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				<title>UMA VIDA ENTRE LIVROS E CORES</title>
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				<pubDate>Wed, 31 Jul 2024 20:30:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[29ª Edição]]></category>
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						<description><![CDATA[Uma vida dedicada à literatura no cuidado com os livros e na arte, com a pintura e a fotografia]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:</p>
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<figure><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/REPORTAGEM-PARA-O-PERFIL_JOAO_ELIANDRO-1.mp3"></audio></figure>
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										<figure>
										<img width="1024" height="681" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/Joao_eli_01_ok-1024x681.jpg" alt="Fotografia horizontal, colorida e em plano médio do perfil de Débora Dimussío. Ela está posicionada ao lado esquerdo. Ela sorri para a câmera. Tem pele branca e cabelos grisalhos e encaracolados abaixo dos ombros. A mão direita dela está semi aberta, apoiada no queixo. Usa um anel de formato oval no dedo médio. O braço esquerdo dela passa pela frente do peito e serve de apoio ao braço direito. Veste uma jaqueta preta e lenço um na cor amarelo e outro roxo com detalhes em preto e vermelho. Usa um crachá de funcionária da biblioteca da UFSM no pescoço. Ao fundo estão expostas telas de pintura feitas por ela em tons variados, que destacam balões." />											<figcaption>Bibliotecária Débora Dimussío | Foto: João Agripino Veigas</figcaption>
										</figure>
		<p> </p>
<p>Nascida em Pedro Osório, no interior do Rio Grande do Sul, Débora Dimussío, 58 anos, sempre foi apaixonada por livros e arte. Há mais de 20 é bibliotecária-documentalista na Biblioteca Central da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e atua no Portal de Periódicos Eletrônicos da instituição. Formada em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG), uniu as habilidades administrativas à paixão pela biblioteconomia: é servidora acadêmica há mais de duas décadas.</p>
<p>Ela cresceu em uma cidade pequena e segura, onde desenvolveu profunda ligação com os livros. Débora visitava livrarias com o pai e irmãos, e, com isso, adquiriu o hábito desde a infância. Essa experiência familiar  inspirou o amor por leituras e também pela preservação da história.</p>
<p>Aos 12 anos, Débora e a família mudaram-se para Rio Grande, onde concluiu o ensino médio e cursou Administração. Trabalhou na gestão de transporte, experiência que lhe ensinou a resolver problemas, mesmo sob pressão. Em 1988, com o nascimento do filho Erik, decidiu dedicar-se à maternidade, mas já com a intenção de retornar aos estudos.</p>
<p>Inspirada pelas frequentes visitas a bibliotecas com o filho, ela se identificou com o curso de Biblioteconomia e decidiu fazer a graduação. Em 2004 foi aprovada em concurso para bibliotecária na UFSM e na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Optou pela instituição de Santa Maria, onde encontrou seu lar profissional.</p>
<p>Além da carreira profissional, Débora tem paixão pela arte. “A arte para mim é libertadora. É o meu canal de manifestação. Sem nenhuma regra ela me permite não pensar em nada que possa me oprimir", destaca. Na pintura em telas, ela encontra uma forma de expressão livre e introspectiva, sem restrições de estilo ou técnica. Durante a pandemia e com a necessidade de afastamento social, essa atividade tornou-se um refúgio, e permitiu trazer a natureza para as telas.</p>
<p>Guiada apenas pela intuição, ela usou texturas para fazer um quadro sobre planetas. A obra foi presente para uma pessoa com deficiência visual para que, através do tato, ela pudesse sentir a arte. Para Débora, essa é uma forma de conexão com os outros, o que  proporciona momentos de introspecção e alegria para ela e aqueles que apreciam as suas criações.</p>
<p>Apaixonada pela natureza, permitiu-se explorar o universo da fotografia. A pintura lhe traz desprendimento do que é técnico, então enxerga nos retratos uma forma de estudar luz e sombra, elementos essenciais para aprimorar sua arte. Fotografar é um exercício de movimento e criatividade que contrasta com a introspecção da pintura. Hoje, a fotografia ocupa seu tempo. “Fotografar, para mim é movimento, se posicionar e achar o melhor ângulo com criatividade”, explica. </p>
<p>Débora Dimussío é uma mulher multifacetada, que encontra beleza  nos livros e cores. Sua trajetória é um exemplo de como é possível unir diferentes paixões e habilidades, criar impacto positivo na comunidade e na vida das pessoas ao seu redor. Algumas  obras de arte de Débora estão expostas na Biblioteca Central da UFSM e trazem cor e vida ao espaço.</p>		
			<h4>Arte na UFSM: Um patrimônio cultural a ser explorado</h4>		
		<p>Débora Dimussío é também estudante do 3° semestre do curso Técnico em Geoprocessamento da UFSM. A fim de conectar seus interesses em arte pelo Geoprocessamento, Débora planeja produzir como trabalho de conclusão do curso, um projeto de mapeamento que visa localizar com precisão as esculturas a céu aberto do campus da UFSM. “Há obras muito bonitas nos centros da UFSM. É interessante existir um mapa que as localize e nos informe quem é o autor”. O mapeamento será realizado a partir do uso de coordenadas, pelo Google Earth.</p>
<p>A iniciativa de Débora se baseia em dois projetos: no <em><strong>“</strong></em><a href="https://ufsm.br/r-346-6308" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>Catálogo</strong> <strong>de Esculturas da UFSM Santa Maria</strong></em></a><em><strong>”</strong></em>, organizado pela arquivista Flávia Simone Botega Jappe e pelo professor José Francisco Goulart, e que registra informações sobre trinta e três esculturas públicas expostas ao ar livre no Campus. O outro produto é o <em><strong><a href="https://ufsm.br/r-346-6308" target="_blank" rel="noopener">“Catálogo de Murais UFSM: 1971-2021”</a></strong></em>, organizado pela arquivista da UFSM, Cristina Strohschoen dos Santos, e lançado no ano de 2021 pela Pró-Reitoria de Extensão (PRE), explora uma linha do tempo de 30 murais da UFSM. Os dois catálogos estão foram disponibilizados pela UFSM a partir da PRE, e se encontram disponíveis para download e leitura no site da PRE.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="681" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/Joao_eliandro_ok-1024x681.jpg" alt="Fotografia horizontal, colorida e em plano geral de Débora Dimussío em pé, posicionada no lado esquerdo da imagem. Ela sorri enquanto olha para as pinturas expostas ao seu redor. Tem pele branca e cabelos grisalhos e encaracolados abaixo dos ombros. A mão direita está apoiada no queixo. Usa um anel de formato oval no dedo médio. O braço esquerdo dela passa pela frente do peito e serve de apoio ao braço direito. Veste jaqueta preta, cachecol nas cores vermelho e branco, calça verde musgo e sapatos pretos. Ao seu redor, expostas sobre cavaletes de madeira clara, estão cinco pinturas coloridas feitas por ela. As pinturas tem tons variados, e destacam balões e formas geométricas em tons e texturas variados." />											<figcaption>Bibliotecária Débora Dimussío ao lado de telas artísticas | Foto: João Agripino Veigas</figcaption>
										</figure>
		<p><strong>Reportagem:&nbsp;</strong>Eliandro Martins e João Agripino Veigas</p>
<p><strong>Contato:&nbsp;</strong>eliandro.martins@acad.ufsm.br/joao.veigas@acad.ufsm.br</p>]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>PARCERIAS SÃO ALTERNATIVAS PARA FESTAS UNIVERSITÁRIAS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2024/07/30/parcerias-sao-alternativas-para-festas-universitarias</link>
				<pubDate>Tue, 30 Jul 2024 20:30:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[29ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ed29]]></category>
		<category><![CDATA[evento]]></category>
		<category><![CDATA[festas universitárias]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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						<description><![CDATA[Com as restrições a eventos no Campus, parcerias são organizadas para a realização das festas universitárias.
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Para escutar o áudio da reportagem, clique  abaixo:</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:audio {"id":3912} -->
<figure><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/Audio-Rodrigo.mp3"></audio></figure>
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										<figure>
										<img width="598" height="399" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/Capturarr.jpg" alt="Fotografia horizontal, colorida e em plano geral de uma banda que se apresenta em um palco. O grupo musical é composto por seis integrantes, cinco homens e uma mulher, que é a vocalista. No palco, a formação da banda está dividida com três pessoas na parte da frente e as outras três na parte de trás.Na frente,um homem de estatura média está em pé,de óculos escuro, segurando uma flauta, com 2 garrafas de água ao lado dele, ao lado dele temos outro homem também de óculos escuro, porém com uma compleição física mais larga, cabelos longos, tocando um violão, a sua direita temos uma mulher que está segurando um microfone e está cantando num palco. Ela possui uma flor na cabeça e está com um vestido longo. Atrás temos um integrante com um violão menor, de cabelos longos e lisos de roupa clara, a sua direita um homem de cabelos longos, porém ondulados com uma guitarra bem grande. Ao fundo, há uma bandeira preta com o nome da banda Chimarruts escrito em branco." />											<figcaption>Crédito: Tainara Liesenfeld/Arquivo Agência de Notícias da UFSM</figcaption>
										</figure>
		<p style="color: #000000;font-size: 16px">Há seis anos, a UFSM publicou uma resolução que determinava a proibição de venda de bebidas alcoólicas no Campus. Sem o lucro desse comércio, as festas universitárias nos espaços da UFSM se tornaram inviáveis. <em><a style="color: #204c90" href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proplan/resolucao-n-026-2018#:~:text=Art.,dos%20im%C3%B3veis%20sob%20sua%20administra%C3%A7%C3%A3o" target="_blank" rel="noopener">A resolução N.026/2018,</a> </em>que determinou  a proibição, tem base na <em><a style="color: #204c90" href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/decreto/d6117.htm" target="_blank" rel="noopener">Política Nacional sobre o álcool</a></em><em>,</em> e visava mitigar os impactos do alcoolismo na comunidade acadêmica. Com isso, foi necessário alterar os locais das festas e consequentemente, o valor do investimento por parte das associações de turma. </p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px">Com o aumento de gastos, começaram a se criar grupos maiores e com experiência na organização de eventos. Um exemplo é as atléticas universitárias, grupos que antes ficavam restritos a alguns centros estudantis e com foco em eventos esportivos. A diretora de esportes e eventos da atlética do curso de Relações Internacionais, a ‘Anárquica’, Larissa Locatelli, menciona que os valores atuais de organização de uma festa giram em torno de R$ 17 mil.</p>
<p dir="ltr" style="margin-bottom: 0pt;margin-top: 0pt;color: #000000;font-size: 16px;line-height: 1.38">A nova configuração fez com que outras partes da Universidade passassem a olhar a formação de atléticas como forma de manter as festas. Anteriormente, as associações de turma eram as responsáveis por essa organização, porém num momento posterior as atléticas começaram a ocupar esse espaço. Uma das razões era o fato das atléticas previamente estabelecidas terem diretorias especializadas para eventos. Isso aumentava a capacidade de angariar recursos e viabilizar os novos gastos, além do uso de parcerias com outros grupos através de ações em conjunto ou patrocínios, o que não era tão comum em outros tempos. </p>
<p dir="ltr" style="margin-bottom: 0pt;margin-top: 0pt;color: #000000;font-size: 16px;line-height: 1.38"> </p><p>Dois dos cursos que resolveram investir nesse modelo foram os Relações Internacionais e Fisioterapia. Eles criaram suas atléticas em 2019 e 2020, respectivamente, e realizam eventos através do modelo de parcerias. Exemplos são as festas <strong><em><a href="https://www.instagram.com/reel/C8K7hmiyJnA/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA==" target="_blank" rel="noopener">Rino Dusa</a></em></strong>, parceria entre as atléticas de Relações Internacionais e Fisioterapia, e a <em><a href="https://www.instagram.com/p/C40h4u-MhJ5/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=MzRlODBiNWFlZA==" target="_blank" rel="noopener"><strong>Se ela dança eu danço</strong></a></em>, organizada pelos grupos do Direito e Relações Internacionais.</p>		
			<h4>Planejamento<br><br></h4>		
		<p style="color: #000000;font-size: 16px">As festas começam a ser planejadas com meses de antecedência, pois demandam uma série de atividades. Para o coordenador da ‘Medusa’, Pedro Ribas, a organização,  em geral,  é bastante trabalhosa e envolve a procura por prestadores de serviço, distribuidores de comida e bebida. ´”A negociação com atrações e o local é algo que gira em torno de 45 a 60 dias de organização”, afirma Pedro.</p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px">Larissa Locatelli reitera que a principal razão para essa parceria é a dificuldade para se pagar o custo inicial das festas. Segundo ela, o evento costuma dar lucro, mas os custos para a realização costumam ser altos demais para uma atlética sozinha conseguir dar conta. No entanto, um outro fator levantado por ela como chave para a iniciativa de parcerias, foi a integração entre diferentes grupos, que ela explicou abaixo:</p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px">“Eu gosto, particularmente, de fazer festa  em conjunto, justamente pela integração com outras pessoas, outros ambientes, muda um pouco em relação às RI, e assim realizamos uma gama de contatos com diferentes grupos”</p>
<p style="color: #000000;font-size: 16px">A divulgação das festas é dividida em duas frentes: a presencial, com destaque para as ações realizadas nos restaurantes universitários, e a digital, focada nas ativações por redes sociais. A diretora de marketing Bárbara Matté Puhl, conta que a maior parte das vendas ocorrem por meio digital, mas que as vendas físicas também são significativas e destacou o engajamento do próprio curso como fator de sucesso.</p>		
		<p><strong>Reportagem: </strong>Rodrigo Praxedes Aarão</p>
<p><strong>Contato:</strong></p>]]></content:encoded>
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						</item>
						<item>
				<title>ESPORTE: UM IMPULSO PARA A MENTE</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2024/07/29/esporte-um-impulso-para-a-mente</link>
				<pubDate>Mon, 29 Jul 2024 20:30:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[29ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[CEFD]]></category>
		<category><![CDATA[ed29]]></category>
		<category><![CDATA[esporte universitário]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>

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						<description><![CDATA[Exercícios físicos na UFSM propiciam saúde mental para estudantes
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:</p><!-- wp:audio {"id":3888} -->
<figure><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/audio-txt.mp3"></audio></figure>
<!-- /wp:audio -->		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O esporte se expande por todos os centros de ensino da UFSM  e é um pilar essencial na rotina dos alunos. Os programas esportivos e as atividades de integração entre os cursos incentivam a saúde física e mental e também impulsionam o desenvolvimento pessoal e profissional dos acadêmicos. Exemplos dessas iniciativas são as atléticas universitárias e o Programa Esporte Universitário.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Para estimular a participação nas atividades, as associações atléticas surgiram na UFSM no ano de 2009. De acordo com o conselheiro da Associação Atlética de Medicina da UFSM, conhecida como ‘Tirana’, Vinicius Brito, elas preservam o espírito esportivo e contribuem para o desenvolvimento de habilidades como liderança, organização e comprometimento, além de aliviar o dia a dia acadêmico. Além disso, confirma que quem faz parte da atlética cria um sentimento de pertença ao curso, à cidade e aos amigos. “ O esporte coletivo tem esse poder: ensinar as pessoas a vibrarem com a conquista dos outros, e principalmente aprender a trabalhar em equipe”, afirma.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) o exercício físico para o lazer e a saúde mental também é uma preocupação. Com o apoio da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae), o CEFD implementa o programa institucional Esporte Universitário. O professor e coordenador do projeto, Frederico Lima, enfatiza que o esporte está conectado à formação de qualquer pessoa. Segundo ele, aprender a trabalhar em um grupo heterogêneo, seja em um ambiente de trabalho ou escola, sempre será uma necessidade, e o esporte é uma ferramenta poderosa para facilitar esse aprendizado.<br /></p>		
			<h4>Saúde Mental</h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">De acordo com estudo realizado pela Universidade de Brasília (UnB), o treinamento aumenta a concentração e a atenção, reduz a ansiedade e estimula a qualidade do sono, aspectos essenciais para quem deseja maximizar os estudos e aprimorar o desempenho na faculdade. <a href="http://unbesportes.unb.br/index.php/noticias/68-os-oito-principais-beneficios-mentais-do-esporte" target="_blank" rel="noopener"><b><i>(acesse o estudo aqui)</i></b></a>. Vinicius Brito afirma que as atléticas têm o papel de incentivar os estudantes a participar das mais diversas modalidades, sejam elas individuais ou coletivas, por meio da formação de times pelos próprios alunos.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">A prática esportiva é aliada no controle da ansiedade e outras doenças.O professor comenta: “O Esporte Universitário vem para ajudar na saúde física e mental dos estudantes A ideia principal é o costume da prática esportiva regular, porque está ligado à saúde”. Frederico refere estudos que abordam o fato de que pessoas que se exercitam regularmente têm um risco menor de desenvolver uma série de doenças crônicas e cardíacas. </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">Os benefícios de utilizar o projeto para a prática esportiva vão além da saúde física. A doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Letras da UFSM, Camila Steinhorst, participou de diversas modalidades do esporte universitário e afirma que o programa ajudou a melhorar seu desempenho acadêmico. “Essa prática, a resistência e a superação do estresse são os maiores benefícios para aliviar minha ansiedade e manter minha concentração”, conta.</p>		
										<figure>
										<img width="768" height="952" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/malu-e-andrya-02-768x952.jpg" alt="" />											<figcaption>Aluno do curso de Educação Física pratica salto com vara | Foto: Jéssica Mocellin</figcaption>
										</figure>
			<h4>Esporte e lazer</h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">O vice-presidente e atleta da Atlética da Educação Física, João Gabriel Segabinazzi, destaca que esses espaços são uma válvula de escape para os alunos. “É um passatempo, é um lazer para a maioria do pessoal. Eu acho muito interessante esse lazer através do esporte, melhora a sua qualidade em tudo: no seu dia,  nas atividades curriculares e extracurriculares, você fica mais disposto para tudo”,  conta João Gabriel.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt">O programa Esporte Universitário proporciona interação entre estudantes da Educação Física com outros centros e incentiva a sociabilidade. As aulas são ministradas por acadêmicos, bolsistas ou profissionais formados que atuam como voluntários, com o apoio de um professor supervisor, proporcionando benefícios tanto para os alunos como para os professores.</p>		
			<h4>Como participar</h4>		
		<p>Todo semestre são abertas novas vagas. A inscrição é feita por meio de um formulário disponível no portal de Questionários e do Aluno. As ofertas incluem diversos esportes, em modalidades individuais ou coletivas, como voleibol, natação, tênis, musculação, karatê, jiu-jitsu , alongamento, corrida e cheerleading (atividades de líderes de torcida). Cada aluno pode escolher apenas uma modalidade. As opções de esportes são determinadas todos os semestres com base na disponibilidade de monitores.</p>		
										<figure>
										<img width="809" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/malu-e-andrya-809x1024.jpg" alt="" />											<figcaption>Grupo de alunos estuda salto com vara | Foto: Jéssica Mocellin</figcaption>
										</figure>
		<p><strong>Reportagem:</strong> Andrya Lima Nielsen e Maria Luisa Amaral </p>
<p><strong>Contato:</strong> andrya.nielsen@acad.ufsm.br/maria.diogo@acad.ufsm.br</p>]]></content:encoded>
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						<item>
				<title>UM NOVO CAMINHO PARA ATLETAS NA UNIVERSIDADE</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2024/07/28/um-novo-caminho-para-atletas-na-universidade</link>
				<pubDate>Sun, 28 Jul 2024 20:30:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[29ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Paralelo]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[atletas]]></category>
		<category><![CDATA[ed29]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[PIARES]]></category>
		<category><![CDATA[Processo seletivo]]></category>

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						<description><![CDATA[Incentivo para ingresso e permanência de desportistas na UFSM diverge das instituições dos EUA ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:</p>
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<figure><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/REPORTAGEM-PARALELO-TXT-1.mp3"></audio></figure>
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										<figure>
										<img width="877" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/marinas-1-scaled-e1720705985257-877x1024.jpg" alt="Fotografia vertical, colorida e em Contra-Plongée, de baixo para cima, com foco em um atleta que alonga a perna direita em uma barreira de atletismo na pista da UFSM. O homem tem pele branca, cabelos castanhos e curtos e olha para baixo. Ele usa uma regata azul de treino e um short preto. À sua frente estão mais três barreiras, que são formadas por duas barras verticais que sustentam uma barra horizontal. A pista é vermelha com listras brancas. O dia está ensolarado e ao fundo, há uma cerca, um prédio branco e árvores." />											<figcaption>Atleta João Cazari na pista de Atletismo da UFSM | Foto: Giovana Chaves</figcaption>
										</figure>
		<p> </p>
<p>Uma postagem no instagram da Confederação Brasileira de Atletismo: esta foi a maneira inusitada que o atleta João Cazari Vinicius Silva, 18, descobriu a possibilidade de ingressar na UFSM. João saiu de Presidente Prudente, São Paulo, para morar em Santa Maria e cursar Direito na Universidade graças a uma publicação que destacava o <strong><em><a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prograd/ingresse-na-ufsm/piares" target="_blank" rel="noopener">Processo Seletivo de Ingresso de Atletas de Rendimento (Piares)</a></em></strong>. No programa,  implementado em 2024 para facilitar a matrícula de desportistas na instituição, ele viu uma oportunidade de concretizar algo que sempre sonhou: conseguir conciliar  a vida no esporte com os estudos.</p>
<p>O Piares disponibilizou 66 vagas para 49 cursos, divididas em duas categorias. A primeira para pessoas na faixa etária de 16 a 23 anos, vinculadas às modalidades de futsal, handebol, voleibol e atletismo, que disputaram competições nos últimos três anos. Já a segunda foi ofertada para ex-atletas que tiveram destaque internacional em qualquer esporte reconhecido pelo Comitê Olímpico Brasileiro (Cob). A pontuação do processo seletivo funcionou da seguinte maneira: 50% de peso para a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e os outros 50% para as conquistas desportivas do indivíduo. No ano de estreia do Programa, oito atletas ingressaram pelo edital nos cursos bacharelados de Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Comunicação Social - Publicidade e Propaganda, Direito, Educação Física e Serviço Social e a licenciatura de Ciências Sociais. Todos são do gênero masculino e da divisão de talentos em potencial.</p>
<p>Esta nova categoria de processo seletivo é coordenada pelo Centro de Educação Física e Desportos (CEFD) e pelo <strong><em><a href="https://www.ufsm.br/projetos/extensao/nieems" target="_blank" rel="noopener">Núcleo de Implementação da Excelência Esportiva e Manutenção da Saúde (NIEEMS)</a></em></strong>. A coordenação do NIEEMS sonhava com a efetivação do projeto há mais de 20 anos. O Programa foi inspirado na trajetória de atletas que abdicam da carreira esportiva para concluir a graduação. A motivação para tentar mudar este cenário, somada ao estudo de políticas deste gênero aplicadas em outros países deu vida ao Piares: o edital pioneiro para o ingresso de atletas na Universidade.</p>
<p> </p>		
			<h4>Do outro lado da América </h4>		
		<p> </p>
<p>Os Estados Unidos são um exemplo de potência no esporte universitário, com faculdades  mundialmente reconhecidas pela captação de atletas mediante bolsas de estudo. Para o estudante bolsista da modalidade de tênis na Universidade de North Greenville, Lucas Cardoso, o Brasil encontra-se muito longe do nível de investimento norte-americano. “É incomparável a estrutura. Por exemplo, tem uma universidade perto da minha (Universidade de Clemson) com um estádio que cabe de 80 a 90 mil pessoas, mais público que o Maracanã”, conta o tenista, que é natural de Santa Maria.</p>
<p>Segundo uma matéria produzida pelo <strong><em><a href="_wp_link_placeholder" data-wplink-edit="true">Globo Esporte</a></em></strong> em 2016, 440 dos 555 convocados da delegação estadunidense para as Olimpíadas do Rio de Janeiro praticaram o esporte universitário. Inclusive, alguns atletas competiam por universidades na época em que foram chamados para os Jogos Olímpicos. Ou seja, a valorização do esporte no país da América do Norte vem da base escolar e universitária, algo que o Brasil carece.</p>
<p>Projetos como o Piares são o primeiro passo de uma jornada para o reconhecimento do assunto. Lucas, por exemplo, usufrui de um centro médico patrocinado pela Gatorade, roupas ilimitadas da <i>Nike</i>, uma treinadora e dois preparadores físicos especializados na modalidade do tênis. João não conta com essas regalias na UFSM, mas também tem auxílio proveniente da instituição. Ele mora na Casa do Estudante Universitário (Ceu) e dispõe do Benefício Socioeconômico (BSE), que disponibiliza  refeições gratuitamente. Além disso, o acadêmico de Direito acrescenta que a pista de atletismo, recém reformada e nos padrões olímpicos, colaborou para a sua escolha de vir para Santa Maria. Este é um ponto importante para ele, que compete nos 400 metros com barreiras, 110 metros com barreiras e decatlo - modalidade composta por dez provas de atletismo.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">João é protagonista de uma das oitos histórias que ingressaram na Universidade pelo Piares e sonham em viver do esporte, porém sabem a adversidade dessa realidade no país e, por esse motivo, prezam pela formação acadêmica. “É muito importante entender que a vida de atleta não é para toda a vida, você tem que seguir com uma outra rotina, uma outra carreira quando isso termina, porque tem o fim”, enfatiza. A escolha pelo Direito não é por acaso. João julga a área jurídica como flexível para prosseguir o maior tempo possível, dentro e fora das pistas.</p>		
		<p><strong>Reportagem: Marina Brignol de Llano Einhardt e Marina Ferreira dos Santos</strong></p>
<p><strong>Contato: </strong>marina.llano@acad.ufsm.br/santos.marina@acad.ufsm.br</p>]]></content:encoded>
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						</item>
						<item>
				<title>UMA PALAVRA SEM TRADUÇÃO</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2024/07/27/uma-palavra-sem-traducao</link>
				<pubDate>Sat, 27 Jul 2024 20:30:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[29ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed29]]></category>
		<category><![CDATA[estudantes estrangeiros]]></category>
		<category><![CDATA[intercâmbio]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[SAI]]></category>

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						<description><![CDATA[Com apoio da UFSM e amigos, alunos estrangeiros transformam Santa Maria num lar
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo: </p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:audio {"id":3875} -->
<figure><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/nadine-e-jessica-1.mp3"></audio></figure>
<!-- /wp:audio -->		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Pessoas de todos os lugares do Brasil e do mundo compartilham o ambiente universitário e buscam novas experiências. Com isso, o estranhamento da cultura local é algo comum na UFSM. O sentimento  que prevalece é a saudade.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O  “sentir falta” faz parte do vocabulário de todas as pessoas. “Saudade” não é uma palavra que existe em todas as línguas, mas pode traduzir o sentimento de estar longe de casa. </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">As argentinas Ailén Bühler, graduanda de Medicina Veterinária, e Camila Cheble, de Psicologia,  moram na Inter House - moradia disponibilizada para os  intercambistas da UFSM - e contam que desenvolveram meios de não sentir saudade de onde vieram. A relação próxima desenvolvida entre as cinco moradoras é um dos motivos para que esse período se torne mais fácil. “Acho que é o jeito que eu encontrei de não ter saudades ou que essas saudades não façam eu me sentir triste”, compartilha Ailén. </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A intercambista Emília Romero também veio da Argentina por meio da Universidad Nacional de Córdoba. Ela confessa que o seu maior medo era sentir muita falta de casa, de não conseguir se adaptar a Santa Maria e às colegas de apartamento. No entanto, Emília construiu com as colegas, uma família. </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O apoio para os estudantes estrangeiros da UFSM é realizado pela Secretaria de Apoio Internacional (SAI). O órgão estabelece  programas de intercâmbios para alunos da Universidade, recebe estudantes de instituições internacionais e promove atividades de acolhimento. </p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O Amigo Internacional é uma das atividades desenvolvidas para receber esses alunos. O projeto foi criado para tornar a experiência dos alunos estrangeiros mais confortável e faz com que um voluntário da UFSM se torne amigo de um intercambista. A relação criada pela necessidade de um rosto conhecido se torna, para a maioria, um lar longe de casa. A agenda inclui receber o estudante após a viagem, mostrar lugares importantes para o dia a dia e mantê-los ativos na comunidade acadêmica.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/IMG_6331-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal, colorida e enquadrada em primeiro plano. Duas pessoas, um homem e uma mulher, olham e sorriem diretamente para a câmera. O homem, de 23 anos, está do lado esquerdo da fotografia. Ele é branco, alto, tem o cabelo castanho escuro, bigode e cavanhaque, e um brinco em cada orelha. Ele veste uma blusa azul escura com cordões brancos. Em seu pescoço está um colar marrom, com aspecto de couro, que possui um pingente de dente de tubarão. Em seu ombro leva uma bolsa, que segura próxima ao corpo com a mão direita. A mulher está à direita do jovem. Ela é branca, tem o cabelo loiro e está com as bochechas levemente coradas. Seu casaco corta vento, que está fechado, é marrom claro e branco com o zíper preto. Um feixe de luz solar passa por seu cabelo, que fica ainda mais claro. Ao fundo, um ambiente da UFSM, com vegetação verde e parte de um prédio, levemente desfocados." />											<figcaption>A esquerda está Pedro Figo e a direita Maria Augusta Della | Foto: Jéssica Mocellin</figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O peso da saudade de casa diminui quando é dividido.O aluno de Engenharia Química, Pedro Figo, e a graduanda de Medicina Veterinária, Maria Augusta Della, participam do Programa Amigo Internacional como voluntários. Para Pedro, que também foi intercambista na Universidad de La Republica, em Montevideo, a maior importância do Programa é que as pessoas se sintam acolhidas. “Quando você vai para longe é normal que se sinta sozinho, mesmo rodeado de pessoas, tanto pela questão do idioma quanto pela questão de ser de outro país”, lembra.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Maria Augusta conta que os benefícios são mútuos. Conhecer novas línguas e fazer amizades com alunos internacionais foi importante para ela.&nbsp; “Uma amizade verdadeira. Tenho contato com eles até hoje e sei que se eu fizer uma formatura eles vão vir de lá para cá. Tivemos uma conexão muito grande”, comenta.&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">&nbsp;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Angélica Iensen é Secretária Executiva bilíngue da Sai e responsável pelo Núcleo de Acolhimento de Estudantes Internacionais. “Morei três meses em um país estranho. Eu sei o quanto faz falta ter uma rede de apoio, com pessoas que você conheça, pessoas amigas. O acolhimento não é só na chegada, é dar suporte durante a estadia da pessoa”, ressalta Angélica. </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">
</p><p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">As atividades de acolhimento envolvem Welcome Meetings (encontros de boas-vindas), tours pela cidade e pelo Campus, idas ao&nbsp; Esporte Clube Internacional (Inter de Santa Maria) e reuniões para compartilhar a culinária de cada integrante. Um exemplo foi&nbsp; a “Noite do Xis” na Escola de Samba Unidos do Itaimbé. “A bateria fez uma roda de samba e eles experimentaram o xis naquela noite”, conta Angélica.&nbsp;</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="585" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/IMG_7492-1024x585.jpg" alt="" />											<figcaption>Grupo de estudantes seguram bandeiras e caminham em direção ao Arco da UFSM | Ilustração: Pedro Pagnossin</figcaption>
										</figure>
		<p><strong>Reportagem:</strong> Jéssica Mocellin e Nadine Guarize</p>
<p><strong>Contato:</strong> jessica.mocellin@acad.ufsm.br/nadine.guarize@acad.ufsm.br</p>]]></content:encoded>
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						</item>
						<item>
				<title>ENTRAR, PERMANECER E TRANSFORMAR</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2024/07/26/entrar-permanecer-e-transformar</link>
				<pubDate>Fri, 26 Jul 2024 20:30:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[29ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[casa verônica]]></category>
		<category><![CDATA[ed29]]></category>
		<category><![CDATA[inclusão acadêmica]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTQIAPN+]]></category>

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						<description><![CDATA[A UFSM é a primeira universidade federal a ter um espaço multiprofissional de apoio a pessoas LGBTQIAPN+]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo: </p><!-- wp:audio {"id":3936} -->
<figure><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/entrar-permanecer-e-transformar.mp3"></audio></figure>
<!-- /wp:audio -->
<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph --><p>A Universidade implementou políticas afirmativas que visam não apenas o ingresso, mas a permanência de estudantes da comunidade trans na graduação e pós-graduação. Uma das iniciativas é a Casa Verônica. Fundada em 2021, atua n a promoção da igualdade de gênero e no suporte à comunidade trans: é o primeiro espaço multiprofissional de apoio para pessoas LGBTQIAPN+ vinculada a uma instituição de ensino superior federal. </p>
<p>De acordo com a psicóloga Gabriela Quartiero, integrante do setor, os serviços oferecidos vão desde o primeiro acolhimento psicossocial até orientação jurídica. Contam também com a parceria do Transcender - <b>único ambulatório trans do interior do estado</b>. O jornalista Wellington Hack pontua: “Também atuamos para que os estudantes em transição dos outros campi possam solicitar o atendimento online e ter encaminhamento ao ambulatório”.</p>
<p>O espaço não tem atendimento psicossocial individual contínuo, mas disponibiliza encontros semanais, como o grupo terapêutico "Transição na Universidade". Além de participar ativamente de eventos anuais, como a Parada do Orgulho e o Viva o Campus, cerca de 13 projetos de ação e extensão são financiados pela Casa Verônica, com temática voltada para questões sociais que abrangem gênero, sexualidade e enfrentamento de violências. </p>
<p>Em 2024, a UFSM reservou 71 vagas suplementares distribuídas entre 54 cursos de graduação, destinados para pessoas transgêneras, travestis e não-binárias. De acordo com a Coordenadoria de Oferta e Relacionamento (COFRE), de todas as vagas, apenas cinco foram preenchidas.</p>
<p>A acadêmica de Educação Física e vanguarda do movimento trans em Santa Maria, Ísis Gomes, afirma que os apoios na UFSM são uma conquista coletiva, mas permanecer na graduação ainda é um desafio. “A conquista pela cota trans é uma vitória, 54 dos 136 cursos é pouco. No edital, por exemplo, não fomos contemplados com cota em Medicina. Uma pessoa trans não pode ser médica?”, questiona Isis sobre as questões de equiparidade de ofertas.</p>
<p>No Processo Seletivo de Pessoas Transgêneros, conforme o <a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/prograd/editais/127-2023">Edital Nº 127/2023</a>, as vagas são adicionais e não comprometem a oferta regular da UFSM. Para o curso aderir ao processo, é necessário que o Colegiado, por meio de votação, aceite a demanda. <b>                                                                                                           </b>Em janeiro deste ano, a Universidade divulgou a lista de egressos com os nomes de batismo, os popularmente chamados ‘nomes mortos', o que desencadeou violações e constrangimentos.  </p>
<p>A situação gerou discussões entre as comunidades acadêmica e administrativa. O calouro de Jornalismo, Darlan Lemes, relata que a exposição do nome morto causou desconfortos e sentimento de invalidação. “É uma violação, agride o psicológico de pessoas trans e retrai todos os direitos que nossa comunidade já conquistou”, afirma. Apesar de já ter os documentos oficiais retificados, direito garantido no Brasil desde 2016, o estudante comenta que ainda não conseguiu inserir o nome social no sistema administrativo da UFSM, apesar desta garantia ser assegurada desde 2015.</p>
<p>A assistente social da Pró-Reitoria de Graduação (Prograd), Ângela Sousa, lamenta e se manifesta com o ocorrido. Para ela, a universidade tem uma estrutura eurocêntrica histórica, o que implica em resistência na implementação de políticas inclusivas. Mas Ângela afirma que colocar a culpa somente no sistema de registro da UFSM é ignorar um erro que é cultural e estrutural.</p>
<p>O acesso à universidade pública é uma conquista para as pessoas trans e travestis no país. Mesmo que o processo em busca da equidade social seja lento, o ingresso já é uma realidade. “Acima de tudo acreditamos na educação, sabemos que essas violências estão acontecendo e tentamos o máximo mostrar para as pessoa o seu direito por meio da educação” pontua Gabriela Quartiero. </p>		
										<figure>
										<img width="645" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-17-at-19.33.14-645x1024.jpeg" alt="" />											<figcaption>Ilustração: Pedro Pagnossin</figcaption>
										</figure>
			<h2>Panorama</h2>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt;text-align: left">O cenário de inclusão na educação é desafiador: no ano de 2018, 0,2% dos estudantes matriculados no ensino superior no Brasil se identificavam como transgêneros, segundo o relatório da  Associação de Travestis e Transexuais (ANTRA). 82% das pessoas abandonaram os estudos ainda na educação básica. Apenas 10% integram o mercado de trabalho.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 12pt;margin-bottom: 12pt;text-align: left">No Brasil, a expectativa de vida de pessoas trans é de até 35 anos de idade. O país lidera o ranking dos que mais matam essa população no mundo . Os esforços pela permanência e formação na universidade não são apenas a garantia do direito à educação, mas também uma forma de construir um futuro digno e com perspectiva de direitos.</p><p><strong>Reportagem:</strong> Ana Bacovis</p>
<p><strong>Contato:&nbsp;</strong>bacovis.ana@acad.ufsm.br</p>]]></content:encoded>
							<enclosure url="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/entrar-permanecer-e-transformar.mp3" length="5934057" type="audio/mpeg" />
						</item>
						<item>
				<title>A ESCOLHA DE SE DOAR À CIÊNCIA</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2024/07/25/a-escolha-de-se-doar-a-ciencia</link>
				<pubDate>Thu, 25 Jul 2024 20:30:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[29ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[Doação]]></category>
		<category><![CDATA[ed29]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Morfologia]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3915</guid>
						<description><![CDATA[A doação de corpos para estudos cresceu na UFSM após a pandemia. O programa é o quinto mais antigo do Estado e auxilia na formação de mais de mil alunos por ano]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo: </p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:audio {"id":3929} -->
<figure><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/Fran-e-Tay.mp3"></audio></figure>
<!-- /wp:audio -->		
		<p>A morte não é um medo da enfermeira Martha Azevedo. Com 32 anos, ela comunicou à família o destino que deseja para seu corpo: a doação aos laboratórios e salas de aula do Departamento de Morfologia da UFSM. A profissional de saúde é uma das 54 inscritas no Programa de Doação Voluntária de Corpos, que registra um crescimento de 40% após a pandemia.</p>
<p>No Brasil, há 39 programas semelhantes. O Rio Grande do Sul concentra uma em cada quatro iniciativas no país. São dez espalhadas pelo Estado. A UFSM tem o quinto programa de doação mais antigo do Estado. Criada em 2016 para estudos e pesquisas, a iniciativa auxilia na formação acadêmica de mais de mil alunos por ano. Desde a fundação do projeto, 11 corpos foram doados e 54 intenções foram formalizadas.</p>
<p>Comunicar em vida o desejo de doar o próprio corpo é uma prática assegurada por lei desde 2002. O texto diz, no artigo 14, que “É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte”. Martha fala que o desejo de ser doadora surgiu durante a graduação em enfermagem, há seis anos: “Ter contato com um corpo foi essencial para minha formação. Fiquei pensando em uma forma de retribuir o gesto de quem já se foi, e também poder ajudar outros alunos assim como eu”, contou a enfermeira.</p>		
			<h4>Crescimento de doadores</h4>		
										<figure>
										<img width="768" height="476" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/Imagem-site-Fran-e-Tay-768x476.jpeg" alt="Fotografia horizontal, colorida, de metade de um crânio humano, de resina, da cor amarela. No lado esquerdo da imagem aparece parte da cavidade do nariz, um dos olhos e metade dos dentes. O fundo está desfocado e retrata uma sala de aula, com mesas e cadeiras brancas. Há um corpo deitado sobre uma das mesas, coberto por um tecido azul. Na parede branca existe um quadro verde-escuro fixado." />											<figcaption>Crânio humano | Foto: Francine Castro</figcaption>
										</figure>
		<p>As intenções de doação cresceram na UFSM até 2019, mas foram prejudicadas com o início dos casos de Covid-19. Em 2020, o programa não recebeu nenhuma declaração. No entanto, o número aumentou depois de 2021 e chegou a sete em 2023, uma alta de 40% com o fim da pandemia. No primeiro semestre deste ano, o departamento recebeu cinco documentos.</p>
<p>Mais da metade das pessoas que manifestam formalmente a vontade têm idade superior a 40 anos e cerca de 60% são mulheres. No entanto, não há um perfil socioeconômico definido dos doadores, como informa o professor Carlos Eduardo Seyfert, coordenador do programa. “Tivemos, por exemplo, pessoas que são gratas à ciência, por serem curadas de câncer ou doença rara. Outros simplesmente querem encontrar uma forma de continuar sendo úteis após a morte”, afirmou.</p>
<p>A terapeuta Marisa Zuse, 54, é outro exemplo. Ela já comunicou à família sobre o desejo de destinar seu corpo à ciência. Residente em Santa Maria, tomou a decisão após um encontro com familiares, quando um estudante de Medicina comentou sobre os programas que existiam. “Na mesma hora já decidi. Posso contribuir de alguma forma. Quero ser útil”, completou. </p>		
										<figure>
										<img width="768" height="776" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/Grafico-site-Fran-e-Tay-768x776.jpeg" alt="Gráfico de colunas verticais na cor amarelo-mostarda, mostra que em 2020 não houve doações. Em 2021 tiveram quatro. Em 2022, cinco. No ano de 2023, sete doações e em 2024, cinco. O fundo é branco." />											<figcaption>Fonte: Departamento de Morfologia da UFSM</figcaption>
										</figure>
			<h4>O que é feito com os corpos? </h4>		
		<p>Os corpos que chegam no Departamento de Morfologia do Campus de Santa Maria passam por um processo de fixação. A etapa inclui formol ou salmoura para evitar a decomposição. Cerca de seis meses após a aplicação do produto, o corpo poderá ser usado. </p>
<p>Os materiais são utilizados em aulas de anatomia humana, como informa o chefe do Departamento de Morfologia da UFSM, professor João Cezar Dias. Ele destaca a importância do contato direto com corpos humanos reais, que proporcionam a compreensão detalhada - algo que modelos anatômicos não conseguem replicar."Todos os cursos da saúde têm disciplinas de anatomia, às vezes mais de uma, inclusive. Nosso respeito é total, com todo corpo sobre a bancada. Mantemos a ética com quem está ali nos ajudando", afirmou João Cezar.</p>		
			<h4>Como ser um doador?</h4>		
		<p>Qualquer pessoa maior de 18 anos pode doar o corpo para fins acadêmicos e científicos. A única excessão é que não são aceitos corpos em caso de morte violenta, ou seja: decorrente de acidentes de qualquer natureza, homicídio ou suicídio. Isso porque os corpos devem ser submetidos à necropsia e, conforme necessidade da investigação, devem estar à disposição para exumação.</p>
<p>A declaração de doação de órgãos e restos mortais é feita com base em um modelo disponível no site da universidade <em><strong><a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccs/servicos/doacao-de-corpos" target="_blank" rel="noopener">(acesse aqui o documento)</a></strong></em>. Para reconhecimento é preciso procurar um cartório ou realizar a assinatura digital por meio do cadastro online no Gov.br<em><strong><a href="https://www.gov.br/governodigital/pt-br/identidade/assinatura-eletronica" target="_blank" rel="noopener"> (acesse o serviço aqui)</a></strong></em>. O professor orienta que pelo menos uma pessoa  - de preferência familiar - assine como testemunha, pois apesar de declarar o desejo em vida, a família é superior na decisão da destinação do corpo após a morte. O documento deve ser preenchido em três vias: uma é entregue diretamente no Departamento de Morfologia da UFSM e as outras duas ficam com o doador e a família. No caso do indivíduo manifestar interesse para a família em destinar o corpo para a universidade, mas não formalizar o desejo, a família pode optar por destinar mesmo assim.</p>
<p>Depois do falecimento, a família deve fazer contato com a Universidade para informar o óbito. É permitido que o corpo seja velado antes de ser encaminhado ao Departamento. A decisão cabe à família, que também arca com o custo do transporte entre a funerária e a UFSM.  Participar do programa não exclui a possibilidade de doar órgãos para transplante e é possível doar apenas partes do corpo.</p>		
		<p><strong>Reportagem: </strong>Francine Castro e Tayline Manganeli</p>
<p><strong>Contato: </strong>francine.castro@acad.ufsm.br/tayline.alves@acad.ufsm.br</p>]]></content:encoded>
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						</item>
						<item>
				<title>MULHERES BUSCAM VISIBILIDADE</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2024/07/24/mulheres-buscam-visibilidade</link>
				<pubDate>Wed, 24 Jul 2024 20:30:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[29ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed29]]></category>
		<category><![CDATA[Extensão]]></category>
		<category><![CDATA[gestantes]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[saúde da mulher]]></category>

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						<description><![CDATA[Liga Acadêmica de Saúde da Mulher (LIASM) promove o autoconhecimento]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:paragraph -->
<p>Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:audio {"id":3883} -->
<figure><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/FINAL-.mp3"></audio></figure>
<!-- /wp:audio -->		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;padding: 0pt 0pt 12pt 0pt">Cólicas, menstruação, gestação, puerpério e climatério. Essas são palavras que caracterizam aspectos da saúde da mulher e que compõem um cenário desafiador para a conscientização social. De caráter multiprofissional e interdisciplinar, a Liga Acadêmica de Saúde da Mulher (LIASM) da UFSM capacita profissionais e contribui para a conscientização da comunidade a respeito das necessidades e especificidades do corpo feminino. As atividades são desenvolvidas através do ensino, pesquisa e extensão.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;padding: 0pt 0pt 12pt 0pt">Durante a vida, o olhar para a saúde feminina é tímido e ineficaz. Nos ambientes de ensino, a saúde sexual ainda é pouco abordada e as visitas a alguns profissionais da área podem ser frustrantes e pouco humanizadas. Também coordenadora da Liga, a professora Luciane Sanchotene, explica que a atuação mediadora com as participantes dos projetos é também um espaço para debate. “Falar sobre a saúde da mulher ainda é um processo lento. Algumas têm vergonha de perguntar ao ginecologista sobre o que acontece com o seu corpo”, exemplifica. Durante as reuniões de grupo, participantes relatam o frequente descaso de profissionais da saúde feminina com as pacientes, o que dificulta o processo de autoconhecimento.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;padding: 0pt 0pt 12pt 0pt">Diante da necessidade de abordar o tema para a população de Santa Maria, o projeto foi criado em 2020 pelo curso de Fisioterapia da UFSM e atualmente conta com 44 ligantes. Por meio de divulgação nas plataformas digitais, as ações se expandiram. Desde o começo, a Liga já apresentava um caráter interdisciplinar e multiprofissional e contou com “ligantes” de outras instituições, como da Universidade Federal de Cariri (UFCA) localizada no Ceará.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;padding: 0pt 0pt 12pt 0pt">A LIASM promove aulas, palestras, seminários e jornadas, de formas presenciais e remotas, para oferecer maior embasamento teórico-prático sobre a saúde da mulher. De maneira instrutiva e humanizada, há integração de conhecimentos sobre diversas áreas e suas formas de abordar o assunto. Os projetos de extensão promovidos pelo grupo são: o Projeto Blitz da Saúde - Educação Sexual que tem parceria com o Núcleo de Estudos em Medidas e Avaliação dos Exercícios Físicos e Saúde (NEMAEFS), e oferta a educação sexual em escolas e instituições de Santa Maria e região, por meio da desmistificação de tabus. </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;padding: 0pt 0pt 12pt 0pt">O Projeto de Gestantes - que tem parceria com o Pró-Saúde-, estimula a educação em saúde e exercícios físicos para este público de forma gratuita e o Projeto TPM, que trabalha a educação menstrual e distribui produtos de higiene íntima e menstrual para pessoas em situação de vulnerabilidade. A arrecadação de produtos como absorventes e sabonetes íntimos acontece durante todo o ano em eventos e reuniões divulgadas nas redes sociais da Liga, para serem distribuídos. Em 2024, as coordenadoras da Liga direcionaram o material arrecadado para a população atingida pelas chuvas no Rio Grande do Sul. </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;padding: 0pt 0pt 12pt 0pt">Hoje coorientadora da LIASM, Ivana Camargo Braga é graduada em Fisioterapia pela UFSM e foi uma das fundadoras da iniciativa. Ela relata que hoje tem uma relação melhor com o corpo e a saúde, pois teve a oportunidade de desenvolver conhecimentos através da Liga. “Aprendi a entender melhor o meu corpo e, com isso, pude ajudar outras mulheres a se entenderem também”, conta. Naturalizar as características e as necessidades do corpo feminino é um dos desafios abordados nos projetos. Ivana acredita que quanto mais o assunto for abordado, mais o debate será normalizado.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 12pt">Quem tem interesse em fazer parte da LIASM pode se inscrever em um edital específico, publicado, uma vez ao ano, no site da UFSM. Se a inscrição for aceita, deverá participar do processo seletivo. Para participar dos projetos de extensão, o contato pode ser feito diretamente no perfil do instagram @liasm.</p>		
										<figure>
										<img width="768" height="987" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/Copia-de-Giovana-e-Luisa-2-1-768x987.png" alt="A imagem é uma ilustração vertical nas cores ciano, verde marinho, laranja fechado e laranja aberto. O desenho é composto por sete corpos de mulheres, dispostos de maneira fluída e sobrepostas na vertical. As silhuetas das personagens se mesclam de maneira orgânica uma sobre a outra, o cabelo de uma é ao mesmo tempo o perfil de outra e todas formam uma unidade dando a impressão de que estão todas juntas." />											<figcaption>Corpos femininos I  Ilustração: Pedro Pagnossin </figcaption>
										</figure>
			<h4>Projeto Blitz da Saúde</h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;padding: 0pt 0pt 12pt 0pt">O Projeto Blitz da Saúde oferta a Educação Sexual em escolas e instituições de Santa Maria e região, por meio da desmistificação de tabus. O projeto tem parceria com o Núcleo de Estudos em Medidas e Avaliação dos Exercícios Físicos e Saúde (NEMAEFS).</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;padding: 0pt 0pt 12pt 0pt">Com a intenção de ampliar o conhecimento de crianças e adolescentes sobre seus corpos e suas sexualidades, o Blitz realiza atividades para proporcionar instrução às crianças e adolescentes sobre sexualidade, métodos contraceptivos e proteção contra ISTs.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;padding: 0pt 0pt 12pt 0pt">O Projeto Blitz da Saúde na Escola tem sua origem no Projeto Proação, desde 2017 e ações de educação sexual para jovens, tutores e professores, foram incluídas ao projeto em 2022. Informações sobre proteção e contraceptivos, são os principais focos do projeto, além do debate sobre os limites e o respeito sobre o seu corpo e o corpo do outro.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;padding: 0pt 0pt 12pt 0pt">O grupo promove em suas palestras a importância de manifestar o “não” durante momentos de desconforto e a compreenderem situações em que uma ação levada apenas pela pressão, desconsiderando os limites do próprio corpo, pode ser perigosa para todos.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;padding: 0pt 0pt 12pt 0pt">A equipe evidencia que a proposta é fazer com que a juventude se conscientize a respeito dos riscos, consequências e precauções atreladas à saúde sexual.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;padding: 0pt 0pt 12pt 0pt">A produção de folders e cartilhas expositivas sobre o tema também fazem parte da divulgação do projeto, como forma de torná-lo acessível para um maior número de pessoas.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;padding: 0pt 0pt 12pt 0pt">Instagram do projeto: @blitz.educacaosexual</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;background-color: #ffffff;margin-top: 0pt;margin-bottom: 12pt">E-mail do projeto: blitzdasaudees.ufsm@gmail.com.</p>		
			<h4>Educação em Saúde e Exercícios Físicos para Gestantes</h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O Projeto de Gestantes, que tem parceria com o Pró-Saúde, estimula a educação em saúde e exercícios físicos para gestantes gratuitamente. Esse é um projeto de extensão desenvolvido dentro da Liga que avalia e orienta as gestantes que desejam praticar exercícios físicos planejados para cada necessidade especial. Todas as atividades realizadas dentro do programa são planejadas por profissionais e acadêmicos</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">da área da saúde que podem instruir de maneira correta os exercícios. Entre as especialidades estão Educação Física, Enfermagem, Nutrição, Medicina, Terapia Ocupacional e Fisioterapia. As modalidades ofertadas são: caminhada, corrida, treinamento funcional, alongamento, pilates, musculação e circuito de emagrecimento.<b id="docs-internal-guid-baca40d5-7fff-5d42-e654-85147a11fb51" style="font-weight: normal"></b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> Os critérios exigidos para que as gestantes possam participar do projeto são:<b style="font-weight: normal"></b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">- Não apresentar fator de risco individual;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">- Gestantes a partir da 14° semana de gestação;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">- Gestantes que estejam realizando o pré-natal;</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">- Apresentar liberação médica para a prática dos exercícios;</p>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Instagram do projeto: @gestantesprosaude</p>		
		<p><strong>Reportagem: </strong>Giovana Costa Chaves e Luísa Soccal</p>
<p><strong>Contato: </strong>giovana.chaves@acad.ufsm.br/luisa.soccal@acad.ufsm.br</p>]]></content:encoded>
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						</item>
						<item>
				<title>PRESERVAR PARA EXISTIR</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2024/07/23/preservar-para-existir</link>
				<pubDate>Tue, 23 Jul 2024 20:30:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[29ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed29]]></category>
		<category><![CDATA[enchentes]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[mudanças climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3921</guid>
						<description><![CDATA[Projeto da UFSM estimula recuperação de Áreas de Preservação Permanente ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:audio {"id":3923} -->
<figure><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/Reportagem-Preservar-Para-Existir-Joao-e-Pedro-enhanced-mp3cut.net_.mp3"></audio></figure>
<!-- /wp:audio -->
<!-- wp:paragraph -->
<p></p>
<!-- /wp:paragraph -->		
										<figure>
										<img width="1920" height="854" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/ILUSTRACAO-TXT.jpg" alt="Ilustração horizontal e colorida da UFSM estilizada em miniatura nas cores turquesa e laranja. O estilo geral é plano e simplificado, com cores sólidas e contornos nítidos. Há uma mão de cor laranja no canto superior esquerdo, que coloca uma peça de árvore na maquete. Várias árvores laranjas com bases verdes circulares estão espalhadas ao longo de um rio laranja que serpenteia pelo centro horizontal da imagem. No rio, há um barco de papel azul. Na esquerda da imagem e ao lado do rio, há uma placa de Área de Preservação Permanente - APP. Do outro lado do rio e na direita da imagem, está o Planetário da UFSM com teto preto e estrutura azul. No plano de fundo, há uma ponte preta que se estende horizontalmente. O fundo é azul." />											<figcaption>Maquete da UFSM | Ilustração: Pedro Pagnossin</figcaption>
										</figure>
		<p>Ao atravessar o Arco da UFSM, também se cruza a sanga Lagoão do Ouro. Próximo ao CTISM e à Unidade de Educação Infantil Ipê Amarelo, o córrego está em um local de grande circulação humana e animal. O Lagoão, com nascente no Residencial Novo Horizonte, é uma extensão do rio Vacacaí-Mirim e percorre o núcleo habitacional Fernando Ferrari, as vilas Santos Dumont, Santa Tereza e Assunção. O terreno em torno do córrego é delimitado como uma Área de Preservação Permanente (APP), mas, ao mesmo tempo, apresenta sinais de poluição. Para recuperar áreas como essa, foi criado o “Projeto de Proteção e Revestimento Vegetal”.  </p>
<p>A iniciativa é da Pró-reitoria de Infraestrutura (Proinfra) em parceria com o Laboratório de Engenharia Natural (LabEN), com coordenação da engenheira biofísica    e pesquisadora de pós-doutorado, Rita Sousa. A proposta é um exemplo do uso da engenharia natural  para a reconstituição de APPs. Essa modalidade se difere da engenharia civil por ter benefícios ecológicos e sociais para a fauna e a flora, como a regulação da temperatura ambiental. “O uso de plantas tem funções técnicas, como alta filtragem, que não são atendidas pela engenharia civil. Dependendo das exigências de cada local, a engenharia natural é o melhor caminho”, afirma a engenheira biofísica.</p>
<p>Para Rita, o conceito de engenharia natural remete a um conjunto de técnicas que utilizam elementos da própria natureza a fim de proporcionar estabilidade na área em que é aplicada. Nessa modalidade, o uso de plantas, madeira, pedras e outros materiais inorgânicos são importantes devido às suas funcionalidades ecológicas. A engenharia natural tem sido utilizada em diversas partes do mundo como uma alternativa para amenizar os impactos da degradação ambiental.</p>
<p>A sanga Lagoão do Ouro foi escolhida como área pioneira para aplicação do projeto, criado em 2022, devido ao alto nível de erosão no local. Rita argumenta que o objetivo é diminuir a incidência de desgaste das margens do córrego, com a  introdução de espécies de plantas nativas da região, “A erosão está progredindo rapidamente nos dois lados da área. Achamos que era um ponto importante para aplicar o projeto já que há grande circulação de pessoas”, conta Rita. Já foram feitos estudos sobre a água, solo e relevo da região, e agora a iniciativa está na fase de contratação da execução.</p>		
			<h4>Legislação das APPs</h4>		
		<p>O <em><strong><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm" target="_blank" rel="noopener">Código Florestal Brasileiro</a></strong></em>, criado em 2012, define que as APPs são locais protegidos e voltados à conservação do ecossistema. Essa legislação tem especificações para zonas urbanas e rurais. O Artigo 4° impõe o estabelecimento de margens, com metragens específicas, ao redor de cursos d’água, conforme sua largura. Em áreas urbanas, por exemplo, as margens devem ter 30 metros, e em regiões rurais, 100 metros - exceto para corpos d’água com até 20 hectares de superfície, o que equivale a aproximadamente 20 campos de futebol.</p>
<p>Em 2020, a UFSM recebeu a <em><strong><a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinfra/licenca-de-operacao-do-campus-sede-da-ufsm" target="_blank" rel="noopener">Licença de Operação</a></strong></em>, emitida pela Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). A coordenadora do Setor de Planejamento Ambiental e Urbano da Proinfra, Nicolli Reck, explica que após receber o documento, a Universidade passou a monitorar as APPs. “A partir de então, a nossa prioridade é recuperar todos os locais de preservação do Campus”, pontua.</p>
<p><a href="https://www.ufsm.br/pro-reitorias/proinfra/areas-de-preservacao-permanente-campus-sede-ufsm" target="_blank" rel="noopener"><em><strong>Conforme dados da Proinfra</strong></em></a>, na UFSM, aproximadamente 16% da extensão territorial total são de APPs e 144,9 desses hectares possuem necessidade de recomposição. O pró-reitor de Infraestrutura, Mauri Lobler, explica que o setor mapeia o terreno da UFSM e elabora estratégias de restabelecimento dessas áreas. “Elaboramos um plano de recuperação, com o plantio de árvores e projetos de revestimento vegetal”, acrescenta.</p>		
			<h4>Resiliência nas correntezas </h4>		
		<p>Em maio de 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou a maior catástrofe climática da sua história. Conforme dados da <em><strong><a href="https://defesacivil.rs.gov.br/inicial" target="_blank" rel="noopener">Defesa Civil</a></strong></em>, 95% das cidades do estado foram afetadas por alagamentos, deslizamentos de terra, quedas de energia e falta de água potável.</p>
<p>Devido ao grande volume de chuvas, nos primeiros dias do evento climático extremo, a Prefeitura de Santa Maria registrou pontos de alagamento causados pelo aumento do nível da água do Rio Vacacaí-Mirim, próximos ao Lagoão. Os alertas de evacuação foram emitidos nos bairros João Goulart, Km 3 e Campestre do Menino Deus, na região leste do município.</p>
<p>As Áreas de Preservação Permanente (APP) contribuem ativamente para reduzir os riscos de enchentes. Rita exemplifica como uma área preservada se comporta ao receber grandes quantidades de água: “Em um muro de concreto, há pouca permeabilidade e maior risco de transbordar. Já em uma área com vegetação, a água tem menor velocidade e a infiltração ocorre de forma mais eficiente”.</p>
<p>As APPs não agem sozinhas: a combinação de estratégias estruturais e medidas de categorização, manutenção e recuperação de áreas naturais amenizam os riscos de enchentes. A engenheira ainda ressalta que o projeto será um dos pilares para a reconstituição das APPs no Campus, o que vai permitir que elas diminuam os riscos de enchentes.</p>
<p>Durante o período de calamidade, a UFSM promoveu uma série de ações para dar suporte à comunidade atingida. Dentre as iniciativas, houve mutirão para produção de alimentos, recolhimento de doações, recuperação de eletrodomésticos, auxílio na construção de abrigos emergenciais, assistência psicológica, entre outras ações, registradas no <em><strong><a href="https://www.ufsm.br/crise-climatica-rs-2024" target="_blank" rel="noopener">site</a></strong></em> da Universidade.</p>		
								<figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/1-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal, colorida, em primeiro plano e ângulo fechado, de uma placa que delimita uma Área de Preservação Permanente. A placa tem tem detalhes em azul e prata fixada em um suporte de madeira. Está com limo e suja, ao fundo, há árvores que fecham o ambiente ao redor. A iluminação é natural." /><figcaption>Placa de Área Preservação Permanete - APP | Foto: João Agripino Veigas</figcaption></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/DSC_7642-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida da sanga Lagoão do Ouro. A fotografia está em plano aberto, tirada em um ângulo de baixo para cima, com destaque para as águas e as pedras do córrego. A sanga está entre um corredor de árvores e vegetação. No lado esquerdo da imagem, uma encosta verde e arborizada que se eleva até uma ponte de concreto, que está por cima da sanga. No lado direito do córrego, há plantas rasteiras, pedras e arbustos ao longo das margens. Ao fundo da imagem, com leve desfoque, é possível ver árvores e prédios. A fotografia tem iluminação natural." /><figcaption>Sanga Lagoão do Ouro | Foto: João Agripino Veigas </figcaption></figure><figure><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/4-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal, colorida, em primeiro plano e ângulo aberto, da Sanga Lagoão do Ouro. A corrente de água, no centro da imagem, tem cor cinza escuro e carrega dejetos como galhos de árvores e plásticos pequenos de cor branca. Nos dois lados do córrego, árvores compõem a mata ciliar. Também há galhos secos e pedras que circundam o córrego. É dia com céu nublado e a iluminação do lugar é natural." /><figcaption>Sanga Lagoão do Ouro | Foto: João Agripino Veigas </figcaption></figure>			
		<p><strong>Reportagem:</strong> João Victor Souza e Pedro David Pagnossin</p>
<p><strong>Contato: </strong>victor.souza@acad.ufsm.br/pedro.moro@acad.ufsm.br</p>]]></content:encoded>
							<enclosure url="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/Reportagem-Preservar-Para-Existir-Joao-e-Pedro-enhanced-mp3cut.net_.mp3" length="16945005" type="audio/mpeg" />
						</item>
						<item>
				<title>CUIDAR DE QUEM CUIDA</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2024/07/22/cuidar-de-quem-cuida-2</link>
				<pubDate>Tue, 23 Jul 2024 00:52:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[29ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[cuidado]]></category>
		<category><![CDATA[cuidadores]]></category>
		<category><![CDATA[ed29]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[terapia ocupacional]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3941</guid>
						<description><![CDATA[Projeto acolhe pessoas responsáveis por idosos e adultos com doenças crônicas ou incapacitantes]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:audio {"id":3942} -->
<figure><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/REPORTAGEM-CUIDAR-DE-QUEM-CUIDA-1.mp3"></audio></figure>
<!-- /wp:audio -->		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/MG_3032-7-5-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal, colorida e em plano detalhe da pele de Neite, que enfoca as marcas da idade. A pele é branca. A idosa parece estar na faixa etária dos 80 a 90 anos. Na mão esquerda há um acesso venoso, fixado por um pedaço de fita. Está sentada em uma maca hospitalar e veste um avental na cor branca, com o nome “Hospital Universitário de Santa Maria” escrito na cor verde. Ela está coberta da cintura para baixo por uma manta branca com detalhes em vermelho. Ao fundo da imagem, desfocado, está um boneco sentado sobre uma almofada azul marinho. Ele tem a pele branca, veste um tip top azul marinho e está com uma chupeta azul claro na boca." />											<figcaption>Marcas da idade em paciente do HUSM | Foto: Giovana Chaves</figcaption>
										</figure>
		<p>No Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), a professora de Terapia Ocupacional (TO) da UFSM, Silvani Vieira Vargas, assume dois papeis: docente e cuidadora familiar. Devido ao progresso de doenças incapacitantes, sua mãe Neite, de 85 anos, está sob cuidado paliativo na ala geriátrica. Silvani relata que ter o conhecimento técnico e exercer o papel de cuidadora simultaneamente é algo muito angustiante. Apesar de ter atuado na área por 13 anos, ela diz se sentir desconfortável com a posição que ocupa hoje. “Minha formação faz com que eu saiba muitas coisas da área, mas aqui ele não é levado em conta. Aqui, eu sou apenas cuidadora”, conta Silvani.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a professora de TO da UFSM, Kayla Araújo Ximenes Aguiar Palma, compartilha sentimentos semelhantes aos de Silvani. Sua mãe, que completa 89 anos em breve, está em processo demencial e Kayla não imaginava experienciar o tema que estudou durante quase três décadas.</p>
<p>O Programa de Apoio a Cuidadores da Terapia Ocupacional (Pacto) surgiu em 2013, através de um olhar empático de Kayla,  que está com o pós-doutorado em  Gerontologia Biomédica pelo Instituto de Geriatria e Gerontologia (IGG) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) em andamento. Inicialmente, o projeto começou com o intuito de oferecer suporte técnico e emocional aos cuidadores de idosos e de adultos com doenças crônicas ou incapacitantes.</p>
<p>Atualmente, o Pacto é coordenado pela professora Silvani e desenvolve palestras, workshops e oficinas com profissionais da saúde. Uma das principais queixas relatadas pelos cuidadores é a sobrecarga, proveniente do processo de cuidado. Assim, o principal objetivo é o desenvolvimento de estratégias e possibilidades de cuidado, a fim de amenizar o cansaço. </p>
<p>O grupo amplia suas ações por meio de encontros on-line e presenciais - que ocorrem uma vez no mês -, tele acolhimento e atendimentos no ambulatório. Além disso, desenvolve atividades itinerantes nas cidades de Itaara e Silveira Martins, municípios próximos de Santa Maria. Tais práticas - que abrangem ensino, pesquisa e extensão - proporcionam formação inicial e continuada de acadêmicos de cursos de graduação da área da saúde, como Terapia Ocupacional, Psicologia e  Enfermagem, além de pós-graduandos e residentes da Universidade.</p>
<p>Para desenvolver os assuntos abordados nas capacitações, o grupo estuda sobre os temas que os participantes querem compreender. As ações abrangem desde conteúdos educativos sobre atenção à saúde dos idosos e seus responsáveis até atividades voltadas para melhorar a qualidade de vida e hábitos saudáveis. Os cuidadores têm uma classificação que os diferencia entre formais - que têm algum grau de capacitação técnica para o trabalho e recebe remuneração para tanto - ou informais, que têm um elo afetivo e de parentesco e não são remunerados para a função.</p>
<p>Há nove anos, Marlei do Carmo recebeu essa responsabilidade. Seu marido Cirilo, aos 60 anos de idade, foi diagnosticado com Alzheimer. A doença neurodegenerativa, progressiva e sem cura afeta 1,2 milhão de pessoas e 100 mil novos casos são diagnosticados por ano no Brasil, de acordo com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).</p>
<p>Como cuidadora informal, Marlei relata que a rotina é cansativa e que, muitas vezes, se sente frágil, pois o trabalho requer paciência e atenção. “Cursei técnico de enfermagem e o estágio que fiz no Hospital Psiquiátrico foi bem difícil, me desgastou muito. Mas tenho uma grande fé em Deus e creio que se Ele me permitiu cuidar de alguém é porque sou capaz”, conta. Apesar do desafio, ela garante que todo o esforço e dedicação proporcionam melhores resultados no tratamento do marido e amenizam os sintomas da doença.</p>
<p>Em 2019, após indicação feita por um médico neurologista do HUSM que atendia Cirilo, Marlei começou a frequentar os encontros semanais do Pacto que, na época, eram presenciais. No ano de 2020, com o início da pandemia da COVID-19, os encontros passaram a ser feitos on-line. Devido à dificuldade de acesso, ela optou pela saída das atividades, mas guarda com muito carinho os momentos que compartilhou com o projeto. “Além de uma troca de experiências e conhecimento, fiz novas amizades que me ajudaram  a lidar com a situação de uma forma mais leve”, lembra.</p>
<p>A mudança do formato presencial para o on-line tornou-se o método definitivo dos encontros semanais após a pandemia. Entretanto, o grupo realiza, em parceria com a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) Sub-Regional Santa Maria, um encontro presencial mensal com especialistas da área, no prédio da antiga Reitoria da UFSM, localizado no centro da cidade. Os eventos focam na psicoeducação em saúde, que relaciona instrumentos psicológicos e pedagógicos com o objetivo de ensinar o paciente e/ou os cuidadores, principalmente os informais, sobre a doença e seus tratamentos. Assim, é possível desenvolver um trabalho de prevenção e conscientização. </p>
<p>Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística <em><strong><a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/38186-censo-2022-numero-de-pessoas-com-65-anos-ou-mais-de-idade-cresceu-57-4-em-12-anos" target="_blank" rel="noopener">(IBGE)</a></strong></em>, a população idosa - 60 anos ou mais - teve um aumento de 56% de 2010 a 2022. Nessa perspectiva, o Pacto surge como um lugar de aprendizado e de acolhimento para todos aqueles que se sentirem confortáveis em participar. </p>		
			<h4>Terapia da boneca</h4>		
		<p>O delírio é um estado de alteração mental que faz com que um indivíduo apresente uma visão distorcida da realidade, e isso pode ser demonstrado de diferentes formas: por meio de uma confusão mental, de uma redução da consciência e até mesmo de alucinações. A nomenclatura nos casos de idosos que apresentam a condição é <i>delirium</i>, especialmente quando está associado à confusão mental.</p>
<p>No mês de maio, próximo da sua primeira internação, Neite Vargas Vieira, mãe de Silvani, começou a ter <i>delirium </i>e alucinações com crianças em situação de risco - como quedas, acidentes e afogamentos. Diante disso, uma de suas noras lhe presenteou com um bebê <i>reborn</i>, carinhosamente chamado de “André Luiz”. O boneco, com aparência de um bebê real, ajuda a acalmar Neite em momentos de confusão mental.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/MG_3056-22-1-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal, colorida e em plano médio da interação entre Neite e Silvani com um boneco, em um leito hospitalar. À esquerda da imagem, é possível observar Neite. Ela tem pele branca, cabelos grisalhos na altura da orelha e está com a boca levemente aberta. Ela parece estar na faixa etária dos 80 a 90 anos. Está sentada em uma maca hospitalar e veste um avental na cor branca. Seu braço esquerdo está levantado, nele há uma pulseira de identificação e suas unhas estão pintadas de vermelho. No centro da imagem está Silvani, que se encontra de pé ao lado da maca. Ela parece estar na faixa etária dos 50 anos. Tem a pele branca, cabelos loiros, compridos e lisos e sorri enquanto olha o boneco. Veste uma blusa de cor marrom com detalhes em verde, rosa, branco e laranja, que tem uma amarração na parte do peito. Sobre a blusa, um crachá de identificação. Os braços dela, que seguram o boneco, estão apoiados em uma almofada azul marinho. À direita da imagem está o boneco, que é a representação realista de um bebê. Tem a pele branca, cabelos castanhos na altura da orelha e um sorriso. Veste touca branca de lã e um tip top azul com um prendedor de chupeta na altura do peito. Ele está sentado na almofada azul marinho e voltado para Neite. Ao fundo, há uma cortina bege que separa os leitos hospitalares." />											<figcaption>Interação entre mãe e filha no leito hospitalar I Foto: Giovana Chaves
</figcaption>
										</figure>
		<p>Do inglês, <i>Dolls Therapy,</i> a Terapia da Boneca é uma abordagem não farmacológica que ganha destaque no manejo dos sintomas da Doença de Alzheimer. Silvani relata que sua mãe sempre teve grande afeto por crianças e que se acostumou a viver rodeada por seus filhos, netos e bisnetos. Isso facilitou a inserção do boneco para amenizar as crises. Apesar disso, durante os momentos de lucidez, Neite tem plena consciência de que André Luiz não passa de um brinquedo.</p>
<p>Para ficar por dentro dos eventos do grupo, <em><strong><a href="https://www.instagram.com/pacto_ufsm/">acesse o Instagram do Pacto</a>. </strong></em></p>		
		<p><strong>Reportagem:</strong> Daniele Gabriel e Luiza Silveira Ventura</p>
<p><strong>Contato:</strong> daniele.gabriel@acad.ufsm.br/ventura.luiza@acad.ufsm.br</p>]]></content:encoded>
							<enclosure url="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/REPORTAGEM-CUIDAR-DE-QUEM-CUIDA-1.mp3" length="18045386" type="audio/mpeg" />
						</item>
						<item>
				<title>SAÚDE MASCULINA EM PAUTA</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2024/07/21/saude-masculina-em-pauta</link>
				<pubDate>Sun, 21 Jul 2024 20:30:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[29ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[Câncer de mama]]></category>
		<category><![CDATA[diagnóstico precoce]]></category>
		<category><![CDATA[ed29]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[saúde masculina]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3890</guid>
						<description><![CDATA[Desinformação sobre o câncer de mama em homens dificulta diagnóstico e aumenta incidência da doença
]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <p>Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo: </p><!-- wp:audio {"id":3892} -->
<figure><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/reportagem-txt.mp3"></audio></figure>
<!-- /wp:audio -->		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.8;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;text-align: left">No Brasil, o câncer de mama é o segundo com maior incidência em mulheres, de acordo o Conselho Nacional de Saúde. Por ser uma enfermidade predominantemente enfrentada pelo público feminino, é reconhecida de maneira equivocada como um risco exclusivo do gênero. O Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), por exemplo, cadastrou dez internações de homens vítimas da doença nos últimos quatros anos.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.8;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;text-align: left"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.8;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;text-align: left">Conforme o Instituto Nacional do Câncer (INCA), a taxa de incidência de neoplasia mamária no país em 2021 foi de 66.280 casos e os casos de câncer de mama masculino representam 1% do total. Ainda segundo o INCA, os estados da região sul apresentam a maior ocorrência da doença, principalmente o Rio Grande do Sul.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.8;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;text-align: left"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.8;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;text-align: left">A ginecologista Laís Praetzel fez a dissertação de mestrado sobre a presença da doença em homens, com base nos casos registrados no HUSM, e relata que a falta de informação dificulta o diagnóstico prévio. “Quando eu pesquisei sobre os casos em homens, se o paciente tinha acompanhamento ou retorno, ele já havia falecido. Isso me chamou a atenção. O diagnóstico tardio aumenta as chances de mortalidade", conta. Segundo a médica mastologista Viviane Esteves relatou ao portal da <b><em><a style="font-size: 1rem" href="https://portal.fiocruz.br/noticia/cancer-de-mama-importancia-do-diagnostico-precoce" target="_blank" rel="noopener">Fiocruz</a></em>,</b> a avaliação precoce da doença aumenta em mais de 90% as chances de cura.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.8;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;text-align: left"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.8;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;text-align: left">Nas campanhas de conscientização em prol da saúde masculina, o foco recai sobre o câncer de próstata, uma vez que é o tipo de carcinoma com mais casos no gênero. Em 2019, por exemplo, a incidência de mortes pela doença foi de 15.983, de acordo com o Atlas de Mortalidade por Câncer. Em comparação, no ano de 2020, segundo o INCA, 207 homens faleceram em decorrência de câncer de mama. Por mais que a diferença de casos seja discrepante, Laís enfatiza que a chave para mudança é a conscientização. “Educar os homens a saberem da existência salvaria a maioria das vidas. Muitos nem acreditam que podem ter câncer de mama”, ressaltou.</p>		
										<figure>
										<img width="768" height="1234" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/RAJ-OFICIAL-768x1234.jpg" alt="" />											<figcaption>Ilustração: Isadora Bortolotto</figcaption>
										</figure>
			<h4>Um toque que salva</h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.8;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;text-align: left">O câncer de mama é uma neoplasia que ocorre em decorrência da proliferação desordenada de células mamárias. Diferente das mulheres, os homens não têm as mamas desenvolvidas e têm pouco tecido na região. A mastologista Sabrina Ribas Freitas detalha que, pela ausência dos hormônios femininos estrogênio e progesterona, a genética exerce um papel crucial para determinar o risco dessa doença no público masculino. Quando se fala em alteração genética, existe um gene que frequentemente pode estar mais acometido nos homens, que é o gene BRCA, especialmente o BRCA2. “Esse é um gene transmitido de geração em geração, e que pode se envolver com risco aumentado para o câncer de mama masculino”, informa.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.8;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;text-align: left"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.8;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;text-align: left">De modo geral, os sintomas tendem a ser os mesmos, independente do gênero. A profissional chama atenção para algumas peculiaridades no caso masculino, como um nódulo palpável, que muitas vezes pode passar despercebido devido à pouca quantidade de tecido mamário na região. </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.8;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;text-align: left"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.8;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;text-align: left">Outro sinal característico é a “descarga papilar sanguinolenta”, ou seja, o aparecimento de algum tipo de líquido, especialmente sangue, que sai pelo mamilo. Sabrina destaca a importância do autoexame e da realização de exames de imagem ao perceber uma diferença nos seios, tanto para homens quanto para mulheres. Essa prática pode ajudar a identificar qualquer alteração e aumentar as chances de eficácia no tratamento. Exames como mamografia e ultrassom podem ajudar no diagnóstico precoce.</p>		
			<h4>Entender para precaver</h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.8;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;text-align: left">‘Homem não chora e não fica doente’ são algumas das afirmações que homens costumam escutar quando se mostram vulneráveis. A construção social da masculinidade vem desde a infância e condiciona os indivíduos a serem fortes e viris. Isso pode influenciar negativamente na aceitação do diagnóstico de câncer de mama e na busca por cuidados.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.8;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;text-align: left"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.8;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;text-align: left">O jornalista e mestre em Comunicação, Otávio Chagas, concentra seus estudos no conceito de masculinidade. Ele menciona que, em sua pesquisa, algumas ferramentas teóricas podem comprovar atitudes masculinas. Entre elas está a aprovação homossocial. Homens se submetem a situações críticas, arriscam a própria vida e se expõem de maneira desproporcional a riscos de saúde porque anseiam que outros homens validem suas identidades.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.8;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;text-align: left"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.8;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;text-align: left">Por questões psicossociais enraizadas, Otávio comenta que a população masculina pode não dar devida importância à saúde. "Na socialização masculina, os meninos, para se tornarem homens, precisam se distanciar de tudo aquilo que possa ser relacionado ao universo feminino. O medo de ser visto como afeminado constitui a definição cultural de masculinidade”, conclui.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.8;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;text-align: left"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.8;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;text-align: left">O psicólogo Rudinei Brum complementa que, ao receber um diagnóstico de carcinoma, o homem tende a se fechar pela dificuldade de expressão e aceitação.“Em alguns casos, o paciente começa a ter dúvidas sobre a própria masculinidade. Por ser tão direcionado ao público feminino, ele começa a ter uma crise existencial”, explica.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.8;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;text-align: left"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.8;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;text-align: left">Rudinei alerta para o perigo de desenvolvimento de transtornos mentais durante o processo de tratamento. "Existe o risco no início do diagnóstico ocasionar uma depressão. E aí já é outro problema, surge outra doença que foi desencadeada pelo primeiro diagnóstico", exemplifica. Ele também ressalta que a psicoterapia, especialmente a psicologia comportamental e cognitiva, pode auxiliar no tratamento do paciente. O objetivo é permitir que o paciente fale sobre o problema para descobrir os gatilhos e entender que sua masculinidade não é afetada, em um processo único e exclusivo do psicoterapeuta.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.8;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;text-align: left"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.8;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt;text-align: left">O acompanhamento psicológico é essencial para ajudar o paciente a lidar com as questões emocionais e psicológicas que podem surgir durante o tratamento. Com o apoio da psicoterapia, o paciente pode encontrar formas saudáveis de enfrentar os desafios e alcançar um equilíbrio emocional, fundamental para uma boa recuperação.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/WhatsApp-Image-2024-07-12-at-17.22.24-1024x1024.jpeg" alt="" />											<figcaption>Gráfico. | Ilustração por: Isadora Bortolotto</figcaption>
										</figure>
			<h4>Comunidade Trans</h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">No contexto da saúde mamária da população transexual, a incidência de câncer de mama emerge como uma questão complexa e pouco comentada. Segundo um estudo desenvolvido pelo<strong><em><a style="text-decoration: none" href="https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6515308/" target="_blank" rel="noopener"> Centro Médico Universitário em Amsterdã</a></em></strong> em 2019, o índice do câncer de mama em mulheres trans é superior aos casos em homens cisgênero - devido ao uso recorrente de hormônios femininos no processo de transição. Enquanto isso, homens trans tem menor risco em relação a mulheres cis.</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Sabrina Freitas informa que, ainda que haja a retirada das mamas, os exames de rotina são necessários. “A mastectomia redutora de risco não consegue zerar esse risco, o paciente segue com uma indicação de acompanhamento regular de exames de imagem e físicos”, alerta .</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p>As recomendações atuais sugerem que mulheres e homens trans que não fizeram mastectomia* devem fazer mamografia a cada dois anos. Os exames têm de ser iniciados aos 50 anos, se estiverem usando hormônios por mais de cinco.<br /></p>
<table style="border: none;border-collapse: collapse;width: 453.5433070866142pt"><colgroup><col /></colgroup>
<tbody>
<tr style="height: 0pt">
<td style="vertical-align: top;padding: 5pt 5pt 5pt 5pt;overflow: hidden;border: solid #000000 1pt">
<p dir="ltr" style="line-height: 1.2;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">*Mastectomia: excisão ou remoção total da mama</p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p> </p>		
		<p style="text-align: right"><strong>Reportagem:</strong> Camila Castilho e Isadora Bortolotto</p>
<p style="text-align: right"><strong>Contato: </strong>camila.castilho@acad.ufsm.br/isadora.bortolotto@acad.ufsm.br </p>]]></content:encoded>
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						</item>
						<item>
				<title>BEO, O ROBÔ SOCIAL</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2024/07/20/beo-o-robo-social</link>
				<pubDate>Sat, 20 Jul 2024 20:30:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[29ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed29]]></category>
		<category><![CDATA[educação inclusiva]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[robô]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[TEA]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3897</guid>
						<description><![CDATA[Robótica é aliada na saúde mental e educação de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA)]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:audio {"id":3899} -->
<figure><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/Audio-da-reportagem-Beo-o-robo-social-1.mp3"></audio></figure>
<!-- /wp:audio -->		
										<figure>
										<img width="768" height="512" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/IMG_6457-768x512.jpg" alt="Fotografia vertical e colorida e em primeiro plano de um robô humanoide pequeno. Ele está de pé sobre uma superfície de madeira clara. Tem o corpo branco e as articulações em cinza escuro. Tem cabeça redonda com visor preto frontal. No visor, os olhos são em formato de coração em uma luz azul brilhante. Está com os braços abertos e estendidos para frente. Ao fundo há uma parede de cor verde-esmeralda." />											<figcaption>Beo, o robô social da Qiron Robotics | Foto: Jessica Mocellin</figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">À primeira vista ele parece um brinquedo. Seu corpo é branco e arredondado, os braços se movem de forma fluida, em uma coreografia sincronizada. Os olhos grandes e expressivos se ajustam conforme as emoções: cerrados quando está pensativo, abertos quando está feliz e pronto para interagir. Os sensores espalhados pelo corpo o ajudam a entender o ambiente ao redor. Quando alguém fala, ele move a cabeça e se apresenta: Olá! Sou o Beo, robô social da Qiron Robotics! Estou aqui para ajudar a ampliar a experiência humana através da tecnologia. Nossa equipe desenvolveu o robô mais carismático e modesto que já existiu!</p>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Robôs são máquinas programáveis que podem executar uma variedade de funções, desde simples ações repetitivas até tarefas complexas. Assim é Beo, o robô humanoide terapêutico e educacional criado pela Qiron Robotics - uma startup especializada em robótica da Pulsar, a Incubadora Tecnológica da UFSM. Ele tem transformado a aprendizagem e o tratamento de crianças neurodivergentes no Brasil ao possibilitar a implementação de novas abordagens, especialmente no espectro do autismo.</p>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O engenheiro de controle e automação e sócio-fundador da Qiron, Rafael Miranda, relata que, desde a criação, a intenção era que Beo se tornasse um canal para diversas aplicações, incluindo o tratamento de crianças com TEA. Até 2019, a empresa havia encontrado sucesso no setor de eventos, mas foi impactada pela pandemia de COVID-19. Sem faturamento, os sócios-investidores sustentavam o negócio, enquanto o engenheiro trabalhava sem remuneração, porém confiante no potencial da tecnologia que era desenvolvida.</p>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Com a retomada das aulas presenciais em 2021, Rafael começou a ensinar programação de computadores para turmas do Ensino Fundamental em escolas particulares de Criciúma, Santa Catarina, como uma fonte alternativa de renda. Ele logo percebeu o impacto negativo da pandemia na concentração e interação social das crianças. Para ajudar, decidiu testar Beo como uma ferramenta auxiliar nas aulas. Descobriu, então, que o robô não só mantinha o interesse dos alunos, mas também facilitava a compreensão de conteúdos complexos.</p>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Assim, no ano seguinte, a empresa passou a desenvolver soluções educacionais para escolas do setor privado. “Na época nós trabalhávamos principalmente com crianças do ensino infantil, porque ali eram conteúdos pré programados. Mas com a IA, hoje nós já conseguimos atender até o ensino médio, na proposta de ser um parceiro do professor”, comenta o engenheiro.</p>		
										<figure>
										<img width="768" height="512" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/IMG_6517-1-768x512.jpg" alt="Fotografia horizontal, colorida em plano médio de três robôs humanoides pequenos sobre uma bancada branca. Eles estão em pé, um ao lado do outro, e têm corpos brancos, cabeça arredondada e dois braços, com articulações em cinza-escuro. Eles não têm pernas, apenas uma base larga de sustentação, em que há uma abertura para alto-falante formada por linhas sinuosas. Também não têm mãos, mas um alongamento do braço, em cinza escuro. O robô no lado esquerdo da imagem está danificado: não tem o visor frontal montado, é possível ver os componentes internos e há marcas de desgaste no corpo. O robô do centro está ligado, e no visor preto tem olhos formados por dois pontos de luz azul. O robô do lado direito da imagem está de costas,aberto, de onde saem fios e componentes eletrônicos. Sobre toda a bancada estão cabos pretos, vermelhos e outros componentes eletrônicos. Ao fundo, uma parede de tijolos brancos e uma prateleira com ferramentas." />											<figcaption>Exemplares do robô Beo em processo de montagem no laboratório da Qiron Robotics | Foto: Jessica Mocellin</figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Desde então, a Qiron fechou parcerias com instituições de ensino em diferentes ramos, como cursos de idiomas e universidades. Uma delas é a ZET, uma startup paulista especializada em desenvolver programas educativos para crianças sobre sustentabilidade e inclusão. </p>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O CEO e fundador da ZET, Éder Custódio, explica que a empresa tem como objetivo implementar projetos sociais, patrocinados por empresas privadas, em escolas particulares do estado de São Paulo. Ele conta que a iniciativa é voltada para dois segmentos: educação inclusiva e combate ao bullying e conscientização sócio-ambiental através do incentivo à redução de emissões de carbono, conforme a Agenda de 2030 para o desenvolvimento sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo Éder, o robô tem a função de “interagir com as crianças para mostrar as consequências futuras de nossas ações presentes, facilitando a compreensão e o engajamento com os temas propostos”. </p>
<p> </p>		
										<figure>
										<img width="768" height="565" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/PHOTO-2024-06-09-11-10-54-768x565.jpg" alt="Card informativo horizontal e colorido em tons de azul. No card, há um texto escrito em diferentes tons de azul e preto. O título tem fontes estilizadas e arredondadas, com o texto: “Sou diferente, e Daí? Tem lugar aí pra mim?”. A palavra ‘diferente’ tem letras em diferentes cores, em vermelho, azul claro, verde e amarelo. A expressão ‘E daí?’ está em branco sobre faixa azul claro com textura de tinta. Abaixo, uma dedicatória, que diz: &quot;Dedicamos esta linda história, como forma de acolhimento e de esperança a todas as famílias atípicas, às crianças com autismo, em especial aos nossos filhos, Benjamin e João”. Em seguida, Agradecimentos: &quot;Aos parceiros e patrocinadores que abraçam com todo o coração esta linda causa, levando informação e conhecimento a todos, contribuindo de fato para a verdadeira transformação de comportamento&quot;. No canto inferior esquerdo, há um símbolo do laço que simboliza o autismo composto por peças de quebra-cabeça coloridas nas cores azul, amarelo, verde e vermelho. O fundo da imagem é azul-celeste." />											<figcaption>Capa da cartilha desenvolvida pela empresa ZET, para um curso escolar voltado à promoção da educação inclusiva e combate ao bullying. </figcaption>
										</figure>
		<p>Assista o vídeo para conhecer a ZET:</p>https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/VIDEO-2024-06-09-11-17-12.mov		
			<h4>Robótica no apoio ao TEA<br><br></h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Ao mesmo tempo em que desenvolvia soluções para a educação convencional, a empresa estudava a utilização de robôs para auxiliar no tratamento do autismo. “Desde 2018, quando a psicóloga Carla Binsfeld visitou nosso laboratório, a Qiron flertava com a ideia de usar robôs no tratamento do autismo. Só que naquele momento nos faltava ‘braço’ para desenvolver essa aplicação”, explica Rafael. </p>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Carla Binsfeld diz que a ideia de aliar a robótica ao tratamento de crianças com autismo surgiu durante a participação em uma imersão no programa Business Mentoring &amp; Innovation (Mentoria Empresarial e Inovação, em português) no Vale do Silício, que fica na Califórnia, nos Estados Unidos. Lá ela observou os diversos usos da robótica no desenvolvimento humano e na saúde mental. “Nessa época, também passei a perceber mudanças nas demandas dos pacientes por inovação nos atendimentos clínicos, especialmente entre a geração Z e pessoas com TEA”, argumenta. Hoje, a psicóloga aplica o robô em terapias clínicas em seu consultório, na cidade gaúcha de Cruz Alta, há mais de um ano.</p>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O engenheiro menciona que o uso de robótica para TEA já era estudado e praticado há algum tempo no exterior. No Brasil, entretanto, esse tipo de aplicação era algo inédito. Mas em 2021, uma parceria com a Universidade Federal do Tocantins (UFT) fez com que o projeto tivesse andamento. A iniciativa recebeu o nome de Robô autônomo para saúde mental. </p>
<p> </p>		
			<h4>O projeto<br><br></h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A doutoranda da UFT e professora de Tecnologia da Informação, Héllen Souza Luz, conta que a proposta é entender e superar as principais dificuldades enfrentadas por crianças com TEA, como a habilidade de imitar, a atenção compartilhada, a capacidade de seguir instruções, de desenvolver linguagem expressiva e simbólica, de sentar e aguardar, de perceber a intenção do outro e de compreender metáforas. Ela explica que desenvolver essas habilidades é essencial para a integração dessas crianças no ambiente educacional e social e, assim, minimizar a distância acadêmica entre crianças com autismo e neurotípicas.</p>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A pesquisadora esclarece que a robótica pode ajudar a atender as necessidades específicas de cada criança. Hellen pontua que a parceria com a Qiron aposta no uso da tecnologia para apoiar professores e terapeutas, especialmente em instituições públicas onde a formação especializada nem sempre está disponível. Segundo ela, o robô pode identificar padrões, quantificar dados e fornecer orientações sobre tratamentos e intervenções, o que melhora o atendimento educacional e terapêutico dos pacientes. </p>		
			<h4>Uma pesquisa colaborativa<br><br></h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A professora comenta que a tecnologia, embora essencial, é uma ferramenta que precisa se integrar em outras áreas para fornecer soluções adequadas. “Nosso grupo de pesquisa é interdisciplinar e inclui professores, psicólogos e psicopedagogos, que validam e apoiam o desenvolvimento de soluções tecnológicas para crianças. Eles avaliam aspectos como adequação da voz do robô, tempo de resposta e interação”, alega. Ela afirma que o objetivo não é converter esses profissionais em programadores, mas incentivar a compreensão mútua dos desafios.</p>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Outro fator é o caráter público-privado do projeto. O modelo, segundo ela, é essencial para o desenvolvimento de soluções que irão beneficiar tanto o setor produtivo como a sociedade. “Universidades têm potencial de pesquisa, mas faltam recursos, que o setor privado pode fornecer. Essa colaboração é vantajosa, pois a parceria permite desenvolver tecnologias aplicáveis que irão atender às necessidades do mercado e melhorar a qualidade de vida das pessoas”, explica Héllen.</p>		
			<h4>Robô terapeuta<br><br></h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Carla, relata que o uso do robô é avaliado por anamnese (processo de coleta de informações sobre a história médica e de saúde de um paciente) e conforme cada contexto. Porém, ele não substitui a interação humana. Ela ressalta a importância de que os objetivos sejam claros para pacientes e famílias e menciona que, em alguns casos, é necessário um período de atendimento clínico antes de adotar a robótica.</p>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Segundo a psicóloga, o robô, nomeado por ela de Jyjy, colabora de maneira significativa para a melhora das habilidades sociais e de comunicação de crianças com TEA. “Diversas abordagens, como interação social segura, reforço positivo e intervenções personalizadas, têm sido implementadas com sucesso. Estas tecnologias proporcionam feedback imediato, envolvimento lúdico e permitem monitoramento e avaliação contínuos”, justifica. Ela destaca que o robô oferece um ambiente de interação mais previsível e menos intimidador do que as interações humanas, pois é programado para exibir expressões faciais, gestos e comportamentos de maneira consistente.</p>		
										<figure>
										<img width="768" height="1024" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/PHOTO-2024-06-09-21-23-20-768x1024.jpg" alt="Fotografia vertical, colorida e em plano americano de duas pessoas em pé, que seguram um robô humanoide pequeno. À esquerda, há uma mulher de pele branca, com cabelos cacheados, compridos e a cor castanho escuro. Ela sorri amplamente. Veste vestido preto comprido e aponta para o robô com uma das mãos. À direita, um homem de pele branca, com barba e cabelos loiros e curtos. Ele veste uma camiseta de futebol da Alemanha. Ele sorri enquanto segura o robô. O robô é branco com detalhes em vermelho nas articulações. Tem o visor frontal preto com olhos em formato de luz azul ovalada. Ao fundo há uma parede de cor marrom-claro, um quadro de pintura abstrata e um sofá marrom escuro." />											<figcaption>Carla Binsfeld e Rafael Miranda com o robô Jyjy</figcaption>
										</figure>
			<h4>O futuro</h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Rafael relata que tem o objetivo de levar a tecnologia para o setor público, com custos acessíveis, e contribuir para uma educação inclusiva na sociedade. A empresa também busca expandir a aplicação do robô para outras áreas, como idosos com demência e para educação remota em presídios. </p>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Além de levar a robótica para as escolas públicas, Héllen afirma que, tão logo a pesquisa seja validada, a intenção é transmiti-la para outros centros de aplicação. Ela destaca que a equipe está aberta a colaborações e planeja expandir o conhecimento para outros estados e até mesmo outros países, com os ajustes e adaptações necessários às diferentes culturas e protocolos.</p>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Carla já utiliza o robô em outras aplicações clínicas, como em tratamentos para Ansiedade e TDAH. A tecnologia também é empregada em internações hospitalares, inclusive em casos de dependência química e de pessoas que tiveram COVID-19. “A inovação na psicologia é urgente, e a robótica, assim como a IA, é o presente e, cada vez mais, o futuro da profissão”, finaliza.</p>		
			<h4><br><p dir="ltr" style="line-height: 1.38;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Conheça Beo, o robozinho da Qiron Robotics</p></h4>		
										<figure>
										<img width="200" height="300" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/IMG_6438-200x300.jpg" alt="Fotografia vertical e colorida e em primeiro plano de um robô humanoide pequeno. Ele está de pé sobre uma superfície de madeira clara. Tem o corpo branco e as articulações em cinza escuro. Tem cabeça redonda com visor preto frontal. No visor, os olhos são em formato de coração em uma luz azul brilhante. Está com o braço do lado esquerdo para a frente. Ao fundo há uma parede de cor verde-esmeralda." />											<figcaption>Beo, o robô humanoide terapêutico e educacional da Qiron Robotics</figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Beo foi projetado para criar uma interação natural e intuitiva. Seus atributos o tornam bastante atrativo, principalmente para crianças com TEA. Algumas de suas características são:<b id="docs-internal-guid-795a3765-7fff-5f9f-d269-e087ff49a047" style="font-weight: normal"></b></p>
<p dir="ltr"> </p>
<ul>
<li dir="ltr" style="line-height: 1.38">Utiliza Tecnologia de IA similar ao ChatGPT (LLM)  para entender e gerar texto</li>
<li dir="ltr" style="line-height: 1.38">Apresenta visão computacional com capacidade de detecção e reconhecimento facial</li>
<li dir="ltr" style="line-height: 1.38">Sintetiza e gera a própria voz</li>
<li dir="ltr" style="line-height: 1.38">Entende e interpreta o que é falado</li>
<li dir="ltr" style="line-height: 1.38">Tem displays nos olhos que demonstram emoções de maneira consistente</li>
<li dir="ltr" style="line-height: 1.38">Executa movimentos fluidos, suaves e naturais</li>
</ul>		
		<p><strong>Reportagem:</strong> Daniele Lopes Vieira</p>
<p><strong>Contato:</strong> daniele.vieira@acad.ufsm.br</p>]]></content:encoded>
							<enclosure url="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/Audio-da-reportagem-Beo-o-robo-social-1.mp3" length="14353135" type="audio/mpeg" />
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						</item>
						<item>
				<title>VOOS CADA VEZ MAIS ALTOS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2024/07/19/voos-cada-vez-mais-altos</link>
				<pubDate>Fri, 19 Jul 2024 21:35:40 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[29ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[aeronaves]]></category>
		<category><![CDATA[Carancho Aerodesign]]></category>
		<category><![CDATA[ed29]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Aeroespacial]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3871</guid>
						<description><![CDATA[Projeto da UFSM desenvolve aeronaves e incentiva pesquisa científica]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:audio {"id":3916} -->
<figure><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/REPORTAGEM-CARANCHO.mp3"></audio></figure>
<!-- /wp:audio -->		
										<figure>
										<img width="768" height="512" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/aviao-768x512.jpg" alt="Fotografia horizontal, colorida, em primeiro plano e no ângulo plongée, ou seja, de cima para baixo. Enfoca um modelo de avião em escala de pequeno porte, com asas nas cores amarelo com uma listra e detalhes em preto. Na asa do avião, há o número “209” no lado esquerdo e a escrita “UFSM” no lado direito. No centro da asa existe a ilustração de uma ave carrancho. O restante da estrutura é composto por madeira clara. A roda pequena, na parte da frente, é amarela, e a roda maior, na parte de trás, é preta. A estrutura do avião é composta por uma caixa transparente, que traz a fuselagem dentro. Na parte da frente, há uma hélice cinza. A aeronave está sobre um chão de calçamento cinza." />											<figcaption>Protótipo de 2023 | Foto: Jessica Mocellin</figcaption>
										</figure>
		<p> </p>
<p>Carancho é uma ave de rapina encontrada em todo o Brasil, conhecida pelo voo poderoso e sentidos aguçados. Há 20 anos, o Carancho Aerodesign, projeto de extensão da UFSM, surgiu com o propósito de desenvolver academicamente estudantes de engenharia nos diversos setores que envolvem a construção de uma aeronave em escala. </p>
<p>Vinculado ao Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (CTISM) e ao Centro de Tecnologia (CT), a iniciativa conta com cerca de 30 membros de diferentes cursos. Atualmente são acadêmicos de Engenharia Aeroespacial, Mecânica e da Computação, do curso técnico em Eletrônica e alunos do Ensino Médio Integrado do CTISM.</p>
<p>A equipe trabalha como uma empresa e existe uma divisão hierárquica entre capitães, gerentes de setor, membros e <i>trainees</i>, organizados nas seguintes divisões: Aerodinâmica, Desenho Assistido por Computador (CAD), Cargas e Aeroelasticidade, Estruturas, Engenharia de Sistemas, Estabilidade e Controle, Desempenho e Elétrica. Com o objetivo de desenvolver uma aeronave experimental para participar da competição anual de aerodesign da Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE Brasil), os estudantes realizam reuniões semanais para alinhar os setores e produção.</p>		
			<h4>Hora de ganhar os céus<br><br></h4>		
		<p>A competição SAE Brasil de Aerodesign é realizada no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), em São José dos Campos, São Paulo. O evento conta com a participação de 80 equipes de universidades brasileiras e estrangeiras.</p>
<p>O regulamento é lançado anualmente, entre o fim de janeiro e o início de fevereiro, e antes mesmo de alçarem voo as equipes já são avaliadas. Em julho, ocorre a entrega de um relatório sobre o projeto. A aeronave precisa estar pronta para voar em setembro e qualquer mudança feita após esse prazo precisa ser justificada.  A comprovação é feita por meio de um vídeo.</p>
<p>O Carancho participa da categoria Micro, que prevê aviões de pequeno porte com envergaduras de 1 a 2 metros. Para simular casos de ações humanitárias, como o envio de comidas ou roupas, os protótipos precisam extrair carga por paraquedas. As equipes podem ter até 25 membros. </p>		
										<figure>
										<img width="768" height="576" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/IMG-20231102-WA0036-768x576.jpg" alt="Fotografia horizontal, colorida, em primeiro plano e no ângulo normal de um grupo de 19 estudantes. Eles estão em um ambiente interno com um teto de madeira, piso preto de porcelana e janelas ao fundo. Quatro pessoas estão abaixadas na frente do restante que estão segurando duas bandeiras: uma grande bandeira do Rio Grande do Sul, que é verde, vermelha e amarela com um brasão no centro, e uma bandeira menor na cor amarela que diz &quot;Carancho UFSM&quot; com um desenho de um pássaro." />											<figcaption>Equipe na competição</figcaption>
										</figure>
			<h4>Impacto na vida acadêmica</h4>		
		<p>O Coordenador do Carancho, Professor Gilmar Fernando Vogel, frisa que os estudantes são incentivados a fazer pesquisas acadêmicas e  escrever artigos para a revista Engenharia Automotiva e Aeroespacial da SAE Brasil. Ele afirma que todos os anos os alunos devem produzir trabalhos para a Jornada Acadêmica Integrada da UFSM (JAI).</p>
<p>O capitão técnico da equipe, Kassio Kochann, aluno de Engenharia Aeroespacial, conta: “Tudo o que eu sei sobre os detalhes da construção de uma aeronave é por causa do Carancho”. A capitã administrativa, Maria Eduarda Caldas, também acadêmica de Aeroespacial, diz que o projeto estimula o trabalho em grupo e ensina a lidar com pessoas.</p>
<p>A participação na equipe, oferece oportunidades significativas também na vida profissional. Muitos ex-membros conseguiram empregos em empresas de destaque por meio da visibilidade nas competições. Exemplos são: Airbus, Azul Linhas Aéreas Brasileiras (Azul), Empresa Brasileira de Aeronáutica S/A (Embraer) e Latin American Airlines (LATAM).</p>
<p>O egresso de Engenharia Aeroespacial, Fortunato Neto, foi membro e capitão do Carancho de 2016 até 2019. Desde 2022 trabalha na Boeing - empresa americana considerada uma das maiores do mundo na construção de aeronaves -, o ex-membro diz que participar da equipe trouxe uma perspectiva de engenharia na prática que não é visto na sala de aula.  “Isso foi extremamente importante para o meu desenvolvimento profissional e interpessoal de relacionamento. Sem dúvidas foi um diferencial para a minha carreira”, explica.</p>		
										<figure>
										<img width="768" height="512" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/Capitaes-768x512.jpg" alt="Fotografia horizontal, colorida, em primeiro plano e com ângulo normal de dois estudantes agachados ao lado de um avião de pequeno porte. O avião é amarelo com detalhes em preto nas asas, caixa da fuselagem transparente e hélice cinza. O avião está sobre um banco de madeira. Do lado esquerdo do avião, um homem branco, de cabelo castanho escuro, curto e levemente ondulado. Ele está na faixa etária dos 20 anos. Usa óculos de sol preto e veste moletom preto com detalhe na cor amarela no capuz. Do lado direito do avião, uma mulher de pele branca, com cabelos longos, lisos e castanho escuro. Ela está na faixa etária dos 20 anos. Usa óculos de sol marrom e veste camiseta preta de manga curta, com três listras em amarelo, vermelho e verde no ombro esquerdo, e uma ilustração de ave no lado direito. Ao fundo, gramado e passeios de concreto cinza." />											<figcaption>Capitães Kassio e Maria Eduarda | Foto: Jessica Mocellin</figcaption>
										</figure>
			<h4>Futuro à Vista</h4>		
		<p>O processo seletivo para novos membros é aberto todo semestre. São efetivados aqueles que se mostram disponíveis e comprometidos ao longo do tempo. Experiência não é um diferencial. “Queremos que as pessoas novas entrem e aprendam, para passarmos o Carancho como herança”, relata Maria Eduarda.</p>
<p>Gilmar conta que um dos principais objetivos é conseguir levar aeronaves para todas as categorias da competição da SAE, com destaque para a classe <i>Advanced </i>(avançada), o que abrirá portas para a participação de pós-graduandos. </p>		
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										<img width="768" height="512" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/capitao-768x512.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida, em primeiro plano e com ângulo normal de um estudante que mexe em um avião de pequeno porte. A aeronave está sobre uma bancada branca, tem cor amarela com detalhes em preto. O estudante é um homem de pele branca, tem cabelo castanho, liso e curto. Ele veste um moletom preto com detalhes em amarelo no capuz. Usa óculos e está com as mãos no avião. Ao fundo, outras bancadas e uma parede branca." />											<figcaption>Capitão com avião | Foto: Jessica Mocellin </figcaption>
										</figure>
			<h4>Preparativos para este ano</h4>		
		<p><em><strong><a href="https://saebrasil.org.br/programas-estudantis/aero-design-sae-brasil/informacoes/" target="_blank" rel="noopener">Em 2024, ocorre a 26ª  edição do evento, que terá início em 30 de outubro e vai até o dia 3 de novembro.</a> </strong></em></p>
<p>1º dia – Apresentações orais e recebimento das notas do relatório entregue em julho, que vale de 40 a 50% da nota do projeto.</p>
<p>2º, 3º e 4º dias – Competições de voo. Pesos são acrescentados aos aviões a cada voo para ajudar a avaliar o desempenho.</p>
<p>As competições trazem problemas reais enfrentados pela indústria aeronáutica. Vencem os projetos com melhor concepção e desempenho.</p>
<p>Ao todo, 21 equipes estão inscritas para disputar a categoria Micro. No ano passado, os santa-marienses ficaram na 11ª colocação entre 19 participantes. O último campeão é a MicroRaptor, time da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).</p>		
										<figure>
										<img width="768" height="512" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/aviao-2-1-768x512.jpg" alt="Fotografia horizontal, colorida, em primeiro plano e no ângulo normal. Enfoca um modelo de avião em escala de pequeno porte, com asas nas cores amarelo com uma listra e detalhes em preto. No centro da asa existe a ilustração de uma ave carrancho. O restante da estrutura é composto por madeira clara. A roda pequena, na parte da frente, é amarela, e a roda maior, na parte de trás, é preta. A estrutura do avião é composta por uma caixa transparente, que traz a fuselagem dentro. Na parte da frente, há uma hélice cinza. A aeronave está sobre uma mesa branca fundo, outras bancadas e uma parede branca." />											<figcaption>Avião  | Foto: Jessica Mocellin </figcaption>
										</figure>
		<p><strong>Reportagem:</strong> Alexandre Viera La Bella e Gabriele Araujo Mendes</p>
<p><strong>Contato:&nbsp;</strong>alexandre.bella@acad.ufsm.br/gabriele.mendes@acad.ufsm.br</p>]]></content:encoded>
							<enclosure url="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/REPORTAGEM-CARANCHO.mp3" length="16768521" type="audio/mpeg" />
						</item>
						<item>
				<title>O CÉU NÃO É O LIMITE</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2024/07/18/o-ceu-nao-e-o-limite</link>
				<pubDate>Thu, 18 Jul 2024 20:30:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[29ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[Perfil]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[carros voadores]]></category>
		<category><![CDATA[ed29]]></category>
		<category><![CDATA[Engenharia Elétrica]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[NASA]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3904</guid>
						<description><![CDATA[Conheça a engenheira eletricista Raíssa Raimundo da Silva, egressa do curso de Engenharia Elétrica e atualmente doutoranda da UFSM que trabalha com carros voadores]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:</p>
<!-- /wp:paragraph -->
<!-- wp:audio {"id":3905} -->
<figure><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/Prisley-Zuse-O-ceu-nao-e-o-limite.mp3"></audio></figure>
<!-- /wp:audio -->		
										<figure>
										<img width="271" height="300" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/fe81eaa83c4e422d9361ceda116a6c4cpj7xlTjy4KrtKUon-1-271x300.jpeg" alt="A .TXT conversou com a engenheira para entender um pouco mais sobre sua carreira na pesquisa acadêmica e como isso a guiou para os carros voadores. .TXT: Como iniciou sua jornada acadêmica? Raíssa: Na pesquisa, eu comecei na iniciação científica durante a graduação. Sempre me interessou pesquisar e compreender mais sobre diversos assuntos, essa vida de buscar artigos. Atualmente o meu intuito com a pesquisa é mais de aprender, pois eu voltei para a indústria. Na área que estou trabalhando hoje, de desenvolvimento de motores para os carros voadores, tudo é novidade. Então qualquer publicação ou informação é valiosa. A gente está sempre lendo em busca de soluções para essas novas tecnologias. .TXT: O seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em Engenharia Elétrica foi focado em energia solar. Como foi a migração para motores elétricos? Raíssa: A energia solar sempre fez meus olhos brilharem. Eu gostava muito da parte de sistemas elétricos de potência, que é essa parte de geração de e distribuição de energia, principalmente a parte das usinas. Eu queria trabalhar nessa área e estava procurando empregos. Porém a vida foi me levando pra outro lado, naturalmente. Eu fiz estágio na NASA, que é engenharia aeroespacial, e também na WEG Motores, na área de motores elétricos, e eu curti muito. Isso foi muito importante, de ir migrando, pois assim fui testando várias áreas. No final da graduação, quem me contratou foi uma empresa de São Paulo chamada SEW-Eurodrive, que é uma concorrente da WEG. .TXT: No mestrado, o título da sua dissertação foi “Detecção de barras interrompidas em rotores de motores de indução por meio de um método de subespaços para identificação de sistemas e algoritmos classificadores”. Como você explica a importância dessa pesquisa? Raíssa: A pesquisa em si é para detecção de falhas em motores elétricos com um algoritmo que determina a falha a partir da corrente do motor. Ou seja, através da corrente que passa no motor, podemos extrair informações sobre o estado dele, como se fosse um monitoramento da saúde do motor. Se o motor está bem, vai apresentar uma corrente de uma forma, se o motor tem alguma falha, na corrente vão ser apresentadas características que mostram que existe um problema. .TXT: Qual sua área de estudo atualmente no doutorado? Raíssa: No doutorado, decidi mudar um pouco o foco da pesquisa. Eu juntei os dois estágios que tive na graduação, na área aeroespacial e na área elétrica. O meu doutorado é sobre controle de motores para carros voadores, é uma área muito nova e eu ainda estou na parte teórica, em busca de literaturas e novos artigos. A fabricação de motores para a aviação é um outro mundo, são motores com bastante detalhes e especificidades. Bem mais complexo do que a gente trabalhar no motor industrial e eu me encantei por aquilo, né? .TXT: Pode nos contar sobre seu atual trabalho, na Eve Air Mobilty, que envolve um projeto de carros voadores? Raíssa: Hoje eu trabalho no desenvolvimento de motores para carros voadores. A previsão é que em 2026 sejam lançados os primeiros. A gente fala carros voadores por ser um nome mais simples, mas eles também são conhecidos como eVTOL (sigla em inglês para veículo elétrico de pouso e decolagem vertical). Eles são muito parecidos com helicópteros, mas eles são veículos silenciosos e completamente elétricos, então eles podem fazer voos mais baixos. O propósito é realmente que eles possam desafogar um pouco o trânsito nas grandes cidades, ofertando esse serviços como Uber para a população. A Eve Air Mobilty, que é uma empresa da Embraer, entrou em contato comigo pelo Linkedin para fazer uma entrevista. Era algo que eu não estava esperando agora, minha expectativa era terminar o doutorado para depois voltar para a indústria, mas passei na entrevista e aqui estou." />											<figcaption>Ilustração de Raíssa Raimundo da Silva | Ilustração: Pedro Pagnossin</figcaption>
										</figure>
		<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Com o sonho de conhecer o mundo, Raíssa Raimundo da Silva aprendeu a falar a língua inglesa sozinha. A vontade de ir além das fronteiras brasileiras é o gás que move a gaúcha até hoje. Desde pequena se mostrou uma criança curiosa e apaixonada pelas artes, com sonhos que fizeram a santa-mariense ter objetivos grandes, porém nunca impossíveis. </p>
<p dir="ltr"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Aos 10 anos, ganhou do pai um dicionário da Turma da Mônica em inglês, que tinha um CD. O livro ilustrado se tornou seu melhor amigo e a fizeram se interessar pelo idioma. Falar inglês  era a diversão da pequena sonhadora, tanto que uma de suas metas passou a ser conhecer o mundo. </p>
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<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Com a fluência na língua inglesa, Raíssa teve uma certeza: queria  ser professora. Mas os planos mudaram quando passou no Politécnico e no Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (CTISM). De última hora, ela seguiu o curso integrado em Eletrotécnica e assim nasceu a paixão pela engenharia elétrica. Hoje doutoranda, ela afirma que a preocupação com a aprendizagem dos alunos foi o ponto principal para se apaixonar pela eletricidade, por mais desafiador que pareça ser. </p>
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<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A escolha da graduação foi uma consequência. Em 2011, Raíssa ingressou no curso de Engenharia Elétrica da UFSM. Desde o início,  se envolveu em pesquisas e projetos. Sua maior paixão durante a graduação foram os tópicos sobre energia solar. Entretanto, o intercâmbio para os Estados Unidos mudou tudo. Mesmo depois de procurar empregos na área de energia solar, a vida conduziu a pesquisadora para outras áreas, como a indústria aeroespacial. </p>
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<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Em 2013 e 2014, a acadêmica realizou o sonho de conhecer os Estados Unidos e embarcou em seu maior desafio. A gaúcha fez parte de um dos primeiros grupos de brasileiros do Programa Ciências Sem Fronteiras e foi para a Universidade Católica da América, em Washington D.C.. Durante a estadia na capital norte-americana, teve a oportunidade de estagiar por nove meses na Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA).</p>
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			<h4>NASA<br></h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A NASA selecionou dez universidades americanas para participar de um projeto de Pesquisa e Desenvolvimento no mesmo período em que Raíssa fazia intercâmbio pelo Ciências Sem Fronteiras. A instituição onde a gaúcha estudava, em Washington D.C., foi selecionada para o estágio. Eram apenas duas vagas e a santa-mariense ocupou uma delas. </p>
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<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Raíssa conta que cogitou não se inscrever por causa da paixão pela energia solar. Porém, ela mudou de ideia porque muitos estudantes se inscreveram.. Para a menina que aprendeu inglês sozinha, estar na NASA parecia um sonho. Raíssa acredita que ter o curso técnico do CTISM foi um diferencial no currículo, a ponto de ser elogiada por um dos engenheiros responsáveis. </p>
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<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">O estágio permitiu que portas fossem abertas para outras oportunidades  e inclusive inspirou a investigação de doutorado, que tem uma linha de pesquisa na Engenharia Aeroespacial. </p>		
			<h4><br>Carreira profissional e pós graduação</h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Raíssa também estagiou nas empresas WEG Motores WEG Energia, em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, na área de motores elétricos. Durante a graduação, a gaúcha caminhou entre as diversas áreas do curso, porém com foco em energia solar. Ao começar procurar empregos, recebeu a oportunidade de trabalhar na SEW-Eurodrive, onde ficou por cinco anos. Com isso, a pesquisadora descobriu que motores elétricos também eram sua paixão. </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Mesmo na indústria, ela não deixou os estudos de lado. Em 2020, ingressou no Mestrado em Engenharia Elétrica na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Sua  <a href="https://bdtd.ibict.br/vufind/Record/UNICAMP-30_c6388db571c7338b8af5f297b0b93dda" target="_blank" rel="noopener">dissertação </a>foi uma pesquisa sobre a detecção de falhas em motores elétricos a partir de um algoritmo criado para identificá-las por meio da análise da corrente elétrica. </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt"> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.38;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Depois de finalizar o mestrado, Raíssa continuou com o doutorado na Unicamp, porém o vento norte a trouxe de volta à UFSM. Ela demorou para achar um caminho para a pesquisa. Depois de alinhar com o orientador, definiu a investigação da tese na área de controle de motores para carros voadores. Por ser um campo novo, a pesquisadora está nos momentos iniciais do estudo e em busca de artigos sobre o assunto. A tese é o resultado da união dos dois estágios que Raíssa teve a oportunidade de fazer durante a graduação.</p>
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<p>Meses atrás, a doutoranda participou de uma entrevista para trabalhar com carros voadores. Voltar para a indústria não estava nos planos atuais da pesquisadora, mas ela não perdeu a oportunidade de fazer parte de algo que vai mudar o mundo da engenharia. Atualmente, Raíssa íntegra o time da<a style="font-size: 1rem;font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );text-align: justify" href="https://www.eveairmobility.com/" target="_blank" rel="noopener"> Eve Air Mobilty</a>, uma empresa da Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica), que projeta os carros voadores, ou eVTOL (sigla em inglês para veículo elétrico de pouso e decolagem vertical), como são chamados. A previsão de lançamento dos primeiros modelos é para 2026. </p>
<p>A santa-mariense foi motivada a desenvolver motores elétricos para aviação pelo desafio, pois como explicou, eles têm características bem específicas, o que os diferencia de um motor industrial. Um exemplo está no peso: um motor comum pesa em torno de 400 kg, enquanto o motor para aviação tem que pesar por volta de 20 kg - e com a mesma potência para conseguir voar. </p>
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			<h3><p dir="ltr" style="line-height:1.38;margin-top:0pt;margin-bottom:0pt">Entrevista</p></h3>		
			<h4>Pesquisa além dos portões da universidade</h4>		
		<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">A .TXT conversou com a engenheira para entender um pouco mais sobre sua carreira na pesquisa acadêmica e como isso a guiou para os carros voadores. </p>
<p><b id="docs-internal-guid-44d49ac7-7fff-e9ff-18d3-f4c6054b9dd9" style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">.TXT: Como iniciou sua jornada acadêmica? </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Raíssa: Na pesquisa, eu comecei na iniciação científica durante a graduação. Sempre me interessou pesquisar e compreender mais sobre diversos assuntos, essa vida de buscar artigos. Atualmente o meu intuito com a pesquisa é mais de aprender, pois eu voltei para a indústria. Na área que estou trabalhando hoje, de desenvolvimento de motores para os carros voadores, tudo é novidade. Então qualquer publicação ou informação é valiosa. A gente está sempre lendo em busca de soluções para essas novas tecnologias.  </p>
<p><b style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">.TXT: O seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em Engenharia Elétrica foi focado em energia solar. Como foi a migração para motores elétricos? </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Raíssa: A energia solar sempre fez meus olhos brilharem. Eu gostava muito da parte de sistemas elétricos de potência, que é essa parte de geração de e distribuição de energia, principalmente a parte das usinas. Eu queria trabalhar nessa área e estava procurando empregos. Porém a vida foi me levando pra outro lado, naturalmente. Eu fiz estágio na NASA, que é engenharia aeroespacial, e também na WEG Motores, na área de motores elétricos, e eu curti muito. Isso foi muito importante, de ir migrando, pois assim fui testando várias áreas. No final da graduação, quem me contratou foi uma empresa de São Paulo chamada SEW-Eurodrive, que é uma concorrente da WEG.</p>
<p><b style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">.TXT: No mestrado, o título da sua dissertação foi “Detecção de barras interrompidas em rotores de motores de indução por meio de um método de subespaços para identificação de sistemas e algoritmos classificadores”. Como você explica a importância dessa pesquisa?</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Raíssa: A pesquisa em si é para detecção de falhas em motores elétricos com um algoritmo que determina a falha a partir da corrente do motor. Ou seja, através da corrente que passa no motor, podemos extrair informações sobre o estado dele, como se fosse um monitoramento da saúde do motor. Se o motor está bem, vai apresentar uma corrente de uma forma, se o motor tem alguma falha, na corrente vão ser apresentadas características que mostram que existe um problema.</p>
<p><b style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">.TXT: Qual sua área de estudo atualmente no doutorado?</p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Raíssa: No doutorado, decidi mudar um pouco o foco da pesquisa. Eu juntei os dois estágios que tive na graduação, na área aeroespacial e na área elétrica. O meu doutorado é sobre controle de motores para carros voadores, é uma área muito nova e eu ainda estou na parte teórica, em busca de literaturas e novos artigos. A fabricação de motores para a aviação é um outro mundo, são motores com bastante detalhes e especificidades. Bem mais complexo do que a gente trabalhar no motor industrial e eu me encantei por aquilo, né? </p>
<p><b style="font-weight: normal"> </b></p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">.TXT: Pode nos contar sobre seu atual trabalho, na Eve Air Mobilty, que envolve um projeto de carros voadores?</p>
<p> </p>
<p dir="ltr" style="line-height: 1.7999999999999998;text-align: justify;margin-top: 0pt;margin-bottom: 0pt">Raíssa: Hoje eu trabalho no desenvolvimento de motores para carros voadores. A previsão é que em 2026 sejam lançados os primeiros. A gente fala carros voadores por ser um nome mais simples, mas eles também são conhecidos como eVTOL (sigla em inglês para veículo elétrico de pouso e decolagem vertical). Eles são muito parecidos com helicópteros, mas eles são veículos silenciosos e completamente elétricos, então eles podem fazer voos mais baixos. O propósito é realmente que eles possam desafogar um pouco o trânsito nas grandes cidades, ofertando esse serviços como Uber para a população. A Eve Air Mobilty, que é uma empresa da Embraer, entrou em contato comigo pelo Linkedin para fazer uma entrevista. Era algo que eu não estava esperando agora, minha expectativa era terminar o doutorado para depois voltar para a indústria, mas passei na entrevista e aqui estou. </p>		
		<p><strong>Reportagem: </strong>Prisley Severo Zuse</p>
<p><strong>Contato: </strong>prisley.zuse@acad.ufsm.br</p>]]></content:encoded>
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