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				<title>SUSTENTABILIDADE PARA UM MUNDO MELHOR</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2023/07/22/sustentabilidade-para-um-mundo-melhor</link>
				<pubDate>Sat, 22 Jul 2023 12:00:44 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[28ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[ed28]]></category>
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		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[Sustentabilidade]]></category>

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						<description><![CDATA[Embalagem biodegradável, bioherbicida, e estudo sobre as abelhas sem ferrão são projetos da UFSM como alternativas para preservar o meio ambiente. ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>De acordo com o relatório de 2023 feito pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), há mais de 50% de chance da temperatura global atingir - ou ultrapassar - 1,5ºC até 2040. Além disso, a maior causa da crise climática é a utilização de combustíveis fósseis, junto ao carvão e ao carbono.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Assim, é de extrema importância que alternativas para as fontes poluentes sejam criadas. Exemplos disso podem ser vistos nos estudos desenvolvidos na UFSM, uma instituição com mais de 200 projetos que apresentam soluções sustentáveis por meio da pesquisa científica. Entre eles estão iniciativas que buscam substitutos para o plástico, como uma embalagem à base de colágeno e óleos essenciais, um herbicida que reduz o uso de agrotóxicos, e uma pesquisa sobre a meliponicultura - prática de criação das abelhas sem ferrão.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/1-5-1024x576.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de uma mulher de pé em um laboratório. Ela sorri, tem pele branca, rosto redondo, olhos escuros e cabelos lisos, compridos e na cor loiro escuro. Usa óculos de grau com armação e veste jaleco branco sobre blusa florida. Ela segura uma embalagem amarela e transparente, um pedaço de carne vermelha crua embalado a vácuo Ela está atrás de uma bancada de mármore cinza, na parte inferior da foto, em que há materiais de laboratório, como dois béqueres com um líquido branco, um tubo de ensaio e três placas de petri com pó branco dentro, além de outras embalagens abertas. Ao fundo, armários de cor cinza e uma geladeira de cor preta." class="wp-image-3815" width="768" height="432" /><figcaption class="wp-element-caption">Suslin Raatz com a embalagem sustentável no laboratório do Centro de Ciências Rurais (CCR). | Foto: Júlia Almeida</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Embalagem Biodegradável</strong></h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Altamente prejudicial ao meio ambiente, o plástico representa 85% dos resíduos que chegam aos oceanos, segundo relatório da ONU de 2021. Será que podem existir alternativas menos poluentes que o plástico? O projeto da doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia dos Alimentos da UFSM, Suslin Raatz Thiel, apresenta uma embalagem biodegradável à base de colágeno e óleos essenciais. De maneira contagiante, ela contou como foi o processo e as dificuldades encontradas durante o desenvolvimento do produto, que em um mês se degrada no solo.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A ideia do uso de óleos essenciais surgiu da paixão da pesquisadora pelo material, ainda na graduação. Devido ao odor e sabor forte, esta substância se tornou inviável para utilização direta na alimentação. Desta forma, sua aplicação foi pensada em uma espécie de embalagem, que, somente após um ano de testes, chegou à formulação atual. Composta pelo uso de fibras de colágeno bovino - extraídos de pele, couro e ossos - misturado ao álcool polivinílico biodegradável, o produto é parecido com embalagens à vácuo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Foi realizado um teste qualitativo, em que esse material foi enterrado no solo, para ver quanto tempo demoraria para se degradar. “Em seis a nove dias, já começa a se degradar, em torno mais ou menos, de um mês ele já se degrada”, comenta Suslin. Além de resistente e biodegradável, pode aumentar a conservação dos alimentos. “É uma embalagem ativa, que tem atividade antimicrobiana e antioxidantes. Então ela pode também aumentar o tempo de vida da prateleira dos produtos”, explica a doutoranda.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O entusiasmo é aparente no olhar e nos gestos de Suslin, que expõe com orgulho a pesquisa que desenvolveu. Ela explica que todas as análises foram feitas na UFSM, e que é uma ideia inovadora dentro do departamento: “No início, a minha orientadora na época, ficou um pouco receosa de começar esse projeto. Porque nós não tínhamos uma estrutura, mas então eu consegui fazer umas análises ali no departamento de engenharia mecânica, na engenharia química, então foi acontecendo”. Suslin ainda destaca a importância da divulgação dessas pesquisas.“Eu acho que cria um sentimento nas pessoas de cuidar melhor do planeta, de que é possível. E principalmente que aqui, dentro das universidades públicas, se faz muita pesquisa de qualidade”, declara.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/2-6-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de seis placas de petri com fungos dentro. Elas estão dispostas em duas fileiras. O fungo tem cor verde acinzentado e textura de bolor. As placas estão em uma geladeira de laboratório, que é branca e tem manchas amareladas nas extremidades." class="wp-image-3816" width="768" height="512" /><figcaption class="wp-element-caption">Fungos em geladeira do laboratório do Centro de Ciências Rurais (CCR) | Foto: Gabriel Barros</figcaption></figure>
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<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Bioherbicida</strong></h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Um projeto feito na UFSM desenvolve o que pode ser o primeiro bioherbicida registrado do Brasil. A alternativa sustentável faz parte dos estudos do docente nos Programas de Pós-Graduação em Engenharia Química e Engenharia Agrícola da UFSM, Marcio Mazutti. O pesquisador explica que herbicidas são produtos químicos utilizados no controle de ervas daninhas e contém uma substância chamada glifosato, o qual muitas plantas estão se tornando resistentes.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo Marcio, a ideia é ter um substituto para o glifosato, e explica que essa é a área mais carente em relação ao desenvolvimento ecológico: “Existem produtos biofungicida, bioinseticida, bio organismos para fertilidade do solo, mas hoje não tem nenhum bioproduto para controle de plantas daninhas”. Ele também relata que, como o país tem uma agricultura tropical, o crescimento destas plantas é muito rápido, o que ocasiona o grande uso de agentes químicos para realizar o controle. Assim, o bioherbicida se apresenta como uma alternativa sustentável que pode evitar uma série de problemas, inclusive em relação à saúde pública. “Eu acho que tudo é um equilíbrio entre os dois. Se ele conseguir simplesmente reduzir a quantidade de produtos químicos que se utiliza na agricultura, já cumpriu com seu papel”, declara o docente.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em abril de 2023, o projeto fechou uma parceria com a empresa catarinense <em>Transfertech</em>, que contribui com um investimento financeiro de mais de R$ 680 mil e fará a interligação com outra firma para a comercialização do produto. “A <em>Transfertech </em>foi quem abraçou esse projeto e viu potencial nele. Então, a gente vai ter estrutura física para possibilitar a implantação de uma planta piloto de bioinsumos”, conta Marcio. O pesquisador ainda destaca a importância da Universidade para o desenvolvimento do projeto. ”A infraestrutura e as pessoas que estão vinculadas no desenvolvimento, desde os alunos de iniciação científica, alunos de mestrado, alunos de Doutorado, todo mundo teve uma participação, teve um uma contribuição no todo desse projeto”, relata o pesquisador.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><strong><strong>Meliponicultura</strong></strong></h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“Vamos conversar sobre abelhas?” Esse é o nome do projeto desenvolvido pela docente e doutora em Ciência e Tecnologia de Alimentos pela UFSM, Mari Silvia Rodrigues de Oliveira. A iniciativa foi idealizada com o professor de Agroecologia do Instituto Federal Sertão Pernambucano em Petrolina, Silver Jonas Alves Farfan. A pesquisa visa analisar as abelhas típicas de cada região, como a jataí, no Rio Grande do Sul, e a tiúba, encontrada na região nordestina.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ambas espécies têm características em comum: são da tribo Meliponini, que tem em torno de 250 a 300 espécies no Brasil, e tem ferrão atrofiado. Isso significa que ele não é usado para defesa, e as abelhas são mais dóceis comparadas a outra espécie. Mais uma diferença entre as duas é que as abelhas da tribo Meliponini preferem temperaturas mais amenas e produzem menos mel, porém com grande qualidade nutricional - menos açúcar e mais ácido. Assim, o projeto também faz um controle de qualidade físico-químico da produção.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A professora destaca que a ideia do projeto vai além da pesquisa científica e busca levar a prática e a importância da meliponicultura - criação das abelhas sem ferrão -, para as crianças e os agricultores. “A captura pode ser feita com material reciclável. É pet, jornal velho, coisas que não tem tanto valor agregado. Existe uma geração de renda, é uma forma de manter o homem no campo e é mais um atrativo”, afirma Mari Silvia. Ela também explica que esta forma de captura é permitida pelos órgãos de fiscalização e ajuda a perpetuar a espécie.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Entre 2021 e 2022 o projeto foi levado para as escolas dos nove municípios da Quarta Colônia com o objetivo de disseminar a meliponicultura entre os estudantes. A pesquisadora conta, com brilho nos olhos, a resposta positiva por parte das crianças durante as visitas. “Eles ficaram encantados, deslumbrados, e essa curiosidade é fantástica, né? Então eles vão servir de atores sociais, vão contar para a família, e aí a gente vai difundir esse conhecimento em relação às abelhas”, ela relata.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Mari Silvia ainda ressalta a importância da pesquisa para a Universidade e a comunidade ao ajudar a desenvolver a consciência ecológica, além da falta de disseminação da meliponicultura: “A gente tem muita pesquisa linda, que não chega na comunidade. E olha todas essas nossas viagens, quantas crianças a gente encantou e fomos encantados também por elas. Então eu acho que a gente tem que devolver mais para a sociedade”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":3817,"width":768,"height":512,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/4-4-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de uma mulher sentada atrás de uma mesa branca, em que há quatro frascos de vidro e uma caixa de madeira A mulher está com os braços escorados na mesa. Ela tem pele branca, olhos escuros, cabelo ondulado, preto e comprido. Sorri amplamente. Veste blusa verde e lisa. Usa óculos escuros no cabelo e brincos de pérolas em branco. Na frente dela, quatro potes de vidro enfileirados e com tampa quadriculada vermelha e branca, com mel dentro e uma etiqueta branca na frente. Ao lado dos potes, uma caixa de madeira grande com uma tampa de vidro e, na frente, uma abertura circular com um pano vazado amarrado em volta. O fundo é uma parede branca." class="wp-image-3817" width="768" height="512" /><figcaption class="wp-element-caption">Mari Silvia com potes de mel e a caixa das abelhas no Centro de Ciências Rurais (CCR) | Foto: Gabriel Barros</figcaption></figure>
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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
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<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong>Reportagem: </strong><em>Giulia Maffi e Júlia Almeida</em><br><strong>Contato:</strong> <em><a href="mailto:%67%69%75%6ci%61%6d%61%66%66%69%30%38@%67%6d%61%69%6c%2ec%6fm">giuliamaffi08@gmail.com</a> / <a href="mailto:ju%6c%69%61%61%6c%6d%65%69%64are%63h%69a@g%6dai%6c%2e%63%6fm">juliaalmeidarechia@gmail.com</a></em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>REAPROVEITAR COM CRIATIVIDADE</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2023/07/22/reaproveitar-com-criatividade</link>
				<pubDate>Sat, 22 Jul 2023 12:00:30 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[28ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<category><![CDATA[reaproveitamento]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Iniciativas da UFSM reutilizam resíduos alimentares gerados dentro e fora do Campus]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"center","id":3841,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/FOTO-1-2-edited-1024x640.jpg" alt="Fotografia horizontal colorida de chocolates na cor creme e em formato de tartarugas, coelhos, jacaré e esfinge. Os chocolates são pequenos e estão enfileirados na horizontal. Atrás dos chocolates, três frascos de amostra marcados com medidas de volume. Dois desses frascos são do tamanho de copos. O primeiro tem chocolate branco em lascas e pedaços e o segundo tem chocolate branco triturado. O último pote é pequeno, do tamanho de uma rolha, e está preenchido com corante amarelo. O fundo é uma cartolina preta apoiada sobre uma mesa de granito." class="wp-image-3841" /><figcaption class="wp-element-caption">Amostras de chocolate produzidas em impressora 3D | Foto: Rafael Rintzel<br></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As sobras de comida que vão parar no aterro sanitário ou são descartadas de forma indevida na natureza representam um problema socioambiental que não pode ser ignorado. Todo ano, mais de 500 bilhões de dólares se perdem na forma de resíduos provenientes do consumo de alimentos, conforme publicação da <a href="https://www.mdpi.com/2304-8158/10/9/2163">revista Foods, de 2021.</a> Além do prejuízo financeiro, esse material jogado fora polui ecossistemas locais e contribui para emissão de gases do efeito estufa - principalmente por conta do chorume que se deposita no solo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O desperdício ao longo de toda a cadeia produtiva equivale a cerca de 930 milhões de toneladas de comida, <a href="https://www.oneplanetnetwork.org/knowledge-centre/resources/unep-food-waste-index-report">segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).</a> <a href="https://greenly.earth/en-us/blog/ecology-news/global-food-waste-in-2022">Isso representa 30% da produção global.</a> No ranking dos países que mais desperdiçam,<a href="https://mercadoeconsumo.com.br/26/01/2023/sustentabilidade/brasil-e-o-10o-pais-que-mais-desperdica-alimentos-no-mundo/"> o Brasil ocupa a 10° posição</a> e, sozinho, gera em torno de 46 milhões de toneladas de resíduos por ano. O&nbsp; professor do Departamento de Tecnologia e Ciência dos Alimentos da UFSM, Juliano Barin, explica que o ideal é evitar ao máximo o descarte inadequado. Para além disso, o pesquisador evidencia que os efeitos do descarte devem ser mitigados por meio de soluções inovadoras.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Desde 2022, ele coordena projeto de pesquisa focado na superciclagem de rejeitos orgânicos, em parceria com a doutoranda Angélica Kaufmann. O termo significa reaproveitar um resíduo e agregar valor ao material, como no caso das cascas de laranja coletadas no RU, que são usadas para confecção de chocolate. “Aquilo que, na melhor das hipóteses, viraria adubo, se transforma em ingrediente para produção de novos alimentos”, explica Angélica.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":3837,"width":768,"height":512,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/FOTO-2-1024x682.jpg" alt="Fotografia horizontal colorida de um homem e uma mulher em um laboratório, em pé em frente a uma impressora 3D cinza e preta.  O homem está no lado esquerdo da fotografia. Ele tem pele branca, cabelo castanho, liso e curto, além de barba rala grisalha. Veste uma jaqueta preta sobre blusa de tricot em tom grafite e calça jeans escura. Ele está apoiado no tampo de granito cinza. A mulher está à direita do homem, tem pele branca, cabelo loiro escuro, liso, comprido e preso em um rabo de cavalo. Ela sorri e veste um jaleco branco sobre blusa preta. Também está escorada no tampo de granito. Atrás deles, em cima de uma bancada de granito, está a impressora 3D, cinza e retangular, pouco maior do que uma cafeteira e em formato parecido. Ao lado da impressora, vários chocolates no formato de animais em cima de uma folha de papel branco. Os chocolates são pequenos, tem formato de esfinge, tartaruga, lagarto e coelho e tem diferentes tons de branco e creme. Ao fundo, a parede é uma divisória cinza com uma janela.
" class="wp-image-3837" width="768" height="512" /><figcaption class="wp-element-caption">Os pesquisadores Juliano Barin e Angélica Kaufmann no laboratório de pesquisa do prédio 44E | Foto: Rafael Rintzel</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O processo de superciclagem acontece por meio de uma impressora 3D, que cria&nbsp; chocolates no formato de animais: um coelho, uma tartaruga e até uma esfinge aos poucos são moldados pela máquina. Depois da impressão, Angélica guarda as figuras em potes de amostra. Cada figura tem um grau diferente de pureza, o que indica a quantidade de casca de laranja que foi utilizada na produção do chocolate.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":3838,"width":768,"height":583,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/FOTO-3-1024x777.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida da impressora 3D em plano fechado. A máquina tem base quadrada preta e, no centro, há um disco de papel branco em que está a base de uma tartaruga de chocolate branco. Sobre a tartaruga, cilindro prateado com uma espécie de agulha, que molda o chocolate. A impressora está sobre um tampo de granito cinza." class="wp-image-3838" width="768" height="583" /><figcaption class="wp-element-caption">&nbsp;Impressão 3D do chocolate | Foto: Rafael Rintzel</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O objetivo da pesquisa é demonstrar que a food waste - comida jogada fora - pode ser usada para melhorar tanto o sabor quanto a qualidade nutricional de um produto. Isso possibilitará a criação de redes de consumo ambientalmente sustentáveis e economicamente lucrativas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Inovar é o caminho</strong></h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A empresa <a href="https://oliveplus.com.br/">OlivePlus</a> tem como objetivo utilizar o bagaço de azeite de oliva para produzir suplementos alimentares e bioinsumos farmacêuticos. Esse é outro exemplo de superciclagem na UFSM. No mercado da olivicultura, a cada 100kg de azeitonas, apenas 20 litros são transformados em azeite e o restante, 80kg, são bagaço, segundo levantamento da empresa.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":3839,"width":768,"height":512,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/FOTO-4-1024x682.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida em plano fechado de mão de pele branca, que segura um pó marrom claro. A mão está em destaque no lado esquerdo da imagem. Na parte direita, abaixo e em desfoque, pote de amostra branco em formato de tigela com pasta esverdeada e um moedor no formato de um bastão. O fundo, desfocado, é uma bancada de granito cinza.
" class="wp-image-3839" width="768" height="512" /><figcaption class="wp-element-caption">Amostras de oliva | Foto: Rafael Rintzel</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A CEO da OlivePlus, Camila Monteiro, explica que a ideia do negócio surgiu durante o mestrado em Tecnologia dos Alimentos, quando ela percebeu que no Brasil não existia nenhuma iniciativa no setor. A startup nasceu na Incubadora Pulsar e iniciou suas atividades em março de 2022 como a primeira empresa do ramo de reaproveitamento de resíduos a operar na universidade. O material utilizado nas pesquisas vêm da indústria de azeite de Recanto Maestro. Por enquanto, a equipe atua no desenvolvimento de extratos alimentares e pretende iniciar estudos no campo farmacêutico. “Além de reaproveitar o resíduo, queremos trazer sustentabilidade e economia circular para a cadeia produtiva”, afirma Camila.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":3840,"width":701,"height":768,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/FOTO-5-935x1024.jpg" alt="Fotografia vertical e colorida de uma mulher parada atrás de uma bancada de granito cinza em que há materiais de laboratório. Ela tem pele branca, cabelo castanho em tom médio, levemente ondulado e com comprimento na altura do ombro. Ela sorri amplamente, veste jaleco branco sobre camiseta preta e usa colar dourado com pingente. Está com as mãos apoiadas na bancada. Em sua frente,  amostras da oliva em óleo e em pó sobre uma bancada de granito dentro de tubos de ensaio, um pote e tigelas. Ao fundo, outra bancada com tampo de granito cinza, armários marrons, janelas com moldura branca e cano cinza, com entradas de tomada.
" class="wp-image-3840" width="701" height="768" /><figcaption class="wp-element-caption">Camila Monteiro, CEO da OlivePlus. | Foto: Rafael Rintzel</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ela espera que a criação do novo Parque Tecnológico da UFSM auxilie no projeto. O Parque vai sediar o primeiro Laboratório-Oficina voltado para a área de Tecnologia dos Alimentos no Brasil. “A UFSM vai ser uma espécie de cobaia para o resto do país”, brinca Juliano. Ele está empolgado com a ideia de um novo centro de pesquisa que ajude no desenvolvimento de projetos focados na sustentabilidade. Não se trata apenas de pesquisar uma ideia ou de criar um negócio, mas de pensar soluções para o cenário atual. “O alimento é uma pauta de ativismo”, conclui o professor.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong>Reportagem:</strong> <em>Luanna Karoline e Rafael Reis</em><br><strong>Contato:</strong> <em><a href="mailto:ka%72%6f%6c%69%6ee%2e%6d%6f%72%61%65s@%61%63ad%2e%75%66s%6d.br">karoline.moraes@acad.ufsm.br</a> / <a href="mailto:r%74rd%61%7aev%65%64%6f@%67%6d%61%69%6c.c%6f%6d">rtrdazevedo@gmail.com</a></em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>COMITÊ AMBIENTAL ESTIMULA NOVOS SISTEMAS ECONÔMICOS</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2022/08/19/comite-ambiental-estimula-novos-sistemas-economicos</link>
				<pubDate>Fri, 19 Aug 2022 21:38:16 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[27ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
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		<category><![CDATA[Comitê ambiental]]></category>
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		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3673</guid>
						<description><![CDATA[A economia circular é um sistema de produção que tem o objetivo de utilizar de maneira mais responsável os recursos naturais e não gerar resíduos. De acordo com a doutora em Desenvolvimento Rural e pesquisadora multidisciplinar da UFSM, Gisele Guimarães, os fluxos produtivos se retroalimentam nesse modelo de negócio, ou seja, todas as etapas interagem [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"center","id":3674,"width":768,"height":512,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2022/08/3A2338A6-C1DD-41AD-ABA3-5ACBF588E9A4-1024x683.jpg" alt="Foto horizontal; predominantemente laranja;  um estande dos objetos de troca do Escambo Solidário; pessoa acocorada usando camiseta xadrez e saia preta com o braço estendido para o estande de objetos de troca, na sua frente uma estante de pallets com plantas em em cima além de uma ecobag e acessórios pendurados no pallet, ao seu lado vários vasos pretos com  plantas nas cor verde outra pessoa da cintura para baixo com calça e tênis verdes olhando os objetos expostos no Escambo Solidário; no fundo bandeiras de São João  nas cores rosa e amarela  e outras duas pernas aparecem na foto,  outras duas pessoas presentes" class="wp-image-3674" width="768" height="512" /></figure>
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<p>A economia circular é um sistema de produção que tem o objetivo de utilizar de maneira mais responsável os recursos naturais e não gerar resíduos. De acordo com a doutora em Desenvolvimento Rural e pesquisadora multidisciplinar da UFSM, Gisele Guimarães, os fluxos produtivos se retroalimentam nesse modelo de negócio, ou seja, todas as etapas interagem entre si e formam um ciclo. Já a economia solidária, é uma forma de organização social com base no coletivo, na qual as pessoas se sentem parte de todos os processos de autogestão. Ela também envolve questões de sustentabilidade e preocupação ambiental.</p>
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<p>Como uma forma de aplicar esses sistemas, o Comitê Ambiental da Casa de Estudante (CEU II) é um projeto estudantil em parceria com a SATIE/PRAE (Setor de Atenção Integral ao Estudante da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis), que visa reduzir os impactos ambientais e eliminar a geração de resíduos na comunidade da UFSM. Periodicamente, os integrantes organizam o Escambo Solidário, um evento de trocas entre o Comitê e a comunidade.</p>
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<p>O Escambo é um sistema de trocas criado pelos moradores da CEU e tem uma moeda própria: os <em>ecopilas</em>. Essa moeda social foi desenvolvida pelos alunos juntamente com a Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis e o Setor de Atenção Integral ao Estudante.</p>
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<p>Para adquirir os <em>ecopilas</em>, é preciso entregar alguns materiais&nbsp; para serem reciclados pelo Comitê, tais como: resíduos orgânicos, óleo de cozinha saturado, embalagens de amaciante, vidros de conserva, latas de alumínio, CDs e discos de vinil. Esses recursos são ora encaminhados para a compostagem, ora reutilizados em oficinas organizadas pela SATIE/PRAE, como explicado pela integrante do Comitê Ambiental, Nadyanni Alves.</p>
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<p>A partir disso, observa-se que as trocas do Comitê Ambiental estão ligadas com a comunidade que as desempenha, a qual se sente parte de todo um processo vital. Dessa forma, os estudantes Marcos Filho e Carlos Peixoto ressaltaram a importância de uma entrega consciente dos resíduos. Esse ato, ligado a um ciclo que não gera lixo e reutiliza totalmente os recursos, constitui a prática das economias <em>circular</em> e <em>solidári</em>a.</p>
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<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2022/08/Infografico_TXT-1024x724.png" alt="" class="wp-image-3676" /></figure>
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<p>Segundo o morador da CEU, Edivan Schein, a prática interferiu diretamente nas questões de separação de lixo no cotidiano dele: “Na separação dos resíduos em casa, a gente até separava lixo seco de lixo orgânico, mas não tinha percepção. Hoje os nossos hábitos mudaram bastante e eu realmente não consigo misturar nenhum tipo de resíduo. O que eu posso, mando tudo para a reciclagem”, comentou o estudante.</p>
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<p>A acadêmica de Publicidade e Propaganda, Isadora Huff, se sente muito feliz por saber que está fazendo sua parte. A moradora da CEU aproveitou o evento e trocou seus <em>Ecopilas </em>por plantas suculentas, uma Jade, um abacaxi roxo, e uma ecobag (espécie de bolsa feita pelo artesanato de resíduos recicláveis). Os itens foram retirados em uma das bancas do evento pela estudante.</p>
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<p>Como participante da organização do projeto, Nadyanni conseguiu observar um aumento constante no envolvimento dos moradores da CEU nas atividades. Essa interação resulta direta ou indiretamente na redução de impactos ambientais e na correta destinação dos resíduos orgânicos e recicláveis. Segundo ela, os nutrientes do lixo orgânico são essenciais para o desenvolvimento das plantas e não devem ser descartados.</p>
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<p>Andréia Zanoello, Assistente Social da PRAE e responsável pelas atividades do Comitê relatou que o Escambo Solidário foi realizado em conjunto com o SATIE/PRAE e que muitos resíduos coletados no evento são recursos a serem utilizados nas oficinas de artesanato promovidas pelo Setor. “A PRAE sempre teve uma relação de parceria com o Comitê Ambiental”, pontuou a profissional.</p>
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<p>Segundo a Professora Marilise Krugel, bióloga do Setor de Planejamento Ambiental da Pró-Reitoria de Infraestrutura (ProInfra), apesar de não estar ligada com a coleta de resíduos oficial da instituição, essa iniciativa do Comitê é muito importante. Isso ocorre porque ela sensibiliza os alunos para os problemas ambientais. “O que falta na nossa sociedade é essa responsabilidade individual sobre o que a gente gera.”, destacou ela.</p>
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<p>Por mais que políticas públicas voltadas para a coleta sejam essenciais, também segue necessária a conscientização na separação responsável do lixo. No entanto, é de suma importância que a universidade trabalhe com educação ambiental, para que a compreensão por parte dos alunos, sejam eles moradores da CEU ou não, incite para o caminho da sustentabilidade. O escambo, além de estimular&nbsp; as economias <em>circular</em> e <em>solidária</em>, tem papel fundamental nessa prática. Os alunos que participam das trocas sentem o impacto que a ação provoca em seu cotidiano&nbsp; e a mudança na mentalidade que as atividades&nbsp; ligadas ao Comitê Ambiental causaram.</p>
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<p>Para participar das ações do Comitê, é possível se candidatar como voluntário, ainda que toda a comunidade possa auxiliar entregando resíduos para a destinação adequada. Além disso, é importante lembrar que todos os objetos de troca do Escambo Solidário podem ser consultados no <a href="https://drive.google.com/file/d/1hDWAyZ3k6JJEkdCMYHKjjAY1RLrKrCOB/view">Guia de Trocas do Escambo Solidário</a></p>
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<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2022/08/47b8fff0-ea0b-4c13-97b7-6a435c22645c-1024x682.jpg" alt="Foto horizontal; predominantemente laranja; registro de uma troca no Escambo Solidário; pessoa dos ombros para baixo usando um blusão azul e calça preta segurando uma lata de achocolatado em uma mão e realizando a entrega de Ecopilas com a outra. Pessoa com casaco preto e branco recebendo a moeda; no fundo mesa de pescaria e pessoas circulando no Hall do Restaurante Universitário" class="wp-image-3675" width="768" height="512" /></figure>
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<p><strong>O que são os </strong><strong><em>Ecopilas</em></strong><strong>?</strong></p>
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<p>A moeda social dos <em>Ecopilas </em>surgiu de um diálogo entre o Comitê Ambiental e o SATIE a partir da vontade de concretizar as trocas de materiais. Ao entregar seus resíduos, os participantes recebem essa moeda, que no Escambo Solidário, poderá ser trocada por artesanatos e plantas.&nbsp;</p>
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<p>Cada resíduo tem um valor específico, assim como os produtos feitos pelo Comitê. Além disso, é preciso seguir algumas regras para que os materiais possam ser permutados e utilizados posteriormente no projeto. Os cuidados principais são:</p>
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<ul><!-- wp:list-item -->
<li>Deixar as embalagens limpas e <strong>com</strong> tampa;</li>
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<!-- wp:list-item -->
<li>não colocar cascas de frutas <strong>ácidas</strong>, como laranja e kiwi;</li>
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<!-- wp:list-item -->
<li>não colocar restos de comida cozida, como arroz e carne;</li>
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<!-- wp:list-item -->
<li>entregar o óleo de cozinha em garrafas pet;</li>
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<!-- wp:list-item -->
<li>entregar embalagens de amaciante de 2 e 5 litros.</li>
<!-- /wp:list-item --></ul>
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<p><strong>A coleta&nbsp;</strong></p>
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<p>O Escambo Solidário é uma atividade esporádica organizada pelo Comitê Ambiental. Mesmo diante de toda a sua contribuição dentro da Universidade, não é de responsabilidade do Comitê a Coleta Seletiva de resíduos na instituição. Esta coleta compete, desde junho de 2016, ao Setor de Planejamento Ambiental, órgão anexo da Pró-Reitoria de Infraestrutura (ProInfra). O setor deve atender ao Plano Nacional de Resíduos Sólidos (Planares) e também ao Decreto Federal de número 5940/2006, que diz que as instituições federais devem encaminhar seus materiais recicláveis para associações e cooperativas de selecionadores de materiais recicláveis.</p>
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<p>A coleta é realizada por uma equipe, disponibilizada pelo Setor&nbsp; e ocorre no Campus toda semana.&nbsp; a equipe&nbsp; integra 3 servidores da empresa de terceirização de serviços de limpeza e higienização: Sulclean e mais um motorista. Todo material coletado é entregue às associações de selecionadores de materiais recicláveis (uma diferente a cada coleta), que estão habilitadas a receber estes materiais através de uma chamada pública.</p>
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<p>A Professora Marlise Krugel, bióloga do Setor de Planejamento Ambiental da ProInfra,&nbsp; lembrou da necessidade de cada um assumir suas responsabilidades na separação correta do descarte do lixo: “O que a gente precisa é que as pessoas assumam as suas responsabilidades como geradores. Todos nós geramos resíduos diariamente, e cabe a nós descartar da forma correta cada um deles”, conclui Marlise.</p>
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<p>A Coleta Seletiva Solidária recolhe resíduos recicláveis:</p>
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<ul><!-- wp:list-item -->
<li>PAPEL: papelão, cartazes, revistas, jornais, apostilas, cadernos, livros,<br>embalagens longa vida.</li>
<!-- /wp:list-item -->

<!-- wp:list-item -->
<li>PLÁSTICO: embalagens e tampas, copos, garrafas PET, tubos de caneta,<br>forros e canaletas de PVC.</li>
<!-- /wp:list-item -->

<!-- wp:list-item -->
<li>METAL: lata de bebidas e alimentos, tampas, fios, arames,<br>tubo de creme dental.</li>
<!-- /wp:list-item -->

<!-- wp:list-item -->
<li>VIDRO: garrafas, vidros não contaminados.</li>
<!-- /wp:list-item --></ul>
<!-- /wp:list -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><em>Reportagem:</em> <em>Henrique Falkembach e Isadora Pellegrini</em><br><em>Fotos: <em>Isadora Pellegrin</em></em>i<br><em>Ilustração: Noam Wurzel</em></p>
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													</item>
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