttoz@gmail.com</a></em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>PRATO SAUDÁVEL, PILAR DA EDUCAÇÃO</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2023/07/26/prato-saudavel-pilar-da-educacao</link>
				<pubDate>Wed, 26 Jul 2023 12:00:31 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[28ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[ed28]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[Restaurante Universitário]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3739</guid>
						<description><![CDATA[Restaurante Universitário é aliado da permanência estudantil]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"center","id":3740,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/Isadora-pag-21-editada-certa-1024x683.jpg" alt="Prato de comida do Restaurante Universitário com arroz e lentilha por cima, purê de batata no centro, um pedaço de sobrecoxa assada, salada de abobrinha picada e cenoura ralada. O fundo é a bandeja bege do Restaurante Universitário. " class="wp-image-3740" /><figcaption class="wp-element-caption">Pratos como esse são servidos todos os dias no Restaurante Universitário da UFSM | Foto: Vitória Sarturi</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O sistema de cotas tem ampliado o acesso de pessoas socioeconomicamente vulneráveis às universidades federais. Nesse cenário, a implementação de medidas, como os restaurantes universitários, asseguram a permanência destes alunos. No Brasil, ter a garantia de três refeições diárias tem se tornado incomum. Em 2022, 58,7% da população brasileira vive com algum grau de insegurança alimentar, de acordo com o <a href="https://pesquisassan.net.br/2o-inquerito-nacional-sobre-inseguranca-alimentar-no-contexto-da-pandemia-da-covid-19-no-brasil/">2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil,</a> realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede PENSSAN).</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os restaurantes universitários são medidas do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) para possibilitar a permanência de estudantes com baixa renda em cursos presenciais de graduação nas instituições federais. Conforme dados do Portal de Transparência da UFSM, 48,6% dos usuários do RU têm Benefício Socioeconômico (BSE), recurso que inclui alimentação gratuita. Esse é o caso do acadêmico Natanael Piovesan, que tem BSE e também reside na Casa do Estudante Universitário (CEU). Ele faz todas as refeições no RU e acredita que o Restaurante facilita sua rotina por ser algo prático, sem custo e que contribui na continuidade da sua graduação.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>&nbsp;De acordo com a nutricionista e atual diretora dos RUs de Santa Maria, Carla Brasil, os restaurantes universitários são o pilar da permanência estudantil na universidade. Segundo ela, os RUs de Camobi fornecem cerca de 11.500 pratos balanceados por dia -&nbsp; entre café, almoço e jantar -, que garantem refeições básicas para os estudantes. A diretora ainda salienta a importância do restaurante para uma alimentação balanceada, pois o cardápio fornecido é criado por nutricionistas com base no <a href="https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf">Guia Alimentar para a População Brasileira</a>. O documento é desenvolvido pelo Ministério da Saúde para dar diretrizes à promoção de uma alimentação saudável. De acordo com o Guia, a diretriz de promoção da alimentação adequada e saudável pode ser compreendida como um conjunto de estratégias que tem como objetivo proporcionar à população a realização de práticas alimentares apropriadas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A doutora em Saúde da Criança e do Adolescente e professora de Nutrição no Campus de Palmeira das Missões, Vanessa Kirsten, afirma que os restaurantes universitários são fundamentais para a garantia de um consumo alimentar adequado: “Ele diminui algumas barreiras importantes para que os estudantes tenham acesso a uma alimentação adequada e saudável. "Se não tivesse o RU, provavelmente [eles] iriam comer lanches e substituir as refeições por alimentos ultraprocessados”, explica.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A docente ainda fala sobre a importância dos restaurantes universitários para além da vida dos acadêmicos, como um combustível para o funcionamento das universidades. Para Vanessa, há relevância na combinação de arroz, feijão, guarnição, carne e salada presentes no cardápio do RU: “Ele é o ideal, primeiro porque ele atinge o padrão de dieta brasileiro, segundo porque ele tem o que a gente considera que é importante: fibras, vitaminas, proteínas e carboidratos”, complementa.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>RUs da UFSM</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>&nbsp;O primeiro RU da UFSM foi criado em 1963, três anos após a fundação da Universidade, na antiga Reitoria em Santa Maria. Atualmente, além dos dois restaurantes inaugurados no Campus Camobi, a UFSM conta com RUs nos campi de Frederico Westphalen e Palmeira das Missões, que oferecem alimentação a preços acessíveis para estudantes e servidores da UFSM.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Você sabia?</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>De acordo com a pesquisa <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0749379722004299"><em>Premature Deaths Attributable to the Consumption of Ultraprocessed Foods in Brazil</em></a><em>,</em> realizada em parceria entre a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Universidade de São Paulo (USP) e Universidad de Santiago de Chile, 10% das mortes registradas no Brasil em 2019 são atribuíveis ao consumo de produtos ultraprocessados.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>&nbsp;Segundo o Guia do Ministério da Saúde, ultraprocessados são alimentos industrializados feitos majoritariamente ou integralmente de substâncias como óleos, açúcar e gorduras, derivados de constituintes como amido modificado ou sintetizados em laboratório com base de matérias orgânicas como petróleo e carvão.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:separator {"className":"is-style-dots"} -->
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong>Reportagem: </strong><em>Isadora Juliatto</em> <em>Piovesan</em><br><strong>Contato:</strong> <em><a href="mailto:%69%73a%64o%72a.%6a%75%6c%69%61t%74%6f@%61%63ad%2eufs%6d%2e%62%72">isadora.juliatto@acad.ufsm.br</a></em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>RESISTIR PARA PERMANECER</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2023/07/26/resistir-para-permanecer</link>
				<pubDate>Wed, 26 Jul 2023 12:00:12 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[28ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed28]]></category>
		<category><![CDATA[indígena]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[permanência]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3831</guid>
						<description><![CDATA[Estudantes indígenas enfrentam dificuldades para concluir o ensino superior]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"center","id":3832,"width":768,"height":576,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/Povos-Indigenas-Vitoria-Sarturi-1-1024x768.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida em plano fechado de duas pessoas indígenas com cocar. Ao centro e de perfil, dois estudantes indígenas, um homem e uma mulher de pele parda, com olhos pequenos e castanhos, ambos com o corpo e o olhar voltados para a esquerda da foto. Vestem camisetas pretas e usam um cocar de penas de aves nas cores amarelo, verde, azul, preto e laranja. Em primeiro plano, o homem, que tem o cabelo raspado e usa óculos de grau arredondado. Em segundo plano, a mulher indígena, que tem cabelo castanho escuro, liso e até a altura do ombro. O fundo da fotografia está desfocado e é composto por árvores e carros estacionados." class="wp-image-3832" width="768" height="576" /><figcaption class="wp-element-caption">Como forma de resistir à evasão, os estudantes indígenas da UFSM se organizam em coletivos para discutir suas lutas e interesses | Foto: Vitória Sarturi</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>No&nbsp; ano de 2010, a UFSM recebeu a primeira estudante indígena. Laura Feliciana Paulo, da etnia Terena, ingressou em Medicina por meio do vestibular. Um ano depois, em 2011, de acordo com dados da Excelência a Serviço do Ensino Superior (Semesp), as universidades federais do país contavam com 3.542 estudantes indígenas. Em 2021, o número subiu para 16.784, em modalidade presencial e à distância.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O aumento da presença indígena no ensino superior não é o suficiente para garantir a permanência e a formação dos alunos. Segundo informações do Centro Indígena de Estudos e Pesquisas (CINEP), cerca de 20% dos estudantes indígenas brasileiros não conseguem concluir o ensino superior. Ainda que ações afirmativas sejam ofertadas, na UFSM essa realidade é a mesma.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O abandono da graduação é resultado de uma série de dificuldades. A permanência envolve adaptação, moradia, comunicação, problemas de apoio pedagógico, embate cultural e preconceito. O estudante de Medicina e membro da Liga Acadêmica de Assuntos Indígenas Yandê, Daniel Fernando Campos Sales, cita que incerteza é um dos motivos que os fazem retornar para casa antes do período previsto de conclusão. “Por mais que a gente saiba que os desafios da vida acadêmica são comuns em cada área, por que eles vão deixar a aldeia onde têm tudo e vir pra cá passar necessidade?”, questiona.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Um dos obstáculos centrais para os acadêmicos é a ambientação do português como segunda língua. Por consequência, surgem desafios individuais e coletivos, como a leitura de textos acadêmicos e a comunicação em seu convívio social. De acordo com Daniel, também há um estranhamento por parte dos não indígenas. “Você vê que as pessoas não foram preparadas para que você estivesse no meio delas e acho que não precisam nos entender muito, só respeitar”, afirma.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><strong>O que a UFSM oferece</strong></h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Há 106 estudantes indígenas regularmente matriculados. Destes, 74 são da etnia Kaingang. Para acolher estes universitários, a Coordenadoria de Ações Educativas (CAED) oferece monitorias de aprendizagem e atividades de integração, como rodas de conversa com palestrantes especializados em assuntos indígenas. Acompanhamentos psicológicos são ofertados de acordo com a solicitação dos estudantes, via contato presencial ou online.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A Instituição também conta com a Casa do Estudante Indígena, pautada em 2014 e inaugurada em 2018. Atualmente, a Casa não possui um processo seletivo de moradia e o ingresso está sob organização dos alunos que já residem no local.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em maio de 2023, o Ministério da Educação (MEC) anunciou a liberação de novas bolsas para o Programa Bolsa Permanência, destinado a estudantes indígenas e quilombolas cadastrados no ano anterior e que ainda não haviam sido contemplados. A demanda de inscrições pendentes da UFSM era de oito estudantes no semestre anterior e, este ano, foram repassadas 15 bolsas. Devido à falta de distribuição por fluxo contínuo, as bolsas excedentes retornaram para o Governo Federal. A pró-reitora de Assistência Estudantil, Gisele Guimarães, afirma que o movimento atual está concentrado na busca por um quantitativo maior de bolsas, além de&nbsp; conquistar uma autonomia das instituições no cadastro e na distribuição do auxílio.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Como forma de resistir à evasão, os estudantes indígenas da UFSM se organizam em coletivos para discutir suas lutas e interesses. Daniel comenta que, para conquistar um espaço acadêmico preparado para atender as demandas de todos, é preciso focar em dois eixos principais: a escuta institucional e a resistência universitária.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:separator {"className":"is-style-dots"} -->
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong>Reportagem: </strong><em>Vitória Sarturi</em><br><strong>Contato:</strong> <em><a href="mailto:%76i%74%6fr%69%61s%61r%74%75%72i@%67%6d%61il.%63o%6d">vitoriasarturi@gmail.com</a></em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>ENSINO DE LIBRAS NA UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2023/07/26/ensino-de-libras-na-ufsm</link>
				<pubDate>Wed, 26 Jul 2023 12:00:11 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[28ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed28]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino]]></category>
		<category><![CDATA[inclusão]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[libras]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3829</guid>
						<description><![CDATA[A inconstância do aprendizado dificulta a consolidação da Língua Brasileira de Sinais]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"center","id":3830,"width":768,"height":511,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/1-6-1024x681.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de uma sala de aula com um grupo de pessoas sentadas em um semicírculo. Todas são mulheres. Em primeiro plano, as estudantes de costas estão sentadas em cadeiras pretas estofadas. Elas estão com as mãos levantadas e as palmas abertas, e praticam um sinal de Libras. A maioria tem pele branca e cabelos compridos em tons de castanho escuro, ruivo e loiro. Usam camisetas de manga curta nas cores preta, branca, creme, tie dye e florido. Em segundo plano, no centro do semicírculo, uma mulher em pé também está com as mãos levantadas. Ela sorri. Ela tem pele branca, tem cabelo preto, curto e liso; ela veste uma blusa preta e usa óculos. Atrás dela, quadro horizontal branco. Ao lado dela e na parte esquerda da imagem, uma mulher de pele branca sentada atrás de uma mesa bege com computador preto. Ela tem cabelo preto e liso, usa óculos e veste uma blusa branca. Atrás dela, tela de projeção de slides com uma imagem de canoa, sinal que o grupo está fazendo. Na extremidade esquerda da imagem, cortinas azuis. O fundo é uma parede branca." class="wp-image-3830" width="768" height="511" /><figcaption class="wp-element-caption">Aula de Libras da CAED com a professora Diéssica no Centro de Ciências Sociais e Humanas. | Foto: Júlia Almeida</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Desde a lei 10.436, a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) é reconhecida como meio legal de comunicação, e pelo decreto 5626, a disciplina de Libras é obrigatória nos cursos de Licenciatura e Fonoaudiologia. A recém-formada em História Licenciatura, Juliana Brisolla, cursou como disciplina obrigatória em seu último semestre da graduação, e relata que ainda não teve a oportunidade de praticar a língua. “Não lembro de tudo, só alguns sinais, e acho que conseguiria me comunicar muito pouco", afirma Juliana.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O ensino de Libras na UFSM é oferecido em duas modalidades - disciplinas obrigatórias e complementares. Em média, mil estudantes por ano passam pelas disciplinas de Libras. Porém, um dos fatores que dificultam o ensino é a falta de continuidade no aprendizado. Os alunos surdos ainda enfrentam uma barreira para se comunicar com os alunos ouvintes e demais profissionais.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A UFSM também realiza cursos de Libras por meio da Coordenadoria de Ações Educacionais (CAED), e de disciplinas complementares dos cursos de graduação, as DCGs. A professora do Departamento de Educação Especial da UFSM, Mônica Zavacki - que atualmente ministra aulas de Libras para os cursos de Educação Especial e para o Programa Especial de Graduação (PEG) - explica que a inclusão da disciplina como obrigatória é um avanço. “Os surdos estão no mundo assim como qualquer outra pessoa, então eles devem ter o seu direito linguístico assegurado”, complementa Mônica.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A docente do Departamento de Educação Especial da UFSM, Carilissa Dall’Alba comenta as dificuldades em ministrar aulas de Libras. “Os ouvintes acabam aprendendo Libras já adultos, o que é diferente da aprendizagem das crianças, que, quando aprendem pequenas, têm muito mais facilidade”, afirma Carilissa. Além disso, a professora, que é surda, também menciona o capacitismo presente nas disciplinas: "Precisa de um processo até se adaptar e entender como se relacionar, porque em geral, esses estudantes nunca nem viram uma professora surda fora daqui”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As DCG’s têm duração de um semestre, e a falta de prática e contato com pessoas surdas faz com que os discentes esqueçam o que foi ensinado. Segundo a chefe do Departamento de Educação Especial, Liane Camatti, o ensino vai além da comunicação. “A gente sempre tenta ensinar também o que é a língua, quem é o surdo, quais as diferenças culturais e linguísticas, como funciona os processos de desenvolvimento de uma criança surda”, destaca Liane. De acordo com ela, com essa maneira de ensino, os estudantes conseguem ter processos mais humanizados no contato com alunos surdos.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Sobre os intérpretes, Liane comenta que, como o cargo foi extinto em 2019, há uma dificuldade de repor quando profissionais saem da universidade. “Não tem mais como fazer contratação ou concurso para intérprete, então a gente precisa urgentemente que essa legislação seja revogada”, declara Liane. A professora também explica que, atualmente, não há falta de intérpretes, mas que a situação pode mudar caso o número de alunos surdos aumente.“É muito cansativo ficar interpretando durante duas horas direto sozinha, então a cada 20 minutos as intérpretes fazem revezamento, por isso sempre precisa de duas juntas”, ela explica.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O ensino de Libras também é importante para a interação dos acadêmicos surdos que estão na Universidade, como ressalta a intérprete de Libras da CAED, Diéssica Zacarias Vargas. “O ideal é que essa língua fosse ensinada nas escolas, inclusive para as crianças, [assim] nós teríamos surdos que se comunicam com todas as pessoas sem dificuldade”, afirma Diéssica.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A professora Liane também considera a visibilidade que as aulas de Libras proporcionam, um dos principais benefícios: “Começa a dar mais valorização e visibiliza uma língua que há 15, 20 anos atrás, não circulava, era invisível. E isso diminui aquele choque que as pessoas tinham diante da língua e dos surdos, por conta daquela falta de informações. A lei tem 21 anos apenas, mas a história dos surdos e da educação de surdos tem muito mais do que isso”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:separator {"className":"is-style-dots"} -->
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong>Reportagem: </strong><em>Giulia Maffi e Júlia Almeida</em><br><strong>Contato:</strong><em><a href="mailto:%67%69%75%6ci%61%6d%61%66%66%69%30%38@%67%6d%61%69%6c%2ec%6fm">giuliamaffi08@gmail.com</a> / <a href="mailto:ju%6c%69%61%61%6c%6d%65%69%64are%63h%69a@g%6dai%6c%2e%63%6fm">juliaalmeidarechia@gmail.com</a></em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>MORCEGOS AMPLIAM AMEAÇA DA LEPTOSPIROSE</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2023/07/24/morcegos-ampliam-ameaca-da-leptospirose</link>
				<pubDate>Mon, 24 Jul 2023 12:00:50 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[28ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed28]]></category>
		<category><![CDATA[higiene]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[leptospirose]]></category>
		<category><![CDATA[morcegos]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3834</guid>
						<description><![CDATA[Transmitida através da urina, a bactéria pode ser letal para o humano]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"center","id":3835,"width":768,"height":512,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/20230426130512_IMG_6979-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de um morcego morto em cima de lajotas marrom avermelhadas, separadas por rejuntes na cor cinza. O morcego é preto e está com as asas abertas e rígidas. Algumas partes do corpo do morcego  estão desfiguradas. Na lajota, há algumas manchas de tinta branca e pedaços de tinta creme secos. Ao fundo, a  base de metal da janela em cor cinza." class="wp-image-3835" width="768" height="512" /><figcaption class="wp-element-caption">De acordo com a Dra. Ana Eucares Von Laer, a doença transmitida por morcegos que mais preocupa na UFSM é a leptospirose | Foto: Gabriel Barros</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Tradicionalmente associada aos ratos, a leptospirose é uma doença preocupante em todo o Brasil, devido a sua alta taxa de letalidade. Porém, segundo a pesquisa publicada como dissertação de Mestrado da doutoranda em Medicina Veterinária, Bruna Carolina Ulsenheimer, indica os morcegos como mais um possível transmissor da bactéria. Entre novembro de 2022 e fevereiro de 2023 -&nbsp; período de alta nas contaminações devido à maior incidência de chuvas -&nbsp; 564 casos da doença foram confirmados no Brasil. <a href="http://www.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica/areas-de-vigilancia/doencas-de-transmissao-por-vetores-e-zoonoses/doc/lepto/alerta_epidemiologicoms_lepto_inundacoes.pdf">Destes, 10,28% foram no Rio Grande do Sul, de acordo com a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde</a>. Com a de que não somente os ratos, mas também os morcegos servem como reservatório para a bactéria, a preocupação chega na UFSM, onde os estudantes convivem diariamente com esses animais nos prédios.</p>
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<p>Quem caminha pelos corredores da Universidade, ainda mais nos edifícios antigos, com facilidade percebe a presença de morcegos e das fezes que eles deixam. Quando fala-se sobre o medo de contrair alguma doença destes animais, o imaginário popular tem a raiva como principal preocupação. Porém, de acordo com a coordenadora do Laboratório de Diagnóstico de Leptospirose (LABLEPTO), Dra. Ana Eucares Von Laer, a doença transmitida por morcegos que mais preocupa na UFSM é a leptospirose.</p>
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<p>Para Ana, a raiva é uma doença preocupante, mas só pode ser transmitida por espécies que sealimentam de sangue e pequenos insetos, o que não é o caso dos encontrados na Universidade. Segundo ela, a maior parte das variedades identificadas no Campus comem apenas frutas, por issonão são transmissores da raiva, mas podem ser vetores para a leptospira.</p>
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<p>Por meio dos excrementos deixados pelos morcegos, a bactéria pode infectar humanos. Como informa Bruna, a bactéria pode se instalar nos rins das espécies frugívoras, ser eliminada pela urina e transmitir a leptospira. A pesquisadoraainda destaca que existem riscos de outras doenças incubadas em animais que dividem espaço com humanos, se tornarem zoonoses. “Ainda vamos passar não apenas por uma, mas porvárias epidemias capazes de evoluir para pandemias" alerta.&nbsp;</p>
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<p>Segundo Bruna: “Estes microrganismos podem estar somenteem uma espécie, mas tem potencial desofrer mutações e contaminar pessoas que tenham contato com essas colônias [de animais]”. Para a doutoranda, vírus e bactérias novospodem agir de maneiras desconhecidas no organismo, já que o corpo ainda não tem defesas naturais - os anticorpos, que são criados pelo sistema imunológico a partir do contato com agentes patológicos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<p>A mestranda em Medicina Veterinária e integrante do LabLepto, Taynara Dias Lansarin, pontua que os centros urbanos cresceram de forma exponencial e desorganizada. “As cidades se estabelecem nos habitats naturais dos morcegos, aumentando o contato humano com essas espécies e com os microrganismos que elas carregam”, explica Taynara. Segundo o Ministério da Saúde, a leptospirose tem letalidade média de 9%, podendo chegar a 40% em casos graves.</p>
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<p>Em caso de suspeita de infecção por leptospirose, um médico deve ser procurado para evitar que a doença evolua para sua fase tardia e mais grave. Os sintomas são: febre, dor muscular nas panturrilhas, dor de cabeça, náuseas e falta de apetite. O tratamento deve ser iniciado logo após a suspeita da infecção, com o uso de antibióticos, que tem sua maior eficácia na primeira semana de sintomas. Em caso de agravamento, a hospitalização deve ser imediata para amenizar o risco de morte.</p>
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<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><strong>A casa é dos estudantes, as janelas dos morcegos</strong></h4>
<!-- /wp:heading -->

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<p>Na Casa do Estudante Universitário (CEU), o convívio com morcegos é constante, e, em algumas situações, seus dejetos interferem diretamente no bem-estar dos moradores. Como conta um dos milhares de estudantes que residem no local, “A convivência é bastante complicada. Todos os apartamentos tem uma caixa que protege a persiana, onde os morcegos se alojam e defecam na janela. A única manutenção é feita pelos moradores".</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo a Pró-reitoria de infraestrutura, ninguém pode manejar o material sem uso de Equipamento de proteção individual (EPIs), no entanto, o morador destaca que não há nenhuma manutenção ou limpeza por parte da instituição, com esses resíduos sendo retirados somente quando a iniciativa é tomada por quem reside no apartamento.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A Proinfra acrescenta que realizou um estudo em 2022, buscando saber qual a situação no Campus, em quais prédios os morcegos têm aparecido, horário que saem para se alimentar, etc. Com o resultado, foi elaborada uma dispensa de licitação para limpeza e vedação das juntas de dilatação da Reitoria, que aconteceu em 2023.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em relação aos demais prédios que enfrentam o problema, a Pró-reitoria de infraestrutura afirma que está preparando uma nova licitação para enviar ao Departamento de Material e Patrimônio (DEMAPA). Esse serviço exige o acompanhamento de um responsável técnico, já que os morcegos são protegidos por lei, sendo proibida a captura sem autorização do Órgão Ambiental. A norma também estipula um período de retirada entre março e setembro, fora do período de amamentação dos filhotes.</p>
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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
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<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong>Reportagem:</strong> <em>Gabriel Barros e Rafael Rintzel</em><br><strong>Contato:</strong> <em><a href="mailto:barrosgabrieltm@gmail.com">barrosgabrieltm@gmail.com</a> / <a href="mailto:rafel_rintzel@hotmail.com">rafel_rintzel@hotmail.com</a></em>&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>SANTA MARIA EM MOVIMENTO</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2023/07/24/santa-maria-em-movimento</link>
				<pubDate>Mon, 24 Jul 2023 12:00:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[28ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed28]]></category>
		<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3819</guid>
						<description><![CDATA[Projeto da UFSM incentiva saúde e bem-estar]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"center","id":3821,"width":545,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/Revista-UFSM-edited.png" alt="Colagem de oito fotografias coloridas e em tons de azul e cinza de pessoas que praticam atividade física. A colagem tem o formato de diamante, e, juntas, as fotografias formam o desenho de uma seta que aponta para baixo. Quatro fotos estão posicionadas do centro para a esquerda em posição horizontal. Elas se referem a atividades relacionadas a pilates de solo. Outras quatro fotos estão do centro para a direita da foto, e se referem a atividades da fibromialgia. No centro esquerdo, na primeira foto, um grupo de mulheres com faixa etária a partir de 40 anos, de pele branca e cabelos castanhos e uma com o cabelo avermelhado; elas vestem leggings e camisetas e estão sobre um tatame amarelo e azul, com um joelho no solo e a outra perna esticada à frente do corpo. os braços estão esticados e inclinados em direção à perna alongada. Abaixo, mais uma foto desse grupo, em que estão as mesmas seis mulheres; elas estão com as pernas cruzadas e as mãos sobre os joelhos e a coluna reta; as expressões faciais são de concentração. Ao lado, fotografia em que, no primeiro plano, estão braços e mãos esticados; no segundo plano, uma senhora com a cabeça virada para a esquerda e olhar para a frente da fotografia; ela veste manga longa rosa, tem pele branca e  seu cabelo é curto, na altura da orelha; ela também está de braços esticados à frente do corpo. A última foto dessa sequência do lado esquerdo está na parte inferior da imagem. Nela, uma mulher na faixa etária dos 40 anos e expressão facial concentrada está sentada com as pernas dobradas à esquerda de seu corpo; ela está de perfil, tem pele branca, cabelos pretos com alguns fios grisalhos, lisos e presos em um coque; ela veste roupas pretas e está descalça; a imagem está recortada em volta da personagem, e a cabeça se sobrepõe sobre as imagens de cima, além das mãos, apoiadas no joelho, que ultrapassam a borda inferior da fotografia. Já a parte direita da colagem é formada por quatro fotos com tons de azul piscina. São fotografias de pessoas com roupas de natação em tons de preto e azul marinho, e que estão dentro de uma piscina grande. Esta  A primeira fotografia, no canto superior, tem um grupo de mulheres brancas com faixa etária de 40 anos; elas vestem maiô e touca de silicone; estão espalhadas na piscina , de frente, em fileiras bagunçadas. Abaixo, foto do mesmo grupo de mulheres em um semicírculo, cada uma com esponjas espaguetes nas cores amarelo, salmão e azul; elas estão de perfil; uma delas, em primeiro plano, olha para o lado esquerdo da fotografia e sorri. Ao lado, fotografia em primeiro plano da mulher que sorri na foto anterior; ela está de frente e com o rosto virado para a direita da imagem; ela segura uma pequena bola de plástico vermelho. Abaixo, a última foto, em que há outra mulher na piscina, em primeiro plano; ela está de frente e sorri amplamente; tem pele branca, olhos e sobrancelhas escuras, e está com os braços esticados para frente, embaixo d’água. A cabeça dela ultrapassa as bordas superiores da imagem e se sobrepõe sobre a foto acima. O fundo é transparente." class="wp-image-3821" width="545" /><figcaption class="wp-element-caption">Pessoas realizando duas das atividades oferecidas pelo Projeto Pró Saúde, Pilates e Fibromialgia | Foto: Gabriel Barros e Vitória Sarturi</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em um ambiente acolhedor, de troca de ideias, música e risos, o projeto Pró-Saúde oferece atividades físicas para toda a comunidade santa-mariense. Acompanhadas por acadêmicos e profissionais das áreas da saúde, os encontros vão além de simples visitas periódicas ao proporcionar momentos de amizade, descontração e auxílio em tratamentos de dores musculares.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Localizado no Centro Desportivo Municipal (CDM) - conhecido como Farrezão -, o Pró-Saúde tem como objetivo principal promover saúde e qualidade de vida de forma gratuita. Após firmar parceria com a Prefeitura Municipal,&nbsp; deu início às suas atividades, em 2018. Idealizado pela professora de Educação Física da UFSM, Luciane Sanchotene, o projeto de ensino, pesquisa e extensão do Núcleo de Estudos em Medidas e Avaliação dos Exercícios Físicos e Saúde (Nemaefs) da UFSM conecta a vida universitária e a comunidade. A estudante de Fisioterapia, Djenifer Rodrigues, responsável por quatro turmas de pilates do projeto, afirma que levar o conhecimento aprendido em sala de aula para a comunidade é uma das qualidades mais interessantes. Para quem está em formação a iniciativa serve como laboratório de ensino. A acadêmica do 5º semestre de Educação Física, Camile Baldoni, é voluntária e se sente beneficiada pelo projeto: “Eu cresci muito além de profissionalmente, cresci humanamente”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O Pró-Saúde tem uma equipe interdisciplinar e multiprofissional formada por acadêmicos das áreas de Educação Física, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Nutrição, Medicina e Psicologia, e beneficia cerca de 2400 pessoas. O projeto oferece 13 modalidades e tem como particularidade atividades específicas para pessoas com doenças crônicas não transmissíveis. Dessa forma, desempenha um papel importante na promoção da saúde. A prática regular de atividades físicas, recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), oferece benefícios significativos na prevenção e tratamento dessas doenças. No entanto, de acordo com a OMS, 23% dos adultos não atingem as recomendações mínimas durante a semana.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Antes de iniciar as aulas, os participantes passam por uma avaliação física, antropométrica, neuromuscular e comportamental. São analisados fatores como nível de estresse, percepção subjetiva da dor, resistência muscular e flexibilidade. Essas informações servem para prescrever os melhores exercícios e antecipar possíveis riscos e doenças crônicas.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Fibromialgia e gestantes</strong></h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Um diferencial do projeto são as atividades voltadas para pessoas com fibromialgia, síndrome que afeta a musculatura e causa dor intensa,&nbsp; rigidez muscular e depressão. Após a abertura de turmas para pessoas com doenças reumáticas (condições que acometem o sistema locomotor), houve grande procura por atividades específicas para fibromiálgicos. Com o intuito de oferecer um tratamento adequado, o projeto implementou atividades terapêuticas aquáticas, especialmente desenvolvidas para atender às necessidades desses alunos. As aulas são orientadas pela professora e fisioterapeuta Ângela Zanella e têm como propósito o alívio dos sintomas, o fortalecimento da musculatura e a melhora do humor e do convívio social.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Essa teia de benefícios não para por aí. A professora comenta: “O paciente vai se sentir mais disposto, vai ter um melhor convívio familiar e isso vai impactar diretamente na rotina das famílias. A pessoa tende a ser mais produtiva”.&nbsp; Ângela ainda inclui a melhora dos sintomas depressivos, a redução do uso de medicamentos e, consequentemente, a menor dependência do SUS.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Outra particularidade do projeto é uma turma para gestantes de risco habitual - que não apresentam complicações que afetam a gravidez. As mulheres recebem informações sobre mudanças corporais, vias de parto, cuidados com o bebê, amamentação e sexualidade por meio de rodas de conversa. Nelas, acontecem trocas de experiências entre gestantes e profissionais da saúde, que constroem um ambiente acolhedor. “É muito gratificante saber que a gente participa desse momento tão especial da vida das mulheres”, comenta a fisioterapeuta e professora da turma, Melissa Braz. A prática regular de exercícios físicos durante a gravidez traz benefícios tanto para a mãe quanto para a criança. São realizadas atividades específicas para diminuir dores na região lombar,&nbsp; inchaço das pernas e braços, edemas e diástase. Também evitam o risco de desenvolvimento de pressão alta e diabetes gestacional.&nbsp;&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Expansão</strong></h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As atividades não ocorrem apenas no Farrezão. Com o objetivo de atender o maior número de pessoas,&nbsp; o Pró-Saúde também acontece no Ginásio Oreco, na Tancredo Neves, o Clube 21 de Abril, no Itararé e o Centro de Educação Física e Desporto (CEFD) da UFSM.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Com sete turmas, o pilates é o mais procurado. A cada aula, as atividades são direcionadas para uma área específica do corpo, sem deixar de trabalhar alongamento, mobilidade, força e respiração. Eneida Posser participa do grupo de pilates há um ano e meio e comenta como as aulas impactam diretamente na sua vida. “Mudou bastante minha postura, equilíbrio e flexibilidade”.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Diante da procura pela ginástica rítmica, ofertada apenas para crianças a partir de quatro anos, foram abertas três turmas. A modalidade faz parte do Pró-Saúde Kids, criado para oferecer momentos de diversão e lazer para os pequenos ao mesmo tempo em que promove uma série de benefícios para a saúde. Durante as aulas, são trabalhados o desenvolvimento motor e flexibilidade das crianças, além de estimular o aspecto social e psicológico que proporcionam confiança e troca de vivências.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong>Reportagem:</strong> <em>Maria Francisca de Mello, Mariana Rodrigues e Samara Debiasi</em><br><strong>Contato:</strong> <em><a href="mailto:m%61%72%69%61f%72%61nc%69%73%63a%6dello%32%34@%67ma%69l%2e%63%6fm">mariafranciscamello24@gmail.com</a> /  <a href="mailto:mariana.rodrigues@acad.ufsm.br">mariana.rodrigues@acad.ufsm.br</a> / <a href="mailto:%73a%6d%61ra%2e%64%65%62%69%61%73%69@%61cad.u%66%73%6d%2e%62%72">samara.debiasi@acad.ufsm.br</a></em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>SUSTENTABILIDADE PARA UM MUNDO MELHOR</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2023/07/22/sustentabilidade-para-um-mundo-melhor</link>
				<pubDate>Sat, 22 Jul 2023 12:00:44 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[28ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[ed28]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3811</guid>
						<description><![CDATA[Embalagem biodegradável, bioherbicida, e estudo sobre as abelhas sem ferrão são projetos da UFSM como alternativas para preservar o meio ambiente. ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>De acordo com o relatório de 2023 feito pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), há mais de 50% de chance da temperatura global atingir - ou ultrapassar - 1,5ºC até 2040. Além disso, a maior causa da crise climática é a utilização de combustíveis fósseis, junto ao carvão e ao carbono.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Assim, é de extrema importância que alternativas para as fontes poluentes sejam criadas. Exemplos disso podem ser vistos nos estudos desenvolvidos na UFSM, uma instituição com mais de 200 projetos que apresentam soluções sustentáveis por meio da pesquisa científica. Entre eles estão iniciativas que buscam substitutos para o plástico, como uma embalagem à base de colágeno e óleos essenciais, um herbicida que reduz o uso de agrotóxicos, e uma pesquisa sobre a meliponicultura - prática de criação das abelhas sem ferrão.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":3815,"width":768,"height":432,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/1-5-1024x576.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de uma mulher de pé em um laboratório. Ela sorri, tem pele branca, rosto redondo, olhos escuros e cabelos lisos, compridos e na cor loiro escuro. Usa óculos de grau com armação e veste jaleco branco sobre blusa florida. Ela segura uma embalagem amarela e transparente, um pedaço de carne vermelha crua embalado a vácuo Ela está atrás de uma bancada de mármore cinza, na parte inferior da foto, em que há materiais de laboratório, como dois béqueres com um líquido branco, um tubo de ensaio e três placas de petri com pó branco dentro, além de outras embalagens abertas. Ao fundo, armários de cor cinza e uma geladeira de cor preta." class="wp-image-3815" width="768" height="432" /><figcaption class="wp-element-caption">Suslin Raatz com a embalagem sustentável no laboratório do Centro de Ciências Rurais (CCR). | Foto: Júlia Almeida</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Embalagem Biodegradável</strong></h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Altamente prejudicial ao meio ambiente, o plástico representa 85% dos resíduos que chegam aos oceanos, segundo relatório da ONU de 2021. Será que podem existir alternativas menos poluentes que o plástico? O projeto da doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia dos Alimentos da UFSM, Suslin Raatz Thiel, apresenta uma embalagem biodegradável à base de colágeno e óleos essenciais. De maneira contagiante, ela contou como foi o processo e as dificuldades encontradas durante o desenvolvimento do produto, que em um mês se degrada no solo.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A ideia do uso de óleos essenciais surgiu da paixão da pesquisadora pelo material, ainda na graduação. Devido ao odor e sabor forte, esta substância se tornou inviável para utilização direta na alimentação. Desta forma, sua aplicação foi pensada em uma espécie de embalagem, que, somente após um ano de testes, chegou à formulação atual. Composta pelo uso de fibras de colágeno bovino - extraídos de pele, couro e ossos - misturado ao álcool polivinílico biodegradável, o produto é parecido com embalagens à vácuo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Foi realizado um teste qualitativo, em que esse material foi enterrado no solo, para ver quanto tempo demoraria para se degradar. “Em seis a nove dias, já começa a se degradar, em torno mais ou menos, de um mês ele já se degrada”, comenta Suslin. Além de resistente e biodegradável, pode aumentar a conservação dos alimentos. “É uma embalagem ativa, que tem atividade antimicrobiana e antioxidantes. Então ela pode também aumentar o tempo de vida da prateleira dos produtos”, explica a doutoranda.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O entusiasmo é aparente no olhar e nos gestos de Suslin, que expõe com orgulho a pesquisa que desenvolveu. Ela explica que todas as análises foram feitas na UFSM, e que é uma ideia inovadora dentro do departamento: “No início, a minha orientadora na época, ficou um pouco receosa de começar esse projeto. Porque nós não tínhamos uma estrutura, mas então eu consegui fazer umas análises ali no departamento de engenharia mecânica, na engenharia química, então foi acontecendo”. Suslin ainda destaca a importância da divulgação dessas pesquisas.“Eu acho que cria um sentimento nas pessoas de cuidar melhor do planeta, de que é possível. E principalmente que aqui, dentro das universidades públicas, se faz muita pesquisa de qualidade”, declara.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":3816,"width":768,"height":512,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/2-6-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de seis placas de petri com fungos dentro. Elas estão dispostas em duas fileiras. O fungo tem cor verde acinzentado e textura de bolor. As placas estão em uma geladeira de laboratório, que é branca e tem manchas amareladas nas extremidades." class="wp-image-3816" width="768" height="512" /><figcaption class="wp-element-caption">Fungos em geladeira do laboratório do Centro de Ciências Rurais (CCR) | Foto: Gabriel Barros</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Bioherbicida</strong></h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Um projeto feito na UFSM desenvolve o que pode ser o primeiro bioherbicida registrado do Brasil. A alternativa sustentável faz parte dos estudos do docente nos Programas de Pós-Graduação em Engenharia Química e Engenharia Agrícola da UFSM, Marcio Mazutti. O pesquisador explica que herbicidas são produtos químicos utilizados no controle de ervas daninhas e contém uma substância chamada glifosato, o qual muitas plantas estão se tornando resistentes.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo Marcio, a ideia é ter um substituto para o glifosato, e explica que essa é a área mais carente em relação ao desenvolvimento ecológico: “Existem produtos biofungicida, bioinseticida, bio organismos para fertilidade do solo, mas hoje não tem nenhum bioproduto para controle de plantas daninhas”. Ele também relata que, como o país tem uma agricultura tropical, o crescimento destas plantas é muito rápido, o que ocasiona o grande uso de agentes químicos para realizar o controle. Assim, o bioherbicida se apresenta como uma alternativa sustentável que pode evitar uma série de problemas, inclusive em relação à saúde pública. “Eu acho que tudo é um equilíbrio entre os dois. Se ele conseguir simplesmente reduzir a quantidade de produtos químicos que se utiliza na agricultura, já cumpriu com seu papel”, declara o docente.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em abril de 2023, o projeto fechou uma parceria com a empresa catarinense <em>Transfertech</em>, que contribui com um investimento financeiro de mais de R$ 680 mil e fará a interligação com outra firma para a comercialização do produto. “A <em>Transfertech </em>foi quem abraçou esse projeto e viu potencial nele. Então, a gente vai ter estrutura física para possibilitar a implantação de uma planta piloto de bioinsumos”, conta Marcio. O pesquisador ainda destaca a importância da Universidade para o desenvolvimento do projeto. ”A infraestrutura e as pessoas que estão vinculadas no desenvolvimento, desde os alunos de iniciação científica, alunos de mestrado, alunos de Doutorado, todo mundo teve uma participação, teve um uma contribuição no todo desse projeto”, relata o pesquisador.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><strong><strong>Meliponicultura</strong></strong></h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“Vamos conversar sobre abelhas?” Esse é o nome do projeto desenvolvido pela docente e doutora em Ciência e Tecnologia de Alimentos pela UFSM, Mari Silvia Rodrigues de Oliveira. A iniciativa foi idealizada com o professor de Agroecologia do Instituto Federal Sertão Pernambucano em Petrolina, Silver Jonas Alves Farfan. A pesquisa visa analisar as abelhas típicas de cada região, como a jataí, no Rio Grande do Sul, e a tiúba, encontrada na região nordestina.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ambas espécies têm características em comum: são da tribo Meliponini, que tem em torno de 250 a 300 espécies no Brasil, e tem ferrão atrofiado. Isso significa que ele não é usado para defesa, e as abelhas são mais dóceis comparadas a outra espécie. Mais uma diferença entre as duas é que as abelhas da tribo Meliponini preferem temperaturas mais amenas e produzem menos mel, porém com grande qualidade nutricional - menos açúcar e mais ácido. Assim, o projeto também faz um controle de qualidade físico-químico da produção.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A professora destaca que a ideia do projeto vai além da pesquisa científica e busca levar a prática e a importância da meliponicultura - criação das abelhas sem ferrão -, para as crianças e os agricultores. “A captura pode ser feita com material reciclável. É pet, jornal velho, coisas que não tem tanto valor agregado. Existe uma geração de renda, é uma forma de manter o homem no campo e é mais um atrativo”, afirma Mari Silvia. Ela também explica que esta forma de captura é permitida pelos órgãos de fiscalização e ajuda a perpetuar a espécie.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Entre 2021 e 2022 o projeto foi levado para as escolas dos nove municípios da Quarta Colônia com o objetivo de disseminar a meliponicultura entre os estudantes. A pesquisadora conta, com brilho nos olhos, a resposta positiva por parte das crianças durante as visitas. “Eles ficaram encantados, deslumbrados, e essa curiosidade é fantástica, né? Então eles vão servir de atores sociais, vão contar para a família, e aí a gente vai difundir esse conhecimento em relação às abelhas”, ela relata.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Mari Silvia ainda ressalta a importância da pesquisa para a Universidade e a comunidade ao ajudar a desenvolver a consciência ecológica, além da falta de disseminação da meliponicultura: “A gente tem muita pesquisa linda, que não chega na comunidade. E olha todas essas nossas viagens, quantas crianças a gente encantou e fomos encantados também por elas. Então eu acho que a gente tem que devolver mais para a sociedade”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":3817,"width":768,"height":512,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/4-4-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de uma mulher sentada atrás de uma mesa branca, em que há quatro frascos de vidro e uma caixa de madeira A mulher está com os braços escorados na mesa. Ela tem pele branca, olhos escuros, cabelo ondulado, preto e comprido. Sorri amplamente. Veste blusa verde e lisa. Usa óculos escuros no cabelo e brincos de pérolas em branco. Na frente dela, quatro potes de vidro enfileirados e com tampa quadriculada vermelha e branca, com mel dentro e uma etiqueta branca na frente. Ao lado dos potes, uma caixa de madeira grande com uma tampa de vidro e, na frente, uma abertura circular com um pano vazado amarrado em volta. O fundo é uma parede branca." class="wp-image-3817" width="768" height="512" /><figcaption class="wp-element-caption">Mari Silvia com potes de mel e a caixa das abelhas no Centro de Ciências Rurais (CCR) | Foto: Gabriel Barros</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong>Reportagem: </strong><em>Giulia Maffi e Júlia Almeida</em><br><strong>Contato:</strong> <em><a href="mailto:%67%69%75%6ci%61%6d%61%66%66%69%30%38@%67%6d%61%69%6c%2ec%6fm">giuliamaffi08@gmail.com</a> / <a href="mailto:ju%6c%69%61%61%6c%6d%65%69%64are%63h%69a@g%6dai%6c%2e%63%6fm">juliaalmeidarechia@gmail.com</a></em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>REAPROVEITAR COM CRIATIVIDADE</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2023/07/22/reaproveitar-com-criatividade</link>
				<pubDate>Sat, 22 Jul 2023 12:00:30 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[28ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[ed28]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[reaproveitamento]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3808</guid>
						<description><![CDATA[Iniciativas da UFSM reutilizam resíduos alimentares gerados dentro e fora do Campus]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"center","id":3841,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/FOTO-1-2-edited-1024x640.jpg" alt="Fotografia horizontal colorida de chocolates na cor creme e em formato de tartarugas, coelhos, jacaré e esfinge. Os chocolates são pequenos e estão enfileirados na horizontal. Atrás dos chocolates, três frascos de amostra marcados com medidas de volume. Dois desses frascos são do tamanho de copos. O primeiro tem chocolate branco em lascas e pedaços e o segundo tem chocolate branco triturado. O último pote é pequeno, do tamanho de uma rolha, e está preenchido com corante amarelo. O fundo é uma cartolina preta apoiada sobre uma mesa de granito." class="wp-image-3841" /><figcaption class="wp-element-caption">Amostras de chocolate produzidas em impressora 3D | Foto: Rafael Rintzel<br></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As sobras de comida que vão parar no aterro sanitário ou são descartadas de forma indevida na natureza representam um problema socioambiental que não pode ser ignorado. Todo ano, mais de 500 bilhões de dólares se perdem na forma de resíduos provenientes do consumo de alimentos, conforme publicação da <a href="https://www.mdpi.com/2304-8158/10/9/2163">revista Foods, de 2021.</a> Além do prejuízo financeiro, esse material jogado fora polui ecossistemas locais e contribui para emissão de gases do efeito estufa - principalmente por conta do chorume que se deposita no solo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O desperdício ao longo de toda a cadeia produtiva equivale a cerca de 930 milhões de toneladas de comida, <a href="https://www.oneplanetnetwork.org/knowledge-centre/resources/unep-food-waste-index-report">segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).</a> <a href="https://greenly.earth/en-us/blog/ecology-news/global-food-waste-in-2022">Isso representa 30% da produção global.</a> No ranking dos países que mais desperdiçam,<a href="https://mercadoeconsumo.com.br/26/01/2023/sustentabilidade/brasil-e-o-10o-pais-que-mais-desperdica-alimentos-no-mundo/"> o Brasil ocupa a 10° posição</a> e, sozinho, gera em torno de 46 milhões de toneladas de resíduos por ano. O&nbsp; professor do Departamento de Tecnologia e Ciência dos Alimentos da UFSM, Juliano Barin, explica que o ideal é evitar ao máximo o descarte inadequado. Para além disso, o pesquisador evidencia que os efeitos do descarte devem ser mitigados por meio de soluções inovadoras.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Desde 2022, ele coordena projeto de pesquisa focado na superciclagem de rejeitos orgânicos, em parceria com a doutoranda Angélica Kaufmann. O termo significa reaproveitar um resíduo e agregar valor ao material, como no caso das cascas de laranja coletadas no RU, que são usadas para confecção de chocolate. “Aquilo que, na melhor das hipóteses, viraria adubo, se transforma em ingrediente para produção de novos alimentos”, explica Angélica.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":3837,"width":768,"height":512,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/FOTO-2-1024x682.jpg" alt="Fotografia horizontal colorida de um homem e uma mulher em um laboratório, em pé em frente a uma impressora 3D cinza e preta.  O homem está no lado esquerdo da fotografia. Ele tem pele branca, cabelo castanho, liso e curto, além de barba rala grisalha. Veste uma jaqueta preta sobre blusa de tricot em tom grafite e calça jeans escura. Ele está apoiado no tampo de granito cinza. A mulher está à direita do homem, tem pele branca, cabelo loiro escuro, liso, comprido e preso em um rabo de cavalo. Ela sorri e veste um jaleco branco sobre blusa preta. Também está escorada no tampo de granito. Atrás deles, em cima de uma bancada de granito, está a impressora 3D, cinza e retangular, pouco maior do que uma cafeteira e em formato parecido. Ao lado da impressora, vários chocolates no formato de animais em cima de uma folha de papel branco. Os chocolates são pequenos, tem formato de esfinge, tartaruga, lagarto e coelho e tem diferentes tons de branco e creme. Ao fundo, a parede é uma divisória cinza com uma janela.
" class="wp-image-3837" width="768" height="512" /><figcaption class="wp-element-caption">Os pesquisadores Juliano Barin e Angélica Kaufmann no laboratório de pesquisa do prédio 44E | Foto: Rafael Rintzel</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O processo de superciclagem acontece por meio de uma impressora 3D, que cria&nbsp; chocolates no formato de animais: um coelho, uma tartaruga e até uma esfinge aos poucos são moldados pela máquina. Depois da impressão, Angélica guarda as figuras em potes de amostra. Cada figura tem um grau diferente de pureza, o que indica a quantidade de casca de laranja que foi utilizada na produção do chocolate.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":3838,"width":768,"height":583,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/FOTO-3-1024x777.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida da impressora 3D em plano fechado. A máquina tem base quadrada preta e, no centro, há um disco de papel branco em que está a base de uma tartaruga de chocolate branco. Sobre a tartaruga, cilindro prateado com uma espécie de agulha, que molda o chocolate. A impressora está sobre um tampo de granito cinza." class="wp-image-3838" width="768" height="583" /><figcaption class="wp-element-caption">&nbsp;Impressão 3D do chocolate | Foto: Rafael Rintzel</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O objetivo da pesquisa é demonstrar que a food waste - comida jogada fora - pode ser usada para melhorar tanto o sabor quanto a qualidade nutricional de um produto. Isso possibilitará a criação de redes de consumo ambientalmente sustentáveis e economicamente lucrativas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Inovar é o caminho</strong></h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A empresa <a href="https://oliveplus.com.br/">OlivePlus</a> tem como objetivo utilizar o bagaço de azeite de oliva para produzir suplementos alimentares e bioinsumos farmacêuticos. Esse é outro exemplo de superciclagem na UFSM. No mercado da olivicultura, a cada 100kg de azeitonas, apenas 20 litros são transformados em azeite e o restante, 80kg, são bagaço, segundo levantamento da empresa.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":3839,"width":768,"height":512,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/FOTO-4-1024x682.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida em plano fechado de mão de pele branca, que segura um pó marrom claro. A mão está em destaque no lado esquerdo da imagem. Na parte direita, abaixo e em desfoque, pote de amostra branco em formato de tigela com pasta esverdeada e um moedor no formato de um bastão. O fundo, desfocado, é uma bancada de granito cinza.
" class="wp-image-3839" width="768" height="512" /><figcaption class="wp-element-caption">Amostras de oliva | Foto: Rafael Rintzel</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A CEO da OlivePlus, Camila Monteiro, explica que a ideia do negócio surgiu durante o mestrado em Tecnologia dos Alimentos, quando ela percebeu que no Brasil não existia nenhuma iniciativa no setor. A startup nasceu na Incubadora Pulsar e iniciou suas atividades em março de 2022 como a primeira empresa do ramo de reaproveitamento de resíduos a operar na universidade. O material utilizado nas pesquisas vêm da indústria de azeite de Recanto Maestro. Por enquanto, a equipe atua no desenvolvimento de extratos alimentares e pretende iniciar estudos no campo farmacêutico. “Além de reaproveitar o resíduo, queremos trazer sustentabilidade e economia circular para a cadeia produtiva”, afirma Camila.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":3840,"width":701,"height":768,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/FOTO-5-935x1024.jpg" alt="Fotografia vertical e colorida de uma mulher parada atrás de uma bancada de granito cinza em que há materiais de laboratório. Ela tem pele branca, cabelo castanho em tom médio, levemente ondulado e com comprimento na altura do ombro. Ela sorri amplamente, veste jaleco branco sobre camiseta preta e usa colar dourado com pingente. Está com as mãos apoiadas na bancada. Em sua frente,  amostras da oliva em óleo e em pó sobre uma bancada de granito dentro de tubos de ensaio, um pote e tigelas. Ao fundo, outra bancada com tampo de granito cinza, armários marrons, janelas com moldura branca e cano cinza, com entradas de tomada.
" class="wp-image-3840" width="701" height="768" /><figcaption class="wp-element-caption">Camila Monteiro, CEO da OlivePlus. | Foto: Rafael Rintzel</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ela espera que a criação do novo Parque Tecnológico da UFSM auxilie no projeto. O Parque vai sediar o primeiro Laboratório-Oficina voltado para a área de Tecnologia dos Alimentos no Brasil. “A UFSM vai ser uma espécie de cobaia para o resto do país”, brinca Juliano. Ele está empolgado com a ideia de um novo centro de pesquisa que ajude no desenvolvimento de projetos focados na sustentabilidade. Não se trata apenas de pesquisar uma ideia ou de criar um negócio, mas de pensar soluções para o cenário atual. “O alimento é uma pauta de ativismo”, conclui o professor.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong>Reportagem:</strong> <em>Luanna Karoline e Rafael Reis</em><br><strong>Contato:</strong> <em><a href="mailto:ka%72%6f%6c%69%6ee%2e%6d%6f%72%61%65s@%61%63ad%2e%75%66s%6d.br">karoline.moraes@acad.ufsm.br</a> / <a href="mailto:r%74rd%61%7aev%65%64%6f@%67%6d%61%69%6c.c%6f%6d">rtrdazevedo@gmail.com</a></em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>TECNOLOGIA IMPULSIONA PESQUISAS NA UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2023/07/20/tecnologia-impulsiona-pesquisas-na-ufsm</link>
				<pubDate>Thu, 20 Jul 2023 12:00:53 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[28ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[ed28]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3810</guid>
						<description><![CDATA[Estudos científicos buscam diagnóstico preciso de doença vascular crônica e soluções sustentáveis na agricultura. ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"center","id":3833,"width":768,"height":512,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/IMG_7555-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de um protoboard com arduíno e fios nas cores vermelho, amarelo, azul, branco, verde e preto. O equipamento tem uma base fina e retangular. A camada de baixo é branca, a segunda, mais fina e em metal, é azul marinho, e a terceira é composta por blocos retangulares brancos com micro furos. Na terceira camada, os fios estão conectados. São vários fios, conectados em diferentes partes, e eles estão enrolados. Nas duas primeiras camadas, há informações textuais em letras pequenas, mas não são possíveis de serem lidas. A peça está sobre uma mesa branca." class="wp-image-3833" width="768" height="512" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Protoboard </em>com arduíno dos laboratórios do Centro de Tecnologia | Foto: Vitória Sarturi</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A Universidade é reconhecida por sua pesquisa científica e seu compromisso com a excelência acadêmica. Segundo a Folha de São Paulo, a UFSM se encontra na 18º posição do <em>ranking </em>de Melhores Universidades do país na categoria de Pesquisa Científica. No Portal de Projetos, há cerca de 30 mil pesquisas. Destas, mais de 20 mil estão&nbsp; publicadas e outras quatro mil estão em andamento em áreas&nbsp; como saúde, educação, humanas, engenharia e agricultura.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A maioria das pesquisas faz uso da tecnologia, como o estudo orientado pelo docente do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas, José Antonio Mainardi de Carvalho. O projeto trata de uma condição vascular crônica, o lipedema - doença que ganhou notoriedade na comunidade científica e ocorre majoritariamente em mulheres que estão nos períodos de mudança de fase hormonal. Entre os&nbsp; sintomas estão o surgimento de hematomas com frequência e sem explicação, dor e sensibilidade ao toque, sensação de inchaço, aumento de volume e alterações estéticas significativas nos membros atingidos.&nbsp;&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Existem, porém, dificuldades para chegar ao diagnóstico, uma vez que o lipedema pode ser confundido ou associado a outras condições como obesidade, linfedema e varizes. Com isso, há necessidade de estabelecer um diagnóstico mais preciso da doença. Segundo Michelle Kaefer, doutoranda responsável pela execução da investigação, existe um duplo papel na pesquisa. “Um deles é o desenvolvimento do biomarcador, mas ao mesmo tempo trazer conscientização para uma doença que estava até pouco tempo negligenciada”, explica Michelle.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Outro projeto em andamento na UFSM é o ‘Internet das coisas - IOT aplicada ao uso sustentável da água’. Coordenado pelo professor do Departamento de Eletrônica e Computação, Samuel Tumelero Valduga, ele visa diminuir o uso de água na irrigação de plantações de arroz, além de otimizar o tempo gasto nesse processo.&nbsp;&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As alunas do terceiro semestre de Engenharia de Telecomunicações, Mariana Pansonato Gomes e Aurea Elizabete Silva Falqueto, explicam que o ciclo do arroz é de 120 dias, em que a plantação tem que ficar 100% irrigada. As quadras de arroz são desniveladas e ocupam vários hectares. Isso dificulta o trabalho dos agricultores, que precisam verificar o nível da água de cada uma, processo que costuma durar cerca de seis dias.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Mariana afirma que, com o sistema IOT, pretende-se colocar um sensor nas comportas de água que ficam entre as quadras de plantação. O dispositivo terá capacidade de abri-las e fechá-las, além de&nbsp; medir o nível da água. Cada sensor será controlado por um microcontrolador, o MCU ESP8266, que faz a leitura dos dados e enviará para o LORA ESP32, uma placa que se comunica via <em>wi-fi</em>. Ela, por sua vez, vai receber a informação dos sensores e enviar para a placa central, que também será LORA. A central vai reunir os dados e mandar para o aplicativo, que será disponibilizado ao fazendeiro. Com o aplicativo, será possível controlar as comportas e regular o nível de água mecanicamente.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Samuel explica que esse sistema contribui para a sustentabilidade ao permitir uma facilidade no controle da quantidade de água. Além disso, otimiza e facilita o trabalho dos agricultores. Por fim, acrescenta: “o projeto tem um cronograma de quatro meses e nosso objetivo final é obter um protótipo ou maquete funcional, criado por uma impressora 3D”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:separator {"className":"is-style-dots"} -->
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong>Reportagem:</strong> <em>Gabriela de Almeida e Maria Fernanda Dias</em><br><strong>Contato:</strong> <em><a href="mailto:%67%61b%72%69%65%6ca%64%65%61l%6d%65i%64%61%320%31%30@gma%69%6c.%63%6fm">gabrieladealmeida2010@gmail.com</a> / <a href="mailto:%6da%72i%61%66e%72%6e%61%6ed%61%320%30%31%2e%6d%66m@g%6dail.%63%6f%6d">mariafernanda2001.mfm@gmail.com</a></em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A TRANSFORMAÇÃO DA CIÊNCIA PELA TECNOLOGIA</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2023/07/20/a-transformacao-da-ciencia-pela-tecnologia</link>
				<pubDate>Thu, 20 Jul 2023 12:00:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[28ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[ed28]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3805</guid>
						<description><![CDATA[Professor  aborda os benefícios e desafios éticos presentes no uso desses mecanismos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"center","id":3807,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/Maria-Fernanda-Dias-Entrevista-1-1-1024x683.jpg" alt="Fotografia retangular e colorida de homem branco de meia-idade, que está de perfil. Ele tem barba, bigode e cabelos em transição do preto ao grisalho, tem nariz pontudo e olhos castanhos. Ele veste uma camisa jeans fina e azul em um tom médio. Usa óculos de grau em armação redonda. Está com expressão facial séria e olha para o lado direito da imagem. Atrás dele, uma estante com dois analisadores de espectros de cor branca em formato retangular. Ao fundo, uma parede com tomadas dispostas na horizontal para que os aparelhos sejam conectados." class="wp-image-3807" /><figcaption class="wp-element-caption">Professor André Luiz Aita | Foto: Vitória Sarturi</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Docente da UFSM há mais de 20 anos, André Luiz Aita tem graduação em Engenharia Elétrica e mestrado em Ciências da Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), doutorado pela <em>Delft University of Technology (Delft)</em>, na Holanda, e hoje é docente do Programa de Pós-Graduação de Ciências da Computação na UFSM.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Com experiência na área de ciência da computação, Aita explora as possibilidades transformadoras proporcionadas e discute os desafios éticos e de privacidade associados ao seu uso. Em entrevista para a .TXT, ele compartilha sua visão sobre as responsabilidades dos desenvolvedores em garantir o uso ético e responsável das inovações.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>.TXT: Como a ciência da computação ajuda a resolver problemas complexos que antes eram considerados insolúveis?</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>André: </strong>Não eram insolúveis. A solução que ainda não era conhecida. Por exemplo, a matemática, às vezes, tem problemas insolúveis talvez porque ainda não se tenha descoberto a solução. A computação trabalha com programação, que necessita de processadores, de computadores, para que o algoritmo e o programa rode. E a tecnologia, nos últimos anos, vem evoluindo de tal forma que esses processadores e esses computadores evoluíram muito. Então, aquelas tarefas que a princípio eram insolúveis porque consumiam muito tempo, hoje conseguimos fazer talvez em um dia ou em uma hora.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>.TXT: Você acredita que existam desvantagens no uso excessivo da tecnologia na pesquisa?</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>André: </strong>Todo excesso é prejudicial e não só nessa área. Então nós temos que saber dosar. Eu diria assim: excessos são prejudiciais. A resposta é simples e não está associada à tecnologia. Se você toma a tecnologia e a usa em excesso, pode ter algum problema, algum revés em função desse uso demasiado.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>.TXT: Quais são os desafios éticos e de privacidade associados ao uso da tecnologia na pesquisa científica?</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>André: </strong>A tecnologia permite a fácil comunicação. Não é a tecnologia que resulta nessa suposta falta de privacidade. Nós observamos as pessoas se expondo a partir de uma ferramenta que existe, certo? Quantas fotos você e eu temos publicadas na internet hoje? E essas fotos não se apagam nunca mais. A ferramenta que você tem disponível é que te permite se expor. A tecnologia está disponível, mas é você que escolhe se vai querer se expor ou não.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>.TXT: Como os avanços em tecnologia afetam a forma como a ciência é aprendida?&nbsp;</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>André: </strong>Durante a pandemia percebemos um enorme avanço da tecnologia para ensino remoto e aprendizado. Antigamente, nós tínhamos uma única referência, que era a biblioteca, ou íamos ao professor, que era quem tinha o conhecimento. Hoje temos uma abundância de informações: não necessariamente são todas verdadeiras, mas há uma abundância delas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>.TXT: Quais são as responsabilidades dos desenvolvedores de tecnologia em garantir que suas inovações sejam utilizadas de forma ética e responsável?&nbsp;</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>André: </strong>O fabricante de uma faca é responsável por sua produção. Qual é a responsabilidade dele durante a fabricação da faca? Seria a mesma que aquele responsável pela tecnologia tem? Em outras palavras, qual será o uso que você dará a essa faca? No momento que se disponibiliza esse recurso, você sabe que permite que pessoas de má índole o utilizem. Que façam mau uso da tecnologia. De certa forma, têm responsabilidade. Às vezes, você constrói algo para o melhor uso e nem imagina que aquilo que produz terá um uso que não esperava. Normalmente projetamos coisas para que sejam bem utilizadas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:spacer {"height":"30px"} -->
<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong>Reportagem: </strong><em>Maria Fernanda Dias</em><br><strong>Contato:</strong> <em><a href="mailto:ma%72i%61f%65%72nand%612%30%301%2e%6df%6d@%67ma%69%6c.%63o%6d">mariafernanda2001.mfm@gmail.com</a></em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>INCLUSÃO NAS ONDAS DO RÁDIO</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2023/07/18/inclusao-nas-ondas-do-radio</link>
				<pubDate>Tue, 18 Jul 2023 12:00:20 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[28ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed28]]></category>
		<category><![CDATA[inclusão]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[rádios universitárias]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3741</guid>
						<description><![CDATA[“De Perto Ninguém é Normal” promove oficinas e apresentação de programa na Rádio Universidade para pacientes do CAPS]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>No ar desde 1998, “De Perto Ninguém é Normal” é um projeto para pessoas com transtornos ou sofrimento mental severo e persistente. A iniciativa é coordenada por profissionais da equipe técnica em saúde mental do <a href="https://www.santamaria.rs.gov.br/saude/266-servicos-de-atencao-psicossocial">Centro de Atenção Psicossocial Prado Veppo (CAPS)</a> e conta com cerca de 12 integrantes. As reuniões são quinzenais, intercaladas por gravações para o programa, transmitido às segundas-feiras, às 17h, na <a href="https://www.ufsm.br/orgaos-suplementares/radio">Rádio Universidade 800 AM</a>.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Dicas de saúde, receitas, recados, músicas, entrevistas e piadas compõem os quadros produzidos e apresentados pelos participantes. O rádio também é utilizado para discutir demandas de saúde mental, discursos contra o preconceito, luta antimanicomial e reivindicação de mobilização social para suas pautas. A principal solicitação dos participantes é a implementação de mais um CAPS em Santa Maria. A demanda surge devido à superlotação dos quatro centros da cidade e a enorme fila de espera.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em dias de gravação, o segundo andar da Casa da Comunicação da UFSM lota. Em meio às risadas e roteiros espalhados pelos corredores, os psicólogos tentam encaminhar as gravações no estúdio. Os participantes ocupam o tempo de espera de diversas formas: Tião conta piadas e Pedro distribui versículos aos colegas. Isso acontece enquanto outros gravam na sala ao lado. Todos querem contribuir e têm liberdade para isso: a criatividade é percebida em bordões como “Acorda povo de Santa Maria”, frase recorrente de Pedro durante as gravações.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Autonomia e saúde mental</strong></h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A doutora em Psicologia Social e coordenadora do projeto, Marcele Zucolotto, afirma que a iniciativa visa o acompanhamento da saúde mental com a substituição do modelo centrado no tratamento hospitalar. Para ela, é fundamental preservar a cidadania e os vínculos sociais dos pacientes com autonomia e integração social.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A coordenadora salienta a importância do projeto ao atender uma população historicamente marginalizada, estigmatizada e esquecida por políticas públicas. O projeto possibilita a construção e o fortalecimento de autonomia aos membros, bem como de maior participação e integração social como o programa veiculado na Rádio, desde os anos 90.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>&nbsp; A professora acredita que o veículo é um dispositivo de circulação da voz e expressão do coletivo. Para ela, o programa pode conscientizar a comunidade de Santa Maria: “Mobiliza e sensibiliza [a população] da importância de assuntos referentes à saúde mental e da importância do respeito e de inserção social dessa população”, afirma a coordenadora.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Um dos participantes mais antigos do “De Perto Ninguém é Normal”, Ronaldo Aguiar, relata a melhora na qualidade de vida, bem estar e na interação com outras pessoas em 28 anos no projeto. Ronaldo consumia mais de dez remédios e relata que passava os dias dormindo, dopado, não interagia e teve que encarar oito internações devido a surtos psicóticos. Atualmente, consome dois remédios e está há mais de 15 anos sem internações. “Graças a Deus me sinto muito bem”, assegura. O participante compreende a importância do trabalho que o CAPS realiza e recomenda o ambiente para quem passa por momentos de alto estresse mental.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:separator {"className":"is-style-dots"} -->
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Os atendimentos no CAPS Prado Veppo, para transtornos mentais graves, podem ser solicitados pelo telefone (55) 3174-1582.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"left","id":3742,"sizeSlug":"medium","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image alignleft size-medium"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/MARIANA-CAMARGO-COMUNIDADE-INCLUSAO-NAS-ONDAS-DA-RADIO-240x300.png" alt="Desenho vertical com bordas em grafite e fundo vazado de um homem em frente a um microfone de rádio. O homem é jovem e está de perfil. Ele tem cabelo curto e liso, é musculoso e está com expressão facial concentrada. Um dos braços está cruzado na altura do estômago e o outro está estendido. Ele veste uma camiseta com um broche de laço. O microfone está na altura do queixo e suspenso em uma estrutura de metal e tem a logomarca da Rádio Universidade 800AM. Seis ondas sonoras saem do microfone. O fundo é branco." class="wp-image-3742" /><figcaption class="wp-element-caption">Ilustração: Isabela Souza Jardim</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:quote {"align":"right"} -->
<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-right"><!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"></p>
<!-- /wp:paragraph --><cite><em>"</em><strong>Para a UFSM, é uma oportunidade de reconhecimento de uma população que&nbsp; historicamente sofreu estigmas e esteve à margem de políticas públicas e cuidados adequados”</strong><br>Marcelle Zucolotto, psicóloga social e coordenadora do "De Perto Ninguém é Normal" <br><br><br><strong>s”</strong></cite></blockquote>
<!-- /wp:quote -->

<!-- wp:spacer {"height":"10px"} -->
<div style="height:10px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong>Reportagem: </strong><em>Mariana Camargo</em><br><strong>Contato:</strong> <em><a href="mailto:%6d%61r%69hpc%61%6d%61%72%67%6f@g%6d%61il%2ec%6f%6d">camargo.mariana@acad.ufsm.br</a></em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>ESCOLA, LUGAR DE DIVERSIDADE</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2023/07/18/escola-lugar-de-diversidade</link>
				<pubDate>Tue, 18 Jul 2023 12:00:20 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[28ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[diversidade]]></category>
		<category><![CDATA[ed28]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3791</guid>
						<description><![CDATA[Projeto voltado à rede básica dialoga sobre pluralidade sexual e de gênero ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"center","id":3794,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/pg1601_page-0001-1024x726.jpg" alt="Descrição da Ilustração: Ilustração horizontal e nas cores do arco íris em tons pastéis. Na ilustração, uma sala de aula ampla. Em primeiro plano, sete estudantes, de costas, sentados em carteiras escolares. Todos vestem uniforme na cor verde acinzentada. Cinco dos estudantes estão com um dos braços levantados, e é possível ver que estes têm pele negra. Quatro estudantes têm cabelo preto, e os outros têm cabelo nas cores azul petróleo, amarelo limão e lilás. Três dos estudantes têm cabelo comprido, e os outros quatro têm cabelos curtos. As classes têm cor de goiaba. Em segundo plano, em pé, está a professora em frente a um quadro escolar. A professora está no lado esquerdo da imagem, tem pele parda, cabelos pretos, encaracolados e na altura do ombro. O rosto dela não tem olhos, nariz e boca. Ela veste blusa lilás em tom pastel e saia lápis em verde acinzentado. Está com um dos braços levantados. Atrás dela, um quadro escolar horizontal em tom de verde e moldura marrom. Acima do quadro, um ventilador preto na parede. No lado esquerdo da imagem e ao lado do quadro, armário de madeira marrom claro com uma televisão antiga em cima. No lado direito da imagem, na vertical, a bandeira da comunidade LGBTQIAPN+, com seis listras nas cores vermelho, laranja, amarelo, verde, azul e roxo. O fundo é uma parede rosa bebê." class="wp-image-3794" /><figcaption class="wp-element-caption">Representação de uma sala de aula, enquanto alunos prestam atenção e a bandeira LGBTQIAPN+ ao lado | Ilustração: Amanda Rodrigues</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em meio aos livros da biblioteca da Escola Estadual Professora Margarida Lopes, a docente Fabiana Bianchini conta como aborda a diversidade nas escolas. Este tópico é interesse de mais 127 professores que se preocupam em entender como trabalhar questões de gênero por meio do projeto<a href="https://portal.ufsm.br/projetos/publico/projetos/view.html?idProjeto=73155"> “Diversidade nas Escolas”</a>. O programa, que é desenvolvido na UFSM, busca capacitar docentes, coordenadores pedagógicos e discentes de graduação para um ensino inclusivo sobre diferentes identidades de gênero e de orientações sexuais. Falar sobre a temática tornou-se prioridade para Benhur, Bibiana, Carla, Luci e Carlos, que têm um objetivo em comum: desenvolver formas de tornar a escola inclusiva para todos os estudantes.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Com o assassinato das travestis Carol, Morgana, Mana, Verônica e Selena em cinco meses - entre 2019 e 2020, em Santa Maria -, os movimentos sociais reforçaram a discussão de pautas relacionadas à pluralidade sexual e de gênero e questões que levam à discriminação da população LGBTQIAPN+. Foi nesse contexto que se viu necessário a discussão da diversidade para além das políticas públicas, o que contempla as escolas. Em todo o Brasil, muitos jovens enfrentam a falta de segurança nas escolas: 73% de quem se declara LGBTQIAPN+ das escolas básicas relataram já terem sido agredidos verbalmente. É o que mostra a pesquisa realizada em 2016 pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais (ABGLT).</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para o professor do Departamento de Geociências da UFSM e coordenador do projeto, Benhur Pinós da Costa, unir a escola com as políticas que já eram desenvolvidas na cidade era sua prioridade. Ele tirou do papel o “Diversidade nas Escolas” atrelado ao Projeto de Lei 9091/2020, proposto pela vereadora Luci Duartes. “O projeto busca exclusivamente trabalhar o resgate do aluno e da aluna LGBTQIAPN+, para que eles não evadam das escolas”, explica Luci.Na sala da vereadora, há uma parede ocupada pela bandeira LGBTQIAPN+, símbolo da comunidade a que Luci Duartes pertence e defende. Sua atuação pode ser percebida desde os projetos na Câmara de Vereadores de Santa Maria até o ensino básico, em que é professora de Educação Física. “Quando eu era adolescente, muitas vezes tive vontade de desistir e abandonar os estudos pela minha condição sexual e pelo preconceito que eu sofria dentro das escolas”, afirma a vereadora. Experiências de preconceito por parte de professores e colegas motivaram Luci na criação do projeto de lei que ganhou vida com o projeto da UFSM.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Capacitar para acolher&nbsp;</strong></h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Desde 2009, incluir questões voltadas ao gênero e à diversidade fazem parte da trajetória acadêmica de Benhur. Agora, com as bolsistas Bibiana Irala Gomes e Carla Pizzuti Savian, busca estruturar a terceira edição do projeto para ampliar o alcance no país. Professores de diversas partes do Brasil já participaram das primeiras edições, que discutiram gênero nas escolas. Para&nbsp; Bibiana, a temática precisa ser priorizada pelos professores porque o debate é necessário no âmbito escolar de forma frequente.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A professora sempre esteve envolvida com os&nbsp; movimentos sociais, que a fizeram abrir o olhar para a diversidade. “Comecei a ver os depoimentos que mostram o quanto as pessoas sofrem discriminação desde o ensino fundamental. Por que não tem pessoas transsexuais nas escolas? Porque eles estão praticamente expulsos”, questiona Fabiana. Nas salas de aula não poderia ser diferente: a docente, que leciona há quase 30 anos, busca criar discussões com seus discentes sobre gênero e a comunidade LGBTQIAPN+. “A gente aproxima os estudantes com esses temas para desconstruir a naturalização do preconceito, do racismo e da discriminação - tudo isso que infelizmente faz o Brasil ser um dos países que mais matam pessoas LGBT”, comenta.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Apesar de uma boa recepção com a temática, Fabiana percebe o desconforto dos jovens. Ela ressalta que o debate nas salas de aula é necessário para criar discussões sobre o tema, além de provocar estudantes a pensar sobre diversidades. A preocupação de professores como Fabiana é evidente nas pesquisas que alertam a insegurança do ambiente escolar para pessoas LGBTQIAPN+. Assim, os docentes demonstram que estão preocupados com os futuros dos jovens.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:quote {"align":"center","style":{"typography":{"fontStyle":"normal","fontWeight":"400"}}} -->
<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center" style="font-style:normal;font-weight:400"><!-- wp:separator {"className":"is-style-dots"} -->
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
<!-- /wp:separator --><cite><strong>“Se é piada e causa dor nos outros, não é piada, é maldade mesmo”</strong><br>Fabiana Bianchini</cite></blockquote>
<!-- /wp:quote -->

<!-- wp:separator {"className":"is-style-dots"} -->
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O palestrante no projeto e doutorando em estudos sobre Geografia Queer, Carlos André Gayer Moreira destaca que nas escolas, a pauta LGBTQIAPN+ muitas vezes é silenciada pela falta de conhecimento dos professores. Ele analisa principalmente como os currículos dos cursos de licenciatura de cinco universidades federais do Rio Grande do Sul abordam a causa. “Por mais que se produza conhecimento dentro dessas temáticas na geografia, ele é produzido de uma maneira muito individual por alguns pesquisadores. Isso ainda não está permeando o currículo”, declara.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A aproximação entre universidade e escola ainda não é total, de acordo com os estudos produzidos por Carlos. Muitas das pautas relacionadas à temática da diversidade que circulam pelas instituições federais devem chegar aos espaços escolares de forma mais nítida para o professor. Para Carlos, as universidades têm o dever de dar assistência aos professores. “Normalmente nos espaços escolares há diversas carências e adversidades que só conseguiríamos de alguma maneira sanar ou minimizar as problemáticas se nós tivermos o apoio da Universidade”, enfatiza.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:separator {"className":"is-style-dots"} -->
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong>Reportagem:</strong> <em>Mariane Machado e Vinícius Maeda</em><br><strong>Contato:</strong> <em><a href="mailto:%6d%61%72%69a%6e%65%2emac%68ad%6f@a%63%61%64%2e%75%66sm%2e%62%72">mariane.machado@acad.ufsm.br</a> / <a href="mailto:%76%69n%69%63%69%75s%2ema%65%64%61@a%63%61%64.%75%66sm%2e%62%72">vinicius.maeda@acad.ufsm.br</a></em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>RAÍZES QUE CONTAM HISTÓRIAS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2023/07/13/raizes-que-contam-historias</link>
				<pubDate>Thu, 13 Jul 2023 12:00:37 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[28ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[ed28]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[polifeira]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3809</guid>
						<description><![CDATA[Para além das tendas da Polifeira do Agricultor, uma família de trabalhadores rurais encontra sustento e um futuro fértil por meio dos alimentos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"center","id":3822,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/polifeira-3-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida  de quatro pessoas de pele branca, em pé em frente a uma casa velha de madeira. São duas mulheres no centro, e dois homens, um em cada extremidade. Eles sorriem levemente. No lado esquerdo está o Senhor Darci, de pele clara, estatura média e com aproximadamente 60 anos. Ele veste uma camisa gola polo preta, uma calça jeans escura e usa um chapéu de palha. Ele está de mãos dadas com Dona Maria, que está ao seu lado. Ela tem pele clara, estatura média e com aproximadamente 60 anos. Tem cabelos brancos presos em rabo de cavalo. Ela veste uma camiseta preta com uma estampa da logo do “Feirão Colonial” e uma leggin preta. Ao seu lado, está Ana Paula, mulher de pele clara, com cabelo castanho escuro preso em rabo de cavalo, estatura média e com aproximadamente 30 anos. Ela veste camiseta e leggin pretas. Por último, ao seu lado, está Jefferson, um homem de pele clara, estatura alta, e com aproximadamente 30 anos. Ele usa um boné verde escuro, veste camiseta e bermuda pretas. Jefferson está com a mão esquerda no bolso da bermuda. Atrás deles, a casa de madeira, que é de cor branca envelhecida e tem telhado de zinco. Ao fundo da imagem e acima da casa, está o topo de algumas árvores em tons de verde e laranja. O chão é de terra." class="wp-image-3822" /><figcaption class="wp-element-caption">Família da tenda Silveira e Souza. Seu Darci, dona Maria, Ana Paula e Jeferson, respectivamente. | Foto: Gabriel Barros</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Uma casinha de madeira em meio a duas construções de tijolos, rodeada de galpões e uma vida inteira aos fundos: as plantações. Localizada no interior de Arroio Grande, distrito de Santa Maria, a família de produtores da tenda Silveira e Souza abre suas portas para a .TXT. Recepcionadas pela agricultora Maria Zorzella e sua família, acompanhamos um dia de preparação e colheita para a Polifeira do Agricultor.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Dona Maria e seus três cães nos levam para conhecer a plantação familiar. Atrás da casa de madeira, estendem-se mais de 30 variedades de árvores frutíferas, algumas vindas de fora do Rio Grande do Sul. Do açaí à seriguela, do urucum à laranja cidra, pés de cravo, mudas de mini-abacaxi, avelã.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Conforme avançamos, ouvimos o estalar das folhas no chão e o cantar dos pássaros. Borboletas voam ao nosso redor e os beija-flores trabalham na&nbsp; polinização das flores. A agricultora nos guia até a estufa de cactos e mostra com orgulho as diferentes espécies cultivadas - mais um diferencial dos comerciantes.&nbsp; Depois, seguimos em direção à horta para acompanhar a colheita das hortaliças e verduras. Couve, brócolis, alface, repolho e cenoura são alguns dos produtos que ainda estão na terra mas que, no dia seguinte, estariam na Avenida Roraima para serem vendidos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Enquanto seu filho Jeferson e seu esposo Darci colhem os alimentos, com um corte rápido e preciso na raiz, dona Maria nos conta da preocupação com o clima. Os períodos de seca dificultaram o crescimento do hortifrutti, ao mesmo tempo em que as chuvas intensas destruíram verduras e legumes. O coordenador da Polifeira do Agricultor, Gustavo Pinto, também falou sobre o problema que impede produtores de participar da feira: “Estamos com poucos feirantes porque vários não têm o que comercializar. Não tem água nem para beber na propriedade deles. Os açudes, os reservatórios de água, a maioria está seco”, lamenta.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Maria Zorzella Souza, agricultora há mais de 40 anos, participa da Polifeira desde a sua criação, em 2016. Foi convidada por André Raddatz, feirante que incentivou Gustavo a formar a feira. Desde então, ela e Darci fazem parte do projeto. Há um ano, seu filho Jeferson e a esposa Ana Paula também passaram a fazer parte da iniciativa. Devido às consequências da seca, somente Jeferson e Ana Paula têm ido vender os produtos na avenida Roraima e em frente ao planetário da UFSM.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Mão de obra familiar</strong></h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Todas as etapas, desde o plantio à colheita, somados aos produtos caseiros feitos por Ana Paula, são realizadas pela família. Eles prezam pela mão de obra familiar, uma das principais exigências da Polifeira. “A feira é para agricultores familiares, o público prioritário é esse. Eles podem vender de vizinhos, desde que seja da nossa região ou algum produto que não tenha por aqui, como o arroz orgânico”, comenta Gustavo.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Devido ao potencial de 30 mil pessoas que passam todos os dias pelo campus, a Polifeira inicialmente foi pensada como oportunidade de gerar renda para os produtores. Com o tempo, percebeu-se que também permite segurança alimentar para os consumidores em relação à origem do produto. Isso porque o projeto controla a rastreabilidade, quem e como produz. “A feira passa a ser voltada do agricultor para o consumidor. E, nos últimos anos, já vejo ela com papel de debater criticamente questões alimentares”, conclui o coordenador.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Sem agrotóxico</strong></h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A família Silveira e Souza trabalha com o conceito de alimento saudável. A preocupação é produzir mercadorias de qualidade que respeitem os processos naturais, sem uso de agrotóxicos. “É como o Darci diz: para saber o que come, é só o que a gente planta, porque nada tu vai comer sem agrotóxico. Não adianta, tudo que vem de fora, vem com agrotóxico”, observa Maria.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para Gustavo, colocar a questão alimentar em discussão no espaço universitário é uma oportunidade para entender os objetivos do desenvolvimento sustentável. Dessa forma, a Polifeira prova ser mais do que um simples comércio ao valorizar os princípios do alimento natural produzido pelo agricultor na região central do estado.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Conforme os últimos alimentos são recolhidos, Dona Maria fala sobre o apoio que os produtores recebem do projeto. Profissionais agrônomos e cursos são oferecidos para os feirantes. Para ela, todo esse conhecimento é uma das grandes vantagens da Polifeira.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Construção de raízes</strong></h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A colheita do dia dura cerca de uma hora. Seu Darci, com chapéu de palha, e Jeferson, de pés descalços e embarrados, começam a carregar os caixotes com as hortaliças até a caminhonete. Como a propriedade é extensa, não teria como carregar um a um até o galpão para serem higienizados. Seguimos o caminho de volta a pé com a agricultora. Durante o percurso, ela nos fala sobre outro benefício proporcionado pelo projeto: os vínculos criados com o público. “Tu pega amizade. As pessoas vêm direto onde a gente está. Então, é como eu digo sempre, é a convivência e saber como tratar as pessoas”, conta Dona Maria.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A Polifeira é a única fonte de renda da família. Dona Maria revela que os melhores dias de vendas são dentro da UFSM - em que o suco de laranja, os hortifrutis e o geladinho fazem sucesso. Além disso, são vendidos escondidinhos, crepes, pastéis e panquecas. Assim como eles, outras 30 famílias são beneficiadas pelo projeto. Desde 2018, já foram comercializados mais de R$ 2,5 milhões. “É muito dinheiro pensando numa feira dentro de um Campus Universitário”, afirma Gustavo, que se impressiona com os altos números.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><strong>“É brabo ser mulher”</strong>&nbsp;</h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Depois de retornarmos à frente da casa, nos acomodamos em cadeiras de praia sobre a grama verde. Nesse momento, tivemos a oportunidade de ouvir dona Maria e Ana Paula sobre as dificuldades de ser feirante. Ana Paula pontua os preconceitos em relação à sua idade. “Tem bastante discriminação, principalmente ali na Roraima. Como sou eu que faço os escondidinhos e as panquecas, sempre acham que é a mãe de Jefferson quem faz. Tipo, a Ana é nova, não sabe fazer... É brabo ser mulher”.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Outra situação que elas vivenciam é a queda do movimento durante as férias da Universidade. Nesse período, a Roraima se torna o principal ponto de vendas, onde não há energia elétrica para o uso de fritadeiras ou espremedores de frutas. Outro problema de infraestrutura é a necessidade de montagem e desmontagem dos gazebos em dia de feira. Por isso, uma das metas da coordenação da Polifeira é a construção de um lugar fixo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>No fim da conversa, fomos surpreendidas por Ana Paula com duas bandejas de um delicioso bolo de chocolate. O ambiente é preenchido pelo aroma, que ressalta o sentimento de afeto.&nbsp; Após muitos ensinamentos e risadas, em meio a um entardecer dourado e cercadas pela serenidade da natureza, encerramos nossa visita à propriedade. As duas mulheres compartilham conosco a importância deste lugar na vida delas. “É uma escolha nossa. Acredito que teria outras coisas melhores. Talvez sim, talvez não. Mas a qualidade de vida que a gente tem aqui é imensurável perto da qualidade de vida da cidade, sabe?", comenta Ana Paula. E dona Maria ressalta: "Não saio daqui por nada”.&nbsp;&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:gallery {"columns":2,"linkTo":"none"} -->
<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-2 is-cropped"><!-- wp:image {"id":3825,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/polifeira-1-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de dois homens em uma plantação de couve. Eles estão de perfil, agachados, um de frente para o outro. Tem faixas etárias distintas, e são pai e filho. Ambos têm pele branca e vestem camisetas pretas. Do lado esquerdo da imagem está o filho, homem jovem na faixa etária dos 30 anos. Tem cabelo preto e barba rala. Usa boné em tons de verde escuro e musgo, veste camiseta e bermuda pretas. No lado direito está o pai, um homem idoso na faixa etária dos 60 anos. Ele tem cabelos brancos e usa chapéu de palha dourado. Ele segura uma folha de couve na mão esquerda, enquanto colhe outra folha com a mão direita. . Ao fundo, a plantação de couve na cor verde escuro, a terra de cor marrom e algumas palhas de milho seco. " class="wp-image-3825" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:image {"id":3824,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/polifeira-2-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de Ana Paula, que segura uma forma inox com massas da cor amarela, envoltas em plástico transparente. Ana Paula tem pele branca, olhos grandes e pretos, rosto redondo, cabelos escuros e presos para trás. Ela usa um boné preto e veste camiseta verde da Polifeira sobre blusa de gola preta. Na camiseta da PoliFeira”, em branco, há ilustrações de um queijo, uma folha de couve, um tomate, uma laranja,  um morango e um pote de geleia, ao lado do número 4.  Ao fundo, parede de uma casa branca de alvenaria, em que há rachaduras. No lado esquerdo, na casa, janela gradeada em tom verde. Ao fundo da casa, uma árvore e o céu azul.
" class="wp-image-3824" /></figure>
<!-- /wp:image -->

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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/polifeira-5-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida, em ângulo fechado, de Dona Maria na preparação da embalagem de um saco de bergamotas. . O foco está nas mãos de Dona Maria, que amarra um saco rede de bergamotas. Ela está sentada, e o recorte da fotografia pega as pernas na extremidade inferior e o tronco abaixo do pescoço. Ela veste um moletom cinza claro com listras preta e branca na manga, e uma calça jeans de cor clara. Uma das mãos segura o saco de bergamotas e a outra aponta para o lado esquerdo da foto, em direção a caixotes de feira nas cores azul, preto, vermelho e verde. Um dos caixotes verdes, no chão, está cheio de bergamotas verdes e laranjas." class="wp-image-3826" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/polifeira-6-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de um homem branco, de estatura média e cabelos brancos, de perfil esquerdo em meio a uma plantação de couve. Ele segura algumas folhas de couve pelas hastes, além de um fio branco, que circunda as plantas. Ele usa um chapéu de palha dourado e veste uma camisa gola polo preta e uma calça jeans clara. Na lateral de sua calça, está preso um maço de linhas brancas. Ao fundo da imagem, em desfoque, a plantação de couve na cor verde escura, um arbusto de pasto, cercas de troncos de madeira e troncos de árvores de um bosque. " class="wp-image-3827" /></figure>
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<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Conheça a Polifeira do Agricultor</strong></h4>
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<p>Todas às terças, das 7h às 12h30, na Avenida Roraima. Nas quintas, no Largo do&nbsp; Planetário da UFSM, das 12h&nbsp; às 17h30.</p>
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<p class="has-text-align-right"><strong>Reportagem: </strong>Maria Francisca de Mello, Mariana Rodrigues e Samara Debiasi<br><strong>Contato:</strong> <em><a href="mailto:m%61%72%69%61f%72%61nc%69%73%63a%6dello%32%34@%67ma%69l%2e%63%6fm">mariafranciscamello24@gmail.com</a> /  <a href="mailto:mariana.rodrigues@acad.ufsm.br">mariana.rodrigues@acad.ufsm.br</a> / <a href="mailto:%73a%6d%61ra%2e%64%65%62%69%61%73%69@%61cad.u%66%73%6d%2e%62%72">samara.debiasi@acad.ufsm.br</a></em></p>
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<p></p>
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				<title>EDITORIAL</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2023/07/06/editorial-4</link>
				<pubDate>Thu, 06 Jul 2023 12:27:05 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[28ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[ed28]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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						<description><![CDATA[INTEGRAÇÃO COM A COMUNIDADE]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"center","id":3806,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/polifeira-4-1-1024x683.jpg" alt="Fotografia na vertical, colorida. Uma mulher, de pele branca, idosa, curvada em meio a uma extensa plantação de verduras, segura um brócolis nas mãos. Ela tem cabelos brancos e loiros presos em um rabo de cavalo para trás, olhos verdes,  seu rosto tem rugas e o formato é oval. Está com os olhos entreabertos, sorrindo sem mostrar os dentes. Veste um moletom branco com duas listras pretas nas mangas, sobre o moletom veste uma camiseta  verde com a escrita “Polifeira” em branco." class="wp-image-3806" /><figcaption class="wp-element-caption">A 28ª edição da revista destaca a conexão da UFSM com as pessoas, como Maria Zorzella Souza , agricultora que participa da Polifeira | Foto: Gabriel Barros</figcaption></figure>
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<p>A universidade é um espaço de conhecimento, onde ideias são formuladas, pesquisas são realizadas e as descobertas acontecem. Mas o verdadeiro impacto desse conhecimento só é alcançado quando compartilhado com a comunidade. O papel da universidade é transformar a vida das pessoas por meio de pesquisas e projetos. Um deles é a Polifeira do Agricultor, criada em 2016 e que impacta não só a população universitária - que tem acesso a alimentos orgânicos -, mas também as famílias da agricultura familiar. A história da produção que chega no Campus é a capa desta edição.</p>
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<p>Além disso, para a 28° edição da .TXT selecionamos pautas que mostram como a comunidade acadêmica contribui, diariamente, na vida da população. São histórias inspiradas em projetos inovadores que fazem da UFSM um lugar plural e inclusivo. O ensino de Libras, o esporte paralímpico e a inclusão por meio das ondas do rádio são exemplos. A Universidade também é um centro de referência para o ensino da diversidade, e que na extensão capacita professores da rede de educação básica para as questões LBGTQIAP+ entre os adolescentes e jovens.</p>
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<p>Destacamos a missão da UFSM de levar o conhecimento à comunidade e traduzi-lo em avanços tecnológicos, descobertas no campo da saúde, com práticas conscientes que proporcionam qualidade de vida e bem estar. Meio ambiente e sustentabilidade são contemplados em projetos que criam embalagens biodegradáveis, bioherbicidas e na reutilização de&nbsp; sobras de alimentos.</p>
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<!-- wp:paragraph -->
<p>Esta edição da .TXT mostra que a UFSM não inicia e nem se encerra no arco: ela também está fora do ambiente acadêmico e contribui para o crescimento da sociedade. Nestas páginas, histórias inspiradoras apresentam o impacto da Universidade na vida da população. Esperamos que o encontro com estas reportagens te permita conhecer mais do que é feito aqui. Boa leitura!</p>
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<p class="has-text-align-right"><em>Isadora Juliatto, Mariana Rodrigues, Samara Wobeto, Thais Immig e Viviane Borelli</em></p>
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