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				<title>A ESCOLHA DE SE DOAR À CIÊNCIA</title>
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				<pubDate>Thu, 25 Jul 2024 20:30:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[29ª Edição]]></category>
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						<description><![CDATA[A doação de corpos para estudos cresceu na UFSM após a pandemia. O programa é o quinto mais antigo do Estado e auxilia na formação de mais de mil alunos por ano]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo: </p>
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<figure><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/Fran-e-Tay.mp3"></audio></figure>
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		<p>A morte não é um medo da enfermeira Martha Azevedo. Com 32 anos, ela comunicou à família o destino que deseja para seu corpo: a doação aos laboratórios e salas de aula do Departamento de Morfologia da UFSM. A profissional de saúde é uma das 54 inscritas no Programa de Doação Voluntária de Corpos, que registra um crescimento de 40% após a pandemia.</p>
<p>No Brasil, há 39 programas semelhantes. O Rio Grande do Sul concentra uma em cada quatro iniciativas no país. São dez espalhadas pelo Estado. A UFSM tem o quinto programa de doação mais antigo do Estado. Criada em 2016 para estudos e pesquisas, a iniciativa auxilia na formação acadêmica de mais de mil alunos por ano. Desde a fundação do projeto, 11 corpos foram doados e 54 intenções foram formalizadas.</p>
<p>Comunicar em vida o desejo de doar o próprio corpo é uma prática assegurada por lei desde 2002. O texto diz, no artigo 14, que “É válida, com objetivo científico, ou altruístico, a disposição gratuita do próprio corpo, no todo ou em parte, para depois da morte”. Martha fala que o desejo de ser doadora surgiu durante a graduação em enfermagem, há seis anos: “Ter contato com um corpo foi essencial para minha formação. Fiquei pensando em uma forma de retribuir o gesto de quem já se foi, e também poder ajudar outros alunos assim como eu”, contou a enfermeira.</p>		
			<h4>Crescimento de doadores</h4>		
										<figure>
										<img width="768" height="476" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/Imagem-site-Fran-e-Tay-768x476.jpeg" alt="Fotografia horizontal, colorida, de metade de um crânio humano, de resina, da cor amarela. No lado esquerdo da imagem aparece parte da cavidade do nariz, um dos olhos e metade dos dentes. O fundo está desfocado e retrata uma sala de aula, com mesas e cadeiras brancas. Há um corpo deitado sobre uma das mesas, coberto por um tecido azul. Na parede branca existe um quadro verde-escuro fixado." />											<figcaption>Crânio humano | Foto: Francine Castro</figcaption>
										</figure>
		<p>As intenções de doação cresceram na UFSM até 2019, mas foram prejudicadas com o início dos casos de Covid-19. Em 2020, o programa não recebeu nenhuma declaração. No entanto, o número aumentou depois de 2021 e chegou a sete em 2023, uma alta de 40% com o fim da pandemia. No primeiro semestre deste ano, o departamento recebeu cinco documentos.</p>
<p>Mais da metade das pessoas que manifestam formalmente a vontade têm idade superior a 40 anos e cerca de 60% são mulheres. No entanto, não há um perfil socioeconômico definido dos doadores, como informa o professor Carlos Eduardo Seyfert, coordenador do programa. “Tivemos, por exemplo, pessoas que são gratas à ciência, por serem curadas de câncer ou doença rara. Outros simplesmente querem encontrar uma forma de continuar sendo úteis após a morte”, afirmou.</p>
<p>A terapeuta Marisa Zuse, 54, é outro exemplo. Ela já comunicou à família sobre o desejo de destinar seu corpo à ciência. Residente em Santa Maria, tomou a decisão após um encontro com familiares, quando um estudante de Medicina comentou sobre os programas que existiam. “Na mesma hora já decidi. Posso contribuir de alguma forma. Quero ser útil”, completou. </p>		
										<figure>
										<img width="768" height="776" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/Grafico-site-Fran-e-Tay-768x776.jpeg" alt="Gráfico de colunas verticais na cor amarelo-mostarda, mostra que em 2020 não houve doações. Em 2021 tiveram quatro. Em 2022, cinco. No ano de 2023, sete doações e em 2024, cinco. O fundo é branco." />											<figcaption>Fonte: Departamento de Morfologia da UFSM</figcaption>
										</figure>
			<h4>O que é feito com os corpos? </h4>		
		<p>Os corpos que chegam no Departamento de Morfologia do Campus de Santa Maria passam por um processo de fixação. A etapa inclui formol ou salmoura para evitar a decomposição. Cerca de seis meses após a aplicação do produto, o corpo poderá ser usado. </p>
<p>Os materiais são utilizados em aulas de anatomia humana, como informa o chefe do Departamento de Morfologia da UFSM, professor João Cezar Dias. Ele destaca a importância do contato direto com corpos humanos reais, que proporcionam a compreensão detalhada - algo que modelos anatômicos não conseguem replicar."Todos os cursos da saúde têm disciplinas de anatomia, às vezes mais de uma, inclusive. Nosso respeito é total, com todo corpo sobre a bancada. Mantemos a ética com quem está ali nos ajudando", afirmou João Cezar.</p>		
			<h4>Como ser um doador?</h4>		
		<p>Qualquer pessoa maior de 18 anos pode doar o corpo para fins acadêmicos e científicos. A única excessão é que não são aceitos corpos em caso de morte violenta, ou seja: decorrente de acidentes de qualquer natureza, homicídio ou suicídio. Isso porque os corpos devem ser submetidos à necropsia e, conforme necessidade da investigação, devem estar à disposição para exumação.</p>
<p>A declaração de doação de órgãos e restos mortais é feita com base em um modelo disponível no site da universidade <em><strong><a href="https://www.ufsm.br/unidades-universitarias/ccs/servicos/doacao-de-corpos" target="_blank" rel="noopener">(acesse aqui o documento)</a></strong></em>. Para reconhecimento é preciso procurar um cartório ou realizar a assinatura digital por meio do cadastro online no Gov.br<em><strong><a href="https://www.gov.br/governodigital/pt-br/identidade/assinatura-eletronica" target="_blank" rel="noopener"> (acesse o serviço aqui)</a></strong></em>. O professor orienta que pelo menos uma pessoa  - de preferência familiar - assine como testemunha, pois apesar de declarar o desejo em vida, a família é superior na decisão da destinação do corpo após a morte. O documento deve ser preenchido em três vias: uma é entregue diretamente no Departamento de Morfologia da UFSM e as outras duas ficam com o doador e a família. No caso do indivíduo manifestar interesse para a família em destinar o corpo para a universidade, mas não formalizar o desejo, a família pode optar por destinar mesmo assim.</p>
<p>Depois do falecimento, a família deve fazer contato com a Universidade para informar o óbito. É permitido que o corpo seja velado antes de ser encaminhado ao Departamento. A decisão cabe à família, que também arca com o custo do transporte entre a funerária e a UFSM.  Participar do programa não exclui a possibilidade de doar órgãos para transplante e é possível doar apenas partes do corpo.</p>		
		<p><strong>Reportagem: </strong>Francine Castro e Tayline Manganeli</p>
<p><strong>Contato: </strong>francine.castro@acad.ufsm.br/tayline.alves@acad.ufsm.br</p>]]></content:encoded>
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						</item>
						<item>
				<title>CUIDAR DE QUEM CUIDA</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2024/07/22/cuidar-de-quem-cuida-2</link>
				<pubDate>Tue, 23 Jul 2024 00:52:25 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[29ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[cuidado]]></category>
		<category><![CDATA[cuidadores]]></category>
		<category><![CDATA[ed29]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[terapia ocupacional]]></category>

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						<description><![CDATA[Projeto acolhe pessoas responsáveis por idosos e adultos com doenças crônicas ou incapacitantes]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph -->
<p>Para escutar o áudio da reportagem, clique abaixo:</p>
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<!-- wp:audio {"id":3942} -->
<figure><audio controls src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/REPORTAGEM-CUIDAR-DE-QUEM-CUIDA-1.mp3"></audio></figure>
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										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/MG_3032-7-5-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal, colorida e em plano detalhe da pele de Neite, que enfoca as marcas da idade. A pele é branca. A idosa parece estar na faixa etária dos 80 a 90 anos. Na mão esquerda há um acesso venoso, fixado por um pedaço de fita. Está sentada em uma maca hospitalar e veste um avental na cor branca, com o nome “Hospital Universitário de Santa Maria” escrito na cor verde. Ela está coberta da cintura para baixo por uma manta branca com detalhes em vermelho. Ao fundo da imagem, desfocado, está um boneco sentado sobre uma almofada azul marinho. Ele tem a pele branca, veste um tip top azul marinho e está com uma chupeta azul claro na boca." />											<figcaption>Marcas da idade em paciente do HUSM | Foto: Giovana Chaves</figcaption>
										</figure>
		<p>No Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), a professora de Terapia Ocupacional (TO) da UFSM, Silvani Vieira Vargas, assume dois papeis: docente e cuidadora familiar. Devido ao progresso de doenças incapacitantes, sua mãe Neite, de 85 anos, está sob cuidado paliativo na ala geriátrica. Silvani relata que ter o conhecimento técnico e exercer o papel de cuidadora simultaneamente é algo muito angustiante. Apesar de ter atuado na área por 13 anos, ela diz se sentir desconfortável com a posição que ocupa hoje. “Minha formação faz com que eu saiba muitas coisas da área, mas aqui ele não é levado em conta. Aqui, eu sou apenas cuidadora”, conta Silvani.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a professora de TO da UFSM, Kayla Araújo Ximenes Aguiar Palma, compartilha sentimentos semelhantes aos de Silvani. Sua mãe, que completa 89 anos em breve, está em processo demencial e Kayla não imaginava experienciar o tema que estudou durante quase três décadas.</p>
<p>O Programa de Apoio a Cuidadores da Terapia Ocupacional (Pacto) surgiu em 2013, através de um olhar empático de Kayla,  que está com o pós-doutorado em  Gerontologia Biomédica pelo Instituto de Geriatria e Gerontologia (IGG) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) em andamento. Inicialmente, o projeto começou com o intuito de oferecer suporte técnico e emocional aos cuidadores de idosos e de adultos com doenças crônicas ou incapacitantes.</p>
<p>Atualmente, o Pacto é coordenado pela professora Silvani e desenvolve palestras, workshops e oficinas com profissionais da saúde. Uma das principais queixas relatadas pelos cuidadores é a sobrecarga, proveniente do processo de cuidado. Assim, o principal objetivo é o desenvolvimento de estratégias e possibilidades de cuidado, a fim de amenizar o cansaço. </p>
<p>O grupo amplia suas ações por meio de encontros on-line e presenciais - que ocorrem uma vez no mês -, tele acolhimento e atendimentos no ambulatório. Além disso, desenvolve atividades itinerantes nas cidades de Itaara e Silveira Martins, municípios próximos de Santa Maria. Tais práticas - que abrangem ensino, pesquisa e extensão - proporcionam formação inicial e continuada de acadêmicos de cursos de graduação da área da saúde, como Terapia Ocupacional, Psicologia e  Enfermagem, além de pós-graduandos e residentes da Universidade.</p>
<p>Para desenvolver os assuntos abordados nas capacitações, o grupo estuda sobre os temas que os participantes querem compreender. As ações abrangem desde conteúdos educativos sobre atenção à saúde dos idosos e seus responsáveis até atividades voltadas para melhorar a qualidade de vida e hábitos saudáveis. Os cuidadores têm uma classificação que os diferencia entre formais - que têm algum grau de capacitação técnica para o trabalho e recebe remuneração para tanto - ou informais, que têm um elo afetivo e de parentesco e não são remunerados para a função.</p>
<p>Há nove anos, Marlei do Carmo recebeu essa responsabilidade. Seu marido Cirilo, aos 60 anos de idade, foi diagnosticado com Alzheimer. A doença neurodegenerativa, progressiva e sem cura afeta 1,2 milhão de pessoas e 100 mil novos casos são diagnosticados por ano no Brasil, de acordo com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).</p>
<p>Como cuidadora informal, Marlei relata que a rotina é cansativa e que, muitas vezes, se sente frágil, pois o trabalho requer paciência e atenção. “Cursei técnico de enfermagem e o estágio que fiz no Hospital Psiquiátrico foi bem difícil, me desgastou muito. Mas tenho uma grande fé em Deus e creio que se Ele me permitiu cuidar de alguém é porque sou capaz”, conta. Apesar do desafio, ela garante que todo o esforço e dedicação proporcionam melhores resultados no tratamento do marido e amenizam os sintomas da doença.</p>
<p>Em 2019, após indicação feita por um médico neurologista do HUSM que atendia Cirilo, Marlei começou a frequentar os encontros semanais do Pacto que, na época, eram presenciais. No ano de 2020, com o início da pandemia da COVID-19, os encontros passaram a ser feitos on-line. Devido à dificuldade de acesso, ela optou pela saída das atividades, mas guarda com muito carinho os momentos que compartilhou com o projeto. “Além de uma troca de experiências e conhecimento, fiz novas amizades que me ajudaram  a lidar com a situação de uma forma mais leve”, lembra.</p>
<p>A mudança do formato presencial para o on-line tornou-se o método definitivo dos encontros semanais após a pandemia. Entretanto, o grupo realiza, em parceria com a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) Sub-Regional Santa Maria, um encontro presencial mensal com especialistas da área, no prédio da antiga Reitoria da UFSM, localizado no centro da cidade. Os eventos focam na psicoeducação em saúde, que relaciona instrumentos psicológicos e pedagógicos com o objetivo de ensinar o paciente e/ou os cuidadores, principalmente os informais, sobre a doença e seus tratamentos. Assim, é possível desenvolver um trabalho de prevenção e conscientização. </p>
<p>Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística <em><strong><a href="https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/38186-censo-2022-numero-de-pessoas-com-65-anos-ou-mais-de-idade-cresceu-57-4-em-12-anos" target="_blank" rel="noopener">(IBGE)</a></strong></em>, a população idosa - 60 anos ou mais - teve um aumento de 56% de 2010 a 2022. Nessa perspectiva, o Pacto surge como um lugar de aprendizado e de acolhimento para todos aqueles que se sentirem confortáveis em participar. </p>		
			<h4>Terapia da boneca</h4>		
		<p>O delírio é um estado de alteração mental que faz com que um indivíduo apresente uma visão distorcida da realidade, e isso pode ser demonstrado de diferentes formas: por meio de uma confusão mental, de uma redução da consciência e até mesmo de alucinações. A nomenclatura nos casos de idosos que apresentam a condição é <i>delirium</i>, especialmente quando está associado à confusão mental.</p>
<p>No mês de maio, próximo da sua primeira internação, Neite Vargas Vieira, mãe de Silvani, começou a ter <i>delirium </i>e alucinações com crianças em situação de risco - como quedas, acidentes e afogamentos. Diante disso, uma de suas noras lhe presenteou com um bebê <i>reborn</i>, carinhosamente chamado de “André Luiz”. O boneco, com aparência de um bebê real, ajuda a acalmar Neite em momentos de confusão mental.</p>		
										<figure>
										<img width="1024" height="683" src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2024/07/MG_3056-22-1-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal, colorida e em plano médio da interação entre Neite e Silvani com um boneco, em um leito hospitalar. À esquerda da imagem, é possível observar Neite. Ela tem pele branca, cabelos grisalhos na altura da orelha e está com a boca levemente aberta. Ela parece estar na faixa etária dos 80 a 90 anos. Está sentada em uma maca hospitalar e veste um avental na cor branca. Seu braço esquerdo está levantado, nele há uma pulseira de identificação e suas unhas estão pintadas de vermelho. No centro da imagem está Silvani, que se encontra de pé ao lado da maca. Ela parece estar na faixa etária dos 50 anos. Tem a pele branca, cabelos loiros, compridos e lisos e sorri enquanto olha o boneco. Veste uma blusa de cor marrom com detalhes em verde, rosa, branco e laranja, que tem uma amarração na parte do peito. Sobre a blusa, um crachá de identificação. Os braços dela, que seguram o boneco, estão apoiados em uma almofada azul marinho. À direita da imagem está o boneco, que é a representação realista de um bebê. Tem a pele branca, cabelos castanhos na altura da orelha e um sorriso. Veste touca branca de lã e um tip top azul com um prendedor de chupeta na altura do peito. Ele está sentado na almofada azul marinho e voltado para Neite. Ao fundo, há uma cortina bege que separa os leitos hospitalares." />											<figcaption>Interação entre mãe e filha no leito hospitalar I Foto: Giovana Chaves
</figcaption>
										</figure>
		<p>Do inglês, <i>Dolls Therapy,</i> a Terapia da Boneca é uma abordagem não farmacológica que ganha destaque no manejo dos sintomas da Doença de Alzheimer. Silvani relata que sua mãe sempre teve grande afeto por crianças e que se acostumou a viver rodeada por seus filhos, netos e bisnetos. Isso facilitou a inserção do boneco para amenizar as crises. Apesar disso, durante os momentos de lucidez, Neite tem plena consciência de que André Luiz não passa de um brinquedo.</p>
<p>Para ficar por dentro dos eventos do grupo, <em><strong><a href="https://www.instagram.com/pacto_ufsm/">acesse o Instagram do Pacto</a>. </strong></em></p>		
		<p><strong>Reportagem:</strong> Daniele Gabriel e Luiza Silveira Ventura</p>
<p><strong>Contato:</strong> daniele.gabriel@acad.ufsm.br/ventura.luiza@acad.ufsm.br</p>]]></content:encoded>
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				<title>MORCEGOS AMPLIAM AMEAÇA DA LEPTOSPIROSE</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2023/07/24/morcegos-ampliam-ameaca-da-leptospirose</link>
				<pubDate>Mon, 24 Jul 2023 12:00:50 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[28ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<category><![CDATA[leptospirose]]></category>
		<category><![CDATA[morcegos]]></category>

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						<description><![CDATA[Transmitida através da urina, a bactéria pode ser letal para o humano]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"center","id":3835,"width":768,"height":512,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/20230426130512_IMG_6979-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de um morcego morto em cima de lajotas marrom avermelhadas, separadas por rejuntes na cor cinza. O morcego é preto e está com as asas abertas e rígidas. Algumas partes do corpo do morcego  estão desfiguradas. Na lajota, há algumas manchas de tinta branca e pedaços de tinta creme secos. Ao fundo, a  base de metal da janela em cor cinza." class="wp-image-3835" width="768" height="512" /><figcaption class="wp-element-caption">De acordo com a Dra. Ana Eucares Von Laer, a doença transmitida por morcegos que mais preocupa na UFSM é a leptospirose | Foto: Gabriel Barros</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Tradicionalmente associada aos ratos, a leptospirose é uma doença preocupante em todo o Brasil, devido a sua alta taxa de letalidade. Porém, segundo a pesquisa publicada como dissertação de Mestrado da doutoranda em Medicina Veterinária, Bruna Carolina Ulsenheimer, indica os morcegos como mais um possível transmissor da bactéria. Entre novembro de 2022 e fevereiro de 2023 -&nbsp; período de alta nas contaminações devido à maior incidência de chuvas -&nbsp; 564 casos da doença foram confirmados no Brasil. <a href="http://www.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica/areas-de-vigilancia/doencas-de-transmissao-por-vetores-e-zoonoses/doc/lepto/alerta_epidemiologicoms_lepto_inundacoes.pdf">Destes, 10,28% foram no Rio Grande do Sul, de acordo com a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde</a>. Com a de que não somente os ratos, mas também os morcegos servem como reservatório para a bactéria, a preocupação chega na UFSM, onde os estudantes convivem diariamente com esses animais nos prédios.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Quem caminha pelos corredores da Universidade, ainda mais nos edifícios antigos, com facilidade percebe a presença de morcegos e das fezes que eles deixam. Quando fala-se sobre o medo de contrair alguma doença destes animais, o imaginário popular tem a raiva como principal preocupação. Porém, de acordo com a coordenadora do Laboratório de Diagnóstico de Leptospirose (LABLEPTO), Dra. Ana Eucares Von Laer, a doença transmitida por morcegos que mais preocupa na UFSM é a leptospirose.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para Ana, a raiva é uma doença preocupante, mas só pode ser transmitida por espécies que sealimentam de sangue e pequenos insetos, o que não é o caso dos encontrados na Universidade. Segundo ela, a maior parte das variedades identificadas no Campus comem apenas frutas, por issonão são transmissores da raiva, mas podem ser vetores para a leptospira.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Por meio dos excrementos deixados pelos morcegos, a bactéria pode infectar humanos. Como informa Bruna, a bactéria pode se instalar nos rins das espécies frugívoras, ser eliminada pela urina e transmitir a leptospira. A pesquisadoraainda destaca que existem riscos de outras doenças incubadas em animais que dividem espaço com humanos, se tornarem zoonoses. “Ainda vamos passar não apenas por uma, mas porvárias epidemias capazes de evoluir para pandemias" alerta.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo Bruna: “Estes microrganismos podem estar somenteem uma espécie, mas tem potencial desofrer mutações e contaminar pessoas que tenham contato com essas colônias [de animais]”. Para a doutoranda, vírus e bactérias novospodem agir de maneiras desconhecidas no organismo, já que o corpo ainda não tem defesas naturais - os anticorpos, que são criados pelo sistema imunológico a partir do contato com agentes patológicos.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A mestranda em Medicina Veterinária e integrante do LabLepto, Taynara Dias Lansarin, pontua que os centros urbanos cresceram de forma exponencial e desorganizada. “As cidades se estabelecem nos habitats naturais dos morcegos, aumentando o contato humano com essas espécies e com os microrganismos que elas carregam”, explica Taynara. Segundo o Ministério da Saúde, a leptospirose tem letalidade média de 9%, podendo chegar a 40% em casos graves.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em caso de suspeita de infecção por leptospirose, um médico deve ser procurado para evitar que a doença evolua para sua fase tardia e mais grave. Os sintomas são: febre, dor muscular nas panturrilhas, dor de cabeça, náuseas e falta de apetite. O tratamento deve ser iniciado logo após a suspeita da infecção, com o uso de antibióticos, que tem sua maior eficácia na primeira semana de sintomas. Em caso de agravamento, a hospitalização deve ser imediata para amenizar o risco de morte.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><strong>A casa é dos estudantes, as janelas dos morcegos</strong></h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Na Casa do Estudante Universitário (CEU), o convívio com morcegos é constante, e, em algumas situações, seus dejetos interferem diretamente no bem-estar dos moradores. Como conta um dos milhares de estudantes que residem no local, “A convivência é bastante complicada. Todos os apartamentos tem uma caixa que protege a persiana, onde os morcegos se alojam e defecam na janela. A única manutenção é feita pelos moradores".</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo a Pró-reitoria de infraestrutura, ninguém pode manejar o material sem uso de Equipamento de proteção individual (EPIs), no entanto, o morador destaca que não há nenhuma manutenção ou limpeza por parte da instituição, com esses resíduos sendo retirados somente quando a iniciativa é tomada por quem reside no apartamento.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A Proinfra acrescenta que realizou um estudo em 2022, buscando saber qual a situação no Campus, em quais prédios os morcegos têm aparecido, horário que saem para se alimentar, etc. Com o resultado, foi elaborada uma dispensa de licitação para limpeza e vedação das juntas de dilatação da Reitoria, que aconteceu em 2023.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em relação aos demais prédios que enfrentam o problema, a Pró-reitoria de infraestrutura afirma que está preparando uma nova licitação para enviar ao Departamento de Material e Patrimônio (DEMAPA). Esse serviço exige o acompanhamento de um responsável técnico, já que os morcegos são protegidos por lei, sendo proibida a captura sem autorização do Órgão Ambiental. A norma também estipula um período de retirada entre março e setembro, fora do período de amamentação dos filhotes.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong>Reportagem:</strong> <em>Gabriel Barros e Rafael Rintzel</em><br><strong>Contato:</strong> <em><a href="mailto:barrosgabrieltm@gmail.com">barrosgabrieltm@gmail.com</a> / <a href="mailto:rafel_rintzel@hotmail.com">rafel_rintzel@hotmail.com</a></em>&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>SANTA MARIA EM MOVIMENTO</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2023/07/24/santa-maria-em-movimento</link>
				<pubDate>Mon, 24 Jul 2023 12:00:15 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[28ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed28]]></category>
		<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3819</guid>
						<description><![CDATA[Projeto da UFSM incentiva saúde e bem-estar]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"center","id":3821,"width":545,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/Revista-UFSM-edited.png" alt="Colagem de oito fotografias coloridas e em tons de azul e cinza de pessoas que praticam atividade física. A colagem tem o formato de diamante, e, juntas, as fotografias formam o desenho de uma seta que aponta para baixo. Quatro fotos estão posicionadas do centro para a esquerda em posição horizontal. Elas se referem a atividades relacionadas a pilates de solo. Outras quatro fotos estão do centro para a direita da foto, e se referem a atividades da fibromialgia. No centro esquerdo, na primeira foto, um grupo de mulheres com faixa etária a partir de 40 anos, de pele branca e cabelos castanhos e uma com o cabelo avermelhado; elas vestem leggings e camisetas e estão sobre um tatame amarelo e azul, com um joelho no solo e a outra perna esticada à frente do corpo. os braços estão esticados e inclinados em direção à perna alongada. Abaixo, mais uma foto desse grupo, em que estão as mesmas seis mulheres; elas estão com as pernas cruzadas e as mãos sobre os joelhos e a coluna reta; as expressões faciais são de concentração. Ao lado, fotografia em que, no primeiro plano, estão braços e mãos esticados; no segundo plano, uma senhora com a cabeça virada para a esquerda e olhar para a frente da fotografia; ela veste manga longa rosa, tem pele branca e  seu cabelo é curto, na altura da orelha; ela também está de braços esticados à frente do corpo. A última foto dessa sequência do lado esquerdo está na parte inferior da imagem. Nela, uma mulher na faixa etária dos 40 anos e expressão facial concentrada está sentada com as pernas dobradas à esquerda de seu corpo; ela está de perfil, tem pele branca, cabelos pretos com alguns fios grisalhos, lisos e presos em um coque; ela veste roupas pretas e está descalça; a imagem está recortada em volta da personagem, e a cabeça se sobrepõe sobre as imagens de cima, além das mãos, apoiadas no joelho, que ultrapassam a borda inferior da fotografia. Já a parte direita da colagem é formada por quatro fotos com tons de azul piscina. São fotografias de pessoas com roupas de natação em tons de preto e azul marinho, e que estão dentro de uma piscina grande. Esta  A primeira fotografia, no canto superior, tem um grupo de mulheres brancas com faixa etária de 40 anos; elas vestem maiô e touca de silicone; estão espalhadas na piscina , de frente, em fileiras bagunçadas. Abaixo, foto do mesmo grupo de mulheres em um semicírculo, cada uma com esponjas espaguetes nas cores amarelo, salmão e azul; elas estão de perfil; uma delas, em primeiro plano, olha para o lado esquerdo da fotografia e sorri. Ao lado, fotografia em primeiro plano da mulher que sorri na foto anterior; ela está de frente e com o rosto virado para a direita da imagem; ela segura uma pequena bola de plástico vermelho. Abaixo, a última foto, em que há outra mulher na piscina, em primeiro plano; ela está de frente e sorri amplamente; tem pele branca, olhos e sobrancelhas escuras, e está com os braços esticados para frente, embaixo d’água. A cabeça dela ultrapassa as bordas superiores da imagem e se sobrepõe sobre a foto acima. O fundo é transparente." class="wp-image-3821" width="545" /><figcaption class="wp-element-caption">Pessoas realizando duas das atividades oferecidas pelo Projeto Pró Saúde, Pilates e Fibromialgia | Foto: Gabriel Barros e Vitória Sarturi</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em um ambiente acolhedor, de troca de ideias, música e risos, o projeto Pró-Saúde oferece atividades físicas para toda a comunidade santa-mariense. Acompanhadas por acadêmicos e profissionais das áreas da saúde, os encontros vão além de simples visitas periódicas ao proporcionar momentos de amizade, descontração e auxílio em tratamentos de dores musculares.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Localizado no Centro Desportivo Municipal (CDM) - conhecido como Farrezão -, o Pró-Saúde tem como objetivo principal promover saúde e qualidade de vida de forma gratuita. Após firmar parceria com a Prefeitura Municipal,&nbsp; deu início às suas atividades, em 2018. Idealizado pela professora de Educação Física da UFSM, Luciane Sanchotene, o projeto de ensino, pesquisa e extensão do Núcleo de Estudos em Medidas e Avaliação dos Exercícios Físicos e Saúde (Nemaefs) da UFSM conecta a vida universitária e a comunidade. A estudante de Fisioterapia, Djenifer Rodrigues, responsável por quatro turmas de pilates do projeto, afirma que levar o conhecimento aprendido em sala de aula para a comunidade é uma das qualidades mais interessantes. Para quem está em formação a iniciativa serve como laboratório de ensino. A acadêmica do 5º semestre de Educação Física, Camile Baldoni, é voluntária e se sente beneficiada pelo projeto: “Eu cresci muito além de profissionalmente, cresci humanamente”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O Pró-Saúde tem uma equipe interdisciplinar e multiprofissional formada por acadêmicos das áreas de Educação Física, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Nutrição, Medicina e Psicologia, e beneficia cerca de 2400 pessoas. O projeto oferece 13 modalidades e tem como particularidade atividades específicas para pessoas com doenças crônicas não transmissíveis. Dessa forma, desempenha um papel importante na promoção da saúde. A prática regular de atividades físicas, recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), oferece benefícios significativos na prevenção e tratamento dessas doenças. No entanto, de acordo com a OMS, 23% dos adultos não atingem as recomendações mínimas durante a semana.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Antes de iniciar as aulas, os participantes passam por uma avaliação física, antropométrica, neuromuscular e comportamental. São analisados fatores como nível de estresse, percepção subjetiva da dor, resistência muscular e flexibilidade. Essas informações servem para prescrever os melhores exercícios e antecipar possíveis riscos e doenças crônicas.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Fibromialgia e gestantes</strong></h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Um diferencial do projeto são as atividades voltadas para pessoas com fibromialgia, síndrome que afeta a musculatura e causa dor intensa,&nbsp; rigidez muscular e depressão. Após a abertura de turmas para pessoas com doenças reumáticas (condições que acometem o sistema locomotor), houve grande procura por atividades específicas para fibromiálgicos. Com o intuito de oferecer um tratamento adequado, o projeto implementou atividades terapêuticas aquáticas, especialmente desenvolvidas para atender às necessidades desses alunos. As aulas são orientadas pela professora e fisioterapeuta Ângela Zanella e têm como propósito o alívio dos sintomas, o fortalecimento da musculatura e a melhora do humor e do convívio social.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Essa teia de benefícios não para por aí. A professora comenta: “O paciente vai se sentir mais disposto, vai ter um melhor convívio familiar e isso vai impactar diretamente na rotina das famílias. A pessoa tende a ser mais produtiva”.&nbsp; Ângela ainda inclui a melhora dos sintomas depressivos, a redução do uso de medicamentos e, consequentemente, a menor dependência do SUS.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Outra particularidade do projeto é uma turma para gestantes de risco habitual - que não apresentam complicações que afetam a gravidez. As mulheres recebem informações sobre mudanças corporais, vias de parto, cuidados com o bebê, amamentação e sexualidade por meio de rodas de conversa. Nelas, acontecem trocas de experiências entre gestantes e profissionais da saúde, que constroem um ambiente acolhedor. “É muito gratificante saber que a gente participa desse momento tão especial da vida das mulheres”, comenta a fisioterapeuta e professora da turma, Melissa Braz. A prática regular de exercícios físicos durante a gravidez traz benefícios tanto para a mãe quanto para a criança. São realizadas atividades específicas para diminuir dores na região lombar,&nbsp; inchaço das pernas e braços, edemas e diástase. Também evitam o risco de desenvolvimento de pressão alta e diabetes gestacional.&nbsp;&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Expansão</strong></h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As atividades não ocorrem apenas no Farrezão. Com o objetivo de atender o maior número de pessoas,&nbsp; o Pró-Saúde também acontece no Ginásio Oreco, na Tancredo Neves, o Clube 21 de Abril, no Itararé e o Centro de Educação Física e Desporto (CEFD) da UFSM.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Com sete turmas, o pilates é o mais procurado. A cada aula, as atividades são direcionadas para uma área específica do corpo, sem deixar de trabalhar alongamento, mobilidade, força e respiração. Eneida Posser participa do grupo de pilates há um ano e meio e comenta como as aulas impactam diretamente na sua vida. “Mudou bastante minha postura, equilíbrio e flexibilidade”.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Diante da procura pela ginástica rítmica, ofertada apenas para crianças a partir de quatro anos, foram abertas três turmas. A modalidade faz parte do Pró-Saúde Kids, criado para oferecer momentos de diversão e lazer para os pequenos ao mesmo tempo em que promove uma série de benefícios para a saúde. Durante as aulas, são trabalhados o desenvolvimento motor e flexibilidade das crianças, além de estimular o aspecto social e psicológico que proporcionam confiança e troca de vivências.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:separator {"className":"is-style-dots"} -->
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong>Reportagem:</strong> <em>Maria Francisca de Mello, Mariana Rodrigues e Samara Debiasi</em><br><strong>Contato:</strong> <em><a href="mailto:m%61%72%69%61f%72%61nc%69%73%63a%6dello%32%34@%67ma%69l%2e%63%6fm">mariafranciscamello24@gmail.com</a> /  <a href="mailto:mariana.rodrigues@acad.ufsm.br">mariana.rodrigues@acad.ufsm.br</a> / <a href="mailto:%73a%6d%61ra%2e%64%65%62%69%61%73%69@%61cad.u%66%73%6d%2e%62%72">samara.debiasi@acad.ufsm.br</a></em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>LUTO PERINATAL: UMA DOR SILENCIOSA</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2022/08/10/luto-perinatal-uma-dor-silenciosa</link>
				<pubDate>Wed, 10 Aug 2022 20:00:00 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[27ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[27ed]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[luto perinatal]]></category>
		<category><![CDATA[Maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[tabu]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3619</guid>
						<description><![CDATA[Em 2018, segundo a Fiocruz, 45.875 óbitos perinatais foram registrados no Brasil. Este luto é sentido pelas milhares de mães que perdem seus bebês entre a 22ª semana de gestação e o 7º dia após o parto. Dor, vazio e tristeza são os sentimentos das três mulheres com idades, experiências e vidas diferentes, que desejaram [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"center","id":3648,"sizeSlug":"medium","linkDestination":"none"} -->
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-medium"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2022/08/luto-perinatal-ilustra-1-e1660050542955-169x300.png" alt="Ilustração colorida da silhueta de uma mulher grávida. Ela é branca e está nua, com uma das mãos sobre a barriga. Acima do pescoço, girassóis amarelos com cabos e folhas verdes." class="wp-image-3648" /></figure></div>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em 2018, segundo a Fiocruz, 45.875 óbitos perinatais foram registrados no Brasil. Este luto é sentido pelas milhares de mães que perdem seus bebês entre a 22ª semana de gestação e o 7º dia após o parto. Dor, vazio e tristeza são os sentimentos das três mulheres com idades, experiências e vidas diferentes, que desejaram seus filhos, esperaram por eles e não puderam sequer levá-los para casa. O sofrimento do luto perinatal é o que une as histórias de Jeniffer Weschenfelder, Jaqueline Sandra Rigon e Bruna Fani.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A estudante de Biomedicina, Jeniffer Weschenfelder, aos 19 anos, descobriu a gravidez e, mesmo sem ter sido planejada, a partir da primeira consulta, ao ouvir os batimentos cardíacos de Helena, encarou a gestação com felicidade. A emoção dela e do marido Leonardo Schneider Vega, logo compartilharia lugar com a preocupação. Ao realizar os primeiros exames de rotina, sua médica observou alterações e percebeu que Helena tinha um cisto na nuca. Os pais foram orientados a buscar uma análise mais detalhada em Porto Alegre. Na capital, o médico informou que o diagnóstico do bebê só poderia ser dado de fato, na hora do nascimento, portanto, não seria possível garantir que a menina não tivesse complicações futuras.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Com quase oito meses de gestação, Jeniffer sentiu-se mal e notou que Helena não estava se mexendo. Acompanhada por seu esposo, foi ao Hospital Vida &amp; Saúde, em Santa Rosa para fazer um ultrassom. No exame, após mostrar a neném para a mãe, o médico responsável apontou para o coraçãozinho de Helena no monitor e disse: “aqui está parado”. Naquele momento, a mãe relata que sentiu o coração parar e, ao saber sobre o falecimento da pequena, desejou petrificar aquele momento para as duas ficarem para sempre juntas. "A Helena foi muito desejada, a gente a queria do jeito que fosse, só queríamos ela viva”, disse a mãe relembrando o caos do momento.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Após o parto, ela e seu marido tiveram um tempo com a filha, puderam escolher a roupa, pegar no colo e fazer algumas fotos para recordação. Em tom emotivo, Jeniffer conta: “se eu fechar os olhos agora é como se eu sentisse o cheirinho dela”. Após um ano e três meses, a jovem mãe diz estar finalmente se permitindo ser feliz de novo, mas ressalta que o luto é para vida toda, a dor nunca passa.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A professora de ensino fundamental, Jaqueline Sandra Rigon, de 49 anos, sempre teve o sonho de ser mãe.&nbsp; Ao encontrar dificuldades para engravidar, no ano de 2006, realizou um tratamento que resultou na gravidez das gêmeas, Luísa e Lara. As meninas vieram ao mundo no Hospital Vida &amp; Saúde de Santa Rosa, com oito meses e peso abaixo do esperado, algo comum no desenvolvimento de uma gravidez gemelar. &nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As bebês recém-nascidas foram para a UTI Neonatal. Luísa foi para casa no quinto dia e Lara ficou hospitalizada, pois ainda não estava dentro dos limites de peso. No sétimo dia após o nascimento, o hospital informou à família que a menina estava sentindo falta de ar e seus batimentos estavam irregulares. Foi constatado que Lara possuía problemas cardíacos e deveria ser submetida a uma cirurgia em Porto Alegre. O pai Carlos Vladimir Petry acompanhou a neném em seu procedimento de emergência e Jaqueline, em casa, se recuperava da cirurgia e cuidava da recém nascida Luisa.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Após ouvir comentários sobre a cirurgia ser muito comum em bebês, Jaqueline estava esperançosa e confiante, sentimentos que logo foram suprimidos quando o ex-marido ligou para comunicar o falecimento de Lara durante a cirurgia. “A expectativa era muito grande: iria ter duas meninas. Estava tudo preparado, tinham duas caminhas, pares de tudo. Já se passaram 16 anos desde a perda da minha filha, mas a dor ainda existe”, destacou a mãe.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“Ele nasceu mal”, isso foi tudo que a professora de português e redação, formada pela UFSM, Bruna Fani ouviu de seu pediatra ao dar à luz ao seu filho Vicente. Grávida aos 23 anos, ela relata ter sido vítima de um caso de violência obstétrica no Hospital Casa de Saúde em Santa Maria, no ano de 2016.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O fato, que ganhou repercussão nacional, mobilizou a comunidade materna em busca de respostas. Bruna relata que teve suas palavras deslegitimadas ao explicar para as enfermeiras sobre a dor que estava sentindo, de fato, não ser normal. Segundo ela, seu corpo não suportava o sofrimento. Após Fani ficar horas sem receber nenhuma observação, as enfermeiras concordaram em ouvir os sinais do bebê e perceberam que algo não estava certo com Vicente.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O parto ocorreu durante a troca de plantão do hospital. A médica obstetra, apressada,&nbsp; disse: “vamos mãe, você não está se ajudando. Precisamos de mais força, senão vamos ficar aqui até de noite...”. Quando Vicente nasceu, a mãe não ouviu o choro. Sem demora, ele foi encaminhado para a sala do pediatra. Esses instantes foram apenas uma prova dos momentos tensos que Bruna viveria em seguida.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo o pediatra de plantão, seu filho teve uma asfixia durante o parto: seis longos minutos sem respirar. Após ser reanimado, foi encaminhado à UTI Neonatal do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), onde foi entubado. Após dias de luta e agonia, três paradas cardíacas tiraram a vida de Vicente. Quando foi informada sobre o quadro do menino, a mãe se desolou: “a pediatria era no sexto andar, acredito que os seis andares ouviram os meus gritos, meu choro… ninguém me continha”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Protocolo médico</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Não existe um protocolo hospitalar, propriamente dito, apenas para informar os familiares sobre um óbito perinatal, segundo a pediatra neonatal do HUSM, Roseli Henn. Contudo, há uma série de ações, não obrigatórias, que a equipe médica costuma realizar prezando o zelo para com os familiares. O óbito é informado pela equipe em um ambiente secundário. Em seguida, são oferecidos a ida até o leito para ver o bebê, o pegar no colo, a opção de gravar alguma digital, ou outro registro, e a oportunidade de vesti-lo com alguma roupinha da preferência.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A pediatra ressalta que, durante a estadia do neném na UTI neonatal, nenhuma informação sobre a gravidade do caso pode ser omitida. Apesar de a maioria dos casos não evoluírem ao óbito, é necessário que se oriente sobre a possibilidade. Em situações de extrema emergência, como em um quadro de evolução para uma paralisia cerebral, é recomendado que a equipe dos cuidados paliativos seja acionada para comunicar aos pais sobre o que, de fato, está acontecendo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em situações de falecimento intrauterino, acima de 20 semanas de gestação, é realizado o parto vaginal ou o parto cesáreo, de forma cirúrgica. Conforme a enfermeira obstétrica do HUSM, Amanda Zubiaurre de Barros, a escolha do parto baseia-se em uma série de fatores: é preferível que seja realizada a indução ao parto normal, ou de forma espontânea. Caso a mulher tenha cesarianas anteriores ou algo que contraindique o parto vaginal, opta-se pelo método cirúrgico.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>É ideal que em todo parto haja um acompanhante – companheiro, familiar ou amigo – de escolha materna, para notar as ações do obstetra e do pediatra, em casos de complicações durante a operação, como asfixia (mais comum), visto que a mãe se encontra em situação vulnerável. Ter a certeza de que foi realizado o possível para reanimar o recém-nascido, porém sem resultado, facilita a compreensão. Além disso, caso não haja alguém presente, a mãe terá que ser informada sobre o óbito sozinha.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Tabu</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>“Você é jovem, terá outros filhos”, “quem sabe você não seria uma boa mãe”, “foi a vontade de Deus”. Esses são exemplos de comentários que as mães ouvidas nesta reportagem relataram ter ouvido de familiares, amigos, conhecidos, e que tiveram impactos negativos ao invés de confortar. A psicóloga Janete Judite De Conti explica que existe uma dificuldade na sociedade em falar e entender o luto perinatal.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Depressão e síndrome do pânico foram citadas pelas mães como consequências do vivenciado. Tanto Jeniffer quanto Jaqueline e Bruna buscaram acompanhamento psicológico para expressar a dor e criar novos sentidos (existenciais) à experiência da perda e do sofrimento. O HUSM oferece atendimento psicológico e assistência social para mães e pais durante a internação da criança e após o óbito, conforme a enfermeira obstétrica Amanda Zubiaurre de Barros.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O suporte emocional e os vínculos saudáveis são necessários para que a mãe possa realmente sentir a ausência, caso contrário, o luto pode se tornar silencioso e negado, podendo evoluir para um luto complicado, segundo a psicóloga. Pela resistência que algumas pessoas e famílias têm em entender o fato da perda perinatal como um luto, cria-se uma barreira ou impedimento para que o outro possa sofrer e viver sua dor. Com isso, o sentimento acaba sendo reprimido e, internamente, devastador, complementa a psicóloga.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Segundo o relato das mães, os comentários religiosos feitos em redes e círculos sociais, na tentativa de acolher, provocaram revolta e descrença. Frases como: "Vivi uma situação parecida, mas graças a Deus meu filho sobreviveu” provocaram em Jeniffer e Bruna inúmeras revoltas contra suas crenças divinas. “Por que Deus ajudou essas crianças e o meu filho não?”, indagou-se Bruna ao relatar não entender como o amor e a piedade podem se&nbsp; transformar em preconceito e críticas.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>Dor transformada em ativismo</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Nas redes sociais, Bruna recebeu mensagens de mulheres que haviam passado por situações semelhantes. A partir disso, ela buscou engajar-se na causa e lutar para que casos como o de Vicente não se repitam. “O amor e a energia da minha maternidade foram para o ativismo. Vivi minha maternidade nas ruas, por meu filho e pelas crianças que virão.”, destacou a mãe.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A ONG Amada Helena, de Porto Alegre, realiza projetos focados na transformação social acerca do luto parental. Entre eles, uma cartilha de orientação, com instruções sobre o que é positivo e o que é negativo de se dizer aos pais que perderam seus filhos recentemente, para não causar uma reação contrária ao seu objetivo: acolhê-los na dor.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Para mais informações sobre a ONG, acompanhe o Instagram: @ong.amadahelena ou visite o site: amada-helena.org</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:gallery {"linkTo":"none"} -->
<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped"><!-- wp:image {"id":3646,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2022/08/WhatsApp-Image-2022-08-09-at-09.25.32.jpeg" alt="Fotografia quadrada e colorida em plano aberto de um Grupo de pessoas, majoritariamente mulheres, em um protesto contra a violência obstétrica. Elas Carregam cartazes e banners sobre crianças que foram vítimas de procedimentos irresponsáveis e violência obstétrica durante o parto. Na frente do grupo, uma mulher cis, branca, com cabelos castanhos. Veste uma camiseta branca com escritas não legíveis e uma calça jeans preta e usa uma touca vermelha. Com as mãos perto da boca, segura um megafone vermelho." class="wp-image-3646" /></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:image {"id":3647,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2022/08/WhatsApp-Image-2022-08-09-at-09.25.32-1.jpeg" alt="Fotografia quadrada em preto e branco de um protesto contra a violência obstétrica. Mulheres seguram uma faixa com a escrita: Pelas crianças, pela saúde, pela vida!!! Em primeiro plano, uma mulher de costas. Veste uma camiseta branca com a escrita: A justiça é cega, mas as mães não são! E usa uma touca de cor escura. Ao fundo da imagem, um ônibus de transporte público e ao lado um caminhão com cartazes de crianças." class="wp-image-3647" /></figure>
<!-- /wp:image --></figure>
<!-- /wp:gallery -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><em>Reportagem: </em>&nbsp;<em>Gabriela Wohlenberg e Nathalia Espindola</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><em>Ilustração:</em> <em>Andressa Gonçalves</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><em>Galeria: Arquivo pessoal de Bruna Fani</em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>UFSM é palco de testes de uma nova vacina contra a covid-19</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2021/08/30/ufsm-e-palco-de-testes-de-uma-nova-vacina-contra-a-covid-19</link>
				<pubDate>Mon, 30 Aug 2021 17:34:21 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[26ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Página Inicial]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[ed26]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[UFSM]]></category>
		<category><![CDATA[vacinas]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3578</guid>
						<description><![CDATA[Entenda, sob o olhar do pesquisador responsável e de voluntários, os bastidores dos testes da vacina SCB-2019 contra a Covid-19 na UFSM Em 16 de março de 2020, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) suspendeu as atividades acadêmicas e administrativas presenciais em decorrência da Covid-19, mas não deixou de atuar no combate à doença. [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:paragraph {"align":"center"} -->
<p class="has-text-align-center"><p><em>Entenda, sob o olhar do pesquisador responsável e de voluntários, os bastidores dos testes da vacina SCB-2019 contra a Covid-19 na UFSM</em></p></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Em 16 de março de 2020, a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) suspendeu as atividades acadêmicas e administrativas presenciais em decorrência da Covid-19, mas não deixou de atuar no combate à doença. Ações foram realizadas em diversas áreas, desde pesquisas sobre o coronavírus até a busca pela conscientização social sobre medidas preventivas. No dia 25 de maio de 2021, a UFSM dispôs, em suas plataformas digitais, o chamamento de voluntários para a realização do teste clínico da vacina SCB-2019, patrocinada pela empresa chinesa <em>Sichuan Clover Biopharmaceuticals</em>.&nbsp;&nbsp;</p>
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<p>No dia 16 de abril de 2020, a <a href="https://www.gov.br/anvisa/pt-br">Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)</a> autorizou a testagem da SCB-2019 contra a Covid-19 aqui no Brasil. A vacina em questão é uma proteína recombinante de fusão de trímero da espícula (S) do Sars-CoV-2 co administrada com um adjuvante CpG 1018/Alum em duas doses, com intervalo de 22 dias. A pesquisa está sob a coordenação do médico infectologista Alexandre Vargas Schwarzbold, chefe da <a href="https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-sul/husm-ufsm/ensino-e-pesquisa/pesquisas/upc">Unidade de Pesquisa Clínica (UPC) </a>do Hospital Universitário de Santa Maria - HUSM.</p>
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<p>Para ser voluntário nos testes da SCB-2019, também chamada de <em>Clover</em>, as pessoas interessadas tiveram que preencher um formulário e realizar uma inscrição prévia. O estudo foi pensado para ocorrer no formato randomizado, ou seja, um grupo de pessoas seria vacinado e outro receberia um placebo (denominado grupo controle).&nbsp;</p>
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<p><p>O grupo controle, como destaca Schwarzbold, é&nbsp; a denominação para os participantes que receberam um produto que imita a própria vacina: “É um soro fisiológico que utilizamos para comparar com a vacina, porque é desse modo que vamos avaliar a eficácia dela.”. Apenas ao final da pesquisa é que os voluntários saberão se receberam ou não a vacina.&nbsp;</p>
[caption id="attachment_3579" align="aligncenter" width="768"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/Foto-1-768x1024.jpg" alt="A foto mostra duas placas brancas cravadas na terra, uma pequena à esquerda e outra maior, à direita. As placas estão uma ao lado da outra, no canteiro central de uma avenida com pavimentação em paralelepípedos. Na placa da esquerda está escrito ‘Estudos Vacina Covid-19’, logo abaixo está o logo da pesquisa da vacina de Oxford, ao lado está o emblema da Universidade Federal de Santa Maria - UFSM. Na parte inferior dessa placa está uma seta, na cor preta, apontando para a esquerda. A placa maior, localizada no lado direito da foto, tem na parte superior o logo da pesquisa da vacina de Oxford e ao seu lado está o emblema da UFSM. Abaixo desses símbolos, escrito em preto, está a frase ‘Teste de Vacina Covid-19’. Na parte inferior dessa placa está uma seta, também na cor preta, voltada para a esquerda. Atrás das placas, um poste e uma árvore com folhas em verde escuro. Na rua da esquerda, ao fundo, um carro branco estacionado próximo ao meio fio." width="768" height="1024"> Placas indicam onde são realizados os testes de vacinas contra a Covid-19 na UFSM. Foto: Gustavo Salin Nuh[/caption]</p>
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<p>Os testes da vacina <em>Clover </em>ocorrem em três continentes - Ásiático, Europeu e Americano - e por serem em nível global, Schwarzbold informa que: “A vacinação em muitos países é um elemento crítico para que a gente possa, efetivamente, terminar o estudo e mostrar ao mundo uma nova vacina”. O médico conclui que a <em>Clover </em>é elaborada para causar pouca reação adversa, ou seja, espera-se que seja uma vacina muito bem tolerada, até mais do que as atuais, além de ser muito segura e eficaz. Ainda explica que com a tecnologia proteica, a vacina tem dados de eficácia iniciais muito bons e pode ser aplicada em crianças, principalmente por ter poucas reações adversas.</p>
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<p>Como apresentado no <a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/coronavirus/publicacoes-tecnicas/guias-e-planos/plano-nacional-de-vacinacao-covid-19/view">Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação</a>, são vacinadas faixas etárias cada vez mais jovens e esse pode ser um fator problema para a realização dos testes. De acordo com Schwarzbold, ao contrário do estudo da vacina de <em>Oxford</em>, há uma certa dificuldade em encontrar voluntários para os testes da vacina <em>Sichuan Clover Biopharmaceuticals: </em>“É muito difícil achar uma população acima de 30 anos, que não tenha sido vacinado ou que não tenha sido ofertado vacina, portanto eles não se submetem a avaliação”.&nbsp;</p>
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<p>O médico infectologista também destaca que além do problema em encontrar voluntários - fase já encerrada da pesquisa -, a atual dificuldade é manter os voluntários no acompanhamento do estudo: “Ao terem acesso à vacina, as pessoas acabam por não participar dos próximos meses de acompanhamento do estudo, sob pena de não estarem protegidos, uma vez que podem ter caído no grupo controle.”.&nbsp;&nbsp;</p>
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<p>Na visão de Schwarzbold, ter uma variedade de vacinas em circulação, ou disponíveis para aplicação, é sinônimo de dois grandes impactos: “O primeiro, um aumento da oferta do modo mais rápido possível com a nova vacina e segundo, a possibilidade de termos o que chamamos de imunização heteróloga, ou seja, misturar diferentes vacinas, o que é possível e está sendo estudado.”. O médico infectologista também ressalta que através desses estudos pode-se haver uma resposta imune mais eficaz.</p>
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<p>A testagem da vacina SCB-2019 é a quinta pesquisa contra o novo coronavírus autorizada pela Anvisa. Os estudos já aprovados são:</p>
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<ul><li>O ensaio clínico da vacina desenvolvida pela <strong>Universidade de Oxford</strong> e a <strong>empresa AstraZeneca</strong> ocorreu no dia 2 de junho de 2020;</li><li>A vacina da <strong>Sinovac Research &amp; Development Co Ltd</strong>, em parceria com o Instituto Butantan, foi no dia 3 de julho de 2020;&nbsp;</li><li>O imunizante da <strong>Pfizer/BioNTech</strong>, aprovado no dia 21 de julho de 2020;</li><li>A vacina da <strong>Janssen-Cilag/Johnson</strong>, que ocorreu no dia 18 de agosto de 2020.</li></ul>
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<p>Atualmente, a pesquisa da <em>Clover </em>está na fase 2 de 3. Nessa etapa, o objetivo é avaliar a sua eficácia, incluindo a capacidade de gerar resposta imune e avaliar a sua segurança. &nbsp;Schwarzbold, o médico responsável pelo estudo na UFSM, relata que não há pressão em produzir o imunizante, mas sim a necessidade de termos estratégias vacinais cada vez mais eficazes, o que justifica o desenvolvimento de qualquer nova vacina. Além disso, o médico ressalta que a <em>Clover </em>é desenvolvida em parceria com a iniciativa Corvex, da Organização Mundial da Saúde, um consórcio entre diversos países que almeja aplicar o imunizante no mundo todo, inclusive naqueles países que têm menores condições econômicas. Com essa expectativa há a possibilidade, com essa vacina, de imunizar um bilhão e meio de pessoas, algo que não teríamos se tivéssemos poucas plataformas e poucas opções de vacinas.&nbsp;</p>
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<p><strong>O OLHAR DE VOLUNTÁRIOS NOS TESTES DA VACINA CLOVER</strong></p>
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<p>O estudante de Comunicação Social - Jornalismo, José Vitor Goulart Zuccolo, 23 anos, é um dos voluntários da vacina <em>Clover </em>na UFSM. No dia 13 de julho de 2021, depois de saber que havia recebido o placebo, Zuccolo declara que o principal motivo de se candidatar para os testes foi: “A intenção de me imunizar o quanto antes, até porque eu moro com outras pessoas, então seria mais ou menos como tirar um peso das costas de eu ser um transmissor em potencial.”. Após saber que não havia recebido o imunizante, o graduando saiu dos testes da <em>Clover </em>para receber outro imunizante, conforme o plano de vacinação do município em que mora.</p>
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<p>O acadêmico acredita que o impacto dos testes da <em>Clover </em>serão positivos: “Se após os estudos tudo ocorrer conforme o esperado, logo a produção dela vai ser rápida, pois a grande maioria da população está ansiosa para ficar imunizada.”. Zuccolo também destaca que pode haver um lado negativo por a vacina <em>Clover </em>ser de origem chinesa:&nbsp; “Por conta da política atual que tem, de certa forma, sido contrária a determinadas coisas vindas da China”. Por fim, o jornalista em formação conclui que o país que desenvolve a vacina não deveria ser levado em conta, e sim se a vacina é eficaz, porque se trata de vidas que podem ser salvas através de uma nova vacina.&nbsp;</p>
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<p>&nbsp; Outra participante na pesquisa do imunizante <em>Clover</em>, a estudante de Comunicação Social - Produção Editorial, Camila da Silva de Oliveira, 24 anos, diz que a motivação em participar como voluntária dos estudos da vacina foi pela vontade de ser imunizada e auxiliar na construção da pesquisa. Ela relata ter recebido a primeira dose da vacina no dia 28 de junho de 2021, e assim como Zuccolo, também recebeu o placebo, o que a possibilitou sair dos testes para receber outro imunizante, conforme o plano de vacinação do município em que vive. Oliveira informa o motivo de ter saído dos estudos: “Eu consegui me vacinar através da empresa na qual estagio”. A estudante diz estar mais segura por estar vacinada e enfatiza: “Fico muito feliz com a ciência, com o SUS. Que tenha muito mais investimentos em ambos, pois só a ciência salva”.&nbsp;</p>
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<p>Sobre o impacto que a vacina <em>Clover </em>tem socialmente, Oliveira acredita que essa seja mais uma opção válida, pois acarreta em mais doses disponíveis e pode agilizar a vacinação de toda a população brasileira. Por fim, a estudante menciona a segurança dos testes e que o laboratório responsável pela pesquisa é conceituado e confiável.&nbsp;</p>
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<p>Mais duas participantes dos testes aceitaram falar sobre o assunto, mas pediram para não ter seus nomes revelados. Uma estudante de pós-graduação, 28 anos, relata que escolheu ser voluntária nos testes, pois&nbsp; queria contribuir com a Ciência e o desenvolvimento de uma vacina em meio à pandemia que estamos vivendo. A pós-graduanda reforça que: “Escolhi ser voluntária para ter a chance de ser imunizada antes, visto que com a minha idade demoraria mais para ser vacinada”.&nbsp;</p>
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<p>A outra participante, uma acadêmica de 27 anos, explica o porquê de participar como voluntária dos testes: “Queria contribuir com a pesquisa científica para o desenvolvimento de uma nova vacina, de modo a colaborar para o bem da sociedade”. Ainda explica que, um fator que a levou a ser voluntária, foi a possibilidade de se vacinar antes do período para a sua idade.&nbsp;</p>
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<p><strong>O OLHAR DE VOLUNTÁRIOS NOS TESTES DA VACINA DE <em>OXFORD</em></strong></p>
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<p>A jornalista Janaína Wille, 23 anos, detalha que a vontade em contribuir com a ciência foi o primeiro fator que a levou a ser voluntária. Ao dar detalhes de sua participação no estudo, Wille explica que recebeu, em um primeiro momento, o placebo, não a vacina em si. A primeira dose da vacina <em>Oxford-AstraZeneca</em> foi aplicada no dia 22 de fevereiro de 2021 e a segunda dose foi feita no mês de maio de 2021.&nbsp;</p>
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<p>Receber a segunda aplicação, conforme menciona Wille: “Foi muito legal e deu um pouco mais de segurança, porque, enquanto&nbsp; jornalista, eu trabalhava toda a pandemia presencialmente, saindo para rua, fazendo reportagens, contando a realidade aqui na cidade pra todo mundo. Não cheguei a trabalhar de casa, não consegui fazer um isolamento por conta da minha profissão”. Embora a aplicação das duas doses tenha trazido segurança, a jornalista destaca que não deixou de seguir os protocolos de prevenção contra a Covid-19: “Segui com o distanciamento, me cuidando, até porque a gente sabe que a vacina tem uma certa eficácia, ela ajuda a diminuir os índices de internações e de mortes.” A jornalista ainda pontua que poderia contrair o vírus, tornar-se uma transmissora e passar para outras pessoas que ainda não se vacinaram.</p>
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<p>O jornalista Felipe Backes, 22 anos, é outro participante dos testes. Ele recebeu a primeira dose no dia 19 de outubro de 2020 e a segunda foi aplicada no dia 18 de novembro de 2020. Backes diz que o sentimento de segurança nos testes foi do início ao fim. Ele acredita que a UFSM é uma instituição consolidada e que a AstraZeneca - por ser uma empresa mundial - associada à Universidade de Oxford, foi um combo que gerou confiabilidade para participar do estudo. Em relação aos impactos sociais que os estudos têm socialmente, Backes diz não saber como mensurá-los, mas afirma que: “Tenho total consciência de que o papel do voluntariado impactou para que a vacina estivesse disponível tão cedo pro país, por mais que outras vacinas tivessem sido oferecidas antes ao Brasil.”.</p>
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<p><p><strong>A CONTRIBUIÇÃO CIENTÍFICA DA UFSM PARA ALÉM DO ARCO</strong></p>
[caption id="attachment_3580" align="aligncenter" width="1024"]<img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2021/08/DSC_0181-1024x683.jpg" alt="Fotografia de um prédio de seis pavimentos na horizontal e colorida. A perspectiva é da esquina mostrando a frente e a lateral do prédio. O prédio é na cor verde envelhecido, com tons de bege na parte frontal. Algumas das janelas estão abertas, outras fechadas. Centralizado na foto, o acesso para um estacionamento que fica em frente ao prédio. Alguns carros estão estacionados. No acesso ao estacionamento há uma placa de proibido com a informação &quot;Entrada proibida&quot;. À esquerda, algumas árvores com copa cheia. À esquerda, uma árvore sem folhas, uma casinha de luz na cor branca e algumas palmeiras." width="1024" height="683"> Prédio do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM), local em que são realizados os testes de vacinas e o atendimento contra a Covid-19. Foto: Pedro Souza[/caption]</p>
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<p>Dois estudos notórios de vacinas contra a COVID-19 foram feitos na UFSM. Como já mencionado, um deles foi a da vacina <em>Clover</em>, já o outro é associado à farmacêutica britânica AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford. Com os estudos almeja-se acelerar o desenvolvimento e a fabricação do imunizante contra a COVID-19.</p>
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<p>O responsável pelos testes na UFSM, o professor Alexandre Vargas Schwarzbold, do Departamento de Clínica Médica, ressalta que os estudos, tanto de Oxford quanto da <em>Clover</em>, tiveram financiamento privado. Schwarzbold informa que é a partir de dados concretos produzidos nas universidades que ocorre o financiamento de pesquisas com grande número de pessoas, ou seja, a experiência do centro de pesquisa clínica é um fator central. Exige-se também, uma estrutura laboratorial com equipes de dezenas de pessoas para trabalhar ao mesmo tempo, na UFSM, por exemplo, foram randomizadas em torno de 800 pessoas - mesmo com prazo curto, conclui o professor.&nbsp;</p>
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<p>A participação da UFSM em estudos como esses faz com que a instituição ganhe mais visibilidade, credibilidade e possibilita novos caminhos para realizar mais projetos de vacinas, mais parcerias, incentivar a pesquisa, valorizar os profissionais e contribuir para o desenvolvimento da sociedade.</p>
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<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><p><em>Reportagem: Gustavo Salin Nuh</em></p></p>
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<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><p><em>Contato: salingustavo@gmail.com; @Gustavo_nuh</em></p></p>
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