{"id":1666,"date":"2014-07-10T17:14:23","date_gmt":"2014-07-10T20:14:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufsm.br\/revistatxt\/?p=1666"},"modified":"2019-08-06T17:51:07","modified_gmt":"2019-08-06T20:51:07","slug":"dona-lala","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/2014\/07\/10\/dona-lala","title":{"rendered":"Dona Lala"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center\"><a href=\"http:\/\/www.ufsm.br\/revistatxt\/?attachment_id=1740\" rel=\"attachment wp-att-1740\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-1740\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-content\/uploads\/sites\/714\/2014\/07\/foto_eps.png\" alt=\"foto_eps\" width=\"754\" height=\"558\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2014\/07\/foto_eps.png 754w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2014\/07\/foto_eps-300x222.png 300w\" sizes=\"(max-width: 754px) 100vw, 754px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><em>Lu\u00edza Tavares &#8211;\u00a0violetalu@hotmail.com<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">H\u00e1 28 anos, Eul\u00e1lia Maria Fantinel, conhecida carinhosamente pelos colegas como \u201cDona Lala\u201d, trabalha como copeira do Gabinete do Reitor da UFSM. Com alegria, ela fala sobre o seu trabalho na reitoria e o cuidado que tem para sempre servir bem as pessoas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A hist\u00f3ria de Eul\u00e1lia come\u00e7a na cidade de Dona Francisca, em 22 de julho de 1940, data de seu nascimento. Logo, mudou-se para Formigueiro e, em 1975, passou a viver em Santa Maria, onde ficou por pouco tempo. Eul\u00e1lia foi morar com uma tia, em Bras\u00edlia. Quando voltou a Santa Maria, arranjou um emprego no Hospital Veterin\u00e1rio, em que permaneceu por dois anos. Sua pr\u00f3xima ocupa\u00e7\u00e3o foi na reitoria, de onde n\u00e3o saiu mais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Eul\u00e1lia j\u00e1 se aposentou, mas foi recontratada como copeira. Nesses anos, presenciou mais de uma mudan\u00e7a de gest\u00e3o das empresas terceirizadas respons\u00e1veis pela presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o: primeiro a Andr\u00e9 Alves, em seguida a Moura, a TRT e agora a Sulclean. Independente da terceirizada, Dona Eul\u00e1lia segue o seu trabalho: \u201ceu fa\u00e7o o que eles pedem, n\u00e3o h\u00e1 conflito\u201d, ela conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em quase 30 anos, v\u00e1rios foram os protestos que aconteceram na reitoria: \u201cuma vez, tentaram derrubar a porta do Conselho. Eu e o guarda seguramos, entre duas pessoas, o horror que estava l\u00e1 fora, mas n\u00e3o tivemos for\u00e7a. Derrubaram e quebraram a porta em cima da gente, mas n\u00e3o nos machucamos. Isso foi na \u00e9poca do professor Sarkis. V\u00e1rias reuni\u00f5es j\u00e1 foram canceladas por causa de protestos, porque tomavam conta do Conselho. Foram muitos protestos, tanto de estudantes quanto de funcion\u00e1rios.\u201d Ela, resignada, completa: \u201cEu s\u00f3 acompanho, n\u00e3o posso e nem tenho por que protestar.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Eul\u00e1lia conta que, at\u00e9 aos s\u00e1bados pela manh\u00e3, se tem alguma reuni\u00e3o importante, ligam para ela e ela se arruma rapidamente, enquanto a Universidade encaminha um transporte para busc\u00e1-la. Ela j\u00e1 conhece os gostos de cada um: \u201cPara a x\u00edcara do professor Felipe, ado\u00e7ante; J\u00e1 o professor Burmann, prefere sem a\u00e7\u00facar\u201d. Para ela, com a\u00e7\u00facar, \u201cgosto do caf\u00e9 doce\u201d, conta. \u201cO falecido Jo\u00e3o Manuel, chegava pela manh\u00e3 e sentava em um banquinho, eu servia caf\u00e9 para ele, ele me contava o que havia de diferente pra que eu ficasse atualizada. Ele era chefe de Gabinete.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mesmo de poucas palavras, Dona Eul\u00e1lia conquistou um carinho grande pelos colegas, a recepcionista da reitoria conta que, no dia das m\u00e3es, todos os colegas de trabalho parabenizavam dona Eul\u00e1lia, e ela, mesmo sem ter filhos, agradecia sorridente. E, enquanto puder, pretende continuar a servir diariamente o t\u00e3o apreciado cafezinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Bastidores da <span style=\"color: #ff6600\">.TXT<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Logo na recep\u00e7\u00e3o da reitoria, questionei onde poderia encontrar a dona Eul\u00e1lia e, primeiramente, me encaminharam para outro setor, porque n\u00e3o esperavam que, como jornalista, eu tivesse interesse em entrevistar a copeira. Fiquei surpresa com a rea\u00e7\u00e3o, e expliquei que a Dona Eul\u00e1lia trabalha h\u00e1 quase 30 anos na reitoria e que ela havia sido escolhida para o perfil da TXT.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0Escrever, em poucas linhas, a hist\u00f3ria de vida de algu\u00e9m n\u00e3o \u00e9 um tarefa f\u00e1cil: al\u00e9m da dificuldade de selecionar as perguntas sem ser impertinente, h\u00e1, tamb\u00e9m, o cuidado com as informa\u00e7\u00f5es que ser\u00e3o divulgadas, principalmente se os relatos envolvem ou afetam outros al\u00e9m do entrevistado. Dona Eul\u00e1lia n\u00e3o \u00e9 de muitas palavras e fala com cautela sobre sua trajet\u00f3ria na reitoria; embora envergonhada, ela contou, com prazer, sobre seu trabalho. A entrevista foi breve, e dona Lala, apelido carinhoso dado pelos colegas de trabalho, respondeu atenciosamente as perguntas<span style=\"color: #ff6600\"><strong>.TXT<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lu\u00edza Tavares &#8211;\u00a0violetalu@hotmail.com H\u00e1 28 anos, Eul\u00e1lia Maria Fantinel, conhecida carinhosamente pelos colegas como \u201cDona Lala\u201d, trabalha como copeira do Gabinete do Reitor da UFSM. Com alegria, ela fala sobre o seu trabalho na reitoria e o cuidado que tem para sempre servir bem as pessoas. 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