{"id":2024,"date":"2015-07-13T20:31:48","date_gmt":"2015-07-13T23:31:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufsm.br\/revistatxt\/?p=2024"},"modified":"2019-08-27T15:26:26","modified_gmt":"2019-08-27T18:26:26","slug":"elas-escolheram-nao-se-eximir","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/2015\/07\/13\/elas-escolheram-nao-se-eximir","title":{"rendered":"Elas escolheram n\u00e3o se eximir"},"content":{"rendered":"<p><i>Eu nunca imaginei receber o diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer. Ainda mais morando em uma cidade de interior, onde mal temos um posto de sa\u00fade. A cidade grande \u00e9 uma das \u00fanicas op\u00e7\u00f5es para mim, j\u00e1 que onde eu vivo os hospitais n\u00e3o oferecem tratamentos desse tipo. E agora? Bom, eu consigo marcar as consultas, fazer os exames e, se n\u00e3o fosse pelo fato de eu ter que voltar muitas vezes ao hospital, tudo poderia ser um pouco mais f\u00e1cil. Mas tudo bem, eu realmente vou enfrentar essa. E n\u00e3o vou sozinha. S\u00f3 resta uma quest\u00e3o: durante o meu tratamento, onde vou ficar? N\u00e3o tenho dinheiro para pagar uma pousada, nem tenho como vir e voltar para minha cidade toda hora. Como \u00e9 que eu vou fazer? Ouvi falar de casas que d\u00e3o pouso para quem precisa, mas ser\u00e1 que vai ter lugar? Se n\u00e3o tiver, n\u00e3o vou ter como ficar, nem como me tratar. E agora?<\/i><\/p>\n<p>Essa \u00e9 a realidade de muita gente que vem ao Hospital Universit\u00e1rio de Santa Maria (HUSM) para fazer tratamento contra o c\u00e2ncer e outras doen\u00e7as. Vir de outra cidade, fazer tratamento, estar longe de casa e de quase toda a fam\u00edlia. Tudo isso abala quem se encontra em uma situa\u00e7\u00e3o delicada como essa. Mas ser acolhido em uma casa que, al\u00e9m de abrigo e alimenta\u00e7\u00e3o, d\u00e1 amigos, aten\u00e7\u00e3o e apoio psicol\u00f3gico pode ser uma alternativa para n\u00e3o se abater e encarar a doen\u00e7a de uma forma bem mais positiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>A vontade de ajudar<\/strong><\/p>\n<p>A sensibilidade de dona Leonilda Oliveira em perceber que a cidade contava com poucas casas de apoio a pessoas em tratamento oncol\u00f3gico foi o marco inicial de um projeto que estava por nascer. Era dia 28 do m\u00eas de mar\u00e7o de 2013. Interessadas em ajudar e com disponibilidade financeira para fundar uma ONG, ela e outras 14 pessoas iniciaram um projeto volunt\u00e1rio e abra\u00e7aram a causa. A partir da necessidade de um lugar como este em Santa Maria e do comprometimento de todos os volunt\u00e1rios, esfor\u00e7os foram unidos para criar a Casa Maria.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s um ano de funcionamento, a Casa recebe cada vez mais pacientes e tamb\u00e9m pessoas para ajudar no trabalho. Ela j\u00e1 conta com 15 funcion\u00e1rios remunerados e recebe apoio de empresas como a DPI Solu\u00e7\u00f5es em Impress\u00e3o e o Programa Mesa Brasil Sesc, al\u00e9m de uma ajuda do Lions Clube Santa Maria Camobi.<\/p>\n<p>A Casa se mant\u00e9m atrav\u00e9s dos doadores e de doa\u00e7\u00f5es tanto de pessoas f\u00edsicas quanto jur\u00eddicas, que contribuem n\u00e3o s\u00f3 com comida, objetos, medicamentos, dietas espec\u00edficas e vestu\u00e1rio, mas tamb\u00e9m com doa\u00e7\u00f5es em dinheiro. H\u00e1 ainda uma parceria com o supermercado Nacional, que apoia a Casa Maria e promove o s\u00e1bado solid\u00e1rio, no qual acontece a arrecada\u00e7\u00e3o de alimentos da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de oferecer acolhimento, acompanhamento psicol\u00f3gico, alimenta\u00e7\u00e3o, medicamentos e conforto aos pacientes, a Casa se preocupa com a\u00e7\u00f5es preventivas ao c\u00e2ncer. Com intuito de esclarecer sobre a doen\u00e7a, s\u00e3o promovidas palestras em escolas e empresas.<\/p>\n<p>Atualmente, a ONG funciona com o trabalho de 16 pessoas assalariadas. Conta ainda com 23 leitos para o atendimento de cerca de 250 pessoas por m\u00eas. Trata-se da \u00fanica casa de Santa Maria que recebe pacientes adultos p\u00f3s-transplante de medula \u00f3ssea. Para estes, disponibiliza dois quartos com banheiro exclusivo.<\/p>\n<p>A estrutura funciona com o empenho de uma assistente social, uma psic\u00f3loga, uma pessoa respons\u00e1vel pela limpeza, outra pelo Centro de Processamento de Dados, um administrador, um coordenador, tr\u00eas arrecadadores de doa\u00e7\u00f5es e oito pessoas no telemarketing. A Casa ainda conta colabora\u00e7\u00e3o de volunt\u00e1rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Ajuda ao pr\u00f3ximo\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Assim como Leonilda, outras pessoas t\u00eam interesse em ajudar o pr\u00f3ximo. \u00c9 o caso de Dunia Ramos, ex-enfermeira e professora aposentada que resolveu doar a sua casa para acolher os pacientes de fora de Santa Maria que se tratavam no HUSM. Assim nasceu o Abrigo Assistencial Leon Denis, criado em 1993 com o apoio de volunt\u00e1rios, diante da constata\u00e7\u00e3o de que as pens\u00f5es do bairro de Camobi eram muito caras e inviabilizavam a hospedagem para pessoas que n\u00e3o tinham condi\u00e7\u00f5es de pagar o pre\u00e7o das di\u00e1rias.<\/p>\n<p>No princ\u00edpio, o abrigo surgiu para acolher somente adultos em tratamento oncol\u00f3gico, por\u00e9m um acontecimento muito singular fez quase tudo mudar. Logo no in\u00edcio do funcionamento da Leon Denis, muitas crian\u00e7as em tratamento contra a leucemia come\u00e7aram a se abrigar na casa. Entretanto, a administra\u00e7\u00e3o n\u00e3o achou correto manter crian\u00e7as e adultos juntos, por isso foi criada uma filial do abrigo.<\/p>\n<p>Esse epis\u00f3dio ocorreu porque naquela \u00e9poca ainda n\u00e3o existia nenhuma casa no bairro que abrigasse apenas crian\u00e7as em tratamento. Orieta Ramos, irm\u00e3 de Dunia, que j\u00e1 estava envolvida com o projeto, cedeu um apartamento no centro da cidade para acolher essas crian\u00e7as. Por\u00e9m, por motivos financeiros, a filial durou apenas dois anos vinculada a Leon Denis e depois se separou, dando origem \u00e0 Casa de Apoio \u00e0 Crian\u00e7a com C\u00e2ncer, o CACC.<\/p>\n<p>A casa sempre funcionou com trabalho volunt\u00e1rio, at\u00e9 mesmo nos cargos da Diretoria Executiva. Atualmente, a diretoria \u00e9 formada por Orieta Ramos (presidenta), Vera Santos (vice-presidenta), Vera Cristina Dorneles (primeira secret\u00e1ria), Gianete da Silva (segunda secret\u00e1ria), Dunia Ramos (primeira tesoureira) e Adriana Carpes (segunda tesoureira).<\/p>\n<p>Com reuni\u00f5es mensais, a diretoria administra o Abrigo com o apoio do Lions Camobi e colabora\u00e7\u00f5es, geralmente pequenas, de pessoas f\u00edsicas. Al\u00e9m disso, h\u00e1 tamb\u00e9m um brech\u00f3 mantido atrav\u00e9s de doa\u00e7\u00f5es de vestu\u00e1rio, utens\u00edlios dom\u00e9sticos e brinquedos. A casa j\u00e1 fez mutir\u00f5es para arrecadar comida nos mercados, mas a diretoria resolveu parar depois de um tempo, pois sempre houve dificuldade para arranjar volunt\u00e1rios na coleta. Outra ajuda importante vem dos trotes solid\u00e1rios da UFSM, que arrecadam uma quantidade grande de roupas e alimentos.<\/p>\n<p>O Leon Denis n\u00e3o disponibiliza medicamentos nem dietas, somente hospedagem e alimenta\u00e7\u00e3o. No entanto, os pacientes que ficam ali podem se cadastrar na Casa Maria para receber as dietas espec\u00edficas, pois embora n\u00e3o exista uma interdepend\u00eancia entre as ONG\u2019s, elas mant\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o de apoio.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de receber pacientes adultos em todos os tipos de tratamentos e vindos de outras cidades, hoje a Leon tamb\u00e9m acolhe quem mora em Santa Maria, mas vive longe do HUSM. Cerca de 15 pessoas s\u00e3o acolhidas por m\u00eas no Abrigo, que conta com 11 leitos femininos e oito masculinos. Segundo dona Orieta, embora haja uma altern\u00e2ncia na lota\u00e7\u00e3o, elas fazem quest\u00e3o de manter aberta em finais de semana e feriados. O abrigo acolhe tamb\u00e9m as m\u00e3es de crian\u00e7as que est\u00e3o internadas no Hospital e Dunia garante que elas s\u00f3 saem da Casa quando a crian\u00e7a recebe alta da interna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>No aconchego de um lar<\/strong><\/p>\n<p>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Acolhimento. Esse \u00e9 o sentimento que o nome \u201cMaria\u201d passa para quem faz parte da hist\u00f3ria da Casa. O nome foi escolhido porque \u201cem casa de Maria sempre cabe mais um\u201d sempre h\u00e1 um conforto de m\u00e3e. Na Leon Denis n\u00e3o \u00e9 diferente. Na \u00e9poca da funda\u00e7\u00e3o, o nome foi uma homenagem a um importante fil\u00f3sofo e m\u00e9dium do espiritismo, embora a casa nunca tenha seguido uma cren\u00e7a. Apenas preza pela esperan\u00e7a e d\u00e1 amparo a quem precisa.<\/p>\n<p>Todo o trabalho realizado nas casas de apoio \u00e9 primordial para a vida dos pacientes. Esse conforto oferecido de forma volunt\u00e1ria, sem fins lucrativos e de maneira afetuosa \u00e9 sentido por eles e retorna em forma de sorrisos, esperan\u00e7a, alegria e o t\u00e3o esperado fim do tratamento.<\/p>\n<p>\u00c9lio da Silva Souza, 72 anos, morador do munic\u00edpio de Vila Nova do Sul, em meio a sorrisos, diz que a sensa\u00e7\u00e3o de amizade, carinho e respeito j\u00e1 foi percept\u00edvel desde a primeira vez que visitou a Casa Maria. \u201cAh, aqui \u00e9 como estar em casa, as amizades, a irmandade, tudo aqui \u00e9 muito bom\u201d, conta.<\/p>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o de um c\u00e2ncer de pr\u00f3stata, ela faz radioterapia. Sua esposa, a filha e a cunhada se revezam para acompanh\u00e1-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Elas precisam de ajuda<\/strong><\/p>\n<p>Ainda que funcione como um lar, as duas ONG\u2019s precisam de mudan\u00e7as, tanto de infraestrutura como de loca\u00e7\u00f5es. A Casa Maria ainda tem sede em local alugado, mas o plano \u00e9 que futuramente seja poss\u00edvel comprar um im\u00f3vel maior e em melhores condi\u00e7\u00f5es de alojamento. A sede pr\u00f3pria \u00e9 fundamental para que a casa possa atender mais pessoas e com melhor qualidade.<\/p>\n<p>J\u00e1 a Leon Denis pretende promover melhorias e tem a inten\u00e7\u00e3o de construir, ao lado da casa, uma segunda estrutura que possa receber transplantados. Embora tenha colabora\u00e7\u00e3o do Lions Camobi, a casa vai precisar de ajuda da comunidade para concretizar a obra.<\/p>\n<p>Sobre o ato de ajudar, dona Dunia reflete: \u201cEu acho que existe a necessidade e o poder, e a\u00ed tu vais ou n\u00e3o te colocar em cima disso. Eu entendo estes tr\u00eas posicionamentos perante a necessidade: \u2018eu posso e vou fazer\u2019, \u2018fico triste com a situa\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o posso fazer nada\u2019 e o \u2018posso ajudar, mas vou me eximir\u2019\u201d. Dona Leonilda, dona Dunia, volunt\u00e1rios e colaboradores escolheram n\u00e3o se eximir. Mesmo com poucas condi\u00e7\u00f5es, est\u00e3o l\u00e1 todos os dias dando apoio e acolhimento \u00e0s pessoas que precisam de ajuda num momento dif\u00edcil.<\/p>\n\n\n<ul class=\"wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"680\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-content\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/casamaria3-1024x680.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3283\" data-link=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/2015\/07\/13\/elas-escolheram-nao-se-eximir\/casamaria3\/\" class=\"wp-image-3283\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/casamaria3-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/casamaria3-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/casamaria3-768x510.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/casamaria3-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/casamaria3.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"680\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-content\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/casamaria2-1024x680.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3282\" data-link=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/2015\/07\/13\/elas-escolheram-nao-se-eximir\/casamaria2\/\" class=\"wp-image-3282\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/casamaria2-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/casamaria2-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/casamaria2-768x510.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/casamaria2-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/casamaria2.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"680\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-content\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/casamaria1-1024x680.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3281\" data-link=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/2015\/07\/13\/elas-escolheram-nao-se-eximir\/casamaria1\/\" class=\"wp-image-3281\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/casamaria1-1024x680.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/casamaria1-300x199.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/casamaria1-768x510.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/casamaria1-272x182.jpg 272w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/casamaria1.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"598\" height=\"900\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-content\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/casamaria.jpg\" alt=\"\" data-id=\"3280\" data-link=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/2015\/07\/13\/elas-escolheram-nao-se-eximir\/casamaria\/\" class=\"wp-image-3280\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/casamaria.jpg 598w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/casamaria-199x300.jpg 199w\" sizes=\"(max-width: 598px) 100vw, 598px\" \/><\/figure><\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eu nunca imaginei receber o diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer. 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