{"id":1830,"date":"2014-07-10T17:26:02","date_gmt":"2014-07-10T20:26:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufsm.br\/revistatxt\/?p=1830"},"modified":"2019-08-07T15:34:46","modified_gmt":"2019-08-07T18:34:46","slug":"desmistificacao-das-questoes-de-genero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/2014\/07\/10\/desmistificacao-das-questoes-de-genero","title":{"rendered":"Desmistifica\u00e7\u00e3o das quest\u00f5es de g\u00eanero"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><em>Daniela Sangalli &#8211; danisangallig@gmail.com<br \/>\n<\/em><em>Nadine Kowaleski &#8211; nadinerk@gmail.com<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Quest\u00f5es de g\u00eanero encontraram na internet e na Universidade espa\u00e7os para difundir ideias e lutar por mais respeito e igualdade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A palavra \u201cTransg\u00eanero\u201d se aplica \u00e0s pessoas que possuem sua identidade de g\u00eanero oposta ao sexo designado no nascimento. Al\u00e9m de trans, h\u00e1 pessoas que t\u00eam d\u00favida quanto \u00e0 sua pr\u00f3pria express\u00e3o de g\u00eanero, e,muitas vezes circulam entre o feminino e o masculino &#8211; ou \u00e0s vezes, nenhum. O assunto ganhou visibilidade com os debates e manifesta\u00e7\u00f5es promovidos via internet por coletivos ou membros da comunidade L\u00e9sbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais &#8211; LGBT. Dentro da universidade, existem grupos de pesquisa e coletivos, como o <i>Voe<\/i>, que atuam no ambiente universit\u00e1rio apoiando o movimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O termo LGBT \u00e9 a sigla encurtada do termo mais completo, LGBTTAIQ (L\u00e9sbicas, Gays, Bissexuais, Transg\u00eaneros, Transexuais, Assexuais, Intersexuais e Queer). O termo Queer, proveniente do ingl\u00eas, engloba as pessoas que s\u00e3o colocadas \u00e0 margem da sociedade por n\u00e3o seguirem o padr\u00e3o da heterossexualidade ou do binarismo de g\u00eanero. Falando especificamente do termo \u201ctransg\u00eanero\u201d, ele se aplica a todos que se identificam com o g\u00eanero oposto. O transtorno de g\u00eanero ainda \u00e9 diagnosticado como uma doen\u00e7a mental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O assunto, hoje, \u00e9 frequentemente abordado a partir dos avan\u00e7os feitos pelas mobiliza\u00e7\u00f5es via internet. Por\u00e9m, a realidade ainda \u00e9 de preconceito e viol\u00eancia, pois essas pessoas n\u00e3o seguem os padr\u00f5es heteronormativos. Dentre outras dificuldades, ir ao banheiro, a confus\u00e3o de pronomes e ser chamado pelo nome social adotado s\u00e3o as principais complica\u00e7\u00f5es que a comunidade Trans enfrenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Mesmo em espa\u00e7os LGBT, pessoas ainda sofrem viol\u00eancia por n\u00e3o serem cis* (quem tem o g\u00eanero correspondente ao sexo de nascimento) ou por assumirem uma express\u00e3o mais condizente com o g\u00eanero oposto. Segundo o mestrando em Comunica\u00e7\u00e3o Dieison Marconi, a quest\u00e3o do feminino \u201cperpassa por todos os tipos de viol\u00eancia, seja homof\u00f3bica, bif\u00f3bica, transf\u00f3bica (&#8230;). Porque uma l\u00e9sbica mais masculinizada n\u00e3o vai sofrer preconceito s\u00f3 pela orienta\u00e7\u00e3o sexual dela, mas tamb\u00e9m porque ela assume uma express\u00e3o masculina, quando ela deveria, teoricamente, assumir uma express\u00e3o feminina. E com a travesti, a trans, acontece a mesma coisa\u201c.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Entretanto, o movimento teve uma vit\u00f3ria significativa em 2010: o Minist\u00e9rio do Planejamento, Or\u00e7amento e Gest\u00e3o aprovou a Portaria n\u00ba 233 (<a href=\"http:\/\/www.abglt.org.br\/docs\/Ministerio%20do%20Planejamento%20portaria%20233%202010.pdf\">http:\/\/www.abglt.org.br\/docs\/Ministerio%20do%20Planejamento%20portaria%20233%202010.pdf<\/a>) que determina o uso do nome social de servidores administrativos de \u00e2mbito federal, o qual deve ser reconhecido e exercido. Na UFSM essa Portaria j\u00e1 \u00e9 seguida, e as pessoas trans tem o uso do nome social garantido. Essa e outras conquistas s\u00e3o viabilizadas gra\u00e7as a movimenta\u00e7\u00f5es organizadas por marchas e coletivos, como o <i>Voe<\/i>, que atua em diversos espa\u00e7os na cidade de Santa Maria. A Universidade federal \u00e9 um desses lugares, s\u00e3o promovidos encontros, cine debates, interven\u00e7\u00f5es e diversas outras atividades para que o assunto seja cada vez mais debatido e desmitificado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Saiba mais sobre as a\u00e7\u00f5es do Coletivo clicando aqui (<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/coletivo.voe?fref=ts\">https:\/\/www.facebook.com\/coletivo.voe?fref=ts<\/a>)<span style=\"color: #ff6600\"><strong>.TXT<\/strong><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Daniela Sangalli &#8211; danisangallig@gmail.com Nadine Kowaleski &#8211; nadinerk@gmail.com Quest\u00f5es de g\u00eanero encontraram na internet e na Universidade espa\u00e7os para difundir ideias e lutar por mais respeito e igualdade. A palavra \u201cTransg\u00eanero\u201d se aplica \u00e0s pessoas que possuem sua identidade de g\u00eanero oposta ao sexo designado no nascimento. 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