{"id":1979,"date":"2015-07-13T20:35:03","date_gmt":"2015-07-13T23:35:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufsm.br\/revistatxt\/?p=1979"},"modified":"2019-08-27T14:54:58","modified_gmt":"2019-08-27T17:54:58","slug":"o-husm-em-diagnostico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/2015\/07\/13\/o-husm-em-diagnostico","title":{"rendered":"O HUSM em diagn\u00f3stico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><em>Germano Molardi &#8211; germanomolardi@gmail.com<br \/>Ramiro Brites &#8211; ramirobpsilva@gmail.com<\/em><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>A Empresa Brasileira de Servi\u00e7os Hospitalares (EBSERH) est\u00e1 na administra\u00e7\u00e3o do HUSM h\u00e1 pouco mais de um ano e meio. A chegada dela colocou em discuss\u00e3o a fun\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica do Hospital Universit\u00e1rio, afetada pela prioriza\u00e7\u00e3o da assist\u00eancia m\u00e9dica.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Desde sua cria\u00e7\u00e3o em 1970, o Hospital Universit\u00e1rio de Santa Maria tem como compromisso proporcionar assist\u00eancia \u00e0 comunidade, tendo em vista a forma\u00e7\u00e3o qualificada de novos profissionais na \u00e1rea da sa\u00fade. O HUSM \u00e9 campo de atua\u00e7\u00e3o de 16 cursos de gradua\u00e7\u00e3o da UFSM, dos campus de Santa Maria e de Frederico Westphalen, 40 programas de Resid\u00eancia M\u00e9dica, quatro linhas de Resid\u00eancia Multiprofissional, al\u00e9m de cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Semestralmente, em m\u00e9dia 1.200 alunos atuam nas depend\u00eancias do Hospital.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O HUSM \u00e9 refer\u00eancia em atendimentos no Rio Grande do Sul. Diversos pacientes v\u00eam de outras cidades do Estado para serem atendidos e, somados aos habitantes de Santa Maria, causam uma demanda grande de consultas que a atual estrutura n\u00e3o consegue suprir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Atuam no Hospital Universit\u00e1rio 169 docentes, 1.170 funcion\u00e1rios concursados federais, 417 concursados pela EBSERH, 598 funcion\u00e1rios de servi\u00e7os terceirizados, al\u00e9m de alunos-estagi\u00e1rios de gradua\u00e7\u00e3o da UFSM, estagi\u00e1rios, mestrandos e doutorandos. Em 2014, o HUSM realizou por m\u00eas aproximadamente 1.090 interna\u00e7\u00f5es, 450 cirurgias, 144 partos, 13.000 consultas ambulatoriais, 2.982 consultas no Pronto Atendimento e 83.288 exames.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O HUSM \u00e9 o \u00fanico hospital da regi\u00e3o central do estado que atende pelo SUS e, mesmo que auxiliado pelas Unidades B\u00e1sicas de Sa\u00fade, lida h\u00e1 muito tempo com a dificuldade de atender a todos os pacientes. Para o professor do Departamento de Cirurgia, Fernando Souza, \u201co excesso de demanda sempre aconteceu, mas do ponto de vista do ensino era muito interessante pela quantidade de casos para estudar\u201d. Por\u00e9m, quando o Hospital foi assumido pela EBSERH, houve a prioriza\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o de assist\u00eancia m\u00e9dica. \u201cO ensino acabou relegado ao segundo plano e n\u00f3s nos sentimos aqui, como docentes, atrapalhando o processo de atendimento em massa que est\u00e1 sendo feito\u201d, declara.<\/p>\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"681\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-content\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/husm-2-1024x681.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2017\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/husm-2-1024x681.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/husm-2-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/husm-2-768x511.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/husm-2-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>A entrada da EBSERH<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A Empresa Brasileira de Servi\u00e7os Hospitalares foi criada em 2011 para ser o \u00f3rg\u00e3o do MEC respons\u00e1vel por gerir o Programa Nacional de Reestrutura\u00e7\u00e3o dos Hospitais Universit\u00e1rios Federais (REHUF), existente desde 2010. A EBSERH atua no HUSM desde 2013, quando o ex-reitor, Felipe M\u00fcller, assinou juntamente com o presidente da empresa p\u00fablica, Jos\u00e9 Rubens Rebelatto, o contrato de transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde ent\u00e3o, a EBSERH se tornou respons\u00e1vel pela administra\u00e7\u00e3o do Hospital. A empresa p\u00fablica se comprometeu, por exemplo, com a renova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, estrutural e de recursos humanos do HUSM, com o aumento do or\u00e7amento para a institui\u00e7\u00e3o e com o aprimoramento das atividades vinculadas \u00e0 forma\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia m\u00e9dica. Em entrevista, o secret\u00e1rio-geral do reitor, Marionaldo Ferreira, afirma que \u201co hospital n\u00e3o deixou de ser da Universidade, ele continua sendo um hospital de ensino\u201d. Como pode ser visualizada no contrato, a quest\u00e3o estrutural do HUSM exerce grande influ\u00eancia por parte da EBSERH em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Universidade.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de uma rescis\u00e3o unilateral por parte da Universidade, a EBSERH ter\u00e1 direito de fazer o levantamento de todos os investimentos feitos no Hospital no intervalo de um ano anterior \u00e0 rescis\u00e3o. De acordo com o Par\u00e1grafo Segundo da Cl\u00e1usula 12\u00aa do contrato entre a EBSERH e a UFSM, que trata da extin\u00e7\u00e3o do contrato, outra op\u00e7\u00e3o existente \u00e9 que a UFSM indenize a empresa com o valor correspondente ao investido. A Universidade tamb\u00e9m deve se encarregar de ressarcir os valores decorrentes da extin\u00e7\u00e3o antecipada de contratos c\u00edveis e trabalhistas celebrados.<\/p>\n\n\n\n<p>A Empresa Brasileira de Servi\u00e7os Hospitalares \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico, que recebe verbas do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, tendo em vista a reestrutura\u00e7\u00e3o dos hospitais universit\u00e1rios. Por\u00e9m, a Universidade, ao decidir pela ades\u00e3o da empresa \u00e0 gest\u00e3o do seu hospital, perde autonomia, visto que os investimentos provindos da gest\u00e3o empresarial v\u00e3o de reformas estruturais a resolu\u00e7\u00f5es trabalhistas com funcion\u00e1rios. Investimentos que, no momento, n\u00e3o poderiam ser ressarcidos pela UFSM.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um problema de tempos, mas refor\u00e7ado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o da coordenadora da Resid\u00eancia M\u00e9dica da UFSM, T\u00e2nia Resener, a EBSERH, para a resid\u00eancia, s\u00f3 veio a melhorar. \u201cExistiam v\u00e1rias \u00e1reas com falta de m\u00e9dicos, o que fazia com que, em v\u00e1rios setores, os residentes, \u00e0s vezes, ficassem sem preceptoria (m\u00e9dico que acompanha os alunos em atendimentos) em determinados per\u00edodos do dia\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;No entanto, para o estudante do 11\u00ba semestre de Medicina, Bernardo Cad\u00f3, ex-membro do Diret\u00f3rio Acad\u00eamico do curso, \u201c\u00e9 meio falacioso falar que est\u00e1 havendo uma melhora na preceptoria. As pessoas que est\u00e3o sendo contratadas est\u00e3o cumprindo um papel para as quais elas n\u00e3o s\u00e3o qualificadas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por ter investido na contrata\u00e7\u00e3o de profissionais, a EBSERH instituiu uma meta maior de atendimentos para esses funcion\u00e1rios, o que teve como consequ\u00eancia uma sobrecarga tamb\u00e9m para os docentes e discentes que trabalham no Hospital.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo T\u00e2nia, a exig\u00eancia do cumprimento dessa meta n\u00e3o \u00e9 feita aos professores, mas aos m\u00e9dicos contratados pela EBSERH, que tamb\u00e9m s\u00e3o acompanhados de alunos e residentes. \u201cPara a Resid\u00eancia M\u00e9dica \u00e9 \u00f3timo. Quanto mais pacientes atendidos, melhor\u201d, refor\u00e7ou a coordenadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes da implanta\u00e7\u00e3o da EBSERH, em junho de 2013, o Aplicativo de Gest\u00e3o de Hospitais Universit\u00e1rios come\u00e7ou a ser implantado. Esse sistema facilita as consultas ao viabilizar o acesso mais r\u00e1pido \u00e0 informa\u00e7\u00e3o sobre os pacientes. Por\u00e9m, obriga que as consultas devam durar um per\u00edodo m\u00e1ximo de meia hora para possibilitar um maior n\u00famero de atendimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a estagi\u00e1ria do HUSM e estudante de Medicina do 7\u00ba semestre, Tassiane Moreira, os 30 minutos de atendimento s\u00e3o insuficientes para um bom aprendizado. \u201cOs alunos que est\u00e3o come\u00e7ando a atender n\u00e3o t\u00eam tanta agilidade. T\u00eam que ficar esmiu\u00e7ando o paciente para aprender, que doen\u00e7a pode relacionar com outra doen\u00e7a, quais s\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es comuns\u201d, relata. O processo de aprendizagem \u00e9 prejudicado pela prioriza\u00e7\u00e3o da assist\u00eancia e tamb\u00e9m pela imposi\u00e7\u00e3o realizada pelo AGHU.<\/p>\n\n\n\n<p>Em contrapartida, T\u00e2nia afirma que \u201choje em dia, em nenhum hospital de ensino pode-se dar ao luxo de s\u00f3 atender o n\u00famero de pacientes necess\u00e1rios para ensinar, porque sen\u00e3o o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o investiriam em equipamentos, em funcion\u00e1rios, para dizer que s\u00f3 iriam atender 100 pacientes por m\u00eas, que \u00e9 o que precisamos para ensinar\u201d, revela. A coordenadora ainda refor\u00e7a: \u201cfala isso somente quem n\u00e3o sabe o que acontece dentro do hospital\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, Fernando Souza, m\u00e9dico que trabalhou no Pronto-Socorro por 30 anos, traz uma perspectiva diferente. \u201cO HUSM \u00e9 um hospital universit\u00e1rio. Embora ele atenda pacientes do SUS, ele tem uma obriga\u00e7\u00e3o maior, na minha concep\u00e7\u00e3o, em formar m\u00e9dicos da melhor maneira poss\u00edvel. Isso tem um custo operacional que tem que ser pago pela sociedade, se \u00e9 que ela quer ter depois profissionais bem formados para poderem atend\u00ea-la\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O regional como poss\u00edvel solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Rio Grande do Sul n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de administrar o Hospital Regional em Santa Maria. Com isso, a EBSERH assumir\u00e1 a administra\u00e7\u00e3o do Hospital. Segundo a assessoria de imprensa do deputado estadual Valdeci Oliveira (PT-RS), na primeira semana de maio, uma assembleia presidida pelo deputado junto com os secret\u00e1rios de sa\u00fade dos munic\u00edpios da regi\u00e3o central do estado decidira pela gest\u00e3o de forma un\u00e2nime. A decis\u00e3o foi passada ao governo estadual, que anteriormente se posicionou no sentido de acatar a resolu\u00e7\u00e3o votada pelos 32 secret\u00e1rios. No entanto, at\u00e9 o encerramento dessa reportagem ela passava por tr\u00e2mites burocr\u00e1ticos e esperava oficializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia do Regional \u00e9 que ele seja uma Unidade de Reabilita\u00e7\u00e3o do Hospital Universit\u00e1rio, mais relacionado com todas as especialidades que v\u00e3o trabalhar com a recupera\u00e7\u00e3o do paciente, como ortopedia, neurologia, neurocirurgia, fisioterapia e fonoaudiologia. &nbsp;Para a gerente de Ensino e Pesquisa, professora e m\u00e9dica Beatriz Silvana da Silveira Porto, \u201cmuitas \u00e1reas presentes no HUSM poderiam crescer e se desenvolver mais do que conseguem atualmente\u201d. O trabalho feito no HUSM com o ensino seria inserido da mesma forma no Hospital Regional.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a ado\u00e7\u00e3o, a EBSERH tamb\u00e9m assumiria o Hospital Regional com a mesma proposta de gest\u00e3o existente no Hospital Universit\u00e1rio. Dessa forma, o AGHU seria implantado, assim como as rela\u00e7\u00f5es trabalhistas seriam as mesmas que as existentes dentro da Universidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao dividir a demanda de pacientes com mais um hospital, o HUSM talvez consiga se comprometer majoritariamente com a sua fun\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica para enfatizar a forma\u00e7\u00e3o de novos profissionais de sa\u00fade. A quest\u00e3o \u00e9 se essa concep\u00e7\u00e3o de hospital-escola ser\u00e1 reconhecida pelos acad\u00eamicos, corpo de profissionais, vinculados ou n\u00e3o \u00e0 Universidade, e principalmente pela comunidade<strong>.TXT<\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"681\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-content\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/husmonline-1024x681.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-2018\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/husmonline-1024x681.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/husmonline-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/husmonline-768x511.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/husmonline-272x182.jpg 272w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>BASTIDORES.TXT<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A contrata\u00e7\u00e3o de uma empresa para gerir o Hospital Universit\u00e1rio de Santa Maria \u00e9 um assunto controverso e debatido no Campus h\u00e1 algum tempo. Existem contradi\u00e7\u00f5es em tudo que envolve uma &#8220;terceiriza\u00e7\u00e3o&#8221;, a discuss\u00e3o se enquadra num \u00e2mbito de motiva\u00e7\u00f5es ideol\u00f3gicas, pol\u00edticas e partid\u00e1rias. O fato \u00e9 que a administra\u00e7\u00e3o do Hospital partindo de uma empresa, mesmo se caracterizando como uma empresa p\u00fablica, caso da EBSERH, gera mudan\u00e7as. A EBSERH ofereceu melhorias na estrutura do Hospital:&nbsp; contratou muitos funcion\u00e1rios, iniciaram-se obras e um investimento financeiro massivo foi aplicado no HUSM. O objetivo da reportagem n\u00e3o \u00e9 julgar a &#8220;terceiriza\u00e7\u00e3o&#8221; como boa ou ruim para o hospital, mas encarar o cen\u00e1rio j\u00e1 posto h\u00e1 mais de ano, e ver como o Hospital Universit\u00e1rio se responsabiliza com o seu dever educacional enquanto hospital-escola.<\/p>\n\n\n\n<p>A nossa ideia era saber como de fato funcionava o hospital em suas diversas \u00e1reas de aprendizado pr\u00e1tico para os cursos das \u00e1reas de sa\u00fade da UFSM.Quer\u00edamos saber como era o est\u00e1gio de graduandos, como era a resid\u00eancia, enfim, como era o dia-a-dia de estudantes no HUSM. Tamb\u00e9m procuramos entender se o hospital consegue dispor de todo o seu potencial para a forma\u00e7\u00e3o de futuros m\u00e9dicos, enfermeiros, fisioterapeutas, e todos os outros profissionais aos quais o HUSM oferece est\u00e1gios, plant\u00f5es e resid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Para isso a nossa primeira ideia foi acompanhar uma residente durante um dia inteiro. Obviamente, limitando-se \u00e0quilo que n\u00e3o fosse causar constrangimento e violasse algum sigilo do paciente. Mas o Hospital negou o acompanhamento com medo que atrapalh\u00e1ssemos os atendimentos. Portanto, nosso trabalho foi entrevistar o maior n\u00famero de pessoas que pudessem nos ajudar a entender a realidade de ensino do HUSM. Foram alunos, funcion\u00e1rios do Hospital e professores entrevistados. Constatamos uma demanda gigantesca da comunidade no HUSM, visto que&nbsp; \u00e9 o \u00fanico hospital que atende pelo SUS na regi\u00e3o central do estado. Isso nos levou a falas a respeito da constru\u00e7\u00e3o de um Hospital Regional, que nos fez chegar a outro patamar de fonte, fora do arco da UFSM.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi um processo de apura\u00e7\u00e3o longo e proveitoso. Cremos que o objetivo da reportagem foi alcan\u00e7ado. Vimos o qu\u00e3o dif\u00edcil \u00e9 a realidade de quem trabalha no HUSM devido \u00e0 demanda, e &nbsp;algumas quest\u00f5es que impossibilitam um atendimento mais qualificado. Entre terceiriza\u00e7\u00f5es, tr\u00e2mites pol\u00edticos, verba do governo, prioriza\u00e7\u00e3o da demanda da comunidade em detrimento do car\u00e1ter educacional por parte de diversos setores dentro da EBSERH e de alguns professores dos cursos de sa\u00fade, a parte pedag\u00f3gica do hospital sobrevive.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Germano Molardi &#8211; germanomolardi@gmail.comRamiro Brites &#8211; ramirobpsilva@gmail.com \u00a0 A Empresa Brasileira de Servi\u00e7os Hospitalares (EBSERH) est\u00e1 na administra\u00e7\u00e3o do HUSM h\u00e1 pouco mais de um ano e meio. A chegada dela colocou em discuss\u00e3o a fun\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica do Hospital Universit\u00e1rio, afetada pela prioriza\u00e7\u00e3o da assist\u00eancia m\u00e9dica. 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