{"id":1576,"date":"2014-07-10T17:00:28","date_gmt":"2014-07-10T20:00:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufsm.br\/revistatxt\/?p=1576"},"modified":"2019-08-06T18:05:23","modified_gmt":"2019-08-06T21:05:23","slug":"ciclo-situacao-no-campus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/2014\/07\/10\/ciclo-situacao-no-campus","title":{"rendered":"Ciclo situa\u00e7\u00e3o no campus"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.ufsm.br\/revistatxt\/?attachment_id=1692\" rel=\"attachment wp-att-1692\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-1692 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-content\/uploads\/sites\/714\/2014\/07\/Aline-e-Luana-21.jpg\" alt=\"Aline e Luana 2\" width=\"640\" height=\"427\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2014\/07\/Aline-e-Luana-21.jpg 640w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2014\/07\/Aline-e-Luana-21-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2014\/07\/Aline-e-Luana-21-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><em>Aline Witt &#8211;\u00a0alinewittaline@gmail.com<\/em><br \/>\n<em> Luana Mello &#8211;\u00a0mellosluana@gmail.com<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Atualmente a universidade disp\u00f5e de apenas uma ciclovia de 500 metros. para melhorar a vida dos que pedalam no campus, h\u00e1 a possibilidade de amplia\u00e7\u00e3o da via ainda este ano, visando sanar a disputa di\u00e1ria dos ciclistas com os ve\u00edculos motorizados na rua. j\u00e1 os biciclet\u00e1rios s\u00e3o escassos e est\u00e3o em p\u00e9ssimo estado de conserva\u00e7\u00e3o. por\u00e9m, a melhora dessa situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 na lista de prioridades da PROINFRA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cA bicicleta \u00e9 um meio de transporte r\u00e1pido, pr\u00e1tico e precisa de pouca manuten\u00e7\u00e3o\u201d. Os motivos apontados pelo professor de Engenharia de Controle e Automa\u00e7\u00e3o, Rodrigo Guerra, s\u00e3o tamb\u00e9m os de muitos daqueles que escolheram ser chamados de ciclistas. Mas nem s\u00f3 de benef\u00edcios \u00e9 feita tal escolha. Assim como a maioria das cidades brasileiras, Santa Maria \u00e9 pouco \u2013 ou quase nada \u2013 inserida ao cicloativismo e s\u00e3o m\u00ednimos os incentivos ao uso desse meio de transporte. A UFSM n\u00e3o fica de fora desse problema. Os blocos de lutas est\u00e3o fortemente inseridos no meio acad\u00eamico da cidade, mas nenhum voltado para o uso de bicicletas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Al\u00e9m do risco de disputar lugar na rua com ve\u00edculos motorizados, adaptar biciclet\u00e1rios tamb\u00e9m \u00e9 um problema comum vivido cotidianamente pelos ciclistas do Campus. A Universidade conta com uma m\u00e9dia aproximada de 210 vagas para estacionar bicicletas, distribu\u00eddas para mais de 25 mil alunos e 4 mil docentes e t\u00e9cnicos administrativos. De 38 pr\u00e9dios percorridos, 18 n\u00e3o possuem suporte para guardar bicicletas, entre eles: Biblioteca Central, CEU II e Hospital Veterin\u00e1rio. Os paraciclos do Hospital Universit\u00e1rio, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e Col\u00e9gio T\u00e9cnico Industrial est\u00e3o localizados em lugares pouco evidentes. J\u00e1 os biciclet\u00e1rios do Centro de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica e Desportos s\u00e3o os que se encontram em pior estado: escassos, enferrujados e amassados. A Reitoria conta com seis vagas para bicicletas, cujos suportes s\u00e3o de modelos mais pr\u00e1ticos e em melhor estado de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Os biciclet\u00e1rios da Universidade s\u00e3o de uma \u00e9poca em que a bicicleta n\u00e3o era um meio de transporte t\u00e3o comum como \u00e9 hoje. Isso deixa aos atuais usu\u00e1rios suportes velhos, que n\u00e3o comportam a quantidade de novas bicicletas que circulam pela UFSM. A solu\u00e7\u00e3o desse problema seria a atualiza\u00e7\u00e3o do n\u00famero de usu\u00e1rios, visando \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o dos locais reservados para o estacionamento das bicicletas onde s\u00e3o insuficientes e a implanta\u00e7\u00e3o de novos em quantidade satisfat\u00f3ria para a demanda. Por\u00e9m, esse estudo n\u00e3o se tornar\u00e1 t\u00e3o cedo um projeto para a Pr\u00f3-Reitoria de Infraestrutura (ProInfra), visto que \u00e9 preciso seguir uma lista de prioridades: \u201cAgora, por exemplo, a gente est\u00e1 com uma equipe extremamente reduzida, com somente dois arquitetos e uma demanda gigantesca, que al\u00e9m das obras internas que a gente tem aqui no dia a dia, ainda existe todo um campus em Cachoeira para ser implantado\u201d, conta o arquiteto da ProInfra, Alberto Wolle.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A rela\u00e7\u00e3o com os outros meios de transporte, nem sempre mutuamente respeitosa, \u00e9 um dos pontos mais citados pelos ciclistas. Eles precisam redobrar a aten\u00e7\u00e3o para evitar acidentes em potencial: motoristas de carros que n\u00e3o enxergam as bicicletas, que n\u00e3o acionam o pisca-alerta, caminh\u00f5es que jogam ciclistas para fora da faixa, \u00f4nibus que ultrapassam sem necessidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mas utilizar a bicicleta ainda vale a pena, afinal, mesmo com todos os transtornos, \u00e9 um meio de transporte r\u00e1pido, principalmente quando o tr\u00e2nsito de ve\u00edculos est\u00e1 muito intenso, como conta o aluno do curso de Hist\u00f3ria, J\u00falio Daniel: \u201cEu pegava um \u00f4nibus que demorava de 50 minutos a uma hora e dez no hor\u00e1rio de pico. De l\u00e1 onde eu moro at\u00e9 aqui s\u00e3o uns 12 km, eu venho em 25, 30 minutos pela faixa velha\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para facilitar a vida dos que pedalam dentro do Campus, a Universidade idealiza dois projetos: um emergencial, que levaria do arco at\u00e9 a reitoria; outro de car\u00e1ter mais ut\u00f3pico, que serviria tanto para deslocamento quanto para contempla\u00e7\u00e3o do campus. Segundo Wolle, o projeto emergencial contaria com um tronco principal, com cerca de 2,4km. Essa obra j\u00e1 est\u00e1 com seu edital lan\u00e7ado e espera apenas o resultado da empresa vencedora e sua execu\u00e7\u00e3o est\u00e1 prevista para ainda este ano. Mas a ideia de ciclovia que mais encanta \u00e9 a que planeja ramificar a pista para levar os ciclistas aos principais centros e servir\u00e1, principalmente nos fins de semana, como forma de recrea\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O arquiteto declara que junto a essa, existe a possibilidade de empr\u00e9stimo de bicicletas, em que o aluno consegue fazer a retirada do ve\u00edculo com um sistema semelhante \u00e0 retirada de livros da biblioteca. Ele \u00e9 respons\u00e1vel por esse livro assim como seria pela bicicleta \u2013 qualquer dano que ocorra, envolve toda a parte burocr\u00e1tica que tem: se houver atraso na entrega, paga multa; se n\u00e3o, ele n\u00e3o renova a matr\u00edcula. Conforme Wolle, \u201ca ideia \u00e9 que tivessem centros de distribui\u00e7\u00e3o de bicicletas e que qualquer aluno pudesse fazer a retirada de uma e transitar no campus, largando ela em outros centros de retirada\/devolu\u00e7\u00e3o\u201d. No Estado, temos como exemplo a Universidade Federal de Rio Grande (FURG), que implementou a instala\u00e7\u00e3o de parqu\u00edmetros no seu Campus \u2013 que tem cerca de 230 hectares, aproximadamente 8 vezes menor que o campus da UFSM. Para realizar a retirada, o usu\u00e1rio deve solicitar a chave do destravamento e o banco da bicicleta na Pr\u00f3-Reitoria de Assuntos Estudantis da Universidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Existem muitos questionamentos quanto \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de um transporte interno no Campus, que junto \u00e0 ideia da ciclovia, seria um avan\u00e7o para a locomo\u00e7\u00e3o dentro da Universidade. A proposta mais interessante, apresentada por Wolle, \u00e9 a de que o transporte coletivo da cidade, que j\u00e1 circula normalmente internamente, seja usado para levar os alunos de uma ponta a outra sem a necessidade de pagamento. A quest\u00e3o da falta de ciclovia, como observa o ciclista e aluno de Engenharia El\u00e9trica, Josu\u00e9 Sehnem, \u00e9 que \u201cn\u00e3o tem espa\u00e7o para a bicicleta. Ou tu invades a rua, disputando espa\u00e7o com os carros; ou na cal\u00e7ada, atrapalhando os pedestres\u201d. Para possibilidades como essas terem algum espa\u00e7o, \u00e9 preciso maior centraliza\u00e7\u00e3o das ideias e mais investimento da Universidade. A UFSM possui infraestrutura para receber projetos como esses, o problema \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 nenhum tipo de incentivo, como campanhas publicit\u00e1rias dentro da institui\u00e7\u00e3o, para o uso das bicicletas. Se houvesse mais organiza\u00e7\u00e3o e as ideias de ciclovias pudessem virar projetos para, futuramente, se transformarem em obras, seria um grande avan\u00e7o para a institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para o professor de Agronomia, Cl\u00e1udio Lovato, \u201c\u00e9 mais problem\u00e1tico para quem tem carro do que para quem tem bicicleta\u201d. N\u00e3o incentivar o uso dessa mobilidade sustent\u00e1vel dentro do Campus \u00e9 n\u00e3o tomar provid\u00eancias para diminuir o engarrafamento que aumenta gradativamente, dia ap\u00f3s dia, na principal via da Universidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Bastidores da\u00a0<span style=\"color: #ff6600\">.TXT<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Depois de uma manh\u00e3 andando pelo campus com apenas duas entrevistas j\u00e1 gravadas, decidimos que o final da ciclovia seria o melhor lugar para encontrar um maior n\u00famero e ciclistas e, quem sabe, obter hist\u00f3rias que dessem rumo \u00e0 nossa mat\u00e9ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Conseguimos conversar com um n\u00famero consider\u00e1vel de ciclistas, alguns mais articulados que outros, uns mais satisfeitos que outros. Mas o relato que prevalece \u00e9 o da insatisfa\u00e7\u00e3o com a falta de estrutura para acolher aqueles que necessitam, ou decidiram por escolha pr\u00f3pria, se deslocar atrav\u00e9s do uso de bicicletas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Fomos ignoradas, ouvimos reclama\u00e7\u00f5es, relatos de experi\u00eancias em outros lugares e conhecemos pessoas que utilizam a bicicleta como meio de transporte e estilo de vida h\u00e1 mais de trinta anos. Para um relato mais espec\u00edfico trouxemos o arquiteto da ProInfra que, mesmo sendo de forma receosa, esclareceu pontos importantes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s ideias de novas ciclovias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Uma pequena ciclovia que acaba antes mesmo de entrar na UFSM. O vis\u00edvel inc\u00f4modo e o perigo vivido pelos ciclistas dentro do Campus da maior Universidade Federal do interior do pa\u00eds, agora s\u00e3o descritos pelos pr\u00f3prios<strong><span style=\"color: #ff6600\">.TXT<\/span><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aline Witt &#8211;\u00a0alinewittaline@gmail.com Luana Mello &#8211;\u00a0mellosluana@gmail.com Atualmente a universidade disp\u00f5e de apenas uma ciclovia de 500 metros. para melhorar a vida dos que pedalam no campus, h\u00e1 a possibilidade de amplia\u00e7\u00e3o da via ainda este ano, visando sanar a disputa di\u00e1ria dos ciclistas com os ve\u00edculos motorizados na rua. j\u00e1 os biciclet\u00e1rios s\u00e3o escassos e [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1313,"featured_media":1692,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[25,32,166],"tags":[35],"class_list":["post-1576","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-19edicao","category-comunidade","category-comunidade-pt-19edicao","tag-ed19"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1576","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1313"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1576"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1576\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1692"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1576"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1576"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1576"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}