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				<title>REAPROVEITAR COM CRIATIVIDADE</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2023/07/22/reaproveitar-com-criatividade</link>
				<pubDate>Sat, 22 Jul 2023 12:00:30 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[28ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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						<description><![CDATA[Iniciativas da UFSM reutilizam resíduos alimentares gerados dentro e fora do Campus]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"center","id":3841,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/FOTO-1-2-edited-1024x640.jpg" alt="Fotografia horizontal colorida de chocolates na cor creme e em formato de tartarugas, coelhos, jacaré e esfinge. Os chocolates são pequenos e estão enfileirados na horizontal. Atrás dos chocolates, três frascos de amostra marcados com medidas de volume. Dois desses frascos são do tamanho de copos. O primeiro tem chocolate branco em lascas e pedaços e o segundo tem chocolate branco triturado. O último pote é pequeno, do tamanho de uma rolha, e está preenchido com corante amarelo. O fundo é uma cartolina preta apoiada sobre uma mesa de granito." class="wp-image-3841" /><figcaption class="wp-element-caption">Amostras de chocolate produzidas em impressora 3D | Foto: Rafael Rintzel<br></figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As sobras de comida que vão parar no aterro sanitário ou são descartadas de forma indevida na natureza representam um problema socioambiental que não pode ser ignorado. Todo ano, mais de 500 bilhões de dólares se perdem na forma de resíduos provenientes do consumo de alimentos, conforme publicação da <a href="https://www.mdpi.com/2304-8158/10/9/2163">revista Foods, de 2021.</a> Além do prejuízo financeiro, esse material jogado fora polui ecossistemas locais e contribui para emissão de gases do efeito estufa - principalmente por conta do chorume que se deposita no solo.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O desperdício ao longo de toda a cadeia produtiva equivale a cerca de 930 milhões de toneladas de comida, <a href="https://www.oneplanetnetwork.org/knowledge-centre/resources/unep-food-waste-index-report">segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).</a> <a href="https://greenly.earth/en-us/blog/ecology-news/global-food-waste-in-2022">Isso representa 30% da produção global.</a> No ranking dos países que mais desperdiçam,<a href="https://mercadoeconsumo.com.br/26/01/2023/sustentabilidade/brasil-e-o-10o-pais-que-mais-desperdica-alimentos-no-mundo/"> o Brasil ocupa a 10° posição</a> e, sozinho, gera em torno de 46 milhões de toneladas de resíduos por ano. O&nbsp; professor do Departamento de Tecnologia e Ciência dos Alimentos da UFSM, Juliano Barin, explica que o ideal é evitar ao máximo o descarte inadequado. Para além disso, o pesquisador evidencia que os efeitos do descarte devem ser mitigados por meio de soluções inovadoras.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Desde 2022, ele coordena projeto de pesquisa focado na superciclagem de rejeitos orgânicos, em parceria com a doutoranda Angélica Kaufmann. O termo significa reaproveitar um resíduo e agregar valor ao material, como no caso das cascas de laranja coletadas no RU, que são usadas para confecção de chocolate. “Aquilo que, na melhor das hipóteses, viraria adubo, se transforma em ingrediente para produção de novos alimentos”, explica Angélica.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/FOTO-2-1024x682.jpg" alt="Fotografia horizontal colorida de um homem e uma mulher em um laboratório, em pé em frente a uma impressora 3D cinza e preta.  O homem está no lado esquerdo da fotografia. Ele tem pele branca, cabelo castanho, liso e curto, além de barba rala grisalha. Veste uma jaqueta preta sobre blusa de tricot em tom grafite e calça jeans escura. Ele está apoiado no tampo de granito cinza. A mulher está à direita do homem, tem pele branca, cabelo loiro escuro, liso, comprido e preso em um rabo de cavalo. Ela sorri e veste um jaleco branco sobre blusa preta. Também está escorada no tampo de granito. Atrás deles, em cima de uma bancada de granito, está a impressora 3D, cinza e retangular, pouco maior do que uma cafeteira e em formato parecido. Ao lado da impressora, vários chocolates no formato de animais em cima de uma folha de papel branco. Os chocolates são pequenos, tem formato de esfinge, tartaruga, lagarto e coelho e tem diferentes tons de branco e creme. Ao fundo, a parede é uma divisória cinza com uma janela.
" class="wp-image-3837" width="768" height="512" /><figcaption class="wp-element-caption">Os pesquisadores Juliano Barin e Angélica Kaufmann no laboratório de pesquisa do prédio 44E | Foto: Rafael Rintzel</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O processo de superciclagem acontece por meio de uma impressora 3D, que cria&nbsp; chocolates no formato de animais: um coelho, uma tartaruga e até uma esfinge aos poucos são moldados pela máquina. Depois da impressão, Angélica guarda as figuras em potes de amostra. Cada figura tem um grau diferente de pureza, o que indica a quantidade de casca de laranja que foi utilizada na produção do chocolate.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/FOTO-3-1024x777.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida da impressora 3D em plano fechado. A máquina tem base quadrada preta e, no centro, há um disco de papel branco em que está a base de uma tartaruga de chocolate branco. Sobre a tartaruga, cilindro prateado com uma espécie de agulha, que molda o chocolate. A impressora está sobre um tampo de granito cinza." class="wp-image-3838" width="768" height="583" /><figcaption class="wp-element-caption">&nbsp;Impressão 3D do chocolate | Foto: Rafael Rintzel</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>O objetivo da pesquisa é demonstrar que a food waste - comida jogada fora - pode ser usada para melhorar tanto o sabor quanto a qualidade nutricional de um produto. Isso possibilitará a criação de redes de consumo ambientalmente sustentáveis e economicamente lucrativas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:heading {"level":4} -->
<h4 class="wp-block-heading"><strong>Inovar é o caminho</strong></h4>
<!-- /wp:heading -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A empresa <a href="https://oliveplus.com.br/">OlivePlus</a> tem como objetivo utilizar o bagaço de azeite de oliva para produzir suplementos alimentares e bioinsumos farmacêuticos. Esse é outro exemplo de superciclagem na UFSM. No mercado da olivicultura, a cada 100kg de azeitonas, apenas 20 litros são transformados em azeite e o restante, 80kg, são bagaço, segundo levantamento da empresa.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/FOTO-4-1024x682.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida em plano fechado de mão de pele branca, que segura um pó marrom claro. A mão está em destaque no lado esquerdo da imagem. Na parte direita, abaixo e em desfoque, pote de amostra branco em formato de tigela com pasta esverdeada e um moedor no formato de um bastão. O fundo, desfocado, é uma bancada de granito cinza.
" class="wp-image-3839" width="768" height="512" /><figcaption class="wp-element-caption">Amostras de oliva | Foto: Rafael Rintzel</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A CEO da OlivePlus, Camila Monteiro, explica que a ideia do negócio surgiu durante o mestrado em Tecnologia dos Alimentos, quando ela percebeu que no Brasil não existia nenhuma iniciativa no setor. A startup nasceu na Incubadora Pulsar e iniciou suas atividades em março de 2022 como a primeira empresa do ramo de reaproveitamento de resíduos a operar na universidade. O material utilizado nas pesquisas vêm da indústria de azeite de Recanto Maestro. Por enquanto, a equipe atua no desenvolvimento de extratos alimentares e pretende iniciar estudos no campo farmacêutico. “Além de reaproveitar o resíduo, queremos trazer sustentabilidade e economia circular para a cadeia produtiva”, afirma Camila.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:image {"align":"center","id":3840,"width":701,"height":768,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/FOTO-5-935x1024.jpg" alt="Fotografia vertical e colorida de uma mulher parada atrás de uma bancada de granito cinza em que há materiais de laboratório. Ela tem pele branca, cabelo castanho em tom médio, levemente ondulado e com comprimento na altura do ombro. Ela sorri amplamente, veste jaleco branco sobre camiseta preta e usa colar dourado com pingente. Está com as mãos apoiadas na bancada. Em sua frente,  amostras da oliva em óleo e em pó sobre uma bancada de granito dentro de tubos de ensaio, um pote e tigelas. Ao fundo, outra bancada com tampo de granito cinza, armários marrons, janelas com moldura branca e cano cinza, com entradas de tomada.
" class="wp-image-3840" width="701" height="768" /><figcaption class="wp-element-caption">Camila Monteiro, CEO da OlivePlus. | Foto: Rafael Rintzel</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Ela espera que a criação do novo Parque Tecnológico da UFSM auxilie no projeto. O Parque vai sediar o primeiro Laboratório-Oficina voltado para a área de Tecnologia dos Alimentos no Brasil. “A UFSM vai ser uma espécie de cobaia para o resto do país”, brinca Juliano. Ele está empolgado com a ideia de um novo centro de pesquisa que ajude no desenvolvimento de projetos focados na sustentabilidade. Não se trata apenas de pesquisar uma ideia ou de criar um negócio, mas de pensar soluções para o cenário atual. “O alimento é uma pauta de ativismo”, conclui o professor.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

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<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong>Reportagem:</strong> <em>Luanna Karoline e Rafael Reis</em><br><strong>Contato:</strong> <em><a href="mailto:ka%72%6f%6c%69%6ee%2e%6d%6f%72%61%65s@%61%63ad%2e%75%66s%6d.br">karoline.moraes@acad.ufsm.br</a> / <a href="mailto:r%74rd%61%7aev%65%64%6f@%67%6d%61%69%6c.c%6f%6d">rtrdazevedo@gmail.com</a></em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>TECNOLOGIA IMPULSIONA PESQUISAS NA UFSM</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2023/07/20/tecnologia-impulsiona-pesquisas-na-ufsm</link>
				<pubDate>Thu, 20 Jul 2023 12:00:53 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[28ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[ed28]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Pesquisa]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

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						<description><![CDATA[Estudos científicos buscam diagnóstico preciso de doença vascular crônica e soluções sustentáveis na agricultura. ]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"center","id":3833,"width":768,"height":512,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/IMG_7555-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal e colorida de um protoboard com arduíno e fios nas cores vermelho, amarelo, azul, branco, verde e preto. O equipamento tem uma base fina e retangular. A camada de baixo é branca, a segunda, mais fina e em metal, é azul marinho, e a terceira é composta por blocos retangulares brancos com micro furos. Na terceira camada, os fios estão conectados. São vários fios, conectados em diferentes partes, e eles estão enrolados. Nas duas primeiras camadas, há informações textuais em letras pequenas, mas não são possíveis de serem lidas. A peça está sobre uma mesa branca." class="wp-image-3833" width="768" height="512" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Protoboard </em>com arduíno dos laboratórios do Centro de Tecnologia | Foto: Vitória Sarturi</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A Universidade é reconhecida por sua pesquisa científica e seu compromisso com a excelência acadêmica. Segundo a Folha de São Paulo, a UFSM se encontra na 18º posição do <em>ranking </em>de Melhores Universidades do país na categoria de Pesquisa Científica. No Portal de Projetos, há cerca de 30 mil pesquisas. Destas, mais de 20 mil estão&nbsp; publicadas e outras quatro mil estão em andamento em áreas&nbsp; como saúde, educação, humanas, engenharia e agricultura.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>A maioria das pesquisas faz uso da tecnologia, como o estudo orientado pelo docente do Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas, José Antonio Mainardi de Carvalho. O projeto trata de uma condição vascular crônica, o lipedema - doença que ganhou notoriedade na comunidade científica e ocorre majoritariamente em mulheres que estão nos períodos de mudança de fase hormonal. Entre os&nbsp; sintomas estão o surgimento de hematomas com frequência e sem explicação, dor e sensibilidade ao toque, sensação de inchaço, aumento de volume e alterações estéticas significativas nos membros atingidos.&nbsp;&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Existem, porém, dificuldades para chegar ao diagnóstico, uma vez que o lipedema pode ser confundido ou associado a outras condições como obesidade, linfedema e varizes. Com isso, há necessidade de estabelecer um diagnóstico mais preciso da doença. Segundo Michelle Kaefer, doutoranda responsável pela execução da investigação, existe um duplo papel na pesquisa. “Um deles é o desenvolvimento do biomarcador, mas ao mesmo tempo trazer conscientização para uma doença que estava até pouco tempo negligenciada”, explica Michelle.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Outro projeto em andamento na UFSM é o ‘Internet das coisas - IOT aplicada ao uso sustentável da água’. Coordenado pelo professor do Departamento de Eletrônica e Computação, Samuel Tumelero Valduga, ele visa diminuir o uso de água na irrigação de plantações de arroz, além de otimizar o tempo gasto nesse processo.&nbsp;&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>As alunas do terceiro semestre de Engenharia de Telecomunicações, Mariana Pansonato Gomes e Aurea Elizabete Silva Falqueto, explicam que o ciclo do arroz é de 120 dias, em que a plantação tem que ficar 100% irrigada. As quadras de arroz são desniveladas e ocupam vários hectares. Isso dificulta o trabalho dos agricultores, que precisam verificar o nível da água de cada uma, processo que costuma durar cerca de seis dias.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Mariana afirma que, com o sistema IOT, pretende-se colocar um sensor nas comportas de água que ficam entre as quadras de plantação. O dispositivo terá capacidade de abri-las e fechá-las, além de&nbsp; medir o nível da água. Cada sensor será controlado por um microcontrolador, o MCU ESP8266, que faz a leitura dos dados e enviará para o LORA ESP32, uma placa que se comunica via <em>wi-fi</em>. Ela, por sua vez, vai receber a informação dos sensores e enviar para a placa central, que também será LORA. A central vai reunir os dados e mandar para o aplicativo, que será disponibilizado ao fazendeiro. Com o aplicativo, será possível controlar as comportas e regular o nível de água mecanicamente.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Samuel explica que esse sistema contribui para a sustentabilidade ao permitir uma facilidade no controle da quantidade de água. Além disso, otimiza e facilita o trabalho dos agricultores. Por fim, acrescenta: “o projeto tem um cronograma de quatro meses e nosso objetivo final é obter um protótipo ou maquete funcional, criado por uma impressora 3D”.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:separator {"className":"is-style-dots"} -->
<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-dots" />
<!-- /wp:separator -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong>Reportagem:</strong> <em>Gabriela de Almeida e Maria Fernanda Dias</em><br><strong>Contato:</strong> <em><a href="mailto:%67%61b%72%69%65%6ca%64%65%61l%6d%65i%64%61%320%31%30@gma%69%6c.%63%6fm">gabrieladealmeida2010@gmail.com</a> / <a href="mailto:%6da%72i%61%66e%72%6e%61%6ed%61%320%30%31%2e%6d%66m@g%6dail.%63%6f%6d">mariafernanda2001.mfm@gmail.com</a></em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>A TRANSFORMAÇÃO DA CIÊNCIA PELA TECNOLOGIA</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2023/07/20/a-transformacao-da-ciencia-pela-tecnologia</link>
				<pubDate>Thu, 20 Jul 2023 12:00:32 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[28ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[.TXT]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[ed28]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>

				<guid isPermaLink="false">https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/?p=3805</guid>
						<description><![CDATA[Professor  aborda os benefícios e desafios éticos presentes no uso desses mecanismos]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"align":"center","id":3807,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2023/07/Maria-Fernanda-Dias-Entrevista-1-1-1024x683.jpg" alt="Fotografia retangular e colorida de homem branco de meia-idade, que está de perfil. Ele tem barba, bigode e cabelos em transição do preto ao grisalho, tem nariz pontudo e olhos castanhos. Ele veste uma camisa jeans fina e azul em um tom médio. Usa óculos de grau em armação redonda. Está com expressão facial séria e olha para o lado direito da imagem. Atrás dele, uma estante com dois analisadores de espectros de cor branca em formato retangular. Ao fundo, uma parede com tomadas dispostas na horizontal para que os aparelhos sejam conectados." class="wp-image-3807" /><figcaption class="wp-element-caption">Professor André Luiz Aita | Foto: Vitória Sarturi</figcaption></figure>
<!-- /wp:image -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Docente da UFSM há mais de 20 anos, André Luiz Aita tem graduação em Engenharia Elétrica e mestrado em Ciências da Computação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), doutorado pela <em>Delft University of Technology (Delft)</em>, na Holanda, e hoje é docente do Programa de Pós-Graduação de Ciências da Computação na UFSM.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p>Com experiência na área de ciência da computação, Aita explora as possibilidades transformadoras proporcionadas e discute os desafios éticos e de privacidade associados ao seu uso. Em entrevista para a .TXT, ele compartilha sua visão sobre as responsabilidades dos desenvolvedores em garantir o uso ético e responsável das inovações.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>.TXT: Como a ciência da computação ajuda a resolver problemas complexos que antes eram considerados insolúveis?</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>André: </strong>Não eram insolúveis. A solução que ainda não era conhecida. Por exemplo, a matemática, às vezes, tem problemas insolúveis talvez porque ainda não se tenha descoberto a solução. A computação trabalha com programação, que necessita de processadores, de computadores, para que o algoritmo e o programa rode. E a tecnologia, nos últimos anos, vem evoluindo de tal forma que esses processadores e esses computadores evoluíram muito. Então, aquelas tarefas que a princípio eram insolúveis porque consumiam muito tempo, hoje conseguimos fazer talvez em um dia ou em uma hora.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>.TXT: Você acredita que existam desvantagens no uso excessivo da tecnologia na pesquisa?</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>André: </strong>Todo excesso é prejudicial e não só nessa área. Então nós temos que saber dosar. Eu diria assim: excessos são prejudiciais. A resposta é simples e não está associada à tecnologia. Se você toma a tecnologia e a usa em excesso, pode ter algum problema, algum revés em função desse uso demasiado.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>.TXT: Quais são os desafios éticos e de privacidade associados ao uso da tecnologia na pesquisa científica?</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>André: </strong>A tecnologia permite a fácil comunicação. Não é a tecnologia que resulta nessa suposta falta de privacidade. Nós observamos as pessoas se expondo a partir de uma ferramenta que existe, certo? Quantas fotos você e eu temos publicadas na internet hoje? E essas fotos não se apagam nunca mais. A ferramenta que você tem disponível é que te permite se expor. A tecnologia está disponível, mas é você que escolhe se vai querer se expor ou não.&nbsp;</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>.TXT: Como os avanços em tecnologia afetam a forma como a ciência é aprendida?&nbsp;</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>André: </strong>Durante a pandemia percebemos um enorme avanço da tecnologia para ensino remoto e aprendizado. Antigamente, nós tínhamos uma única referência, que era a biblioteca, ou íamos ao professor, que era quem tinha o conhecimento. Hoje temos uma abundância de informações: não necessariamente são todas verdadeiras, mas há uma abundância delas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>.TXT: Quais são as responsabilidades dos desenvolvedores de tecnologia em garantir que suas inovações sejam utilizadas de forma ética e responsável?&nbsp;</strong></p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:paragraph -->
<p><strong>André: </strong>O fabricante de uma faca é responsável por sua produção. Qual é a responsabilidade dele durante a fabricação da faca? Seria a mesma que aquele responsável pela tecnologia tem? Em outras palavras, qual será o uso que você dará a essa faca? No momento que se disponibiliza esse recurso, você sabe que permite que pessoas de má índole o utilizem. Que façam mau uso da tecnologia. De certa forma, têm responsabilidade. Às vezes, você constrói algo para o melhor uso e nem imagina que aquilo que produz terá um uso que não esperava. Normalmente projetamos coisas para que sejam bem utilizadas.</p>
<!-- /wp:paragraph -->

<!-- wp:spacer {"height":"30px"} -->
<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>
<!-- /wp:spacer -->

<!-- wp:paragraph {"align":"right"} -->
<p class="has-text-align-right"><strong>Reportagem: </strong><em>Maria Fernanda Dias</em><br><strong>Contato:</strong> <em><a href="mailto:ma%72i%61f%65%72nand%612%30%301%2e%6df%6d@%67ma%69%6c.%63o%6d">mariafernanda2001.mfm@gmail.com</a></em></p>
<!-- /wp:paragraph -->]]></content:encoded>
													</item>
						<item>
				<title>FUTURO DA CONSTRUÇÃO CIVIL</title>
				<link>https://www.ufsm.br/midias/experimental/revistatxt/2022/08/24/futuro-da-construcao-civil</link>
				<pubDate>Wed, 24 Aug 2022 21:35:37 +0000</pubDate>
						<category><![CDATA[27ª Edição]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
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		<category><![CDATA[UFSM]]></category>

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						<description><![CDATA[“Esse vai ser o futuro da construção civil?”. Foi o que um grupo de pesquisadores da UFSM se perguntou ao assistir uma palestra sobre concreto digital.&nbsp; A perspectiva futurista e a vontade de estudar mais o assunto, motivaram os pesquisadores. Eles idealizaram um projeto e o tiraram do papel o mais rápido possível para colocar [&hellip;]]]></description>
							<content:encoded><![CDATA[  <!-- wp:image {"id":3682,"sizeSlug":"large","linkDestination":"none"} -->
<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2022/08/Foto-1-IMAGEM-DESTACADA-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal, colorida, em primeiro plano, de uma Impressora 3D. A impressora é da cor preta, com bico azul, tem elementos metálicos e está sobre uma mesa branca. O bico da impressora está perto das camadas de concreto. O concreto é cinza e ondulado, e forma um círculo. Ele está em cima de um suporte de MDF apoiado em uma plataforma branca. No fundo da imagem, uma parede branca do laboratório, e ao lado, uma mesa branca com um equipamento não identificado nas cores cinza e roxo." class="wp-image-3682" /><figcaption><br><em>Impressão em concreto promete ser o futuro da construção civil. Foto: Luísa Monteiro/Acervo do Centro de Tecnologia</em></figcaption></figure>
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<p>“Esse vai ser o futuro da construção civil?”. Foi o que um grupo de pesquisadores da UFSM se perguntou ao assistir uma palestra sobre concreto digital.&nbsp; A perspectiva futurista e a vontade de estudar mais o assunto, motivaram os pesquisadores. Eles idealizaram um projeto e o tiraram do papel o mais rápido possível para colocar a UFSM dentro do “<em>boom” </em>da impressão 3D de concreto. Assim nasceu o projeto NanoCem3D, que estuda a manufatura que promete trazer o futuro para dentro da nossa universidade.&nbsp;</p>
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<p>No final de 2021, o Grupo de Estudos em Materiais Sustentáveis para Construção (GEMASC), iniciou as tratativas para a busca de recursos e compra da impressora 3D. A partir daí, alguns dos pesquisadores direcionaram seus esforços para o estudo da impressão de concreto. A ideia do projeto é contribuir para tornar a construção civil um campo mais sustentável. O professor e orientador do projeto, Erich Rodríguez, conta a importância de trabalhar com a indústria automatizada para proporcionar uma construção mais rápida e com menos desperdício de resíduos. Segundo Rodríguez, "nosso objetivo é tentar resolver esses problemas a longo prazo, porque a indústria digital pode ser uma boa alternativa”.&nbsp;</p>
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<p>A nova tecnologia surge em oposição aos materiais tradicionalmente utilizados na construção civil. Embora ela seja relativamente recente e ainda muito cara, a impressão de concreto tem enorme potencial de desenvolvimento de mercado. Os pesquisadores trabalham com uma peça deste quebra-cabeça. Eles precisam estudar o processo em microescala para que, eventualmente, possa ser implementado em grande escala. Para contribuir com o aperfeiçoamento econômico desta tecnologia, são desenvolvidas pesquisas sobre materiais, parâmetros, softwares e processos.</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2022/08/Foto-4-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal colorida, em primeiro plano de um laboratório. Na extremidade direita da imagem,  um notebook preto,  aberto. Na tela, o programa que controla a impressora, com o modelo em 3D do molde de concreto nas cores vermelha, verde e azul. Em segundo plano está a impressora 3D. Ela é da cor preta, tem elementos metálicos e está sobre uma mesa branca. No fundo da imagem, elementos que compõem o laboratório. Na extremidade direita, um pano azul marinho que cobre alguns equipamentos. Ao lado, uma porta cinza, aberta com o corredor desfocado. Na parte esquerda da foto, um armário de madeira.
" class="wp-image-3683" /><figcaption><em>A impressora é comandada diretamente pelo software do computador. Foto: Luísa Monteiro/Acervo do Centro de Tecnologia</em></figcaption></figure>
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<p>A doutoranda em Engenharia Civil e pesquisadora do projeto, Tuani Zat, conta que na construção civil ainda se utilizam processos ultrapassados e que o objetivo do estudo é inovar na produção. A automação da construção, a longo prazo, é mais benéfica ao meio-ambiente do que o método tradicional,&nbsp; reduz a mão de obra e diminui o desperdício de materiais.</p>
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<p>Um dos motivos de buscar alternativas para a utilização de concreto é a preocupação com a emissão de dióxido de carbono e com o alto consumo do clínquer, principal constituinte do cimento e um grande poluidor. Dentro do GEMASC, os pesquisadores trabalham com materiais alternativos desde 2018 e, no último ano<em>,</em> a equipe decidiu começar os estudos na área de impressão de concreto em 3D.</p>
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<p>O projeto foi dividido em três frentes de pesquisa: uma com argamassa mais básica para que possam estudar as propriedades mecânicas do material - processos de corte, camadas e etc -, uma que testa o processo de impressão com geopolímeros - ligantes alternativos produzidos a partir de resíduos - e uma que que trabalha com cimento branco para estudar questões decorativas. Além disso, a equipe testa quantas camadas o material suporta, em quanto tempo ele consegue imprimir e outras particularidades.</p>
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<p>No dia a dia,&nbsp; o grupo escolhe o foco de pesquisa que eles irão se dedicar naquele momento e depois definem seus objetivos. Antes de tudo, constituem uma mistura que seja imprimível na máquina, para depois estudar suas diversas propriedades e encontrar a consistência perfeita.</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2022/08/Foto-3-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal, colorida, em plano geral de duas mulheres com propriedades de um concreto. A mulher, em primeiro plano, está de perfil. É branca, tem cabelos castanhos presos em uma trança, veste um jaleco branco e usa luvas de plástico azul. Nas mãos, segura um recipiente redondo e metálico, que está inclinado para baixo. Ao lado dela, outra mulher, em segundo plano. Ela é branca, tem os cabelos loiros claros e soltos, veste um jaleco branco, usa luvas de plástico azul e óculos de grau na cor dourada. Ela segura o cabo de uma espátula que está dentro do recipiente redondo. O recipiente despeja o concreto líquido e cinza em uma forma pequena e branca. A forma está em cima de um disco de ferro, na cor cinza chumbo. No fundo da imagem, paredes brancas e armários cinzas de metal com caixas de papelão. Entre os armários e a parede tem tubos de PVC e tábuas de madeira." class="wp-image-3684" /><figcaption><em>Antes da impressão, as pesquisadoras testam as propriedades do concreto. Foto: Luísa Monteiro/Acervo do Centro de Tecnologia</em></figcaption></figure>
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<p>Para realizar a impressão, os pesquisadores precisam pensar em um material que tenha bom desenvolvimento, pouco desperdício e seja funcional com um tempo rápido de produção. A equipe testa diversas misturas, alterando suas propriedades até encontrar a condição que atinja os objetivos delimitados para aquele estudo. O orientador do projeto costuma nortear a composição da mistura e a doutoranda Tuani Zat é responsável por organizar a equipe e designar as tarefas de cada um.&nbsp;</p>
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<p><strong>Cimento sustentável</strong><strong>&nbsp;</strong></p>
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<p>A doutoranda da UFSM, Tuani Zat,&nbsp; trabalha com a impressão 3D de materiais cimentícios mais sustentáveis para a construção civil. Ela explica que o cimento como o utilizamos hoje é um grande emissor de CO² e, além de gerar muitos desperdícios, o processo de produção é ultrapassado. Zat possui histórico com pesquisas em materiais sustentáveis devido ao seu trabalho de mestrado na produção de cerâmica vermelha a partir de resíduos.&nbsp; Para ela, é fundamental que a UFSM incentive tecnologias que prezam por um futuro melhor e inovem dentro da construção civil.</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2022/08/Foto-5-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal, colorida, em plano médio, de uma mulher no laboratório. A mulher é branca, tem os cabelos loiros e soltos, veste um jaleco branco, usa luvas de plástico azul e óculos de grau na cor dourada. O olhar está direcionado para uma impressora 3D. A impressora 3D é preta, tem elementos metálicos e está sobre uma mesa branca. Na parte esquerda da imagem, uma mesa de azulejo branco, com uma balança e moldes de concreto em cima. À direita, moldes de concreto de tamanhos diferentes em cima de uma mesa branca. Ao fundo, estão as paredes brancas do laboratório.
" class="wp-image-3685" /><figcaption><em>Tuani Zat fez seu mestrado e está executando seu doutorado pelo Programa de Pós Graduação em Engenharia Civil (PPGEC) na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)</em></figcaption></figure>
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<p>Em seu projeto de doutorado, ela trabalha com a funcionalidade da impressão com materiais sustentáveis através dos estudos da reologia do material. Zat modifica as propriedades a níveis micro e nano que alteram as especificidades do material final. A viscosidade, tensão, força aplicada e etc são características que não importam nos métodos tradicionais e que, para a automação, necessitam de mais estudos. Ela afirma que seus objetivos são produzir materiais alternativos e um laudo de que são viáveis para a impressão: “Queremos viabilizar o uso de diferentes materiais na construção da forma mais sustentável possível”.&nbsp;</p>
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<p><strong>Cinza Volante</strong></p>
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<p>A graduanda em Engenharia Civil, Maria Fernanda Dornelles Howes, desenvolve seu Trabalho de Conclusão de Curso dentro do projeto de impressão de concreto em 3D. Howes utiliza o geopolímero, material obtido através de resíduos, em sua pesquisa. Ela trabalha com a cinza volante, encontrada na fumaça da queima de carvão mineral. O material, que seria descartado pela indústria, é destinado para produção de concreto alternativo. Outro benefício para a utilização da cinza volante seria a renovabilidade, uma vez que é obtida na queima de carvão mineral, sendo possível sempre se obter mais sem gerar escassez.</p>
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<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2022/08/Foto-2-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal, colorida, em plano médio de duas mulheres no laboratório. A mulher, em primeiro plano, está de perfil, é branca, com uma expressão de felicidade, tem cabelos castanhos, presos numa trança. Veste um jaleco branco e usa brincos de pérolas brancas. Nas mãos, uma ferramenta não identificada na cor cinza, encosta em um tubo cinza escuro de uma impressora 3D. Ao lado dela,  outra mulher, em segundo plano. Ela está de frente, é branca, tem os cabelos loiros claros. Veste um jaleco branco e  usa luvas de plástico azul e óculos de grau na cor dourada. As mãos estão encostadas no tubo da impressora. A impressora é da cor preta, tem elementos metálicos e está sobre uma mesa branca. No fundo da imagem, um notebook na cor prata. As paredes do laboratório são brancas. 
" class="wp-image-3686" width="390" height="260" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img src="https://www.ufsm.br/app/uploads/sites/714/2022/08/Foto-6-1-1024x683.jpg" alt="Fotografia horizontal, colorida em plano geral de duas mulheres em um laboratório. Na parte esquerda da imagem,  uma mulher branca, com cabelos loiros e soltos. Veste um jaleco branco e usa luvas de plástico azul e óculos de grau na cor dourada. Ela segura um tubo cinza. Ao lado dela, uma mulher branca, com cabelos castanhos presos em uma trança. Ela veste um jaleco branco com a logo do Grupos de Estudos em Materiais Sustentáveis na Construção (GEMASC) em laranja no peito. As mãos estão sobre um notebook cinza. O notebook está sobre uma mesa de azulejo branco. Na mesa, tem uma impressora 3D, na cor preta, um carregador de notebook, uma garrafa térmica, na cor bege, uma garrafinha de água, na cor laranja, e duas xícaras de café, nas cores preta e marrom. Ao fundo, as paredes brancas do laboratório e uma porta entreaberta, na cor cinza." class="wp-image-3688" width="387" height="258" /></figure>
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<p class="has-text-align-right"><em>Reportagem: Ana Luiza Dutra e Luísa Monteiro</em></p>
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<p class="has-text-align-right"><em>Fotos: Luísa Monteiro</em></p>
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