{"id":2042,"date":"2015-07-13T20:20:09","date_gmt":"2015-07-13T23:20:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ufsm.br\/revistatxt\/?p=2042"},"modified":"2019-08-27T15:36:40","modified_gmt":"2019-08-27T18:36:40","slug":"a-casa-dos-estudantes-tambem-e-das-maes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/2015\/07\/13\/a-casa-dos-estudantes-tambem-e-das-maes","title":{"rendered":"A casa dos estudantes tamb\u00e9m \u00e9 das m\u00e3es"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\"><em>Kauane M\u00fcller &#8211;\u00a0kauanemuller@yahoo.com.br<br \/>Nathalie Martins &#8211;\u00a0nathalie.am@hotmail.com<\/em><\/p>\n<p><i>Na casa do estudante universit\u00e1rio h\u00e1 doze m\u00e3es que lutam pelo direito de morar com seus filhos.<\/i><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Vidas que se completam<\/strong><\/p>\n<p>Helena Silva Oliveira mora na Casa do Estudante Universit\u00e1rio desde 2011. Rafaela nasceu em 2013. A gravidez foi a surpresa que aquele ano preparava para a estudante de Agronomia, agora com 21 anos. Naquele momento, o medo e as d\u00favidas assustaram a jovem mulher que planejava fazer a gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando Rafaela nasceu, Helena n\u00e3o sabia se as duas poderiam morar sozinhas em um apartamento da Casa. Apesar disso, a grande d\u00favida da m\u00e3e era se ela precisaria trancar o curso ou se poderia continuar estudando, mesmo com a filha pequena. O susto inicial diminuiu ap\u00f3s uma conversa com a Pr\u00f3-Reitoria de Assuntos Estudantis: o curso n\u00e3o teria que esperar, Rafaela ocuparia uma vaga na Casa do Estudante e as duas poderiam dividir um apartamento.<\/p>\n<p>Mas ainda havia outros medos: o terror de n\u00e3o ter uma rela\u00e7\u00e3o est\u00e1vel e de muito tempo estar junto, mas n\u00e3o ser um namoro. A tranquilidade veio com o pai de Rafaela, com o tempo e a constru\u00e7\u00e3o de uma rela\u00e7\u00e3o de amizade e parceria, que tem tudo a ver com as responsabilidades com a filha, divididas entre os dois: as despesas, o cuidado e o tempo que Rafaela passa com cada um.<\/p>\n<p>E teve a fam\u00edlia: \u201cMeus pais queriam lev\u00e1-la, mas eu consegui um voto de confian\u00e7a para que ela ficasse comigo, que eu ia dar conta aqui\u201d. Com a ajuda de muitos, Helena est\u00e1 conseguindo cuidar da pequena. Quando sua filha nasceu, a bisav\u00f3 da menina permaneceu com elas na Casa porque Helena n\u00e3o podia ficar sozinha e nem fazer muito esfor\u00e7o. Os padrinhos da menina s\u00e3o estudantes e tamb\u00e9m moram na Casa. Cuidar de Rafaela \u00e9 uma tarefa que eles cumprem quando a m\u00e3e e o pai t\u00eam algum compromisso.<\/p>\n<p>Helena n\u00e3o encontrou impedimento nem com a perman\u00eancia dela e da filha na Casa, nem em rela\u00e7\u00e3o ao aux\u00edlio-creche. O valor paga metade do que \u00e9 gasto com a escolinha de educa\u00e7\u00e3o infantil que a menina frequenta desde os tr\u00eas meses. O pai completa a mensalidade da creche e a m\u00e3e custeia os gastos com a alimenta\u00e7\u00e3o. Tem tamb\u00e9m o pediatra, pois Rafaela j\u00e1 teve convuls\u00e3o duas vezes e precisou de atendimento imediato. \u00c9 um gasto extra com m\u00e9dico particular, mas a escolha dessa op\u00e7\u00e3o foi pela seguran\u00e7a no atendimento, que n\u00e3o \u00e9 oferecida quando se procura o posto de sa\u00fade, segundo Helena.<\/p>\n<p>Sobre a dupla rotina, Helena conta que as fun\u00e7\u00f5es de m\u00e3e e estudante se completam. \u201cTenho que levar ela para a escola porque eu preciso ir para a aula. Se estou na aula, tenho que fazer as minhas coisas porque preciso busc\u00e1-la depois. N\u00e3o posso parar muito, mas estou dando conta. Uma coisa vai completando a outra\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Pelo direito de ser m\u00e3e<\/strong><\/p>\n<p>\u201cQuando eu vim com ela para Santa Maria, vim com uma m\u00e3o na frente e outra atr\u00e1s, eu n\u00e3o tinha nada, n\u00e3o tinha ningu\u00e9m para me ajudar. J\u00e1 tinha ganhado fraldas e roupinhas, mas precisava de gente para ajudar nos primeiros meses. Isso eu n\u00e3o tinha\u201d. \u00c9 assim que come\u00e7a a hist\u00f3ria da pequena Nast\u00e1cia, filha de Melissa Fernanda Copetti, 26 anos, aluna de Filosofia da UFSM e moradora da Casa do Estudante Universit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Melissa tamb\u00e9m \u00e9 m\u00e3e de Edgar, que nasceu em 2006, quando ela j\u00e1 morava na Casa para cursar o ensino m\u00e9dio no Col\u00e9gio Polit\u00e9cnico. A hist\u00f3ria de uma mulher, m\u00e3e e estudante se mistura com a hist\u00f3ria de seus filhos. \u00c9 assim que a narrativa de Melissa \u00e9 percebida por quem a ouve, enquanto ela, \u00e0 vontade, amamenta a pequena Nast\u00e1cia.<\/p>\n<p>Aos 17 anos, Melissa n\u00e3o sabia que podia enfrentar a decis\u00e3o da Pr\u00f3-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), quando n\u00e3o foi permitido que ela morasse com o filho pequeno. Embora, nessa \u00e9poca, outras m\u00e3es j\u00e1 morassem com seus filhos e filhas na Casa sem o conhecimento da institui\u00e7\u00e3o, o medo de que elas fossem expulsas fez com que Melissa baixasse a cabe\u00e7a. A luta veio depois, quando algumas mulheres passaram a reivindicar o direito de morarem com suas crian\u00e7as, concedido a partir de 2009.<\/p>\n<p>Edgar foi morar com a bisav\u00f3 e, aos seis anos, com o pai, com quem deve ficar at\u00e9 a formatura de Melissa. \u201cEu fa\u00e7o licenciatura e bacharelado, ent\u00e3o j\u00e1 demoraria um pouco mais para me formar, mas tive que atrasar a faculdade porque a Nast\u00e1cia veio de surpresa. Quando Edgar nasceu, eu estava em um relacionamento e engravidei, mas, dessa vez, desde o in\u00edcio, eu sabia que o pai biol\u00f3gico dela n\u00e3o assumiria. Ele foi embora da cidade, nunca mais veio falar comigo\u201d, relata.<\/p>\n<p>A luta das mulheres pelo direito de morar com seus filhos trouxe resultado: a PRAE, que antes alegava que a Casa do Estudante n\u00e3o era lugar para crian\u00e7a, agora n\u00e3o apenas permite a moradia, como ajuda a mant\u00ea-la. A mesma assistente social que disse \u00e0 Melissa que ela n\u00e3o podia morar com Edgar levou um carrinho de beb\u00ea para sua filha e conseguiu os documentos para que elas ganhassem uma geladeira, que Melissa s\u00f3 passou a ter depois do nascimento da menina. Agora ela sabe que n\u00e3o precisa mais se intimidar.<\/p>\n<p>Melissa e Nast\u00e1cia vivem com o valor do aux\u00edlio-creche desde que a pequena tinha um m\u00eas. Quando completou um ano de idade, passou a ter um pai legalmente, que cuidava dela no Ateli\u00ea Casa 9, enquanto a m\u00e3e fazia est\u00e1gio. Ele n\u00e3o mora em Santa Maria, mas, quando est\u00e1 na cidade, fica com a menina para que Melissa possa ir \u00e0s aulas. Nast\u00e1cia n\u00e3o frequenta uma escolinha, porque n\u00e3o h\u00e1 dinheiro. O aux\u00edlio recebido n\u00e3o paga um turno em uma creche privada. A m\u00e3e tamb\u00e9m n\u00e3o trabalha, pois n\u00e3o tem onde deixar a filha.<\/p>\n<p>Melissa forma-se neste ano em Filosofia \u2013 bacharelado e licenciatura, mas n\u00e3o tem certeza sobre o que vai fazer depois. Talvez ela fa\u00e7a um curso de p\u00f3s- -gradua\u00e7\u00e3o, mas precisa ser em uma universidade que assegure sua moradia e a de seus filhos, al\u00e9m de garantir escolinha para Nast\u00e1cia. A UFSM, por enquanto, n\u00e3o \u00e9 este lugar.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>PRAE garante moradia a filhos de estudantes <\/strong><\/p>\n<p><i>Para entender como funciona a garantia da perman\u00eancia das m\u00e3es e pais estudantes e de seus filhos e filhas, conversamos com o pr\u00f3-reitor de Assuntos Estudantis Jo\u00e3o Batista Dias de Paiva. <\/i><\/p>\n<p><strong>.TXT<\/strong><b> \u2013 Quais s\u00e3o os direitos que uma m\u00e3e estudante tem como moradora da Casa? <\/b><\/p>\n<p><b>Paiva \u2013<\/b> O artigo segundo da resolu\u00e7\u00e3o 025\/2014 regulamenta que a moradia estudantil PRAE UFSM \u00e9 um direito do estudante, inclu\u00eddo no Programa de Benef\u00edcio Socioecon\u00f4mico da PRAE. Ele pode ser extensivo a filhos menores de 12 anos, em que se enquadra a defini\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a, cuja necessidade deve ser comprovada por meio de parecer social feito pela PRAE. Isso \u00e9 um direito assegurado pela Constitui\u00e7\u00e3o e pelo Estatuto da Crian\u00e7a e do Adolescente. N\u00e3o h\u00e1 como fechar os olhos para isso.<\/p>\n<p><strong>.TXT<\/strong><b> \u2013 Como uma estudante que vai ter um filho deve proceder? <\/b><\/p>\n<p><b>Paiva \u2013<\/b> Ela deve procurar a assistente social da PRAE para receber a orienta\u00e7\u00e3o pertinente. O objetivo da resolu\u00e7\u00e3o \u00e9 justamente acolher as crian\u00e7as que j\u00e1 est\u00e3o l\u00e1 e acolher estudantes que chegam gr\u00e1vidas \u00e0 universidade e que tenham direito de morar na Casa.<\/p>\n<p><strong>.TXT<\/strong><b>\u2013 Existe algum aux\u00edlio da Universidade quanto \u00e0 creche? <\/b><\/p>\n<p><b>Paiva \u2013<\/b> Uma vez definida a necessidade de a crian\u00e7a permanecer com a m\u00e3e, a Universidade prov\u00ea um aux\u00edlio-creche. Para receber o aux\u00edlio, tem que ser moradora da Casa do Estudante, preenchendo todos os requisitos legais, ou seja, a quest\u00e3o da vulnerabilidade social. O aux\u00edlio \u00e9 concedido para a crian\u00e7a. Ent\u00e3o, se mora, por exemplo, voc\u00ea e o seu namorado, e os dois t\u00eam uma crian\u00e7a, ela recebe um aux\u00edlio. Assim como, se voc\u00ea mora sozinha e tem uma crian\u00e7a, a crian\u00e7a recebe um aux\u00edlio-creche, pois ele \u00e9 concedido para a crian\u00e7a, n\u00e3o para os pais. N\u00f3s n\u00e3o concedemos o aux\u00edlio-creche indiscriminadamente. As pessoas t\u00eam que comprovar que se inscreveram e que n\u00e3o conseguiram vaga, pois pagamos o aux\u00edlio para as crian\u00e7as que est\u00e3o em excedente da rede p\u00fablica municipal. Esse aux\u00edlio \u00e9 equivalente a uma e meia bolsa PRAE, o que corresponde a R$375,00 para cada crian\u00e7a, baseado no princ\u00edpio de que a escola \u00e9 um direito da crian\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>.TXT<\/strong><b> \u2013 E a alimenta\u00e7\u00e3o dessas crian\u00e7as? Elas podem comer no restaurante universit\u00e1rio? <\/b><\/p>\n<p><b>Paiva \u2013<\/b> Se as crian\u00e7as podem estar junto das m\u00e3es, certamente elas podem lev\u00e1-las onde quiserem, at\u00e9 mesmo dentro da sala de aula. Uma crian\u00e7a nessa idade come colheradas do prato da m\u00e3e mesmo, ent\u00e3o n\u00f3s nunca pensamos em evitar a entrada dos beb\u00eas no Restaurante. Se for formalizar \u00e9 um processo enorme, ent\u00e3o n\u00e3o \u00e9 algo que seja consider\u00e1vel do ponto de vista quantitativo, nem do ponto de vista do custo da comida que essas crian\u00e7as comem. De fato, n\u00f3s nunca discutimos essa quest\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><strong>Bastidores<span style=\"color: #ff6600\">.TXT<\/span><\/strong><\/p>\n<p>A editoria de entrevista contava, em sua estrutura, com uma entrevista de car\u00e1ter institucional, que ocupava duas p\u00e1ginas, e essa era a ideia inicial para se desenvolver a pauta das m\u00e3es que moram na Casa do Estudante Universit\u00e1rio da UFSM. A entrevista seria, ent\u00e3o, centrada na figura do pr\u00f3-reitor de assuntos estudantis. Para humanizar o relato, por\u00e9m, conversar\u00edamos com quatro m\u00e3es e, em uma p\u00e1gina, transcrever\u00edamos as respostas de duas perguntas feitas a cada uma delas.<\/p>\n<p>Durante a apura\u00e7\u00e3o, conhecemos Helena e Melissa, as m\u00e3es que aparecem na mat\u00e9ria. As hist\u00f3rias delas e das suas crian\u00e7as nos emocionaram muito. Elas \u2013 e as outras dez m\u00e3es que moram na Casa \u2013 s\u00e3o mulheres e estudantes como n\u00f3s e querem a garantia do direito de morar com os seus filhos.\u00a0 Distantes da objetividade no relato, cobrada no texto jornal\u00edstico, optamos por nos aproximar da vida dessas m\u00e3es: nos envolvemos com as suas hist\u00f3rias, passamos a problematizar, nos nossos c\u00edrculos cotidianos, as pautas que elas nos trouxeram e, mais do que isso, escrevemos sentindo cada palavra, nos colocamos no texto. Para que isso acontecesse, optamos, junto com a professora, por mudar a estrutura da editoria e escrever, al\u00e9m da entrevista com o pr\u00f3-reitor, um perfil para cada m\u00e3e. O mais importante foi a visibilidade e a oportunidade de falar sobre essas mulheres de forma sens\u00edvel e humana.<\/p>\n\n\n<ul class=\"wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\"><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"598\" height=\"900\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-content\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/Mc383ESDACEU-CAMILAJARDIM.jpg\" alt=\"\" data-id=\"2991\" data-link=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/2015\/07\/13\/a-casa-dos-estudantes-tambem-e-das-maes\/mc383esdaceu-camilajardim\/\" class=\"wp-image-2991\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/Mc383ESDACEU-CAMILAJARDIM.jpg 598w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/Mc383ESDACEU-CAMILAJARDIM-199x300.jpg 199w\" sizes=\"(max-width: 598px) 100vw, 598px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"768\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-content\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/mc3a3esdaceu-1024x768.jpg\" alt=\"\" data-id=\"2992\" data-link=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/2015\/07\/13\/a-casa-dos-estudantes-tambem-e-das-maes\/mc3a3esdaceu\/\" class=\"wp-image-2992\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/mc3a3esdaceu-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/mc3a3esdaceu-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/mc3a3esdaceu-768x576.jpg 768w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/mc3a3esdaceu.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><\/li><li class=\"blocks-gallery-item\"><figure><img decoding=\"async\" width=\"598\" height=\"900\" src=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/wp-content\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/Mc383ES.jpg\" alt=\"\" data-id=\"2990\" data-link=\"https:\/\/www.ufsm.br\/midias\/experimental\/revistatxt\/2015\/07\/13\/a-casa-dos-estudantes-tambem-e-das-maes\/mc383es\/\" class=\"wp-image-2990\" srcset=\"https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/Mc383ES.jpg 598w, https:\/\/www.ufsm.br\/app\/uploads\/sites\/714\/2015\/07\/Mc383ES-199x300.jpg 199w\" sizes=\"(max-width: 598px) 100vw, 598px\" \/><\/figure><\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Kauane M\u00fcller &#8211;\u00a0kauanemuller@yahoo.com.brNathalie Martins &#8211;\u00a0nathalie.am@hotmail.com Na casa do estudante universit\u00e1rio h\u00e1 doze m\u00e3es que lutam pelo direito de morar com seus filhos. \u00a0 Vidas que se completam Helena Silva Oliveira mora na Casa do Estudante Universit\u00e1rio desde 2011. 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